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Última atualização: 13/08/2021

Prólogo

Era simplesmente o pior dia para ela, , pois Sirius Black havia fugido de Azkaban e duas vezes, ela sabia que seria mandada para investigar seu paradeiro e ela simplesmente não queria. Ela abominava Sirius pelo que ele faz à Lily e James, mas ela não queria ser a pessoa que o colocou naquele lugar de novo. Ao mesmo tempo que ela achava que ele merecia, seu coração dizia ao contrário. Ela tinha que ser fria e não deixar se levar pelas emoções, ela não desperdiçaria seu treinamento como auror por pena de Sirius Black. Mas em consideração a tudo que viveram, ela deixaria que ele fosse até ela de bom grado, e não o torturaria. A coruja chegou. Ela foi convocada, como pensava.

Remus Lupin recebeu uma coruja de uma antiga amiga, o que era estranho, pois desde a morte de Lily e James eles não tiveram contato algum.
“Se souber algo sobre o Black, diga para que ele venha até mim.” Era o que dizia na carta, que tinha um endereço abaixo. Ele guardou a carta e esperou um dia para ir até o esconderijo da Ordem. E assim o fez, foi até Sirius.
— Moony, o que te traz aqui hoje? — Perguntou Sirius, ao ver o amigo.
— Isto. — Ele entregou a carta nas mãos de Sirius, que mudou totalmente seu semblante de feliz para preocupado.
— Ela te mandou isso? — Remus assentiu. — É desumano colocarem ela para vir atrás de mim. — Ele se sentou e suspirou.
— Bom, ela é uma auror agora. — Disse Remus, e Sirius assentiu, sério. — O que vai fazer agora?
— Ela está me dando a chance de ir até ela, sem ter que me torturar ou até mesmo prender à todos que me ajudaram. — Ele se levantou. — Eu irei até ela.
— Sirius, você não pode!
— Talvez se eu explicar, ela entenderá e se juntará à Ordem.
— Então eu irei com você.
— Remus…
— Ela irá me ouvir. — Disse ele, interrompendo o amigo. — Tenho certeza que ela não te espera para uma conversa, então deixe que eu começo a conversa.

Ela estava tensa, havia passado um dia desde que ela estava naquele lugar esperando por ele. Ela não acreditava que eles acabaram daquele jeito. Lily era sua melhor amiga e ela acreditava que James era o melhor amigo de Sirius, eles eram padrinhos de Harry, o que a loucura fez com a lealdade daquele Sirius que ela conheceu em Hogwarts? Alguém bateu à porta, que se abriu.
— Moony. — A mulher estava surpresa ao ver Remus na sua frente. — E o Black?
— Antes, eu preciso falar com você.
— Moony, você é meu amigo e eu te amo, então seja breve, pois não quero te levar preso também.
— Sirius não traiu James e Lily. — A garota tomou um susto com a informação despejada em sua cara.
— Como? Quem te convenceu disso? — A garota aumentou o tom de voz.
— Calma, ! Foi Peter, não Sirius.
— Do que você está falando, Remus?
— A verdade. — Disse Sirius, entrando na sala.
— E por que eu acreditaria em você depois de você ter traído nossos amigos? Peter está morto!
— Peter está vivo, ele viveu por anos sendo um rato, cortou seu dedo para forjar sua morte. — Disse Remus.
— Sirius! — Disse Harry, aparecendo no lugar seguido de Hermione e Rony.
— Quem são esses… — A mulher olhou para Potter, ela viu os olhos de Lily e congelou.
— Harry, o que faz aqui? — Perguntou Sirius.
— Não posso deixar você se entregar! — Respondeu o garoto.
— Estamos apenas tendo uma conversa entre amigos, certo? — Disse Remus, se virando para que estava parada. Ela não podia acreditar no que estava acontecendo, ela estava confusa e aquilo tudo era novidade para ela, ela se sentia sufocada pela quantidade de informação. Ele era inocente.


Capítulo 1 - Quinto ano

Era o primeiro dia da volta às aulas de , que estava indo para o quinto ano em Hogwarts, ela sempre ficava empolgada em retornar à escola, não suportava o jeito que sua família a desdenhava por ter ido para Grifinória e não para Sonserina, por culpa dela, que pediu qualquer uma, menos Sonserina. Seus tios, que moravam em sua casa, eram pessoas horríveis e eram da Sonserina, ela não queria estar naquela casa. E que bom que não estava, pois na Grifinória ela fez uma amizade para a vida, Lily Evans, que era sua companheira de todas as horas. Apesar de ter pais trouxas, Lily era uma bruxa ainda melhor que . E ela a admirava. E ela não era a única, Lily tinha vários admiradores, incluindo um Sonserino. O trem parou, e Lily a cutucou.
— Vamos, ! — Ela fitava a janela, quando sua amiga a puxou pela mão. — Vamos logo!
— Calma, Lily! — Disse ela, rindo. As duas foram rindo até as carruagens, onde foram vistas de longe por Sirius e James.
— Quem é aquela garota bonita? — Perguntou Sirius.
— Que garota bonita? estão e Lily, não vejo nenhuma outra garota bonita. — Respondeu James, se virando para frente.
— Aquela é ? Quando ela ficou bonita assim?
— Sirius, ela só cresceu um pouco, ela continua a mesma. — Respondeu James.
— Eu concordo! — Disse Remus, embarcando na carruagem.
sempre foi bonita. — Concluiu Peter, e Sirius o encarou.
— Wortmail, tire essas ideias imundas da cabeça, é a ! A minha “garotinha”. — Ele fez aspas com as mãos.
— Mas eu não estava pensando nada, você que está com ciúmes. — Respondeu Peter.
— Quem estava com ciúmes de quem? — Perguntou , se aproximando da carruagem dos garotos, ao lado de Lily.
— O Sirius estava… — Sirius colocou a mão na boca de Peter.
— O Sirius com ciúmes? Isso é algo que eu queria ver. — Disse ela, rindo.
— Você cresceu. — Disse Sirius.
— Tenho a mesma idade que você, Black!
— Ah, oi , oi Lily! — Disse James voltando o olhar para elas, Lily corou e ele estava meio envergonhado.
— Bom, nós vamos para a nossa carruagem, vemos vocês na escola! — Disse , puxando Lily pelo braço.
, por que saiu dali tão depressa? — Perguntou Lily, que nem teve o direito de responder James.
— Para não perdermos a carruagem. — Ela apontou para a direção que estava a carruagem delas.
— Poderíamos ir com eles. — Disse Lily, fazendo biquinho.
— E deixar de ir com nossas amigas? — Quando se virou, quem estava na carruagem era Malfoy e sua trupe.
— Que amigas, ? — Sussurrou Lily, ela só queria aproveitar o quinto ano sem os Marotos por perto, afinal ela já tinha 16 anos, a presença daqueles quatro por perto o tempo todo não seria muito bom.
— Ah, não pode ser tão ruim assim! — Disse ela, subindo na carruagem sendo acompanhada por Lily, que sabia que era uma péssima ideia, e deveriam pegar outra carruagem, mas suas coisas já estavam ali e a carruagem já havia dado partida.
— Essa escola já foi melhor frequentada. — Disse Malfoy, alfinetando as garotas, Lily sabia desde o princípio que era uma péssima ideia, apenas segurou o braço da amiga, para que ela ignorasse. Mas ela não o fez.
— Eu concordo, na época que você e essa sua trupe não estudavam aqui. — Retrucou .
— Essa gentinha de san… — Antes que ele pudesse completar, ela o interrompeu.
— Não ouse dizer isso, Malfoy! Ou você quer que todos aqui saibam? — O garoto engoliu seco, se calou por um tempo.
— Saibam o que? Que você é a desonra da sua família? — Lily sabia que aquelas palavras marcariam a garota. — A única a ir para a Grifinória, você é a escória da sua família.
— Malfoy! — Disse Lily, repreendendo-o.
— Cale a boca, sangue ruim! — Num ato inesperado, que estava de cabeça baixa, acertou um soco no meio do rosto do garoto, o que automaticamente fez com que saísse sangue de seu nariz e seus amigos fossem ajudá-lo.
— Você é um lixo, Lucius. — Disse ela, enquanto o garoto limpava o sangue que escorria de seu nariz, a carruagem estacionou e elas desceram, os Marotos, que esperavam por elas na entrada da escola, viram escondendo a mão nas suas roupas enquanto Lily olhava preocupada para a amiga, e Malfoy vindo atrás com a mão no nariz, Sirius podia imaginar o que havia acontecido e estava completamente irritado.
— O que aconteceu? — Perguntou James.
— Ele a chamou de escória, desonra e… — Lily abaixou a cabeça.
— E o que? — Perguntou Remus.
— Ele a chamou de sangue ruim! — Respondeu . — James e Sirius pegaram suas varinhas e foram para cima do garoto loiro.
— Quem você pensa que é para tratá-las assim, Malfoy? — Perguntou James, apontando a varinha para o garoto. Remus e Peter correram em direção aos amigos. O garoto Malfoy estava com um sorriso sínico no rosto.
— Eu vou desfazer esse seu sorrisinho em um minuto! — Disse Sirius apontando a varinha para Malfoy, sendo segurado por Remus, enquanto Peter segurava James.
— Não vale à pena, Sirius! — Disse Remus, mantinha distância pois não queria ir para a detenção no seu primeiro dia de aula.
— Crianças, o que está acontecendo? — Perguntou a Professora McGonagall, se aproximando. — Vocês não estão brigando, estão?
— Não, senhora! — Respondeu Remus.
— Realmente, não vale a pena brigar com esse tipo de lixo. — Disse Sirius, se soltando, e indo em direção à , seguido dos outros.
— Então o que estão esperando? Entrem logo! — Disse a Professora, Sirius passou seu braço pelo pescoço de a puxando para perto, ele estava tão irritado com o que aconteceu, que aquilo era o máximo de carinho que ele conseguia dar à ela naquele momento. Ele entendia como ela se sentia, ele também era a “desonra” da família por estar na Grifinória. se desvencilhou do abraço, afastando Lily de James e abraçando a amiga. James virou os olhos e Sirius riu fraco. Eles as perderam de vista, assim que tiraram os olhos delas.

