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Última atualização:19/04/2021

ALERTA DA AUTORA: Antes de você continuar com sua leitura, preciso deixar um aviso importante para você: Essa fanfic possui conteúdo considerado sensível para algumas pessoas. Conteúdos como: relacionamento abusivo, uso de intorpecentes e cenas de sexo explícitas, além de cenas fortes com violência física e psicológica. Portanto, se histórias com esse conteúdo lhe deixam sensível e sugestionável, eu sugiro que não prossiga daqui. Fique a vontade para escolher o que lhe é melhor.
Todos os personagens passaram por uma severa revisão, mas mesmo assim, são humanos e estão propensos a cometer erros. Porém, nenhum crime aqui passará impune e vale lembrar, que violência contra a mulher é crime e que não deve ser romantizada de nenhuma forma.
Avisos entregue, eu lhe desejo uma ótima leitura.

Prólogo

Flashback: Cinco anos antes, Junho de 2014.

Era pra ser apenas mais um daqueles dias em que tudo começa de maneira estranha e que a cada minuto que passa, o dia parece não terminar e nunca. Era assim que se sentia aquele dia. Estava cansado, derrotado e completamente confuso naquele quarto. Não se lembrava de nada que acontecera na noite anterior, tudo que se lembrava era de Verônica saindo de lá transtornada e de alguns borrões depois. não se lembrava muito bem da conversa que ele teve com Verônica, mas se lembrava de uma coisa, era sobre . Sentou—se na cama e passou a mão pelo rosto. Tinha de se lembrar, seu consciente gritava que era algo realmente importante e que ele precisaria ser forte em tudo que poderia envolver dali em diante. Olhou atentamente em volta do quarto até que seus olhos embaçados e confusos encontraram um pequeno envelope embaixo da porta. Se levantou com dificuldades e caminhou até o envelope. Não tinha remetente, apenas um '''' escrito na parte da frente. Abriu o envelope, lendo aquele bilhete como se tivesse certeza de que aquilo um dia mudaria tudo. Seus olhos passavam pelas linhas e os lábios acompanhavam, já a sua consciência tentava assimilar e entender o que tudo aquilo significava.
"Eu espero que você possa me ajudar , eu realmente preciso de toda a sua ajuda em relação a , um dia ela vai precisar entender tudo que aconteceu e eu não saberia fazer isso sem você domeu lado. Por favor, me ajude a esclarecer tudo antes de contar a minha pequena os reais motivos que me levaram a tudo. Você é o único que pode me ajudar, no final desse bilhete tem um endereço, eu preciso que vá até ele e encontre com o Connor Alberg que ele te explicará seu próximo passo. , se um dia ela desconfiar de tudo antes de eu poder me explicar, eu preciso que você tome conta de tudo. Eu estou te dando todo o direito de cuidar dela pra mim, e por favor não meça esforços pra isso, e se preciso for dê sua vida pela minha pequena ''
não sabia muito bem o que aquilo significava, mas logo em seguida em sua cabeça, vieram algumas lembranças da noite anterior onde ele estava bebendo e bebendo muito. E o motivo? Ele estava longe dela, estava longe de . E por isso Verônica havia ido o procurar aquela noite e ele se lembrou que ela estava mesmo muito nervosa mas que não demorou muito ali. Saiu ás pressas e deixou alguma coisa na mesinha do lado da porta, e era aquele bilhete. sempre soube que ele precisaria cuidar de com a sua vida, havia prometido a Sofia no leito de morte, muito antes de conhecer e muito antes de saber de toda a verdade. Ele não poderia se meter ou se intrometer nos assuntos de Verônica, a sua parte era cuidar de e a colocar acima de tudo e todos. Guardou o bilhete em um lugar seguro e foi para o chuveiro. Precisava tomar um banho e enfrentar aquele dia que estava bem longe de terminar. terminou o banho e se enrolou na toalha, fez a barba e saiu do banheiro enxugando os cabelos, totalmente distraído. Foi quando encontrou uma sentada na poltrona ao lado da escrivaninha ainda mais distraída do que ele estava a pouco. Não entendeu como ela havia conseguido entrar ali, mas ele sabia que quando queria alguma coisa ela conseguia. O único problema era que ela estava muito perto da gaveta onde o bilhete de Verônica estava guardado e a mesma gaveta estava um pouco aberta. folhava alguma revista de música de , quando percebeu que ele estava ali em sua frente, apenas de toalha. Seus olhos subiram lentamente passando por toda extensão do corpo dele. Os cabelos molhados, a barba feita, as tatuagens brilhavam devido ao corpo ainda úmido pelo vapor do banheiro. Cada linha do seu corpo
bem definida. Por um momento, achou que iria desmaiar.
— Oi. — respondeu sem jeito colocando a revista em cima da escrivaninha.
— Oi, é como você entrou aqui mesmo? — falou e passou a mão por sua nuca, visivelmente nervoso.
— Eu tenho a chave daqui, você esqueceu? — levantou-se e pode ter a mesma reação que ela.
vestia algo que parecia um vestido ou camisola de seda e um par de tênis. E aquela camisola deixava muita coisa à mostra. estava cada dia mais bonita, cada dia mais ela exalava uma alegria contagiante. O seu casaco estava pendurado no cabideiro ao lado da porta. sentiu algo correr em sua espinha, algo estranho.
