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Última atualização: 21/04/2021

Capítulo 1

Coreia do Sul, Siheung-si, 4 de junho de 2021. Sexta feira, 9:21 PM.

andava em um tom de tranquilidade apesar de ter olhado no relógio minutos atrás e perceber que estava atrasado para o compromisso que havia marcado com a atual namorada, eles estavam juntos há quase um ano e geralmente era nessa época que as vontades dele começavam a ficar confusas, ele sempre tinha a esperança de quando estivesse para completar o primeiro ano de relacionamento, seus sentimentos fossem ficar decisivos, mas nunca era assim, ele se sentia desgastado a essa altura, não dava mais devida importância as coisas pequenas e simples do seu namoro.
Nayeon era uma ótima garota, se preocupava com ele e tinha o sonho de construir uma família, que ele sempre tinha como segredo esse sonho também, segredo não porque tinha vergonha, mas porque sempre achou meio impossível devido as suas circunstâncias

— Está atrasado – a garota com cara de poucos amigos pronunciou quando viu seu namorado entrar no restaurante.
— Eu sei, eu sei, mas acabou que me atrasei nas demandas do trabalho sinto muito – disse indo em direção a ela, dando um beijo no topo da sua cabeça quando estava perto o suficiente, puxando a cadeira ao seu lado e sentando-se em seguida.

Os próximos minutos do jantar foram em completo silêncio no aspecto conversa entre os dois, só se ouviu a voz de ambos quando o garçom veio até a mesa perguntando sobre os pedidos, ele havia escolhido o primeiro prato com carne bovina que viu no cardápio e ela tinha escolhido uma massa, eles não tinham muito para falar ou pelo menos ele estava evitando para não ter que lidar com a situação dela irritada naquele momento, sabia que quando sua atual namorada queria, podia ser bem, como ela poderia dizer, escandalosa as vezes, e ele preferia evitar o constrangimento naquela noite, afinal não tinha mentido as demandas de seu trabalho realmente o consumiram.
era advogado em um escritório conhecido local, tinha se formado em uma boa universidade na capital da Coreia, Seul mas sempre se imaginou voltando para sua cidade natal quando se formasse e foi isso que aconteceu dois anos atrás quando concluiu o curso e arrumou um emprego em Siheung-si, sempre se sentiu mais seguro estando onde nasceu e cresceu, devido sua situação amorosa achava melhor estar o mais perto possível se precisasse recorrer a alguém.
Os pratos já haviam chegado, ele comia devagar, sempre gostava de apreciar o gosto de todo alimento que ingeria, Nayeon movia a sua comida com o garfo, mas não estava comendo nada
— Não está com fome? – ele perguntou enfiando uma garfada da comida na boca.
— Como estaria? Depois de tanto tempo esperando até perdi a fome – ela apoiava a cabeça na mão que não estava segurando o talher.
— Já disse que não foi por querer, fiquei preso em algumas coisas urgentes do trabalho.
— Nos últimos meses você sempre tem coisas urgentes do trabalho – ela disse revirando os olhos logo depois.
— Eu sempre tive, nos últimos meses que você começou a se importar.
Ele a olhava esperando qualquer reação da parte dela, mas a mesma continuava com seu olhar que ele não sabia decifrar se era tédio ou qualquer outra coisa parecida.
— Quer saber eu que perdi a fome agora.
Ele largou os talheres e passou a mão nos cabelos que estavam longos no momento, suspirando fundo, sabia onde aquilo ia acabar dando, já tinha passado por algumas experiências para saber sobre, ele sempre torcia para que não, mas pelo fato de saber que ia se apaixonar novamente e que ia acabar sendo mais intenso do que dessa vez ele sempre desistia em algum ponto, se sentia mal às vezes por não dar devida importância ou esforço para seus relacionamentos, ele até já havia em um certo ponto da sua vida tentado deixar tudo isso de lado, viver sozinho, não se apaixonar mais, mas foi nessa época que descobriu que não conseguia, mesmo que quisesse muito devido a essa premonição, intuição não sabia direito do que chamar, já que durante sua vida sua família havia usado de diversos nomes, não deixava espaços para que ele conseguisse sair desse ciclo vicioso de amar.
Ele não sabe se foram os pensamentos ou o cansaço do seu dia, mas se levantou, tirou a carteira do bolso, jogou algumas notas na mesa, o que ele julgava ser o suficiente para pagar o jantar e saiu, precisa pensar sobre algumas coisas e com toda certeza sem a presença de uma namorada.

