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Última atualização: 23/06/2021
Music Video: Better - ZAYN

PART I




Quando se é obcecado por algo é muito além do que qualquer um pode imaginar além de você mesmo. Você é a única pessoa que consegue sentir, a única que sabe como é lutar contra algo invisível, e que, não importa o que faça, irá perder todas as vezes, uma seguida da outra, como uma reação em cadeia de uma série de dominós que estão perfeitamente posicionados um na frente do outro e, quando o primeiro desce, nada faz com que aquilo pare até o último ser derrubado. Aquilo está nas suas veias, embaixo da sua carne, te arranhando de dentro para fora, querendo sair, te consumindo, te corroendo, te devorando, sussurrando em seu ouvido como uma voz doce, porém cheio de um veneno o qual é tão sutil, que não se dá conta da forma como ele te domina. Então, quando finalmente percebe, você já está lá, fazendo aquilo aquilo o qual sabe que não deveria, mas está tão impregnado, que desceu até seus ossos e se afundou neles em um mergulho profundo. Não tem mais como fugir. Não tem uma escapatória. Não existe nada nesse mundo que me fizesse parar. Poderia exorcizar meus demônios quantas vezes eu quisesse, mas eles jamais seriam silenciados, continuariam me corrompendo dia após dia, me amaldiçoando, me fazendo pecar, e por fim me fazendo querer escapar de cada um dos meus desejos mais sombrios. Eu sei exatamente qual é o meu destino, e quais seriam as peças que levaria para baixo junto comigo.
Meus olhos claros encaravam cada detalhe daquela porta de madeira bem na minha frente enquanto minha cabeça tombava ligeiramente para o lado. Pensando. Calculando. Imaginando. Deleitando o que poderia estar além daquele espaço que nos dividia. Seu corpo nu ou com poucas vestes deitado sobre a cama, talvez no sofá, em um sono tão profundo, em que nem sequer imagina que eu esteja ali, parado, pensando em tudo e ao mesmo tempo em nada, apenas sentindo o meu sangue ficando mais quente diante do desejo que sentia por aquele homem de pele morena e olhos dourados. Sonhava noites a fio em tocá-lo com minhas mãos, com meus lábios, minha língua e meu corpo. Fantasiando como deveria ser nós dois suados, gemendo, um clamando pelo corpo do outro em meio aos nossos nomes sendo clamados, nos tocando sem pudor, enquanto sentia ele me enchendo por inteiro, e então gozando até que todas as nossas forças fossem tiradas.
Mas, como tudo em minha vida existia um porém, não podia simplesmente flertar com ele para conseguir o que desejava. Javadd estava em um patamar diferente do meu, um o qual era impossível alcançar. Aquele homem não era apenas um simples objeto de desejo. Ele era uma figura pública da nossa sociedade. Era um cantor famoso no auge de sua carreira, havia algumas manchas nelas, mas tomava cuidado para ficar na linha. Agora estava namorando com uma linda e bela mulher que era de dar inveja em qualquer um que olhasse, loira, alta, olhos claros, aquele padrão sem graça e medíocre que fazia meu estômago se revirar querendo vomitar. De qualquer forma, Perrie, esse era o nome da infeliz, não era o foco em nada disso, só era um ser insignificante que estava em meu caminho, mas por pouco tempo. A situação ali era simples ao meu ver, se não pudesse chegar até aquele homem, o faria descer até onde me encontrava, e seria nesse momento que o pegaria.
Porém, enquanto não o tinha exatamente da maneira como queria, eu podia me satisfazer com pequenas diversões a suas custas. Então deixei meus dedos enluvados vagarem até o bolso da minha calça, pegando uma única chave que tinha dentro dela, onde havia uma corrente de bolinhas para que fosse pendurada em seu lugar habitual em meu apartamento, como um troféu em um porta chaves de vidro onde tinham muitas outras. Levei a pequena chave até a lingueta da porta à minha frente e a coloquei lentamente sem fazer muito alarde, então a girei fazendo com que a tranca rolasse para o lado oposto, abrindo finalmente para que eu entrasse naquele enorme apartamento de luxo no qual morava com sua namoradinha.
Havia conseguido a cópia da chave em uma tarde na qual havia saído para tomar um café e deixado a porta de seu estúdio na gravadora aberta. Era fácil entrar em sua gravadora se você tivesse um crachá falso da faxina que fazia os seguranças nem ao menos olhar em sua cara quando passava pelas portas bem ao lado deles. Então entrei em seu estúdio para pegar qualquer coisa que fosse relevante, ou até mesmo para descobrir alguma informação que me fizesse conhecer mais daquele homem. Mas o que achei reluziu em meus olhos como ouro. O pequeno chaveiro com algumas chaves. Peguei um papel e desenhei cada uma delas, passando a caneta exatamente ao redor de cada dente da forma mais perfeita que consegui. Foi como ganhar na loteria! Aquilo me deu acesso a todos os lugares que eram importantes para . Lógico que demorei um pouco para descobrir o que cada uma abria, e ainda tinha duas as quais não fazia ideia de onde eram, mas certamente iria descobrir.
A luz do apartamento estava apagada, mas meus olhos brilharam em tamanha excitação que aquilo estava me proporcionando. Então, em passo ante passo, vaguei pelo aposento seguindo até o quarto, passando pelo corredor largo, chegando no final dele e parando à frente da porta entreaberta. Puxei o ar profundamente e sorri de leve, empurrando a porta para que se abrisse lentamente, revelando a enorme cama de casal bem à minha frente, onde havia dois corpos deitados, dormindo um sono que ao meu ver parecia perfeito. Minha língua deslizou pelos meus lábios olhando e Perrie dormindo, e em um desejo desenfreado quis subir naquela cama e deitar ao lado daquele homem. Almejei estar no lugar daquela mulher, mas ao contrário dela não estaria distante e de costas para , meu corpo estaria junto ao dele sem nenhuma peça de roupa me impedindo de sentir o seu calor. Ela realmente não sabia apreciar o que tinha nas mãos.
Me aproximei deles silenciosamente com a minha insanidade me tomando completamente, vendo como os traços de estavam suaves com a luz que vinha de seu abajur aceso. Contemplei sua beleza de forma muda, deixando apenas meus olhos o apreciarem por alguns instantes. Sua respiração calma fazendo seu peito exposto subir e descer em uma lentidão tão gostosa, que me fez suspirar de leve, e meus dedos formigarem querendo tocar em sua pele e sentir qual era a sua temperatura. Ele estaria quente ou frio por não estar coberto? Aquele questionamento fez a minha mente ferver, mas me contive em apenas levantar minha câmera e a ligar, olhando no visor de led a posição exata a qual queria gravar naquele segundo. Ajustei o obturador e o white balance, ajustando a cor e claridade para que ficasse boa sem a ajuda do flash. Assim que achei que ficou bom o suficiente, comecei a tirar as fotos de várias posições diferentes, até mesmo deixando Perrie aparecer alguma delas.
Apenas parei quando achei que por aquela noite já seria o bastante. Então retornei para um dos meus apartamentos, que ficava na frente do prédio de , um andar acima do dele, onde a janela do meu quarto me dava a visão perfeita para o dele; assim como da minha sala me permitia olhar a sua também. Havia alugado não tinha muitos meses, porque precisei esperar vagar para que pudesse ficar com o lugar. Logicamente que tive que agilizar algumas coisas para que isso realmente acontecesse, mas por fim ali estava eu.
Tirei meu par de botas, as deixando no hall de entrada, e segui para meu quarto. Deixei a câmera em cima da mesa, apenas retirando o cartão de memória. Sentei em minha escrivaninha e levantei a tela de meu notebook, fazendo com que ela se ligasse, saindo de seu modo de descanso. Digitei a senha rapidamente, e introduzi o cartão de memória no slot de leitura, fazendo com que uma janela abrisse já carregando as fotos rapidamente. Coloquei em modo de apresentação e olhei uma por uma passando vagarosamente diante de meus olhos, gravando cada detalhe que elas me permitiam, escolhendo minhas favoritas.
No final separei todas que gostei e editei um pouco elas, as imprimindo logo depois. Então, uma por uma, recortei a borda branca e as colei em minha parede junto com as outras que tinham ali. Ainda havia espaços vazios, precisava de mais fotos diferentes para acabar de preencher aquele belo mural que estava repleto de cenas do cotidiano de . Ele em seus shows, saindo de sua gravadora, jantando em alguns restaurantes com amigos, parcerias e até mesmo sua namoradinha, tomando café da tarde e da manhã, em seu apartamento ou em algum café da cidade. E tinha as minhas favoritas, aquelas me faziam sorrir e meu corpo ferver. e Perrie transando, o corpo suado dele sobre o dela, seu cabelo negro bagunçado, sua pele sendo marcada com as unhas longas daquela mulher, seus lábios avermelhados e inchados por causa da pressão que seus dentes faziam ao mordé-los repetidas vezes para conter seus gemidos; os quais eu era totalmente louco para ouvir e saber como seriam, mas eu os imaginava sendo roucos e baixinhos, totalmente viciantes que me deixariam ainda mais obcecado.
Suspirei deixando meus dedos vagarem por uma das fotos que estava sozinho, nu, deitado em sua cama depois de ter transado com aquela mulher que dizia amar em suas redes sociais. Seu corpo escultural totalmente relaxado em meio aos lençóis. Ainda me recordava de como sua respiração estava agitada como se eu estivesse naquele quarto com ele. Seus lábios deliciosos entreabertos soltando e puxando o ar por eles, a forma como seu tórax descia e subia de forma pesada, arrastada, tentando recuperar todo o fôlego perdido. Até que a chuva começou a cair naquela noite como se os céus estivessem sentindo o que havia dentro de mim. Meus olhos ainda estavam fixos no apartamento do outro lado da rua enquanto as gotas daquela água ácida batiam contra a minha janela e escorriam por ela naquela lentidão, igualmente ao gozo que descia pelas minhas coxas grossas, melando e grudando aos poucos em minha pele alva. Queria que ele pudesse ver a forma como me deixava apenas em olhá-lo a metros de distância.
Eu precisava ter aquele homem.
Virei meu corpo lentamente, voltando até meu notebook, e fiz uma pesquisa árdua de como eu poderia invadir o computador de outra pessoa. Achei várias coisas, algumas bem interessantes. Além de poder controlar o que acontecia na outra máquina, eu também podia ativar a webcam sem que a luz dela avisasse que estava ligada. Aquilo fez um sorriso pequeno surgir em meus lábios de forma perversa, porque havia acabado de ter uma ideia que tiraria Perrie do meu caminho. Então peguei todas as fotos que tinha dela com , íntimas, dentro de casa, dormindo, nús, transando, se beijando, as que eu mais odiava porque ela estava no meu lugar em cada uma delas, sentando naquele homem como eu deveria estar, mas tudo bem, aquilo não iria continuar por muito tempo.
Separei todas elas em uma pasta, e esperei. Fui tomar um banho e me deitei, pensando em como sempre fazia até cair em um sono que me levaria até ele em meus sonhos. Nossos corpos juntos, seus lábios pressionados contra os meus, nós dois suados um olhando dentro dos olhos do outro, em uma intensidade que apenas nós dois poderíamos ter, aquilo roubava meu ar e fazia meu coração bater em um ritmo que jurava que iria explodir dentro do meu peito. Sentia que cada parte minha estava fervendo enquanto eu chamava pelo seu nome de forma incansável. Até que acordei da utopia abrindo meus olhos vagarosamente, unindo minhas sobrancelhas e gemendo fraco ao sentir como estava duro embaixo do meu lençol de seda que se encontrava molhado e grudando em meu corpo.
