Contador:
Finalizada em 05/04/2021

Capítulo Único

Não me deixe esperando
Eu estive esperando a noite toda para chegar mais perto
E você já sabe que eu faço isso por você
Você conhece as sensações, conhece as sensações
Que vou te causar
Se formos muito rápido, podemos desacelerar
Querida, isso tá longe de ser ruim
Você tem as sensações, tem as sensações

Vibez – Zayn

Respirou fundo uma última vez, colocando a taça vazia em cima da bandeja do primeiro garçom que passou em sua frente. O evento estava chato, como sempre fora, já que para aquela coisa toda de fazer média diante de pessoas que ele tão pouco conhecia não lhe agradava. Na verdade, se naquela noite no Grand Seoul Theater tivesse mais de dez pessoas que ele conhecesse de verdade, seria muito. Mas era algo do qual ele podia lidar naquele momento por sua amiga, talvez fosse até melhor assim, não ser tão reconhecido facilmente.
Era o evento de final de ano da grande Eulora&Co., companhia multinacional da esposa de seu melhor amigo e, de um todo, era uma pessoa legal, merecia que ele ao menos se comportasse e estivesse ali para celebrar mais um ano de sucesso da sua empresa.
– Mais um pouco você vai fazer ela sumir. – Pôde ouvir a voz de próximo ao seu ouvido e se virou para encará-lo.
– Desculpe?
. Você vai fazer ela sumir do tanto que a encara. – explicou, levando o copo de uísque até os lábios e virando delicadamente um tanto de seu líquido.
retornou a olhar para a direção da mulher citada e outra vez suspirou, talvez o amigo estivesse mesmo certo, já que ele realmente não conseguia parar de encará-la e pensar no tanto que sentiu falta dela nos últimos anos.
– Bobagem sua.
– Não é bem o que parece. – riu fraco, aproveitando a bandeja que estava passando em sua frente para colocar o copo. De mãos vazias, colocou uma no ombro de . – Vai falar com ela – incentivou.
– O que?
– Você não bebeu tanto assim para estar confuso, . Vai lá falar com ela, eu não vi vocês dois se cumprimentarem hoje – insistiu. – Pergunta diretamente para ela sobre a vida dela, porque a não vai te dizer nada depois.
, faz um favor?
– Não, eu não vou servir de cupido. – tirou a mão do ombro de e saiu de seu lado, parando à frente do outro. – Se vira sozinho.
– Na verdade eu ia mandar você cuidar da sua vida, ser intrometido parece ter se tornado uma característica sua depois do casamento com . – deu de ombros.
O amigo apenas riu, gesticulando algo para que ele fosse em direção ao outro lado do local onde estavam e que se encontrava conversando, claro, com a senhora . sabia que não teria paz se não fosse até ela e não seria nem a cuidar disso, seria ele mesmo e seu consciente traiçoeiro. Perderia horas acordado pensando na chance perdida.
E ele não queria mais passar noites em claro pensando em como teria sido se em uma outra vida ou ocasião, não tivesse voltado para seu país. Mas aquele não era o momento para pensar nisso, deveria aproveitar e se escutar pelo menos uma vez em sua vida.
Deu passos passando a frente de , sentindo-o vir logo atrás. Não estavam tão longe assim do extremo contrário, mas conseguiram trocar mais algumas palavras naquela curta caminhada.
– Um dia todos iremos agradecer ao método de intromissão de -Cafrey, sabe disso.
– Não sei porquê o uso do plural. – rebateu.
– Porque não só eu e você, mas todos já foram beneficiados um dia por isso.
– É um bom ponto, mas ainda não deixa de ser intromissão.
iria responder, mas já estavam perto e se virou no mesmo instante para a direção deles, sorrindo para o marido de forma radiante, cessando a conversa com a amiga em sua frente. O que fez com que virasse para a direção dos dois. Ele deu dois tapinhas no ombro de e fez a curva no amigo para se colocar ao lado de sua esposa, a puxando pela cintura para próximo.
– Achei que ficaria a noite inteira ao lado da saída de emergência, . – disse à ele, ainda com o mesmo sorriso nos lábios e colocando a própria mão em cima da do marido em sua cintura.
– Era uma rápida opção para quando você terminasse seu discurso, senhora -Cafrey. – A respondeu com o tom ameno.
– Ainda bem que foi ao seu resgate. Diriam nos sites de fofocas que você odeia a mulher do seu melhor amigo por sair de fininho do evento dela.
A voz de entrando por seus ouvidos causou uma leve comoção em seu interior, o obrigando a colocar as mãos nos bolsos da calça social de linho grafite, peça que compunha seu smoking. Ele a olhou imediatamente e vê-la tão de perto fazia suas palmas suarem, sabendo que o olhar do casal era de extrema expectativa em sua direção. Gastou alguns anos alugando os dois para exteriorizar como sentia falta de e tudo o que vinha com ela, aquele combo de companhia, sintonia sexual, intelectual… Tudo.
– Então eu teria de ir à público para confirmar que saí de fininho porque a senhora fala demais – brincou tirando um riso frouxo dela. – Olá – disse por fim.
– Achei que tinha perdido a boa educação… – Ela mencionou, por ele não cumprimentá-la em primeira instância. – Olá, – ergueu a própria taça de champanhe em cumprimento a ele.
A resposta de foi um aceno positivo de cabeça, não sabia exatamente o que dizer para ela ou como iniciar um assunto – se é que em sua cabeça as coisas estavam organizadas de fato para bolar uma conversa coerente. Havia o que ser dito?
Entretanto, os quatro foram interrompidos naquele momento pela assessora de , que se aproximou sem muita delicadeza para levá-la. A sessão de discursos começaria e ela, como herdeira e presidente da empresa, deveria estar no palco para ouvir o que o CEO diria e em seguida fazer o próprio discurso para encerrar e agradecer aos funcionários ali presentes por mais um ano.