Capítulo 2

Aquela manhã estava estranhamente calma no escritório, as pessoas trabalhavam em seus devidos lugares e os únicos sons que podiam ser ouvidos eram os das teclas enquanto o pessoal digitava, ele havia chegado não fazia nem uma hora ainda, mas sua cabeça já estava pesada, no fundo ele sabia que não era pelo trabalho e sim pela situação que havia passado na noite anterior, ainda não tinha falado com a sua namorada ou ex-namorada, ele já não sabia qual o termo certo a ser usado.
O cheiro do pó de café sendo processado na máquina começou a subir no local, passou as mãos no seu cabelo e resolveu que era adequado beber um pouco do líquido escuro já que não havia dormido bem na noite anterior, levantou da sua cadeira, passou a mão no terno que estava usando na intenção de ajeitá-lo um pouco e seguiu até a porta de sua sala, tocou na maçaneta que fez um “click” com o peso de sua mão, abrindo-a e seguiu até a copa do escritório que ficava localizado no canto esquerdo, perto da recepção, depois de passar pelas incontáveis estações de trabalho que continham ali, recebendo “Ois” e “Bom Dias” das pessoas que não estavam ali quando ele tinha chegado mais cedo, chegou onde o cheiro do pó preto queimando era mais forte e se deparou com Joongi uma das pessoas mais próximas dele do local de trabalho
— Bom dia!! - Joongi disse animado se servindo de uma metade da caneca que segurava - Uooww toma aqui, pela sua cara você está precisando mais do que eu
Ele até pensou em responder a brincadeira feita pelo amigo, mas desistiu
— Obrigada - se encostou no balcão embaixo dos armários altos que tinha ali, enquanto saboreava o café - Eu estou mesmo precisando, talvez mais que essa caneca, bem mais.
— O que aconteceu? Problemas com algum caso jurídico? - O companheiro tinha se servido com uma caneca também e se apoiado ao lado dele.
— Não, não, quem dera fosse do trabalho, eu só estou meio de saco cheio dessas coisas de relacionamento.
— Ontem você não tinha um jantar, para comemorar alguma coisa? Você estava se apressando com as coisas aqui porque estava atrasado.
— Sim eu tinha, eu tive na verdade, mas não foi nada bom, eu cheguei atrasado e bom ela não gostou nada disso.
— Mas vocês conseguiram se resolver né?
lhe lançou um olhar.
— Vocês brigaram feio assim por conta de um atraso?
— Sim, sabe eu não acho que ela esteja errada de ficar chateada por isso, eu só acho que eu não estou em um “clima” - ele colocou a xícara ao seu lado na bancada e fez aspas no ar - de brigar por essas coisas e acho que isso deve ter deixado ela mais irritada.
— Já tentou falar com ela, depois disso? – Joongi também bebia o seu café.
— Não – ele sentia o amigo o olhando – Não é como se tivesse ficado clima para isso, ok?
— Aaaaah claro – a resposta que seu amigo começou a lhe dar continha claramente para ele o tom de sarcasmo.
— O que você está querendo dizer?
Antes que Joon pudesse lhe dar uma resposta o local foi preenchido por mais uma presença nele, os dois olharam em direção de onde vinha o novo ar e se depararam com o dono do escritório com um sorriso amigável nos lábios, a presença de seu chefe no ambiente não deixava nada tenso, pelo contrário adorava jogar conversa fora com o mais velho e aprender sobre algumas coisas que seus anos de experiência a mais que ele poderia lhe proporcionar
preciso falar com você, poderia passar no meu escritório em algum momento hoje?