— Não me esqueci, mas , você tá de pijamas? — riu nervoso, sem conseguir se mexer.
— Ah, estou sim, fiquei com preguiça de trocar de roupas antes de vir pra cá. Só coloquei o casaco e vim. — caminhou até ele, parando em sua frente.
— E por que você veio aqui mesmo? — engoliu algo em sua garganta, talvez fosse sua vergonha na cara.
— Minha tia, ela saiu ontem a noite e parecia bem nervosa. E eu tentei ligar, mas o celular dela só da fora de área. Você por acaso não viu ela, ou viu? — se aproximou um pouco mais.
— Aqui ela não apareceu não, eu passei a noite toda aqui com os caras e ela não apareceu. — odiava ter que mentir para a menina, mas nesse caso era preciso. Verônica havia pedido que ele mantivesse segredo. E isso era tudo que ele mais detestava, mentir para .
— E agora? Eu to preocupada , ela sumiu e ela tava muito nervosa, e se aconteceu alguma coisa. — apertava os braços.
— Eu te garanto que não aconteceu nada com ela. Fica calma, por favor. — segurou pelos braços, impedindo que ela continuasse se apertando daquele jeito.
— Será que eu ligo pra alguém? Tipo a polícia? — torceu os lábios e soltou um sorriso tímido.
— Acho que não precisa, não é a primeira vez que ela some assim né? Fica calma por favor. Vem cá. — abraçou de uma maneira totalmente desajeitado. Os dois estavam em uma situação meio confusa, ele de toalha e ela apenas de camisola. Quem visse de fora achariam aquilo no mínimo estranho.
encostou sua cabeça no peito de passando os braços pela cintura dele, apertando com força seu corpo contra o dele. fazia um carinho no cabelo de com os olhos fechados, sentindo o contato das mãos de em sua pele causar alguns arrepios. Era a primeira vez em que um abraço deles ficava estranho e causava esse tipo de sensações. sentiu o perfume de pós banho de invadir seus pulmões e o seu coração subir e descer freneticamente dentro de si. retirou as mãos dela de sua cintura com delicadeza, aquele abraço era como calmante aos dois.
— Só um segundo. Já volto. — pegou uma calça de moletom e uma camiseta da pilha de roupas e caminhou até o banheiro. Voltou segundos depois já vestido, sorrindo para . — Pronto! — Apontou para seu corpo.
— Mas então, você quer tomar um café da manhã ou algo assim? — se sentou aos pés da cama, observando .
— Não sei, talvez eu esteja com fome mesmo. Você andou bebendo, ? — apontou para as duas garrafas de Red Label caídas ao lado da cama.
— Bebi sim. Na verdade, acho que exagerei um pouco. Estou precisando de uma café preto agora. — torceu os lábios.
— Você me prometeu que não iria mais beber desse jeito. — caminhou até ele. Parando bem em sua frente, ela pousou sua mão na bochecha de .
— Eu sei, eu sei. Mas é que eu precisava esquecer... — segurou a mão de carinhosamente. Enquanto a mesma fazia um carinho em sua bochecha, ele fechava os olhos.
— Como assim? Esquecer o que? — perguntou despretensiosamente.
— Isso, esquecer você... — inspirou uma quantidade significativa de ar, soltando em seguida. Segurou a cintura de em suas mãos, fazendo com que sua cabeça ficasse na mesma altura que a dela.
— Como assim, me esquecer ? — perguntou novamente.
abriu e fechou os olhos algumas vezes, encostando sua testa a de de forma que seus olhos e narizes ficassem próximos. A puxou para mais perto com as mãos, fazendo um carinho por cima da camisola de enquanto a mesma segurava sua nuca com as duas mãos. soltava o ar nos lábios de . Aqueles lábios rosados e tão convidativos e ela só de camisola, o deixava confuso. Coisas passavam por sua cabeça, coisas que ele sabiam ser proibidas, mas que não conseguia evitar. Havia feito uma promessa, não poderia quebrá-la e não poderia de maneira alguma magoar . E estava ali, claro como o dia o que ele sentia. Tê-la assim tão perto e não poder fazer nada, não poder tocar e sentir cada caminho daquele corpo e sentir cada arrepio que a alma dela causava em seu próprio coração, era como uma tortura sem fim. Ele não poderia, não podia passar os limites que lhe foram dados mas não podia negar que sentia algo por ela. Algo que nunca pensou que sentiria, um sentimento novo e desconhecido. Mas que era algo bom, algo gostoso de sentir. não podia imaginar que estava se apaixonando pela pequena , e aquilo lhe causava uma enorme confusão, sua cabeça brigando com seu coração e o seu corpo ao mesmo tempo. Estar ali, olhando pra ela e não poder fazer mais do que estava fazendo era torturador. Ele precisava cumprir a promessa que havia feito a Verônica, de lhe ajudar com a história de e o seu passado. Só que acima de tudo, ele precisava continuar sentindo aquilo com ela, ele precisava dela e ela precisava ainda mais dele. Os dois eram almas gêmeas, mas que não poderiam sentir nada além daquilo e sabia que se tentasse alguma coisa, tudo iria virar ruínas e ele nunca mais teria sua menina por perto. Então, decidiu que aquele sentimento iria ficar muito bem escondido, para o bem dos dois.
