Regal Respite: A London Tale


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Última atualização: 11/06/2024

Capítulo Um



Minha aventura em Londres começou com a ansiedade e a expectativa pulsando em cada batida do meu coração enquanto o avião tocava o solo no Aeroporto Heathrow. Tudo o que eu precisava naquele momento era aquelas férias. Eu desembarquei pela porta dos voos internacionais e fui direto até a esteira de bagagem pegar minha mala. A imponência do aeroporto, com suas placas indicativas e uma mistura de idiomas ecoando pelos corredores só aumentava a minha excitação. A visão das bagagens girando na esteira era como o prelúdio para as descobertas que me aguardavam na cidade.

Fui caminhando pelos corredores e vi o chofer que eu tinha contratado quando fiz a reserva do hotel segurando uma placa com meu sobrenome. Acenei com a mão e ele veio ao meu encontro, pegando minha mala. Ao sair pela porta principal, o ar fresco de Londres me envolveu e eu pude sentir a magia da cidade. Lembram quando a Hallie trocou de lugar com a Anne em “Operação Cupido” e ela ficou boba enquanto passava de carro pelo centro da cidade? Era eu naquele momento.

E, então, ao chegar ao meu hotel, com a visão de monumentos famosos ao longe, eu sorri largo. Os edifícios imponentes e antigos e as ruas movimentadas pareciam me convidar para viver ali. Era o começo de uma jornada que, com certeza, seria marcada não apenas pelos pontos turísticos notáveis, mas algo me dizia que a minha vida ia mudar.

― Muito obrigada, senhor. Tenha um bom dia — sorri, descendo do táxi.
― Não se esqueça do Dia da Rainha, vai ser uma celebração incrível — comentou. ― Dia da Rainha? Ok. Obrigada pela dica — sorri, amigável, e bati a porta do carro devagar.

Entrei no prédio, fiz o check in e subi direto para o meu andar. Abri a porta do meu quarto e estava tudo milimetricamente organizado, com cheirinho de limpeza e só me esperando. Botei o cartão na fechadura eletrônica e fui tomar um banho relaxante. Quando acabei, vesti um pijama confortável, pesquisei sobre o evento que o motorista havia me falado e descobri que se chamava Trooping the Colour*. Comprei um ingresso e fiquei animada por conseguir participar de um evento local. Fiquei mais umas horas no quarto e decidi descer para comer algo que não fosse do hotel. Coloquei o GPS no celular e caminhei até chegar à uma lanchonete antiga, observando as pessoas. Pedi o lanche tradicional da casa que era o “London Burger”. Segundo a garçonete, ele era muito melhor que os de fast food conhecidos e que eu não me deixasse enganar por ele ser comum. Bem na minha frente tinha um suculento blend de carne, queijo cheddar derretido, alface, tomate e cebola, servido em um pão de hambúrguer macio e regado ao molho “Burger Sauce”, que era feito de maionese, ketchup, mostarda, picles picados ou relish, cebola em pó e temperos diversos.

― Então, o que achou? — a garçonete veio, sorrindo, até minha mesa. ― Você estava certa, é incrível — disse, colocando a mão na frente da boca. — Escuta, eu comprei ingressos para a comemoração do aniversário da Rainha. Como é a comemoração? ― Querida, se eu te contar, estraga toda a alegria da comemoração! — ela piscou. — Mas te garanto que você vai amar. Tem música, alegria, é colorido e os guardas fazem uma apresentação incrível. Acho que a família real pode até aparecer.
― Mal posso esperar! Parece ser exatamente o tipo de celebração que eu estava procurando — respondi, empolgada. — Muito obrigada pelo hambúrguer. Foi uma delícia provar a receita de vocês!
― Sempre às ordens, querida. Londres é cheia de surpresas maravilhosas e tenho certeza que você vai aproveitar cada momento — ela sorriu.

Após terminar a refeição, me despedi novamente da garçonete de nome Lola e caminhei pelas ruas iluminadas de Londres. Sob as luzes cintilantes, a cidade parecia um sonho. Com a promessa do Dia da Rainha no horizonte e o sabor do "London Burger" ainda nos lábios, eu estava pronta para desvendar cada segredo que essa cidade encantadora tinha a oferecer. Cheguei novamente ao hotel cumprimentando a todos e segui para meu quarto. Tomei um banho rápido e fiz minha higiene. Mandei algumas mensagens para familiares e amigos, indicando que estava tudo bem, e apaguei.



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Trooping the Colour* (em português chamado de Desfile do Estandarte) é uma cerimônia militar britânica realizada anualmente em junho para celebrar o aniversário oficial do monarca do Reino Unido (neste caso, o aniversário do Rei Charles). A tradição remonta ao século XVII e envolve um desfile de tropas, cavalaria e bandas militares. A Rainha ou o Rei inspeciona as tropas e participa da procissão, que culmina em um grande desfile em Horse Guards Parade, em Londres. O evento também inclui uma exibição aérea da Força Aérea Real e a presença da família real na sacada do Palácio de Buckingham. Para saber mais clique aqui (https://www.army.mod.uk/news-and-events/events/2024/trooping-the-colour/) ou aqui (https://www.royal.uk/what-is-trooping-the-colour)

Curiosidade: Esse ano, devido à sua batalha contra um câncer, o Rei Charles III desfilará dentro de uma carruagem. Diferentemente do ano passado, quando desfilou em um cavalo ao lado de seus irmãos e o filho mais velho, William. A princesa de Gales, Kate Middleton, também não participará pelo mesmo motivo.

Curiosidade²: O aniversário do Rei Charles III é dia 14 de novembro, porém essa tradição é uma comemoração pública no mês de junho devido as temperaturas amenas no país.

Capítulo Dois



Os corredores do Castelo de Buckingham ecoavam com a imponência de séculos de história enquanto eu caminhava com passos decididos. Cumprimentei quem passava por mim e aos meus colegas sempre com o uniforme impecável que denotava não apenas um serviço militar, mas uma dedicação profunda à proteção da realeza. Nós éramos responsáveis por manter aquilo funcionando. À medida que eu passava pelos corredores, era como se os retratos dos monarcas antigos me observassem com orgulho e aprovação.

