MV: Just a Kiss

Última atualização: 23/05/2021
Music Video: Just a Kiss - Lady Antebellum

Prólogo

Dezessete de dezembro de 1920


— Céus, você está incrivelmente gostoso usando essa farda — falei, encostada no batente da porta, vendo o meu marido se arrumando em frente ao espelho. Ele sorriu, se virando para mim.
Doía fazer piadas quando eu só queria chorar e impedi-lo de sair da nossa casa.
Nossa casa de recém-casados.
— Será que eles me liberam pela beleza? — gabou-se, me fazendo rir e ir até ele, lhe dando um beijo. — Não precisa fingir que está bem, . — Ele encostou a testa na minha. Respirei fundo, controlando as lágrimas. — Vai ficar tudo bem, nós vamos nos encontrar logo!
— Me perdoe por não acreditar nisso. Meu histórico com partidas para a guerra não me permite! — Meu pai e meus irmãos morreram na guerra. Os soldados iam buscá-los, mas nunca os traziam de volta; suas cinzas era o máximo que poderíamos ganhar.
— Não vai acontecer nada, senhora — Emm brincou, me fazendo dar um sorriso triste. Eu odiava ser chamada de senhora, só tinha vinte e quatro anos. — E se acontecer, eu te encontro, nem que seja em outra vida.
— Eu odeio isso tudo — admiti. concordou com a cabeça. — Dá tempo de fugir ainda...
— Ah, como eu queria! — Ele sorriu, me dando mais um selinho.
Não demorou para a campainha ser tocada. Nós dois nos encaramos com desespero; estava na hora. pegou suas malas e logo tratou de levá-las para a porta. Assim que ele abriu, um tenente e outros soldados dentro de um caminhão bateram continência; ele fez o mesmo.
— Cabo , é bom vê-lo! — o velho falou. — Vamos! Temos uma missão para cumprir. — Ele saiu em direção ao comboio. se virou para mim, me dando um beijo demorado. Minhas lágrimas desciam e eu nem havia percebido.
— Por favor, Emm... — sussurrei aos prantos antes de vê-lo partir para a maldita guerra.
— Eu te amo. Volto logo. Não se esqueça de mim, !
E eu não esqueci.


