Yeah, that's what crazy is when it's broken,
you say there's nothing to fix.
And you pray that everything will be okay,
while you're making all the same mistakes



Estávamos sentados de frente um para o outro, mas não nos olhávamos. Não nos olhávamos há muito tempo, pra falar a verdade. As pessoas falam que a distância física também distancia emocionalmente, mas eu nunca acreditei muito. Pelo menos não até provar tudo o que cidades diferentes conseguiam fazer com um namoro de anos. De muitos anos. De antes mesmo de sabermos o que é namorar. e eu nos conhecemos no nosso primeiro dia na escola e logo viramos amigos. Nós não nos desgrudávamos, até mesmo aquele período onde meninos devem odiar meninas e meninas odiar meninos nós ignoramos, pelo menos quando se tratava de nós dois. De lá para cá tinham passado dezessete anos. Tínhamos vinte e um agora. Ele sempre foi a minha pessoa preferida no mundo e ainda é, sempre me entendeu mais do que ninguém. E quando chegou a hora de eu entregar meu coração, não parecia ser possível encontrar alguém mais perfeito do que ele. Mas como dizem, as pessoas se afastam e nós não fomos imunes a isso. Primeiro foi a mudança. Ele foi para um lado, eu para o outro. Nós nos prometemos o mundo e não cumprimos nem mesmo metade da metade dessa promessa. Depois foi a faculdade, os trabalhos. Em seguida as novidades, eram novas pessoas, novos amigos. Era tudo novo e nós dois presos numa relação antiga, gasta e sem chances de recomeço. Como poderíamos nos reinventar estando sempre a mais de mil quilômetros de distância um do outro? Existem coisas que nem mesmo o amor é capaz de superar e talvez a distância seja uma delas.

- , olha pra mim, por favor. – pedi, vendo-o abaixar os olhos da parede para o chão e, em seguida, me olhar nos olhos. Havia tantas coisas ali, que eu não conseguia decifrar. Mas a dor gritava. Gritava tanto, que meu coração parecia doer por nós dois. – Nós somos amigos há dezessete anos e não há outra pessoa no mundo que eu ame mais do que você, mas se continuarmos assim, eu acho que vamos acabar com toda essa história. – ele me encarou, em silêncio. Alguns segundos se passaram e ele permanecia imóvel, até que umedeceu os lábios e respirou fundo, parecendo completamente desconfortável.
- Eu acho que a nossa história não tem mais salvação de qualquer forma. Depois de tudo o que você me falou, nós não podemos fingir que nada aconteceu. – disse baixo, mordendo o lábio inferior, como fazia sempre que queria segurar o choro. – Não é como se pudéssemos voltar a ser apenas amigos depois de todo esse tempo. São dezessete anos de amizade, sim. Mas são sete de namoro. Eu mal lembro da minha vida sem você nela e se for pra eu te ter pela metade, eu prefiro não ter. Vai ser difícil? Vai! Vai ser difícil demais. – ele fez uma careta, demonstrando toda a intensidade de suas palavras. – Mas depois de todo esse tempo te amando, eu não consigo ser só seu amigo.
- Não me faça sair como a vilã, por favor. – eu pedi, deixando o rosto cair nas mãos, enquanto as lágrimas escorriam. Eu queria gritar para tentar tirar essa dor que parecia que ia me fazer parar de respirar. Eu queria levantar, enterrar meu rosto no peito de , sentir seu cheiro e ouvir sua voz me dizendo que estava tudo bem. Eu queria abrir os olhos e vê-lo sorrindo pra mim. Mas tudo o que eu vi foi sua expressão triste e seus olhos vermelhos. E pior, eu tinha causado tudo aquilo. – Eu queria estar errada sobre tudo o que te falei, queria que fosse apenas uma impressão minha, que quando eu fechasse os olhos de noite, junto com a certeza que eu te amo e que você me ama, eu também tivesse a certeza que estaríamos juntos até o fim do dia seguinte. Mas, , eu sinto como se nós estivéssemos numa corda bamba sobre num precipício, sempre nos equilibrando para não cair. Estamos andando em círculos, sempre com os mesmos problemas. Cometendo os mesmos erros. Como podemos viver longe um do outro por mais três anos dessa forma? Eu queria viver a minha vida inteira ao seu lado, mas nós mal conseguimos passar esse último ano separados, . – comecei a me desesperar, minha voz foi embargando pelo choro e quando percebi, mal conseguia falar. – São sempre as mesmas brigas, as mesmas cobranças. Eu não aguento mais ir dormir brigada com você, ou chateada por não respondeu minhas mensagens ou atendeu minhas ligações. Eu... – fraquejei novamente e sendo vencida pelas lágrimas. – Eu não quero que você me odeie, mas está cada vez mais difícil te amar.
abaixou na minha frente, colocando suas mãos nas laterais do meu rosto. Ele fez com que eu olhasse nos seus olhos tão vermelhos quanto os meus. Seus dedos roçaram pela minha bochecha, secando algumas lágrimas que estavam ali. Enquanto ele me tocava, tão suave e carinhoso, eu tentava imaginar o quanto eu sentiria falta dele, mas não era possível. Era como tentar se imaginar sem uma coisa sem a qual você não sabe viver. Eu não sei o que é viver sem o , não sei o que não é tê-lo em minha vida há dezessete anos, como eu poderia aprender assim, de uma hora para a outra?
- Eu nunca vou odiar você. – sua voz soou baixa, calma e tranquila. – E também não quero que me amar se torne algo doloroso. – ficou em silêncio por alguns segundos, como se estivesse tomando a decisão mais difícil de sua vida. – Nunca me passou pela cabeça quem de nós dois seria o primeiro a dizer adeus, mas, pensando bem, sempre soube que se tivesse que acontecer, seria você. Porque você é forte, sempre foi a mais forte de nós dois. E se não fosse por você, provavelmente viveríamos nesse namoro que já acabou por muito mais tempo. – ele sorriu de lado, de forma triste, e suspirou, tomando uma de minhas mãos entre as suas. – Eu amo você, sempre vou amar, mas acho que a nossa história acaba aqui, não é? – sua pergunta era retórica, nós dois sabíamos. Tanto que logo depois ele se levantou, deu um beijo demorado em minha testa e saiu, fechando a porta atrás de si, levando dezessete anos da minha vida e meu coração com ele.

