Última atualização: 22/05/2022

Prólogo

Loki entendia muito bem de planos suicidas, só que aquilo estava em outro nível até para ele.
Permitir que Surtur iniciasse o Ragnarok? Ele chegara até a perguntar duas vezes se Thor estava mesmo falando sério. E acabou que estava. Com o objetivo de salvar o povo, Asgard seria destruída.
O deus passava pelos corredores da sala de tesouros sem pensar muito no trajeto, seus pés já cientes do percurso que precisavam percorrer. Embora fosse uma área pouco frequentada, Loki conhecia o salão como ninguém, e tinha um motivo em especial para tal. Por isso ele não estranhou quando suas pernas fizeram um desvio repentino quando já rumava em direção ao fogo eterno, seu olhar dividido entre o Tesseract e a mulher em frente a ele.
Seu instinto de pegar a joia não chegou a ser questionado em nenhum momento, coisa que não aconteceu com a mulher de cabeça baixa, amarrada pelas mãos. Se não a soltasse, aquela seria a chance perfeita para se livrar da mulher de uma vez por todas, nunca mais teria que se preocupar com ela lhe causando problemas. Só que problemas a mulher poderia causar agora? Contar a Thor que ele estava vivo? Que enganara a todos mais uma vez? Ela não passava de uma sombra da ameaça que fora um dia, não desempenhava mais um papel importante na história.
Inconscientemente, Loki esperava que ela demonstrasse alguma coisa, que argumentasse de alguma forma que deveria ser salva, fosse erguendo a cabeça, que respirasse mais fundo, mas tudo que obteve foi o total e absoluto silêncio da mulher, assim como sua volta de movimento.
Seu destino mais uma vez estava completa e totalmente nas mãos do deus.
Suspirando alto, Loki colocou a coroa no chão, se dando por vencido. Esperava do fundo da alma que não fosse se arrepender disso mais tarde.
- Eir – sua voz potente e profunda ecoou pela sala, mas sem muito sucesso em despertar a mulher. Foi assim que Loki se ajoelhou diante da figura, tomando seu rosto entre as mãos, sua voz muito mais suave e atenciosa do que antes – , preciso que acorde.
Depois de duas ou três batidas de leve na lateral do rosto, Loki desistiu. De pé mais uma vez, ele pegou a coroa e levou até o fogo eterno, correndo para longe o mais rápido que suas pernas permitiam. O feitiço que mantinha acorrentada foi desfeito com um gesto de mão, erguendo sua figura mole nos braços e quase implorando aos deuses que seu plano não fosse falho, que desse tempo de fugir.
Loki nunca se perdoaria se Stark fosse o motivo de sua morte.


