Oitava Night Club
São Paulo, outono de 2021
Dizem que a noite é uma criança…
E se realmente for, a madrugada seria um jovem adulto?
A música pulsava forte e as luzes de néon dançavam sobre as paredes, o bar fervilha de gente elegante. não estava acostumada com um ambiente assim, pelo contrário, nascida no interior de Minas, era tida como caseira, entre seu grupo de amigos. Contudo, morar em um apartamento ao estilo roommate com mais quatro baladeiros, — Carla, Holly, Jonas e Rubem — não lhe daria tanto espaço para finais de semana tranquilos. De família humilde e muito esforçada, desdobrava seu cronograma semanal, milimetricamente calculado, entre o estágio obrigatório e as aulas de sua graduação em Publicidade e Propaganda, com o trabalho de meio período como camareira no hotel Vila da Sierra.
Mesmo sendo bolsista na USP, outros boletos existiam em sua realidade.
Aquela noite, em comemoração do aniversário de Carla, sua recusa não foi aceita, mesmo alegando ter uma prova importante na segunda pela manhã. Sextou para o grupo! Ambos os cinco moradores do apartamento com cobertura, situado na rua da Glória no bairro Liberdade, chegaram no frequentado Octavia Night Club. Uma casa noturna bem conceituada do bairro Pinheiros, que pertencia a um empresário influencer, bastante popular no meio. , sentiu-se um pouco envergonhada ao se deparar com o nível econômico da maioria das mulheres presentes ali. Não apenas por um estilo elitista de se portar, como também pelas etiquetas de grife escondidas no verso das roupas. Quanto a ela, trajava uma t-shirt grafite e jeans preto com rasgos na parte da coxa, com visível traço de desgaste e desbotamento pela lavagem da peça. Nos pés um all star amarelo, que denunciava seu pedacinho geek escondido no meio da paleta de cores preta, branca e cinza. Entretanto, mesmo singela, look destacava seu charme e beleza natural, principalmente pela ausência de maquiagem.
E apesar da atmosfera glamourosa do ambiente, seu olhar carregava um misto de cansaço e desdém.
— Hoje a gente esquece a vida, ! Vamos aproveitar! — disse Carla com entusiasmo.
Seus planos era não limitar a hora e aproveitar até os últimos segundos do local aberto.
— Pelo olhar da , aposto que queria estar em casa. — brincou Jonas, caminhando logo atrás delas, enquanto procurava pela namorada — Vocês sabem que a Bella já chegou?
— Ela não, mas o irmão… — respondeu Holly, ao cutucar , mostrando quem estava vindo na direção deles.
— Desejo sorte com esse. — brincou Rubem, já se afastando, ao reconhecer os membros do time de vôlei que integrava.
soltou um suspiro cansado, ao direcionar seu olhar para a figura conhecida. Pedro Gusmão, denominado pelo grupo de senhor insistente, era um colega impertinente de sua turma da USP. Sempre esbanjando um sorriso prepotente de quem sempre consegue o que quer, era um riquinho mimado que não aceitava receber um “não” de nenhuma garota pela qual se interessava. E foi a primeira a lhe dar um fora, exatamente diante de toda a classe ao centro do auditório principal.
— ! Achei que nunca te veria aqui. — comentou ele, ao parar diante dela, mantendo o visível olhar de predador — Ainda com aquele namorado imaginário que inventou para me dar um fora, ou vai admitir que era mentira e sair comigo?
Ela revirou os olhos, já cansada das investidas e das fugas durante os quatro semestres consecutivos. Estava na metade do curso e sentia-se esgotada pela insistência dele e de seu orgulho ferido.
Ah, Pedro… Ainda não consegui me livrar de você, pelo visto. — pensou ela.
— Eu não inventei nada, tenho mesmo um namorado. — reforçou ela, com segurança nas palavras — Mas não sou obrigada a apresentá-lo a você, apenas para provar sua existência.
Pedro dá um sorriso convencido e se aproxima mais, tentando diminuir o espaço entre eles.
— Me diz a verdade… — instigou — Você tem namorado mesmo? Porque ele não está com você, em um dia como este? Pode admitir que ele não existe.