      SETE ANOS DEPOIS

Terminei de apagar a lousa, arrumei minhas coisas e vi se nenhum aluno tinha esquecido alguma coisa na sala de aula. Vendo que estava tudo certo, sai e tranquei a porta, como todos os dias. Hoje era sexta-feira e eu teria dois dias para relaxar e descansar. Antes de começar tudo de novo. Eu estava de volta à minha cidade. Tinha voltado logo após a faculdade, porque esse sempre foi o nosso, quer dizer, meu plano. Sempre quis ser professora. Sempre quis ocupar uma das salas onde passei muitos anos da minha vida. Queria ter o poder influenciar positivamente na vida de várias crianças, assim como todos os professores maravilhosos que tive. Por isso voltei e estou aqui até hoje. Arrumei um pequeno apartamento perto da escola, por mais que estivesse perto de casa, não queria morar com meus pais. Sempre quis ser independente e consegui conquistar isso pouco a pouco. Sem pressa, decorei o apartamento como sempre imaginei e me sentia confortável vivendo só comigo mesma, o que era bom. Abri a porta, deixei as coisas em cima da mesinha da sala e deixei cair meu corpo no sofá, me permitindo deixar meus sapatos jogados pela sala. Fechei os olhos, vendo meu momento de descanso sendo interrompido por Helena, minha amiga de longa data. O aparelho apitava repetidas vezes, como se ela estivesse desesperada para falar comigo. Olhei no visor e tinham cinco mensagens não lidas dela. Alguma coisa grave deveria ter acontecido, porque aquilo não era normal.

, você tá podendo falar???? Fiquei sabendo de uma coisa que deve ser interessante pra você.
«Helena 16:34 p.m.
, você tá aí? É importante!
«Helena 16:35 p.m.
, ME RESPONDE!
«Helena 16:36 p.m.
Ok, se você não quer saber, tudo bem, só não fala que eu não te avisei depois.
«Helena 16:37 p.m.
Eu só acho que você vai ficar MUITO surpresa com o que eu tenho pra te contar
«Helena 16:38 p.m.
Por Deus, Lena. Alguém morreu? É a única razão que eu consigo pensar pra você se deseperar dessa maneira.
«16:40 p.m.
Não, ninguém morreu. Na verdade, temos uma pessoa ressurgindo "dos mortos". Rolam boatos que temos um novo médico na cidade.
«Helena 16:41 p.m.