Capítulo 1

O fato foi que, tomado pela surpresa de boa parte de todos terem saído vivos daquela loucura, Loki se esqueceu que tinha uma pessoa em especial a bordo que ele precisava vigiar, caso contrário, teria problemas antes que tivesse realmente disposição para lidar com eles. Por isso seu espanto ao ouvir a versão mais civilizada de Hulk ofegar o nome da mulher que sumira de suas costas desde o embarque na nave.
Ela estava agachada em frente a uma criança que chorava baixo, seu rosto exposto pelo penteado alto que improvisara, em vista do muito trabalho que tinha que fazer. Havia muitos feridos a bordo, fossem ferimentos mais graves ou superficiais. De qualquer forma, ela estava dando atenção a todos, como sempre.
Suas mãos brilhavam em um tom tímido de verde que aos poucos ganhava a atenção e admiração da criança, que não sentia mais necessidade de chorar pela ausência de dor, embora ainda fungasse vez ou outra. Quando afastou as mãos da perna do garoto, ele agradeceu com um largo sorriso, correndo para próximo da família mais uma vez. Já a mulher se colocou de pé enquanto deixava seu olhar vagar pelo espaço, em busca de mais alguém que pudesse necessitar de seus cuidados.
Até a conversa de um trio em especial chamar sua atenção.
- Aquela… Aquela é a ? – Bruce repetiu a dúvida com mais convicção, em vista que Loki congelara no lugar, seus olhos travados em nenhum lugar específico. Droga – Ela parece demais com a .
- Quem... quem é ? – Loki devolveu a pergunta, seu olhar apreensivo o entregando muito mais que sua voz sem firmeza. Enquanto Bruce parecia abismado demais para entender o que acontecia, Thor já estava desconfiado, sinalizando para que a mulher se aproximasse antes de cruzar os braços em frente ao corpo. Com um sorriso quase que contente por ser solicitada por outra realeza, ela passou a caminhar com passos calmos até eles.
- Aquela mulher parece muito com a Stark – contentou o deus mais velho, seu olhar se tornando mais determinado quando o irmão fez um gesto de pouco caso, rindo.
- Aquela não é a – disse ele, pigarreando em seguida para tentar tirar a culpa de sua voz - Como poderia ela estar aqui?
- Precisa de cuidados, milorde?
Ali Thor e Bruce tiveram que dar o braço a torcer, o timbre da voz da mulher sendo muito mais delicado e melodioso do que a voz de – pelo menos em suas memórias. Seu rosto também não era exatamente como se recordavam, tinha algumas linhas de expressão diferentes, mas nada que não fosse esperado com o passar do tempo. Passar do tempo esse claro em seus cabelos, que eram escuros apenas na metade para baixo, majoritariamente prata na parte de cima. O que mais retinha a atenção dos dois vingadores eram seus olhos opacos, com um discreto tom de verde.
Só que a sensação de estar na presença de alguém familiar dominava a dupla, ao ponto de não conseguirem dizer algo.
- Não, Eir – respondeu Loki, o único do trio que ainda parecia ter domínio da fala, embora um tanto nervoso – Agradeço a preocupação. Você deveria se recolher também, já fez muito hoje.
- Você é Stark – a afirmação de Thor fez a mulher rir, o som que ela produzira agindo em sua memória, fazendo com que ele apenas tivesse mais certeza. O mesmo som que ouvia sempre que brincava que a levaria para Asgard se Capitão Rogers não ficasse esperto.
- Eu interpreto Stark nas peças do palácio – corrigiu ela, ainda achando graça, mas seu sorriso aos poucos sucumbindo à forma delicada que Thor pegara suas mãos entre as dele, seu olhar concentrado como se pudesse ver as veias que se desenhavam debaixo de sua pele, como se pudesse enxergar a energia que percorria por elas – Mas há muito tempo não faço esse papel, majestade. Meu nome é Eir.