Nesse instante, dá um passo recuando para se afastar e no reflexo vira a cabeça para o canto do salão. Seus olhos pousaram na pessoa em que menos esperava ali ver ali, Gouveia. O homem vestido socialmente com uma camisa branca e uma calça preta de modelagem em alfaiataria nobre, combinada ao despojado all star preto de couro sintético. Rindo de alguma piada, enquanto mantinha uma saudável conversa com os amigos, com a facilidade de quem domina o lugar.
Não apenas domina, como também puxa a atenção para si.
Não era a primeira vez de em um mesmo ambiente com Gouveia. O CEO de uma grande empresa de tecnologia brasileira, tinha grandes vínculos com a universidade, além de sempre estar na lista de palestrantes VIP, durante dos muitos eventos que ironicamente, tinha a participação voluntária da jovem na organização. Foram precisas duas trombadas pelos bastidores e algumas alfinetadas dela como ouvinte no último workshop ministrado por ele, para que ambos estabelecessem antipatia um pelo outro.
Nem se conheciam, mas já compartilhavam de sentimentos mútuos.
Sem hesitar…
Sem avaliar as consequências…
E numa súbita ação involuntária de ousadia, caminhou até , e tomada pelo impulso da loucura, com um olhar desafiador sem permití-lo reagir, iniciou o beijo inesperado, doce e envolvente, com toda a confiança do mundo que não sabia que existia dentro de si.
O burburinho ao redor foi crescente, fazendo seus amigos em pontos diferentes do lugar, observarem abismados a cena.
— Me desculpe pelo que fiz… Mas por favor me ajude, finja que é verdade. — sussurrou ela, após afastar o mínimo suficiente para sussurrar em seu ouvido.
— Alves? — a voz confusa de Pedro, veio acompanhada por seu olhar embasbacado.
— Então Pedro… — mais um passo de afastamento e olhou para o rapaz — Esse é o meu namorado… Ele é real.
Antes que Pedro consiga reagir, o falso namorado sorri com aquela pitada de arrogância charmosa que o caracteriza. Por mais que tivesse sido pego de surpresa, sua sagacidade lhe permitia sobressair e lidar rapidamente com qualquer situação. Seja ela a mais surreal possível, como era naquele caso. E tinha sua forma de agir e reagir, sempre girando as peças do tabuleiro para ficar no controle da partida. E movendo sua torre preta para capturar um frágil e indefeso peão branco…
Permitiu sua voz sair com mais entonação.
— Querida, não seja modesta. — um sorriso de canto malicioso, ao tocá-la na cintura, puxando-a levemente para mais perto — Gusmão é um conhecido da minha família… Não sou seu namorado, me apresente de forma adequada pelo que sou de verdade… Seu noivo!
Olhares se voltam para eles.
Logo, uma tosse seca e nervosa surgiu de Pedro, tentando disfarçar sua surpresa com a declaração dele. Desde quando o intocável herdeiro Gouveia tinha uma noiva? Enquanto todos se questionavam em murmúrios, o olhar estático de se mantinha no homem ao lado.
Noivo?!
O que ele está fazendo?
— Eu fiz a minha jogada, agora dance conforme a música. — sussurrou ele, em seu ouvido, como uma sutil demonstração que agora ele estava no controle.
— O que está fazendo? — sussurrou de volta, sentindo o coração acelerado, insegura pelo que ele poderia fazer em seguida.
— Não é a única que precisa colocar alguém em seu devido lugar. — explicou seus motivos internos, fazendo-a perceber que não era para ajudá-la e sim, ajudar a si próprio — Também estou cansado da arrogância da minha ex. Que tal derrubar as peças brancas com apenas uma jogada? Nós dois nos livramos de um peso.
A noite na Oitava estava só começando.
Enquanto ela manteve o olhar seguro e confiante, seguindo de acordo com o improviso de quem agora dava as cartas. Pedro em seu estado estático, olhando para os dois como se tivesse levado um soco no estômago. Respirou fundo, em sua discrição, para recobrar a postura, disfarçando a incredulidade do que presenciava, com um sorriso meio falso.
— Ah… Noivos? Que… rápido! — soou forçado e com uma ponta de alfinetada — Para falar a verdade, nem sabia que ambos se conheciam. E por acaso não tem apenas três meses que terminou com a Mabel.
A jovem sentiu um frio na barriga.