Quando cheguei ao meu modesto alojamento, joguei minhas coisas na cama e fui tomar um banho. Ia ser um longo dia e ainda teria o treinamento para o evento de aniversário da Rainha Elizabeth. Não nego que eu me sentia cansado daquilo às vezes, mas era grande demais e eu era o motivo de orgulho da minha família. E o salário também era bom.

A responsabilidade de proteger o castelo e aqueles que nele residiam pesava sobre meus ombros, mas eu o fazia com um senso de dever imbatível. Cada passo, cada guarda mantida, era uma expressão de lealdade à Rainha e sua família.

― Mais um dia , você consegue — murmurei para mim mesmo enquanto ajustava a fivela do cinto.

O sol ainda não havia se erguido completamente quando me dirigi ao campo de treinamento, meu uniforme reluzente brilhando à luz tênue da manhã. Os pássaros riscavam o céu enquanto os corredores do Castelo de Buckingham me chamavam para mais um dia de trabalho. O dia de treinamento para o Trooping the Colour estava prestes a começar. Estava acompanhado por mais dois guardas e fomos ao encontro do resto.

O instrutor, um veterano da Guarda Real, nos aguardava com sua presença imponente. A disciplina era palpável. O campo de treinamento estava rodeado de soldados, cada um com a determinação de honrar a tradição e a história que envolviam o Trooping the Colour. Me encaixei no meu lugar e comecei a ouvir as instruções do mais velho.

Os exercícios se deram início com uma coreografia militar. Ele nos ensinava como marchar em sincronia, nossos passos ressoando como uma única batida de coração. Era a nossa “We Will Rock You”, mas com os pés. Cada movimento tinha que ser milimetricamente perfeito, cada gesto feito com a elegância e a solenidade que a ocasião exigia. O instrutor, com sua experiência, corrigia posturas e ajustava detalhes, garantindo que a Guarda Real estivesse impecável.

Depois, passamos para o ensaio das saudações e das trocas de guarda. A precisão dos nossos movimentos refletia não apenas na nossa habilidade militar, mas também no respeito pela tradição que nos cercava. Quanto mais o tempo passava, o sentimento de camaradagem entre os colegas de farda tornava-se mais evidente. Éramos uma equipe, uma unidade que se preparava para o espetáculo que era a marca registrada do Trooping the Colour.

O som dos tambores e trombetas ecoava pelo campo, marcando o ritmo da nossa preparação. Eu sentia a vibração das notas em cada célula do meu corpo. O treinamento não era apenas uma prática militar; era uma imersão em uma tradição, uma celebração da história que se desdobrava diante de nós. Os que vieram antes, os de agora, os que viriam depois de nós teriam essa tradição gravada na pele.

Ao final do dia, enquanto o sol beijava o horizonte londrino, a exaustão era nítida, mas a sensação de dever cumprido era ainda mais intensa. O Trooping the Colour era uma manifestação de honra, uma ode à realeza e um tributo à coragem da Guarda Real. Eu me preparei não apenas para um desfile, mas para fazer parte de uma tradição que transcendia gerações. E, à medida que recolhíamos nossos uniformes ao final do dia, eu sabia que estaríamos prontos para brilhar com todo o esplendor no dia da celebração real.

Capítulo Três



Uma semana depois.

O dia do Trooping the Colour finalmente havia chegado e eu me via imersa na agitação e na emoção que envolviam o grandioso evento. Vesti um vestido longo florido em tecido leve, uma ecobag com guarda-chuva, meus documentos, minha câmera e um cardigã fácil de remover. Nos pés, escolhi um par de tênis confortáveis, essenciais para andar a pé. Adicionei um toque de estilo com óculos de sol e um boné. Antes de sair, apliquei o protetor para me proteger dos raios solares, o joguei na minha bolsa e parti para a comemoração.

Assim, caminhei pelas movimentadas ruas londrinas, pronta para encontrar outras pessoas que, como eu, se deliciavam com os encantos da comemoração da cidade naquele dia. Até os locais agiam como se fossem ver algo inédito. As pessoas estavam eufóricas e tinham o rosto pintado com as cores da bandeira, as meninas estavam vestidas como Elizabeth e os meninos como os guardas reais. Eu registrava tudo o que eu podia para sempre me lembrar daquele dia. Um garotinho até passou por mim e me deu uma bandeirinha para que eu pudesse sacudir no ar quando o desfile começasse.

Me acomodei na multidão e fiquei esperando que o desfile começasse. O Castelo de Buckingham parecia ainda mais gracioso de perto, as bandeiras tremulando ao vento e os soldados alinhados, era como se eu fosse a protagonista de um filme.

No momento crucial, quando as cores vivas desfilavam pela Horse Guards Parade, a multidão aplaudia e a música preenchia o ar, eu me vi envolvida por uma sensação indescritível de orgulho e pertencimento. Cada passo dado pelos soldados, cada nota tocada pela banda, eu senti uma emoção completamente diferente de tudo que eu já havia sentido.

No entanto, a euforia da ocasião foi abruptamente interrompida por murmúrios nervosos quando um desentendimento acalorado eclodiu entre alguns membros da multidão. Logo depois, foi ouvido um disparo seco. Um tiro. A confusão se alastrou como fogo em palha seca, criando uma onda de agitação que chegou aos ouvidos sensíveis de um majestoso cavalo.

O animal, já inquieto pela movimentação intensa ao seu redor, viu-se repentinamente envolto em uma cacofonia de gritos e gestos raivosos. O tumulto gerado pela briga entre os espectadores despertou seus instintos mais primitivos, transformando o nobre cavalo em um ser assustado e imprevisível.

