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Última atualização: 23/05/2021
Music Video: Hold On - Justin Bieber

Prólogo

O homem de terno e gravata sentou-se à minha frente logo após ajeitar os óculos em seu rosto, e colocou a pasta preta sobre a mesa. Suspirei e abaixei a cabeça, olhando para minhas mãos algemadas sobre o meu colo. Minhas pernas ainda estavam ligeiramente trêmulas por baixo da minha calça jeans surrada e o casaco que eu vestia tinha um forte cheiro de sangue que não me deixava esquecer o que tinha acontecido na noite anterior.
Ergui brevemente meu olhar e vi quando o homem abriu a pasta e pegou alguns papéis, logo olhando para mim e ajeitando a gravata.
- Certo, senhorita , vamos começar. – olhou-me seriamente – Preciso que me diga exatamente o que aconteceu na noite de ontem.
Dei um suspiro cansado e o encarei fixamente, aproximando meu corpo da mesa e colocando meus antebraços sobre a mesma. As algemas já começavam a machucar meus pulsos e até mesmo o tilintar delas contra a mesa me deixava irritada.
- Acho que para te explicar o que aconteceu ontem, eu precisaria te contar a história inteira. Será que você estaria disposto a me ouvir, senhor Smith? – questionei, arqueando a sobrancelha.
- Vá em frente, senhorita. – gesticulou – Eu posso te garantir que tenho todo o tempo do mundo.
Voltei a apoiar minhas costas no encosto da cadeira e perguntei, olhando profundamente em seus olhos castanhos:
- Você, por acaso, já fez alguma loucura por amor?
Ele suspirou com ares de impaciência e perguntou:
- O que isso tem a ver com a situação, senhorita ?
- Porque é aí que a minha história começa, senhor. É no amor.

Capítulo 1: Olhos Azuis

Seis meses antes...