Capítulo Um

Nem parecia que eu acabara de pousar em Paris por causa do calor infernal que eu sentia. Minha primeira parada em minha tour por vários países já começou incrivelmente chocante. Nunca tinha viajado sozinha, achei que seria mais prazeroso, mas até o momento só achei solitário; a parte interessante é que eu sempre amei ficar sozinha.
Essa viagem era extremamente importante, depois de tantos anos me isolando em uma vida que não era minha, em um lugar que fez com que eu perdesse a minha essência. Depois que minha avó morreu, recebi uma carta que dizia para eu me reencontrar e curtir a minha vida; junto a ela vinha várias passagens para diferentes lugares. Ali estou eu, desbravando o mundo. Sempre senti que um pedaço em mim estava faltando.
Assim que o avião pousou, fui diretamente para um daqueles ônibus de aeroporto. O sol estava se pondo, não deixava de estar quente. Me sentei, esperando que o transporte saísse logo; estava tão exausta que nem conseguia ficar de olhos abertos. Por sorte, cheguei ao aeroporto e peguei minhas malas, pedi algumas informações para conseguir chegar a uma estação de trem e acabei tendo que pegar um táxi para o local.
Chegando lá, fui diretamente para um dos guichês e peguei uma passagem que me levaria para Paris, já que eu havia pousado em Beauvais, a uns noventa quilomêtros de lá. Depois de vinte minutos esperando, consegui entrar no transporte, me jogando no primeiro banco vazio que vi.
Senti algo batendo em meu ombro com força, abri os olhos assustada e completamente perdida, olhei em volta e o céu já tinha escurecido, mas ainda permanecíamos no mesmo lugar. Olhei para o lado, ainda sonolenta, e vi a silhueta de um rapaz se sentando ao meu lado.
— Desculpe! Eu te acordei? — ele perguntou, assim que viu eu me ajeitando no banco.
— Não, está tudo bem... — respondi. O menino sorriu, me dando a visão das covinhas, abrindo sua mochila e tirando de lá uma capa preta, talvez um tablet.
— Me desculpe, eu te conheço? — perguntou depois de me encarar por alguns segundos.
— Eu não sei. — Ri, balançando a cabeça, ainda estava sonolenta. — Sou , .
— Bom, sendo assim... é um prazer te conhecer, ! Sou . — me ofereceu a mão.
— É um prazer. — Apertei sua mão e senti um tipo de choque, não consegui nem disfarçar a minha reação quando soltei sua mão rapidamente, ele pareceu sentir a mesma coisa. — Desculpe...
— Está tudo bem. — Ele balançou a cabeça e depois sorriu. — Longa viagem, não é?
— Sim! — suspirei, relaxando no banco. — Não vejo a hora de deitar em uma cama. — riu. Pude observá-lo melhor; era um homem bem bonito, os olhos verdes chamavam a atenção de forma surpreendente, a covinha e o sorriso lhe davam um ar angelical, mas ao mesmo tempo sexy.
A primeira pessoa que eu conheci era extremamente bonita e simpática.
— Sua primeira vez aqui? — Depois de alguns minutos, ele perguntou. Eu concordei com a cabeça. — E você veio sozinha?
— Não podia esperar por ninguém — respondi, dando de ombros. — Preciso desse tempo.
— Você vai gostar, é bonito. — pareceu não se importar com a minha resposta, não ficou curioso para descobrir os meus motivos. — Viajar sozinho sempre é bom, inclusive.
— Você veio aqui muitas vezes? — perguntei curiosa.
— Ah, é minha terceira vez! — Sorriu, me mostrando as fotos dele em Paris. tinha uma pasta para cada país que visitou.
— Paris deve ser incrível para você voltar tanto. — Ri, voltando para minha postura normal. — Belas fotos.
— Eu também sou viciado em fotografia... — Ele sorriu, balançando a cabeça. — Tiro foto de tudo e gravo qualquer coisa para guardar de recordação!
— Tem um bom arsenal, — elogiei. O garoto pegou sua câmera e tirou uma foto minha, me deixando cega por alguns segundos. — Você tinha um bom arsenal, ... agora acabou com ele! — Ele gargalhou, esperando alguns segundos para revelar a foto.
— Vou guardar de recordação. — Tentei pegar a maldita foto, mas ele escondeu de mim. Me dei por vencida e ri da situação. Um louco por fotografia sentado ao lado da pessoa menos fotogênica do mundo; sempre odiei fotos. — Ah, você é o tipo que odeia câmeras...
— Eu odeio — admiti, rindo, ele me acompanhou. — Tenho pavor.
— Acho isso hilário... você é tão bonita! Deveria amar uma câmera. — Corei, ele riu novamente, só que dessa vez meio envergonhado, talvez por ter dito aquilo em voz alta.
— Minha mãe me forçava a tirar fotos para propagandas vergonhosas quando eu era criança — expliquei, ficando vermelha enquanto ele segurava mais uma risada. — Já tive meu bumbum estampado em propagandas de fraldas... ela vivia me fazendo aparecer também em propagandas de creme dental. Eu usava aqueles aparelhos monstros, sabe? Tenho meus motivos. — Ele gargalhou.
— Céus, eu preciso ver isso!
— Nem ouse! — Lhe dei um tapa no braço, rindo. — Não sei por que contei isso para você, por sorte não te verei novamente.
— É uma pena, . Eu ia adorar te atormentar. — sorriu antes de ver que o transporte havia parado. — Quem sabe nos encontramos por aí? — Se levantou, pegando as mochilas dele.
— Quem sabe — respondi. Ele piscou antes de ir em direção à porta e saiu. se perdeu na multidão e eu senti um aperto no coração ao não o enxergar mais.

