Última atualização: 10/05/2021
Music Video: God’s Menu – Stray Kids

Prólogo

Mokpo é uma cidadezinha na província de Jeolla do Sul, que fica na ponta sudoeste da península sul-coreana. Perto de sua localidade está a montanha Yudal. A cidade tem um serviço de trem que liga Daejeon a Seul e é um terminal conhecido que dá acesso a várias estradas de ferro que servem a locais mais distantes, como ilhas do mar amarelo e o parque marítimo nacional. Uma cidade histórica que já serviu de porto durante a ocupação japonesa (1910–1945) e onde laços tradicionais ainda faziam parte da cultura dos moradores da cidade depois da independência e divisão das Coreias.
Não que os habitantes não quisessem ou não aceitasse a modernidade do local, mas eles não queriam ser engolidos, diminuídos e esmagados por grandes lojas ou empresas que conseguiram sumir com toda tradição e o charme que a cidade tinha, com os comércios locais e pontos históricos.
Com a God's Menu não era diferente. Um tradicional restaurante da região que fazia parte não só das lembranças da família , mas foi lugar de muitas comemorações, encontros, desencontros e momentos felizes para muitos moradores. O lugar era cheio de fotos dos momentos e de bilhetinhos que as pessoas deixaram umas para as outras. Era mais que um estabelecimento comercial, era um patrimônio emocional e a comida era muito deliciosa, mesmo passando de geração em geração, o tempero e o amor continuaram os mesmos, bem como o aconchego e o bom atendimento.
Tudo ia às mil maravilhas, até que a Back Door chegou à cidade e todo mundo no mundo sabia que aquela empresa era responsável pela compra de bens e imóveis, para a construção de shoppings, parques aquáticos ou de diversões. E os sabiam que as áreas perto de seu restaurante já haviam sido compradas por eles, com a promessa de revitalização, modernização e para atrair mais pessoas para a cidade, para a construção de um shopping enorme na região.
Alguns dos estabelecimentos pertenciam à prefeitura, então foi fácil de eles comprarem. Outros comércios ou foram herança para pessoas que não davam a mínima, ou pertenciam a pessoas mais idosas que queriam viver o resto de suas vidas tranquilos e confortáveis. E outros batiam o pé veementemente para a preservação do local e da memória da cidade.
— Como estamos com o andamento do Mokpo Mall? — perguntou ao encarregado de compra e vendas que designou para a função.
Como presidente do departamento de compra e vendas – recém-chegada no cargo devido à desistência do profissional anterior e por ser uma "gênia" no ramo, sendo muito nova e tendo muito talento – queria acabar com aquilo logo. Já tinha quase tudo encaminhado assim que assumiu o cargo e outras regiões já estavam com as construções em andamento, a única pedra em seu sapato para alinhar todos os projetos que planejou para aquele ano era a demora na compra dos estabelecimentos locais em Mokpo.
— Na mesma, senhorita, conseguimos dois restaurantes e uma academia de luta, mas ainda estamos com problemas com os e algumas pessoas que apoiam sua posição. Na verdade, esses estabelecimentos todos estão no perímetro que limitamos para nosso estacionamento, então ainda é uma parte grande que precisamos convencer. Eu já tentei de tudo, toda a nossa equipe e as melhores propostas, mas nada, sinto muito. — O encarregado disse colocando os relatórios em cima da mesa de , que passou os olhos nos documentos enquanto analisava a situação.
— Recusa encabeçada por ... — Ela disse, lendo em voz alta o documento que foi anexado ao relatório, em nome dos comerciantes que recusaram a proposta.
digitou alguma coisa em seu computador, enquanto o homem ainda aguardava a nova ordem para saber o que deveria fazer dali em diante. O rosto dela contorceu um pouco e o homem já sabia do que se tratava.
, um prodígio no ramo da culinária, se formou muito jovem e é uma personalidade jovem influente. Olha, estamos no mesmo artigo, como eu nunca tinha ouvido falar dele? — A pergunta foi mais retórica que para que alguém respondesse, mas o homem se prontificou em sanar aquela dúvida.
— Ele não saiu de Mokpo mesmo depois de se consagrar um prodígio, acho que ele gosta do status de celebridade que a cidade dá a ele e por isso a recusa em nos vender aquele pé de porco que ele chama de restaurante.
— Ele sabe que vendendo para a gente o ponto dele dentro do shopping é de graça? — Soyong disse anotando algo em seu bloco de notas.
— Esse foi nosso último recurso, deixei uma correspondência com uma senhora que varria a entrada do lugar, já que ele nos proibiu de voltar lá, ameaçando chamar a polícia e tudo mais. Três dias foi o prazo de devolutiva. — Ele disse desesperançado.
— Excelente! Pode deixar que eu vou pessoalmente checar essa devolutiva, obrigada até aqui, pode ficar nos projetos do próximo semestre se quiser, ou então, tire uns dias de folga. — Ela colocou alguns papéis em sua bolsa e se retirou, sendo seguida pelo homem.