Senti o chão sumir debaixo dos meus pés por alguns instantes e já fazia muito tempo que eu não me sentia dessa maneira. Para Helena estar desesperada dessa maneira, só poderia ser uma pessoa, um médico: . Eu não falava com ele há uns seis anos, não nos víamos há uns cinco. Na última vez que nos encontramos, apenas trocamos um sorriso antes de seguir nossos caminhos distintos. Falamos sobre continuar a amizade de vida que tínhamos, mas tinha razão, era difícil demais ir de namorado de volta para amigo, então achamos melhor cada um seguir o seu rumo e calhou do destino nunca mais nos unir. Bem, até hoje.

, você ainda tá aí?
«Helena 16:44 p.m.
Eu não te matei, né?
«Helena 16:44 p.m.
Bem, se você estiver morrendo, pelo menos tem um médico gato na cidade.
«Helena 16:46 p.m.
, ME RESPONDE, POR FAVOR! Eu estava brincando.
«Helena 16:46 p.m.
Você o viu?
«16:47 p.m.
Não. Ai, droga, eu vou até aí.
«Helena 16:48 p.m.

Helena morava na calçada do outro lado, dois prédios descendo a rua, então em menos de cinco minutos ela estava aqui, sentada ao meu lado. Eu apoiei minha cabeça em seu ombro e ela dava batidinhas em meu joelho com sua mão. Não sabia explicar o porquê eu tinha ficado tão abalada com a notícia, afinal, eram sete anos, eu estava certa que tinha esquecido, que tinha seguido com a vida, mas estava chegando à conclusão que não era bem assim.

- Droga, Lena. Eu estava crente que não sentia mais nada pelo , nada. Sete anos é tempo suficiente para um amor acabar, não? – perguntei, desejando enlouquecidamente que ela respondesse da forma que eu precisava.
- Bem... – não era isso que eu estava querendo. – , vocês dois tem uma história absurdamente longa juntos, então provavelmente esse amor que você sente, vai ficar aí pra sempre. Mas pensa assim. – ela pediu, fazendo com que eu olhasse em sua direção. – Você nem sabe se ele tá solteiro, casado, divorciado, viúvo e etc. Já tá aí toda sofrida, totalmente sem necessidade. Por favor, né...
- Que droga, Lena! – repeti. – Isso é tudo sua culpa, eu preferia não sabe de nada.
- E o que? Cruzar com ele na rua? Por favor, você tá parecendo uma adolescente boba. – ela suspirou, passando a mão pelo cabelo e olhando para o outro lado, querendo me evitar. – Sabe, se eu fosse você, eu ia até ele, sei lá, pra conversar. Assim você tirava logo isso da sua cabeça.
- Acho que eu tenho que tirar você e suas ideias malucas da minha cabeça e da minha casa. – comentei, levantando e caminhando até a cozinha. Peguei as coisas para fazer um café e tentei não pensar nisso por alguns segundos, mas com a minha amiga por perto seria impossível.
- É sério, . Vai me dizer que você não tá nada curiosa. Nadinha. Nem mesmo um pouco. – ela perguntou, se escondendo atrás do batente da porta, enquanto eu lhe direcionava um olhar nada amistoso.
- Eu não quero sentir mais nada por ele, Lena. Talvez tudo isso seja só a surpresa, afinal, nós ficamos juntos por muito tempo, mas daqui a pouco passa, você vai ver.
- Tudo bem, tudo bem. A vida é sua, se você não quiser que eu fale mais disso, podemos mudar de assunto. – respondeu, levantando os braços em sinal de rendição. – O que faremos nesse fim de semana?
- Não sei você, mas eu tenho uma pilha de provas para corrigir. Serão dois dias de muita agitação. – mostrei uma falsa animação e ela riu, balançando a cabeça.

Entreguei uma xícara de café a ela e caminhamos a até o sofá. Ela se sentou e começou a tagarelar sobre alguma coisa que eu não estava prestando atenção de verdade. Suspirei, pensando em como tudo naquela cidade me lembrava e como eu nunca tinha conseguido eliminar isso da minha cabeça, mesmo depois de todo esse tempo. Talvez, quando uma pessoa passa pela sua vida e tem uma importância grande, ela deixe uma marca permanente. E foram dezessete anos de convivência e não seria um fim de relacionamento que colocaria fim nisso, certo? Céus, que confusão! Eu estava bem até meia hora atrás. Até Helena jogar essa bomba no meu colo. Agora eu não conseguia tirar da cabeça de jeito nenhum.

