Finalizada em: 02/05/2021
Music Video: 7:Seven - Flow

Capítulo Único

Eu, no auge dos meus 39 anos, deveria imaginar que essa reunião poderia dar em algo errado. Meu pressentimento nunca me enganou, deveria ter dado ouvidos a ele. Mas é isso que acontece quando se dá ouvidos ao .
, vai ser uma aliança boa para ambos os lados. Confie em mim.
É claro que daria errado. Katsuo Matsumoto nunca iria mudar. Sempre seria o mesmo ser asqueroso e desprezível que comandava a Máfia do Porto de Yokohama. E eu, como representante da Organização de empresas de Tóquio e sênior do grupo , deveria saber disso mais do que ninguém.

[...]


Eu me chamo , o . Sou sênior do grupo , que é líder no setor de construção. Somos donos de praticamente toda Tóquio e de mais algumas cidades da região próxima. Sou casado e tenho dois lindos filhos. Tenho um irmão um ano mais velho.
Era um dia importante: decidimos reunir os aliados, em minha mansão, para firmar um acordo de paz entre a Organização que comandava e a Máfia do Porto. Isso graças ao , meu melhor amigo e também membro da Organização. Esse malandro me convenceu, e também ao Katsuo, a assinarmos esse acordo de paz. Isso porque vivíamos nos atacando de alguma forma quase mortal. Precisávamos dar um basta nisso. Urgente.
– Como estou, amor? – Minha linda esposa questionou, fitando-me com o seu olhar extremamente sexy o qual eu jamais me permiti negar.
sorriu enquanto mostrava seu vestido na altura dos joelhos.
– Maravilhosa, minha preciosidade. – Levantei-me da cama de nosso quarto e fui ao seu encontro. – Quero mais um round mais tarde. – Sorri malicioso e ela riu.
– Não sei se está merecendo, , vide as últimas revelações sobre seu passado. – estreitou os olhos.
Ah, o meu passado... Passado esse que eu escondi dela por motivos de não saber como ela reagiria ao saber. Na verdade, eu sabia bem como ela ia reagir e aconteceu do jeito que imaginei. Trágico.
– Não tenho mais segredos com você, meu amor. – Sorri o meu melhor sorriso de perdão e beijei-a.
– Assim espero. – Ela se afastou de mim, foi até o criado-mudo ao lado da nossa cama e pegou algo na gaveta.
– Precisa mesmo disso? – Questionei com a sobrancelha arqueada.
– Nunca sabemos quando precisaremos disso, não é mesmo? – Ela disse, divertida. – E não se preocupe, amor, não usarei isso em você novamente.
Quando agia daquela forma, assustava um pouco. Por outro lado, despertava um tesão imenso. Dispersei meus pensamentos e caminhei atrás dela, que já ia saindo, até as escadas de acesso ao andar de baixo. Nossos convidados já haviam chegado e preenchiam a grande sala de estar. Meu irmão já estava lá, junto de sua esposa. e sua esposa também. Apenas o desprezível… Quer dizer, o atrasado Katsuo não havia chegado. Ele e sua corja que acompanhava-o como cães sem dono.

– Nossa, , pare de comparar as coisas que eu fazia quando pequeno com as coisas que minha filha faz hoje. Pelo amor de Deus! – Comentei levemente irritado, falava sobre as peripécias do pequeno de nove anos de idade, que era a idade da minha filha.
– Não estou falando nenhuma mentira, meu irmão. – Ele disse, rindo.
Estávamos no meio do jantar e, até aquele momento, Katsuo não chegara.
, você fala isso porque não sabe o que o grande apronta ainda. – comentou e riu olhando para mim, que estava ao lado dela.
– Até a minha esposa está contra mim? É isso? – Fiz um tom falso de ofendido, sabia que era tudo brincadeira dela.
– Te amo, . – Ela me deu um selinho e sorriu.
Eu realmente era um vendido quando trata-se do sorriso da . Incrível como perdia a compostura diante dele.
– Até agora, nenhum sinal do Matsumoto, ? – Meu irmão questionou e todos olhamos para , que parecia bem incomodado.
– Ainda não. – Respondeu de maneira seca e levantou-se da mesa. – Já volto. – Fiz o mesmo e eu o segui assim que ele saiu.
– Há algo que queira me contar, ? Te darei essa chance porque sou seu melhor amigo. – parou de andar e notei uma tremedeira em suas mãos.
– Acho que fiz uma enorme besteira, . – Sua voz saiu quase tão trêmula quanto suas mãos.
, fala o que houve de uma vez. Você sabe que odeio rodeios. – Eu não tinha muita paciência para as besteiras do , aquela não seria a primeira vez.
– Convidei o Katsuo para vir aqui hoje, mas acho que ele não está com intenção de paz.
– Disso, eu já sabia, é o Katsuo. Eu o conheço bem. – Comentei. – Aposto o quanto quiser que ele invadirá a mansão em instantes. Acertei? – se virou e encarou-me com os olhos arregalados.
, temos que proteger as mulheres. Minha esposa está grávida e a mulher do ainda está amamentando, elas não podem se ferir na confusão.
– Por que a não está nesta lista? Ela também é uma mulher. A minha mulher. – Falei e completei. – Muito me admira você não querer proteger a .
– Não quis dizer isso, ! Droga, a é excelente lutando. Melhor que todos nós, você sabe disso. Já fomos salvos por causa dela.
– Sei disso, mas eu não quero que ela se arrisque de novo! Enfim, temos que agir. Vou falar com o .
– Vou chamar o Kirito.