- Bem-vinda de volta! – me abraçou sorrindo assim que me aproximei com minhas malas. – Como foi a viagem? – pegou uma de minhas malas e começou a andar comigo em direção à saída do aeroporto.
- Foi boa. Meio cansativa, mas boa. – sorri.
- Como seus pais estão? E seu irmão? – chamou um táxi com a mão.
- Estão todos bem. Meu pai e minha mãe estão planejando uma viagem. Dizem que será uma segunda lua de mel depois de vinte anos de casamento. – ri enquanto colocava minha mala no porta-malas do táxi. – E Brian diz que não aguenta mais morar com nossos pais e quer se mudar logo. Coisa de adolescente. Sabe como é.
riu e colocou minha outra mala no carro.
- Sei bem. Quando eu era adolescente, pensava a mesma coisa. Eu era doida para sair de casa e dar minhas próprias festas sem precisar de hora para acabar. Hoje em dia estou aqui, dividindo um apartamento minúsculo com uma garota com mais fixação por limpeza do que eu e trabalhando em um restaurante que não me paga lá muito bem. Mas, a vida tem que seguir, não é? Pelo menos tenho saúde.
Ri alto e a abracei forte.
- Senti sua falta.
- Eu também senti a sua, . – ela retribuiu o abraço e me olhou sorrindo.
e eu somos amigas desde a adolescência, quando eu decidi sair da casa dos meus pais no interior do Texas e me mudar para Nova York a fim de estudar e construir uma carreira por aqui. Afinal, Nova York é a Big Apple. Muitas pessoas sonham em morar na Big Apple e criar raízes aqui para serem deixadas aos filhos. Muitos sonham em se tornar famosos através do poder que a Broadway carrega consigo de proporcionar fama e dinheiro, mas eu não queria isso. Eu vim para Nova York com o simples desejo de sair do interior e ir para uma cidade que pudesse me proporcionar oportunidades em diversas áreas.
Porém, a minha história não é muito diferente da de .
Quando eu cheguei a Nova York, eu não tinha um lugar para ficar. Eu estava com dezoito anos e os sonhos me deixaram tão deslumbrada que eu nem pensei num plano B caso o plano A desse errado. E, digamos que... Bem, o plano A deu errado. Eu cheguei e não tinha um lugar para ficar e nem um trabalho com o qual eu pudesse me sustentar. Lá no Texas, eu conheci uma pessoa que me disse que aqui em Nova York havia uma pessoa de sua confiança que poderia me dar abrigo e emprego. Eu, ingênua, acreditei, coloquei minha bagagem nas costas e vim.
Entretanto, a pessoa não existia e muito menos o abrigo e o emprego.
Eu juro que pensei em desistir no momento exato em que descobri que tudo não passava de enganação. Todavia, como se a mão de Deus tivesse caído sobre mim, em um dos momentos em que eu estava rodando sem rumo pela cidade, eu vi um anúncio na entrada de um dos prédios pelos quais passei. O anúncio dizia que um apartamento naquele prédio estava vago e precisava de um novo inquilino. Como se um raio tivesse caído sobre mim, eu corri com mala e tudo e puxei o anúncio para mim, ligando para o número que estava no papel.
- Tem certeza de que o lugar é confortável para você? – a moça de cabelos loiros e sorriso reconfortante me olhou de forma serena, enquanto abria as mãos me mostrando o espaço.
Olhei em volta e sorri abertamente.
- Ele é ótimo. – assenti, com minha mochila pendurada em meu ombro. – Mas... Está mesmo vago? – observei os móveis ainda intactos.
Ela riu baixinho e trocou olhares com o rapaz que estava ao seu lado, segurando sua cintura.
- A nossa nova casa já tinha sido planejada há muito tempo. Nós planejamos tudo logo após o casamento e... – o rapaz começou a explicar. – Assim que nós descobrimos que minha esposa estava grávida, nós tivemos a confirmação de que precisávamos de um espaço maior para a família. – ele sorriu abertamente, visivelmente feliz, ao olhar para a esposa e sua barriga que já estava grande. Passou a mão sobre a barriga, fazendo um breve carinho, e eu sorri com a cena, sentindo-me emocionada e feliz pelos dois.
A forma com a qual os dois se olhavam era diferente. Existia amor, carinho e companheirismo. Era algo lindo de se observar.
A moça me olhou e explicou: - Então, nós deixamos o apartamento do mesmo jeitinho que ele estava para o nosso próximo inquilino.
- Muito obrigada, senhor e senhora Bieber! Eu não sei como expressar a gratidão que eu estou sentindo nesse momento. Quando eu conseguir um emprego, eu faço questão de pagar o aluguel atrasado e mais o do mês que vem adiantado.
Eles se entreolharam e riram baixo. Parecia ser uma piada interna entre os dois.
- Não se preocupe com isso, querida. Eu compreendo a sua situação. Já passei por algo parecido. – ela declarou, sorrindo de forma leve.
- Quem sabe um colega de quarto aparece e te ajuda com o aluguel? Já pensou nessa possibilidade? – o rapaz riu baixinho, colocando as mãos nos bolsos da calça social.
Vi a moça dar uma leve cotovelada em sua barriga e estranhei sua atitude, mas fiquei calada. Se realmente se tratava de uma piada interna entre os dois, eu não iria entender mesmo.
- Eu garanto que vou pagá-los assim que for possível. – olhei-os de forma firme para que eles entendessem que eu estava sendo sincera. Nunca deixei de cumprir a minha palavra e não seria agora que isso aconteceria.
- Tudo bem, . Não precisa se preocupar. Está tudo certo, querida. – ela deu seu sorriso quente e reconfortante novamente e eu respirei aliviada pela primeira vez no dia. Nem eu sabia que tinha segurado o ar por tanto tempo em meus pulmões. Suas palavras tinham me deixado bastante aliviada e tranquila, de alguma forma.
- Eu agradeço novamente, Elizabeth e Justin. – sorri educada.
Naquele dia eu consegui um lugar para ficar. Uma semana depois eu conheci que trabalhava em um restaurante italiano e me informou que o seu chefe estava procurando por alguém para trabalhar como garçonete, uma vez que o garçom anterior tinha pedido demissão.
E foi assim que eu consegui um emprego e, de prêmio, conheci uma pessoa maravilhosa que é minha melhor amiga hoje em dia.