Na manhã seguinte, estava decidida que esse ano seria diferente, ela não seria mais a “garotinha” do Sirius e não precisaria mais ser protegida por ele. Afinal, ela tinha 16 anos. Mas Lily sabia que isso não ia ser fácil, ela conhecia como ninguém e sabia como a amiga havia se apegado a Sirius. Todos viam Sirius como um irmão mais velho da garota, apesar de terem a mesma idade, ele nunca aceitava que falassem dela e vice-versa. Os dois eram parecidos, ambos vinham de famílias puro sangue, com uma linhagem inteira de Sonserinos, e os dois eram da Grifinória. Sirius começou a ter esse carinho por ela quando ouviu ela sendo chamada de desonra da família . Ele entendeu sua vida, e mostrou para ela que ela era bem melhor do que queriam que ela acreditasse que era. Enquanto dizia que esse ia ser o ano delas, o ano que ela ficaria em paz, longe dos garotos, Lily viu uma briga.
, não é o Sirius ali? — Perguntou Lily, apontando para a briga.
— Sim. — Disse , indo em direção aos rapazes. — E o Malfoy. — Quando Sirius ia atacar Malfoy com um feitiço, entrou para separar. Aparentemente eles tinham dado uns socos antes de pensarem em usar feitiços. — O que vocês pensam que estão fazendo?
— Uma desonra reconhece a outra, por isso os dois são amiguinhos. — Disse Lucius.
— Eu já disse que se falar dela eu te mato, Malfoy!!! — Disse Sirius, sendo segurado pela garota.
— Apenas ignore, Sirius! — Disse , olhando o garoto nos olhos. — Ofensas de pessoas baixas como o Malfoy não me atinge, não deixe-se ser atingido também. — Sirius sorriu ao ouvir isso, e ela o puxou pelo braço até o corredor, onde se sentaram. Ela olhava para o rosto dele, com uma cara estranha.
— Está tão ruim assim? — Perguntou ele, e ela riu.
— Nah, o Malfoy está pior! — Eles riram, e ela colocou a mão sobre seu rosto, para limpar as feridas.
— Você sabe que eu não posso deixar que falem de você.
— Eu sei, Sirius! Mas esse é um dos motivos de eu querer ficar longe. — Ela suspirou. — Todos agem como se você fosse meu irmão mais velho, e isso acaba afastando todos de mim, e bom… — Ela riu. — Você sabe que o quinto ano é o ano que todos começam a namorar! — Ele fez uma expressão de espanto.
— E você quer um namorado?
— Se eu não começar a namorar aqui, onde mais começarei? Lily definitivamente vai se casar com James, e eu vou ficar sozinha.
— Como você tem tanta certeza disso?
— Ela só ainda não cedeu porque não quer me deixar sozinha. — Ela apontou para Lily e James que conversavam. — Olha como eles se gostam. — Eles sorriram.
— Então, você não é mais minha garotinha? — Eles riram.
— Eu não sou mais a sua garotinha, Black! — Ela sorriu. — Fique longe de problemas, certo? — Ela depositou um beijo em sua bochecha.
— Vou tentar. — Murmurou ele, vendo a garota ir para longe e puxar Lily pelo braço.

As últimas semanas foram assim, observando de longe, tentando ficar longe de problemas. Mas era difícil, Sirius se via em uma situação que não tinha se visto antes em todos os anos desde que conhecera a garota — ele tinha ciúmes — e aquilo era estranho. No começo, era como se eles fossem irmãos e todos os viam assim, mas agora tudo parecia diferente. E era a mesma coisa para ela, que chegando na Sala
comunal da Grifinória e vendo as garotas ao redor de Sirius, não conseguia disfarçar a expressão de descontamento.
— Sirius. — Disse ela, com uma cara feia.
! — Exclamou ele, sorrindo e indo até ela, que o empurrou. — Qual o problema?
— Problema nenhum, apenas que você é um galinha sem noção. — Ela virou os olhos.
— Você está com ciúmes?
— Ciúmes de você? Me poupe, Sirius! — Ela virou os olhos. — Mas acho que já está na hora de crescer, você não acha? — Ela saiu andando, com uma cara feia, deixando o garoto e Lily para trás.
— O que foi isso? — Perguntou ele, olhando para Lily.
— Eu vou conversar com ela. — Respondeu Lily, indo atrás da amiga, que estava no corredor, emburrada. — O que foi aquilo, ?
— Não foi nada. — Respondeu, fazendo bico. — Você mesmo legal que o Sirius fique desse jeito?
— Desse jeito? Como? — Indagou Lily.
— Cercado de garotas. — Ela franziu o cenho. — Acho que ele já cresceu o suficiente para entender que as coisas não são assim.
— Bom, que o Sirius é um galinha e isso é extremamente ridículo, todas sabemos… — Lily foi interrompida.
— Pior ainda são essas garotas, que sabem exatamente como ele é, e continuam lá.
— Desde quando isso te incomoda, ? Você sempre ria e dizia “deixa ele”. — Ela fez aspas com as mãos.
— Nós estamos no quinto ano, Lily! Ele deveria crescer começar a entender a vida.
— Uau! — Exclamou Sirius, se aproximando. — Não era você que até ontem queria um namorado?
— Coisas totalmente diferentes, Black! Querer um namorado e ser um galinha, existe um abismo diferindo essas coisas. — saiu andando e batendo os pés.
— Obrigada, Sirius. — Disse Lily.
— Mas o que eu fiz?
— Ela quer que esse ano seja perfeito para todos, e você age como um babaca, e agora sobra para mim. — Lily saiu batendo os pés, como .
— Ótimo, Sirius. — Disse James, e os outros o encaravam, de cara feia.