Sem pensar em nada, peguei o frasco de lubrificante que tinha em minha mesa de cabeceira e coloquei um pouco em minha mão, então a levei até minha ereção e a segurei. Ela estava quente e pulsando, o que me fez gemer roucamente fechando meus olhos novamente e virando minha cabeça de lado, deixando meu rosto úmido grudar contra a fronha também de seda. Abri meus lábios, suspirando pesado e pensando em , então minha mão começou a se mover lentamente em meu pau, me tirando uns gemidos roucos e com pouco ar, porque havia acordado já ofegante ainda com a sensação do seu corpo deslizando sobre o meu, em estocadas firmes dentro de mim, indo fundo, me acertando com anseio.
— gemi engolindo em seco, minha boca gelada por tentar respirar por ela, quase sem saliva dentro dela, porque ele tinha roubado até isso de mim. — Por que você faz isso comigo? — questionei retoricamente me tocando mais rapidamente e gemendo para aquele homem que tomava todos os meus pensamentos. Apertei minha glande arfando forte e virando minha cabeça para o outro lado. — Eu quero tanto o seu pau dentro de mim, — sussurrei para ele, abrindo minhas pernas e suspirando muito pesado.
Minha mão desceu apertando minhas bolas, tirando um grunhido meu, e mordi meus lábios, até que levei meus dedos mais para baixo, melado com aquele gel que agora estava quente como meu corpo. Então me invadi com um dedo, revirando meus olhos e gemendo, jogando minha cabeça para trás.
— Vai, . Por favor, me fode — implorei muito manhoso e afundei mais o meu dedo, sentindo arder de tal forma que o prazer lambia meu corpo como se fosse a língua daquele homem, me deixando ainda mais excitado enquanto estocava meu dedo sem parar, enfiando mais um logo depois, gemendo ainda mais alto, sentindo a dor fazer minhas costas arquearem contra aquela seda molhada. — Eu preciso de você, . De você — supliquei fodendo mais em meio dos meus gemidos, com meu ar comprometido fazendo meus pulmões arderem assim como minha entrada, que se esticava cada vez mais que eu metia mais fundo.
Estiquei minha mão livre até a gaveta da mesa, a puxando com meus dedos trêmulos, e tateei lá dentro em uma procura cega por algo maior e mais grosso, achando meu vibrador e o pegando, trazendo para perto. Apanhei um pacote de camisinha também e agora tive que tirar meus dedos de dentro de mim, mas seria breve. Abri aquilo com meu dentes em uma puxada bruta e vesti meu vibrador, colocando um pouco mais de lubrificante nele, e então o levei para debaixo do lençol, o colocando em minha entrada e ligando, e empurrei, gemendo alto sentindo como ardeu e doeu mais do meus dedos, porém foi fodidamente delicioso, me arrepiou por inteiro e fez meu pau pulsar juntamente com minha entrada que abrigou aquele objeto com força, mesmo que desejasse ser o pau de ali.
Afundei aquilo dentro de mim gemendo mais, segurando o lençol com força e o torcendo, pensando no homem do apartamento da frente, em sua voz maravilhosa que deixava meu corpo ainda mais excitado se remexendo naquela cama em um clamor absurdo por ele. Me devora, . Era isso que berrava em meio ao suor e prazer que me preenchia totalmente com minha mão movendo lentamente com aquele vibrador que tremia de leve, acertando meu ponto exatamente do jeito que eu amava, arrancando gemidos presos de minha garganta. Virei novamente minha cabeça esfregando meu rosto em meu travesseiro excitado e arfando, suando mais, sentindo meu pau extremamente duro latejando querendo muito a minha atenção. E continuei metendo e gemendo, abrindo minhas pernas ainda mais querendo receber mais e mais daquele deleite que estava começando a me fazer dar pequenos urros em êxtase.
— Não para, . Não para — pedi em desespero, movendo meu quadril contra minha mão totalmente sem controle imaginando seu corpo perfeito sobre o meu, me fodendo com força e desejo. — Eu sou seu — gemi alto jogando minha cabeça para trás, dobrando minhas pernas para cima e rebolando na minha cama sem parar, fodendo e fodendo, arfando e chamando pelo nome daquele homem maravilhoso sem parar.
Estava pulsando tanto que sentia que não iria aguentar mais, o lençol já começava a ficar melado com meu pré-gozo, enquanto eu jogava meu quadril para cima contra aquele tecido e voltava tentado em meu vibrador o segurando com força, rebolando sem parar nele e o enfiando o mais fundo que conseguia, acertando meu ponto sem parar e um fervor que estava me fazendo urrar sem o menor escrúpulo agora, revirando meus olhos e sentindo minha garganta seca e ardida. Até que senti meu pau explodir, me sujando e fazendo o gozo escorrer por minha pele.
! — gritei apertando meus olhos com muita força e mordendo meu lábio inferior em seguida, sentindo o meu líquido escorrer por entre minhas pernas, sujando minhas bolas e minha mão que ainda segurava o vibrador dentro de mim em minha entrada pulsante. — Ah, — sussurrei agora sentindo meu corpo se amolecendo por completo e relaxei em minha cama, suspirando de forma pesada e sentindo como estava tremendo por inteiro.
Apenas tirei o vibrador de dentro de mim, o desligando, e fiquei ali deitado, tentando respirar em meio do meu gozo e suor, com meu coração desacelerando aos poucos e meus pensamentos totalmente turvos com aquele homem que nem ao menos ainda sabia o meu nome. Mas isso não iria ficar assim, ele saberia que eu era, o faria me olhar, encarar bem dentro os meus olhos, dizer o meu nome e me desejar do mesmo jeito que eu fazia. seria meu do mesmo jeito que eu era totalmente dele.
O sol começou a entrar pela minha janela batendo contra o lençol vinho e fazendo meus olhos arderem um pouco. Fiz uma careta com aquilo e levei a mão até meu rosto, ainda cansado demais para levantar. Seria ótimo se trouxesse café para mim na cama, mas ele estava ocupado demais fingindo que amava aquela mulher, então eu precisaria fazer as coisas sozinho por enquanto, e por isso fiquei deitado um pouco mais antes de me levantar e ir tomar um banho quente para tirar do meu corpo tudo o que nós tínhamos feito há minutos. Não demorei no banheiro como gostaria, porque estava faminto, e logo estava na minha cozinha preparando algo para comer apenas enrolado em minha toalha.
Enquanto o café passava fui até minha janela, olhando para ver se e sua namoradinha já haviam acordado, e para a minha felicidade estava dispersos como pombos em um pombal, se bem que ele era bonito demais para ser um, já Perrie… Torci o nariz e olhei apenas para aquele homem que desfilava pelo seu apartamente apenas de cueca, uma pena não estar completamente nu, seria uma delícia poder apreciar aquele corpo esculpido logo pela manhã, mas apenas de ver seu peito e suas costas estava ótimo, me fazia querer lambê-lo de qualquer jeito mesmo. Meu olhar voltou para aquela garota que morava com ele ao vê-la abrir seu notebook sobre a sua escrivaninha que ficava de frente para sua janela. Aquilo me fez correr até o meu, e enviar um email para ela. Ele estava vazio, mas tinha uma pequena brincadeira no assunto.
BETTER
Apenas o nome de uma das músicas de . O email tinha um vírus que me daria acesso ao seu notebook para que eu começasse a colocar meu plano, o qual tiraria ela daquele apartamento e da vida de , para então assim ele ser apenas meu. Enviei e esperei, voltando para a janela e olhando para a loira de longe e intercalando o olhar entre meu notebook e ela, esperando o alerta que eu estaria dentro de sua máquina. Não demorou nada. Ops, a curiosidade matou o gato. Sorri e peguei o aparelho, o levando para a cozinha, porque agora começaria o meu precioso reality. Acionei a câmera dela e o microfone para poder ouvir e ver o que estava acontecendo naquele apartamento. Isso chegava a me fazer querer gozar de novo, eu poderia ouvir a voz daquele homem mais vezes.
— Amor, recebi um email estranho — Perrie comentou com .
Como já estava com acesso total a sua máquina, apaguei o email como se ele nunca tivesse existido, e apaguei da lixeira também. Acho que você está ficando louca, minha cara. Sorri, lambendo meus lábios, e me sentei à bancada, me servindo com uma caneca de café. Então apenas esperei para que ela fizesse seu papel perfeitamente bem.
— Estranho como? — respondeu, voltando ao cômodo e parando ao lado dela. — Posso ver?
— O assunto estava com o nome de Better, mas quando abri não tinha nada — explicou e fez uma cara engraçada, me tirando uma pequena risada, lambendo a borda da minha caneca, olhando aqueles dois na frente do notebook. — Claro. — Então ela foi até seu email, e, espera, não tinha nada! Gargalhei com a cara de surpresa que ela fez. — Espera. Vou ver se foi no outro email. — Perrie abriu mais alguns emails, procurando desesperadamente o que eu havia lhe enviado. olhava confuso para a garota e para o notebook. — Eu te juro! Estava aqui agora! — tocou repetidas vezes na tela.
— Talvez você tenha enviado para a lixeira sem querer. Acontece, sabe? — ele disse com uma voz gentil, levantando os ombros. Tão fofo, não é? Se eu pudesse trazia para a minha casa até.
— Não apaguei, ! Olha! Não tem nada na lixeira. Qual sentido teria falar contigo do email e apagar depois?! — questionou de um jeito nervoso o olhando irritada. Joguei minha cabeça para trás dando uma risada alta. Eu poderia ficar com pena se isso não fosse tão divertido.
— Fica calma, amor! Esquece isso. — Ele alisou de leve os braços dela, dando um beijo em sua cabeça e voltou a se afastar. Poxa, , briga com ela de volta, vai. Eu teria que fazer mais do que isso. — Vou ver se tem algo na minha caixa de e-mail, pode ser um dos meus produtores trocando os e-mails de novo — comentou mais de longe.
— Mas estava aqui. — Voltou a olhar para o computador suspirando emburrada. Own, que bonitinha, toda emburradinha, ela estava fazendo até biquinho, e isso me tirava mais risadas. — Está bem. Você me fala se foram eles — pediu olhando por cima de seu ombro. — , o que você vai fazer agora? — fiquei olhando para a minha tela, curioso.
— Não tem nada no meu e-mail, mas posso perguntar para eles se alguém mandou algo sim. — Ele voltou para o cômodo com uma caneca e o celular na mão. — Tenho uma sessão de fotos e entrevistas daqui a pouco. Por quê? — ele perguntou, guardando o celular e olhando para sua namorada.
— Não precisa. Deixa para lá — disse dando de ombros e suspirou ainda parecendo incomodada com aquilo. Ele deu um sorriso para ela e balançou a cabeça. — Hm, e se você chegasse atrasado? — perguntou dando uma pequena risada. Rolei meus olhos com aquilo, querendo jogar meu café quente na periquita daquela mulher.
— Hm, qual motivo seria meu atraso? — ergueu as sobrancelhas, sorrindo de lado para ela. Mordi minha bochecha por dentro com raiva daquele sorrisinho.
— Para de olhar assim para ela, ! — mandei como se ele fosse me ouvir, bufando irritado e rolando meus olhos, levantando do banco alto e indo colocar uma torrada para fazer, porque não era só de café que meu estômago iria viver. — Os dias do seu pau entrando nessa boceta estão contatos — avisei, deixando bem claro.
