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Última atualização: 20/01/2021

Capítulo Único

“Baby love me lights out”



Por motivos de segurança, eles tinham esperado algumas semanas depois do nascimento da filha de Jongdae para visitar. No momento, a situação era delicada, com as falsas fãs destilando ódio em todo quanto era lugar, e eles não podiam garantir que não estavam sendo seguidos ou que a casa de Jongdae não estava sendo vigiada. É claro, se Sehun estivesse mesmo sendo seguido, eles teriam problemas enormes, considerando que a existência de na vida do maknae era de segredo absoluto. Mas eles não estavam pensando em si mesmos ou no que aconteceria com eles – a prioridade era dar todo o apoio e segurança para Jongdae, a esposa e a recém-nascida.
A espera não tinha sido fácil, ansiedade e preocupação com o casal, que estava lidando com tanta coisa ao mesmo tempo, pesando em Sehun e . O namorado da morena não gostava de admitir, mas ele estava perdendo algumas horas de sono com essa coisa toda, desde o anúncio do casamento e da gravidez. Era impossível não pensar no relacionamento deles, na vida deles, embora fosse muito mais recente do que o de Jongdae e Soojin. se sentia terrivelmente culpada e preocupada, pensando que, um dia, talvez poderia ser ela o motivo de Sehun passar pelo que Jongdae estava passando.
A única maneira de evitar aquilo seria terminar, algo que tentou sugerir algumas vezes, mas Sehun não queria nem contemplar a possibilidade. E, se ela estivesse sendo sincera, também não queria. Apesar das brincadeiras que ela fazia de vez em quando e do tanto que ela e Sehun discutiam no dia a dia, o amava mais do que tudo. Não havia futuro para ela sem ele, e a brasileira sabia que o namorado pensava o mesmo.
Eles ainda não estavam falando de casamento ou coisas mais sérias, não era viável no momento, a não ser que fosse algo discreto e escondido – algo que nenhum deles queria. Mas, mesmo assim, eles sabiam que o relacionamento era pra sempre. Estranho pra alguém que nunca havia considerado-se romântica, sabia, mas era verdade. Oh Sehun era o amor de sua vida – não que ela fosse admitir isso em voz alta pra ele com frequência.
Não tinha motivo para alimentar o ego de Sehun.
Toda a ansiedade em torno do nascimento da bebê e a tensão que pairava no ar pareceu dissipar enquanto eles se dirigiam à casa de Jongdae, finalmente encontrando um momento oportuno para visitar a família e entregar a montanha de presentes que Sehun estava acumulando havia quase sete meses. o avisou repetidamente que, a maioria das coisas, a bebê nem mesmo conseguiria aproveitar por um bom tempo, mas era impossível controlar Sehun quando ele estava afim de exagerar. Pro bem da própria sanidade mental, só deixava-o fazer o que queria e depois usava o famoso “eu te avisei” quando ele percebia a merda.
No momento, ele ainda estava sentindo-se extremamente orgulhoso das compras que entupiam o banco de trás do carro, cantarolando com uma música qualquer no rádio enquanto dirigia. , por mais que tentasse esconder, tinha um sorriso ridículo no rosto, observando o perfil do namorado e como o sol poente refletia nos cabelos pintados.
– Você tá ridículo com esse cabelo rosa. – comentou, encostando na porta do carro e bloqueando a tela do celular.
Sehun riu, piscando pra ela, nem um pouco incomodado.
– Eu vi você salvando as fotos, para de ser mentirosa, garota. – A arrogância dele era bem merecida, porque Sehun era impossivelmente atraente com as madeixas rosadas caindo pela testa.
mesmo havia sentado Sehun no banheiro dias atrás pra testar um novo creme de hidratação, porque ela era idiota e apaixonada.
– Você teve a sorte tremenda de conquistar o homem mais bonito da Coreia e nem dá valor.
Revirando os olhos, abriu o pacote de chocolates que estava no porta-luvas e quebrou um pedacinho, pressionando o doce entre os lábios de Sehun, que fez um barulho obsceno de prazer.
– Até parece. Eu aprendi aquela massagem das pedras quentes pra você parar de ser resmungar sobre dor muscular o tempo todo. Não existe homem mais mimado na Coreia, isso sim.
– E a culpa é de quem? – Ele perguntou, a língua passando pelos lábios pra remover os últimos resquícios do chocolate.
não sabia se queria bater na cara dele ou beijá-lo até que os dois estivessem sem ar.
– Admite, meu amor, você gosta.
Sim, ela gostava e muito. Era otária o suficiente pra admitir pra si mesma, apaixonada o suficiente pra nem mesmo tentar negar. Mas dizer em voz alta era fora de cogitação, então ela só enfiou mais um pedaço de chocolate na boca pra ter uma desculpa pra não falar.
– Fica assim não, meu amor. Ninguém te culpa, eu sou irresistível. – Sehun ainda teve a cara de pau de sorrir pra ela, aquele maldito sorriso de canto que fazia com que ele parecesse ao mesmo tempo inocente e um filho da puta.
definitivamente não suspirou de amores.
– Presta atenção no que você tá fazendo... Olha lá, vai errar a entrada de novo. – Felizmente, eles estavam chegando na casa de Jongdae, dando a mais uma desculpa pra evitar parecer uma doida apaixonada na frente da pessoa que mais faria gracinha com o fato.
– Nossa, nossa, . Foi uma vez só, quando você vai esquecer isso?
– Jamais.