— O que é isso, vovó? — perguntou enquanto pegava alguns papéis que estavam em cima do balcão interno de atendimento.
— Ah, é aquele lixo que aquele homem horroroso que você proibiu de vir aqui deixou comigo outro dia. Esqueci de jogar fora. — A mais velha disse, gritando um pouco de dentro da cozinha, onde deixava alguns pratos pré-prontos para que desse tudo certo quando começassem a atender para o almoço, enquanto ele arrumava as mesas e o balcão de atendimento e eles esperavam chegar para ajudar com os clientes.
— Eles estão dobrando a proposta anterior e oferecendo um ponto grátis naquele shopping ridículo. — disse alto para que a mais velha ouvisse.
— Isso é um absurdo. — Ela veio da cozinha para perto do neto, secando as mãos no pano de prato. — Como podem jogar tanto dinheiro fora por uma espelunca dessas? — Riu, pois sabia que o neto chamaria sua atenção.
— Senhora Haeun, a senhora nunca mais diga uma coisa dessas. O God's Menu é mais precioso que qualquer outro lugar no mundo. — Lançou um olhar de repreensão para a mais velha.
, você sabe que seus pais estarão com você em qualquer lugar do mundo que estiver e esse dinheiro pode te dar uma vida melhor que viver com a sua velha avó, trabalhando nesse restaurante. Você é tão talentoso, meu filho. — A mais velha disse terna, colocando a mão no braço dele e fazendo carinhos, quebrando toda a repreensão que o neto teve a intenção de lhe dar.
— A senhora sabe que eu amo morar e trabalhar aqui, é o meu lar, é onde eu consigo me inspirar e ser o melhor que eu posso ser, e a senhora também ama esse lugar, não minta para mim. — Ele abraçou o corpo da mulher e depositou um beijo no topo na cabeça dela.
Antes que ela pudesse responder e tentar mais uma vez fazer o neto mudar de vida, o sino da porta tocou e eles se viraram para ver se era , porque a placa de fechado estava pendurada na porta.
— Não estamos abertos ainda. Desculpe! — disse ainda abraçado à mulher, quando viu que a pessoa que entrava não era a funcionária deles.
tinha estudado os durante os dois dias em que planejou a ida e hospedagem em Mokpo. Tinha visto fotos deles, sabia de todos os detalhes que achou na internet e que conseguiu com parceiros e suas fontes infalíveis, mas nada se comparava com a beleza daquele homem pessoalmente, ainda mais quando ele parecia tão fofo, abraçando a avó daquela maneira. Ela ficou perdida por um minuto, sem se lembrar o que estava fazendo ali. Se odiou por aquilo, mas não conseguia se controlar.





Continua...



Nota da autora: De início essa fanfic não seria uma longfic, mas como muitas pessoas sabem eu me odeio e não consegui deixar essa história tão simplificada em uma Shortfic, planejei algo beeeeeem doraminha com muito drama, escolhas, choros e velas KKKKKKKK espero que dê certo, que eu não invente mais nenhuma longfic e que as coisas aconteçam tão legais quanto eu tô visualizando na minha mente.
Espero que gostem de verdade.
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ps: Se quiser conhecer mais fanfics minhas vou deixar aqui embaixo minha página de autora no site e as minhas redes sociais, estou sempre interagindo por lá e você também consegue acesso a toda a minha lista de histórias atualizada!

AH NÃO DEIXEM DE COMENTAR, ISSO É MUITO IMPORTANTE PARA SABERMOS SE ESTAMOS INDO PELO CAMINHO CERTO NESSA ESTRADA, AFINAL O PÚBLICO É NOSSO MAIOR INCENTIVO. MAIS UMA VEZ OBRIGADA POR LEREM, EU AMO VOCÊS. BEIJOS DA TIA JINIE.





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