— Esquecer tudo que você me faz sentir , tudo isso que eu sinto quando estamos perto. — se afastou um pouco, colocando a mão de sobre seu peito esquerdo.
— Seu coração , ele ta batendo depressa... — A mão de estava sobre o peito esquerdo dele, e ela sorria.
— E ele bate assim por você , e eu queria tanto, mas não posso... — fechou os olhos quase chorando.
— Queria tanto o que ? Por favor, me ajuda a entender isso. — sussurrou, como se não quisesse acordar alguém que estivesse dormindo.
— Te beijar, eu queria tanto te beijar. Mas eu não posso, nunca. — voltou a juntar suas testas.
Não houve nenhum beijo naquele dia e nem naquele momento. soube esconder seus sentimentos, pois sabia que aquilo traria consequências se fosse feito. ainda era menor de idade, tinha dezessete anos e ele precisava se concentrar em ajudar Verônica. O que ele não imaginava eram como as coisas iriam mudar no futuro.

Capítulo 1


andava de um lado para o outro em sua sala de estar, segurando o celular em mãos, como se aguardasse algum telefonema importante. E não era para menos, afinal, seu melhor amigo estava para chegar logo de viagem e dessa vez ela esperava que ele ficasse mais de uma semana.
— Querida, você tem que arrumar um namorado novo sabia? Digo, não estou te obrigando, mas já observei que você ta meio sozinha e ansiosa nesses últimos tempos. — Sua tia falava enquanto secava a louça e guardava. — estava pela terceira vez na bancada da cozinha.
— Obrigada tia, mas eu estou bem assim. — pegou uma xícara de leite e se dirigiu para o andar de cima.
Ao subir no primeiro andar da escada, escutou a campainha tocar e dentro de si, ela sabia que não era nenhum entregador ou algum de seus vizinhos e sim, quem ela estava esperando ansiosa chegar . Virou-se e caminhou até a entrada de sua casa. Ao abrir a porta, constatou que estava certa, era ele, era quem havia chego de viagem. Durante alguns segundos ela analisou o homem e seu melhor amigo, as roupas amassadas, típicas de alguém que viajara um longo tempo, o cabelo desarrumado e os óculos escuros indicavam também que o sono não tinha sido uma das opções de naquela viagem. O olhando assim, sentiu um arrepio em sua nuca, uma sensação estranha, mas ao ver o sorriso do homem para ela, constatou que mesmo ele sendo quize anos mais velho que ela, isso não a impedia de o achar lindo, perfeitamente lindo.
— Ei pequena, quanto tempo né? — disse, passando o braço ao lado do pescoço da menina, beijando sua testa.
— Muito tempo mesmo, você se esqueceu de mim. — falou emburrada.
— Senti falta de você, de vocês. — falou, adentrando a casa, sendo recebido também pela tia de e sua amiga, Verônica.
— Nós também sentimos. Mas, e aí como foi a turnê dessa vez? — enganchou nos braços de , o guiando para copa.
— Ah você sabe , muitos shows, músicos bêbados, mas o cachê foi ótimo. O que vai me permitir passar mais tempo com vocês. Não vou precisar viajar por uns meses, vou ficar só na produtora. — falava animado.
— Que ótima notícia!— exclamou. O abraçou forte e em seguida, pousou seu nariz sobre o pescoço do mais velho.
Eles ficaram alguns longos segundos abraçados, em silêncio, apenas sentindo a companhia um do outro em uma espécie de bolha criada pelos dois. Estavam com saudades um do outro e no fundo sabiam que não era uma saudade normal, como de irmãos ou de amigos, era uma saudade estranha que se misturava as confusões que aquele reencontro causava ou ainda causaria aos dois. Não era a primeira vez que ambos tinham momentos como aquele e mesmo assim, aquilo ainda era estranho aos dois. Involuntariamente, depositou um beijo desajeitado no pescoço de que suspirou. Em sua cabeça ela travava uma batalha irrefutável, ela tinha apenas vinte e um anos e era bem mais velho que ela, tinha quase dobro de sua idade. Eles se afastaram e ele encarou a menina em sua frente, um pouco corada e que parecia um pouco envergonha do que tinha feito acabado de fazer.
— O que foi ? Você ficou meio vermelha de repente. — perguntou olhando nos olhos da menina.
— Nada não , eu tenho que me arrumar pra dormir, já está tarde né, amanhã conversamos. — desconversou e olhou para o andar de cima. Por um momento, pode ver em seus olhos que ele estava pensando e que pensava longe, como se estivesse escondendo algo ou tentando fugir de alguns de seus pensamentos.
— Então, boa noite e bons sonhos, pequena. — falou e tentando disfarçar a confusão, depositou um beijo na bochecha da menina.
— Obrigada, você também. — o abraçou de maneira carinhosa. — E ah, gosto do seu abraço. — Sussurrou.
— Eu também! Até logo. — disse, seguindo para a cozinha.