Por milagre, os dois conseguiram estacionar o carro sem acabar discutindo ou parando o carro pra transar no meio do caminho. As duas coisas sempre eram igualmente possíveis quando tratava-se de e Sehun, afinal, e Jongdae realmente parecia surpreso que eles chegaram no horário marcado quando abriu a porta.
Abraçando Sehun primeiro e depois , ele sorriu, claramente cansado, mas feliz.
– Perdi a aposta com Chanyeol que vocês iam se atrasar 10 minutos. – Rindo, ele os conduziu pra dentro, fechando a porta.
rolou os olhos, resumindo a sua posição normal e sendo abraçada por Sehun.
– Foi por pouco, ele quase errou a entrada de novo.
Ela deu um gritinho quando Sehun apertou sua cintura, a expressão do rapaz nem mesmo mudando.
– Você ia perder de qualquer jeito. Se fosse pra gente se atrasar, ia ser bem mais que 10 minutos.
Jongdae fingiu vomitar.
– Eu não preciso ouvir sobre a intimidade de vocês, vocês são bebês!
Sehun, óbvio, estava prestes a discutir, mas cortou a linha de discussão familiar antes que pudesse começar.
– Falando em bebês, cadê a Yerin? – Ver a neném era, afinal, o que eles foram fazer ali.
O rosto de Jongdae se iluminou com a menção da filha e o coração de apertou, alegria e tristeza pelo casal lutando por espaço em seu peito. Ele estava tão feliz, todo bobo com o nascimento de Yerin, mas as linhas de estresse eram visíveis e Sehun confessou a o quão culpado Jongdae estava sentindo-se pelo tumulto causado. O momento mais feliz da vida dele e de Soojin, e os dois estavam preocupados com coisas fora do controle de todo mundo.
Às vezes, queria pegar certas fãs no soco.
– Ela acabou de acordar, vocês chegaram na hora certa. Soojin está com ela, mas ela precisa de uma pausa. – Jongdae os guiou até a área onde os quartos encontravam-se e podia sentir Sehun quase fugindo atrás dela.
Deliberadamente, ela apertou a mão dele até ele fazer careta.
– Será que vocês ficam com ela alguns minutos? Melhor... , você pode dar uma olhadinha nela?
Ele riu e se juntou, ignorando a maneira como Sehun parecia mortalmente ofendido. Mas a realidade era que tinha experiência com crianças e Sehun só tinha o Vivi – uma mistura de filho e paixão da vida do Sehun que aprendeu a aceitar antes mesmo de eles começarem a namorar.
– Não se preocupe, não temos nenhum lugar pra ir urgentemente. Faz o que precisa fazer, Dae. Eu tomo conta das crianças. – lançou um sorriso doce na direção de Sehun, provocando.
O olhar dele dizia que ela ia pagar muito caro por aquilo mais tarde, e mal podia esperar.
– Sem flertar na frente da minga filha, por favor. – O dono da casa brincou, abrindo a porta do quarto de Yerin devagar.
A esposa de Jongdae, Soojin, estava sentada em uma poltrona confortável com a bebê no colo, sorrindo de maneira cansada para a filhinha. Ela olhou pra cima quando viu os convidados entrando, levantando com Yerin no colo.
– Eu disse que eles não iam se atrasar, oppa. Tem alguém que queremos que vocês conheçam, e Sehun.
derreteu quando Soojin trouxe Yerin pra mais perto, o rostinho fofo e redondo da bebê corado, os olhinhos meio desfocados. Ela era tão pequenininha, delicada. Eles haviam visto fotos, claro, mas não era a mesma coisa.
– Soojin, ela é tão linda! – A voz de falhou um pouco.
Ela se sentia ridícula ficando tão emotiva por causa de uma recém-nascida, mas era impossível não ficar mexida. Pelo menos, ela não era Sehun, que apenas observava Yerin sobre os ombros de , parecendo que tinha visto um fantasma. Era sempre bom sentir-se menos ridícula que o amor de sua vida.
– Também acho, mas ela precisa me dar uns dois minutinhos de paz. – A mulher mais velha riu baixinho e gentilmente transferiu a bebê pros braços de , que segurou-a com prática.
Yerin não pesava quase nada e cabia perfeitamente ali.