Como ela pode arrastá-lo para aquela encenação, sem nem mesmo saber o tempo em que estava solteiro. No entanto, logo lembrou-se que o responsável por se autopromover a noivo, havia sido ele.
— Na verdade cinco… — o corrigiu e voltou o olhar para , atraindo o dela de forma natural como um ímã — Mas de que importa o tempo, quando se encontra a mulher da sua vida, aquela ideal que atormenta seus pensamentos pelas madrugadas e transborda o seu corpo de desejo quando a toca.
Uma piscada disfarçada de , para fazê-la sentir falta de ar instantânea.
E ele sentiu-a fraquejar nas pernas, enquanto a sustentava com mais segurança, em seu braço estrategicamente envolto a cultura da jovem.
— Meus parabéns, meu amigo! — disse George, que anteriormente conversava com ele, adentrando o assunto — Essa notícia pegou a todos nós de surpresa.
— Verdade. — concordou Miguel, impressionado com a beleza simples e sutil da noiva do amigo — Sua noiva é totalmente diferente do que imaginamos ser seu tipo ideal.
— Nem sempre os melhores fracos vem nas embalagens mais caras. — respondeu ele, em sua filosofia popular.
voltou seu olhar atravessado para ele, como se dissesse: “Virei um perfume agora?”
apenas manteve o sorriso no rosto, como se a respondesse: “Agradeça por eu te comparar a um perfume caro!”
Pedro naquela altura de sua vergonha por mais uma vez ser ridicularizado por , deu alguns passos discretos se afastando do grupo, e meio sem graça, logo desapareceu no meio da multidão, que dançava ao centro da pista.
— E não vai nos apresentar formalmente sua noiva?! — a voz de Mabel se destacou entre o som alto da seguinte música que se iniciou.
Um respiro profundo de , que engoliu seco ao ver a classe e elegância da mulher. Mabel Duarte era considerada o ícone fashionista da elite paulistana, sempre com os melhores e mais invejados looks, que demonstravam sua máxima noção de moda. E para esta ocasião, seu vestido Prada preto perfeitamente modelado ao seu corpo como se tivesse sido costurado a mão somente para ela, a deixava ainda mais impecável. O salto alto com o solado externo vermelho, em sua marca registrada, e um olhar que mistura determinação e desafio.
Seu passos firmes, como se fosse dona do lugar — ou ao menos alguém que impõe respeito sem o menor esforço. Já , mantinha a frieza em seu rosto, combinado a inexpressibilidade, sentindo seu maxilar se contrair com sutileza, num misto de surpresa e raiva controlada.
— Mas é claro. — um sorriso artificial e um olhar direcionado para a jovem do seu lado — Minha noiva, esta é uma velha amiga, Mabel Duarte… Mabel, está é…
Uma pausa enquanto buscava no olhar de , um auxílio momentâneo a respeito da informação que não possuía. Afinal, uma estranha o beijou e alegou ser sua namorada.
— Minha noiva. — completou ele, voltando o olhar para a ex.
— E esta noiva tem nome? — o olhar de quem não acreditava era notório.
— Claro que tem. — a jovem sorriu com gentileza — Mas… Se conhece tão bem o como eu, deve saber que ele adora enfatizar certos substantivos. Contudo, pode me chamar de .
Um suspiro de alívio vindo dele, que mais parecia de satisfação pela reação da “noiva”.
— Nossa. — por um instante a mulher ficou sem reação, então retrucou — Fico feliz pelo noivado de ambos, mas triste em saber que após seis anos de namoro, fui reduzida a ser apenas uma velha amiga.
— Sabe que não costumo olhar para o passado, principalmente aqueles que não deram certo. — relatou ele, num tom frio e ríspido, como se escorresse vingança na sua colocação — Além do mais, você ainda continua sendo minha diretora de marketing preferida.
A tensão entre eles era tão palpável, quanto o calor que emanava da sua mão, encostada na cintura de . E a jovem mantendo-se serena externamente, lutando para ignorar seu interior em caos e desequilíbrio.
— O que importa é que somos todos amigos. — disse Grazi, ao se apoiar no braço de Miguel, seu namorado.
— E viva os noivos!!! — vibrou George, ao levantar a taça de champanhe.
As felicitações se iniciaram, até que mão pegou pelo braço e a arrastou até o canto da escadaria de acesso à área do terraço.