Os últimos acontecimentos fizeram com que ela se afastasse mais dos Marotos do que ela pretendia, já havia passado bastante tempo desde a discussão com Sirius, e ela estava dando espaço para que Lily e James seguissem adiante. Então ela passava o tempo fazendo hora extra na aula de poções, o professor Horácio tinha concordado em ajudá-la quando tivesse tempo livre, poções era a matéria dela, e seu sonho era ser professora de poções em Hogwarts. — Senhorita , alguma vez já lhe disseram que você seria ótima na Sonserina? — Indagou o professor, e ela respondeu com um sorriso amarelo. — Com certeza, sim. — Respondeu uma voz feminina e madura, que ela reconhecia. — Titia? — Dumbledore me deu permissão para falar com você. — A mulher deu um sorriso forçado. — Levante-se, mal educada. — A garota se levantou, meio desajeitada. — Atrapalhada como o pai. — A mulher virou os olhos. — Prefere que eu saia? — Horácio perguntou, e a garota se virou para ele, com os olhos implorando para que não o fizesse. — Não, eu serei breve. — A mulher riu fraco. — Seus pais não vão estar em casa no feriado. — Por que? — Questionou a garota, confusa. — Porque eles se foram, querida. — A mulher sorriu. — Nós os enterramos hoje cedo. — E por que ninguém veio me buscar??? — A garota tremia, seus lábios tremiam e seu peito doía. — Não! — Respondeu a mulher, firme. — Eu só vim avisá-la para ter tempo de processar até o feriado. — E como isso aconteceu? — Perguntou Horácio, que neste momento tinha as mãos nos ombros da menina, a puxando para perto. Ele não conseguia acreditar na forma cruel e fria que a mulher havia dado aquela notícia. — Foi um acidente de carro, não sabemos bem como aconteceu, foi um choque para todos. — Por um segundo, ela mostrou um traço de tristeza em seu rosto e colocou a mão na cabeça da sobrinha, que estava em prantos. Após fazer isso, ela se retirou da sala. — Tire o dia de folga, Senhoria ! Irei conversar com os outros professores. — Horácio abraçou a menina, que apenas chorava. — Sinto muito por sua perda… E… E pela maneira que recebeu a notícia. — A menina apenas secou as lágrimas. — Obrigada, Professor. — Disse antes de sair da sala. andava sem rumo pelo corredor, até que esbarrou em alguém. — Eu estava mesmo te procurando. — Ela reconheceu a voz de Sirius, e levantou a cabeça. — Sirius… — Sussurrou. — Eu queria me desculpar… — Ela o abraçou, e ele ficou confuso, então ela começou a chorar em seus braços. — Eu te magoei tanto assim? — Não, Sirius, tá tudo bem entre nós. — Ela respondeu, com a voz trémula se desvencilhando do abraço. — Meus pais, eles… — Ela abaixou a cabeça e começou a chorar, Sirius a puxou para o canto da parede, onde se sentaram num banco. — Minha tia… — Ela não conseguia completar uma frase sem chorar. — Você vai até lá? — Perguntou ele, segurando sua mão, e preocupado. — Não… — Ela começou a soluçar. — O enterro já aconteceu… — Ela enxugou as lágrimas. — Minha tia só veio me avisar para que eu… Para que eu não ficasse triste no feriado. — Como ela pôde? — Sirius estava chocado. — Ela é cruel, Sirius! Meus pais não morreriam em um acidente de carro, e agora ela herdou tudo até eu fazer 18 anos… — Ela o abraçou de novo. — Eu não quero voltar pra lá. — Vamos fazer um combinado? — Ele olhava para ela, com pena. — Você vai para casa no feriado… — Ela fez uma expressão mais triste ainda. — Aliás, seus irmãos precisam da irmã mais velha. — Ele sorriu, tentando confortá-la. — Mas se você não estiver aguentando, me mande uma coruja, eu vou te buscar na mesma hora. — Promete? — Ela o encarava, com lágrimas escorrendo em seu rosto. — Eu prometo. — Ele a abraçou forte, ambos tinham problemas com suas famílias, e por isso, ele a acolheu tanto em seu coração. Ele a tiraria de lá, se ela se sentisse mal, ele a tiraria de lá sem pensar duas vezes.


Capítulo 2 - Feriado de Páscoa

estava cabisbaixa retornando para casa com seus tios, não seria como se Eleanor e Alex estivessem contentes também, perder seus pais era demais, principalmente para Eleanor, que era uma criança.
— No próximo ano letivo, Alex ingressará em Hogwarts! — Disse Claire, continuou cabisbaixa. — !!! Estou falando com você! — Ela levantou a cabeça.
— Sim, tia Claire? — Os olhos da garota brilhavam de tristeza, ela segurava sua vontade de chorar na frente dos tios.
— Claire, deixe a menina em paz. — Disse George.
— Cale a boca, George!
— É nítido que ela está triste… — Ele foi interrompido por Claire.
— O único motivo que ela tem para ficar triste é que ela não será sucessora da família na Grifinória. — se sentiu incomodada.
— E quem será? — Perguntou.
— Diana, é claro!
— Muito conveniente que sua filha que nem recebeu a carta de Hogwarts ainda, seja sucessora da família! — Seus tios fizeram uma expressão de espanto. — Eu não sei o que está planejando, Tia Claire, mas se você acha que tirando meus pais do jogo, você se torna a matriarca da família e a sua filhinha mimada se torna a sucessora, você está enganada! — George voltou seus olhos para a frente, e estacionou o carro no quintal da casa.
— Sua garotinha petulante! — A expressão de Claire era de raiva, desceu do carro e puxou pelo braço, arrastando-a até a entrada da casa, onde estavam seus irmãos e sua prima.
! — Exclamou Eleanor, que foi segurada por Alex, antes de correr até sua irmã. Apenas Diana tinha uma expressão de criança normal, os olhos de seus irmãos, principalmente de Alex, estavam mais tristes do que os dela.
— Alexsander, leve sua irmã para dentro, está de castigo! — Disse Claire, o menino apenas obedeceu. A mais velha levou , arrastada, até o porão do casarão. — É aqui que você vai passar o feriado, para aprender a não faltar com respeito com a sua tia! — Antes de se retirar, Claire sorriu de lado. — Talvez seja conveniente deixá-la aqui o resto da vida, até que morra de fome, enviarei uma carta à Hogwarts, após o feriado, dizendo que você está impossibilitada de retornar.
— Como se Dumbledore, meus professores e amigos fossem engolir isso! — Respondeu , antes da porta se fechar.
— Bom feriado! — Disse Claire, saindo dali. se sentou no chão empoeirado, e finalmente pôde derramar as lágrimas que queria, ela pensava em como os outros estavam nesse feriado, com suas famílias e felizes, e ela ali, trancada.

— EU ESTOU INDO EMBORA! — Gritou Sirius.
— Vá, mas saiba que você será deserdado! — Respondeu sua mãe. Sirius saiu pela porta, aos 16 anos, Sirius Black estava saindo de sua casa para viver com James Potter. Mas não parava de pensar em como estava. Para um adolescente, ele tinha bastante preocupação, pelo menos agora ele estaria longe de sua família. Com seu rosto queimado na árvore genealógica, ele era a desonra da família Black.
— Sirius? — Ele escutou a voz de James.
— Ei, Prongs! — Respondeu, entregando uma de suas malas ao amigo. — Me pergunto como está… — Ele suspirou.
— Ela deve estar bem, em família. — James sorriu.
— Na verdade, ela estava com bastante medo de algo ruim estar acontecendo com sua família, o jeito que seus pais morreram foi bem estranho. — Eles caminhavam em direção a casa de James.
— Era algo que eu e Moony estávamos conversando também, e o Malfoy nos disse algo… — Sirius parou de caminhar.
— O que ele disse?
— Que a família é dividida em linhagens, a linhagem do filho mais velho, Alistair, pai de , é a linhagem principal. A linhagem de Claire, tia dela, é a secundária. — Explicou James.
— E o que isso tem de diferente? — Sirius torceu o nariz.
— Quando completam 18 anos, os bruxos da linhagem principal participam de algo como um ritual, sabe? Eles recebem feitiços do livro de feitiços da família, e só pode ser usado por eles. Com os pais mortos, é a herdeira da linhagem principal.
— E se algo acontecer com ela? — Sirius parecia preocupado.
— Sim, o Malfoy falou sobre isso também. — James empurrou seu óculos. — Se algo acontecer a , como seus irmãos ainda são novos, acho que a prima dela se torna a principal herdeira. — Concluiu.
— James eu sei o que está acontecendo aqui! — Exclamou Sirius. — Essas famílias tradicionais de bruxos, sempre um tratando passar uma rasteira no outro! — Grunhiu. — Precisamos salvar a , acho que ela está em perigo!
— Por que você acha isso? — James estava confuso. — E se formos até lá e ela estiver bem?
— Então a tiramos de lá mesmo assim, precisamos ir! Eu sinto que ela estava em perigo! — De repente, Lily aparece correndo, e vê os rapazes.
— Eu procurei vocês em toda parte! — Ela estava ofegante. — Precisamos ir até a , acho que ela está em perigo! — Sirius encarou James com uma expressão de quem dizia “eu disse”.
— Nós estávamos indo até lá! — Respondeu Sirius.
— E como vamos? — Perguntou James. — Seus pais podem nos levar? — Dirigiu-se a Lily, que negou com a cabeça.
— Não, trouxas não podem ir até a casa dos ! — Explicou ela. — Vassouras! Vocês tem vassouras, não tem? — Sirius estava carregando uma vassoura, e mostrou a garota.
— Podíamos aparatar… — Sugeriu Sirius, sendo interrompido por Lily.
— Isso é contra as regras, James, tem uma vassoura? — O garoto assentiu. — Então vamos, precisamos salvá-la!

