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Última atualização: 05/05/2021

Capítulo 1

Quinta-feira. Era um belo fim de tarde, mais quente que o usual. A atmosfera se coloria em tons alaranjados calorosos e nostálgicos. O clima geral era muito hospitaleiro, havia quase cinco meses desde que metade da população voltara à existência.
A felicidade ainda era a regra social, os bons ares de receber todos os queridos entes e amigos que ficaram perdidos por 5 anos inteiros não dava brecha para nenhum outro sentimento.
Ainda se lembrava da sensação de voltar. Assim como metade do planeta, fora levada pelo Blip. Para ela nenhum tempo se passou, quando piscou já estava de volta, meia década depois.
Mas, há três dias, felicidade não era mais parte de seu vocabulário. O calor do sol não podia alcança-la mais, pelo contrário, seu coração era coberto de uma névoa e desespero corrosivo.

(...)

dormia pacificamente, seu corpo abraçado pelo toque de seda de sua camisola e a maciez da manta aveludada que a cobria. Nunca teve problemas para dormir, muito pelo contrário. Ela era daquelas que onde puder encostar já consegue cochilar sem muito esforço, era um de seus maiores prazeres na vida.
Para o azar daquele que se deitava ao seu lado, ele não tinha essa mesma benção. Não conseguia se lembrar do último sono de qualidade que tivera.
Às 3:33am, ele levantou de supetão em seu lado da cama. Estava suando, suas mãos trêmulas.
Enquanto seus olhos tentavam focar em meio à escuridão, ele sentia medo; era difícil se conectar à realidade de novo.
-- James? – A movimentação acabara por acordar a moça.
-- Droga. Me desculpa. – Ele descansou seu rosto nas próprias mãos. Sentia sua garganta seca e estava difícil engolir.
Toda noite, por volta deste mesmo horário, isso acontecia.
E, toda noite, ela fazia a mesma coisa.
Acendeu o abajur à sua esquerda e se arrastou pelo colchão até que conseguisse abraçar o namorado.
Ela passava carinhosamente a mão pelas costas desnudas de James até que ele se fincasse de volta ao presente.
Não demorou muito para ele conseguir olhá-la nos olhos, ainda no meio de sua crise de ansiedade.
Delicadamente, ela segurou as mãos dele e as posicionou sobre seu peito.
-- Respira comigo? – Pediu, recebendo apenas um aceno rápido de cabeça.
E como todas as noites, James fechou os olhos e focou toda sua atenção no coração de , o ritmo em que batia, sentia o peito dela se movendo quando respirava profundamente, segurava o folego e soltava o ar pela boca. Ele seguia. Até que estivesse de novo sob controle de sua própria mente.
Às vezes parecia demorar uma eternidade. Às vezes era mais depressa. E, às vezes, ele queria permanecer bem ali, junto à , para sempre, como se nada mais existisse.
E, quando percebeu, deu uma discreta e singular risada.
-- O que foi? – perguntou, sorrindo também.
-- É engraçado, eu tenho 106 anos e um braço biônico. Eu devia cuidar de você, não o contrário. – deu um riso contido, girando os olhos.
-- Não preciso de cuidados. – Ela se levantou, saindo da cama e calçando suas pantufas. – Vou preparar o chá.
-- Do que vai ser hoje? – Perguntou.
-- Lichia.
-- Li- o quê? – Ele sorriu.
Todas as noites, depois que ele acordava, lhe preparava um chá na tentativa de tornar a volta ao sono mais fácil. E apesar de saber bem do que se tratava, nunca perguntava sobre os pesadelos, sabia que James não se sentia confortável em contar.
Então ela fazia um chá.
A primeira noite que passaram juntos, James se sentiu mal por acordá-la e não queria que tivesse nenhum trabalho para fazê-lo sentir melhor. Então ela inventou que queria provar novos e exóticos chás; que aquilo era por ela, não por ele.
A desculpa esfarrapada não enganava a nenhum dos dois, mas, aos poucos, aquilo se tornou uma tradição do casal. Toda semana encontrava sete chás diferentes, podia contar nos dedos quantas vezes ela repetiu um. Eles tomavam juntos e conversavam sobre os mais diversos assuntos, escutavam a rádio da velha guarda até que James conseguisse sentir sono de novo.
E por nem uma única noite sequer ela se arrependia de tê-lo chamado para morar em seu apartamento em Cobble Hill.