– Qualquer coisa, vocês chamam, ok? Mas ela já mamou, já troquei ela e ela não deve querer dormir por algumas horas.
Enamorada com Yerin, apenas assentiu, deixando Sehun responder.
– Se a gente gritar, venham correndo. – O que não era exatamente o que os pais de primeira viagem queriam escutar, mas a confiança deles em era maior que...
Bem, a existência de Oh Sehun inteira.
O casal saiu, fechando a porta atrás deles, e se sentou na cadeira que Soojin vagou, murmurando coisas aleatórias para Yerin, que parecia nem se importar de estar nos braços de uma estranha. Acanhado, Sehun se sentou no braço da poltrona, revezando entre observar e Yerin.
– Ela é minúscula. Vivi nunca foi tão pequeno assim. – Ele parecia meio atordoado, mordendo os lábios com uma expressão confusa que só via quando ele confundia pessoas de feições parecidas.
Isso significava que Sehun estava realmente colocando o neurônio e meio que ele tinha pra funcionar.
– Primeiro: Vivi é um cachorro, são espécies diferentes. Segundo: mentira, claro que ele já foi desse tamanho. Menor ainda. Vivi não é exatamente um pastor alemão, Sehun. – o corrigiu, distraída, tentando fazer Yerin seguir seu dedo com os olhos. – É por causa de gente como você que o shampoo vem com instrução de uso, Sehunnie.
O estado de confusão mental do idol era tanto que ele nem mesmo contestou a informação, que normalmente começaria a terceira guerra mundial entre eles por, pelo menos, 10 minutos – até que eles ficassem cansados de discutir e passassem a ser melosos. estava quase preocupada.
– Mas ela é delicada. Como Jongdae-hyung segura ela ser ter medo de derrubar ou quebrar...? – Por um momento, se perguntou se ele estava brincando mas, quando ela olhou pra cima, Sehun tinha aquela mesma expressão no rosto, algo entre terror e interesse e confusão genuína.
aninhou Yerin nos braços, delicadamente, e Sehun fez um barulho estranho, estrangulado.
– Amor da minha vida, razão da minha existência... Bebês não são feitos de cristal e, desculpa quebrar sua ilusão, mas você não é nenhum sósia do Vin Diesel. – Ela suspirou e beijou o topo da cabeça de Yerin, inalando o cheirinho de bebê. – Senta ali na cama, vai.
Sehun piscou, confuso com o rumo que a conversa tomou.
– Pra quê?
– Porque eu tô mandando, anda. – Normalmente, as chances de Sehun obedecer sem tentar argumentar e fazer gracinha eram as mesmas de nevar no Saara mas, dessa vez, ele foi, sentando tão rigidamente que ficou preocupada com a coluna dele.
Levantando-se, caminhou até o namorado com Yerin no colo e, sem dar a ele uma chance de protestar, passou a bebê para os braços de Sehun. Os olhos do idol se arregalaram, mas ele aceitou Yerin automaticamente. suspirou alto de novo.
– Relaxa, amor. Tá vendo? Ela nem tá reclamando, você é confortável. – beijou a bochecha do namorado, sentando-se do lado dele. – Não tem mistério. Traz ela mais pra perto do seu peito... Isso. Ela gosta de você e eu nem posso culpá-la.
Yerin fez uns barulhinhos de contentamento, pressionando o rostinho contra a camisa de Sehun, a mãozinha agarrando o tecido. Era a coisa mais linda que já tinha visto na vida. Sehun estava franzindo a testa, observando a bebê como se quisesse memorizar a cena, e nem mesmo podia culpá-lo.
Ele limpou a garganta.
– Como é que Jongdae-hyung acabou com uma filha tão linda? – A voz de Sehun estava rouca de maneira suspeita, mas não fazia a mínima ideia do porquê.
Ela realmente tinha arrumado a pessoa mais estranha do mundo pra apaixonar-se.
– Deixa ele escutar você falando isso pra ver. – Rindo, descansou a cabeça no ombro largo de Sehun, – Além disso, Soojin é linda.
Sehun se virou ligeiramente para encará-la, olhar estranhamente pensativo.
– Hm...