O trem ficou parado por mais alguns minutos, me fez refletir como as passagens de algumas pessoas são tão marcantes; foram alguns minutos ao lado do estranho que me deixaram ansiosa por algo que não sabia. Furacão , eu diria. Meu celular começou a tocar e eu atendi imediatamente, sabia quem era:
— Estou viva — falei assim que atendi.
Quer me matar do coração? — era meu pai gritando do outro lado da linha. — Estava preocupado.
— Ia te ligar quando chegasse no hotel — expliquei, sorrindo só de imaginar ele caminhando pela varanda, nervoso.
Não ligou! Você quis viajar sozinha e só tinha feito duas promessas para mim!
— Estou me cuidando e estou te dando notícias... — respondi, escutando-o grunhir. — Pai, estou bem. É sério.
Onde você está?
— No trem indo para Paris. — Olhei para a janela.
Já desceu? — ele perguntou. — É a primeira parada?
— Ainda não desci, é a primeira parada... — Meu pai estalou os lábios. Ele veio para cá tantas vezes que, se fechasse os olhos, saberia me dizer exatamente aonde ir.
Desça! — Arregalei os olhos. — Está tarde para você ir para as outras linhas. Desça e pegue um táxi para o Novotel.
— Merda — resmunguei, pegando todas as minhas coisas na maior pressa. Por sorte, consegui sair antes do trem partir. — Posso te ligar quando eu chegar lá?
— Estarei esperando a sua ligação, garotinha! — Sorri, balançando a cabeça. — Te amo, meu amor.
— Te amo, papai.
Assim que desliguei, juntei minhas coisas e fui em direção às ruas para ter uma noção de onde estava, mas não tinha a mínima ideia. Graças à tecnologia, consegui saber que estava há alguns minutos de Fluke, isso significava que poderia ir andando. Por sorte, fazia calor e a rua estava bem movimentada mesmo sendo tarde. Paris era incrível.
Lembrei de meu pai e sua super proteção, comecei a rir ao pensar naquilo; convencê-lo de que aquela viagem era importante para mim foi muito difícil, ele não queria que eu viesse sozinha de maneira alguma. Eu tinha vinte e quatro anos e ele me tratava como se eu fosse uma criança. Entendia os seus motivos, ele perdeu a minha mãe quando eu tinha nove anos e perdeu a mãe há alguns meses; ele precisava se sentir útil e eu deixava.
Eu sou uma mistura muito boa dos meus pais. Aisha era alta, morena, com os cabelos pretos; meu pai era alto, dos olhos verdes. O resultado foi uma garota de 1,67, morena, com o cabelo escuro e olhos verdes. Isso fazia com que ele se lembrasse dela todas as vezes que me encarava. Ao menos tínhamos um ao outro.
Cheguei ao hotel e vi que tinha uma fila com cinco pessoas na minha frente, foi o suficiente para me fazer choramingar por ficar mais tempo em pé. Só precisava deitar e dormir, isso seria tão difícil?
— Quero um quarto — falei, assim que encarei a recepcionista. A mulher começou a olhar para a tela no computador. — .
— Me desculpe, senhorita... Não temos mais quartos!
— O quê? — perguntei quase gritando. — Eu... eu reservei esse quarto pela internet!
— O último foi reservado agora mesmo. — Ela apontou para o guichê ao lado. O rapaz virou para mim assim que pegou a chave do quarto. .
! — ele cumprimentou animado. — Seremos vizinhos de quarto, por fim?
— Sinto muito, senhorita! Não temos nenhuma reserva em seu nome e não temos mais quartos...
— É um absurdo! Eu reservei essa merda de quarto! — resmunguei, encarando-a, a mulher deu de ombros. Peguei minhas malas e fui em direção à entrada do hotel, brava.
! Ei! — Parei ao ouvir o homem me chamando. — O que houve?
— Não tenho lugar para ficar... — Dei de ombros. — Eu reservei e não tem lugar pra mim, não é engraçado? — Ri, balançando a cabeça. — Paris me dando boas-vindas.
— Isso é péssimo — suspirou, coçando a cabeça. — Bom, sei que está tarde e agora acho muito difícil e perigoso você ficar andando por aí sozinha... Bom, se você quiser, pode passar a noite comigo. — Arqueei uma sobrancelha. — Sei que sou um estranho, mas você também é... É um risco para nós dois. — Ri daquela fala e da cara que ele fazia. — Durmo no sofá e você fica com a cama.
— Está certo, ... Eu aceito passar a noite por aqui. — Me dei por vencida. Parecia loucura eu aceitando um convite gentil de um desconhecido, mas eu me sentia confortável ao lado dele, não sabia descrever aquela sensação. — Desde que você guarde sua câmera!
— Guardada! — Ele sorriu, indo até mim e pegando uma mala de um lado enquanto do outro ele segurava as dele. Segui com ele até o quarto não tão grande e nem tão pequeno, tinha uma cama espaçosa e um banheiro chique, até a televisão era grande. O hotel em si era muito bonito, mas os quartos com toda certeza faziam jus ao local. jogou suas malas em um canto do quarto e colocou as minhas com delicadeza em outro. — Fique à vontade, . Quer tomar um banho? Comer alguma coisa? Posso pedir pizza! Eu amo pizza.
— Aceito o banho e aceito a pizza. — Sorri, tirando meu casaco e colocando na poltrona. — Mas deixe que eu pago!
— Deixe diss...
! — o interrompi, fazendo-o sorrir ladino. — Deixe que eu pago.
— Está certo, você quem manda! Pode ir tomar o banho, eu peço a pizza.
— Obrigada, ... Você é um amor! — Sorri, pegando uma toalha e indo para o banheiro.