- Irmão... – Loki suspirou derrotado diante do tom de ameaça que recebera do irmão. Ele sabia que em algum momento teria que abordar aquele assunto e explicar a situação, mas tinha a esperança de que isso só ocorreria em um lugar de onde ele poderia fugir, não em uma nave no meio do nada.
Loki quase chegou a sorrir satisfeito com a forma que a mulher franzira o cenho ao notar uma de suas mãos se aproximando de seu rosto suado, sem ser capaz de questionar por sua consciência ter se esvaído antes, seu corpo sem resistência em direção ao chão. Thor tentara no susto recuperar as mãos da mulher que escorregaram das suas, mas Loki já estava preparado para aquilo, utilizando a mesma mão para segurar pela segunda vez no dia a figura desacorda da mulher.
- Vocês não vão gostar do que vão ver – avisou o deus, se agachando para que ajeitasse melhor a mulher no chão. Seu tom era sério e isso não passou despercebido pela dupla de vingadores, embora não conseguissem entender o motivo ainda – Sem esse feitiço, ela não é ninguém.
- O que você fez com ela? – questionou Bruce, se abaixando para checar a condição de , como há muito não fazia. Parecia que ela estava presa em um sonho ruim. A respiração inconstante, a expressão incomodada mesmo de olhos fechados, o suor que se acumulava em sua testa. Sendo sincero, Bruce também se sentia preso em memórias antigas, que ele não queria reviver.
- Nada. Ela já chegou aqui assim – respondeu Loki – Claro que eu devo ter agravado, mas não fui a causa central.
Diante da clara confusão da dupla, Loki se colocou a explicar o que acontecera meses atrás: o aparecimento sem explicações de na sala de tesouros, a forma como sua mente já estava debilitada e como aquele feitiço temporário era a única coisa que permitia que ela fosse um ser funcional, como servir de atriz em algumas peças reais, ou apenas acompanhar o rei em algumas tarefas diárias por curtos espaços de tempo.
- Você espera que acreditemos nisso? – debochou Thor – Você teve a garota vulnerável em suas mãos e não a matou?
- Qual seria a graça? - devolveu o mais novo, sem pensar duas vezes, ciente em seguida que isso não ajudava em nada a sua imagem - Ter Stark como minha serva me pareceu uma ideia bem melhor, ainda mais quando não havia nada que ela pudesse fazer contra mim.
Thor e Bruce quase precisaram combinar antes quem daria o primeiro soco, sentindo dificuldade em controlar o instinto de violência ao apenas tentar imaginar o que Loki submetera nos últimos meses. Só não partiram para agressão devido ao gemido baixo que própria produzira, suas mãos se erguendo em direção da cabeça, seu corpo se encolhendo contra Loki, que pedia com delicadeza para que ela se acalmasse.
- Mesmo sem o feitiço, normalmente ela estabiliza na última identidade: Eir – contou Loki, ajudando a mulher a se sentar – Não sei dizer há quanto tempo ela deixou de ser , mas ela dificilmente responde por esse nome.
- Dissociação de personalidade? Ela tinha tendências para isso – comentou Bruce antes de voltar a se agachar em frente a , afastando com cuidados suas mãos e fazendo com que ela erguesse a cabeça, permitindo assim que ele pudesse estudar melhor suas reações. A primeira coisa que o cientista estranhou foram as írises de cor instável, que ora apresentavam o tom castanho habitual da mulher, ora mostrava um tom tímido de azul, que oscilava ente um brilho mais fraco ou mais intenso. Nem quando ela voltara da HYDRA ficara daquela forma, por isso ele estava preocupado. Seu alarde apenas não era maior porque os olhos de imitavam os seus e buscava algo em seu rosto, as sobrancelhas unidas seno um sinal de sua concentração – Você sabe quem eu sou?