Antes de se recolher em seu quarto, decidiu dar uma espiadinha em seu irmão mais novo, Peter, que dormia no quarto no final do corredor. O menino estava agarrado em seus bichinhos de pelúcias enquanto dormia. analisou a cena e entortou um pouco os lábios ao perceber a pequena bagunça que estava o quarto do pequeno. Entrou no quarto em silêncio para não acordá-lo e então começou a guardar seus brinquedos.
— Oi tia, quer alguma coisa? — sussurrou enquanto segurava o aviãozinho de Peter na mão.
— Não, só vim ver se ele estava bem. — Verônica sorriu.
— Ah sim. — A menina assentiu e fechou a caixa de brinquedos.
— Boa noite minha querida, durma bem. — Verônica saiu do quarto, fechando a porta com cuidado.
— Boa noite, tia. — respondeu, mas sua tia pareceu não ouvir.
deu um beijo na testa do irmão que dormia serenamente e apagou o abajur do quarto. Seguiu em direção ao seu quarto enquanto tentava fazer o mínimo de barulho possível para não acordar ninguém.
Ela entrou em seu quarto na frente da escada, era um quarto grande com uma típica decoração de menina. Havia uma cama perto do guarda-roupas, cor marrom escuro, algumas prateleiras e livros, caixinhas e bugigangas de monte, fotos num mural ao lado do espelho enorme. E, algumas dessas fotos eram da menina com em seu aniversário de quinze anos. Se aproximou do mural pegando a mesma foto, guardando-a no fundo gaveta do criado mudo ao lado da cama. lavou seu rosto, escovou os dentes, prendeu o cabelo em um rabo de cavalo no alto da cabeça e sorriu. Colocou sua camisola e pegou em seu frigobar uma garrafa de água mineral, caminhou até sua cama que era iluminada apenas pela luz do poste de sua rua e ajeitou-se entre os travesseiros, pedindo ao universo para que tivesse uma noite tranquila de sono.
Mais tarde naquela noite, acordou meio atordoada, pois estava tendo alguns sonhos estranhos com uma certa pessoa que começava a confundir seus pensamentos e sentimentos. Levantou-se e resolveu ir a cozinha tomar um chá ou comer alguma coisa já que fazia isso sempre quando estava com insônia. Parada em frente ao espelho ela percebeu que sua camisola era um pouco curta demais, então colocou seu hobbie da mesma cor e seguiu em direção á cozinha. Ao descer as escadas, a menina teve uma pequena surpresa, só não sabia se era uma surpresa boa ou ruim, mas que foi uma surpresa e tanto. estava dormindo no sofá cama da sala. Com uma perna pra fora das cobertas e outra pra dentro, os braços jogados por baixo do travesseiro o faziam dormir com um belo e charmoso sorriso no rosto. Suas tatuagens espalhadas pelo corpo descoberto e seus cabelos bagunçados, fizeram com que ela sentisse um frio na espinha ao analisar aquela cena. Por um momento, ela teve vontade de tirar uma fotografia ou de ficar pra sempre ali sentada o observando dormir. Sacudiu a cabeça e seguiu em negação para a cozinha, se perguntando: ''Mas que diabos está acontecendo comigo?''.
sempre posava em sua casa, ela já estava acostumada com isso, ele morava sozinho e como viajava muito, ele gostava de se sentir em casa de vez em quando, por isso que quase sempre o homem dormia no sofá da cama da sua sala. nunca havia se importado, afinal ela conviveu com a presença dele desde que foi morar com sua tia. Ele sempre esteve em sua casa e em quase todas as suas memórias ao lado de sua tia Verônica, como se fossem casados. Essa hipótese fez com seu estômago desse uma volta, ela não poderia ter esse tipo de pensamento. Abriu a geladeira pegando o leite e no armário o cereal de chocolate, sentou-se na bancada bem de frente a porta que dava acesso a sala e estava comendo seu cereal bem tranquilamente, quando viu entrar na cozinha — do mesmo jeito que estava dormindo — bocejando e passando a mão nos cabelos. Parou por alguns segundos com a colher na tigela para observá-lo — pela segunda vez naquela noite — bem longa por sinal.
Ele abriu a geladeira e pegou uma garrafa de água tomando um gole demorado da mesma.
— Ei , acordada essa hora? — disse e forçou os olhos avistando o relógio na parede, que marcava 1h:36 da manhã. Se dirigiu até a menina e puxou a cadeira ao seu lado para sentar-se.
— Pois é, perdi o sono. — respondeu mexendo o cereal na tigela.
— Você não se incomoda de eu dormir aqui, não é? — sussurrou, pegando a caixa de cereal da frente da menina.
— Claro que não , a casa é sua também. — Ela disse nervosa, levando apressada até sua boca uma boa colherada do cereal.
— Ah que bom... — Ele disse vagamente, não percebendo o nervosismo da menina, que agradeceu mentalmente por isso.
Ficaram em silêncio por alguns minutos, até que se levantou e falou com a menina enquanto procurava alguma coisa nos armários, um pacote de rosquinhas. Voltou para perto dela agora de pé e parou ao lado da menina, se apoiando sobre os cotovelos ele sustentava um sorriso descontraído e um olhar sonolento. O que o deixava de uma maneira absurdamente sexy aos olhos dela.
