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Última atualização: 22/05/2021
Music Video: Dirty Mind - Boy Epic

Parte I

Eu podia dizer com segurança que estava acostumado a ter uma vida agitada. Desde muito cedo, tinha descoberto que uma das coisas que mais me motivavam era ter milhares de coisas para fazer e uma mente repleta de peças que eu precisava encaixar para que tudo funcionasse.
Trabalhar para a Scotland Yard havia caído como uma luva. Naquele lugar, eram raros os dias nos quais eu poderia afirmar que estava entediado. A ideia de que a qualquer momento Samuel Berkowitz poderia vir com o seu costumeiro sorriso zombeteiro para me convocar à resolução de mais um caso com o restante da nossa equipe era uma das coisas que me faziam considerar o dia ganho, por mais que Sam às vezes fosse um tremendo pé no saco e não perdesse uma oportunidade de zoar com a minha cara. A outra coisa era a sensação de dever cumprido que eu tinha toda vez que conseguia solucionar o que vinha às minhas mãos.
No entanto, ao contrário da habitual agitação diária, naquela tarde as coisas em nosso departamento estavam calmas até demais, eu não tinha nem um mísero relatório para preencher e pela primeira vez quase dormi enquanto lia um artigo sobre criptomoedas. Aquele tipo de assunto costumava me deixar sempre muito agitado e pensar nisso me fez franzir o cenho, imaginando se todo o meu tédio não era resultado da falta de cafeína no meu sistema. Eu tinha saído atrasado de casa porque minha irmã, Kalina, resolveu ficar trancada no banheiro por duas horas inteiras, então o resultado foi uma saída intempestiva, com direito a várias reviradas de olhos enquanto ela simplesmente ria da minha cara.
Nunca more com seus irmãos, ainda mais se você tiver uma irmã gêmea que desconhece a palavra limites.
Levantei para buscar um café e enquanto enchia uma xícara, percebi um burburinho que descobri vir das mesas onde estavam Sam, Kalina e Lestrade. Estreitei meus olhos para aquilo, então dei um gole no meu café e dei alguns passos na direção deles.
— O que é que vocês estão aprontando agora? — Questionei com um falso tédio na voz.
— Depois eu que sou o fofoqueiro, né? — Sam deu risada da minha cara e eu revirei os olhos.
— Só fala logo o que é — bufei, vendo que Berkowitz abria a boca para me responder, mas logo foi interrompido por Kalina.
— Se você olhasse o seu celular, ia saber o que é, irmãozinho — o tom de ironia dela fez com que eu torcesse a boca para ela, então cacei o aparelho no bolso traseiro da calça, acendendo o visor de uma vez. Eu era terrivelmente curioso, mas jamais admitiria aquilo para aqueles três.
— Ah, você não fez isso, Berkowitz — resmunguei, voltando a ficar entediado. — Outro grupo? Pra quê?
— Presta atenção, meu bem — Kali disse com um sorrisinho nos lábios.
— Ele criou pra nos apresentar a Clare — Lestrade completou, me lançando um olhar significativo e automaticamente eu abri um sorriso de canto.
— Ah foi? Tá rendido mesmo, hein? Faço questão de conhecer ela mesmo. — Já fui procurar os membros do grupo, notando que tinha bem mais gente do que eu esperava e rapidamente digitei a mensagem “Ah, pronto. Criou o grupo para eu contar teus podres?” porque ainda não conseguia acreditar na cara de pau dele.
— Calem a boca, vocês. — Sam deu risada. — Isso se chama networking, nunca ouviram falar, não? Esse grupo aí vai facilitar para mantermos contato com a equipe da Clare e com o pessoal de Baltimore — explicou em um tom mais sério e eu quase acreditei nele.
— Não sabia que tinha mudado de nome — zoei com ele.
— Essa não colou, Sam, a gente te conhece. — Kali riu.
— De qualquer forma, eu vou sair. Vocês sabem que não tenho paciência para grupos. — Dei de ombros, começando a caminhar de volta para a minha mesa.
— Porque é um chato, né — minha irmã resmungou.
— Eu tenho mais o que fazer, sabe? Não sou desocupado feito vocês, não. — Dei risada porque sabia que não era bem verdade.
— Se você sair, eu te coloco de volta — Samuel imitou meu gesto, dando de ombros também e fazendo com que eu revirasse meus olhos outra vez.
— Não vive sem mim, obviamente. — Sentei em minha cadeira, colocando a xícara quase pela metade em cima da mesa.
— Não mesmo. Você é o amorzão da minha vida. Uma pena que nunca aceita o meu convite pra jantar. — Gargalhei daquilo, agradecendo mentalmente que eu tinha largado o café ou ia me sujar todo.
Depois daquilo nós conversamos sobre mais algumas besteiras e de repente cada um foi se dispersando. Resolvi tentar ler mais um pouco do meu artigo, mas de novo não consegui me concentrar porque pelo jeito que os três trocavam risinhos só podiam estar falando merda no tal grupo novo.
Mais uma vez, a curiosidade me venceu e quando abri as mensagens, juro que desejei não ter feito.