- Alô, Terra para ! – Helena gesticulou na minha frente, chamando minha atenção e me fazendo acordar de meus devaneios. – Quer que eu vá embora? É só falar, mas não precisa me ignorar.
- Desculpa, Lena. Desculpa mesmo, mas eu não consigo tirá-lo da cabeça. – confessei, jogando a cabeça para trás e contendo um grito. A realidade é que eu queria procurá-lo, queria vê-lo. Queria olhar nos olhos dele e descobrir se era tudo coisa da minha cabeça ou se era coisa do coração mesmo.
- Vai atrás dele, já disse. – ela disse, como se fosse a coisa mais simples do mundo.
- Eu não faço ideia de onde encontrá-lo. Fora que eu não posso chegar lá e falar: “Oi, , tudo bem? Lembra de mim, a sua namorada e amiga de anos, que te deu um pé na bunda anos atrás?” E se ele estiver casado?
- Aí você terá perdido sua chance. – deu de ombros, como o mesmo tom natural de sempre. Helena e seu dom de transformar tudo em coisas simples. – Faz assim, eu vou até a minha casa pra tentar descobrir coisas sobre ele, onde ele tá e tal. Provavelmente deve estar na casa dos pais, mas é melhor termos certeza. – disse, visivelmente animada, colocando a xícara na mesa de centro. – Assim que eu tiver qualquer novidade, eu te aviso. – ela abriu a porta, mas parou no mesmo lugar. Estranhei que ela ficou em silêncio e olhei em sua direção, vendo a mesma coisa que ela encarava. estava parado em frente à minha porta, como os braços cruzados sobre o próprio corpo, aparentando que estava ali há alguns minutos. Helena revezou seu olhar entre nós dois algumas vezes, antes de dar um sorriso na direção dele e sair. Ele permaneceu no corredor, como se esperasse um convite para entrar.


Circles, we’re going in circles
Dizzy’s all it makes us
We know where it takes us, we've been before
Closer, maybe looking closer
There's more to discover
Find out what went wrong without blaming each other



- Vai ficar ai fora? – perguntei, respirando fundo em seguida.
- Não sabia se você queria me ver. – ele deu de ombros, ainda sem se mover.
- E por que não iria querer?
- Não sei. – seu olhar alcançou o meu e eu senti meu coração acelerar. Era como voltar sete anos no tempo. Sete anos em dois segundos, incrível.
- Entra. – pedi. Ele caminhou até o centro da sala, onde eu estava, e parou a uma distância considerável, como se tivesse com medo de se aproximar de mim. – Não sabia que você estava se mudando de volta.
- Esse sempre foi o plano, não é? Terminar a faculdade e voltar, você fez a sua parte e agora é a minha vez. – ele sorriu, da mesma forma que sempre fez, com as ruguinhas se formando entre as sobrancelhas e a covinha marcada apenas do lado direito.
- Você voltou só por isso? – perguntei, momentaneamente alarmada e com o coração pesando de esperança, excitação e nervosismo. De onde tinha saído isso tudo? Nem eu mesma sei.
- Esse sempre foi o plano. – repetiu, dando um passo na minha direção. – Eu tinha um discurso enorme preparado, mas eu já esqueci tudo. Foi bobagem achar que conseguiria dizer qualquer coisa que eu tinha planejado durante esses últimos sete anos. Eu sabia que esqueceria tudo no momento em que colocasse meus olhos em você. Esse é o sue poder. – sorriu de lado, respirando fundo, como se quisesse se decidir como continuar. – Agora eu estou aqui, podendo, enfim, fazer o que planejo há mais de dois mil e quinhentos dias, não que eu estivesse contando cada um deles... – ele sorriu de lado.
- O que você tá falando, ? – perguntei, quase desesperada, querendo saber o que ele estava querendo dizer com tudo aquilo.
- Eu tô falando que eu te amo, só isso. – respondeu, como se fosse simples. Como se fosse a questão mais trivial e banal da sua vida. – Tô falando que eu te amo desde que eu tinha sete anos de idade e que até agora, nada mudou.