A multidão, antes unida, agora se via dividida e tomada pelo caos. As pessoas tentavam se afastar do epicentro da briga, mas o cavalo, temeroso e desorientado, reagiu de maneira imprevisível. O pânico se espalhou como uma sombra e a sinfonia alegre do desfile foi substituída pelo barulho caótico de uma multidão em tumulto.

A cena dramática, alimentada pela discórdia momentânea entre espectadores, ecoaria nas mentes dos presentes por muito tempo. Um episódio que, por um instante, transformou a celebração em um teatro de emoções mistas, deixando uma marca indelével na memória daqueles que testemunharam a briga nas ruas de Londres. Eu me vi presa no meio do caos enquanto tentava seguir algum caminho seguro, quando vi um garotinho nos seus cinco anos completamente perdido e chorando no meio da confusão. Meu primeiro instinto foi correr até ele quando eu vi que o cavalo estava indo na sua direção completamente tão perdido como nós. Joguei meu corpo para a frente, o protegendo quando o peguei no colo. Só fechei os olhos, preparada para ser golpeada pelo equino. Foi então que, como guiado pelo destino, um guarda real de aparência decidida, em um movimento rápido e coordenado, conseguiu tirar nós dois do caminho iminente do cavalo em descontrole. O olhei, surpresa pela sua agilidade, enquanto o garotinho continuava aninhado no meu peito.

―Vocês estão bem? — ele perguntou, sua voz suave contrastando com o caos recente.

Capítulo Quatro



A grande festa tinha virado um fiasco. Algum delinquente irresponsável disparou para o alto, desencadeando um tumulto que fez com que todos corressem em pânico, transformando a rua em um caos total. A confusão parecia ficar cada vez maior com tantos gritos e tumulto preenchendo o que antes era uma celebração bonita. Reuni alguns soldados e direcionei-os para dispersar algumas pessoas para lugares seguros. Enquanto isso, eu ia a pé, procurando alguém que pudesse estar perdido, e encontrei uma mulher abraçada em um menino e um dos nossos cavalos prestes a golpeá-los. Botei toda a força que eu tinha nas pernas e consegui alcançá-los antes que o pior acontecesse. O cavalo fugiu, assustado, quando eu cheguei e gritei para alguém buscá-lo.

―Vocês estão bem? — perguntei.
― S-sim — ela respondeu. — E você, lindinho? — ela direcionou o rosto para o garotinho agarrado nela.
― Eu quero minha mamãe.
― Eu sei. Vamos achá-la, prometo — disse, dando um beijo na testa dele. — Mas primeiro precisamos sair dessa bagunça, está bem?

Ele assentiu, visivelmente assustado. Ela segurava o menino com força, enquanto eu olhava ao redor, tentando determinar a melhor rota para sairmos da confusão. O tumulto continuava, mas os soldados já estavam ajudando a acalmar a situação.

― Vamos por aqui, ok? — indiquei uma rua lateral menos congestionada.

Enquanto caminhávamos, eu mantinha um olhar atento ao redor, certificando-me de que estávamos longe das áreas mais problemáticas. A mulher continuava abraçando o menino, tentando acalmá-lo enquanto eu liderava o caminho.

― Qual é o seu nome, nobre soldado? — perguntei, tentando distrair a criança.
― Oliver — respondeu, tímido.
― Oliver, meu nome é . Vamos encontrar sua mamãe, está bem? — disse, tentando transmitir segurança.

A mulher atrás de mim cantava alguma canção para o menininho que começou a rir baixinho quando a música mandava. Continuei a caminhar com eles até achar uma rua mais tranquila e, ao longe, avistei uma mulher correndo na nossa direção e os protegi, até ouvi-la chamando pelo nome da criança.

― Oliver! — ela disse, chorando
― Mamãe! — ele se soltou do abraço da moça e correu até sua mãe.

Os dois se abraçaram apertado e a mãe olhou para nós dois com o olhar agradecido.

― Vocês salvaram meu bebê, muito obrigada. ― Não foi nada, não é, Oliver? — a moça sorriu na direção dele, que concordou, sorrindo de volta.
― Agora vamos para casa. A mamãe vai fazer um bolo bem grandão de chocolate para você!

Oliver correu de volta até a moça, lhe deu um abraço apertado e saiu de mãos dadas com a mãe.

― Bom, acho que agora podemos nos apresentar formalmente. Meu nome é , sou um dos soldados da guarda real — estendi a mão em cumprimento.
― Meu nome é . Obrigada, . Eu não sei o que teria acontecido se você não tivesse chegado a tempo. — Apertou minha mão com gentileza.
― Você não é daqui — notei. — Estadunidense? — Ela concordou com um aceno de cabeça. — Onde está hospedada? ― Four Seasons. Park Lane. ― Vou te acompanhar.

Ela concordou e eu a acompanhei até a porta do hotel.

― Você não vai se encrencar? Quer dizer, a gente ouve falar do comportamento que vocês precisam ter. ― Não se preocupe — ri. — Vou dar um jeito. Foi um prazer conhecer você.
― Igualmente — ela sorriu, tímida, e acenou por cima do ombro antes de entrar no hall do salão.

Segui o caminho de volta até o palácio onde um dos soldados olhava pela rua até que veio na minha direção.

― Eles querem falar com você sobre o que aconteceu.

Capítulo Cinco



Suspirei pesado enquanto descia até o escritório dos meus superiores, já imaginando a bronca estratosférica que eu iria levar por ter destruído o desfile por causa de um cavalo desordeiro. Mas nosso trabalho é manter a ordem e a segurança, certo? Foi o que eu fiz, mantive a segurança das pessoas. Pode ter gerado desordem, mas foi assim que me ensinaram: a segurança das pessoas que eu sirvo em primeiro lugar. Respirei fundo antes de virar a maçaneta e encontrar o mesmo velho que me treinou sentado em uma grande cadeira de couro com uma cara de poucos amigos.