(...)

E lá estava ela, no antigo complexo dos Avengers. Fora mais fácil entrar do que havia pensado.
Desde que Tony falecera, cada um dos remanescentes seguiu o próprio caminho, mas não esperava que o complexo ficasse abandonado. De fato, não encontrou uma única alma por lá desde que adentrou o lote.
Mas, caso alguém ainda estivesse por lá, não haveria problema. costumava ser uma das maiores agentes da extinta SHIELD, ficando atrás apenas da própria Natasha Romanoff.
Depois do blip, pensou que nunca mais teria de usar suas habilidades de espiã. Deveras, chegou a receber propostas de emprego em novas agencias como a S.W.O.R.D e CIA, mas decidira que seu tempo no campo de batalha já havia chegado ao fim.
deixou tudo para trás por uma vida normal.

(...)

-- Tem certeza? – James a encarava de olhos cerrados, meio incrédulo.
Ele não sabia se nenhum dos dois podiam deixar a carreira de defensores para trás. Tudo o que James conhecia era a guerra. Mas queria ao menos dizer que iria tentar.
-- É claro. – Ela sorriu, segurando a mão do companheiro enquanto caminhavam até um restaurante em seu bairro.
-- E o que vamos fazer?
-- O que a gente quiser. – Ela sorria. – Isso não é ótimo?
soltou sua mão e caminhou mais a frente, abrindo seus braços e girando no meio da calçada, observando o céu nova-iorquino.
James sorriu, imortalizando aquela imagem em sua mente. Aquilo quase parecia... felicidade.
voltou a se aproximar dele, parando bem a sua frente.
-- Ei! – Ela falou num tom baixo. - Nós vamos ficar bem.
Naquela tarde, Pepper Potts contratara para um bom cargo administrativo em uma filial das indústrias Stark.
Em casa, gostava de fazer aquarelas, cantar, bordar, costurar. James achava que ela devia seguir para um campo mais criativo, mas não interferiria na decisão dela. Sabia bem que no momento não tinha como contribuir com as despesas e ela já começava a se preocupar em como iriam se manter.
tinha apenas 25 anos, James não queria que a vida dela – e deles, como um casal - fosse assim. Mas era.
O Blip havia tornado tudo mais difícil. Suas economias foram confiscadas pelo governo assim que sumiram da existência. Foi uma grande sorte ainda terem o apartamento intacto, ocupado por um outro jovem casal, que se prontificou a desocupar o imóvel por livre e espontânea vontade, em respeito por Bucky e terem lutado na linha de frente contra Thanos.

(...)

Apesar da imensa cortina de vidro que circundava e iluminava aquela parte do complexo, em poucos minutos seria noite. teria de usar uma lanterna para encontrar o que viera buscar.
-- Droga, droga! – Revirava com pressa as caixas do antigo depósito de Banner, a vista já ficando turva com lágrimas. – Eu preciso achar, eu preciso!
Os resmungos de consigo mesma logo ficaram mais altos e agressivos, tornando-se quase rugidos.
-- Mas que inferno! – Ela gritou, sem conseguir vencer suas emoções.
Era inevitável, tudo o que ela fazia há exatos três dias era chorar.
Naquele momento, a gravidade parecia exercer um peso exorbitante sobre seus ombros, a empurrando para o chão.
logo se sentou, cobrindo o rosto com as mãos, aos prantos.
Ela já nem se importava se havia alguém ali, não tinha forças para controlar os sons que eclodiam de sua garganta junto às lágrimas.
Sentia seu rosto quente e as pálpebras inchadas.
-- Eu preciso encontrar, eu preciso encontrar, caralho! – Exclamou em meio a seu abismo pessoal.

(...)