Não era a primeira vez que ele estava em um evento daquele, então sabia que seria um pouco demorado e, para os não interessados em negócios como , poderia ser um tanto entediante.
seguiu a esposa, os dois despedindo-se rapidamente de e , os deixando sozinhos. Ele ouviu ela comentar que deveriam ir para mais perto do palco, como forma de apoio à amiga – sabiam como esses momentos eram importantes para e a apoiariam, mesmo que já fosse o milésimo discurso dela para os colaboradores da Eulora&Co.
Champanhe foi servido para todos os que estavam naquele salão e aproveitou para trocar o seu, ambos apreciando o silêncio da dúvida de qual passo dar: como iniciar um diálogo e se tinha algo para sustentar a conversa.
Andrew, o CEO, começou seu discurso de agradecimento e do seu lugar no palco, ao lado de , olhava incisiva para , tentando não demonstrar sua ansiedade por ver os dois conversando.
Ela sabia como ambos sentiram falta um do outro depois de terem de seguir com suas vidas em caminhos separados e distantes, infelizmente quando descobriram algumas verdades sobre como se sentiam em relação aos sentimentos individuais – ele ficou no oriente e ela no ocidente. Mas parecia que agora havia uma coisa mais positiva sobre tentarem estar juntos, já que a carreira dele estava mais estabilizada e a dela também, o que serviu de prato cheio para que agisse e, de alguma forma, os colocasse frente a frente novamente.
Eles só precisavam encontrar o ponto de partida para todo o papo que tinham e que a senhora acreditava existir ali. Precisavam olhar mais pela perspectiva dela e menos pela deles, que estava confusa e tinha aquele “Q” de receio.
– A -
Iniciaram juntos e em sincronia viraram-se para se encarar. riu fraco e sorriu meio envergonhado, bebendo um pouco de seu champanhe; ela o observou atenta naquele movimento e como uma ação tão comum dele podia mexer com sua imaginação alimentada pela saudade. Era notória a falta de sentir o perfume dele sendo usado por ele, sua voz tranquila e sua expressão corporal que passava todo o aval intelectual que possuía, além do sorriso de várias faces dele – até porque a dualidade que ele carregava era uma das coisas que mais chamavam atenção de qualquer um.
– Você primeiro. – Ela gesticulou com a mão segurando a taça.
– Eu ia dizer que a não é do tipo de pessoa que sabe disfarçar e ela ainda acredita nisso fielmente. – disse após passar a língua pelos lábios, dissipando o rastro de champanhe ali.
, obviamente, desviou o olhar rapidamente, sentindo que seu corpo lhe dava sinais de que aquilo era um bom ponto de partida para a conversa, fosse lá como ela terminasse. Não seria nenhuma novidade duas pessoas se aproximarem pela primeira ou milésima vez a partir daquilo que chamavam de remember, usando a tensão sexual.
– Sim, ela me ligou ontem dizendo que eu não podia a deixar passar por esse momento sem estar do lado dela. – Ela o explicou, sendo sua vez de beber o champanhe.
A reação de ? Tão igual e equivalente à dela quando foi o contrário. Mas para ele tinha um adendo: não sabia controlar sua impulsão – ainda mais com aquela comoção crescente.
– Como se fosse a primeira vez! – novamente disseram juntos.
fez uma careta, olhando para outro ponto no meio daquele tanto de gente. Ele continuou a olhando, com o mesmo instinto, sentindo a tensão começar a crescer naquele meio.
– Tem coisas que não mudam mesmo, como diz o velho ditado. – Ela disse, ainda olhando para um ponto distante.
– E o que não mudou?
Para sua surpresa, virou o rosto para o olhar nos olhos, com um sorriso fino em seus lábios.
Como se fosse uma surpresa para sua pergunta, virou o rosto para o olhar nos olhos, com um sorriso fino nos lábios. Ele deveria saber que ela o faria, visto que nunca tinha se esquivado de qualquer assunto com ele, mesmo que fosse algo como um flerte, principalmente se o início tivesse sido dado por ela. Não era do tipo de pessoa que jogava a faísca na gasolina e saía correndo. Não, muito pelo contrário. E ele saberia disso se não segurasse tanto receio misturado com o bolo da tensão e expectativa.
“Os detalhes, , não esquece dos detalhes intimistas.”, repetiu a si como um mantra.
– Essa conexão. – Ela iniciou. – Ficamos mais de dois anos sem nos ver e, dizer que conversamos o suficiente para não nos tornamos dois estranhos seria, no mínimo, uma piada de primeiro de abril – sorriu ao fim, virando o restante do champanhe em sua taça sem tirar o olhar do dele.
– A realidade não é facilmente manipulável.
E bastou essa resposta simples, coberta de entrelinhas com uma fina camada tênue nas palavras para que ela sentisse o próprio corpo vibrar intensamente.
Havia muito o que conversar, sim, principalmente sobre o que a levou a não insistir em ficar no país e acabou voltando para os Estados Unidos. Na época não poderia competir com a carreira dele e muito menos dela mesma, em ascensão. Os dois anos que passaram poderiam ter sido o suficiente para que conseguissem dar o restart de onde pararam, mas naquele momento ela só queria matar a saudade invocada por todas as sensações que ela ainda causava.
O que era totalmente recíproco. Realçando que a realidade deles realmente não havia sido manipulada pelo tempo e distância, assinando embaixo do que os afirmava: não eram dois estranhos e este seria o ponto de partida.