— Você deve ser o , certo? — ele perguntou com certo desdém. — , você sabe o que significa ser um oficial? — Sim, senhor — respondi firme.
— Não foi o que pareceu quando destruiu o desfile, rapaz. Sabe o esforço que fizemos para isso dar certo?

Eu abri a boca para responder, mas ele ergueu a mão, impedindo-me de falar.

— Não estou interessado em suas desculpas pela imprudência, rapaz.
— Imprudência? — questionei. — Um cavalo poderia ter ferido pessoas ou até mesmo matado uma criança inocente. Eu agi conforme o protocolo para garantir a segurança de todos ali. Não é minha obrigação zelar pela segurança, senhor? Eu fiz o que era necessário para evitar um possível desastre durante o desfile — continuei. — Vocês preferem que um desfile termine em tragédia por conta de uma multidão descontrolada ou que termine porque um oficial assumiu o controle da situação? Eu escolhi agir para proteger a vida das pessoas ali presentes. Se isso é considerado imprudência, então estou disposto a aceitar as consequências. Mas não vou me desculpar por fazer o que é certo.
— Você sabe com quem está falando, rapaz?! — Com todo o respeito, senhor, estou ciente de sua posição. Mas isso não muda o fato de que minha prioridade é garantir a segurança das pessoas sob minha responsabilidade. Se isso significa desafiar convenções ou autoridades, então assim farei. — Está suspenso até que pensemos no que fazer com a sua displicência e imprudência. Pode voltar para sua casa. Deixe seu uniforme no quarto e espere nosso retorno.
— Ah, entendo. Suspensão. Então é assim que sou recompensado por garantir a segurança das pessoas? Anotado. Aguardarei ansiosamente para ver como são as recompensas por seguir as regras. Até logo — saí sem bater continência e fui direto até o quarto deixar minhas coisas.
Subi na minha moto e acelerei o máximo que pude até chegar em casa. Joguei meus pertences no chão e fui tomar banho para aliviar o estresse. Eu não acreditava que estava sendo punido por salvar vidas. Botei uma calça de moletom, uma camiseta, meus tênis e fui para a academia treinar. Uma das coisas que eu mais amava na vida era poder treinar quando meu estresse estava no auge, eu me sentia bem melhor e sentia que meu treino valia mais. Joguei minhas coisas dentro do meu armário e peguei as ataduras novas que tinha guardado lá dentro e as envolvi no pulso. Cheguei até onde os sacos de pancadas ficavam posicionados e desferi o primeiro golpe. O som oco bateu nos meus ouvidos e foi o que eu precisava para continuar. Continue golpeando o saco de pancadas até sentir todos os meus músculos doerem de alívio. Geralmente não fazia aquilo, mas resolvi colocar uma muda nova de roupas e tomei banho no banheiro do ginásio. Guardei a roupa suja em uma sacola separada para lavar e passei em uma cafeteria para tomar um café.
Entrei no local e meu olhar encontrou um rosto conhecido em uma mesa ao fundo. Um sorriso involuntário surgiu em meu rosto ao reconhecê-la. Era a garota do desfile.
Caminhei em sua direção, sentindo uma mistura de entusiasmo e nervosismo. Aproximei-me da mesa, e ela ergueu os olhos do livro que estava lendo, seu rosto se iluminando com surpresa e reconhecimento.

— Olá novamente — disse, tentando manter minha voz calma e casual, embora meu coração estivesse batendo mais rápido do que o normal. Como assim? — Oi! , né? Como vai? — sorriu. Meu Deus, que sorriso lindo…
— Isso. — sorri de volta. — Veio tomar café?
— É. Dizem que vendem café aqui, sabe? — brincou.

Ri baixo, me sentindo um adolescente atrapalhado. Que droga! Eu nunca fui assim, o que estava acontecendo? Ela me convidou para sentar e eu aceitei. Batemos um papo rápido e eu acabei contando sobre a suspensão.

— Que pena que eles pensem assim, — suspirou, dando uma mordida no croissant. — Tudo bem — dei de ombros. — Não estou me sentindo culpado, então.
— Você salvou minha vida e a vida daquele garoto. Se eles não vêem isso, eles são idiotas. — Quer ir ao cinema qualquer dia desses? — soltei rápido.
— Claro! Eu vou adorar ir ao cinema com você — ela sorriu, arrumando o cabelo atrás da orelha.
— Sábado? Eu te busco no seu hotel — sugeri. — Mas é surpresa… espero que esteja acostumada com o horário daqui, . Me passa seu número e eu aviso quando chegar lá. — Pode apostar que eu estou.

Acabamos de tomar café e eu a deixei no hotel pela segunda vez naquela semana. Cheguei em casa sentindo um frio diferente no estômago naquela noite e fui dormir com um sorriso bobo nos lábios.

Capítulo Seis



se despediu de mim e saiu na sua moto enquanto me deixava pensando no que minhas férias estavam começando a parecer. Ri sozinha e subi até meu quarto, me jogando na cama e contando a novidade para minha mãe, que mandou eu tomar cuidado e ir para algum lugar público que não fosse o cinema. Ri de sua superproteção e fiquei ansiosa, esperando o sábado chegar. No dia seguinte, acordei cedo e me permiti gastar um pouco mais do que eu esperava. Marquei unha e cabelo no salão do hotel e me dei um dia de princesa. Enquanto estava secando o cabelo, senti meu telefone vibrar no meu colo e vi a mensagem de na tela:

“Oi! É o . Vou te buscar no hotel às 23:30 para uma noite especial. Não se atrase, temos um encontro à meia-noite em ponto.”