estava com frio, ainda sentada no chão, abraçada com suas pernas. Ela sabia que seria difícil voltar para casa, e agora, trancada ali, ela não tinha como enviar uma coruja para Sirius. Ela se perguntava como seus irmãos estavam se sentindo, o que tinha acontecido com seus pais, e se alguém daria por falta dela. É óbvio que Dumbledore e o professor de poções sentiriam falta dela, mas será que eles iriam buscá-la? Se ao menos ela pudesse usar feitiços fora de Hogwarts, ela já teria fugido dali. Bom, se ela não retornasse para a escola, com certeza Sirius e Lily viriam salvá-la, assim pensava ela. Ela se levantou e olhou ao redor, percebeu que as coisas de seus pais estavam jogadas ali, ela sentia repúdio por sua tia, o jeito que suas coisas haviam sido descartadas… Ela suspirou, aquilo era demais para ela. A porta rangeu, se abrindo.
— Então você está aí? — Perguntou Claire.
— Qual o problema, tia Claire? — Ela perguntou, seca.
— Temos coisas para resolver. — A mulher se sentou na grande poltrona empoeirada, e chamou a sobrinha para perto. — Vem. — caminhou até ela, e se abaixou na sua frente.
— Eu não entendo, tia Claire! O que deu errado? Por que está fazendo isso? — A mulher olhou para a sobrinha com repúdio.
— Não posso manchar a nossa família, , você é a própria desonra.
— Mas… — A mulher a empurrou.
— Eu queria pisar no seu pescoço até você perder o ar por completo, mas seria muito óbvio, você estava certa sobre uma coisa! Aquele velho metido do diretor da sua escola viria até mim, mas não fique feliz, ainda vou pensar em algo. — Ela se levantou, e empurrou novamente a garota. — Apodreça aqui no porão junto com as coisas dos seus pais! — Ela saiu e trancou a porta, se encolheu e começou a chorar no chão.

Sirius, Lily e James chegaram na casa dos .
— Lily vai até a porta com James e eu vou procurar ao redor da casa, certo? Nos encontramos nos fundos! — Disse Sirius e os dois assentiram. Sirius foi, e Lily e James tocaram a campainha, foram atendidos por George.
— Olá, em que posso ajudar? — Perguntou o homem careca.
— Olá, somos amigos da e queríamos falar com ela, ela está? — Perguntou James, o mais velho torceu o lábio.
— Não, ela saiu com a tia, por que vocês não voltam outra hora? — Sugeriu.
— Tudo bem, obrigada! — Disse Lily, sorrindo, e os dois saíram andando para encontrar Sirius, que estava parado em frente à uma porta com cadeado, embutida no chão.
— E então? — Perguntou ele.
— Ele disse que ela saiu com a tia. — Respondeu Lily.
— Estou curioso em relação a essa porta. — Ele colocou a mão no queixo, segurou nas correntes e sacudiu. escutou um barulho, e começou a procurar.
— Não faça barulho, Sirius! — Disse James.
— Me ajuda a arrebentar isso! — Ele puxou mais uma vez a corrente e conseguiu identificar de onde vinha o barulho, arrastou uma cadeira até a porta, e subiu.
— Alexsander? — Sussurrou ela.
— Você ouviu isso? — Perguntou Sirius. — Eu ouvi alguém sussurrando.
— Sirius? — reconheceu a voz do amigo.
, é você? — Perguntou Lily.
— Sim, o que vocês estão fazendo aqui? — Perguntou ela, assustada.
— Viemos te resgatar! — Disse James, Sirius continuava tentando arrebentar as correntes.
, você está presa, certo? — Perguntou Sirius, fazendo força.
— Sim. — Respondeu. — Eu vou forçar por dentro enquanto vocês forçam por fora! — Ela empurrou a porta e os amigos puxaram, um barulho enorme foi escutado quando as correntes estouraram, e Sirius a puxou pelo braço, caindo no chão e ela caiu em seu colo. Ele a abraçou com força e ela retribuiu na mesma intensidade.
— Eu sabia que você estava em perigo, eu tinha que te salvar! — Ele cheirou seu cabelo, e ela começou a chorar.
— Obrigada, Sirius.
— O que está acontecendo aqui? — Perguntou Claire, aparecendo na frente deles.
— Tia Claire, eu quero minhas coisas, eu vou embora dessa casa! — Respondeu , ficando de pé.
— Como se eu fosse te deixar ir a algum lugar. — Respondeu Claire.
— Você pode tentar, mas se matar ou prender todos nós, nossas famílias virão atrás de você! — Disse Sirius.
— E quem é você? Namoradinho da ?
— Eu sou Sirius Black! — Respondeu, fazendo os olhos da mulher brilharem.
— Black? — De repente, ela teve uma ideia. — George, pega as malas dessa fedelha, deixa ela ir com eles. — Todos ficaram confusos, mas qualquer lugar era melhor que ali, Alex e Eleanor correram para ver o que estava acontecendo, quando viram George levando as malas de sua irmã, que nem haviam sido desfeitas, para fora.
— Você vai embora? — Perguntou Alex e ela assentiu. — Vai nos deixar? — Os olhos do mais novo brilhavam, pelas lágrimas que ele estava segurando.
— Eu volto para buscar vocês quando eu atingir a maioridade, prometo! — Ela deu o dedo mindinho para o irmão. — Até lá preciso que se mantenham fortes, vocês conseguem fazer isso? — Os dois assentiram.
— Você vai ficar bem? — Perguntou Eleanor.
— Sim. — Ela sorriu.
— Pode deixar que eu, nós, tomamos conta dela! — Disse Sirius. Agora James teria que abrigar dois “deserdados” em sua casa, ele ria pensando nisso.
— Como vocês vieram? — Perguntou .
— De vassoura! — Lily respondeu.
— Bom, vamos ter que pegar o ônibus do Ernesto! Não dá para levar malas em uma vassoura.
— Você tem um ponto! — Disse James, enquanto eles caminhavam para longe da casa. Sirius a puxou para perto, e ela gelou.
— Estamos ambos ferrados com nossas famílias, mas eu prometo, , que eu vou cuidar de você. — Ela sorriu ao escutar isso, queria chorar, era grata por tê-lo.
— Você não cuida nem de você mesmo, Black! — Brincou. — Eu que acabo cuidando.
— Então ficamos assim, nos cuidando. — Ele sorriu, e a abraçou, dando um beijo em sua testa. Ela se sentia bem e segura, mas tinha muito o que resolver com sua tia, e principalmente, tinha que salvar seus irmãos e descobrir a verdade por trás da morte de seus pais. Mas neste momento, ela só queria estar ali com seus amigos e aproveitar pelo menos um pouco do feriado.


Capítulo 3 — Ainda no quinto ano.