O teto do quarto nunca pareceu tão convidativo como naquela noite para , assim como a cama nunca se fez tão enorme com ele estando sozinho. Muito menos o silêncio de seu enorme apartamento parecia ser tão gritante, o sugando para diversos pensamentos incompletos pela colocação da dúvida, o famoso e tão assombroso método de se questionar: “e se?”.
Seu plano era de ir embora logo após o discurso de e seguir direto para sua casa dormir e descansar para o que viria no dia seguinte, mas quando embalou a conversa com sobre o trabalho dela no ocidente e como a vida dela deu um giro, até poder parar com composições e voltar-se totalmente para seus romances, ele queria tudo, menos ir embora. E assim o fez, acabando por descobrir algumas coisas novas sobre ela, como insistir em morder o lábio tentando conter algo em si, por exemplo.
ainda sabia “ler” aquela mulher e isso o deixou cheio de expectativas e nostálgico, pois se a linha sobre a realidade não ser manipulável não caísse por terra, talvez ela tocasse sua campainha ainda naquela madrugada. Como costumava fazer há anos atrás.
Em um certo momento seus olhos pesaram e o sono logo tomou seu corpo, fechando as pálpebras automaticamente.
O sonho era calmo como há muito não tinha e nele era ela quem aparecia, como rotina. E do mesmo jeito que estava deitado quando dormiu ele acordou ao ouvir o som insistente da campainha, se levantou com calma e seguiu em direção a porta, não se dando conta de que estava sem camisa e usando apenas a calça do smoking usado naquela noite. Não acendeu as luzes do corredor, continuando com a iluminação baixa dos abajures, aproveitando a luz que vinha da cidade, invadindo o apartamento pelas janelas que não tinham as cortinas fechadas.
Chegando na porta ele se deu conta, um pouco mais acordado, mas somente se atentou quando a abriu vendo parada do lado de fora. Ela usava o mesmo vestido, mantinha o mesmo penteado e parecia intacta em aparência, com o peito subindo e descendo, ofegante.
encarou a figura de confuso, com o rosto inchado e totalmente sonolento, os cabelos bagunçados a fazendo segurar-se mais e dentro do próprio impulso, enquanto a falta de uma camisa nele, mostrando o peitoral mais malhado do que ela se recordava, parecia ser a faísca final para a fazer permanecer-se fiel ao objetivo final de estar na porta dele aquela hora.
Estava decidida a pensar com a emoção e posteriormente colocaria qualquer outra coisa em pauta que não fossem as sensações que estava tendo naquele momento. Se olhavam naqueles breves segundos admirando-se e ocupados demais para se questionarem qualquer coisa. Um medindo o outro em sincronia e a sintonia se fazendo tão maçante que não precisou de mais tempo para que se encontrassem no meio do curto espaço os distanciando, colidindo os lábios.
Macio.
Lento.
Molhado.
Harmonioso.
Passional.
A sensação era única, ainda. Desde o braço dele que rodeou firme a cintura de e a mão grande na curvatura lateral de seu pescoço, com o polegar em sua bochecha, até a forma delicada de manter a harmonia daquele beijo a fez sentir as borboletas no estômago, aquela sensação tão conhecida e que ela sentiu extrema falta. Assim como ele, sentindo o toque firme e exigente dela em seu rosto.
Quando o ar faltou, se afastaram a contragosto, mais uma vez se encarando.
– Não me pergunta nada, não agora. – Ela o pediu e ele apenas concordou, tomando seus lábios novamente.
A porta foi fechada por em algum momento e se foi antes ou depois do impulso que a deu para que envolvesse seu tronco com as pernas entrelaçadas, ele não saberia dizer e muito menos ela tinha sequer noção sobre o tempo e espaço das coisas naquele momento. Tão pouco o barulho forte da madeira batendo foi suficiente para tirá-los daquela comoção conjunta.