-- Feliz aniversário, meu amor. - Não passava das 6 horas da manhã quando James adentrou o quarto com suas roupas casuais e uma bandeja em mãos.
não acordou de cara, expelindo apenas um grunhido e fazendo uma careta.
-- Anda, eu fiz uma surpresa pra você! Não me deixe aqui com cara de bobo! – Ele ria, sentando-se à cama próximo a ela.
Preguiçosa e vagarosamente, abriu os olhos para dar de cara com aquele homem forte, de pele clara e cabelos escuros.
Ela sorriu. Ainda era difícil acreditar que conseguiu para si um cara tão bonito. James preferia usar camisas de manga longa, mas isso não impedia que seu físico fosse bem delineado através das vestes.
Não importa quanto tempo passe, ele tem dificuldade em aceitar seu braço biônico. A disforia corporal é uma das coisas com as quais James lida diariamente em silencio. Mas amava cada parte dele, seja de carne e osso ou vibranium.
-- Bom dia, meu príncipe! – Ela sorriu, sentando-se e fitando a cena.
O sol adentrava a janela do quarto, iluminando perfeitamente o rosto de James e realçando o azul celestial de seus olhos.
-- Não me chame assim. – Ele disse, apenas. Odiava qualquer tipo de apelido que não fosse “Bucky”, o oficial, mas só os íntimos (lê-se Steve ou Sam) podem usá-lo.
Ela sorriu, pegando uma uva em um dos pratos que havia na bandeja.
Não pôde deixar de notar o empenho que ele colocara ali: frutas frescas, dois croissants, ovos mexidos e suco de uva – seu preferido. E, além da comida, havia um buque de hortênsias azuis.
Eram as flores preferidas dela, mas muito frágeis. Não sobrevivem por muito tempo depois que são arrancadas do caule. E James sabia bem disso. Planejou há algum tempo, convenceu o senhorzinho da floricultura de arrumar um buquê e entrega-lo lá pelas 5h da manhã, quando foi buscar.
pegou o buque e o trouxe para perto de seu rosto, cheirando as flores.
Ele se sentiu em paz assistindo àquilo. Era um rapaz das antigas, gostava de presentear com flores, como via seu pai fazendo com sua mãe em sua juventude.
-- Elas não têm muito cheiro. – James comentou.
-- Eu sei! – riu, cheirando-as mais uma vez.
De alguma forma, as flores tinham sido contaminadas por um pouco do perfume de Bucky, possivelmente enquanto ele as carregava para casa.
-- Não entendo porque gosta tanto delas. – Comentou.
-- Eu também não. – Confessou. – Desde criança sempre gostei, acho que porque são azuis. – Deu de ombros.
não mentira, desde que pode se lembrar aquela exótica flor azul a intrigava. Hoje, ela tem um motivo a mais para as preferir a qualquer outra: agora, olhando para as pétalas, ela pensa nos olhos azuis de James, a primeira pessoa que lhe deu um buque de flores.
-- De qualquer forma, são mais originais que aquelas rosas que você me deu a primeira vez que saímos! – Provocou.
-- Ei! Isso não é justo, não tinha como eu saber que estava saindo com uma garota maluca que gosta de flores incomuns. Rosas são clássicas, agradam qualquer uma.
-- Ah é, falou o cara que não saía com ninguém desde os anos 40! Realmente um especialista no que as mulheres gostam! – Eles riram, James fez uma careta engraçada em resposta.
Ela pegou mais uma uva, encarando a bandeja sobre seus lençóis brancos e seu namorado atrás. Era o cenário perfeito.
James a encarou, já a conhecia quase com a palma de sua mão.
-- Pode tirar a foto, eu sei que você quer. – Falou num tom provocativo. – Não entendo o apelo de vocês jovens com fotos.
riu, pegando logo seu celular para fazer um book da comida.
-- Falou o velho!
Depois, levantou-se e em um passo, se aconchegou novamente, sentando-se no colo de James. Ele enlaçou a cintura dela com sua mão metálica, colocando a outra na parte externa da coxa da mulher, por cima do short de seu pijama.
Ela tinha suas mãos no rosto dele, acariciando sua bochecha.
-- Eu te amo, sabia? – Falou, simplesmente.
Tendo crescido num lar desfeito e colecionado traumas ao longo de sua vida que a levaram até a SHIELD, não sabia que o paraíso podia existir. Mas ele existe, e é qualquer lugar com James.
Ele uniu seus lábios, beijando-a calmamente, saboreando o momento.
-- Que os 25 anos te tratem bem. – Ele sussurrou, mantendo suas testas coladas e olhos fechados, após findar o beijo.
Aquela fala veio com um certo peso, era perceptível.
-- Quantos anos você tinha? – tomou fôlego e perguntou, sondando o terreno. James não gostava de falar sobre seu passado. – Quando você serviu com Steve...
Escolheu as melhores palavras que pôde. Não podia simplesmente falar “quando você supostamente morreu, mas foi torturado e modificado pela HYDRA”.
Mas ele sabia ao que ela se referia. A verdade é que todas aquelas coisas nunca tiveram um fim, ele as revivia toda vez que fechava seus olhos.
Constantemente pensava que nunca teria paz. Não, não era algo que o pertencia. Ele tinha momentos de calmaria. Como em Wakanda. Como agora, com ela em seus braços.
-- Vinte e quatro. – Respondeu, sem querer prolongar o assunto e sem encará-la olho no olho. – Vamos comer ou não?
se levantou, voltando para seu lado da cama.
Obviamente sabia que ele era jovem quando tudo aconteceu. Mas saber que ele era apenas um ano mais novo que o que ela é agora?
Um menino do Brooklyn. Arrastado para a guerra do outro lado do oceano. Torturado. Usado. Céus, não queria nem pensar nas coisas que lhe fizeram!