Confesso que precisei me sentar, porque a informação foi demais até pra mim. Caminhei até o sofá e vi me acompanhar, sentando na poltrona à minha frente. Ele mantinha seus olhos em mim, como se tivesse medo que eu escapasse novamente, de alguma forma. Eu queria dizer a ele que não iria a lugar nenhum, mas eu precisava, urgentemente, entender o que estava acontecendo ali, o que estava acontecendo entre nós dois, o que estava acontecendo comigo. Até horas atrás, eu não estava nem ciente da proximidade dele, eu estava vivendo – e bem – a minha vida, não sentia essa vontade enlouquecida de tê-lo em meus braços. Mas agora essa é a única coisa que eu consigo pensar.


Wake up, we both need to wake up
Maybe if we face up to this
We can make it through this
Closer, maybe we'll be closer
Stronger than we were before, yeah
Make this something more, yeah



- Sei que parece loucura minha, mas desde aquele dia que nós terminamos, eu sentia que eu precisava te ter de volta, mas que isso deveria ser na hora certa. Não adiantaria tentar de novo daquela forma, não estava dando certo e não daria. Então eu apenas aceitei que eu teria que esperar o tempo que fosse. Eu seguiria com o nosso plano, terminaria a faculdade e voltaria pra cá, onde eu saberia que iria te encontrar. – senti que ele esticou uma e de suas mãos para tocar as minhas, mas desistiu no meio do movimento. – Eu só preciso saber de uma coisa. Só me responde uma pergunta, com sinceridade, e dependendo da resposta, eu saio por aquela porta e você não terá que lidar mais comigo. – assenti, esperando que ele dissesse. – Você ainda me ama?
Fechei os olhos no mesmo instante, porque não havia como mentir. A resposta daquela pergunta estava estampada no meu rosto desde o momento em que ele entrou pela porta. Desde o momento em que eu olhei em seus olhos e vi que, definitivamente, não era apenas coisa da minha cabeça. Era o meu coração. O meu coração que sempre foi dele. E provavelmente sempre será.
- Eu te amo desde o dia que descobri o que era amar alguém, . – sorri, derrotada. Não havia nenhuma chance pra mim quando o assunto era ele. Não existem palavras suficientes para descrever o sorriso que ele me deu em resposta. – Mas eu não sei se isso é a melhor escolha para nós dois. Vamos fazer o que, esquecer esses últimos sete anos?
- Eu tenho uma proposta melhor, vamos recomeçar. Nada de e amigos do passado agora. Muito menos e ex-namorados. Eu sou outra pessoa agora, acredito que você também seja. Eu quero ter o prazer de te redescobrir por inteira, sem ficar me prendendo a nada. Não quero repetir os mesmos erros do passado, isso não vai nos levar a lugar nenhum. Eu quero te conhecer de novo. – ele sorriu abertamente e puxou a poltrona um pouco mais para perto de mim, curvando o corpo da minha direção e fazendo com que ficássemos a uma distância bem curta um do outro. – Muito prazer, meu nome é . – ele estendeu uma de suas mãos. Um sorriso escapou dos meus lábios e fácil assim, eu já estava entregue. Eu não tinha muitas escolhas, afinal. Não era como se meu coração estivesse disposto a amar outra pessoa. Então eu apenas fechei os olhos e rezei, enquanto colocava minha mão na sua. Rezei para não cometer os mesmos erros de novo.
- Muito prazer, , meu nome é .

Estávamos sentados de frente um para o outro mais uma vez, da exata forma que a nossa história terminou anos atrás, mas dessa vez nós nos olhávamos. Não nos olhávamos há muito tempo, sim, mas dessa vez, nós estávamos nos vendo de verdade.


Don't look back
But if we don't look back
We’re only learning then
How to make all same mistakes again




Fim.



Nota da autora: (29/10/2015)
Ai, gente, essa música é linda demais. <3
Eu suei pra pegá-la, porque já tinha uma menina com ela, aí vagou que a Gabi passou pra mim, porque ela sabia como eu queria MUITO. Aí tá, beleza, peguei a música. E quem disse que eu conseguia escrever???
Peguei até Spaces pra me inspirar ali no comecinho, não sei se alguém percebeu. Só sei que a história não ficou tão boa como eu queria, mas não ficou triste, o que é importante. Porque o que essa música tem de linda, ela tem de triste. Bem, é isso. O ficstape deve tá maravilhoso, então quero ver todo mundo lendo todas as fics.
Beijo da That, até a próxima!

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