Ele a levou até o móvel mais perto que acabou sendo o aparador ao lado da entrada, talvez quando estivesse mais sóbrio daquelas sensações sentisse pena por ter jogado no chão a escultura caríssima que comprara com em algum site na internet, mas ele não estava se importando. Não se concentraria em outra coisa que não fosse as mãos de passeando por seu abdômen. A sensação das pontas dos dedos dela em cima de sua pele ainda eram as mesmas, até melhores.
Entre beijos no pescoço, mãos exploradoras e uma falta de ar e outra, levou a mão até o fecho do vestido dela nas costas e viu o sorriso crescer nos lábios de , que colocou o cabelo de um lado só para auxiliar aquela ação. Ele se aproximou mais, colocando-se mais fundo entre as pernas dela e os corpos quase se fundindo, para que pudesse observar o que estava fazendo, com o queixo levemente apoiado no ombro esquerdo dela. Não deixou passar a vontade de depositar uma trilha de beijos dali até a nuca, descendo o zíper com destreza e voltando os lábios para o pescoço dela, desta vez sugando a pele.
O incentivo para que continuasse foi o arfar dela e suas unhas se cravando em sua pele.
Ele continuou o caminho com os lábios, beijando o ombro, a clavícula, para passar para o outro lado no caminho reverso, enquanto abaixava as duas alças do vestido. Uma vez que a peça começou a deslizar pelo corpo dela para baixo, ele retornou, beijando-a pelo pescoço, passando pela mandíbula e chegando em seus lábios novamente. Suas mãos foram ágeis e diretamente nos seios descobertos dela, que não tinha nenhuma peça íntima por baixo da roupa principal para cobri-los. Massageou, apertou, estimulou, ainda com o mesmo incentivo: suas sensações causadas pelo prazer que ela estava sentindo e externando em forma de gemidos e as mãos firmes lhe apertando e causando a dor apreciável com suas unhas afiadas.
Sentiu quando ela desceu as próprias mãos em direção ao cós da calça social, partindo o beijo e repetindo que fora feito consigo pouco antes, deixando seus beijos no pescoço de enquanto se concentrava no automático para abrir o zíper fácil da peça de roupa e insinuar que era hora de se livrar aquilo. Em sintonia com o que ela queria, sendo o mesmo que ele próprio, a ajudou a tirar e então as mãos seguiram rapidamente para o cós da cueca, saindo do móvel enquanto, mais uma vez, encontrava os lábios dele com os seus. Colocou os dedos por dentro do cós, alisando o elástico, e se afastou mordendo o lábio inferior antes de se abaixar e encontrar-se com o volume sendo preso por aquela peça preta.
Olhou uma última vez para cima, já ajoelhada, sorrindo para ele enquanto deslizava a cueca pelas pernas dele, mantendo o contato visual e recebendo a mão de em seus cabelos, entrelaçando os dedos nos fios. Aquele foi o primeiro contato carnal mais explícito. A primeira resposta para a lei da atração de ambos que tinha a saudade emitindo aquela vibração e causando a energia do reencontro.
Quando sentiu a necessidade por explorá-la, não a deixou que continuasse para que não se desfizesse ali mesmo, na boca dela. E ao que ela se levantou, ficando novamente em sua frente por completo, viu o vestido sair do corpo dela de vez e caindo no chão.
– Você… – franziu o cenho, com o sorriso sedutor nos lábios, tão comum para ela. – Você veio sem calcinha?
– Não sei porquê a surpresa, ser perspicaz era uma das coisas que você dizia gostar em mim. – Ela o respondeu, sorrindo no mesmo tom.
– A sensação da antecipação me atingiu agora – levou a mão direita à nuca dela, deixando-a firme ali.