— Que silêncio aqui , nunca fomos assim, sempre falamos muito um com o outro. — bradou confuso, enquanto fingia estar interessado no pacote de rosquinhas que segurava.
— Pois é. — deu uma resposta curta e se levantou caminhando de volta a sala, quando ouviu passos apressados atrás dela e um esbarrão no encosto do sofá.
— Espera , não quer me contar o que está acontecendo? — falou desajeitado e segurou seu braço.
— Não é nada. Vou subir e dormir. — se virou, evitando contato visual.
— Ah, mas não vai mesmo. — Ele a puxou e jogou no sofá cama, fazendo cócegas.
Ele sabia como ninguém que ela era vulnerável a cócegas.
— PARA ! — se exaltou, dando gargalhadas.
— Beleza, eu paro se você desvirar essa cara e conversar comigo. — Sentaram no sofá ofegantes após a sessão de cócegas promovida por .
— Relaxa , não é nada. Só não estou com um bom humor pra conversar hoje. — disse, se ajeitando de modo que ficasse de frente ao mais velho.
— Já sei, é tpm não é? — respondeu sem jeito, não entendia muito sobre esses assuntos femininos.
— È, pode ser, acho que sim. — disse sem emoção alguma.
— Quer que eu vá na loja de conveniências vinte e quatro horas comprar chocolate pra você? Chocolate sempre resolve tudo. — O mais velho falou rindo com aquela voz rouca e perfeita, pensou .
— Você não faria isso, faria? — Ela mudou o humor em sua voz ao responder.
— Claro que faria, faço qualquer coisa por você... — disse, olhando fundo em seus olhos. — respirou fundo.
— Qualquer coisa? — respondeu em um tom desafiador.
— Tudo que eu puder fazer. — retrucou, confirmando o desafio.
Ficaram mais alguns minutos de novo naquele silêncio torturador.
— Ei , posso perguntar uma coisa? — disse, se ajeitando melhor ao lado do homem ela sentiu a respiração dele ficar bem próxima ao seu rosto.
, não precisa pedir. Pode perguntar o que quiser, sempre. — respondeu.
— Você nunca pensou em se casar e ter filhos? — percebeu que ele se surpreendeu com sua pergunta.
— Vocês são a minha família. — Ele sorriu ao dizer.
— Mas, nós aqui não somos sua família. Não de verdade. — Agora, percebeu uma certa indignação para sua afirmação.
— Retire o que disse. — respondeu seriamente.
— Desculpa... — se recolheu em seus pensamentos.
— Tudo bem, eu entendo você. Eu sou um solteirão de quase quarenta anos,que nunca teve filhos. Mas, até hoje nunca encontrei uma mulher que realmente mexesse comigo e que me descontruísse a ponto de querer me casar com ela. Na verdade, não até... — respondeu um pouco nervoso, falar daqueles assuntos não era fácil para ele.
— Nossa, mas e a tia Veronica? Você e ela se conhecem há anos, você nunca pensou na possibilidade de se casar com ela? — afirmou como se aquilo realmente fosse uma opção.
— Ai você é engraçada. Mas te respondendo, eu e sua tia sempre fomos amigos, nunca nada mais do que isso. Nos conhecemos há anos,desde a faculdade, mas nunca tivemos nada além de uma bela amizade, sempre tive sua tia como uma irmã, melhor amiga e essas coisas. Gosto muito dela, mas não desse jeito que pensa. — retrucou ao comentárioda menina.
Nessa altura da conversa os dois já tínham perdido a noção das horas, mas eles pareciam não se importar, a conversa e a companhia estavam boas.
— Ah sim, entendi. Sempre achei que vocês combinavam e que formariam um lindo casal. — comentou ainda sustentando sua afirmação.
— Não, nada disso. Sua tia é sim uma mulher interessante, mas se fosse para me casar e ter filhos, não seria com ela e sim com outra mulher, bem mais interessante que ela. — descontruiu a afirmação de .
— Ah sim, ela seria uma mulher de sorte, seja ela quem for. — respondeu não percebendo sua empolgação involuntária.
— Cof, cof... E você , não pensa em namorar de novo? — mudou de assunto rapidamente e a pegou de surpresa.
— Não, não tenho cabeça pra isso de novo. É tudo muito recente ainda. — respondeu, despertando de seus pensamentos.
— Mas, tenho absoluta certeza que existe algum cara legal por aí que vai merecer tudo de melhor que você possui. E que vai te fazer entender o que realmente significa amar alguém. — afirmou, sem perceber as emoções que as palavras causaram na garota.
— Não tenha tanta certeza , eu acho que não. — respondeu frustada, não achava mesmo que houvesse alguém que ela fosse capaz de realmente gostar, a não ser por uma pessoa em especial. Mas logo desviou seus pensamentos.
— Ai , você é meio lenta as vezes sabia... — se mexeu, deixando o lençol cair um pouco sobre suas pernas.
— Ow, me respeite. — respondeu irritada.
— Mas eu respeito, só estou dizendo que você não entende o que quero dizer. — se aproximou, ficando perigosamente perto de .
— O que você quer dizer? — sussurrou, segurando todo seu ar.