— Esse seria o motivo — falou, e minha curiosidade me obrigou a olhar para a porcaria da tela do meu notebook, já vendo Perrie com seus peitos de fora. Rolei meus olhos com aquilo.
— Meus peitos são mais bonitos que os seus. Aposto que são mais durinhos também — contei fazendo uma cara de nojo olhando para aquela oferecida ainda.
— Que namorada insaciável a minha. — Ele brincou, negando de leve com a cabeça, colocando a caneca e o celular em cima da mesa e veio até ela. — Vamos ter que ser rápidos, baby — sussurrou, se abaixando na frente dela e levando seus lábios até sua pele exposta. Senti a raiva me tomando e virei o rosto para não ver mais, porém tive uma ideia em seguida.
— Obrigado, Perrie — agradeci e coloquei para gravar a tela do que estava rolando, e até pensei em colocar no mudo, mas queria saber como era o som do gemido de .
Ouvi minha torrada saltar na torradeira e fui pegá-la. Comecei a preparar meu café da manhã enquanto ouvia os dois fodendo, e, por mais que tentasse não me excitar com aquilo, ouvir gemendo e arfando acabou me deixando de pau duro em pleno café da manhã. Ótimo, ele iria me pagar por isso mais tarde. Eles realmente não demoraram muito, foi uma rapidinha, e eu nunca deixaria aquele homem ir embora tão rápido assim, iria segurar ele na cama por mais uma hora no mínimo, até a gente gozar algumas vezes. Mas tudo bem, ouvir os gemidos daquela mulher estavam me embrulhando o estômago e minha torrada com geléia estava gostosa demais para vomitar por causa daquela criatura.
Quando saiu e Perrie ficou sozinha comigo, aquilo me fez sorrir lambendo meus dentes em um canto de vitória, porque teríamos algumas horas sozinhos. Escolhi uma foto dela na rua para começar, como se fosse um paparazzi que tinha tirado, nada demais. Então mandei para ela com o assunto.
BETTER PART 2
Só para saber que teria mais. Perrie veio correndo para seu notebook assim que ouviu o sinal da notificação, parecia que estava esperando por algo já, uma prova de que certamente não estava louca. Eu olhava sua cara de surpresa pela sua webcam, e isso me fazia sorrir abertamente, me deliciando com cada segundo. A mulher uniu as sobrancelhas ao ver cada uma das fotos, não foram muitas, apenas duas, mas que ela estava junto de o beijando. Fiz questão delas serem assim, para se sentir um pouco intimidada. Aquilo era só o começo.
Antes que conseguisse encaminhar aquele email para alguém, ou até mesmo tirar uma foto da tela de seu notebook, apaguei sua tela e deixei apenas visível para mim, deletando o email em poucos segundos antes de retornar. Isso foi o suficiente para que tivesse um pequeno surto, o qual me tirou boas gargalhadas em deleite com aquilo. Perrie enviou um áudio para declarando que não estava louca e que tinha alguém perseguindo eles, ou melhor, ela. Bem, de toda forma não estava errada, mas foi glorioso ouvir seu namorado responder de volta que ela deveria estar impressionada, e que ninguém faria isso. Doce Zee, você não tem ideia do que está acontecendo. Só que era melhor assim.
Fui seguindo o meu dia, e consegui acesso ao email de Perrie, roubando a sua senha com o vírus que coloquei em seu notebook, então, mesmo que acessasse ele pelo celular, ainda assim iria conseguir deletar. Então mandei mais um pequeno pack de fotos, essas continham três desta vez, elas eram dos dois se pegando um pouco mais do que apenas beijos, lugares mais privados. Uma mão boba aqui, outra ali. E foi tirada de mais perto. E o assunto era.
BETTER PART 3
Perrie começou a pirar ainda mais, me tirando gargalhadas estridentes e totalmente divertidas pelo meu apartamento. Dessa vez ligou agora aos berros para , dizendo que estava sim perseguindo ela, e ele como o bom namorado tentou acalmá-la, e que em breve estaria em casa para que vissem isso com calma. Porém, não havia provas. Porque, como das outras vezes, o email foi apagado novamente. Isso a fez gritar, irritada. A coisa só ia ficando cada vez melhor. Meu dia estava sendo fabuloso.
Deixei Perrie ficar surtando enquanto eu resolvia outras coisas, que acabariam de tirá-la do meu caminho. E nisso deixei que esquecesse do ocorrido, e sumi por uns dias, até retornar em uma sexta à tarde. havia saído e a mulher estava sozinha em casa novamente. Sorri e estalei meus dedos os encaixando uns nos outros e virando minhas mãos e esticando meus braços em um alongamento calmo. Então segui até meu notebook escolhendo fotos novas, na verdade, algumas que me deixaram bastante excitado ao tirá-las. Uma das noites que eles haviam transando no parapeito da janela, e a colocou virada de costas para ele, enquanto a fodia contra o vidro. Aquilo me fez sorrir e lamber meus lábios. Não podia negar que me imaginei no lugar daquela mulher, enquanto enfiava seu pau nela com força, e isso me fez gozar bem gostoso naquele dia. Ele parecia ter uma pegada divina. Aquele homem inteiro era delicioso.
Abri o email e enviei quatro fotos. O zoom bem focado neles e em seus corpos. O assunto do email era a continuação.
BETTER PART 4
Então apenas esperei que Perrie visse para meu show começar. Demorou um pouco até a mulher ir para o quarto e mexer no notebook e eu saberia que logo chegaria porque eu tinha colocado um rastreador em seu carro, e estava vendo por onde andava para que eu tivesse tempo de fazer as coisas e não fosse pego desprevenido.
Ela abriu o email, e a forma como seus olhos se arregalaram, achei que iriam sair de seu rosto. Sua pele perdeu totalmente a cor, e por um momento achei que teria um desmaio, o que seria ótimo, e me tiraria algumas risadas bem altas. Perrie tateou a mesa em busca de seu celular, e eu pude ver claramente como estava tremendo. E antes que conseguisse fotografar a tela de seu notebook, fiz com que o mesmo desligasse e apaguei o email.
— Não! — Da janela do meu quarto eu ouvi ela gritando, e isso me fez levantar e assistir a coisa toda, pegando meu binóculo e olhando bem de pertinho a cena da mulher dando um belo de um espetáculo com seu notebook, o jogando agora contra a parede.
— Acho que alguém está estressada — comentei dando uma pequena risadinha.
! — berrou, e eu vi ele chegando.
Deixei meu binóculo de lado e fui até meu notebook para ouvir o que estavam falando pela escuta que coloquei no apartamento em um dia que eles não estavam. Sentei em minha cadeira e cruzei minhas pernas, colocando meu headphone como se fosse ouvir minha música favorita, e abri a escuta.
— Eu juro, ! Acredita em mim! — Perrie falava alto, parecendo estar bem desesperada.
— Tudo bem, eu acredito. Quer trocar de notebook? Compra outro, faz outro e-mail, troca de celular. Quantas vezes eu já não tive que fazer isso quando um fã conseguiu acesso? Agora para de surtar! — Sua voz parecia alterada também indicando que ele estava nervoso e sem paciência.
— Não é simples assim! Estão nos vigiando! Mandaram fotos nossas transando! ! — berrou e ouvi o barulho de alguma coisa quebrando, parecia alguma peça de vidro.
— E cadê essas drogas de fotos, então? — questionou ainda com o tom de voz alterado.
— Apagaram! Estão querendo me deixar louca! — ela estava berrando em plenos pulmões. Ops, acho que já tinham conseguido te deixar louca, não é mesmo, gracinha?
— Quer chamar a polícia, então? Porque acho que é a única solução. — pareceu mais cansado agora, exalando um certo tipo de agonia em seu tom.
— Claro, como se um bando de homens fosse acreditar em mim sem provas! — rebateu alto e ouvi o barulho de uma porta batendo.
— Não sei o que você quer que eu faça! Porra! — berrou agora ainda mais furioso e ouvi outro barulho, parecia algo quebrando também.
— Eu queria que a porra do meu namorado acreditasse em mim e desse o mínimo de importância para isso! — gritou de volta, e depois soltou um gritinho irritado. Eu ri deliciosamente com isso.
— Ah, mas não é possível! Que inferno, garota. Estou já há dias te ouvindo me contar isso, tentando achar soluções e você descarta todas e agora eu que não dou a mínima. — Esbravejou ainda completamente furioso. Aquilo estava saindo melhor do que o planejado. Girei em minha cadeira batendo palmas com aquilo, e rindo. Abri outra tela, olhando as câmeras de segurança do prédio, e sorri com o que vi. — Eu simplesmente não posso parar a droga da minha vida, da minha rotina, para ficar com você todos os segundos do dia, vigiando a porra do seu e-mail. O máximo que posso fazer é colocar um segurança contigo.
— Você está mais preocupado com a sua música do que comigo! Enfia o segurança no seu cu — mandou. Joguei minha cabeça para trás gargalhando muito alto.
— Continuem, vocês estão perfeitos — pedi como se fossem me ouvir naquele momento.
— Quer saber? Vai se foder. — Momentos depois ouvi o barulho da porta bater e vi saindo do apartamento completamente transtornado.
— Poxa, está indo embora na melhor parte? — perguntei fazendo um biquinho, e olhei a câmera do elevador de serviço.
Enquanto descia pelo elevador social, um garoto já saía em seu andar. Ele olhava para os lados de forma preocupada. Isso me fez sorrir. Então caminhou apressado até o apartamento de , o qual ele havia conseguido descobrir o endereço, talvez com uma ajuda. O sujeito entrou, e agora tive que levantar e ir até a janela para ver o que iria acontecer. Peguei meu binóculo e fui seguindo cada passo, ainda com meu headphone, ouvindo tudo dentro do apartamento do prédio da frente. O garoto começou a pegar alguns pertences de , ele estava admirado demais por estar lá dentro, deslumbrado como se fosse a sua primeira vez na Disney. Uma pena que ele não veria o seu Mickey, mas a Minnie estava lá, só não sabia que ela iria gostar de vê-lo ali. Peguei um controle de meu bolso quando o garoto estava no quarto, e apertei, fazendo um pequeno alarme soar, o qual chamaria atenção de Perrie e faria com que ela fosse para o quarto e desse de cara com ele. O garoto se assustou com o som, e tentou correr para fugir, mas a loira saiu do banheiro enrolada na toalha. Os dois pararam como se tivessem ficado congelados, um olhando para o outro muito assustados.
— Quem é você?! — ela berrou, já correndo até o celular que estava na cama.
O garoto agiu rapidamente também, correndo na direção dela e a empurrando para que não conseguisse pegar o aparelho. Gargalhei alto com aquilo, vendo a loira rolando pelo colchão e espatifando no chão, berrando de raiva com aquilo, e em seguida se levantando, se agarrando no edredom brando muito bem passado.
— Não chama a polícia! Eu preciso ver o , eu preciso dele. Cadê ele? — o maluco começou a berrar com ela, parecendo mesmo ainda procurar por pelo quarto.
— Eu vou ligar para a polícia sim! — gritou de volta correndo para a sala para tentar pegar o telefone sem fio.
— Não! Por favor! Não me faça te machucar — ameaçou, correndo atrás dela feito louco mesmo. Eu deveria ter feito pipoca.
— Fica longe de mim! — mandou, pegando o telefone e correndo para trás do sofá, apontando para o garoto não avançar.