Sorri sozinha e respondi que esperava ansiosa pelo nosso encontro. Algo me dizia que eu podia confiar nele de olhos fechados. Depois de todo o tratamento que recebi no salão, aproveitei para comer no restaurante do hotel e subi para meu quarto para descansar. As horas passavam devagar e minha expectativa só fazia aumentar. Tomei um banho relaxante, vesti um vestido mídi floral com uma jaqueta jeans, complementando com um leve perfume. Quando o relógio estava 23:25, recebi sua mensagem, avisando que já estava saindo de casa. Sorri para meu reflexo no espelho e saí do quarto.
Desci até a recepção com um gelado diferente no estômago, não era do clima, certeza. Mas ainda assim sentia meu estômago saltando. Sabe quando você é adolescente e conhece o seu ídolo? É o mesmo sentimento.
Quando meus olhos bateram na figura que me esperava, pude analisar milimetricamente suas feições. Ele era alto, tinha cabelos dignos de um astro de cinema perfeitamente moldados em pequenas ondulações, forte, mas nem tanto assim, tinha um porte de quem realmente fazia parte da realeza. Mas, diferente do dia que eu o conheci, vestia uma calça jeans, coturno, uma blusa lisa e jaqueta de couro. Quando me notou, abriu um sorriso largo e veio até mim.

— Oi! — disse, me entregando o capacete. — Você está linda.
— Obrigada — sorri, sentindo meu rosto rasgar.

nos guiou até a saída e mostrou sua moto estacionada do outro lado da rua. Sua moto brilhava sob a luz dos postes, refletindo as luzes da cidade. Era uma moto preta, robusta, com detalhes cromados que pareciam recém-polidos. sorriu, colocando o capacete na cabeça com um movimento ágil. O rugido do motor aqueceu meu ouvido e eu imitei seu gesto de colocar o capacete na cabeça, subindo logo atrás, abraçando sua cintura.

— Pronta? — perguntou, girando o guidão da moto.
— Pronta — disse, o apertando pela cintura.

acelerou com sua moto incrivelmente bonita, e nos vi cortando o vento pelas ruas de Londres. As luzes da cidade pareciam como um borrão colorido, passando como flashes na minha cabeça e criando memórias que eu nunca esqueceria. com certeza conhecia a cidade como ninguém, ele cortava com maestria as ruas e mergulhava como um profissional pelas curvas. Depois de alguns minutos, ele entrou em uma esquina, deixando para trás o centro movimentado e entrando em uma área mais antiga da cidade. Parecia que estávamos dentro de uma antiga cidade totalmente desconhecida do movimento diário de Londres.
estacionou em frente a um prédio antigo e imponente. A fachada do cinema estava coberta por letreiros de neon desgastados, mas brilhantes, anunciando filmes clássicos em exibição. O nome "Cinema Paraíso" cintilava em letras douradas, tendo um charme totalmente exclusivo.

— Bem-vinda ao Cinema Paraíso — disse , tirando o capacete e sorrindo.

Ele me ajudou a descer da moto, enquanto eu estava embasbacada com a magia única do lugar. Parecia que o tempo tinha parado naquele pedaço da cidade e era lindo. Era como se todas as estrelas do cinema antigo ainda morassem aqui, envolvendo o lugar com um glamour vintage totalmente seu.

— Uau! Eu não sabia que existia um lugar assim por aqui. É a coisa mais linda que eu já vi!
— É um segredo que eu tenho bem guardado — respondeu , pegando minha mão e me guiando para dentro. — E a melhor parte? As sessões são sempre à meia-noite. Vamos entrar ou perderemos o começo.

Entramos no saguão, onde um senhorzinho já nos seus oitenta anos nos deu um sorriso caloroso como se fosse cúmplice de em um crime. Sentamos nas poltronas de veludo vermelho enquanto esperávamos o começo do filme, o som doce de uma orquestra ao vivo tocava na sala ao lado.

Nunca nos meus maiores sonhos adolescentes me imaginava vivendo um momento desses. Fui tirada dos meus pensamentos quando ele me cutucou, perguntando se eu aceitava comer algo. Assenti enquanto ele nos comprava pipoca, doces e dois refrigerantes. Ele colocou o saco de pipoca entre nós dois e piscou, sorrindo de lado. Sorri de volta enquanto as luzes se apagavam e ouvi a voz de Humphrey Bogart ecoando dentro da sala do Cinema Paraíso.

Capítulo Sete



Não conseguia prestar atenção em uma palavra do que o ator dizia para a personagem principal porque meus olhos tinham se voltado totalmente para . Ela observava atentamente cada fala deles e até completava algumas antes mesmo deles falarem, o que me fez pensar que eu acertei em cheio na escolha do filme. Comemorei mentalmente e tentei prestar atenção no que estava acontecendo em uma cena importante do filme (ou algo assim) que ouvi alguém falar atrás de mim.
Quando as luzes se acenderam e as pessoas bateram palma, ouvi um choro baixinho vindo de enquanto ela secava o canto do olho.

— Ei, o que houve? — perguntei, limpando uma lágrima da sua bochecha.
— É meu filme favorito! Como você adivinhou?
— Bom, eu poderia falar que eu stalkeio sua vida, mas foi puro chute — ri.
— Eu amei — ela sorriu e deu um beijo no meu rosto.

Em um momento de impulsividade, me inclinei em sua direção e toquei seus lábios com os meus. Senti um calafrio quando pediu para aprofundar o beijo e eu me entreguei àquele momento. Segurei seu rosto com cuidado e sorri entre o beijo. Eu mal podia acreditar que isso estava acontecendo.
Quebrei o beijo e lhe dei um selinho rápido enquanto me levantava com ela para fora do cinema de mãos dadas. Eu devia parecer um idiota sorrindo e eu nem ligava, aquele era um dos melhores momentos da minha vida.

— No que está pensando? — perguntou.
— Em nós — respondi sinceramente e ela sorriu.
— Eu também — disse, me dando mais um beijo rápido antes de colocar o capacete.

Acelerei com a moto e parei em uma lanchonete perto do cinema e comemos um lanche simples, já que a pipoca não durou nem dez minutos. Conversar com era como conversar com uma amiga antiga. Era fácil, era confortável, simples e íntimo. O sotaque dela a deixava ainda mais especial, eu podia passar horas ouvindo falar e nunca me cansaria. Talvez eu não me canse nunca de estar na presença dela.