O banho em si foi relaxante o suficiente para quase me fazer adormecer ali naquela água quente. Pensava em como eu era maluca por estar com um desconhecido e o que meu pai faria se descobrisse o que eu estava fazendo. Por sorte, ele não saberia. Saí do banheiro enrolada no roupão branco e uma toalha na cabeça. estava no telefone.
— Pode deixar! — Ele falava calmamente, olhando para as mãos. — Com toda certeza... Anotou todos os meus dados? Eu sei! Pode ficar tranquilo... Sim. Sim. Não! Céus, acha que sou um maníaco? Que horrível. — Encarei , confusa com aquele diálogo. Em Paris para pedir pizza exigia toda essa burocracia? — Confie em mim, cuidarei dela, senhor . — Arregalei os olhos, indo até ele e vendo que o celular que estava em suas mãos me pertencia. — Ah, ela saiu do banho...
? — quase gritei, pegando o celular da mão dele.
— O quê? Estava tocando e eu atendi...
— Oi, pai! — Fiz uma careta, atendendo o telefone.
! — ele falou em tom acusador. Fechei os olhos, esperando a bronca vir. — Você ficou louca? Sorte que esse rapaz tem a ficha limpa! Estou de olho nele. — Ri, imaginando meu pai na frente do computador dele, pesquisando sobre o pobre garoto.
— Está tudo bem, papai. Eu juro! — suspirei, indo até a janela. — é um amor e tenho certeza que não fará nada.
Claro que não vai, eu ameacei ele! — Gargalhei. — Bom, descanse, querida. Me ligue se precisar de algo.
— Obrigada, eu te amo. — Desliguei o telefone e encarei o moreno, que estava em pé, tirando algo da sua mala.
— Virei um alvo do seu pai, né? — Concordei com a cabeça. Ele riu. — O que diabos ele faz?
— É do FBI... — Ele arregalou os olhos. — Não estou nem brincando.
— Ao menos estou seguro. — Deu de ombros. — A pizza chega daqui a pouco... Vou tomar um banho e aí podemos comer e descansar para um dia longo amanhã para turistar! — Arqueei uma sobrancelha. — Claro, se você quiser companhia...
— Podemos pensar nisso, !
Como prometido, a pizza chegou em menos de meia hora. estava saindo do banho, quando recebemos o interfone da recepção. Era cômico como parecia que a gente se conhecia há anos, a conexão era tanta que eu nem fiquei desconfortável em ficar ali. Descobri que ele era da Inglaterra, filho de um renomado advogado e uma mãe modelo, ao contrário dos dois, era o tipo que odiava se prender em alguma coisa ou em algum lugar. Totalmente o oposto de mim. era um livro aberto.
Estávamos tão cansados que adormecemos enquanto conversávamos sobre as viagens dele. Eu em um canto da cama e ele no outro. Como eu disse, estávamos tão confortáveis um com o outro que isso nem foi um problema.