— Você não vai tirar o meu ídolo de mim, sua louca! Solta esse telefone ou eu vou bater ele na sua cabeça! — mandou tentando soar ameaçador, mas parecia até tonto enquanto tentava dar a volta pelo sofá para pegá-la. Eu estava rindo altíssimo daquela cena ridícula.
— Ele não é seu! Nunca vai ser! Não chegue perto de mim! — rebateu enquanto corria para o outro lado do sofá, já discando para a polícia e levando o telefone até o ouvido.
— Ele é meu sim, sua lambisgoia! — O garoto agora pulou pelo sofá, caindo no chão do outro lado e correu até ela feito um cão raivoso. Perrie pulou assustada e correu em direção à porta da sala para sair do apartamento. — Dá essa droga de telefone aqui! Eu não vou sair daqui sem ver o meu ! — berrou pelo apartamento, correndo na direção dela.
— Ele nem ao menos te conhece e nem vai conhecer! Ele foi embora! — disse com raiva, já abrindo a porta para sair. — Socorro! Tem um maluco no meu apartamento! — falou ao telefone rapidamente, aparentemente quando alguém na delegacia deve ter atendido.
— Não foi não! Não foi! Você que vai embora! — Então o garoto a trancou para fora do apartamento, ficando lá dentro. Eu simplesmente tive uma crise de risos com aquilo. Estava sendo hilário! — Ele vai voltar e vai me encontrar aqui! Sem você! — berrou de novo, agora parecendo estar mesmo vivendo o paraíso, indo até o closet de e pegando todas as suas roupas.
— Abre essa porta, garoto! — agora Perrie socava a porta e berrava só de toalha no corredor. — Ele se trancou dentro do meu apartamento! Alguém tira esse garoto daqui! — falou muito irritada ao telefone. Então caminhou pelo corredor até o interfone. — Manda a segurança subir! Um maluco invadiu o apartamento atrás do ! Eu estou de toalha trancada para fora! — ela estava tão nervosa que eu suspeitava que acabaria ficando careca. — Liguem para o e informem o que está acontecendo! Agora!
O menino nem pareceu ouvir o que ela dizia, estava literalmente rolando nas roupas do , as vestindo, depois cheirando, ainda tirando fotos com as roupas usando seu celular para registrar cada segundo dele na casa do famoso . A melhor parte foi quando ele se encaminhou para o closet de Perrie, pegando suas roupas também e as jogando pela janela, enquanto gargalhava ao fazer isso. Obrigado por isso, garoto. Pelo que parece não deixou sobrar uma única peça no closet e depois fez a mesma coisa com os sapatos todos de marca que ela tinha. Os seguranças do prédio ainda tentavam impedir as pessoas na calçada de roubarem as coisas. Tinha virado um verdadeiro pandemônio no prédio, enquanto eu assistia tudo de camarote dando muita risada da situação toda.
Então o garoto simplesmente começou uma live no instagram, passando o endereço realmente do e depois filmou exatamente tudo, convidando as pessoas e todos os fãs para irem até lá, pois ele poderia jogar algumas das peças do ídolo também para quem aparecesse. Filmou ele pegando os vidros de perfume que era de Perrie e virando todos eles na banheira do casal. E, como era mesmo de se esperar, a multidão começou realmente a crescer naquela avenida, a deixando interditada. A polícia apareceu, mas eles não conseguiram se aproximar do prédio pelo tanto de pessoas que tinham se juntado ali na frente agora, eles literalmente tinham fechado a rua. E isso queria dizer que meu plano tinha dado perfeitamente certo. Queria ver Perrie continuar com depois desse escândalo.
Agora eu estava apenas a um passo do meu .


PART II




Há exatamente dois meses tinha acontecido aquele inferno de invasão no meu apartamento. A qual eu só fiquei sabendo horas depois, quando o maluco já estava detido com a polícia e minha namorada, bem… Ex-namorada estava aos prantos por tudo que tinha passado sozinha naquela noite em que eu realmente tinha duvidado dela. Afinal, ela parecia estar certa, já que encontraram provas no celular daquele garoto completamente surtado; realmente ele tinha enviado e-mails para ela com fotos íntimas nossas. De primeira, não soube lidar nada bem com aquilo, por mais que a vida que eu levasse corresse esses tipos de riscos o tempo todo, nunca pensei que realmente fosse passar por isso.
Tentei pedir perdão a Perrie, mas ela nem sequer quis me ouvir ou me ver. Nunca mais me deixou chegar perto dela, deixando bem claro publicamente ainda que não tinha mais nada entre a gente. Além dessa droga de fim de namoro aberto ao público, toda aquela droga de situação estava exposta. Vivi dias infernais que desencadearam crises de ansiedade dentro de mim que tinha certeza que já tinham ido embora. As turnês foram canceladas, algumas entrevistas também e manchetes completamente mentirosas começaram a sair sobre a situação de uma forma extremamente distorcida do que realmente aconteceu. Tudo aquilo me fez voltar a beber mais do que deveria, caindo também na tentação de entorpecentes mais fortes para me tirar daquela realidade escrota que estava vivendo.
Inventaram uma versão minha e eu não sabia mais voltar ao original. Nem sabia se queria também. Não me considerava uma vítima da situação, mas também não era o culpado como pregavam que eu era. Então minha decisão foi simplesmente desaparecer, não quis empresários comigo, nem funcionários, muito menos seguranças. Queria ficar sozinho com os meus pensamentos naquela droga de casa de campo que eu tinha comprado e não tinha ido uma única vez. Ela era enorme, linda, inteira de vidro. Isolada de qualquer tipo de comércio, sem vizinhos também. Apenas o som da cachoeira que tinha ali perto que dava para ouvir.
Duas semanas sozinho naquela casa já tinham me feito surtar no mínimo umas cinco vezes. Copos, taças e garrafas foram quebradas contra a parede. A sensação de ficar sozinho foi divina nos primeiros dias, estava me sentindo em paz, finalmente poderia descansar um pouco do caos. Mas o caos me acompanhou, me seguiu como um encosto e logo ele apareceu para mim como aquele velho inimigo, mostrando que jamais iria me abandonar. Ele me mostrou que eu não estava me sentindo sozinho, eu realmente estava sozinho. Não tinha sobrado ninguém. A fama empurrou todas as pessoas que eu já amei e me cercou como um psicopata que me quisesse apenas para si. Aquilo era como uma doce agonia que foi crescendo a cada dia mais dentro de mim, fazendo eu ir me destruindo gradualmente.
Abri meus olhos, encarando aquele teto bem decorado e desenhado do meu quarto muito bem iluminado pela luz do dia. Ergui meus braços e levei minhas mãos até meu rosto, as esfregando nele enquanto soltava o ar de forma pesada. Dei um impulso para frente e me sentei, apoiando meus cotovelos nos meus joelhos, deixando meus olhos passarem pelo cômodo como se procurasse algo, mas sabia que, quanto mais eu procurasse, mais eu nunca encontraria. O que eu procurava não tinha respostas. Nem eu sabia o que era. Era uma sensação paranoica e fodidamente escrota. Mas agora parecia que eu estava no papel de Perrie. Sentia que tinha olhos em mim. Captando cada movimento meu. Assistindo e decorando até mesmo a forma como minha respiração mudava quando meus sentimentos mudavam. Alguém que me conhecia melhor do que eu mesmo.
Estava ficando maluco. Só podia ser isso.
Levantei da cama finalmente, caminhando até a divisória de vidro do quarto, olhando para fora da casa enquanto abotoava os botões daquela camisa de seda, um por um, ainda com aquele sentimento de que aqueles olhos de águia acompanhavam até mesmo quando cada botão se encaixava para que a camisa fosse fechada. Neguei de leve com a cabeça, lambendo meus lábios enquanto ainda olhava com atenção cada detalhe do lado de fora daquela casa grande demais para mim. Meus olhos se estreitaram quando vi pela primeira vez naquelas duas semanas um carro passando, parecendo ir perdendo a velocidade, e isso me fez franzir levemente o cenho. Notei também sair um pouco de fumaça, me tirando uma careta, e, no momento seguinte, apenas calcei meus sapatos, dobrando as mangas da camisa ao passo que saía do quarto e me direcionava para a porta principal.
Assim que passei por ela, desci os degraus do jardim de entrada rapidamente e fui em direção àquela fumaceira que estava perto do portão da casa mesmo. Parei na grade da casa, olhando o carro, que parecia mesmo estar com o motor fodido, só por ter saído aquele mundaréu de fumaça. Passei meus olhos até encontrar o dono dele, que parecia tentar descobrir o que tinha acontecido com o carro; seu rosto tinha uma certa confusão enquanto olhava para o carro com o capô aberto. Então abri o portão, saindo da casa e reparando que ele parecia estar a passeio mesmo, apenas pela vestimenta.
— Olá. Precisa de ajuda? — ofereci, pigarreando para anunciar que estava ali. O homem se assustou, virando rapidamente para trás e levando sua mão até seu peito.
— Céus! De onde você surgiu? — perguntou e seus olhos foram para a casa atrás de mim. Sorri um tanto divertido com aquilo, mas depois deixei o sorriso ser mais gentil. — Claro. Desculpe, estava tão distraído e preocupado que nem ao menos pensei que poderia ter alguém morando nessa casa. Estou dirigindo há horas e não vejo nenhum movimento, isso aqui parece o fim do mundo — comentou de forma tagarela fazendo uma careta, então pegou o celular em seu bolso, olhando para a tela e torcendo o nariz. — Preciso de ajuda sim. Nem sinal estou tendo. Seria uma maré de má sorte? — voltou a me olhar com certo desespero agora.
— Aqui é bem afastado de tudo mesmo, literalmente outra dimensão — comentei com certo humor e esbocei uma careta mesmo, devido à má sorte dele. — Onde você estava indo? Ou querendo chegar? — perguntei, olhando para seu carro, e cocei minha nuca. — Você pode entrar e usar meu telefone, se quiser. — Dei outro sorriso singelo.
— Concordo. Parece outra dimensão. Não sabia que essa estrada era tão deserta assim. — comentou, fazendo outra careta. — Bem, eu estava indo visitar a minha mãe, ela se mudou para uma casa nova no Kansas, mas me disse que eu iria adorar fazer esse caminho…. Ou era outro. — Apontou para outra direção. — Eu não sei, me perdi depois que o GPS perdeu o sinal, e o mapa offline resolveu que não queria mais funcionar! Deus! Por que eu não fui pela estrada principal!? — soltou o ar e deixou seus ombros caírem. — Mas pelo jeito eu só estava indo ou queria chegar lá! Você acredita que esse carro é novo! Eu peguei ele na loja não tem nem uma semana! Eu não faço ideia de como ele parou de funcionar! — contou, totalmente indignado. — Desculpa, estou falando demais. Eu aceito usar o telefone. — É, ele estava mesmo, mas estava sendo engraçado.
— Você chegaria na China daqui, menos no Kansas. Sinto lhe informar. — Brinquei, esboçando uma careta e ri nasalado em seguida. Agora ele me olhou preocupado. — Seu GPS te tirou completamente do caminho certo. Mas indo reto você vai achar uma rotatória, chegando nela você pode parar o carro, descer dele e só curtir a vista mesmo porque para voltar vai ser mais umas boas horas — ri mais um pouquinho daquilo e neguei de leve com a cabeça. — Sinto muito por ter se perdido e pelo seu carro. No entanto, fique à vontade para telefonar para o guincho e para sua mãe também. — Então abri um pouco mais o portão, abrindo passagem para ele entrar.