— Você quer subir? — ela perguntou quando estacionamos na porta do hotel. — Só se você quiser que eu suba.
— Eu quero.

Sorri para e estacionei a moto na garagem do hotel. Desci primeiro e estendi a mão para ajudá-la a descer. Seus olhos brilhavam sob a luz suave da lua, e eu podia sentir a eletricidade entre nós. Ela aceitou minha mão e desceu graciosamente, ficando tão próxima que eu pude sentir seu perfume envolvente.

— Vamos? — ela perguntou, com um leve sorriso nos lábios.

Assenti e nós entramos no hotel, seguindo até o elevador. O silêncio entre nós era confortável, carregado de expectativa. A envolvi com um dos braços e dei um beijo na sua têmpora. Quando as portas do elevador se fecharam, eu podia ouvir nossos corações batendo em sincronia. Ela apertou o botão do andar e o elevador começou a subir suavemente.

— Estou feliz que você me chamou para sair — disse . — Eu também estou feliz que você aceitou — respondi, tocando sua mão levemente.

As portas do elevador se abriram e ela me conduziu pelo corredor até a porta do seu quarto. Ela deslizou o cartão na fechadura e empurrou a porta, convidando-me a entrar. Respirei fundo antes de entrar e fechei a porta atrás de mim. tirou a jaqueta e a jogou na poltrona. Repeti o mesmo gesto, acompanhado de tirar meus sapatos, deixando-os no canto da parede.

— Vou tirar a maquiagem e já volto.

Ela piscou e desapareceu no banheiro enquanto eu observava o quarto. A vista da cidade era realmente magnífica. Apesar de não ser nenhum inexperiente no assunto, me senti estranhamente nervoso por estar ali sozinho com ela. Respirei fundo e voltei para o quarto, encontrando-a de rosto lavado e o cabelo preso em um coque frouxo. Sorri sozinho, observando-a tirar os acessórios e, então, fiz um gesto, a fazendo virar em minha direção.
Nossos olhares se encontraram novamente e, naquele instante, soube que não havia outro lugar no mundo onde eu preferiria estar. Ela correu até mim, envolvendo os braços em meu pescoço, e me beijou novamente.

Capítulo Oito



Acordei com o peso do braço de me envolvendo e me levantei devagar, tomando cuidado para não despertá-lo do sono tranquilo que ele estava. Caminhei até o banheiro, fiz minha higiene pessoal e tomei um banho rápido. Voltei para a cama e pedi um café da manhã no quarto para nós dois. Pensei no quanto eu estava me divertindo e como encontrar foi a melhor parte disso. Parte de mim queria que aquele momento nunca mais acabasse, a outra parte não sabia o que ia acontecer quando aquilo se findasse. Fiquei observando suas feições enquanto ele dormia. Sua respiração era devagar e suave, com um leve ressonar, como se estivesse sonhando. Então, a porta bateu, anunciando a chegada do café da manhã. Atendi a porta apenas para o carrinho entrar e dei uma boa gorjeta ao rapaz que o trouxe. Então, subi de joelhos na cama e despertei com um beijo suave em seu rosto.

— Bom dia — sorri. — Pedi café para a gente. Não sabia do que gostava, então, pedi um café bem londrino. — Obrigado — ele sorriu, sonolento. — Posso só jogar uma água no corpo e escovar os dentes? — assenti e ele se levantou da cama, indo até o banheiro.

Aproveitei enquanto ele tomava banho e arrumei nosso café na mesa do quarto. As coisas com fluíram de maneira tão rápida e tão tranquilamente, era como se nós fôssemos um casal de muitos anos. Ouvi o barulho do chuveiro cessar e sorri automaticamente quando surgiu, vestindo sua blusa e a boxer do dia anterior enquanto secava o cabelo na toalha. Nos sentamos juntos e aproveitamos nosso café enquanto me contava como ele entrou na profissão militar.

— E no final eles te deram um castigo por salvar pessoas. — Ele assentiu.
— Pois é.
— Você devia ser promovido, no mínimo!
— Tudo bem, tive tempo de conhecer você, valeu a pena. — Ele piscou e eu me derreti, sentindo minhas bochechas queimarem.
— Agora me conta de você, o que você faz?
— Sou curadora de museus — sorri, orgulhosa.
— O que faz uma curadora de museus?
— Eu sou responsável por gerenciar coleções, planejar e organizar exposições, conduzir pesquisas, desenvolver programas educativos, captar recursos e colaborar com outras instituições para preservar e apresentar o patrimônio cultural ao público. — Que legal. Vai me convidar para ir ao museu qualquer dia?
— Vamos ter um segundo encontro? — Todos que você quiser, .

Acabamos de tomar café e decidimos dar mais uma volta pela cidade. me mostrou alguns pontos turísticos que eu ainda não tinha ido e continuamos andando pela cidade até a tarde começar a pintar o céu com suas cores características.

— Adorei ficar com você, sabia? — ele disse, me puxando pela cintura. — Eu também — sorri.
— Quando vai embora? — Em outubro. — Então vamos fazer esses meses valerem a pena — ele sorriu, me beijando.
Os próximos dias passaram como um borrão e, quando eu dei por mim, eu passava mais tempo com do que no hotel. Eu parecia uma adolescente com seu primeiro namoradinho.

— Vem morar comigo — ele soltou de supetão enquanto dividíamos um sundae.
— Quê? — respondi em tom elevado. — Saia do hotel e fique comigo, vamos aproveitar esses meses que restam para a gente.
— Mas a gente mal se conhece… — argumentei.
— Eu sei. Eu nunca faria isso com mais ninguém, mas com você, , eu moraria no Rio Tâmisa se fosse necessário.
— Tá. Vamos fazer isso. — Sorrimos um para o outro e voltamos a comer nosso sundae naquele dia quente.
Quem visse de fora pensaria que nós dois — principalmente eu —, estávamos completamente loucos por fazer isso. Mas eu sentia no fundo do meu coração que ele era o cara certo. Conforme os dias iam passando, eu e ficamos cada vez mais próximos, fazendo viagens pelas cidades ao lado. Aos poucos, senti que me despedir seria a coisa mais difícil que eu teria que fazer.