°°°°°

- ! ! Estão atrasadas! – Lorenzo gritou com seu sotaque italiano forte.
Lorenzo é um senhor de sessenta e cinco anos e proprietário do restaurante italiano onde eu trabalho, localizado no centro da cidade. Eu trabalho aqui há cinco anos, enquanto trabalha há mais tempo e tem um pouquinho mais de destreza para lidar com o nosso chefe. Não me entenda mal, Lorenzo é um chefe muito bacana e simpático, mas não possui o mínimo de paciência. Ah, também tem o fato de ele ser muito exigente, mas isso passa despercebido quando a impaciência e a exigência estão uma do lado da outra. Com certeza, a impaciência ganha. Nunca vi uma pessoa tão impaciente na vida. Eu juro.
- Sentimos muito, senhor. A aula na universidade terminou tarde hoje. – menti, olhando de canto de olho para .
Sendo sincera, a aula não havia terminado tarde. e eu é que havíamos ficado deitadas na grama do campus, jogando papo fora.
Minha amiga assentiu rapidamente e desviou o olhar, segurando um riso.
Lorenzo nos encarou com dúvida e desconfiança nos olhos semicerrados e suspirou alto, como quem diz ‘’Não acredito em vocês, mas deixo passar dessa vez’’.
- Rápido! Ao trabalho! Os clientes não vão esperar pela boa vontade de vocês! – falou com impaciência e se afastou, voltando para dentro da cozinha.
e eu nos entreolhamos e sorrimos de maneira cúmplice antes de eu correr para os fundos do restaurante em direção ao banheiro para trocar de roupa. Coloquei o uniforme de trabalho, prendi o cabelo em um rabo de cavalo e guardei minha roupa anterior na mochila. Guardei a mochila no armário e peguei o bloquinho de anotações antes de me direcionar ao salão do restaurante para começar mais uma tarde de trabalho.

(...)

- , por favor, não insista. Eu não quero ir. – respirei fundo, mais uma vez, jogada no sofá. – Estou muito cansada. O dia no trabalho foi muito cansativo e você sabe disso.
- Eu sei, mas nós não precisamos ficar por muito tempo. É uma coisa rápida. Nós só vamos lá, cantamos parabéns e voltamos para casa. Eu te trago de volta. Te dou carona.
- Você tem certeza de que é rápido? Não posso demorar. Só quero me jogar na cama e dormir como se não houvesse amanhã. – suspirei, levantando-me do sofá.
- Eu tenho certeza. É aniversário do meu primo. É só uma confraternização em família. Não vamos demorar. – ela sorriu.
Assenti com a cabeça e ela sorriu ainda mais, abraçando-me.
- Ótimo. Vamos lá! – puxou-me pela mão, pegando a chave do seu carro que estava pendurada perto da porta.
- Ei, ei! – puxei minha mão de volta – Mas eu vou assim? – olhei para meu próprio corpo. – Eu nem tomei banho!
me olhou por alguns segundos e se aproximou rapidamente, me assustando e me fazendo dar um passo para trás. Deu uma cheirada rápida em meu pescoço e se afastou.
- Não, não está fedendo. – constatou, dando de ombros. – Vamos! – puxou-me novamente antes que eu pudesse argumentar qualquer coisa.

(...)