Clare Dixon: Pobre nada. Não cai na dele, Kalina.
Kalina : Eu não nego que é tentador kkk.
Samuel Berkowitz: Eita porra.
kkk.
Jamie Price: Você é muito mandona, já te disseram isso, Dixon?
Garanto que de perto sou mais, Kalina.
Vai se foder, Reed!
Dylan Reed: Com muito prazer, Jamie.
Clare Dixon: Já falaram sim, mas de um jeito muito mais agradável.
Samuel Berkowitz: Ela é mandona mesmo.
Muito mandona.
Clare Dixon: Eu sou mesmo!
E você nunca reclamou, babe.
Dylan Reed: Por isso eu amo a Clare!
Não tem nem como reclamar de ser mandado por uma mulher como você, Dixon.
Kalina : Garante, é? Vou querer conferir
Jamie Price: Pode vir, estou esperando ansiosamente.
Não estava exatamente surpreso com o teor das conversas justamente pela forma como eles se entreolhavam, mas não era lá muito legal ver a irmã flertando descaradamente. Não era ciúmes nem nada, eu só ficava desconfortável pra caralho, então me limitei a mandar um emoji revirando meus olhos. Obviamente aquilo não passou despercebido por eles, que zoaram da minha cara e triplicaram a sacanagem nas conversas.
Ignorei um pouco do que eles falavam e fui olhar mais atentamente as pessoas que estavam naquele grupo. Eu só conhecia minha própria equipe e Clare Dixon porque o Sam realmente não parava de falar da mulher desde que tinha voltado daquela conferência na Califórnia.
Sinceramente? Eu zoava com ele até não poder mais, mas não o culpava. A mulher era linda e era bem notável que tinha uma conexão entre aqueles dois, por mais que estivessem trocando mensagens há quilômetros de distância um do outro.
Reconheci Dawson Burton da equipe de Baltimore porque o cara era bem conhecido no nosso meio e deduzi que o restante além dele devia ser os Mindhunters. Meus olhos pararam momentaneamente na foto de uma das mulheres e puta merda, por um momento eu até quis ir pra Baltimore, por mais que ela provavelmente fosse muita areia pra mim.
Kramer.
O nome dela saltou aos meus olhos e eu oscilei entre o celular e a tela do computador, subitamente interessado em saber mais sobre aquela mulher.
Digitei seu nome na busca e comecei a ler os resultados que apareciam, tomando um certo cuidado para não ser visto por qualquer um de meus colegas de trabalho ou seria infinitamente zoado também.
A cada linha que eu lia sobre ela, ficava mais impressionado. Kramer comandava a equipe dos Mindhunters e tinha um histórico impecável, tendo capturado vários criminosos de alta periculosidade. Ela era simplesmente implacável e aquilo me deixou completamente hipnotizado por .
O que era bem idiota, já que não havia a menor possibilidade de uma mulher como ela querer qualquer coisa que fosse comigo.
Fiz uma careta, fechando as guias de busca, então voltei a atenção para o meu celular, abrindo o grupo porque por mais que eu estivesse concentrado lendo, conseguia ouvir as risadinhas que Sam trocava com Kalina e Lestrade. Com certeza estavam falando mais um monte de sacanagens.
O que eu constatei assim que abri a conversa.
Eles não tinham nada para fazer não?
Mais um pouco e saíam transando por mensagens.
Não que isso fosse realmente algo que me incomodasse, mas, bem, minha irmã ainda estava no meio da conversa.
Urgh.

: Vão pro privado, caralho.
kkkkk.
Enviei a mensagem, contendo o riso e sentindo os olhares deles na minha direção.

Clare Dixon: SAMUEL! KKKKKKKKKKKKK
Calma, zinho. A gente nem começou ainda.
A não ser que você também esteja querendo uns tapas.
Maze Griffin: está muito nervoso.
Relaxa, querido.
Vem cá.
Kramer: Também acho, Maze. Talvez o Sam devesse trazer ele para Baltimore para relaxar com a gente. O que me diz, Samuel?
Arregalei meus olhos ao ver aquela mensagem, então os pisquei rapidamente, como se assim pudesse ler melhor o nome de quem havia escrito.
Espera, estava falando aquilo mesmo?
Porra, era sério?
Tá certo, , não é hora de ficar surtando que nem um adolescente.

Kalina : Por favor, façam esse garoto transar.
Não aguento mais o mau humor.
Kramer: Vai ser um prazer, Kalina.
Ah, ele vai sair daqui calminho… Com o humor nas nuvens.
Maze Griffin: Vamos cuidar dele pessoalmente.
Caralho. Aquilo era mesmo real?

: 👀
Mandei aquilo porque eu não sabia mesmo o que responder, ainda não conseguia acreditar.

Naomi Stoner: Eu vou adorar participar disso!
: Três?
Athos Hurtley: Não se preocupe, . Você está em ótimas mãos.
Kramer: Sim, para fazer tudo que quiser.
Puta merda.
Como não parecer mesmo um adolescente depois daquilo? A ideia de fazer tudo o que quisesse com aquela mulher era simplesmente deliciosa e só de pensar naquilo eu até senti que suava frio.

: 😳
Fiquei até nervoso.
Clare Dixon: Vai sonhando, Reed.
Eu ainda estava completamente embasbacado com o fato de não apenas ela estar falando comigo, mas ter flertado no grupo. Achava que depois daquilo nada me surpreenderia mais.
Até ver uma janela no privado com o nome de subir.

Kramer: Não precisa ficar nervoso, lindinho. Vou cuidar... Digo, nós vamos cuidar muito bem de você 😏.


Continua...



Nota da autora: Olha que delícia mais um crossover entre nossas fics! Essa traz dois personagens que nós duas jamais imaginávamos que fossem se envolver, mas eles criaram vida própria e ditaram os próprios destinos.
Contem para a gente o que acharam!
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Beijos e até a próxima.
Ste e Van.

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