– Meio tarde para isso, não acha?
– Mas é assim que eu tenho me sentindo nesses últimos anos, meio bagunçado na ordem das coisas.
– Então vamos organizar a casa, .
A cada encontro dos lábios parecia que era o primeiro.
Enquanto a tinha em seu colo novamente, concentrando-se no beijo e em se esquivar dos móveis e possíveis acidentes, fazia o caminho para seu quarto no corredor quase escuro. Quando chegou no ambiente, a colocou com cuidado na cama e seguiu direto para a mesinha de cabeceira, pegando um pacote de camisinha – precisava ser responsável, mesmo que a razão estivesse bem longe dali.
Ao retornar para a frente da cama. Subiu no colchão e se encaixou no meio do corpo dela, com outro beijo em andamento. Passeou sua mão direita pelas curvas, enquanto a outra servia para se sustentar e não derrubar todo o peso em cima dela. Até a mão chegar na região baixa, no ventre, e se encaixar perfeitamente ali, sendo o primeiro toque na zona de prazer externo. O que rendeu a ele uma mordida no lábio e um palavrão em outro idioma.
Os movimentos com a mão começaram devagar e foram aumentando de forma gradativa em velocidade e força para pressionar. Até que fez outra trilha de beijos pelo corpo dela, chegando até sua entrada bem lentamente para se concentrar ali, depositando todo seu desejo. E assim como ele, não o deixou que a fizesse se desfazer daquela forma, não importando quantas vezes fossem repetir aquela dose. Enfim o barulho do preservativo sendo aberto ecoou pelo quarto e quando esteve devidamente protegido retornou a se ajeitar sobre o corpo dela, segurando-a pela cintura ao iniciar a penetração de forma lenta e passional. Era afrodisíaco a forma como ele mantinha o contato visual com ela enquanto a adentrava daquela forma tortuosa, dando ao prazer dos dois tempo para que desfrutassem daquele primeiro contato.
Vezes rápido, vezes lento. Mediano, forte. Firme, delicado. Bruto, cuidadoso. A resposta corporal dele vinha de acordo com o que ela pedia, sendo com palavras propriamente ditas ou suspiros, gemidos e apertos nas mãos entrelaçadas. E assim até ela sentir o corpo vibrar com o resultado final, sendo seguido por ele pouco tempo a seguir. Se tornando incrível a redundância sobre como continuavam os mesmos de anos antes.
Enquanto ele foi se livrar do preservativo, ela se ajeitou no colchão, coberta pelo lençol de seda e encarando o teto de barriga para cima. Ele retornou, vestido com uma nova cueca, porém ainda preta, e se deitou ao lado dela.
Não havia nenhum outro som dentro daquele quarto além das respirações ofegantes de ambos. A sintonia ia além do sexo para e , e como se lesse a mente dele, que divagava na necessidade de sanar todas as dúvidas, ela se virou para o abraçar como um coala abraça a árvore, sendo envolta em resposta pelo braço dele, para dizer:
– Estou me mudando para Seul. – Ele a olhou apenas movimentando os olhos, deixando que a mão dela espalmada em seu peito sentisse como o coração batia forte. – Em definitivo.
Aquela sensação, única, que somente ela o causava, lhe permitiu sorrir.
Talvez agora não precisasse mais esperar por ela.




FIM



Nota da autora: Olá! Obrigada por ler e, se possível, não esqueça de comentar. É muito bom saber o que você achou da história. Espero mesmo que tenham gostado! Por último, aqui tem o link onde você consegue acompanhar a autora pelo instagram e entrar no grupo dos Leitores da May 🎈





CAIXINHA DE COMENTÁRIOS

Oi! O Disqus está um pouco instável ultimamente e, às vezes, a caixinha de comentários pode não aparecer. Então, caso você queira deixar a autora feliz com um comentário, é só clicar AQUI.


comments powered by Disqus