saiu para a direção oposta à da sala de jantar enquanto eu caminhava de volta para ela. Abaixei meu corpo ao lado de e sussurrei em seu ouvido o que estava para acontecer. Senti a respiração dele mudar de ritmo. Ele ergueu o corpo na cadeira e olhou para Kishō, nosso amigo assassino de aluguel, que estava na outra ponta da mesa. De imediato, ele já sabia o que quis dizer. Tínhamos uma boa comunicação. Com apenas um olhar, já sabíamos o que o outro deseja.
Seguimos o jantar, normalmente, voltou para seu lugar. Passando o olhar rapidamente pelo ambiente, não avistei Kirito, que era chefe de segurança e meu amigo – mais amigo da do que meu, mas eu superei esse detalhe. também já estava ciente da invasão. Como esperado, no meio de uma animada conversa, fomos interrompidos pelo barulho de tiros.
! – Gritei para que ele começasse o plano de evacuação.
Rapidamente, tirou todas as pessoas que não deveriam estar ali por não estarem preparados para um tiroteio. No fim, sobraram nós sete e ela. , , Kirito, Kishō, Masaaki (um amigo do Kishō), Ichiro (meu cunhado, irmão mais novo de ) e eu. Ah, e a .
Logo o local havia sido tomado pelos cães do Katsuo. Todos sacamos nossas armas e começou um intenso combate entre nós e a Máfia. Toda a louça e copos que estavam na mesa de jantar foram estraçalhados pelos tiros disparados de ambos os lados. Viramos a mesa para servir de escudo. era muito boa atirando e atingiu dois ao mesmo tempo, não perguntem como.
, cuidado! – Alertou , que estava agachado atrás da mesa e atirando para o outro lado.
– Droga! – gemeu, pois levou um tiro de raspão no braço. – Desgraçado! – Ele atirou no homem que mirou nele.
Logo, este estava caído com um tiro no peito.
– Boa mira, ! – Parabenizou enquanto ainda atirava.
– Desiste, Katsuo! Você só sairá daqui morto, seu miserável! – Gritei, irritado.
Era a segunda vez que ele mandava homens dele rondarem a minha casa. Quando alguém colocava a vida da minha família em risco, este alguém era uma pessoa morta para mim.
, você sabe o que eu quero e, para isso, você precisa estar morto! – Gritou de volta.
Ele e seus cães usavam a outra mesa, menor, que havia no canto da janela, para protegerem-se.
– O que ele quer dizer com isso, ? – Perguntou , assustada.
– Ele quer o comando da Organização. Quer expandir seu poder além de Yokohama. – Falei sem tirar os olhos de Katsuo, que havia parado de atirar.
– Isso, eu não permitirei. – se levantou mas, logo, eu a puxei de volta. – Solta, !
– Você não vai lá, você sabe o que aconteceu da última vez que resolveu conversar com o inimigo.
– Não importa, eu não vou deixar que ele te mate. Eu o mato primeiro! – Ela fez menção de levantar e eu a puxei novamente.
, não! Para de teimosia! Mas que inferno!
– Você não manda em mim, !
– E eu não vou deixar você morrer!
Durante nossa discussão, levantou e atirou, pois o outro lado recomeçou o tiroteio. Foi tudo rápido demais. A distração com o movimento de , o impulso que tomou para levantar, os braços dela escapando dos meus, a cara de dor que ela fez ao ser atingida por um tiro nas costas, ela caindo em meus braços.
! – Gritaram e em desespero.
– Minha irmã! Não, minha irmã não! – Ichiro bradou e começou a atirar loucamente na direção oposta à nossa.
, amor, não fecha os olhos, foca em mim. ! ! – Já em meus braços, minhas mãos sujas com o sangue dela, meu desespero só fez aumentar.
– D-desculpa por ser t-teimosa, t-te a-amo, amor. – Sua voz fraca e seus olhos lacrimejando de dor agonizante me deixaram louco.
?! , não!
fechou os olhos, estava esfriando e perdendo muito sangue. Ao notar que tinha sido atingida e que estava em desvantagem numérica, já que parte dos cães haviam morrido, Katsuo se retirou. Os homens de Kirito foram atrás deles, mas eu não queria saber disso naquele momento. Minha prioridade era a . Eu a carreguei com dificuldade e coloquei-a no banco de trás do meu carro. foi dirigindo até o hospital, eu não tinha condições. ficou na mansão para acalmar os ânimos e cuidar da bagunça que ficou na minha sala de jantar.
Ao chegarmos no hospital, foi levada direto para a sala de cirurgia. Não sabia se a cirurgia da daria certo, mas uma coisa era certa: Katsuo Matsumoto me pagaria com a vida por ter feito isso. Ah, se pagaria! Ou eu não me chamaria !


FIM.



Nota da autora: "Hi, bebês! Nunca escrevi uma fic tão rápido! Hahahahah Esta fic é um spin-off, uma cena que eu ia colocar na saga Business, MAS surgiu essa oportunidade do Especial MVs, então uni o útil ao agradável. Este clipe da Flow e Granrodeo foi uma das inspirações para o nascimento da Business, então nada mais justo do que ter uma cena (ou fic inteira) baseado neste clipe que eu amo tanto e já vi 19329338926x kkk

Espero que tenham gostado e convido vocês a conhecer BUSINESS que lá eu conto melhor a história do poderoso presidente Take Asakawa.

Beijinhos da tia Li <3"





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