Era estranho para estar em Hogwarts, agindo como se estivesse tudo bem, sendo que sua vida estava do jeito que estava. A convivência com James e Sirius não era fácil, ela tinha que admitir, mas saber que voltaria para eles, quando voltasse para casa, e não para sua tia Claire, acalmava seu coração. Ela sonhava todos os dias em tirar seus irmãos de lá, assim, Claire não teria mais poder algum sobre ela. Ela pensava em pedir ajuda a Dumbledore, mas não queria envolver mais pessoas nas suas confusões familiares. Enquanto caminhava sozinha pelos corredores de Hogwarts, esbarrou em Snape.
— Olha por onde anda. — Murmurou ela, o garoto a encarou confuso. — O que foi, Severus?
— Até você? — Ele cerrou os olhos.
— Eu só não estou em um dia bom, se me der licença. — Assim que desviou de Severus, teve seu braço puxado por Sirius. — Qual é o problema de vocês?! — Perguntou, irritada.
— Qual é o seu problema? — Ele deu ênfase no “seu”. — Que bicho que mordeu? Wormtail te irritou?
— Nossa, seria ótimo ver aquela ratazana na minha frente, pois eu teria em quem descontar… — Sirius a interrompeu.
— Ei, ei! Que ele te irrita, eu sei, mas ele não é seu inimigo. — Ele a puxou para o canto do corredor, onde se sentaram. — Nós vamos resolver isso, certo? — Ela encarava o lado oposto ao amigo.
— E se não resolvermos? — Ela o encarou e seus olhos estavam brilhando com as lágrimas que ela segurava. — Como meus irmãos vão ficar?
, seu irmão vem pra Hogwarts no ano que vem, e você ainda não atingiu a maioridade, só nos resta ter calma. — Ele segurou a mão da garota, que estava cabisbaixa.
, é, desculpa atrapalhar! — Disse um garoto loiro que se aproximava, com o uniforme da Corvinal, Sirius arqueou uma sobrancelha.
— David, oi! — Ela sorriu.
— Nós estamos nos aproximando do Baile de Inverno e eu gostaria de saber se você já tem companhia. — A garota se assustou com o convite inesperado. — Bom, estamos nos aproximando do fim do ano e com isso tem o baile e… — o interrompeu.
— Foi um convite inesperado, David, se importa se eu pensar um pouco? É que eu não sei se irei ao baile, estou com alguns problemas, mas prometo que não irei te enrolar!
— Certo, estarei esperando a sua resposta! — Ele sorriu e se afastou, Sirius estava com os braços cruzados e uma cara feia. se virou para ele.
— Qual o problema? — Perguntou, incomodada com a expressão do amigo.
— Nenhum, eu esqueci que agora você recebe convites para o baile.
— Mas eu sempre recebi, só que como íamos juntos, eu ignorava. — Ela sorri amarelo.
— Bom, de qualquer forma, eu também já tenho companhia para esse baile. — se espantou com a afirmação de Sirius.
— Bom para você. — Respondeu, dando de ombros.
— Parece que o galinha sem noção vai terminar o ano namorando e você não. — Ele riu e ela cerrou os olhos, o que a fez ficar um pouco tonta e cambalear, sendo segurada por Sirius. — Você está bem???
— Você continua sendo um galinha sem noção, namorando ou não. — Respondeu, se soltando dos braços dele e caminhando em uma direção oposta.

Algumas semanas se passaram, e suas tonturas se tornaram mais frequentes, o que preocupava Lily, além dela estar evitando Sirius de um jeito totalmente diferente do anterior e ele estar desfilando com Angela Bennet pelos corredores de Hogwarts.
— Eu não acredito que Sirius está namorando e nós não. — Disse Lily.
— Isso? — apontou com desdenho para o casal que caminhava no outro corredor. — Lily, isso não vai durar, Sirius é um galinha, em breve ele enjoa.
— O que deu em você? — Lily se virou de frente para ela. — Eu não sei como tem sido estar com Sirius e James, quando não está em Hogwarts, e imagino que isso tenha aproximado mais vocês. Você deveria estar feliz por ele, mas parece estar torcendo para dar errado. — torceu os lábios ao escutar a amiga.
— Tem razão. — Ela suspirou e as duas voltaram a caminhar. — Mas ele me irrita absurdamente, em níveis extremos, e eu ainda terei de passar o natal com ele. — virou os olhos e Lily riu fraco. — Preciso dizer ao David que não vou ao baile, toda vez que tento conversar com ele, ele foge com medo de ouvir um não e esperando que eu mude de ideia.
— Ele gosta de você, e é uma boa pessoa. — e Lily olharam para o garoto loiro que estava sentado no pátio escrevendo algo.
— Ai, Lily. — suspirou de novo.
— Nunca vi você suspirar tanto em curtos intervalos de tempo. — As duas riram.
— Acho que vou deixar isso para o ano que vem. — sentiu sua vista escurecer um pouco e encostou na parede.
— Você está bem? — Perguntou Lily, correndo para segurá-la.
— Estou. — Ela colocou a mão sobre a cabeça. — Tenho sentido isso faz um tempo.
— Deveria ir até a enfermaria. — Sugeriu Lily.
— Não, eu estou bem. — sorriu amarelo. — Voltando ao assunto, talvez eu fique por Hogwarts esperando Sirius e James acabarem o baile.
— Então eu ficarei com você no dormitório.
— Nada disso! Você vai aceitar o convite de James e vai ao baile com ele! — Lily arregalou os olhos.
— Como…
— Eu moro com ele agora, Lily, mesmo que você não queira me contar para que eu não me sinta sozinha, ele me conta. — Ela sorriu.
— Não quero curtir o baile enquanto você fica no dormitório sozinha.
— Não se preocupe comigo! Divirta-se com James por mim. — Elas se abraçaram. Para toda Hogwarts, a amizade das duas era linda de se ver.

O que não sabia, era que Sirius só mantinha esse namoro para conseguir ficar longe dela. Ele prometeu que daria espaço para ela, mas ainda assim, ele e James deixaram Dumbledore a par de toda a situação que ela estava passando com a família. Na semana do baile, ela estava triste de não ir, Lily tinha comprado um vestido para ela, David havia a convidado, ela só não estava no clima. Desceu para a sala comunal com um suéter da Grifinória que era de Sirius. E estavam ele e Angela sentados junto com algumas outras pessoas, incluindo o resto dos Marotos.
— Nem me chamam para a reunião. — Brincou, sentando-se ao lado de Remus que comia um chocolate, Remus sorriu e virou o chocolate para ela, oferecendo. Ela pegou um pedaço e voltou o olhar para quem parecia do centro das atenções, Sirius e Angela. Lily desceu logo depois dela e sentou ao seu lado.
, você realmente não vai ao baile? — Perguntou James, negou com a cabeça, encarando Angela, que a encarava.
— Qual é o problema? — Perguntou, incomodada com os olhares da morena.
— Ter que suportar a amizade de vocês é um fardo que eu tenho que aguentar, mas suportar você desfilando por aí com as roupas dele, ja é demais. — Respondeu a garota, com uma cara feia.
— Ei, meu suéter! — Sirius apontou para a roupa da garota. — E você disse que não queria. — Ele riu.
— Não ria, Sirius! — Disse . — Não escutou o que a sua namorada acabou de dizer? — Ela arqueou uma sobrancelha. Sirius virou os olhos.
— Eu dei o suéter para ela, somos amigos. — Disse ele.
— Então, eu como sua namorada, deveria ter algo assim, não?
— Acho que não. — respondeu por ele. — Eu jamais me envolveria em qualquer relacionamento do Sirius, porque apesar de já ter visto isso outras vezes, eu quero vê-lo feliz! Eu acho que você está sendo um pouco possessiva, todos sabem que eu e Sirius sempre fomos muito próximos. — Angela cruzou os braços e se calou, e todos os outros ficaram com um sorrisinho bobo no rosto.
— Eu vou ao baile com ele esse ano. — Respondeu Angela, fazendo todos os Marotos, menos Sirius. virarem os olhos.
— Bom pra você, agora ele já sabe dançar, depois que eu ensinei. — Brincou , se levantando e puxando Lily para longe.

Era o dia do baile e ajudou Lily a se arrumar, ela estava linda, com um vestido azul escuro que realçava seu cabelo vermelho. pegou uma parte do cabelo da amiga e fez uma trança, formando quase que uma diadema, e deixando o resto do cabelo solto. Ela, que estava apenas com um vestido casual para acompanhar Lily até James, estava sorridente de ver a amiga fazendo algo que queria e a deixava feliz. Caminhou com Lily até o corredor, onde estavam os Marotos, aguardando-as.
— Até que enfim! — Disse Peter, que foi cutucado por Remus.
— Melhor não provocar, Wormtail. — Disse ele.
— Eu concordo. — Respondeu .
— Tem certeza que não vai? — Perguntou Sirius.
— Sim, sabe, não estou no clima. — Disse, acenando para os amigos. — Divirtam-se. — Ela virou de costas e voltou a sentir a mesma tontura de antes, acabou tropeçando no próprio pé e caiu no chão.
??? — Perguntou Sirius, indo até ela.
— Meu Deus, ! — Exclamou Lily, se abaixando junto a Sirius. — Ela vem sentindo tonturas já faz um tempo. — Sirius pegou a garota desmaiada no colo.
— Eu sei, não sabia que estavam se tornando frequentes. — Disse ele.
— Eu disse que ela deveria ir na enfermaria quando chegamos. — Disse James.
— Vão para o baile, eu cuido dela! — Ordenou Sirius.
— Eu não posso deixá-la sozinha. — Disse Lily.
— Ela não vai gostar que você perca sua noite por causa dela, pode ir, levo ela até a enfermaria. — Ele sorriu e saiu caminhando com a garota nos braços, Lily estava preocupada, mas mesmo assim foi com James. Sirius carregava até a enfermaria, pensando no quanto ela era teimosa. Ele prometeu que cuidaria dela e iria cumprir.