— Eu, quero dizer que se um dia fosse pra me se casar e ter filhos com alguma mulher e que não existiu nenhuma mulher que me descontruisse até agora ou que existe um cara por ai que merece você e que ele seria o responsável por te fazer entender o que é amor verdadeiro, eu estava me referindo a nós dois, . — soltou suas palavras perto de mais do rosto da menina.
— Como é que é? — respondeu exasperada, tentando se convencer de que não era real o que havia escutado.
— Isso mesmo , isso mesmo que ouviu. — insistiu.
— Você está delirando, deve ser o sono. — A menina retrucou, sentindo se aproximar ainda mais.
— Eu sei exatamente o que eu disse. E não estou delirando se quer saber. — estava realmente perto demais.
— Pode parar com essa conversa idiota. — insistiu nervosa.
— Idiota? Você sabe muito bem tudo que sinto, eu te disse uma vez que iria esperar você entender o que sentia e que não me importava esperar o tempo que fosse. Agora, me diz se isso aqui é alguma coisa idiota? — estava muito perto dos lábios de , que se retraíram.
passou o braço por trás da cintura de , a puxando para perto com destreza em seus movimentos deixando seu tronco praticamente colado ao da menina. Em seguida, aproximou seus lábios ao de , apertando sua cintura.
Seus lábios se colidiram em uma sinfonia perfeita.
ficou sem reação nenhuma para lutar contra o que estava acontecendo...
O Beijo começou calmo, mas foi ficando mais intenso, ele mordia delicadamente seus lábios e aprofundava o beijo, lhe deixando sem fôlego. Enquanto sua outra mão segurava a nuca da garota, como se estivesse deixando claro que ele não tinha nenhuma intenção de fugir. , apertava o quadril de , respondendo com gemidos involuntários a intensidade do momento. O beijo se transformou em dois o que acabou com selinhos e com completamente vulnerável, deitada em seu pescoço e de frente ao mais velho. A garota levantou sua cabeça depois de alguns segundos ali e o encarou, parecia que estavam se conhecendo pela primeira vez.
— O que você pensa que fez? — tentou parecer furiosa, piscando inúmeras vezes. Não era a primeira que eles haviam se beijado, mas era a primeira vez que também sentia a mesma coisa que .
— Te beijei. — respondeu vitorioso, pois, sabia que também ansiava por aquele beijo.
— Porque? — desistiu de contestar e o olhou curiosa. Afinal, era assim que estava se sentindo.
— Eu não sei explicar , eu sinto algo quando estamos perto assim, apenas senti vontade de te beijar, e beijei. Nós já nos beijamos antes e isso não é novidade pra você. Só que agora você ta sentindo mesmo que eu. — explicou, tentando acalmar um pouco o nervosismo de que era percebível.
— Isso é estranho, não pode acontecer. — virou-se para se levantar e estava pronta para correr esacada a cima e se trancar em seu quarto.
— Não é nada estranho , somos adultos e é normal rolar uma atração, quando duas pessoas querem a mesma coisa. E nós dois queremos a mesma coisa faz tempo. — explicou da forma mais serena que podia.
— Quem disse que eu quero a mesma coisa que você? — tentou parecer indiferente á algo que ela tanto queria.
— Não precisa dizer nada agora. — Ele pôs o dedo indicador sobre os lábios fechados de a impedindo de falar qualquer coisa.
— Uhum. — esboçou um som, concordando.
— Não estrague esse momento. — pediu piedoso.
— Eu tenho que subir e dormir, está tarde... — sussurrou, como se estivesse prestes á fazer algo criminoso.
— Dorme aqui comigo, vai? — perguntou.
— O que? — pareceu questionar sua intenção.
— Ei calma, não vou tentar nada. Só quero dormir perto de você. — abriu os braços e deu um sorriso tímido.
— Ok. — respondeu sorrindo.
Deitaram abraçados, fazia um carinho gostoso nos cabelos de e conforme os segundos passavam, sentia seus olhos pesarem fechando-os com calma até que pegassem no sono. sentia apenas o perfume de invadir seus pulmões e lhe acalmar de uma maneira que ela sentia falta. Naquela noite, ela teve certeza do que sentia por ele.
— Ei, onde você pensa que vai? — falou ao perceber que a menina ao seu lado se mexia como fosse se levantar.
— Tenho que tomar banho, arrumar o Peter, levar ele pra escola e depois trabalhar né? A tia Veronica só trabalha hoje a tarde, então é meu dia de levar o Peter. — falava apressada, mais uma vez tentando disfarçar sua ansiedade.
— Hum, tomar banho... Tudo bem, eu levo vocês. — falou passando o dedo no braço macio de , fazendo um carinho.
— Não precisa nos levar, sério. — retrucou negando.
— Vai lá, sobe, toma seu banho e se arruma que eu levo vocês, sim. — falou, parecendo querer convencer uma criança.
— Já disse que não precisa. — negou mais uma vez.
, para de teimosia e vai lá vai. — sorriu e deu um beijo em seu ombro.
— Está bem, está bem... — finalmente concordou.