— Que história é essa de noivado? — indagou Carla sem rodeios, acompanhada pelos amigos de moradia.
— Desde quando você conhece “o” ? — o tom de Holly enfatizou subjetivamente a fama de inacessível dele.
— Meninas, deixem ela respirar. — disse Rubem, também curioso pela fofoca.
— Bem… — ela estava se sentindo acuada, isso era um fato, porém, não conseguia formular uma resposta para eles.
— Tudo bem, querida?! — a voz entonada e firme de soou atrás dela, seguido de um sutil gesto de intimidade, segurando-a novamente pela cintura.
Algo que notou de início que a desestabilizar.
— Senhor Gouveia. — Jonas tossiu um pouco, endireitando a postura, pois estava no segundo degrau da escada, escorado no corrimão.
O universitário de engenharia de software trabalhava diretamente com ele, como um dos muitos trainees da monumental e inovadora Nuvion. Nascida de uma startup fundada por e dois primos, rapidamente se tornou uma das empresas referências de tecnologia, e a mais influente do Brasil. Com seu crescimento, e a noção de negócios do homem, veio a aquisição total de suas ações. Especializada em soluções em nuvem, inteligência de dados, automação corporativa, e outros serviços digitais, a Nuvion atende grandes empresas do setor financeiro, agrícola, educacional e de saúde, oferecendo sistemas inteligentes com alta confiabilidade e inovação constante. Com sua sede localizada na região da Avenida Faria Lima, com uma arquitetura modernista e industrial que mistura vidro e aço, simbolizando transparência e força.
E internamente, a cultura da empresa refletia a personalidade de :
Exigente, estratégica, perfeccionista e impecavelmente profissional.
— Surpreendente vê-lo aqui Jonas. — declarou , mantendo seu tom — Principalmente por sabermos que amanhã tem uma apresentação para me fazer do seu projeto pessoal.
— Sim… Senhor, eu não me esqueci, está tudo devidamente pronto. — ele tossiu mais um pouco — Eu acho que vou ali no bar, preciso de uma água.
Saindo sorrateiramente e acompanhado pela namorada.
— … Estes são os meus amigos. — com sutileza nas palavras para manter a encenação — Aqueles que eu te falei que dividem o apartamento comigo.
Precisou relatar algo da sua vida privada, para lhe direcionar no assunto.
— Prazer, eu sou a Carla. — disse num sorriso nervoso pela presença dele — A aniversariante… Eu juro que trouxe sua noiva aqui, apenas para se divertir inocentemente… Desculpa ter atrapalhado o dia dos namorados de vocês.
— Hum. — um olhar discreto analisando-a.
Que a fez tremer de medo.
— Eu sou a Holly. — disse a outra garota, de mãos dadas com o quarto integrante — E este é o meu namorado, Rubem, também moramos com ela.
— Que bom que finalmente aceitou me apresentar para eles, ironicamente no dia dos namorados em que me deixou sozinho. — deixando o tom mais descontraído, porém afiado o bastante para perceberem sua sutil “irritação”, demonstrando que estavam guardando um segredo — tem vergonha de mim, por meu status social.
Os murmúrios de curiosidade e surpresa vieram deles.
— Imagino, nossa amiga sempre se mostrou tão reservada com sua vida pessoal, desde que a conhecemos. — comentou Carla, ajudando na história, sem saber que era falsa.
— Posso roubá-la de vocês por um instante? — pediu ele.
— Claro. — assentiu Carla e brincou — Para ser honesta, nós é que a roubamos de você… Mais uma vez, nos desculpe.
Uma risada descontraída e segurou na mão da jovem, guiando-a até a escada de metalon, para acessarem o espaço VIP: O terraço.
— Preciso de trinta minutos privados. — disse ele, num tom discreto para o segurança na ponta da escada.
O homem robusto com cara de bravo, assentiu de imediato, sabia que se tratava do pedido de um cliente especial e sócio do clube. Assim, continuou conduzindo-a até o beiral de vidro blindex. O céu estrelado em um dia refrescante e de festividades para alguns casais. Por estar concentrada o bastante em seus estudos e a dura rotina de trabalho, esquecia-se até mesmo de datas comemorativas e dos aniversários dos parentes.