O mesmo assentiu e sorriu para o seu chefe. Ele saiu da pequena cozinha do escritório deixando os dois amigos sozinhos novamente, o funcionário só finalizou sua bebida e seguiu para a maior sala que tinha ali, parou em frente, arrumou o seu terno e deu três batidas na porta. Ouviu um “Entra” da parte de dentro, adentrou a sala e sentou em uma das duas cadeiras encontradas na frente do senhor ali, o silêncio ficou presente por alguns segundos, até ele começar a falar
— Temos um novo caso no escritório e gostaria que você especialmente cuidasse dele.
— Claro, como é o caso?
— Um divórcio.
— Com todo respeito senhor, mas por que eu? Temos advogados aqui que tem mais experiência com esse tipo de caso.
Seu chefe se levantou da cadeira, colocou ambas as mãos uma em cada bolso antes de voltar a falar, ele observou cada movimento do homem.
— É um caso de um político, ele escolheu o nosso escritório e eu fiz a promessa que ia colocar o melhor advogado daqui para cuidar da sua causa, bom aqui está você.
Ele abriu a boca algumas vezes para tentar dizer algo diante do elogio de seu chefe, mas não conseguiu, sempre soube do seu potencial, sempre tentava coisas novas e tudo mais, mas nunca esperava escutar da pessoa presente no recinto que era o seu melhor funcionário.
Ele soltou um riso olhando a expressão surpresa de seu funcionário antes de continuar falando
— Você é esforçado garoto e está obtendo ótimos resultados aqui desde que entrou, não precisa ficar tão surpreso assim.
— É uma honra escutar isso do senhor, muito obrigada - Ele levantou e se curvou em sinal de agradecimento.
— Aaaa você realmente é um cara bacana, pode se arrumar, você ainda me deve uma resposta.
o olhou confuso.
— Você aceita o caso?
— Claro.
Algumas horas já haviam se passado desde a conversa na sala de seu chefe, ele já estava de volta a sua sala tentando resolver algumas pendências, papeladas jurídicas, Joogin já havia dado o ar de sua companhia mais uma vez logo após sair da sala do dono do escritório, o questionando sobre o que tinha acontecido, ele apenas explicou que era trabalho, sem entrar em muitos detalhes, o amigo se conformou o deixando sozinho logo depois para resolver as próprias coisas. Bufou com o tanto de coisa que ainda se encontrava na sua mesa mesmo depois de passar horas trabalhando, foi interrompido pelo som do seu telefone fixo tocando, aquele som estridente que aquele tipo de telefone um pouco mais antigo fazia, o olhou, o atendendo logo em seguida, colocou o aparelho na orelhas voltou a organizar os papéis, se esquecendo completamente de iniciar a conversa, a pessoa do outro lado soltou uma risada baixa talvez pensando em que tipo de pessoa atendia o telefone e não falava nada, ele ficou surpreso com a reação
— Olá, tudo bem? É do escritório do ?
— Olá, estou bem e você? Sim, é sim. Você ligou direto nesse número?
— Não, não, eu liguei no número geral do escritório e eles me transferiram para o seu ramal, algum problema?
— Não, não que isso, me desculpe, é que geralmente eles avisam, por isso achei estranho, mas está tudo bem.
Ele podia jurar que a pessoa do outro lado da linha estava sorrindo.
— Me desculpa, mas quem é?
— Aaah sim, estava esperando uma brecha para me apresentar, meu nome é . .



Continua...



Nota da autora: Oiiii mores, tudo bem com vocês?? Vim aqui com a atualização dessa fanfic que me faz sentir umas coisas muito gostosas <3 Esse capítulo está curtinho porque não sei o que acontece comigo que os primeiros capítulos das minhas longs sempre são curtos, mas está tudo bem <3 Espero que vocês tenham gostado, muito obrigada quem leu até aqui <3 <3 Ps: Agora temos Playlist, o link está logo abaixo <3



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