— Linda! — sussurrou sorrindo.
fingiu não ouvir o elogio e subiu para o andar de cima, precisava se recompor para o dia que estava começando. A garota entrou em seu banheiro e ligou o chuveiro para que a água esquentasse, soltou seus cabelos e viu que estava com um pouco de olheiras, afinal passou a noite toda quase acordada. Pegou suas coisas de banho e entrou debaixo do chuveiro, deixando que a água quente percorresse seu corpo e lembrou-se dos momentos da noite passada, mais precisamente da parte em que ela e haviam se beijado. E em como um simples beijo de sempre mudava tudo na vida dela?

NARRAÇÃO DE :
— Ei campeão, vamos acordar. — falei, acordando Peter. — Você tem aula.
— Não quero ir pra aula. — Peter falou emburrado, esfregando os olhos.
— Você tem que ir campeão, mas eu prometo que depois da escola eu te levo pra tomar um sorvete gigante. — Pisquei.
— Eba, promete? — Peter me olhou atento.
— Claro que sim. Agora vamos. — Peguei Peter no colo, o levantando e pegando seu uniforme da cômoda.
FIM DA NARRAÇÃO DE

! — Pedro apereceu no corredor, alegre.
— Mas olhe só, você já está arrumado. — sorriu e piscou para o irmão.
— Está sim, eu o arrumei, pra adiantar o seu trabalho. — passou e beijou de leve as bochechas de .
— Também quero! — Peter falou e puxou pela camiseta.
— Eita campeão, vou te dar um abraço. — falou abaixando-se e abraçando o menino.
— Vamos tomar café. — se pronunciou a fim de acabar com aquela cena paternal.
Os três desceram as escadas e foram para cozinha. Durante quase todo o café, pode perceber que não tirava os olhos dela, como se estivesse admirando algo ou até mesmo procurando algo de novo nela que o mesmo não conhecia, deixando a garota ainda mais nervosa. Por um momento, pode perceber que eram uma família de verdade.
— Cadê a tia Verô? — Peter perguntou, despertando .
— Não sei, acho que ela não dormiu em casa. — respondeu enquanto servia o café para ambos.
— Também acho, não ouvi movimentos no quarto dela. — completou. — Com bastante açúcar. — imendou apontando o café.
— Ah sim... Quero mais cereal. — Peter sorriu esticando a tigela para a irmã.
— Acho que estamos atrasados, isso sim! Vamos Peyer, vou levar você na escola hoje e depois, vou levar sua irmã no trabalho. —
fez sinal com a cabeça, pegando o molho com as chaves do carro.
— Vai? Eba! — Pedro caminhou até . — Você não vem ?
— Oi, vou sim claro, só vou pegar minha bolsa e já encontro vocês. Durante quase todo o caminho para a escola de Pedro ficaram em silêncio, o que estava sendo torturador para os três. Isso nunca tinha acontecido antes, eles sempre conversavam muito no caminho da escola de Peter e agora parecia tudo tão estranho. Deixaram Peter na escola e seguiu o caminho para o trabalho de .
— Eu venho te buscar depois. — parou o carro e virou-se para .
— Não precisa, eu sei voltar sozinha. E além disso a Tia Veronica vai estar em casa. — respondeu pausadamente.
, você melhor do que ninguém sabe que eu sempre faço isso quando estou na cidade. — sorriu, com umas das mãos sobre o joelho de .
— Mesmo assim, não precisa. — olhava fixamente para fora da janela do carro.
— Para de birra , eu venho sim e por favor me espere. — puxou o queixo da menina e lhe deu um beijo calmo e despretencioso.

NARRAÇÃO DE :
O dia naquele consultório estava pra lá de tediante. Eu trabalho aqui no consultório do Dr. Gustaf já faz mais ou menos um ano, sou sua fiel assistente e ele realmente tem me ajudado com as economias para a faculdade. Nunca em minha vida, vi um obstetra ter tanto amor por sua profissão, uma vez contei a ela que meu sonho era ser Psicóloga e ele me entregou um folder com os melhores cursos nas melhores universidades. Gustaf era um homem de estatura mediana, cabelos cacheados e olhos azuis, de 53 anos, casado com Dra. Mueller, a ginecologista da sala ao lado.
Eu sei que preciso me sustentar e sustentar o Pedro já que, o trabalho da tia Veronica não paga lá essas coisas. A tia Veronica trabalha como free lancer em um escritório de contabilidade meio longe de onde moramos e por isso que quase nunca a vemos em casa. Ela sempre acaba posando na casa do ''amigo'' dela, o Connor. Então esse foi um dos motivos pelos quais eu arrumei esse emprego, para sustentar a mim e ao Pedro, não é justo deixar que a tia Veronica banque tudo dentro de nossa casa. O Pedro estuda em uma escola particular e o me ajuda a pagar as mensalidades, ele sempre afirmou que pela educação do meu irmão valia a pena se sacrificar e pagar uma escola boa para garantir o futuro dele. E eu concordo, faço todo e qualquer sacrifício pelo meu irmão, só eu sei o quanto ele é valioso pra mim. Meu expediente finalmente está acabando, só faltam finalizar alguns prontuários e logo eu estarei em casa. Estou terminando de arquivar umas fichas de pacientes, quando vejo o tempo lá fora fechar e fechar feio, uma das meninas diz que vem chuva forte por ai.
"Que beleza!" Exclamo ao limpar e passar um paninho no balcão, eu não trouxe guarda-chuva e nem uma capa de chuva, mas fazer o que, vou ter que encarar a chuva e ir embora para casa.