Escutei uma música muito alta tocando assim que minha melhor amiga e eu entramos na casa do seu primo, e eu arregalei os olhos. Aquela, definitivamente, não era uma festa particular e em família. Olhei em volta e a casa estava lotada de pessoas, e olhando com um pouco mais de atenção, eu pude reconhecer alguns rostos que passavam por mim no campus da universidade.
Ah, ótimo, aquelas pessoas estudavam na mesma universidade que eu.
Todos estavam muito bem arrumados. As moças usavam roupas extravagantes e bastante curtas, e os rapazes também estavam muito bem vestidos com suas camisas bem alinhadas. Algumas pessoas se amontoavam no que devia ser considerada a pista de dança no meio da sala e dançavam animadamente conforme a música tocava.
Eu olhei para minha própria roupa e rapidamente senti um forte constrangimento me atingir. Eu não estava preparada para aquilo.
- Você disse que era uma festa em família! – falei alto para por conta da música que abafava minha voz. – ! Você me enganou! A menos que a família do seu primo tenha mais de cem jovens universitários, isso não é uma festa reservada nem aqui e nem na China!
riu alto e puxou, de uma bandeja carregada por um garçom, dois copos vermelhos com bebida.
- Relaxa, ! Você estava precisando disso que eu sei. – me entregou o copo – Está muito estressada ultimamente e precisa relaxar. Então, desencana e curte a festa que ela está ótima. – virou o copo de bebida de uma só vez, piscou um olho para mim e se afastou dançando, entrando no meio da multidão.
Bufei e olhei em volta. O ambiente estava meio escuro e a casa era muito grande, mas ainda assim, parecia muito pequena para aquele tanto de gente. Aproximei-me de uma mesinha de canto e coloquei o copo sobre a mesa antes de fechar o zíper do meu casaco, escondendo a roupa casual e sem graça que eu estava vestindo. Puxei meus cabelos e os amarrei em um coque no alto da cabeça. Olhei para minha calça jeans surrada e meus tênis e suspirei, ainda sem acreditar que tinha feito aquilo.
Mas ela ia se ver comigo. Eu não ia deixar aquilo passar. Não ia mesmo.
Eu já estava pensando nas diversas formas com as quais eu poderia me vingar quando peguei o copo de bebida de volta e tomei alguns goles largos da vodca. Não me incomodei com o fato de a bebida descer queimando, já que meu corpo todo estava queimando de indignação e raiva da minha melhor amiga. Olhei em volta pelo que parecia ser a milésima vez e comecei a dar alguns passos em direção à parte de trás da casa. Eu sabia que havia uma piscina ali, pois já tinha visitado aquela casa algumas vezes durante a adolescência. Apesar de eu não ser muito próxima do seu primo, já havia me convidado para vir a churrascos e comemorações em família.
Ledo engano quando pensei que a área da piscina estivesse menos lotada. Ela parecia estar muito mais lotada do que a casa. Suspirei e me aproximei de uma espreguiçadeira mais afastada das pessoas. Sentei-me e fiquei observando todos a minha volta. Tinham pessoas sentadas nas bordas da piscina, pessoas conversando de pé e dançando e outras estavam jogando algum jogo em uma das várias mesas distribuídas pelo espaço. Batuquei meus dedos contra o copo plástico no ritmo da música que tocava e voltei meu olhar para dentro do copo, bebendo um pequeno gole da vodca.
Um garçom passou e eu estiquei meu braço, pegando mais um copo. Agradeci sorrindo de leve e ele fez uma reverência, dando uma piscadela antes de se afastar com a bandeja nas mãos. Balancei a cabeça negativamente por conta de sua piscadela, mas não deixei de soltar uma risadinha baixa. Terminei a bebida de um dos copos antes de começar a dar novos goles na outra que parecia ser cerveja.
Minutos se passaram e nada da pessoa que eu considerava minha melhor amiga aparecer. Bufei irritada e me levantei de supetão da espreguiçadeira. Naquele exato instante, um rapaz se aproximou, andando de uma maneira meio cambaleante.
- E aí, princesa? – ele sorriu galante. Seus olhos estavam mais fechados do que abertos e assim que ele abriu sua boca, eu senti o cheiro de álcool vir ao encontro do meu rosto.
É claro que ele estava bêbado. Eu só atraio pessoas bêbadas ou que podem me colocar em situações problemáticas. Já estou até acostumada.