Capítulo Nove



Não existe sensação melhor que ter do meu lado. Ela fez checkout do hotel e veio ficar na minha casa. Nossos dias eram basicamente para eu mostrar a cidade para ela, voltar para casa e ficar juntos. Ainda não tinha sido contatado sobre meu destino como soldado e isso não me preocupava como eu achei que fosse me preocupar. Eu tinha tudo que eu precisava ao meu lado. Nunca imaginei na minha vida viver algo como eu estava vivendo naquele momento. Agora, as roupas de cama, o banheiro, até meu armário, tinham o cheiro dela. O cheiro da .

— Oi, amor! — ela respondeu, sorrindo, quando atravessei a porta. — Oi — sorri de volta. — Tudo bem?
— Chegou uma correspondência para você. É do palácio.

Prendi a respiração quando ouvi aquelas palavras por significarem duas coisas: ou eu estava fora ou eles iam me castigar e me colocar novamente como recruta. Soltei as compras na mesa e corri até a carta, a abrindo depressa.

Palácio de Buckingham
Londres, Reino Unido

15 de junho de 2024

Caro Soldado ,

Escrevo-lhe com grande prazer e honra para comunicar-lhe uma notícia de grande importância e distinção. É com uma profunda admiração por seu notável serviço e dedicação ao Reino Unido que tenho o privilégio de informar que você foi selecionado para assumir o prestigioso posto de Capitão Real.

Este reconhecimento é uma demonstração clara de sua excepcional habilidade, coragem e compromisso demonstrados ao longo de sua carreira militar. Sua determinação e devoção aos valores da Coroa e à segurança de nossa nação são verdadeiramente exemplares, e é com imensa gratidão que anunciamos sua promoção.

Além disso, é importante destacar que sua atuação durante o Trooping the Colour, onde bravamente salvou duas vidas em uma situação de grande perigo, além de sua constante postura de integridade e liderança, foram fatores decisivos para sua ascensão ao posto de Capitão Real. Sua coragem e dedicação em se impor sobre suas convicções e agir conforme sua consciência são dignas de admiração e respeito.

Como Capitão Real, você se tornará parte de uma linhagem distinta de líderes militares que servem com honra e integridade. Sua nova posição traz consigo não apenas um título, mas uma responsabilidade aumentada e a confiança renovada do povo britânico.

Para celebrar este momento extraordinário, uma cerimônia especial será realizada em sua homenagem. Será uma ocasião marcante, em que você será oficialmente investido com as insígnias e responsabilidades que acompanham o posto de Capitão Real. Sua presença, bem como a de sua família, será muito apreciada neste evento memorável.

Por favor, aceite meus sinceros parabéns por esta conquista notável. Seu talento, liderança e dedicação são verdadeiramente inspiradores, e estou confiante de que você continuará a servir com distinção e orgulho.

Favor confirmar sua disponibilidade até 10 de agosto de 2024, para que possamos fazer os preparativos necessários para a cerimônia de investidura no começo do mês de setembro.

Mais uma vez, parabéns, Soldado , por este marco significativo em sua carreira militar. Estamos ansiosos para compartilhar este momento de celebração e reconhecimento com você.

Com os mais calorosos cumprimentos,

Tenente Coronel John Doe
Secretário de Assuntos Militares
Palácio de Buckingham

Caí sentado no sofá em total descrença. Eles iriam me promover de um simples soldado a Capitão Real. Para se tornar um capitão, é preciso anos de experiência e eles me deram essa honra apenas por eu ter sido corajoso o suficiente para salvar duas vidas durante o Trooping the Colour. Jamais imaginei que infringir uma regra me colocaria nesse lugar.

— Que cara é essa, ? O que diz na carta? — veio em minha direção, se abaixando do meu lado.
— Eles…
— O quê? Eles, o quê?
— Eles me promoveram. — A olhei em completo choque. — Eles me chamaram para ser Capitão Real.

levantou-se com um grito e me abraçou apertado enquanto eu deixava as lágrimas caírem dos meus olhos. Eu me sentia completamente realizado, tanto profissionalmente, quanto pessoalmente. Eu tinha tudo perfeitamente em seu devido lugar.

Limpei o rosto com as costas da mão e fui até o quarto, pegando um papel e um envelope que usava quando queria me comunicar com minha família. Respirei fundo e comecei a escrever a resposta para o meu superior.

Soldado
22 Kensington Park Road
Notting Hill
Londres W11 3RB
Reino Unido
20 de junho de 2024

Tenente Coronel John Doe
Secretário de Assuntos Militares
Palácio de Buckingham

Londres, Reino Unido

Caro Tenente Coronel John Doe,
Recebi sua carta datada de 15 de junho de 2024 com grande surpresa e imensa alegria. Sinto-me profundamente honrado e emocionado ao saber da minha seleção para o prestigiado posto de Capitão Real.

Este é, sem dúvida, um dos momentos mais importantes da minha carreira e da minha vida.
Agradeço sinceramente o reconhecimento dado ao meu serviço e dedicação ao Reino Unido. Desde o início da minha carreira militar, tenho me esforçado para servir com o máximo de coragem, integridade e compromisso, sempre buscando honrar os valores da Coroa e garantir a segurança da nossa nação. Saber que meus esforços foram notados e valorizados é extremamente gratificante.

Fico particularmente emocionado ao saber que minha atuação durante o Trooping the Colour foi um fator decisivo para esta promoção. Aquele dia foi, sem dúvida, um teste significativo de minha formação e habilidades, e é uma honra saber que minhas ações foram consideradas dignas de tal reconhecimento.
Aceito com imensa gratidão o convite para a cerimônia de investidura e confirmo minha disponibilidade para participar deste evento memorável. Estou ansioso para celebrar este momento extraordinário ao lado de minha família e de meus colegas.