Já havia passado um bom tempo desde que ela estava adormecida, aparentemente ela estava com anemia, segundo a Madame Pomfrey. Sirius escutou alguns passos barulhentos se aproximando dali e já imaginava o que seria.
— Sirius! — Exclamou Angela em alto tom.
— Shh, fale baixo! — Respondeu Sirius, segurando a mão de .
— Você me deixou plantada no baile!
— Desculpe, tinha algo importante para fazer.
— Ir ao baile comigo é importante!
— Não deixar minha amiga desmaiada no corredor ou sozinha na enfermaria é mais! — Ele se levantou. — Angela, sinto muito, não podemos ficar juntos.
— Por que eu não entendo a relação de vocês? Você acha que alguém entenderia e ficaria feliz em ser abandonada pelo namorado no baile, em ser sempre a segunda opção??? — Os olhos da garota estavam enfurecidos.
— Você tem razão. — Ele se sentou, segurando a mão de novamente. — Ninguém entenderia ou gostaria…
— Então Sirius…
— É por isso que eu não devo me envolver com outra pessoa. — A garota se assustou com a resposta dele.
— O que você quer dizer com isso?
— Eu amo a e sempre amei, eu sairia correndo na primeira oportunidade, seja lá o que eu estivesse fazendo, para cuidar dela, para protegê-la. Eu não aceito que falem dela, e muito menos consigo vê-la triste e passando por tudo que está passando sozinha, ela precisa de mim por perto. — Ele riu fraco. — Na verdade, acho que sou eu quem preciso dela por perto. — Ele sorriu, olhando para .
— Eu sabia que ela iria te roubar de mim!
— Ela não roubou, eu sempre fui dela. — Ele encarou Angela. — Eu sequer sei se ela se sente do mesmo jeito, então não deposite sua raiva nela, apenas em mim. me afastou o ano inteiro e tinha outros planos, não é culpa dela.
— E como eu fico?
— Você fica com alguém que tenha sentimentos verdadeiros e sinceros por você, infelizmente, essa pessoa não sou eu. — Ele inclinou a cabeça, Angela virou de costas e saiu enfurecida.

Depois de um tempo, começou a abrir os olhos.
— Resolveu acordar? — Perguntou Sirius.
— O que aconteceu? — Perguntou ela, ainda sonolenta.
— Você tropeçou e desmaiou, machucou a cabeça e a Madame Pomfrey disse que está com anemia, isso explica as tonturas.
— E o baile??? A Lily foi, né? — Sirius assentiu. — E você? Ficou aqui comigo? E a Angela? Você perdeu o baile!
— Shh, não se preocupe! — Ele passou a mão pelo cabelo dela. — Nada disso importa, , eu prometi que cuidaria de você e eu não vou te desapontar. Eu nem gostava tanto da Angela assim, nós rompemos.
— Que bom, porque vocês não faziam um casal bonito! — Brincou ela, fazendo Sirius rir.
— Tenho que concordar. — Ele sorriu. — Eu estou ao seu lado, para qualquer ocasião, então não me afaste mais! Me deixe cuidar de você.
— Tudo bem, se é assim que você quer. — Ela se levantou.
— O que está fazendo?
— Indo embora, eu estou bem! — Respondeu, sorrindo.
— Não, mocinha! — A música do baile invadia as grossas paredes da enfermaria. — Você vai dançar comigo, e se deitar para descansar.
— Dançar? Com você? — Ela arqueou a sobrancelha e ele a levantou pela cintura, na medida em que seus pés ficassem um pouco longe do chão, para que ela não se esforçasse. Ele sequer respondeu à pergunta dela, apenas colocou seus pés em cima dos dele, e dançou lentamente com ele.
— Parece que seus planos deram errado, passou mais um baile comigo. — Brincou ele. encostou a cabeça em seu peito.
— Meus planos não poderiam ter dado mais certo. — Respondeu ela, sorrindo.


Capítulo 4 — Sexto ano

, Sirius e James estavam juntos na estação, e pela primeira vez, sentaram juntos no mesmo vagão. O motivo? Castigo, Sirius e haviam discutido no caminho, enquanto James estava no meio, e todos acabaram ficando de castigo, sendo obrigados a viajar juntos, até desmancharem a cara feia. Como se isso fosse um problema para , ela convivia com Sirius, estando com raiva dele, o tempo inteiro. Lily estava procurando por ela no vagão, até que a encontrou, sentada com os dois rapazes.
— Oi, pessoal! — Disse, se sentando ao lado da amiga.
— Oi, Lily! — Disseram em coro, desanimados.
— Que bicho mordeu vocês? — Perguntou Lily.
— No meu caso, um cachorro. — fez careta para Sirius, que quando ia se defender, foi interrompido por James.
— Olha aqui, eu não aguento mais vocês discutindo sem parar, pelas barbas de Merlin! — James bufou. — Vocês tratem de fazer as pazes. — Sirius e tentaram segurar as risadas, mas não conseguiram, ambos caíram na gargalhada.
— Fica tranquilo, James! — Disse Sirius, colocando a mão no ombro do amigo.
— Eu e Sirius somos sempre assim, pode perguntar ao Remus, mas no fundo nos amamos. — Completou , Sirius assentiu. Aquilo era estranho para ele, Sirius, depois de ter assumido para ele mesmo os sentimentos pela garota, era estranho ouvir um “eu te amo” dela, mais estranho ainda isso ter se tornado um hábito depois disso, mas o que ele fez no dia do baile pode ter desencadeado isso, ela continuava brava e se irritando facilmente, mas algo estava diferente. Algo com certeza estava diferente, a prova disso, foi interromper a conversa que estava tendo com Lily, para arrumar o cabelo do rapaz.
— O que você está fazendo? — Sussurrou Lily.
— Ele estava com o cabelo todo bagunçado. — Respondeu ela, justificando-se.
— Mas ele sempre anda assim. — Lily continuava sussurrando, analisou Sirius por um tempo, e mexeu no cabelo dele de novo, bagunçando um pouco.
— Assim fica melhor, nem tão arrumadinho e nem tão bagunçado. — Disse para Sirius, que apenas sorriu. Lily achou estranho aquilo, mas reparou que para James parecia algo normal, se tocou que sabia apenas o que contava e não tinha noção do que acontecia na casa dos Potter, não que a amiga mentisse para ela, mas ela conhecia a como ninguém, ela contava tudo, do jeito dela. Remus e Peter, que procuravam Sirius e James pelo vagão, apareceram na cabine deles.
— O que estão fazendo? — Perguntou Remus, sentando entre e Lily.
— Moony, você está me apertando. — Disse , enquanto se ajeitava na cadeira.
— Desculpe, por que vocês estão sentados juntos? — Peter sentou entre James e Sirius, que viraram os olhos.
— O Sirius…
— A … — Sirius e disseram em coro, sendo interrompidos por James.
Os dois bonitos, resolveram brigar no caminho, e agora todos os três ficamos de castigo, para irmos juntos até Hogwarts até estarmos em paz. — James cruzou os braços, emburrado, e Sirius gargalharam.
— Já estamos em paz, vocês podem ir para a cabine de vocês e parar de espremer a gente aqui. — Disse , empurrando Remus de leve.
— Aqui tem espaço para seis, — Disse Sirius — vamos juntos. — bufou ao escutar isso, fazendo Lily rir baixinho.
— Queremos privacidade, Sirius! — Retrucou, se referindo à ela e Lily.
— Vamos só deixar as garotas em paz. — Disse Remus, James assentiu.
— Eu não vou sair daqui. — Disse Sirius, cruzando os braços.
— Ótimo, então! — cruzou os braços e virou-se para Lily. — Meu irmão vem para Hogwarts esse ano, eu fico mais despreocupada e finalmente posso viver o meu romance. — Ela sabia que aquilo incomodava Sirius, por isso, insistia em falar. Ele se aproximou dela, com os lábios próximos ao seu ouvido direito.
— Com certeza vai. — Ele sussurrou, a garota sentiu o corpo arrepiar e se encolheu perto da amiga, ficou em silêncio o resto da viagem, deixando os outros confusos.

fez o que sempre fazia em Hogwarts, evitou a presença de Sirius. Mas dessa vez, foi só a dele, vez ou outra ela era vista com Lily, conversando com Remus ou James, era raro vê-la conversando com Peter, ela não suportava o garoto, e não entendia bem o porquê. Todos os quatro eram irritantes, Remus menos que os outros, Sirius só não era o mais irritante, porque Peter ganhava dele. Essa era a lista da menina, Remus era o mais amoroso, James era menos chato que Sirius, que a deixava de cabelos em pé, Peter era o estresse em pessoa, ela preferia estar distante, o mais distante que pudesse. Alexsander estava no primeiro ano de Hogwarts, era menos uma preocupação para ela, saber que ele estava longe da tia no período letivo, e poder vê-lo era bom também.