- O que uma moça tão bonita está fazendo aqui sozinha? – ele se aproximou mais – Acho que precisa de uma companhia, huh?
- Não, não preciso, mas obrigada. – falei firme, afastando-me.
Dei alguns passos em direção à piscina, como forma de me livrar do cara, mas ele me agarrou pelo pulso assim que me alcançou e me puxou para si, envolvendo minha cintura com os braços.
- Para onde pensa que vai, princesa? – perguntou próximo ao meu rosto. – Você estava sozinha, eu estou sozinho... Podemos ser uma bela companhia um para o outro. Vamos lá! Não se faça de difícil.
- Isso é assédio, seu idiota! – ralhei com raiva – Me solta agora. Eu não quero nada com você. – falei alto, chamando a atenção de algumas pessoas à nossa volta.
Empurrei seu corpo, tentando soltar seus braços de minha cintura, mas ele ainda a agarrava com força. O idiota estava praticamente caindo por cima de mim sem se aguentar em pé. Seu hálito de álcool batia contra meu rosto com frequência quando ele tentava me beijar e aquilo me causava náuseas. Eu desviava de suas tentativas e continuava a empurrá-lo até que finalmente consegui, com todas as minhas forças, empurrá-lo de uma forma que ele acabou me soltando e seu corpo cambaleou para trás. Meu copo de bebida foi ao chão, derramando toda a cerveja, e aquilo que me deixou ainda mais irada.
- Seu imbecil! Olha o que você fez! Me fez derrubar a minha bebida. – falei alto demais e com raiva demais, puxando-o pela gola da camisa.
O cara me olhou com os olhos arregalados e sem saber o que fazer antes de ser empurrado por mim, com toda a força e raiva que existia dentro do meu ser, para dentro da piscina. O barulho do seu corpo caindo contra a água foi alto demais e mais pessoas olharam na nossa direção, talvez sem acreditar no que estava acontecendo. Assim que seu corpo emergiu, ele sacudiu os cabelos molhados e me olhou com surpresa e indignação, parecendo estar, repentinamente, mais sóbrio.
- Sua maluca! – ele gritou.
- Isso é por me assediar e me fazer derrubar a minha cerveja! – gritei de volta, agachando-me e pegando meu copo vazio do chão. Joguei o copo em sua cabeça e me virei em direção ao sentido contrário para ir buscar outra cerveja, entretanto, o som repentino de palmas me fez parar de andar e olhar para a direção de onde as palmas vinham.
Olhei para o lado e vi um rapaz alto se aproximar sorrindo enquanto batia palmas. Ele tinha uma expressão que parecia ser de orgulho e satisfação. Tinha os cabelos escuros, lisos e, ligeiramente, bagunçados, parecendo ter acabado de passar as mãos no cabelo justamente para deixá-lo daquela forma mais despojada. Seu sorriso era largo e muito bonito, formando pequenas covinhas em suas bochechas. Quando se aproximou mais, o observei de cima e baixo e vi que usava uma calça jeans escura e uma camisa branca com uma jaqueta preta de couro por cima.
- Aquilo foi demais! – ele declarou com animação. Sua voz grave e levemente rouca adentrou meus ouvidos e eu senti um arrepio subir por toda a minha coluna até chegar à minha nuca. Não me pergunte o motivo, pois eu não saberia explicar. – Foi maravilhoso de assistir. Eu juro! É muito gratificante ver uma mulher se defender dessa forma. Meus parabéns! – o rapaz estendeu a mão e eu a observei, com uma desconfiança no olhar. – Ah, me desculpe, eu não me apresentei. Sou . . – ele sorriu ainda mais. Seus olhos foram ao encontro dos meus e eu não soube explicar o que eu senti. Só sei que os seus olhos me prenderam nele de alguma forma.
Seus olhos tinham um tom de azul que me remetia muito às águas de um oceano. Um oceano pacífico. Um oceano sereno. Um oceano que seria capaz de transmitir uma paz imensurável a qualquer pessoa.
Mas, então... Por que o meu coração saltitava tanto dentro do meu peito, fazendo-me sentir como se ele fosse sair pela boca a qualquer momento?
- Sou . . – segurei sua mão estendida e seu sorriso se alargou.
A partir daquele momento eu soube que acabara de me afogar naquele oceano azul e pacífico, e que ele me levaria a ilhas bastante desconhecidas por mim.


Continua...



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Outras Fanfics:
- O Hóspede
- O Hóspede 2


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