(...)

Alguns minutos de profundo desespero se passaram. Sentia que já não haviam mais liquido o suficiente em seu corpo para desperdiçar pelos canais lacrimais.
Um vazio parecia engolir sua alma. Por um tempo, tudo seria silencio. Sua mente em branco, como se nada daquilo fosse real.
Em estado quase catatônico, seus olhos percorreram o local. Ali, próximo ao chão, encontrou uma caixa com o símbolo da Tecnologias Pym. Esticou seu braço e a arrastou para fora da prateleira.
Com as mãos trêmulas, abriu o contêiner, avistando logo aquele pequeno frasco vermelho.
Finalmente.

(...)

segurava uma sacola de papel cheia de suprimentos – incluindo sete novos chás exóticos – em uma mão, enquanto tentava destrancar a porta do apartamento com a outra.
-- James! Abre aqui! – Chamou, sem resposta.
Ela podia ouvir o toca vinil dentro de casa, ele não devia estar escutando, provavelmente tomando banho.
Seguiu tentando passar a chave na fechadura enquanto escutava as notas de Moonlight Serenade, de Glenn Miller, ecoando do outro lado da porta.
Tentou uma, duas vezes.
Até que conseguiu. Adentrou com um sorriso. Ela gostava da textura que os vinis trazem às músicas.
E aquele era um da época de Bucky. Um de seus preferidos.
Deixou a sacola na cozinha, pegando uma ameixa na fruteira. Em passos dançantes, dirigiu-se até a pia para lavar a fruta.
-- James, já cheguei! – Falou num tom alto, imaginando que ele estivesse no banheiro.
Fechou a torneira.
Mordeu sua ameixa lavada.
Franziu o cenho e os lábios, estava ácida!
-- James? – Chamou novamente. – Quer que eu entre no banho com você, é? – Brincou, provocativa.
Saindo da cozinha, deu alguns rodopios pela sala, embalada pelo jazz.
Dançando e comendo sua ameixa.
Rodopiou.
Uma.
Duas.
Três vezes.
Notou um envelope ao lado do toca vinil.
Se aproximou.
Firmou a ameixa em sua boca, para ter suas mãos livres.
Secou seus dedos melados de fruta em sua calça.
Pegou o envelope.
Abriu-o.
No mesmo instante, seu celular começou a tocar.
Ela devolveu a carta para a mesinha, procurando o aparelho.
Tirou a fruta de sua boca e olhou o ecrã.
Era Sam Wilson. Estranhou, Sam nunca liga para ela.
-- Alô? – Falou, sentindo seu coração apertado sem saber bem o porquê.
-- Eu sinto muito, . Eu não cheguei a tempo.
O mundo se silenciou. O que restava da ameixa caiu, de repente, ao chão.
-- Sam? – Sentia sua cabeça latejar e suas pernas bambeavam.

(...)