Parei do lado de fora do consultório vendo todas as outras meninas iremembora, enquanto ajeitava meu casaco e a bolsa para que não molhe muito já que a chuva estava mesmo feia. Peguei meu celular para ver que horas eram e já se passavam mais de quarenta minutos que eu deveria estar em casa, o Pedro deve estar angustiado me esperando chegar. Quando ouvi uma buzina e um carro familiar parar bem em frente a entrada, o vidro do passageiro se abaixou e então eu vi sorrir no banco do motorista.
FIM DA NARRAÇÃO DE

— Eu não disse que viria te buscar? Então, aqui estou. — falou abrindo a porta do passageiro pelo lado de dentro.
— E eu disse que não precisava vir, eu vou sozinha só estou esperando a chuva passar.— Nesse momento uma trovoada longe anunciou que não seria bem assim e sorriu com a cena.
— Meu deus , entra nesse carro e para de birra. — Ele insistiu apontando para o céu.
— Só vou entrar porque não tenho escolha. — sentou no banco do passageiro tremendo de frio e olhou carinhosa para .
— Você tem que parar de ser assim tão teimosa e me deixar ficar com você e me deixar também cuidar de você como eu quero. — retirou seu moletom e estendeu para , olhando admirado enquanto a meninao vestia, e de como tinha ficado enorme — deu uma risadinha — Perfeita. — pensou ao ver o moletom parecer um vestido.
— Vamos logo, o Peter tá me esperando. — virou o rosto e ajeitou a bolsa em seu colo.
— Ok, já vamos minha menina. Mas antes... — virou-se ficando novamente perigosamente perto dela.
— O que? — pigarreou.
se aproximou de e puxou seu queixo, colocando uma de suas mãos atrás de sua nuca. Selando seus lábios aos dela, uma onda de choquinhos elétricos percorria os corpos de ambos, exatamente como aconteceu quando haviam se beijando na noite anterior. parecia entender o que estava pensando, sabia que a menina estava lutando contra o que sentia, exatamente como ele fez logo que descobriu seus sentimentos. Sabia que ela estava se punindo mentalmente, mas, sabia que ela não lutaria e o deixaria se aproximar mais, assim que percebesse que o que ele sentia era real e intenso. Sabia que sempre controlou os próprios sentimentos e sabia que naquele momento, ela estava se permitindo deixar ser beijada depois de muito tempo no abismo em que vivia desde o que havia acontecido.
E só de lembrar do que aconteceu, intensificou ainda mais o beijos, ele precisava fazer se sentir viva e segura novamente.
— Você tem que parar de me beijar, porque quem disse que eu quero te beijar? — falou ofegante, ainda tentando respirar.
— Não precisa dizer , sua boca fala por você. — falou em um tom baixo, como se quisesse conversar com a alma dela.
— Me leva pra casa, agora. — virou o rosto encarando mais uma vez a rua, enquanto ouvia o carro ser ligado.
— Está certo, mas um dia ainda vou ouvir você dizer sim pra nós. — falou, colocando novamente a mão sobre o joelho de .
— Não tenha tanta certeza. — falou, tirando a mão do mais velho.
tratava uma batalha em seu coração, ela tentava lutar contra o que sentia, por conta de tudo que aquilo representava. Mas, ela já não conseguia mais esconder que estava feliz com aquilo. Ela esperava por aquele contato mais íntimo com a bastante tempo que sinceramente já tinha perdido as esperanças de que fosse mesmo acontecer.
Ela queria beijá-lo mais uma vez.
precisava de conforto e do amor que somente era capaz de lhe dar e ela sabia que teria que enfrentar muitos demônios e uma tempestade ainda mais sinuosa que aquela que caía ao lado de fora do carro.
O que os dois e principalmente ela iria enfrentar dali em diante, era algo muito mais forte e devastador.
Mas, nem mesmo a mais forte das tempestades seria capaz de fazer desistir de reconstruir seu coração destruído e sombrio.
Ela lutaria até o fim para conseguir encontrar o seu ponto de paz.



Continua...



Nota da autora: Oi fanfiqueiras do meu coração, tudo bem com vocês? Primeira atualização concluída com sucesso!! Eu quero MUITO agradecer cada uma de vocês por todas as visitas nessa fanfic e também por cada comentário que foi deixado (mesmo com toda a dificuldade dos disqus nessa parte) Perfeita Tempestade foi para o primeiro lugar do mais lidas do FFOBS e eu fiquei imensamente orgulhosa com isso. Eu não imaginava a proporção que essa fanfic ia ganhar já no começo e para ser bem sincera, eu não estava tão certa de que daria certo, entendem? Essa fanfic foi e ainda é um ENORME desafio para mim, por todas suas nuances e por suas entrelinhas delicadas. Portanto, eu apenas quero agradecer a quem está fazendo tudo isso se tornar realidade. Ou seja todas vocês!!!! Muito obrigada de coração, a tia aqui está mesmo orgulhosa do meu bebê crescendo aqui no FFOBS.
Nós nos encontramos em breve na próxima atualização e eu espero ver cada uma de vocês nas próximas atualizações.
Beijos, amo cada uma de vocês.

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