Capítulo Dois

— New York é linda! — falei, correndo os olhos pelas árvores do central park.
— Acredita que eu acho você ainda mais linda? — revirei os olhos, sorrindo e tentando esconder minhas bochechas coradas. Ele sorriu, chamando o primeiro que passou por nós e entregou sua câmera, pedindo para que tirasse uma foto nossa. O estranho fez isso contente e logo nos entregou de volta. Não demorou muito para que a câmera revelasse nossa foto.
Dois jovens sorridentes e apaixonados. O garoto tirou uma caneta do bolso e anotou algo na fotografia e me entregou. Eu com meu sobretudo preto e ele com o seu terno e boina.
e , pra sempre. 25/02/1958. — Arqueei uma sobrancelha ao ler aquilo. estava todo animado. — Pra sempre, ?
— Meu bem, não importa quando ou onde. Eu sempre vou estar com você.”


Abri os olhos assustada com o que acabara de sonhar. Olhei para os lados e ainda dormia todo torto do outro lado da cama. Passei as mãos em meu braço, sentindo um frio repentino e peguei uma manta para cobri-lo. Meu coração deu várias cambalhotas ao chegar perto dele dormindo tão sereno. Havia acabado de conhecê-lo e minha cabeça já criava historinhas.
Acordei no dia seguinte antes das sete, arrumando minhas coisas enquanto dormia plenamente. Fiz o menor barulho possível para não o acordar e deixei um recado que agradecia a hospitalidade, mas não queria incomodar. Peguei minhas malas e saí. Não sabia exatamente para onde eu estava indo com minhas coisas, mas achei um hostel por perto do hotel que dormi. Não demorei muito em meu quarto simples e pequeno, me arrumei para um dia de turista solitária em Paris. Antes de deixar o quarto de , deixei um recado para o garoto, agradecendo pela hospedagem e tudo mais.
Fui parar em uma cafeteria, tinha bastante gente ali; todos muito sorridentes e felizes. Pedi meu café, rezando para ter falado certo e a garçonete ter entendido. Me sentei no balcão, mexendo no celular enquanto esperava. Era bom saber como a vida na Califórnia estava, meu pai bem e ocupado, Haley — minha melhor amiga — animada para o seu casamento na Grécia e Keith — meu melhor amigo — prestes a se formar em medicina. Quando meu celular começou a apitar, soube que era a hora dos meus amigos.
— Me conta tudo! — Haley falou gritando. Estava fazendo um skin-care em seu quarto. Seu rosto verde na vídeo chamada denunciava tudo.
— Céus! Que susto. — Keith fez uma careta, me fazendo gargalhar. — Como está sua viagem?
— Nem acredito que você realmente foi sem mim! Sem o Keith!
— Você tem o seu casamento para planejar e o Keith está atolado com a faculdade! — respondi, sorrindo. O loiro concordou com a cabeça. — Não poderia perder essa passagem.
— Eu sei, estou orgulhosa de você, -. — Haley fez biquinho — Mas conte pra gente, como que está sendo a sua viagem?
— Cheguei ontem, tudo bem! Por enquanto, tudo está lindo.
— E o que mais? — Keith perguntou, tomando seu café. Estava de plantão, pelo jeito. — Sei quando você está escondendo uma sujeira, .
— Que horror, Keith! — Fiz uma cara de ofendida.
— Ele está certo... — Haley arqueou uma sobrancelha, duvidando de mim.
— Não tem nada para contar! — Revirei os olhos. No mesmo instante, a garçonete me entregou um copo com meu suco fresco de laranja e o meu croissant. — Minha comida chegou... Terei que parar de falar agora.
— Nem ouse desligar! — Haley falou ameaçadoramente. — Volta daqui quanto tempo?
— Quero as duas na minha formatura daqui duas semanas, não quero nem saber! — Keith sorriu, se gabando. — Mas, para a tristeza de vocês... terei que voltar para o hospital! Essa é a vida do futuro médico aqui.