Era errado convidar um estranho para entrar depois de tudo que tinha passado? Era. Sabia disso. Mas sinceramente achava impossível alguém me achar nesse fim de mundo mesmo.
— Você só pode estar de brincadeira! — choramingou com a minha brincadeira. — Você está curtindo com a minha cara, não é? Levando em consideração que meu carro não está funcionando. Quantas horas andando eu chego até a rodovia para arranjar um guincho, se for o caso? — perguntou, bem preocupado, olhando agora para seu carro. — Tudo bem, é Deus me testando. Só pode ser. — Suspirou, negando com a cabeça. — Obrigado, viu. Juro que só vou ligar e esperar aqui fora, não quero incomodar você e sua família — disse, já caminhando e me esperando para acompanhá-lo.
— Desculpa estar fazendo brincadeiras com sua situação. Estou realmente ficando péssimo em conversar com as pessoas. — Retraí meus lábios, soltando o ar pesadamente. — Olha, andando você chegaria lá amanhã basicamente. — Lamentei por ele, porque era realmente muito afastado da rodovia. — Fica tranquilo. Não vai atrapalhar. — Neguei de leve com a cabeça, encostando apenas o portão e caminhando com ele pelo jardim até a porta de entrada. — Além do seu celular, você tem algo de metal? — perguntei, olhando para ele, que me encarou unindo as sobrancelhas sem entender nada.
— Te desculpo se me der um copo d’água. — Então ele sorriu de forma gentil, tirando um sorriso meu também. — Ótima notícia. Estou devendo umas corridas na esteira mesmo, andar até amanhã talvez pague. — Brincou, dando um pequeno riso. — Algo de metal? Tipo a fivela do meu cinto? Coisas que aeroporto barra? — perguntou, ainda confuso, e eu ponderei com a cabeça.
— Certo, posso fazer isso — respondi com o sorriso fechado nos lábios. — Vai pagar corridas por um ano, hein — ri fraquinho, pensando que seria uma boa caminhada mesmo para ele. Isso tirou uma careta bem feia. — É, basicamente isso. Na entrada da casa tem um detector de metais. Mas a fivela do cinto ele não costuma apitar não, só objetos maiores. — Olhei para a porta quando estávamos nos aproximando dela.
— Por Deus! Por que você tem um detector de metal na porta da sua casa? — agora ele parou de andar e me olhou realmente assustado, como se estivesse ponderando agora se iria entrar ou não.
— Por segurança. Não queria colocar realmente pessoas para trabalhar como segurança, então deixei instalarem isso junto com as câmeras — expliquei, o olhando também. O homem ficou me olhando, piscando seus olhos, tentando entender aquilo. — Estamos longe de tudo, literalmente no meio do mato. Um pouco de segurança é bom. — Dei de ombros.
— Meu Deus! — exclamou, então abriu um pouco a boca. Então olhou por cima de seu ombro e depois me olhou de novo. — Espera… Não pode ser… — uniu as sobrancelhas e eu franzi o cenho. — Você não é o cara que tá passando na TV toda hora? Que teve o apartamento invadido por um fã?
— Parece que eu fiquei mais famoso — comentei, torcendo os lábios, e soltei o ar de forma pesada.
— Como é que se chama mesmo? Z… Z… — estalou os dedos, tentando puxar em sua memória.
— respondi com a voz baixa. — Posso trazer meu telefone aqui fora para você usar — avisei, mordendo minha bochecha internamente.
— Isso! ! — apontou em minha direção. — Eu sinto muito pelo que houve, deve ter sido horrível, não consigo imaginar o que você deve ter passado — lamentou, fazendo uma careta. Apenas assenti com a cabeça. — Olha, se te incomoda a minha entrada, eu posso esperar aqui e você pega o telefone. Entendo como deve ser para você ter algum estranho por perto.
— Tá tranquilo. Só vai apitar absurdamente alto se você tiver com algo de metal contigo. — Repeti o que tinha falado, dando de ombros e seguindo para a porta de uma vez, abrindo ela e o esperando.
— Não, tudo bem. — Deu de ombros e, quando chegou na porta, me entregou seu celular, chaves e cinto, passando pela porta, e isso o fez sorrir. — A propósito, eu falei demais e esqueci de me apresentar. Pode me chamar de . — Estendeu a mão em minha direção.
— Muito prazer. Sou o famoso maluco da TV — respondi, segurando a mão dele naquele cumprimento. Isso o fez rir um pouco, e negar com a cabeça. — O telefone está ali e eu vou buscar sua água. Quer gelada ou natural? — Soltei sua mão, apontando o telefone na mesa perto de um dos sofás que tinha no hall.
— Gelada, por favor — pediu educadamente, pegando suas coisas comigo de volta e indo até o sofá; mas não se sentou, apenas pegou o telefone e pareceu olhar o número em seu celular antes de discar.
Então me afastei, passando pelo corredor até chegar na cozinha, pegando um copo e o enchendo com água gelada conforme ele tinha pedido. Tinha mentido sobre o detector para ele, não tinha nenhum. Mas pensei que se ele estivesse armado teria evitado entrar e quase pensei que estivesse mesmo, por ter parado antes de entrar realmente. Porém sabia que era mais uma das minhas paranoias. Mas quem não ficaria? Estava certo em desconfiar até mesmo da minha sombra. No entanto, ele parecia ser apenas um azarado que quebrou o carro bem no fim do mundo mesmo. Essas coisas realmente aconteciam e eu não queria ser um filho da puta só porque tinha medo de estranhos. Voltei pelo corredor novamente e fui até o hall onde ele estava.
— Como assim só segunda-feira? — ele soltou alto, muito indignado, no telefone. — Eu não posso esperar até segunda-feira! Eu preciso ir para o Kansas! — suspirou pesado e me encarou, fazendo uma cara péssima e batendo o pé no chão, irritado. Aquilo me tirou uma careta, mas fazia sentido. Hoje era sexta-feira quase anoitecendo, não iriam mandar serviços para cá, já que sábado não funcionavam, muito menos domingo. — Claro que eu ficaria em um hotel e mandaria a conta para vocês, se tivesse um hotel no meio do nada! Eu vou me hospedar em uma árvore? Só se for! — parecia bem irritado, e agora já bufava. — Onde estou? — Então me olhou e torceu os lábios. — Olha, eu não posso ficar na casa de uma pessoa que me emprestou o telefone! Você está ouvindo o absurdo que isso é? Se virem! Mande um trem, um jato, um helicóptero, um carro, qualquer coisa! — passou a mão em seu cabelo e depois bateu em sua coxa. — Ah, vocês não podem fazer nada?! Eu comprei um carro zero na sua loja e tudo o que você me fala é isso? Ok, ok! Vocês vão se resolver com meu advogado na justiça! — então desligou o telefone e esfregou seu rosto com as suas mãos, apertando seus olhos. — Desculpe sobre isso — pediu rapidamente em seguida, tirando suas mãos do rosto, e me olhou de forma cansada.
— Aqui é mesmo outra dimensão. Eles não vão mandar, não é? — perguntei o que já sabia, então estendi o copo para ele quando me aproximei. — Olha, aqui é muito grande. Tem uma outra casa no fundo que é para hóspedes, você pode ficar lá se isso te deixa mais confortável. Lá tem banheiro, quarto, cozinha, tudo que você precisa — sugeri, porque ele simplesmente não podia dormir no carro em frente à minha casa. Seria desumano fazer aquilo.
— Podia ser Marte, eles tinham que se virar. O carro está na garantia. E eu não posso nem ao menos tentar achar um mecânico para ver o problema, ou vão alegar que a culpa foi minha. Eles não tem como mandar o guinho hoje, só na segunda — disse de forma triste e soltou o ar, pegando o copo. — Muito obrigado — agradeceu da água bebendo ela quase toda de uma só vez. — Eu não posso aceitar, . Você… Bem. Imagino que queira ficar sozinho, pelo que parece. — Olhou para os lados, vendo que só tinha eu na casa. — É muita gentileza sua, mas seria muito abuso meu aceitar. Você já foi ótimo me emprestando o telefone e me dando a água. Eu posso ligar para a minha mãe?
— Imaginei que não mandariam mesmo. Eles são uns escrotos, isso que são — comentei o que eles realmente eram, porque já tinha tido problemas com vários carros e sempre deixava nas mãos do pessoal que trabalhava pra mim resolver porque eu não tinha a mínima paciência. — Ah, deixa disso. Não vai ficar aqui e então vai ficar aonde? Não posso te deixar ficar lá fora hospedado na árvore como você mencionou. — Rolei meus olhos, sorrindo de leve para ele. — Liga para sua mãe sim, avisa que está bem e que tem lugar para ficar. Um lugar seguro. Só não comenta que é com o famoso que tem fãs malucos atrás, melhor não. — Sorri mais um pouco, dando uns passos para trás. Ele me olhou de forma agradecida e riu um pouquinho. — Vou te deixar falar com ela.
— Eles são um bando de sanguessugas! Querem só a porcaria do nosso dinheiro e foda-se o resto… Desculpe a forma de dizer — falou em seguida bufando ainda irritado. — Poxa, eu vi uma árvore ótima aqui perto, ela é grande e parece confortável, estava pensando em perguntar quanto era a diária. — Brincou, dando um sorriso largo. — Olha, só se realmente não for te incomodar, ok? Prometo que mal vai ver a minha cara, só vou vir atrás de você quando estiver com fome. — Então torceu o nariz. — Nossa, isso soou entrado, mas você entendeu. — Riu fraco em seguida negando com a cabeça. Soltei uma risada com aquilo. — Ok, não irei contar a ela que estou com o cara da TV. — Piscou um olho para mim, sorrindo de lado. — Muito obrigado pelo que está fazendo por mim. Serei eternamente grato por isso. — Sorriu fraquinho, me olhando agradecido.
— Tá tudo bem. Eles são tudo isso mesmo pra pior. Não tiro sua razão de estar puto da vida — respondi, fazendo uma careta. Ele concordou comigo. — Aquela árvore é bem cara, viu? Bem cinco estrelas — avisei como se fosse bem sério, segurando a risada. riu de um jeito engraçado. — Vai vir aqui só pra comer? Olha só o abuso. — Brinquei, estalando a língua no céu da boca, e ri nasalado. — Não há de quê. Fique à vontade, é o mínimo que posso fazer. — Sorri de volta para ele, deixando meus olhos ficarem nos seus por uns segundos. — Quando você terminar de falar com ela, vira nesse corredor atrás de mim e na última porta você vai achar a cozinha. Vou estar lá. — Dei um outro sorriso fechado para ele e então me afastei, seguindo para o corredor.
— Cinco estrelas? Vou ter que pegar um empréstimo, pois vai ficar caro até segunda. — Brincou, dando um sorriso mais largo, e acabou tirando um meu também. — Oras, se quiser a minha companhia, eu posso ver na minha agenda os meus horários livres. — riu um pouquinho com aquilo. — Certo, eu apareço lá se ela não me fizer chorar por não ter conseguido chegar para a festa de família.
— Acho melhor você aceitar a minha humilde residência, não precisa de empréstimo aqui — avisei, dando um sorriso sugestivo e ri em seguida. — Um dia eu sou o famoso que tem a agenda lotada e no outro tenho que aguardar a agenda livre para ter uma companhia. — Fiz um biquinho triste e frustrado como se falasse sério. — Vou separar lenços e um chá. Aparece sim.