A viagem pra casa foi calma, com mandando várias fotos que havia tirado de Sehun cochilando com Yerin para Soojin e o dito cujo encarando o asfalto na frente dele como se contivesse os segredos do universo. Fora aconselhar o namorado a não queimar o neurônio e meio que ele tinha, o deixou contemplar o significado da vida em paz.
Se estivesse realmente incomodando-o, Sehun falaria alguma coisa mais cedo ou mais tarde.
Claro, esqueceu que ela namorava alguém pior do que ela quando se tratava do emocional.




Foram três dias de paz até que as consequências do momento contemplativo de Sehun fossem sentidas. Não que percebeu imediatamente, é claro. Zoação com a capacidade cognitiva do namorado de lado à parte, a mulher sabia muito bem que Sehun era mais ardiloso que o tinhoso quando ele decidia que queria alguma coisa e ela não saberia de nada até ser tarde demais.
Então chegar em casa do trabalho em uma noite e encontrar o apartamento todo à meia luz, com um cheiro maravilhoso da vela favorita de pairando pelo ar, não a deixou desconfiada. Sehun tinhas seus surtos de romantismo e adorava cada segundo. Não que ela fosse dizer alguma coisa, do mesmo jeito que ele nunca comentava sobre os momentos de fraqueza dela. Era o suficiente pra eles derreterem de amor um pelo outro enquanto fingiam que não ligavam.
Deixando os sapatos na entrada e colocando os chinelos, seguiu a intuição e encontrou o namorado parado na porta da sala de jantar, tampando a visão dela. A mulher o olhou de cima a baixo em silêncio, deleitando-se na figura de proporções perfeitas que era Oh Sehun – de terno ainda, golpe baixíssimo. Um sorriso brotou nos lábios dela, sem sua permissão.
– Ótima noite, eu estou vendo. – dando dois passos pra frente, parou na frente do namorado e alisou a gravata dele, olhando pra cima para encontrar os olhos dele.
Sehun sorriu, aquele sorriso maravilhoso que fazia o rosto inteiro dele iluminar.
– Bem-vinda de volta, meu amor... meus olhos estão aqui, . – Ele segurou o rosto dela com as duas mãos, forçando-a a olhar pra frente quando percebeu que a namorada tentava enxergar dentro da sala de jantar atrás dele. – Não estraga a surpresa. Te preparei um banho e é pra usar o que eu coloquei na cama pra você. Nem uma peça a mais ou a menos.
Uma das sobrancelhas de se arqueou. Além de excitante, a ordem de Sehun indicava algo maior que só um jantar surpresa. Essas coisas precisavam de tempo e planejamento – duas coisas que o idol não tinha de sobra.
– Ah é? Sorte sua que eu to de bom humor hoje. Obrigada, amor da minha vida. – Ficando na ponta dos pés, beijou a bochecha do namorado antes de afastar-se, piscando.
Sehun a acompanhou com o olhar enquanto ela se retirava em direção ao quarto deles.
– Por que eu não consigo confiar na sua doçura, hein?
Rindo, acenou pra ele sem se virar, deixando a bolsa em cima da cama, e apressou-se pro banheiro, curiosa pra saber o que Sehun tinha aprontado. Ao chegar na porta, o queixo de caiu. Não era só um banho. O chão de mármore estava coberto por um tapete de pétalas de flor de cerejeira, com pétalas mais escuras formando um caminho que levava até a enorme banheira, que ocupava a maior parte do ambiente. O delicado aroma de baunilha e menta exalava da água fumegante – o preferido de Sehun na pele de . Uma taça de champagne estava escorada perto do encosto almofadado.
Sorrindo para si mesma, a mulher se despiu com pressa, querendo aproveitar o mimo do namorado, mas também ansiosa para saber o que viria depois. Nua, só pegou o celular e entrou na banheira, suspirando quando sentiu a água quente – na temperatura preferida – acariciar o corpo. Pegando a taça com uma mão, ela desbloqueou o iphone com a outra.

quanto tempo devo ficar de molho?
só pra saber se devo dormir aqui ou não

muito engraçado
eu te ligo quando for a hora de sair
aproveite o banho, amor da minha vida

Sentindo-se toda boba, bloqueou o celular e aproveitou que ninguém podia vê-la pra mandar um beijo pra tela, imaginando que Sehun pudesse sentir. Ridículo e quase infantil, mas era assim que ela se sentia noventa e nove porcento do tempo que passava do lado do homem que amava. Os outros 1%, bem... Suficiente dizer que ela seria presa por homicídio triplamente qualificado se deixasse os instintos a guiar.
O vapor perfumado da água a fez fechar os olhos, relaxando na banheira e tomando um gole da champagne gelada. Já que Sehun precisava de tempo pra terminar seja lá o que fosse que ele estivesse planejando, pretendia aproveitar a primeira parte da surpresa o máximo possível.