— Não mate ninguém, dr. Loustay. — Pisquei, vendo-o fazer uma careta e sair da ligação. Sobrou apenas eu e Haley. Dei uma mordida no croissant enquanto minha amiga olhava para algo além de mim. — Que?
— Tem um cara muito lindo atrás de você, . — Revirei os olhos, rindo dela. — Não olhe agora! Por Deus, pise no pé dele para que ele te pague um café, dê um jeito desse homem te notar... Que horror, parece até um modelo! Com certeza é europeu, olha esse maxilar... ! CASE COM ELE! — Arregalei os olhos, tentando abaixar o volume e sorrindo sem graça para a senhora que estava ao meu lado.
— Pare com isso! — sussurrei. — A cafeteria inteira ouviu o seu discursinho, espero que todos aqui não entendam a nossa língua!
— Ainda bem que pra beijar só basta a boca! — Ela gargalhou. No minuto seguinte, ela ficou paralisada. Eu estava tomando meu suco quando percebi ela apontando para mim. — ...
— Tem alguma coisa no meu dente? — perguntei, tentando ver se tinha algo ali. Engasguei com minha própria saliva ao escutar uma resposta que não era a dela.
— Não tem. — Conhecia aquela voz. Quase caí da cadeira ao dar de cara com o rosto dele, sorridente e com a barba impecável. — A propósito, obrigado pelos elogios — falou, encarando Haley, que sorriu sem graça, dando um tchauzinho.
— Eu vou matar você — falei enquanto ele não via. A loira sorriu culpada e desligou a ligação. Respirei profundamente e encarei novamente o moreno ao meu lado.
— Nos encontramos de novo, . — Sorriu, se sentando ao meu lado. — “Obrigada pela hospitalidade, tenha uma boa vida.”, achei fofo, mas deselegante... Nem se despediu!
— Não quis te acordar. — Balancei a cabeça, segurando uma risada. — De qualquer forma, nos encontramos de novo, certo?
— Não acredito que você iria simplesmente sumir. — Ele riu, pedindo um café. — Iria ficar pensando: será que ela realmente existe ou foi um delírio da minha mente?
— Não seja dramático. — Gargalhei, lhe dando um empurrãozinho.
— Pra onde você foi? — perguntou, dando um gole no meu suco.
— Um hostel uns quinze minutos do Novotel — falei, dando outra mordida na minha comida.
— E qual a sua programação de hoje? — perguntou, agradecendo pelo café.
— Le Jardin du Luxembourg é minha primeira parada. — Fiz um biquinho para falar daquele jeito. riu, balançando a cabeça.
— Uma turista que não vai começar pela torre Eiffel? — O tom dele era engraçado. — Quem abduziu você?
— Quero deixar isso para o final... — Dei de ombros, sorrindo. — Mas olha quem fala! Você já veio aqui mais de quatro vezes e eu que sou a estranha?
— Touché! — Sorri vitoriosa. tomava seu café com calma e muita elegância. Dava tremedeira se ficasse olhando muito para ele. — De qualquer forma, gostaria de uma companhia para o seu dia? Posso te mostrar Paris! Conheço isso aqui como ninguém.
Fiz uma cara pensativa. Os olhinhos dele brilhavam e estavam ansiosos e animados. Minha viagem foi programada para eu ficar sozinha, contudo, apareceu mais uma vez para me mostrar que eu não precisava fazer isso dessa forma.
— Só porque não quero me perder aqui! — tentei não demonstrar que estava feliz com aquilo, ao contrário dele, que comemorou e depositou uma nota no balcão para pagar a conta.
— Não diga nada, só vem comigo! — ele falou antes mesmo de eu resmungar sobre ele pagar a conta. Aceitei o seu braço depois que me dei por vencida. — Pronta para a melhor viagem da sua vida, ?


Continua...



Nota da autora: Espero que gostem. Qualquer coisa, só entrar no meu grupo do FB 🤗.



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