Ela estava lendo um livro, sentada no corredor, esperando Lily, quando foi abordada por Sirius.
— O que está rolando entre Lily e James? — Perguntou o rapaz, sentando-se ao lado dela, que fechou o livro e bufou.
— Oi para você também! — Ela encarou Sirius. — Você não conversa com o James? Eu já disse inúmeras vezes que ele gosta da Lily, eles até foram ao baile juntos, você é idiota?!
— Calma, só estava puxando assunto. — Sirius deu de ombros. — Poderia rolar entre nós também. — arqueou uma sobrancelha. — Digo, irmos ao baile e…
— Sempre fomos ao baile juntos, Sirius! Você não entendeu que eu quero ir ao baile com alguém que goste de mim mais que como amigo? E o baile ainda é o fim do ano letivo. — Ela virou os olhos, e Sirius se aproximou dela.
— Tempo o suficiente para eu te convencer então.
— Me convencer do quê?
— Que eu posso ser essa pessoa. — Ele a encarou, sério, já vinha tentando discretamente essas coisas em casa, mas ele tinha vergonha, por causa dos pais de James. não aguentou segurar o riso, e começou a gargalhar alto.
— Sirius, você é um galinha! — Ela o empurrou de leve. — Pare de dizer besteiras! — Ela continuava rindo. — Até o final do ano, eu vou te conquistar e te provar que está errada. — Ela finalmente notou que ele estava falando sério, e parou de rir. — Por que isso do nada? — Perguntou, com uma expressão triste. — Não foi do nada, ! Você sabe disso. — Respondeu ele, colocando a mão no rosto da garota, que abaixou a cabeça e afastou a mão dele. — Eu não sei de nada. — Murmurou. Você não tem esse direito! — Ela aumentou o tom de voz e levantou a cabeça, parecia estar triste. — Você vivia cercado de garotas, ia para o baile comigo para não ter que escolher entre elas, então, por que isso do nada? E não venha me dizer que não foi do nada, porque se você se sentisse assim antes, não teria feito nada disso. — Ela bateu a mão no livro, Sirius apenas abaixou a cabeça, e antes que pudesse responder, ela saiu andando enquanto resmungava. Talvez ele tenha se precipitado, não era como as outras garotas, ele deveria saber disso, mas ele não imaginava que suas atitudes a incomodavam tanto assim. Eles eram crianças quando se conheceram, Lucius estava a provocando e ele foi defendê-la, mas percebeu que ela não era do tipo que precisava ser defendida, desde então eles vêm sido almas gêmeas, todo mundo a enxergava como a “irmãzinha” ou a “garotinha” dele, e ele passou a vê-la assim, até se dar conta de que ela era a sua garota, não a sua irmãzinha, e ele estava a deixando escapar por entre seus dedos, todo o ciúmes que eles sentiam um pelo outro, não era apenas ciúmes de amigos, e ele teve a confirmação que ela sentia o mesmo ciúmes, depois do que ela havia dito. Ele tinha os cotovelos sobre as pernas e as mãos no cabelo, ele havia feito do jeito errado.

No quarto, arremessava coisas e Lily desviava de algumas, tentando entender o que havia acontecido. — , pare de atirar coisas em mim e me explique o que aconteceu! — Lily falou um pouco mais firme que costumava falar com , ela era sempre um doce de pessoa, principalmente com , que sempre era cabeça dura, e ela tinha que fazer algo a respeito. parou de arremessar as coisas e sentou na cama, respirando agitada. — O Sirius quer me fazer de idiota! Enquanto você e James conversavam, ele disse que vai me conquistar e provar que estou errada sobre ele. — chutou a almofada que estava no chão e Lily se sentou ao lado dela. — Ele disse isso? Por isso está furiosa? Por que está assim? — Lily segurou a mão da amiga, que tinha os olhos brilhando, parecia que estava segurando as lágrimas. — Porque quando eu finalmente desisti dele, ele me diz isso. — Ela afundou a cabeça no travesseiro. — Por que ele demorou tanto? No dia em que o conheci, eu pensei “vou me casar com ele”. — Ela fez aspas com as mãos. — Aí ele vêm sendo um galinha idiota todos esses anos, e agora me diz isso? — Talvez ele só não enxergasse as coisas claramente, e depois de tantas garotas, que nunca deram certo, ele percebeu que estava errando e que a garota certa estava na frente dele, e ele não enxergava. — Disse Lily, tirou a cabeça do travesseiro e encarou o nada por um tempo. — Você sabe o que dizer. — Foi a única coisa que ela respondeu, fazendo Lily sorrir e encostar a cabeça no braço da amiga, acariciando-a.

Os dias foram passando e Sirius estava tentando, evitava todas as garotas, enviava cartas e flores para , que apenas ignorava. Sirius era charmoso e sedutor, queria que ele sofresse um pouco o que ela sofreu, antes de cair em tentações. Ele era tão cara de pau, que mandou recados por Alexsander, pois sabia que ela não ignoraria o irmão, mas ignorou o recado. Muito tempo se passou, muito tempo mesmo, e ela finalmente resolveu se encontrar com ele. Já havia perdido quase o ano letivo inteiro, não queria sair de Hogwarts sozinha no próximo ano, então tinha que ver no que ia dar com ele. Lily a apoiou totalmente em tudo, mas Lily tinha James, e ela não tinha tanta certeza se realmente tinha Sirius.
— Você veio. — Disse o homem, ao ver a menina se aproximar dele.
— Resolvi ouvir o que você tem a dizer. — Ela deu de ombros e olhou para a direção que o rapaz caminhava. — Sala precisa, então? — Ela arqueou uma sobrancelha.
— Não seremos pegos e teremos privacidade para conversar. — Ele abriu a porta para ela, que sorriu fraco. O lugar estava totalmente vazio, havia apenas uma poltrona, onde ela se sentou, seguida de Sirius.
— Apenas diga o que quer dizer. — Disse, encarando o rapaz, séria.
— Eu quero responder a pergunta que me fez no dia em que você passou a me evitar. — Ela cruzou os braços e fez uma cara feia. — Eu não sabia que nada daquilo te incomodava, na verdade, estava apenas suprindo a falta de algo na minha vida. Desde que te conheci, vi que você era diferente de todas as outras, e algo mudou, eu instantaneamente despertei um instinto protetor e um ciúmes estranho, por isso que todos começaram a dizer que você era a minha irmãzinha, ou a minha garotinha, tanto faz. Mas, depois de tudo, eu percebi que eu jamais poderia ter um relacionamento com outra pessoa, porque ninguém aceitaria nossa amizade, pelo simples fato de eu não poder colocar ninguém acima de você. — deu um pulinho sentada, de espanto, não esperava escutar aquilo, Sirius segurou sua mão e seus olhos brilharam. — Você é a única garota possível para mim, e o pior de tudo, você me ignora sempre, desde o ano passado, porque você quer sair de Hogwarts namorando, então, namora comigo. — arregalou os olhos, Sirius a encarava, ela soltou as mãos dele e ajeitou seu cabelo.
— Você é tão idiota, eu vim esperando que um dia você me olhasse de outro jeito, até o ano passado. Foi o ano que desisti de você, que não quis mais a sua companhia para o baile, porque você só ia por conveniência… — Ele a interrompeu.
— Você está errada, eu ia porque não suportaria vê-la dançando com mais ninguém. — Ela o empurrou, após ele dizer isso.
— E você queria que eu o visse dançando com outra garota? Beijando outra garota? Você é um completo egoísta, e eu sou uma completa idiota, porque eu sou apaixonada por você desde que te conheci. — Ela aumentou um pouco o tom de voz e Sirius se espantou com a revelação. — Não pense que vai me ter tão fácil, Black!
— Claro, mas saiba que você vai me ter muito fácil! — Brincou ele, ela o empurrou novamente.
— Deixa de ser idiota. — Ela o estapeou, e ele a abraçou, dando um beijo em sua testa, que a fez se acalmar.
— Vai comigo no baile? — Perguntou ele.
— Depende. — Respondeu .
— Do quê? — Ela torceu os lábios antes de responder a pergunta dele, como se estivesse pensando em algo.
— Se ganhar o jogo de quadribol essa semana, eu vou. — Ela levantou o mindinho, ele juntou o dele ao dela.
— Fechado.