Vinte minutos depois e sentindo-se como uma ameba de tão relaxada, respondeu a mensagem do namorado com um emoji de coração e saiu da banheira, deixando a taça pra trás. A água estava quase morna já e Sehun não podia ter tido um timing melhor. estava naquele momento perfeito entre bem relaxada e ameixa de tão enrugada. Era a melhor hora pra colocar um fim no banho.
A morena se enrolou em um dos roupões que eles dividiam – ficava enorme nela, mas essa era a melhor parte – e seguiu para o quarto, deixando o celular em cima da cama e abrindo a enorme caixa branca curiosamente. O gosto de Sehun quando tratava-se de moda era... No mínimo, questionável, mas felizmente não era o alvo normal dele. O namorado se limitava a mimar Vivi, que não podia protestar contra os acessórios francamente absurdos que era forçado a usar algumas vezes.
Porém, ao abrir a caixa, a brasileira percebeu na hora que ela não precisava ter ficado preocupada. O vestido era lindo, um Versace preto de corte simples, um pouco acima do joelho e com botões dourados decorando a parte da frente. O decote era profundo e o bordado característico da marca adornava a parte interna da peça. No fundo da caixa, estava um par de lingeries vermelha de renda e cetim com pouquíssimo tecido, do jeito que Sehun gostava, e um par de Louboutins de cristais. pausou, pensando que era um pouco demais pra um jantar em casa, a não ser que...
Balançando a cabeça, ela decidiu não pensar muito nas intenções do namorado e vestiu-se com pressa, arrumando o cabelo em um coque simples, mas elegante, e deliberadamente ignorando a maquiagem. Um batom vermelho, da cor preferida de Sehun, seria o suficiente.
Os saltos ecoavam pelo apartamento amplo enquanto andava, mais nervosa do que ela queria admitir, em direção à sala de jantar. As velas aromáticas lançavam uma luz morna e aconchegante no ar, guiando até onde Sehun estava esperando-a. Parado na porta como quando ela chegou em casa, ele olhou a mulher de cima a baixo, despindo-a com o olhar, mas o sorriso que ele dirigiu a era inocente e cheio de afeto. Ela derreteu por dentro.
Um pouco envergonhada, deu uma voltinha.
– Aprovado?
Sehun passou um braço ao redor da cintura dela, puxando contra seu peito e beijando os lábios vermelhos da mulher, gentil.
– Você está mais linda do que eu imaginei. Já te disse hoje que eu te amo? – Ele perguntou, descendo a boca pelo pescoço exposto dela, salpicando beijos leves na pele perfumada.
suspirou, fechando os olhos e aproveitando a sensação.
– Quando eu te dei uma xícara extra de café essa manhã. – A mulher brincou, repousando as mãos contra o peito firme do amado. – Eu posso ver o que você está aprontando ou tem mais mistério pela frente?
– Impaciente você, hein? – Deixando uma mordidinha na clavícula de , Sehun a guiou para dentro da sala, que também estava decorada com velas e mais pétalas de cerejeita, a mesa grande demais só para os dois posta com a prataria mais elegante que eles tinham, presente de casa nova de Junmyeon, e as taças de cristal que a mãe de Sehun havia levado um dia e nunca carregado embora. – O que acha?
Olhos ligeiramente arregalados, se virou para o namorado com um sorriso bobo no rosto. O trabalho que aquilo devia ter dado, ainda mais que Sehun teve que ir até a empresa praticar... mal podia expressar o que estava sentindo. A expressão dela pareceu ser o suficiente, porque o idol a abraçou novamente, os lábios deles se encontrando em mais um beijo apaixonado, gestos dizendo tudo o que eles não encontravam palavras para externar.
– Você não existe, meu amor. – Ela murmurou contra a boca dele, balançando a cabeça, ainda encantada.
Sehun deu os ombros, piscando pra ela.
– Eu sei. Sou tão perfeito que, às vezes, eu me pergunto se não sou algum ser sobrenatural.
O tapa que deu no ombro do namorado em nada afetou o clima romântico. Era, afinal, parte do relacionamento deles.



A sobremesa sumptuosa de lavanda, cereja e mel estava no processo de ser devorada, com os dois dividindo o mesmo prato porque eram ridículos e apaixonados, quando Sehun começou a encará-la. deu três minutos antes de colocar a colher no prato e devolver o olhar do namorado, exasperada.
– Tem alguma coisa no meu rosto? – Ela perguntou, torcendo o nariz com um sorriso e bebericando o vinho.
Sehun balançou a cabeça e estendeu a mão, segurando a de firmemente. O coração da mulher deu um salto e ela piscou.
– Além da beleza? Nada. É que eu quero falar uma coisa e eu acho que esse é o momento.
... Se Sehun abrisse a boca pra falar de casamento, ela ia gritar. Ou chorar. Definitivamente, chorar, e talvez perguntar se ele estava ficando maluco. Depois, é claro, de aceitar. As chances eram de estar completamente errada, e Sehun ia estragar o momento falando que ela precisava de terapia pra diminuir a quantidade de livros que estava comprando ou algo sem noção do tipo. Mas o olhar no rosto dele era sério, focado, o tipo de expressão que ela tinha visto poucas vezes. Quando eles começaram a namorar, quando Sehun propôs morarem juntos. Quando ele a ofereceu o cargo de mãe do Vivi.
O idol limpou a garganta, mordendo os lábios perfeitos por um momento e brincando com os dedos delicados de .
. Vamos ter um filho.
A mulher piscou.
– Como é que é? – Ela tinha que ter escutado errado, porque parecia que Sehun tinha acabado de propor...
– Eu. Você. Um bebê. Eu quero ter um filho com você, . – Sehun teve a coragem de repetir, como se ele não estivesse propondo algo praticamente absurdo. – Desde que eu te vi com Yerin... Eu não consigo pensar em mais nada.
Então era isso que estava ocupando o par de neurônios que morava dentro da cabeça linda de Sehun. Filhos. Gravidez. nem mesmo sabia o que dizer. Na verdade, ela sabia sim.
– Você tentou segurar Yerin de cabeça pra baixo. – apontou, tom de voz deixando bem claro que ela achava a ideia inteiramente absurda. – Você comparou a recém-nascida com o Vivi. Sehun, amor da minha vida, você me perguntou sem ironia se ela já podia comer banana amassada ou tomar sopa.
Era óbvio para que os dois serem pais era uma ideia ridícula e descabida. Pelo menos, pelos próximos dez anos. Talvez eles pudessem adotar outro cachorro, começar devagar. Bebês eram uma responsabilidade muito grande e não tinha a menor confiança na habilidade deles de manter um vivo. Ela seria firme, mesmo que Sehun usasse golpes baixos para tentar fazê-la mudar de ideia. Nada iria funcionar e seria firme.
Os olhos do namorado dela brilharam e ele beijou as costas da mão de , adoração visível no rosto perfeito.
– Eu sei, eu sei... Mas o que eu posso fazer se a imagem de uma filhinha tão linda como você e um filhinho com o seu sorriso não sai da minha cabeça? – Ele parecia prestes a chorar, voz trêmula, e se sentiu pior que um monstro. – Eu prometo fazer todas as aulas possíveis, ler todos os livros. Eu vou ser um bom, pai, , eu juro. Por favor, vamos tentar? Não existe nada mais que eu queira nesse mundo do que ter um serzinho que é metade meu e metade seu, uma mistura perfeita de nós dois.
era uma criatura fraca e patética que sentiu o coração quebrar em mil pedacinhos e refazer-se novamente a cada palavra que saia da boca dele.
– Sorte sua que eu não tomo remédio. – Foi tudo o que ela disse, olhando de maneira triste pra taça de vinho e virando o resto do líquido de uma vez.
Seria a última por um bom tempo.