— Olha, estou vendo que não vai ter jeito, vou ter que aceitar me hospedar em sua humilde residência — riu ao falar aquilo, negando com a cabeça. — Viu como as coisas são, o mundo dá voltas. — Sorriu um pouquinho e eu concordei, fazendo uma careta engraçada. — Muito obrigado, você é muito gentil. — Então me olhou por um momento com um sorriso doce nos lábios. Fazia um tempo que não via alguém sorrir daquela forma para mim.
— Sinto muito pelo seu sacrifício, a árvore é tão melhor — comentei em tom de lamentação, rindo fraco, e ele me acompanhou. — Quem disse que eu não vou cobrar tudo depois? — Brinquei, erguendo as sobrancelhas e segurando a risada. Ele fez cara de surpresa. — Brincadeiras à parte, mas não precisa agradecer. É realmente algo que qualquer pessoa decente faria. — Levantei os ombros, então finalmente o deixei para que pudesse falar com sua mãe.
— Já ia falar que tinha deixado a minha carteira no carro. — Apontou por cima de seu ombro e eu ri daquilo. — Então ainda bem que encontrei alguém gentil. — Deu um sorriso maior, então se virou para o telefone, já discando assim que o tirou do gancho.

***


Encarei a taça de vinho na minha frente e aquela mesa que, assim como a casa, era grande demais para mim. Muita comida também. Não lembrava em que parte da minha vida eu fui ensinado a ser exagerado dessa forma, mas eu era. Mordi minha bochecha internamente, ainda encarando a taça de vinho e meu prato vazio. Encostei meu rosto na minha mão, apoiando o cotovelo na mesa, e rolei meus olhos com toda aquela cena. Não estava na porra de um clipe musical. Então levantei, jogando o guardanapo em cima do meu prato, e saí pela porta dos fundos da cozinha que me levava diretamente ao jardim dos fundos, que tinha a piscina e a jacuzzi; passei por elas abotoando direito os botões da manga da minha camisa.
Parei bem na porta da frente da casa de hóspedes, pensando se era uma boa ideia chamar aquele cara que eu tinha literalmente acabado de conhecer para jantar. Caralho, eu odiava ser paranoico! Se o cara quisesse fazer algum mal para mim, já teria feito, ele teve todas as chances do mundo e a polícia só viria verificar meu corpo em alguns meses. Vai saber. Bufei com aquelas merdas de pensamentos e finalmente dei uns três toques na porta de madeira, me afastando um pouco logo em seguida.
Levou um tempo para ser aberta, mas depois de longos segundos, que provavelmente deveriam ter se tornado minutos, apareceu. Seu cabelo estava molhado e penteado para trás, e o cheiro de seu perfume tomou o ar no momento seguinte, e então ele sorriu abertamente. Ele vestia uma camisa estampada, que estava ligeiramente apertada em seu peito e braços, e um short amarelo, onde pude ver sua coxa tatuada. Pela primeira vez no dia eu reparei que ele era de fato muito bonito.
— Boa noite, vizinho — disse em tom de brincadeira. — Desculpe a demora, estava no banho. Está tudo bem? — perguntou unindo levemente as sobrancelhas, me olhando de forma preocupada.
— Boa noite, vizinho — respondi, abrindo um sorriso cordial enquanto passava meu polegar no meu maxilar. — Foi mal atrapalhar seu banho. — Fiz uma careta. — Mas vim te convidar para jantar. — Aquilo soou como um convite de encontro? Céus!
— Tudo bem. Eu já estava terminando. Mas devo dizer que a sua ducha é muito tentadora. Quase que fiquei lá por uma hora. A pressão da água é ótima! — comentou bem empolgado, apontando por cima de seu ombro. Ri fraco daquilo, deixando o riso se transformar em um sorriso. — Era sério o papo do jantar? Que comentou mais cedo? — ele parecia surpreso.
— É ótima mesmo. Entendo perfeitamente, geralmente fico por uma hora, porque é de fato relaxante — comentei, ainda com o sorriso fechado nos lábios. sorriu abertamente, concordando com a cabeça. — Era sim. Eu fiz bastante comida também, se você não aceitar não vai caber nem no lixo de tanta comida. — Fiz um biquinho, segurando o riso.
— Bem, acho que você está salvando meu estômago também. Porque eu pedi um iFood, mas negaram meu pedido alegando que estavam com muitos pedidos para serem atendidos, você sabe como é. Certamente é o pessoal hospedado nas árvores fazendo festa. — Estalou a língua no céu da boca e rolou os olhos.
— Ainda tentou o iFood depois do guincho? Gostei da sua esperança. — Brinquei, soltando uma risada mais alta agora. — Você gosta de comida mexicana?
— Claro! Eles falaram na TV que iFood entrega em todo o lugar. — Fez uma careta, e depois riu um pouco. — Vou processar. Propaganda enganosa. — Agora ele fingiu estar muito bravo. — Comida mexicana? Comi poucas vezes, mas eu não estou em condições de falar que não quero — riu daquilo, negando com a cabeça. — Eu só vou calçar um tênis — avisou, já dando uns passos para trás.
— Aproveita e processa a empresa do seu carro junto. Vai demorar uns bons anos, caso você vença ainda. — Esbocei outra careta, negando de leve com a cabeça. — Espero que goste, então. Mas, caso você não queira ou não goste, posso fazer outra coisa — sugeri, levantando um ombro. — Certo. Te espero na cozinha. Você lembra o caminho, não é?
— Ah, se eu conseguir sair daqui, vou processar mesmo. Imagina, me encontram depois de cinquenta anos e a manchete será: Homem encontrado no meio do nada alega ter pedido guincho após o carro ter quebrado, mas eles nunca vieram, então ele vive entre as árvores desde então. — Fez um gesto com as mãos, como se estivesse anunciando uma notícia de fatos estranhos, então ele riu de leve em seguida. Gargalhei daquilo, até mesmo jogando a cabeça para trás. Ele ficou me olhando com um sorriso nos lábios. — Não, que isso! De forma alguma. Vou comer o que você fizer. Imagina! Já estou te dando muito trabalho. — Deu um tapinha no ar, torcendo os lábios. — Bem, se eu me perder acho que você consegue me encontrar, parece que é bom nisso. — sorriu fraquinho e se afastou.
— Céus, eu estaria envolvido em outra manchete, então? Não, Deus, por favor! — implorei, olhando para o céu mesmo, mas voltei a rir. — Não está dando trabalho nenhum. Ninguém ia usar essa casa mesmo e eu gosto de cozinhar, não estou fazendo nada ultimamente e meu terapeuta disse que cozinhar é um dos melhores remédios. — Sorri de leve, achando engraçado mencionar a terapia, mas era a verdade. Gostava de testar receitas, eu era horrível na cozinha e até melhorei. — Achei mais um dom nesse tempo de férias… encontrar você. — Lambi de leve meus lábios, sorrindo e me afastando também.
— Com toda certeza que estaria nessa manchete. Seria a pessoa que tentou me salvar, mas infelizmente não conseguiu. — Agora seu sorriso ficou menor, e depois sumiu. — Seu terapeuta está certo. Cozinhar é ótimo mesmo. Então eu fico agradecido pelo convite e pela estada, se realmente não está te incomodando — agradeceu, deixando o seu sorriso voltar a ficar maior. — Gostei desse dom. — Ele piscou um olho para mim antes de se virar.
— Poxa, que triste isso. Não gostei. Podemos mudar o final disso, quando eu tiver que sair daqui eu te dou uma carona de volta para a cidade e nada de homem perdido na mata — falei com um tom mais esperançoso, rindo fraquinho em seguida. Isso o fez sorrir bem fraquinho de lado e concordar com a cabeça. — De nada, não está mesmo. — Repeti o que havia dito, deixando o sorriso crescer.
Então me virei também, voltando pelo mesmo caminho e lembrando de acender as luzes daquele jardim e da piscina também. Deixei a porta aberta da cozinha também para ele poder entrar, e fui pegar um prato e talheres para ele também, também uma taça. Mas acabei fazendo uma careta porque o vinho não combinava com comida mexicana. Fui até o barzinho que ficava no outro cômodo, pegando uma das garrafas de José Cuervo que estava fechada, voltando para a cozinha, deixando a garrafa separada com os copinhos de doses, e cortei alguns limões também, o deixando junto com o sal.
está tentando me embebedar? — ouvi a voz de ecoar, em seguida de uma pequena risada sua.
— Com uma inocente tequila? — me fingi ofendido, olhando para ele agora. — Só lembrei que vinho não combinava em nada com as especialidades mexicanas. Seria a maior desonra do mundo — comentei, dando uma risada.
— Inocente até a terceira dose, né? Depois disso, nem um padre é mais inocente. — Brincou dando uma risada, a qual acompanhei. — Eu não me importo de combinar bebida com comida, desde que ambos sejam bons, que mal tem?
— Não posso discordar. Mas é a partir da terceira que ela fica realmente deliciosa — comentei, estalando a língua no céu da boca. — Você pode escolher entre o vinho, a tequila ou alguma outra que deseja, então. Fique à vontade, — disse de forma gentil, apontando as bebidas.
— E é aí que mora o perigo todo. — Ele negou de novo com a cabeça, rindo nasalado. — Pode ser vinho, mas podemos tomar antes uma dose de tequila. Será que vai ter problema se misturar? Nunca tomei os dois juntos.
— E que mal tem um pouco de perigo? — ergui as sobrancelhas, rindo fraquinho em seguida. — Misturar? Não faz isso com seu estômago ou amanhã você não sai da cama ou do banheiro. É sério. — Fiz uma careta com isso, mas depois fiz um gesto para ele se sentar.
— Você gosta do perigo, né? Estou vendo isso — disse de forma divertida com um sorriso nos lábios. — Ok… — ele olhou para a tequila, e depois para o vinho, mordendo seu lábio inferior. — Por que você está me fazendo escolher, ? — perguntou em um tom de sofrimento e eu ri daquilo.
— Já gostei mais. Hoje prefiro o que é seguro — falei a verdade agora, sem brincadeiras. — Não estou fazendo nada! — me defendi, rindo ainda mais, e então eu mesmo enchi um copinho com a tequila, virando logo em seguida, e depois chupei o limão que molhei levemente no sal. ergueu as sobrancelhas me olhando fazer aquilo. — Não é por nada não, mas a tequila está ótima — comentei, lambendo meus lábios, e então me sentei à mesa, pegando um nacho e passando um pouco de guacamole.
— Seguro é bom — disse mais baixo, me olhando de forma calma agora. Assenti com a cabeça. — Ótima? Queimou bastante? — perguntou rindo, então se sentou à mesa, na minha frente. — Quando tomei tequila, eu fiz o contrário. Claramente passei vergonha e ninguém me avisou — comentou e encheu um copinho com a bebida. — Se eu passar mal vou te chamar para segurar meu cabelo — riu dando aquele aviso.
— Queimou só um tiquinho — respondi em um tom divertido, comendo o nacho que tinha pegado e até que tinha ficado bom, não o melhor que comi, mas estava bom. riu fraco, e assentiu. — Ah, eu nunca lembro a ordem certa, sabia? Mas eu acho que o gosto do limão com sal alivia a ardência que fica na garganta e o gosto se mistura. — Ergui um ombro, me levantando novamente e deixando uma jarra de água na mesa. — Passar mal com a tequila ou com o vinho? — perguntei, achando engraçado.