Como é que ela iria se lembrar que era o dia dos namorados?
— Tem sido inspirador esta partida. — se pronunciou ele, como se estivesse jogando xadrez em duplas — Devo admitir que somos incríveis jogando juntos.
Eles trocam um olhar carregado de tensão — não exatamente o tipo de relação que esperava, mas algo novo, intrigante.
— Vamos encerrar a partida? Ou continuar as jogadas? — indagou ela, entrando em sua analogia.
— Seria um desperdício parar agora. — ele sorriu de canto, olhar fixo e profundo sobre ela.
— E qual é o plano? — continuou, desejando saber pelo menos dez por cento dos pensamentos e intenções dele — Por que foi uma surpresa sua autopromoção a noivo.
Ele soltou uma risada baixa e rápida.
— Primeiro, continuamos com nossas demonstrações de carinho em público. — respondeu ele, como se tivesse planejado tudo em detalhes, nos pouco espaço de tempo até chegarem ali — Os sorrisos, as mãos dadas, algumas poucas trocas de olhares… O beijo. — uma breve pausa com sugestividade — A mídia sempre me persegue, e eles adoram um escândalo da elite… No caso, uma boa fofoca.
— Não estou acostumada com holofotes. — argumentou ela — Você ouviu a minha amiga.
— O que torna tudo melhor ainda. — retrucou ele — Mais real e menos artificial… Como o seu beijo, pareceu real o bastante para mim e para o Pedro.
— Mas sua apresentação pareceu artificial demais para a Mabel. — seu contra ataque tinha fundamento.
— Vamos ajustar isso com o tempo. — assegurou ele.
— E isso vai durar quanto tempo? — continuou ela, com seus questionamentos — Não podemos passar a vida mentindo sobre isso.
— Até a sua formatura. — propôs já com todos os passos traçados em sua mente.
— Dois anos?! — tentou não parecer tão em surto — Vamos fingir por dois anos?
— Precisamos ser convincentes. — argumentou ele, certo do que estava fazendo — E pelos transtornos com a mídia, depositarei uma quantia mensal em sua conta como compensação pela invasão da sua privacidade.
— Uma quantia?! — de estática ela se pegou pensativa na proposta, afinal, precisava de dinheiro para ajudar a família na pequena cidade de Pedra Miúda, onde moravam.
— Então, temos um acordo? — perguntou com a seriedade de um homem de negócios, ao estender a mão.
— Acho que… — ela olhou por um momento e depois apertou sua mão — Temos um acordo.
Com destreza, ele pega o celular do bolso da calça e abre um pdf, mostrando a ela uma lista de eventos sociais e alguns perfis de influenciadores que vão estar os observando de perto a partir daquela noite.
— Não se preocupe com os detalhes, eu te cubro se alguém for inconveniente. — com segurança de sua forte presença nos lugares — Ninguém irá se aproximar de você, caso não queira.
sorri, meio relutante, mas começa a relaxar.
— Só não me peça pra fingir ser a Branca de Neve amanhã cedo, porque estou mais para Tiana de avental. — alertou ela, em sua inexperiência com o mundo da elite.
ri, e com um gesto elegante segura em sua mãe, conduzindo-a para o centro do terraço, onde iniciou com passos suaves a última dança da noite. No relógio já batia onze e cinquenta e nove da noite.
— Feliz dia dos namorados, minha noiva. — sussurrou ele, ao aproximar os lábios de seu ouvido.
Uma entonação envolvente e tendenciosa.
Emanava uma intensidade incomum dele.
— Feliz dia dos namorados, meu noivo! — felicitou ela, ao abrir um largo sorriso de alguém apaixonado, assim que perceberam a chegada de outros clientes vip.
Era o início daquela inusitada parceria…
Bem no dia dos namorados.
Eu reconheci você assim que lhe vi
Como se estivéssemos chamando um ao outro
O DNA no meu sangue me diz
Que é você quem eu venho procurando.
- DNA / BTS
“Relacionamento: Não é sobre estar apaixonado, mas é sobre cumplicidade, lealdade e amizade.” - Pâms
FIM?!
Nota da autora: Olha eu aqui, com uma fic inédita depois de séculos sem aparecer. kkkkkkkkk
Agradeço por ler e por sempre apoiarem minhas histórias!
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