demorou, como se buscasse em todos os compartimentos possíveis de sua mente, mas negou com a cabeça, mesmo incerta.
A mulher respirou fundo depois de olhar para os dois irmãos, fechando os olhos com uma vontade que Bruce interpretou como uma resposta negativa. Aquilo era ruim, muito ruim. E se não fosse reversível? Da última vez que algo daquele gênero acontecera, algum vestígio de sua personalidade se preservara, mas agora não parecia ser o caso. Se meses tinham se passado, qualquer que fosse o problema, seu organismo já teria conseguido erradicar a ameaça e reparar os danos. A não ser que a ameaça estivesse fora dos alcances d...
- Qual seu nome, criança? – questionou Thor, atraindo atenção tanto de Bruce como de .
Ela queria dizer algo, mas não parecia conseguir focar o suficiente para formular algo que pudesse expressar o que desejava. Seus olhos tinham dificuldades em manter foco em seu rosto, sempre fazendo pequenos, porém constantes movimentos para o que acontecia ao seu redor, atenta a tudo mesmo sem ser sua intenção. Embora muitas vezes sua postura se tornasse assustada, os estímulos externos pareciam fazer muito pouco a ela. Quando uma figura desconhecida para Bruce colocou uma mão sobre o ombro de sem aviso prévio, ele imaginou que a mulher recuaria para se proteger, mas ela apenas virara o rosto para o homem sem pensar duas vezes, aguardando pacientemente que ele dissesse o que queria.
O que quer que fosse, era algo interno.
- Lady Eir precisa se recolher – anunciou o homem, com um sorriso carinhoso, que a mulher retribuiu sem pensar duas vezes – Não podemos nos dar ao luxo de que fique doente. Deixe que cuidemos de você um pouco.
Com bem mais certeza que antes, assentiu, aceitando a ajuda que lhe fora oferecida para se levantar. Bruce e Thor assistiram trocar mais algumas palavras com o asgardiano, agradecendo toda a preocupação com uma naturalidade que não lhes era familiar. Fazia alguns anos que a dupla não interagia com a mulher, e, principalmente em comparação com segundos atrás, tinha algo nela que exalava uma tranquilidade que eles não estavam habituados.
Loki estava prestes a tocar sua testa quando ergueu a mão em um movimento rápido e discreto, surpreendendo o deus que não esperava encontrar a resistência das costas da mão da mulher. Era arriscado deixá-la sem o feitiço por muito tempo, ele tivera péssimas experiências no passado e não tinha energias para lidar com aquilo no momento, ainda mais em um espaço restrito.
- Você também está cansado, vá descansar – pediu ela no mesmo tom de voz calmo de Eir, mas não o que ela utilizava em público, quando era obrigada a acompanhar o então rei em compromissos diários.
Loki se sentiu quase tentado a atender o pedido da mulher, também pela surpresa de descobrir que ela tinha consciência em algum nível do feitiço sob qual era mantida diariamente, mas aquilo poderia causar mais problemas do que ele estava disposto a se envolver. Se perdesse o controle sob ela em um lugar reduzido como aquele, poderia colocar todos em risco. Então ele contornou a mão da mulher, tomando a lateral de seu rosto com um toque delicado.
fechou seus olhos instáveis ao sentir os dedos gélidos em sua pele, retornando a abri-los apenas para expor as irises mais uma vez esverdeadas.
- Converso com vocês mais tarde – disse ela, se voltando para a dupla de heróis – Isac está certo, é melhor eu me deitar um pouco.
Desconsertados pela mudança de postura, a dupla apenas pode murmurar algumas concordâncias incertas, o incômodo de ambos apenas aumentando quando fez uma leve reverência antes de deixá-los, seu olhar atento em suas figuras durante todo o processo.