— Então, quando chupo o limão com sal antes ele não deixa a tequila queimar tanto quando desce, mas o gosto dela some um pouco. — Fez uma careta, então fez que nem eu havia feito, e a careta que soltou depois foi engraçada, me fazendo rir. — Você disse que só tinha queimado um tiquinho, ! — disse pegando a água e tomando umas boas goladas. — A tequila, óbviamente.
— Não lembro de como fica o sabor quando tomo antes, mas claramente depois da terceira dose, você nem se importa com limão ou o sal. Vai ela pura mesmo — ri daquilo, mordendo o canto da minha boca. — Queimou muito? — fiz um biquinho, segurando a risada. — Não vai passar mal se tomar apenas ela. Só não esquece de comer, daí ela não sobe — alertei, sorrindo para ele e então peguei um taco recheado com carne.
— Depois da terceira você só quer virar o balde — disse, rindo um pouco mais agora. — Você é um sonso. Já te falaram isso? — perguntou, bebendo mais água agora. — Ok, comer. — Ele olhou para a mesa, parecendo escolher o que comer, então pegou uma coxinha de frango frita com molho, dando uma mordida e suspirando em seguida. — Que gostoso, . — Sorri abertamente com aquilo.
— Exatamente. — Concordei, soltando outra risada. — Sonso? Olha só para isso, já me chamando de sonso. Você merecia um molho na cara por isso, hein — ameacei, estreitando meus olhos na direção dele, e deixei um sorriso aparecer logo em seguida. Ele arregalou os olhos como se eu fosse mesmo jogar. — Fico feliz que tenha gostado. O taco com carne está muito bom também, se você gosta de coisas apimentadas — comentei, dando mais uma mordida, e o sabor apimentado misturado com o da tequila ficou sensacional mesmo, tirando o fato de que aquilo daria um calor da porra também.
— Desculpa, eu não deveria falar assim com alguém famoso, mas é que… Enfim, retiro o que disse — se desculpou rapidamente tomando mais um pouco de água. — Vou provar. Eu gosto de coisas apimentadas. — Sorriu fraquinho, acabando de comer sua coxinha de frango.
— Ah, para com isso. Shiu! — joguei meu guardanapo nele, rolando meus olhos. apenas concordou com a cabeça. — Estava brincando. — Decidi me explicar, então desviei meus olhos dele, olhando para o que comia. Estava sendo tão péssimo assim com as pessoas que nem conseguia mais brincar? Deus do céu, realmente eu precisava de terapia. — Ótimo, eu caprichei na pimenta em quase tudo daqui — avisei, apontando para as comidas, e decidi beber um pouco de água também.
— Tudo bem. — Sorriu fechado. — É que você é uma pessoa importante, eu deveria te tratar diferente, e eu te faltei com respeito, talvez até mesmo forçando uma intimidade que não me deu. Realmente me desculpe por isso — pediu mais uma vez, dando mais um sorriso, esse menor que o outro. Parei de comer e o olhei mais sério. — Acho que uma jarra de água vai ser pouco para nós — comentou, rindo nasalado e pegando o taco como eu tinha recomendado assim que terminou de comer.
— Você não forçou nada, estava apenas brincando e eu devolvi a brincadeira. Não é porque eu apareço na TV que eu sou diferente de você ou de outra pessoa. Sou apenas mais um ser humano com problemas como todo mundo, contas a pagar, que fica resfriado mais vezes do que o comum e gasta dinheiro com vitaminas. Não me trata diferente, por favor, ou eu realmente vou ficar chateado — pedi, ainda o olhando sério. Depois de tudo que tinha me acontecido ser tratado como um ídolo era o que eu menos queria. — Ah, depois encho com mais. Tem água com gás na geladeira também. — Lembrei, dando um sorriso e pegando um pouco de chili com carne.
— Está bem. Não quero que se chateie. Eu realmente não faço ideia de como tratar alguém famoso, e eu sou um pouco transparente. Acho que já percebeu, então seria realmente um pouco complicado para mim te tratar de outra forma, mas eu tentaria se preferisse. — Ele me olhou de uma forma gentil, sorrindo da mesma forma. — Água com gás? Gosto — riu um pouco e deu uma mordida no taco, e acabou se sujando um pouco com aquilo, lhe tirando um riso divertido. — Eu sou um desastre! Não olha! — pediu enquanto tentava se limpar e eu sorri abertamente, achando até mesmo fofo.
— Finja que eu não sou famoso, pode ser? Porque é o que eu vim tentar fazer aqui nesse fim de mundo, entende? Árvores não me pedem autógrafo, não me agarram, e principalmente não invadem minha privacidade — comentei baixinho, respirando fundo. — Alguém tomando um banho com o molho do taco! Nunca vi alguém comer um taco assim, primeira vez. Fica melhor? — perguntei zoando e rindo um pouco, tampando meus olhos com a mão livre, mas com um vão entre os dedos para espiar.
— Ok. Sem autógrafos, agarramentos e invadir sua privacidade. Mas fotos nossas estão liberadas? — perguntou em um tom divertido, sorrindo para mim. — Para, ! — soltou e suas bochechas ficaram um pouco vermelhas, ele ainda tentava limpar a bagunça que o molho tinha feito. Acabei gargalhando um pouco.
— Vou pensar no seu caso — respondi no mesmo tom divertido, piscando um olho. — O que eu estou fazendo? — fingi inocência, segurando a risada ou pelo menos tentando, e então me levantei, pegando um dos outros guardanapos de pano, o molhando um pouco na pia, e me aproximei dele. — Tenta limpar sua camisa com isso. — me olhou e depois encarou o guardanapo, o pegando com calma da minha mão, e tentou limpar sua camisa. Sorri fechado, assistindo aquilo de perto até me voltar para minha cadeira.
— Pensa com carinho, porque eu tenho que provar para as pessoas quando eu contar que passei o final de semana na sua casa. — Brincou, rindo um pouco e balançando a mão no ar. — Está me zoando — resmungou, fazendo um biquinho. — Obrigado — agradeceu, se focando em limpar a bagunça que tinha feito. — Droga, acho que vai manchar. Eu gostava dessa camisa. — Suspirou, chateado.
— Quem sabe depois da segunda dose de tequila eu aceito uma selfie. — Brinquei, rindo agora. — Longe de mim zoar você! — imitei seu biquinho, fazendo uma expressão inocente. me olhou com os olhos levemente estreitados. — Não vai manchar não. Você se importa de tirar? Posso colocar para lavar agora mesmo que a mancha sai — ofereci. Então ele ficou me olhando por alguns segundos.
— Relaxa. Não quero fotos, nenhuma delas vai ser melhor do que está fazendo por mim, e pode ter certeza que essa lembrança nunca vai ser apagada da minha memória. — abriu um sorriso largo bem gentil e agradecido. Aquilo me fez sorrir abertamente porque tinha sido bom de se ouvir. — Er… Tirar a camisa agora? Digo, jantar sem camisa. Não, é… Enfim. Está bem. — Ele tirou a camisa e me entregou, passando a mão em seu cabelo depois, o arrumando quando alguns fios se soltaram.
— Concordo, as pessoas tiram tantas fotos que esquecem de viver os momentos. Fico feliz que você terá uma boa lembrança minha — disse com sinceridade, deixando o sorriso ficar em meus lábios. — Você não precisa ficar sem camisa o jantar inteiro. Se quiser ir vestir outra, não tem problema, ou posso te emprestar algo também — comentei, passando meus olhos por ele inteiro rapidamente antes de pegar sua camisa. — Já volto — avisei, correndo para a lavanderia, colocando sua camisa em uma das máquinas com um pouco de tira-manchas, e coloquei para bater, voltando para a cozinha minutos depois.
— Com certeza será uma das melhores. Poucas pessoas são gentis que nem você, e eu serei eternamente grato pelo que está fazendo. — Continuou me olhando com um sorriso largo. — Eu já estou abusando demais de você, . Vai lavar minha camisa e agora quer me emprestar uma sua? De forma alguma. Irei pegar outra — disse, levantando rapidamente. — Já volto também. — Então saiu pela outra porta.
— É só o mínimo que posso fazer, sério. — Abanei a mão no ar, sorrindo abertamente também. Ele não falou nada, apenas sorriu. — Não está abusando em nada, sério. Só vou colocar a camisa e a máquina que vai lavar, poxa — comentei, rindo nasalado, e assenti com a cabeça com ele indo pegar outra camisa para si. E, quando retornei à cozinha, voltei a me sentar, dessa vez desabotoando as mangas da minha camisa e as dobrando, voltando a comer o chili com carne.
— Estou te dando trabalho. — Torceu o nariz e eu neguei de novo com a cabeça. demorou um pouco para voltar, mas apareceu com uma camisa de botões, e ela estava aberta até a altura de sua barriga. — Demorei muito? — perguntou, se sentando um pouco sem graça à mesa.
— Não demorou não — respondi, mordendo de leve meu lábio inferior enquanto o olhava. — Gostei da camisa — comentei, descendo meus olhos por ele mais uma vez até voltar para seus olhos. — Quer um babador agora? — brinquei, soltando uma risada.
— Ah. — Olhou para si mesmo. — Obrigado — agradeceu, dando um sorriso sem graça. — Quero. — O vi segurando o riso e me olhando. — Pelo menos se eu babar vai cair no meu peito, vai ficar mais fácil de limpar. — Desci meus olhos de novo para sua pele exposta e balancei a cabeça em concordância.
— De nada — respondi, lambendo de leve meus lábios. — Só cuidado com os pratos quentes, porque daí vai queimar sua pele — comentei, agora subindo de novo meus olhos até seu rosto. — Quer um segundo round da tequila? — ergui a sobrancelha, sugestivo.
— Certo. Vou tomar. — Sorriu, balançando a cabeça e me olhando. — Aceito. Estou precisando.
Dei um sorriso para ele e então enchi os dois copinhos de novo, estendendo um para ele e fazendo o mesmo que eu havia feito a primeira vez, dessa vez sugando um pouco mais do limão, e senti meu corpo esquentar ainda mais com aquela dose que se misturou com o sabor apimentado que estava em minha boca. me acompanhou, fazendo a careta igual a de antes. Deixei o copinho em cima da mesa e sequei meus lábios com meu guardanapo, o jogando de volta no meu colo, e peguei outro taco, suspirando pelo sabor ter ficado ainda melhor. Isso fez com que me olhasse de forma curiosa.
— A ardência não melhorou agora? — questionei em um tom leve.
— Agora tudo queima como o inferno — comentou, dando um pequeno riso e bebendo água.
— Não é assim que é bom? — ergui as sobrancelhas, mordendo meu lábio ao segurar o riso.
— Prefiro queimar de outra forma. — Abanou sua mão na altura de seu pescoço, sua pele realmente estava ficando vermelha. — Mas o taco está delicioso.
— Hmmm, da outra forma é bom também — comentei mais baixo, sorrindo de canto e dando mais uma mordida no taco. não falou nada, apenas me lançou um olhar, encarando meu sorriso, e depois seu olhar desceu um pouco mais, porém desviou logo. Mordi de leve meu lábio com aquilo e desviei meus olhos também. — Muito delicioso. — Suspirei de novo, fechando meus olhos e sentindo meus olhos se revirarem até.
— Muito mesmo — comentou mais baixo.
— Quer mais água? — ofereci, enchendo meu copo e voltando olhar para ele.
— Aceito. — Segurou seu copo e o estendeu em minha direção, sem tirar os olhos de mim.