-

Conseguida a permissão, o humor de Sehun mudou da água pro vinho que não poderia mais apreciar. As lágrimas desapareceram dos olhos expressivos e a voz mudou de trêmula pra rouca quando ele puxou de seu assento, decidindo que andar demoraria muito e pegando-a no colo.
– Sério isso? – Ela perguntou, rindo baixinho e atacando o pescoço dele com os dentes.
Sehun que desse um jeito de cobrir as marcas. Ele apertou a cintura dela, apressando-se pro quarto.
– Não posso deixar que a futura mamãe se canse. – As palavras vieram como se fosse óbvio e teve vontade de socar ele.
– Você sabe que essas coisas levam tempo, né? Não vai acontecer hoje ou amanhã. – Na verdade, nem mesmo sabia quando seu período fértil era, o aplicativo do celular não era atualizado fazia quase dois meses e a menstruação sempre pegava-a no susto.
Jogando a namorada na cama, Sehun tratou de livrar-se do paletó, largando a peça no chão como se não custasse uma fortuna. fez um barulho ofendido, pelo tratamento dela mesma e da peça de roupa.
– Eu não acredito que você está duvidando da minha virilidade, garota. – Ele rosnou, aquelas mãos maravilhosas fazendo um ótimo trabalho despindo o corpo esculpido de Sehun. – Você sabe por que eu escolhi esse vestido pra você? – Ele perguntou, abrindo o botão da calça e deixando o tecido cair no chão.
É claro que ele não estava usando cueca.
Apoiando-se no cotovelo, soltou os cabelos com a mão livre e deu um sorrisinho provocativo.
– Por que você é um tarado e o decote é quase indecente? – A resposta foi deliberadamente inocente enquanto ela brincava com um fio de cabelo que, por acidente, estava acariciando o vale entre os seios.
Os olhos de Sehun escureceram de desejo enquanto ele avançava, completamente despido e pairando sobre .
– Isso também. – Ele admitiu, sem vergonha nenhuma, uma das mãos acariciando a cintura de e movendo-se para as costas arqueadas da morena. – Mas o motivo principal... É que ele é muito fácil de tirar.
Com um gesto, ele puxou o zipper e arquejou, permitindo que o namorado tirasse a peça de roupa com uma facilidade que a impressionou. O nervosismo de vestir-se mais cedo não havia deixado espaço para que ela pensasse o quão fácil o vestido era de remover. Claramente, ela havia subestimado a capacidade de Sehun de planejar com antecedência – pelo menos quando envolvia sexo.
Mordiscando o lábio inferior ligeiramente, encontrou o olhar do namorado e estremeceu com o peso do desejo que ela encontrou. Sehun parecia beber a visão na frente dele como um homem perdido no deserto, os olhos acariciando a pele de como uma sensação física. Foi o suficiente para fazer com que a respiração dela falhasse, presa na garganta.
De leve, Sehun delineou linhas pela pele arrepiada de , brincando com as beiradas da lingerie, mas não fazendo nenhum esforço para remover. Era como se ele tivesse decidido diminuir a velocidade, ignorando a volúpia crescente entre eles por algo mais calmo, mas não menos intenso.
– O que foi? – Ela perguntou, um pouco desconcertada com a mudança repentina.
Não era incomum para eles ir devagar, romântico e sem pressa, mas a noite tinha começado em outro tom.
– Mudou de ideia?
Sehun rolou os olhos, pressionando um beijo molhado no vale entre os seios de , brincando com a alça do sutiã.
– Claro que não. Mas hoje não é uma noite comum. Eu quero que ela seja memorável, meu amor. Que dure muito. Mais do que isso, eu quero mostrar pra você o quanto eu te amo. Nosso filho vai ser feito de amor.
Se as lágrimas caíssem, não seria a primeira vez em que choraria na cama. Mas seria a primeira em que ela choraria de emoção. Como ela não queria arruinar o clima, limpou a garganta com um pigarro e Sehun deu uma risadinha baixa contra a pele sensível dela, olhando pra cima de onde estava aninhando no peito da mulher.
– Se você continuar com essas declarações, a gente não vai fazer nada hoje. – Ela avisou, só parcialmente brincando, correndo os dedos pelos cabelos macios dele.
O cabelo era um dos pontos fracos de Sehun e ele quase ronronou, virando a cabeça para mordiscar o seio de , arrancando um barulhinho de surpresa da mulher.
– Ah, isso seria uma pena. Pode deixar, . Palavras não vão mais ser necessárias.
Era uma promessa que ele pretendia cumprir, ela sabia, e não demorou muito para que Sehun demonstrasse. Com destreza, ele esgueirou uma mão pelas costas dela e soltou o fecho do sutiã de primeira, deslizando o artigo pelo corpo de sensualmente, utilizando a renda para estimular a pele já sensível. Calafrios se espalharam como fogo e os lábios dela se abriram um pouco, ofegante.
Sehun conhecia o corpo de como ninguém e isso ficava óbvio com cada toque, a boca quente dele queimando um caminho pela barriga dela, as mãos segurando as coxas da mulher com força. Os barulhos que ela fazia, cheios de tesão e urgência, somente incentivavam Sehun a continuar, a provocar mais. Os dentes dele raspavam quase que acidentalmente, fazendo arquear de prazer.
Parecia que uma eternidade havia passado quando Sehun finalmente fez-se confortável entre as pernas de , brincando com um dos lados da calcinha, o cetim acariciando a pele do quadril dela com cada movimento. O nariz dele roçou contra o tecido, lábios pressionando beijos na intimidade de por cima da calcinha, mandando pequenas faíscas de prazer pela coluna dela, extremidades formigando.
– Teu cheiro, ... Nunca falha em me deixar louco. – Sehun murmurou, massageando a bunda da mulher, que agarrou um punhado do cabelo dele e puxou.
O idol gemeu, trêmulo e lascivo, aparentemente chegando no limite da paciência e livrando-se da calcinha de com pressa. A peça foi descartada no chão, sem cuidado nenhum, mas nenhum dos dois estava ligando para isso naquele momento.
– Eu nem te toquei direito e você já tá toda molhada pra mim. – Ele riu, maravilhado, dedos longos explorando o centro quente e pulsante da mulher, fazendo-a gemer alto.