— Você o quê?! — Perguntou Lily, enquanto andavam no corredor para a aula.
— Ele me disse exatamente o que você tinha me dito, e eu disse que se ele ganhasse o quadribol essa semana, eu iria ao baile com ele. — deu de ombros e Lily riu fraco.
— Você fica dizendo que superou, mas é só o Sirius te dizer coisas bonitas, que você se rende. — Lily riu, deixando com uma cara feia.
— Nem todo casal é perfeito como você e o James. — Murmurou , fazendo Lily rir mais ainda.
— Casal, né? — A garota continuava rindo. — Só pra você saber, eu e James não somos perfeitos, aliás, eu estou brava com ele. — Completou, parando de rir.
— Esses garotos são extremamente irritantes… — foi interrompida por Remus.
— Ei, ! — Disse ele, se aproximando delas.
— Menos o Moony, que é um fofo. — Sussurrou para Lily. — Oi, Moony! — Ela sorriu para o amigo.
— Você apostou algo com Sirius? — Perguntou.
— Sim, disse que se ele ganhasse no quadribol, eu iria com ele ao baile. — Respondeu a garota.
— Ah, está explicado! — Remus riu. — Então é mesmo sério? Vocês finalmente deixaram de ser idiotas?
Ele deixou de ser idiota, eu nunca fui. — Corrigiu , dando ênfase no “ele”.
— Certo, certo. — Remus continuava rindo.
— Por que vocês sempre ficam dando risada? Não tem nada de engraçado! — cruzou os braços.
— É que vocês demoraram muito tempo para perceber o que todos já sabiam. — Disse Lily e Remus assentiu.
— Exatamente, nós rimos porque estamos felizes por isso ter acontecido, espero que agora vocês se acertem de vez. — Completou ele.
— Tanto faz. — deu de ombros. — Eu não vou abanar o rabo para ele como um cachorrinho, na verdade, o cachorro é ele. De qualquer forma, não acho que nenhum de nós dois deva fazer isso, se isso for algo difícil e pesado, eu não vou seguir em frente.
— Sua relação com Sirius sempre foi leve e espontânea, tenho certeza que isso não vai mudar agora. — Remus disse, sorrindo, retribuiu o sorriso e assentiu.


Capítulo 5 - Ainda no Sexto Ano

Chegou o tão esperado dia do baile, não sabia se ficava feliz ou irritada pelo Sirius ter ganhado a aposta. A Grifinória ganhou no jogo de Quadribol e ela teve que ir ao baile com ele, ela já iria mesmo, mas com essa aposta poderia dizer que foi pela aposta, e não porque ela quis. Descendo as escadarias para o Salão Principal, pôde enxergar Sirius e os outros à sua espera.
— Uau! — Exclamou Sirius ao vê-la.
— Por que a surpresa? — Perguntou ela, arqueando uma sobrancelha.
— Você está deslumbrante. — Ele esticou a mão para que ela segurasse, riu fraco.
— Estou, é? — Respondeu, segurando a mão dele.
— Inacreditável! — Exclamou Remus. — Achei que jamais veria essa cena. — Os outros assentiram.
— Eu sempre soube que eles acabariam juntos. — Disse James, fez uma cara feia.
— Não estamos juntos, eu só perdi uma aposta! — Ela fez biquinho, os outros riram.
— Tudo bem, nós acreditamos. — Disse Remus, se virando para entrar no salão, de braços dados com seu par. Todos os outros fizeram o mesmo.
— É mesmo por causa da aposta? — Perguntou Sirius, provocando-a.
— Claro, por qual outro motivo seria? — Rebateu .
— Você sabe bem. — Ele sussurrou em seu ouvido, e ela sentiu seu corpo inteiro arrepiar. Ele a puxou pela cintura, e a conduziu para uma dança.
— O que está fazendo? — Sussurrou ela.
— Mostrando para todos, que você não é minha irmãzinha, você é a minha garota. — Ele a puxou para um beijo, deixando todos boquiabertos naquele momento. e Sirius, era mesmo difícil de imaginar, mas não para todos. Algumas pessoas entendiam que o jeito que eles se protegiam era mais do que só uma amizade forte, muita gente enxergava isso com clareza, menos eles. não entendia muito bem o que estava sentindo, mas se sentia especialmente feliz naquele momento. Jamais poderia imaginar que aquilo realmente aconteceria, jamais acreditou que cederia aos encantos do galinha do Sirius Black, jamais imaginou que seu talvez namorado, seria ele. Maldito jogo de quadribol.

Antes...

, e se você ganhar a aposta? Com quem você vai ao baile? — Perguntou Lily, seguindo a amiga em direção ao campo de Quadribol.
— Não tem problema, existem outras pessoas que querem ir ao baile comigo. — Respondeu , enquanto caminhava tranquilamente. Teve a infelicidade de cruzar seu caminho com Lucius.
— Você e essa sangue ruim querem sair do meu caminho? — Disse ele, Lily puxou pelo braço, mas continuou no caminho.
— E se eu não quiser? — Retrucou ela, Lucius fez menção em pegar a varinha. — Vai ficar parado aí, Snape? — Perguntou a menina, já que o mesmo estava atrás do Malfoy. — Vai deixá-lo falar assim a única pessoa que te defende? — Lily se encolheu, não havia contado para sobre a discussão entre ela e Severus, e o motivo por não se falarem mais. Snape se calou, deixando enfurecida. — Você é um Ranhoso mesmo. — puxou Lily pela mão e continuaram seu caminho até o campo de Quadribol. — Não é possível a tamanha idiotice desses idiotas. — Resmungou , subindo na arquibancada.
— Nos atrasamos! — Exclamou Lily.
— Sim, é verdade. — Respondeu , dando uma olhada no placar, Sonserina estava na frente. — Vai, Sirius seu idiota! James, seu burro! Façam alguma coisa! — Gritou ela, fazendo com que as outras pessoas gritassem junto. Pareceu que eles se motivaram com a torcida, e o apanhador pegou o pomo de ouro, fazendo com que a Grifinória garantisse a vitória. Sirius voou com a vassoura até a arquibancada onde estava.
— Você perdeu. — Disse ele, e Lily sabiam do que se tratava. A garota fez uma cara feia, mas por dentro estava feliz, não se imaginava mesmo indo ao baile com outra pessoa. Mas talvez aquilo significasse muito mais que apenas ir ao baile, na verdade, significava mesmo. Ela estaria se rendendo às investidas de Sirius, e ele teria ganhado mais que uma aposta.

Agora…

Era exatamente como havia imaginado, ele havia ganhado mais que uma aposta. Aquilo, era a confirmação de que ela estava mesmo apaixonada por ele, porque ela apenas se rendeu ao beijo. Na verdade, no momento em que ele apertou sua cintura e se aproximou dela, seu corpo inteiro havia amolecido. Todo seu corpo queria estar colado com o de Sirius, seus lábios queriam sentir os dele, sua língua queria encontrar com dele, todos os seus sentidos queriam estar ali, com ele. Ela finalmente havia se entregado aos sentimentos, por mais que todos estivessem olhando, naquele momento ela só queria olhar em seus olhos, porque a sensação que aquela atitude trazia, era a melhor das sensações.
— Está arrependida? — Perguntou ele, apenas negou com a cabeça. — Que bom, porque seria muito decepcionante para mim se você estivesse. — Completou ele, suspirou.
— Sou mais uma de suas conquistas, não sou? — Perguntou ela, Sirius pôde ver que os olhos da garota brilhavam, não era uma discussão e nem mesmo uma provocação, ela realmente queria escutar o que ele tinha para dizer.
— Não, você não é. — espantou-se, por mais que eles já tivessem tido essa conversa toda antes, naquele momento era muito mais importante aquela resposta. — Você é a conquista. — Os olhos de brilharam ainda mais, e ela conseguiu enxergar o brilho nos olhos de Sirius, ela sabia que ele estava falando a verdade, então, ela podia tirar sua armadura. É, era isso! A armadura que ela usou desde que o conheceu, finalmente estava no chão, e ela havia se entregado de verdade. Seis anos, demorou seis anos para que eles finalmente se entregassem um para o outro, e agora, eles não poderiam perder nem mais um segundo sequer, fazendo joguinhos.


Continua...



Nota da autora: desculpa o sumiço gente, muita coisa aconteceu e eu não tive tanto tempo para atualizar, mas agora estou me organizando para manter a fic atualizada, espero conseguir! obrigada por continuarem acompanhando <3--


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