Deixei meus olhos nos dele também por alguns instantes, então desci por ele de novo até olhar para a água sendo derramada em seu copo. Sorri de canto para ele quando fui me afastar, me sentando de novo e encostando minhas costas na cadeira, voltando meus olhos até ele, dessa vez o encarando. levou o copo até seus lábios, tomando a água lentamente sem desviar os olhos, até que os fechou dando um longo suspiro, quase acabando de beber tudo, voltando a abrir seus olhos e me encarando novamente.
— Obrigado, . — Sua voz saiu mais baixa agora, e até mesmo com um leve tom rasgado. Não podia negar que tinha sido gostoso de ouvir.
— De nada, . — Umedeci meus lábios e deixei o sorriso voltar para o canto deles.

[...]


Não esperava que a comida mexicana com a tequila fosse me dar tanto calor que nem um banho para dormir adiantou. Obviamente que estava culpando apenas o jantar. Não deveria ficar reparando naquele rapaz daquela forma quando estava sendo gentil com ele. Mas não podia negar que ele era mesmo… Enfim, um banho gelado de piscina com certeza diminuiria a temperatura do meu corpo. Levantei da cama, saindo do quarto e apenas pegando uma toalha pelo caminho enquanto descia as escadas rapidamente. Fui direto para a saída da cozinha, olhando a casa de hóspedes primeiro e a vendo apagada, aquilo me fez respirar mais tranquilamente. Ele estava dormindo. Ótimo.
Deixei a toalha na mesa perto da porta mesmo e caminhei até a piscina, tirando as peças de roupas que usava, pensando em mergulhar de cueca, mas claro que a tequila queimando meu sangue me fez tirar até mesmo essa última peça. Então apenas mergulhei, sentindo como meu corpo quente se arrepiou intensamente com o choque daquela água gelada, mas foi deliciosa a sensação. Nadei submerso mesmo até o outro lado e submergi na outra ponta, puxando meu cabelo todo para trás. Sorri aliviado pela água estar fria, mas estranhamente gostosa mesmo. Virei meu corpo e continuei nadando para o outro lado, tentando não fazer tanto barulho assim, porque aquilo poderia acordá-lo.
Depois de nadar um pouco mais, tive a brilhante ideia de sair da piscina para pegar água com gás e limão. Então sai da piscina primeiro e mordi meu lábio, procurando a toalha. Caralho, , por que deixar a toalha lá na puta que pariu? Que inferno! Aquilo me fez bufar e rolar meus olhos, dando alguns passos em direção à entrada da cozinha, mas parei dando de cara com . Ele arregalou os olhos quando me viu, e seu olhar desceu por todo o meu corpo. Ótimo! Belíssima ideia nadar pelado com visitas, e agora tentar tampar minhas partes seria ainda mais constrangedor. Suas sobrancelhas se ergueram.
— Nossa, parabéns — comentou baixinho e eu uni minhas sobrancelhas agora.
— Tá me parabenizando pelo meu pau? — questionei, achando engraçado, e até mesmo ri um pouco por isso.
— E não deveria? — o olhar de não tinha subido ainda.
— Ora, ora, tá gostando mesmo de ficar olhando. — Estalei os dedos na frente do rosto dele, sorrindo de canto. Isso o fez subir o olhar lentamente até encontrar os meus.
— Não sou eu quem está nu e molhado aqui. Não era para olhar? — questionou, unindo as sobrancelhas.
— Não seja por isso, poxa. Pode me acompanhar na piscina, se quiser. — Levantei um ombro, apontando com a cabeça para a piscina. — E eu não disse que não era pra olhar — sussurrei como se fosse um segredo.
— Posso te acompanhar, mas não sei se vou entrar — respondeu parecendo indeciso, então seu olhar voltou a descer pelo meu corpo depois do que falei.
— Uma pena para você. — Estalei a língua no céu da boca, e voltei para a piscina. Podia sentir os olhos de queimarem em meu corpo, e ele não falou nada. — Você pode pegar água para mim e a minha toalha, por favor? — pedi, me lembrando que era aquilo que eu iria fazer, mas agora já estava mergulhando de volta na água.
— Claro, — respondeu mais baixo, e logo voltou com a toalha e a água, colocando ambas na mesa que tinha ali fora. — Está gostosa? — ergueu de leve o queixo em direção à piscina.
— Obrigado, . — Sorri de leve, e então apontei para a água na mesa, estendendo meu braço e fazendo uma cara de pidão para ele me entregar. Ele pegou a garrafa e se abaixou na beira da piscina, estendendo a água em minha direção, mas ergueu um pouco sua mão, não deixando que a pegasse, dando um sorrisinho de lado. — Ei! — joguei um pouco de água nele por isso, rindo. Ele abriu a boca, chocado, e ergueu suas sobrancelhas. — Deliciosa — respondi, passando novamente meus dedos nos meus fios, puxando tudo para trás.
— Agora você vai ter que pegar! — rebateu por tê-lo molhado e ergueu um pouco mais a mão, deixando a garrafa fora de alcance. Estreitei meus olhos na direção dele. — Parece mesmo, bem deliciosa.
— Vai me fazer sair da água mesmo? — perguntei em tom de ameaça mesmo, mordendo minha língua para não rir.
Ele deu de ombros e eu realmente saí da água agora, vendo seus olhos descendo pelo meu corpo molhado. Então me aproximei dele, em passos lentos, deixando um sorriso pequeno brilhar no canto dos meus lábios. se virou, escondendo a garrafa atrás de seu corpo, sorrindo igualmente. Neguei de leve com a cabeça, me aproximando mais e deixando meus olhos certeiros nos seus, até que eles começaram a cair por seu corpo enquanto eu ainda me aproximava mais, como se fosse atacar a qualquer instante. Ele inclinava seu corpo para trás, se sentando na beira da piscina, protegendo a garrafa de mim, para que não a pegasse, como se fosse deitar em cima dela para isso. Ri fraco daquilo, e então dei uns passos para trás e depois para o lado, pegando a toalha em cima da mesa, me secando e a enrolando na minha cintura, vendo que me seguia com o olhar. Voltei a me aproximar dele, sentando ao seu lado e entendi a mão, pedindo a água. olhou para minha mão, e depois me encarou.
— E se eu não der? — perguntou, deixando seus dentes passarem pelo seu lábio inferior.
— Eu te jogo na piscina — respondi, soltando uma risada e começando a empurrá-lo mesmo para a piscina, que estava mais próxima dele do que de mim.
… — soltou em tom de aviso para não fazer aquilo.
— A água, — pedi mais uma vez, estendendo a mão de novo. Encarou minha mão, e a segurou com a sua livre.
— Não — respondeu mordendo a pontinha de sua língua que nem uma criança travessa.
Então voltei a usar minha força para empurrá-lo na piscina, até mesmo virando meu corpo para empurrá-lo até mesmo com os pés, afinal, ele estava na beirinha mesmo, mas com a mão que segurava a minha, me puxou para dentro junto. Dei risada dentro d’água mesmo, sentindo a toalha soltar, e, quando voltei a superfície, joguei água na cara dele, que ria daquilo e jogou a água de volta em meu rosto, fazendo eu virá-lo.
— Molhou minha toalha, peste! — joguei mais, fazendo mais pressão na minha mão.
— E você me molhou todo! — rebateu, jogando mais água de volta. — E perdeu sua garrafa. — Mostrou a língua agora.
— Perdi nada, tá lacrada. Cadê ela? — então realmente me aproximei dele, segurando seus braços agora.
— Sumiu. Ops. — Deu de ombros, rindo daquilo, mas suas mãos estavam para trás.
— Deixa eu ver suas mãos, mágico.
Então tentei rodear seu corpo para tentar ver o que tinha atrás dele, mas não deixou. Desci minhas mãos de seus braços então até seus pulsos, deixando meu peito mais colado no dele, e tentei trazer seus braços para frente. Seu olhar desceu pelo meu rosto e o vi encarar meus lábios.
— Não tem nada nas minhas mãos. — Rebateu, tentando escondê-las mais de mim, e eu o olhei com um olhar debochado. Ah, tá bom! — Você quer mesmo sua água… — sussurrou.
Nossos rostos estavam bem próximos agora e aquilo me fez apertar seus pulsos, e dessa vez os meus olhos me traíram e desceram para seus lábios. Sentia como sua respiração estava pesada naquele momento.
— Uhum… — respondi com a voz mais rouca e baixinha, unindo levemente minhas sobrancelhas, e, quando fui subir meus olhos para os seus, deixei meu nariz passar pelo dele.
— Pode pegar, — falou bem baixo, entreabrindo seus lábios de leve e deixando seu ar pesado bater contra o meu, a ponta de seu nariz passou pelo meu de volta.
Balancei a cabeça afirmativamente, prendendo meu ar e soltando aos poucos seus pulsos, deslizando meus dedos suavemente pelos seus braços até tocar sua cintura, onde a segurei com mais vontade e o empurrei contra a borda da piscina, entre meu corpo, que se colou no dele no instante seguinte, o fazendo perder um pouco seu ar pela forma que o soltou. Encarei seus olhos mais uma vez e deixei meus lábios se encostarem nos seus, querendo realmente beijá-lo naquele instante. uniu de leve as sobrancelhas, fechando seus olhos, passando de leve seus lábios nos meus. Fechei os meus também e entreabri minha boca, mas, quando fui tocar seus lábios com minha língua, ouvi o alarme da casa tocar. Isso nos assustou e eu acabei rindo alto por causa do susto, me afastando dele e nadando até a borda rapidamente, sem conseguir parar de rir.
— A tequila me fez esquecer de desativar essa merda! — avisei, saindo da água e pegando a toalha molhada mesmo que estava flutuando perto da borda. — Você não está tendo um infarto, né? — perguntei, olhando por cima do meu ombro, enrolando a toalha molhada na cintura mesmo.
— Está tão óbvio assim? — perguntou, e ele realmente parecia não estar muito bem com o susto que levou.
— Fica calmo. Vou trazer água com açúcar para você. Peço perdão também por causa do alarme, eu realmente esqueci de desativar e ele apita quando uma porta está aberta — comentei agora mais preocupado, dando passos em direção à casa.
— Relaxa. Eu vou entrar. Não precisa da água — disse saindo da piscina, se impulsionando para cima na borda. — Boa noite, — desejou, passando a mão em seu cabelo molhado e empurrando-o para trás.
— Boa noite, — desejei de volta, mordendo de leve o canto da minha boca, e apenas esperei ele entrar para voltar pra dentro. — O quão surtado eu seria por quebrar a porra daquele alarme agora? — questionei o universo, rolando meus olhos, também frustrado por aquele baita empata.


Continua...



Nota das autoras: Sem nota.





Nota da beta: Veio aí o comentário, finalmente!! Mano, vamo lá, o que que foi isso???? HAHAHAHAHA Eu to morrendo de medo desse , nunca mais vou deixar minha webcam sem adesivo KKKKKK. E esse segundo capítulo, senhor, eu gostei muito de ver a perspectiva do , confuso, se sentindo observado, sem saber nada do que tá acontecendo. E esse super ator, meu Deus, a cara nem treme!! Não vou mentir que adorei (eu aqui já caindo na lábia do ator também), mas tem que melhorar essa obsessão kkkkkkk. Tô muito curiosa pra saber o que tá passando na cabeça dele agora KKKKK e com medo do que ele tá planejando sos.

Qualquer erro no layout dessa fanfic, notifique-me somente por e-mail.



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