O polegar circulava o clitóris devagar, incitante. Por mais que ela quisesse dizer alguma coisa, não conseguia formular uma frase coerente, a mão que não estava enterrada nos cabelos de Sehun agarrando os lençóis caros como se sua vida dependesse disso. E, quando a boca do namorado se juntou aos dedos, habilidosa, sentiu que realmente dependia.
Os gemidos se tornaram gritos abafados de tesão, os quadris se movendo por vontade própria contra o assalto calculado de Sehun, que sabia exatamente onde e como tocá-la para maximizar o impacto. Fogo corria pelas veias de , deixando o corpo todo em alerta. O ar do quarto estava pesado com a respiração deles, com o calor que emanava, ecoando os sons obscenos que Sehun fazia e que respondia. Pressionando uma das mãos contra a boca, ela puxou os fios rosados do namorado, arfando.
– Sehun... Pelo amor de Deus... – não queria implorar mas, quanto mais o tempo passava, mais perto ela chegava do abismo
E embora normalmente ela não ligasse pra quem gozava primeiro, a parte mais romântica da mulher queria que fossem os dois juntos. O melodrama de Sehun era contagioso.
– Mas já? E eu achando que tinha ganhado uma sobremesa extra. – Esticando o pescoço, olhou pra baixo a tempo de ver Sehun lambendo os lábios e degustando do líquido viscoso que cobria-os.
estava realmente perdida nessa vida.
– Mas seu pedido é uma ordem, futura mamãe.
Aquilo não devia ser tão erótico como parecia. nunca, jamais, tinha pensando que ter filhos ou algo do tipo pudesse ser excitante, mas as palavras de Sehun a fizeram tremer, puxando-o para cima pelos cabelos, capturando a boca dele em um beijo profundo e quase vulgar. Sehun pairava sobre naquela posição, as pernas dela abertas para acomodá-lo enquanto eles se perdiam no beijo, temporariamente esquecendo qualquer outra coisa que não fosse o magnético deslizar dos lábios.
A mão direita de desceu dos cabelos de Sehun para os ombros largos, deixando marcas de unha avermelhadas na pele imaculada, fazendo o caminho pelas costas firmes do namorado. A outra, mais atrevida, desceu pelo abdômen trincado e fechou-se em volta do membro já parcialmente enrijecido do rapaz. era mais do que expert em masturbar o namorado e tomou a iniciativa imediatamente, bem do jeito que ele gostava. O suspiro pesado, quase um gemido, que ela ganhou em troca foi mais do que suficiente para mostrar que Sehun aprovava.
E não demorou para que ele estivesse mais do que pronto, murmurando contra a pele úmida do pescoço de , pedindo por mais, implorando e exigindo mais. Por longos minutos, só provocou e diminuiu a velocidade, deliciando-se com a frustração do namorado, que ficava cada vez mais vocal. Mas ela também tinha um limite, um que estava aproximando-se muito rapidamente, e por mais que fosse interessante ficar tentando Sehun... o queria demais pra demorar muito.
Sehun grunhiu em irritação quando removeu a mão, mas rapidamente percebeu o que isso significava e não perdeu tempo em afastar as coxas da namorada, corpo suspenso sobre o dela, olhos se encontrando.
Era mais natural do que respirar, estarem juntos daquela maneira. Os corpos se encaixavam, banhados em prazer enquanto moviam-se em harmonia. Ao contrário de muitas das noites em que passaram naquela cama, essa era uma das poucas em que não sentiam nenhuma pressa, nenhuma vontade de acelerar. Não havia espaço entre eles, pele escorregadia de suor deslizando contra a outra. As bocas se encontravam, hora para beijar e hora para apenas respirar o mesmo ar, mas sempre tentando manter a proximidade, como se a vida dependesse disso.
As pernas de se entrelaçaram ao redor da cintura de Sehun, instigando-o mais perto, mais profundamente. Ele, sempre impaciente para ter mais e mais, não perdeu a oportunidade de tê-la, de reivindicá-la de maneira mais íntima. Era como se os dois estivessem suspensos em um limbo, perdidos no desejo e no prazer dos movimentos. Em um mundo perfeito, aquela noite nunca acabaria.
Mas por mais que eles quisessem ficar submersos na sensação maravilhosa de serem um só para sempre, o acúmulo do desejo chegou ao breaking point e nenhum dos dois conseguiu resistir. Sehun tombou primeiro, marcando o pescoço de com os dentes enquanto investia erraticamente dentro dela, despejando seu deleite pela primeira vez dentro da namorada.
A sensação estranha e a dor da mordida foram o que desfizeram o nó de prazer dentro de , permitindo que ela se entregasse, arqueando contra o peito firme de Sehun e chamando seu nome, quase em êxtase.
Uma eternidade depois, Sehun colapsou em cima de , ignorando os protestos da mulher sobre ele ser muito pesado pra isso. Ela mal conseguia respirar, ainda meio tonta e vendo estrelas. O calor e a pressão do corpo do namorado em cima do seu não ajudava muito, mas não queria que ele se movesse. A reclamação era só graça e Sehun sabia disso.
– Meu Deus do céu. – riu, sem ar, deslizando uma das mãos pelas costas de Sehun com delicadez.
Ela mal conseguia sentir o resto do corpo, honestamente.
– Impressão minha ou foi mais intenso que o normal?
Não era a falta da camisinha, isso era historinha. Mas talvez o significado, o passo gigantesco que eles haviam tomado juntos. A última barreira figurativa que havia sido removida.
Sehun murmurou algo contra os cabelos bagunçados de , recusando-se a sair de cima dela. Ou de dentro dela.
– Eu não falo idiota, Sehun. Repete isso em coreano, faz um favor.
Ele levantou a cabeça, pressionando a testa contra a de , olhando-a nos olhos. Era um olhar tão intenso, tão profundo, que ela tinha certeza de que uma nova declaração estava a caminho.
– Falei que é pra você aproveitar e descansar enquanto pode, meu amor. – Ele sussurrou, roçando os lábios contra a boca dela, sensual e seguro de si. – Tirei os próximos dois dias de folga e, bem... Esse filho não vai se fazer sozinho.