--

Acordar sempre fora uma experiência curiosa.
Pelo menos nos momentos que ela se recordava de acordar.
Sempre era barulhento, isso ela tinha certeza. A confusão de sons demorava para se ajeitar em sua mente, demorava para encontrar uma constante, algo em que pudesse se focar. Os sons, quase sempre, eram mais altos do lado de dentro e ela nunca sabia dizer se estavam acontecendo, se aconteceram ou se iriam acontecer, enquanto os sons de fora eram mais tranquilos, ritmados.
Dessa vez, era bastante caótico de ambos os lados, mas foi bem mais fácil acordar.
Ela não estava na sala de tesouros, embora a companhia de sempre estivesse presente. Era o mesmo espaço de cuidados médicos que ela adormecera há algum tempo, agora estranhamente vazio e silencioso. A única figura perturbando a tranquilidade do ambiente era Loki deitado na maca ao lado, os pés cruzados sob a cabeceira e seus olhos atentos acompanhando seu lento despertar.
- Eu digo para você descansar e fica me vigiando como uma projeção? – resmungou ela, antes de forçar as palmas das mãos nos lençóis claros e se sentar.
- É um crime me preocupar? – devolveu ele, jogando as pernas para o lado para se sentar devidamente. Sua percepção estava mais afiada quanto estava sob o feitiço, Loki pudera registrar, já que até então não fora capaz de distinguir quando estava na presença de uma ilusão ou de sua pessoa física, embora Eir já tivesse habilidades o suficiente para a própria criar aquele tipo de ilusão.
Eir chegou a abrir a boca para retrucar, mas não chegou a dizer algo ao fim. Discretamente, por um instante, suas sobrancelhas se aproximaram antes de seu rosto retornar à sua expressão relaxada, porém o suficiente para que Loki entendesse que algo lhe incomodava.
- O que perturba sua mente? – questionou ele por fim, o olhar surpreso que ela lhe lançara sendo diferente dos que vira até então. De qualquer forma, logo ela retornara para a expressão padrão.
- Seu irmão e aquele homem – contou ela, a incerteza em sua voz sendo intensificada pela lentidão para pronunciar as palavras, como se tivesse receio de verbalizar tal dúvida – Eles estavam tão sérios que fiquei um pouco assustada. Sei que fui escolhida por lembrar Stark fisicamente, não é de se estranhar que ele notasse a semelhança. Mas foi como se eles apenas sentissem a presença dela, não eu.
Havia uma angústia em seus olhos que não lhe era desconhecida até então. Durante suas tarefas do dia a dia, em festas no castelo. Se estivesse atento – e Loki sempre estava –, era possível ver um vislumbre de tamanho sentimento no brilho discreto dos olhos da mulher, normalmente em momento em que estava sozinha com seus pensamentos, mas também durante interações com outras pessoas. Momentos tão breves que sequer eram perceptíveis se o espectador não buscasse por aquilo. Fosse uma escolha de palavras ou algum ocorrido aleatório, aquela aflição vez ou outra passeava por seu rosto, tão breve que Loki sempre suspeitara que ela própria não tivesse consciência desses momentos, embora tivesse ciência da forma que ele parecia hesitar vez ou outra em sua presença, assim como agora.
Eir não sabia dizer ao certo o motivo de tanta hesitação, mas o deus a sua frente estava evitando respostas que ele já tinha, mesmo que não fizesse sentido. A voz suave da mulher o trouxe de volta, o chamado por seu nome fazendo com que seu olhar recaísse novamente sob a mulher. A forma quase debochada que seus olhos brilhavam em momentâneos lampejos azulados fez com que ele parasse por mais um segundo.
Ela estava escorregando de seu controle?
- A idade chega, não se preocupe com eles – disse Loki por fim – Ambos estão cansados da batalha, não estão com a cabeça no lugar.
Mesmo não aparentando estar realmente convencida, Eir respirou fundo e soltou o ar quase que contente. Talvez para aquele momento, aquilo fosse tudo que ela precisava saber, uma confirmação de que ali aquilo não era algo a que ela precisasse se dedicar, embora algo lhe dissesse exatamente o contrário.
Assim como ela, Loki permitiu que o silêncio se instalasse, chegando ao ponto de acreditar que a mulher adormecera afinal, apenas para constatar seus olhos sem foco na parede à frente. Além do subir e descer de sua respiração ritmada e calma, a única movimentação de corpo era o movimento aparentemente aleatório de seus dedos, que hora pareciam desenhar algum padrão sob sua perna, outra se movimentavam como se manipulassem alguma energia, mas o deus podia confirmar que não tinha.
Essa mania era antiga? Agora ele não sabia dizer.
Também já não sabia dizer há quanto tempo estava ali, os movimentos repetitivos perturbando sua percepção de tempo, a sensação de que acabara de chegar e que estava ali há horas confundindo sua mente. Confusão essa que apenas se intensificou quando mantivera a mão suspensa no ar de repente, um leve espasmo nos dedos até se tornarem completamente imóveis.
- Loki... – mesmo estando em um ambiente tomado pelo completo silêncio, sua voz soara tão baixa que quase passara despercebida, embora tivesse um tom de urgência difícil de ignorar – Tem algo errado.
Quase que como se na espera daquele anúncio, um tremor percorreu toda a nave, seguido por gritos e ruídos de passos apressados.
Em razão do aviso de , Loki já estava a alerta antes dos demais, seu irmão estranhando tal movimentação, mas não o questionou de imediato. Sua projeção continuava com a mulher na enfermaria, que permanecia imóvel, aparentemente imune ao ar de urgência que se espalhara rapidamente por todos os espaços da nave.
- Loki, tem outra joia aqui – ofegou ela, só então descansando suas mãos tensas sobre as pernas esticadas.
- Droga, é ele – praguejou ele baixo, atraindo a atenção de Thor – Thanos.
Ao ouvir tal nome, o olhar de finalmente abandonara o ponto desconhecido na parede, o brilho instável de seus olhos demandando sua atenção.
Loki quis bater com a cabeça na parede ao ouvir a mesma pergunta de ambos, nem um pouco interessado em ter que explicar o que esperava a todos agora.
- Quem é Thanos?




Continua...



Nota da autora: Eu sou cadelinha das possibilidades de dinâmica Stark/Loki, bom dia.




Outras Fanfics:
The Real Side
The Real Side: Belonging
The Real Side: Longing
The Real Side II: Dark Times

The Wrong Side


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