Como suspeitava, não tinha o suficiente de partículas Pym para um salto. Mas já era o bastante, sabia o que fazer. Guardou-o dentro de seu sutiã e se levantou.
Refez o caminho que usou na entrada, mas, dessa vez, não estava sozinha.
-- O que está fazendo aqui, ? – Aquela voz tão conhecida a chamou, vindo de trás.
Ela se virou.
-- O que você está fazendo aqui, Sam?
Wilson deu uma boa olhada na garota. Ela estava péssima. Seu rosto completamente inchado e parecia não comer há dias.
-- Pepper está preocupada. Você tem ideia do tanto de coisa que aquela mulher precisa cuidar? E no meio de tudo isso ela se preocupar com você quer dizer que a situação está feia.
-- Eu estou bem. – Mentiu.
-- ...
-- Eu estou bem! – Mentiu novamente.
Sam respirou fundo.
-- Eu sei o que você quer fazer, mas não vai conseguir. – Falou.
-- Você não sabe disso. Não dá pra saber se eu não tentar.
sentia seu estomago quase em sua garganta. Não lhe sobrava muita força em seu âmago, mas se recusava a se sentir impotente. Ela precisava fazer aquilo.
-- Eles destruíram o equipamento. Banner pegou mais das partículas para tentar salvar Natasha, mas não deu certo. Mesmo que você encontre algo, não tem como usar. É mais seguro assim.
-- Bom, então porque você está aqui? – Rebateu.
-- Por você. Eu não vou te deixar passar por isso sozinha. Não vou cometer esse erro duas vezes.
-- Não foi sua culpa, Sam. – a voz dela se desestabilizava. – Eu vou consertar tudo.
Sam precisou segurar o nó que se formava em sua garganta. Molhou os lábios e respirou fundo, encarando-a olho no olho.
-- Ele está morto, . – Falou, sem a intenção de machucá-la.
-- Não! – Ela gritou, perdendo a cabeça.
-- Bucky está morto.
-- Não! Não! Eu vou resolver tudo, eu vou resgata-lo! – ela gritava, caindo de joelhos no chão.
Sam correu para seu encontro, confortando-a. Deus sabe que ele queria chorar também, mas precisava ser forte.

(...)

Já era por volta das 20 horas quando Sam a deixara em sua casa.
Aquela casa vazia e fria que não era mais um lar.
Nas últimas horas, Sam a explicou de todas as formas possíveis e impossíveis que mexer com o tempo não é seguro e por isso os vingadores destruíram o equipamento.
Ofereceu-se para dormir em seu sofá, para que ela não precisasse ficar sozinha.
Mas negou. Disse que precisava digerir tudo antes de conseguir conversar com alguém.
Agora, sentada no tapete da sala, com um copo de água nas mãos, um semblante calmo e lágrimas que seguiam caindo sem que ela sequer percebesse, pôs a mão dentro de seu sutiã, pegando de volta o frasco com pouquíssimos mililitros do líquido vermelho.
Segurou-o bem dentro de sua palma, fechando a mão. Com a outra, pegou seu celular e discou o número de sua antiga amiga.
Após algumas chamadas, a inglesa atendeu.
-- Simmons? Preciso de um favor seu e do Fitz. Eu preciso que vocês recriem a viagem no tempo com as partículas Pym.


Continua...



Nota da autora: Olá, minha querida leitora! Você não sabe o quão feliz estou de ter alguém para chamar assim. Essa é a primeira fic que estou postando, então é um mundo novo para essa pequena autora super entusiasmada que voz escreve. Gostaria de saber o que você achou desse primeiro capítulo, comentários seriam o melhor presente de boas-vindas e são avidamente esperados <3

Sobre a fanfic em si, pretendo terminá-la até metade de junho. E, caso não acompanhe as séries novas da Marvel, não se preocupe, a estória não é diretamente pautada nelas e não contém spoilers.

Muito obrigada por ler Until The End, meu melzinho! E se você estiver triste pelo Bucky, fique tranquila, ainda não chegamos ao fim da linha!

Ah, e se quiser conferir o trailer da fic, feito por yours truly (eu mesma), corre aqui!

- Zuila


Nota da scripter: Oi! O Disqus está um pouco instável ultimamente e, às vezes, a caixinha de comentários pode não aparecer. Então, caso você queira deixar a autora feliz com um comentário, é só clicar AQUI.

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.
Para saber se a história tem atualização pendente, clique aqui


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