três semanas depois


Exausto, Sehun se jogou no chão da sala de prática, abanando-se. O ar estava ligado, mas ele estava encharcado de suor mesmo assim, resultado de horas de prática. O moletom tinha sido abandonado horas atrás e só a fina camiseta branca restou, grudada no corpo como estava. Tudo o que ele queria era ir embora e dormir por dois dias, mas a água que Baekhyun o passou serviria naquele momento. Duas horas e ele estaria em casa onde, com sorte, estaria esperando.
Mesmo com o cansaço, ele não pôde deixar de sorrir. Parecia que o apetite dele estava insaciável desde que havia concordado em tentar ter um bebê e não importava o quão difícil a prática fosse na empresa, Sehun sempre estava disposto a ficar acordado até o meio da madrugada com a desculpa de procriar. E embora ele estivesse ansioso pelo resultado dos esforços, Sehun também estava aproveitando bastante a prática.
E falando em prática, ele precisava mandar mensagem para . Ela tinha uma reunião no trabalho e deveria chegar mais tarde que o normal. Sehun queria fazer um agrado, mas surpreender a namorada prática que ele tinha era difícil. Era melhor perguntar pra ela se queria que ele levasse o jantar.
Hyung, pode me passar a minha bolsa? – Ele fez bico na direção de Chanyeol, recusando-se a levantar, e mal conseguiu esconder o sorrisinho de vitória quando o mais velho entregou a bolsa esportiva.
Não estava pesada, só uma muda de roupa e os objetos pessoais se encontravam dentro. A maioria das coisas que ele precisava ficavam na empresa pra facilitar, então não tinha necessidade de muita coisa. Sehun, no momento, só precisava do celular. Abrindo o zíper principal, os olhos foram atraídos por algo inocentemente aninhado no topo das roupas dobradas.
Era um bastão de plástico azul e branco, do tamanho de sua mão mais ou menos. Parecia um termômetro digital, mas algo, no fundo da mente, lhe dizia que não era isso. Trêmulo, ele pegou o objeto e virou na mão, sem saber o que esperar.
Na pequena tela digital, duas palavras e um número: Pregnant, 3 weeks.
Para a sorte de Sehun, ele já estava sentado, porque a visão escureceu com o choque e ele foi de encontro ao chão.


Fim.



Nota da autora: "o algorítimo tá achando que eu to grávida agora, tá feliz @ Sehun? espero que vocês gostem ❤️"



Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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