Mais uma vez, agradeço por esta honrosa distinção e pela confiança depositada em mim. Comprometo-me a continuar servindo com a mesma determinação e dedicação, honrando o posto de Capitão Real e contribuindo para a segurança e o bem-estar do Reino Unido.

Com os mais calorosos cumprimentos,
Soldado

— O que você acha? — Achei perfeita. Sucinta, clara, coesa — ela sorriu. — Tô tão orgulhosa, amor. — Você vai, não é? Sei que nosso tempo tá acabando, mas nada me faria mais feliz do que você comigo lá. — Não perderia isso por nada no mundo — ela disse, segurando meu rosto e selando nossos lábios em um beijo calmo.

Avisei a que iria enviar a carta por correio e depois passaria no mercado para comprar algumas coisas para nossa comemoração. Liguei para meus pais no meio do caminho, que ficaram em êxtase com a notícia.

Capítulo Dez



01 de setembro de 2014. Capela Real de São Tiago, Palácio de St. James, Londres.

O salão da Capela estava cheio de oficiais, soldados e dignitários que preenchiam os seus devidos lugares. O ambiente era dominado por suas paredes revestidas de madeira nobre e detalhes arquitetônicos, suas janelas em arco e molduras decorativas com um teto alto bem ornamentado. A sala estava organizada em áreas de assentos de madeira, a iluminação do ambiente era uma combinação de janelas e lâmpadas ornamentadas, criando um ambiente respeitoso. Já eu estava de pé ao lado do General Henderson, o respeitado comandante supremo das forças armadas. O General Henderson era uma lenda, um homem de presença imponente e voz firme.

— Oficiais, soldados, convidados honrados — começou ele, sua voz ressoando pelo salão e batendo como uma bateria nos meus ouvidos. — Hoje nos reunimos para um momento de grande significado. Estamos aqui para reconhecer e celebrar a dedicação, a coragem e a excelência exemplar demonstrada por um dos nossos próprios. É com grande honra e orgulho que hoje promovemos o Soldado ao posto de Capitão, em reconhecimento de sua bravura e dedicação ao serviço do Reino Unido, após salvar a vida de duas pessoas durante nosso desfile. , por favor, se aproxime.

Com passos firmes, me aproximei da mesa, me ajoelhei diante do General Henderson, abaixando a cabeça em sinal de respeito. O General Henderson pegou o distintivo de capitão, um símbolo de honra e responsabilidade, e, com um movimento cerimonial, ele o prendeu no meu uniforme, selando minha promoção ao novo posto.

O General Henderson ergueu a mão em saudação, sua voz ecoando pelo salão em um brinde ao novo Capitão.

— Que essa promoção seja apenas o começo de uma jornada de sucesso e realização para o Capitão . Que ele continue a liderar com coragem, integridade e dedicação, honrando, assim, o juramento que fez de proteger e servir ao seu país.

Um aplauso encheu o salão, os rostos de todas as pessoas que eu amava e admirava estavam ali. Meu olhar encontrou o de enquanto ela sorria para mim, batendo palma e me mandando um beijo. Foi então que eu decidi que era a hora de tomar uma decisão que mudaria sua vida para sempre.

… — a chamei, tomando toda a atenção para mim. — Tem uma coisa que eu gostaria de fazer neste momento especial.

Os olhos de se arregalaram enquanto eu me aproximava dela. Me apoiei em um dos joelhos e peguei sua mão.

, desde o momento em que nos conhecemos, eu sabia que não tinha sido por acidente, sabia que alguma coisa tinha que acontecer para fazer nossos caminhos se cruzarem. No momento que eu vi você sair do elevador naquele dia do hotel, eu sabia que não dava mais para te deixar ir embora. Você virou minha vida de cabeça pra baixo. Adoro sua risada quando você entende alguma gíria londrina, adoro quando você chora vendo algum filme triste porque você torce o nariz e faz uma carinha linda de choro, adoro quando você me acorda com beijo no rosto, não vejo mais minha vida sem você. E agora, neste dia tão importante para mim, eu não consigo imaginar ver você entrar naquele avião e não te ver acordando ao meu lado todos os dias. Não consigo viver sem você ao meu lado. — Tirei uma caixa pequena e reluzente do bolso, revelando um solitário em ouro rosé com uma pedra delicada. — , você aceitaria se casar comigo?
— Sim. Mil vezes sim!

Epílogo


Queridos amigos e familiares,

É com imensa alegria em nossos corações, que nós, Evelyn e Jonathan , juntamente com Margaret e Thomas , temos o prazer de convidar vocês para testemunhar e celebrar o casamento de nossos filhos, e .

Unidos pelo amor, pela amizade e pelo compromisso, e convidam vocês a compartilhar este momento especial em suas vidas. Juntos, eles deram o próximo passo em sua jornada de amor, e agora é hora de honrar essa união com todos aqueles que lhes são queridos e amados.

A cerimônia de casamento será realizada no dia 12 de junho às 20:00 na encantadora Capela Real de São Tiago, Palácio de St. James, em Londres. Após a cerimônia, todos estão convidados a se juntar a nós para uma recepção repleta de alegria, música e celebração, no mesmo local.

Sua presença será o maior presente que poderíamos receber, mas, caso desejem nos presentear, solicitamos que contribuam com sua bênção e boas energias para o início desta nova jornada juntos.

Por favor, confirme sua presença até 30 de abril para que possamos fazer os devidos preparativos.

Estamos ansiosos para compartilhar este momento inesquecível com todos vocês!

Com amor e gratidão,

& .



FIM.



Nota da autora: Oi, pessoal! Espero que tenham gostado de Regal Respite! Vejo vocês em Regal Union: London Vows! (;
Beijos e até a próxima! Qualquer erro, me avisem por aqui!


Nota da beta: Eu amo finais felizes, adorei que terminamos em casamento! Ansiosa para a parte 2 ❤️


Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.

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