Finalizada em: 25/06/2017

Capítulo Único

não gostava de vinho, mas abriu a garrafa mesmo assim. Preferia algo mais forte, amargo. Gostava quando a bebida descia queimando por sua garganta, mas nenhuma outra coisa parecia combinar com o momento, especialmente quando já se sentia amargo demais sem isso.
Vinho era a bebida preferida de e enquanto a esperava, se serviu de uma taça, brincando com o líquido sem realmente tomá-lo.
Com toda a calma do mundo, pegou novamente o envelope deixado há pouco sobre o balcão, a carta que ele havia escrito para ela no dia anterior, quando descobriu que ele também era parte de uma de suas mentiras.
era doente, essa era a verdade. Possuía certa compulsão em fazer o errado e mentir, doesse a quem doesse. Ela não se importava com as consequências do que fazia desde que a favorecesse. Mitomania, psicopatia, ele não fazia idéia, mas não tinha mais forças para ficar e descobrir, muito menos para lutar contra algo que estava tão fora do seu controle.


“Eu achei, por muito tempo, que o problema era comigo. E eu tenho consciência, hoje, que de certa forma tive sim uma parcela de culpa. Deixei ir longe demais. Me iludi achando que o amor podia curar tudo, e talvez até possa se existir, mas eu nunca fui tão importante para você quanto você foi para mim.
Hoje eu vejo que você teve suas razões para conversar comigo, estar comigo quando na verdade nunca deu a mínima para o que eu preciso. Era por você, sempre foi por você.”



Ouviu a porta do seu apartamento ser aberta e guardou a carta no lugar com toda a calma do mundo para não levantar suspeitas, para que ela não reparasse no envelope antes que fosse a hora, antes que ele estivesse longe.
Ela tinha uma cópia de sua chave, já estava praticamente instalada em sua casa, mas já havia assinado o destrato, suas malas estavam feitas e os móveis estavam sendo deixados para pagar a multa do contrato. Não que ele não tivesse condições financeiras para lidar com aquilo, ele tinha, mas preferia deixar tudo para trás, todas as lembras da vida que passou ao lado dela.
Ficaria melhor podendo recomeçar em outro lugar.
- Z, já está em casa! – ela exclamou, o tom de voz delicado, a animação forjada. Era incrível como ele havia demorado tanto tempo para perceber.
- É, eu cheguei mais cedo. – respondeu sem encará-la, mas ela não pareceu notar nada de errado. Estava tão acostumada com as mentiras, em nunca ser desmascarada, que era incapaz de notar quando era finalmente descoberta. Achava-se inteligente demais para ser pega e como se fosse apenas um dia normal, aproximou-se dele, segurando seu rosto entre as mãos para beijá-lo ternamente.
- Isso é ótimo, amor! – respondeu, soando empolgada antes de soltá-lo para se livrar dos saltos. – Hoje o dia foi excelente. – começou, servindo-se de uma taça de vinho. Falar e nunca ouvir, preocupar-se somente com seus próprios problemas e com sua própria vida eram outras características marcantes dela. – Eu fui até o...
- Estou indo embora. – informou antes que ela continuasse e a mulher parou com a taça a meio caminho de seus lábios.
- O quê? – perguntou, confusa, enquanto deixava a taça de lado. Dessa vez ele não soube dizer se era verdade ou apenas mais uma de suas emoções totalmente forjadas.


“Eu acreditei em você, acreditei em suas mentiras, mas eu não consigo mais encarar. Não sabendo que é só mais uma de tantas que você ainda vai contar, independente do quanto jure que não.
É por isso que, com essa carta, eu me despeço. Não que você mereça, mas eu faço isso por mim, não por você. Pessoas como você certamente não merecem esse tipo de consideração. Você nunca teve consideração com ninguém, afinal.
Não teve comigo.”



- Não quero mais fazer parte da sua vida, das suas mentiras, e estou indo embora. – respondeu, finalmente tomando a taça de vinho que havia servido para si mesmo. O fez em um único gole.
- , mas do que você está falando? – aproximou-se dele, tentando tocar seu rosto com as mãos novamente, mas dessa vez ele não deixou que o fizesse, mesmo que seu toque ainda fosse capaz de acender seu corpo por completo.
- Faça um favor a nós dois e simplesmente... Só me poupe de mais conversa.
- Eu não tenho ideia do que você está falando, ! – ela insistiu e a lágrima solitária que ela deixou cair o fez vacilar por um segundo. – Eu amo você. – falou com convicção e mesmo sem acreditar em sua fala, deixou que ela cobrisse novamente a distancia entre eles, tocando seu peito quando se viu próxima o suficiente para isso. – , eu não sei o que aconteceu, mas eu te amo. – insistiu e apesar da frase o ferir como brasa, viu-se satisfeito por não acreditar nelas. Por ser capaz de ver através delas. – ... – ela insistiu quando ele não disse nada, colando suas testas e ele fechou os olhos.
Enxergava tudo que estava errado agora, a verdade por trás de cada uma de suas palavras e gestos, mas o sabor de seus lábios possuíam certo feitiço sobre ele e deixou que ela os colocasse junto aos seus, disposto a senti-los mais uma vez, mesmo que fosse última.
Nada do que ela fizesse ou dissesse seria o suficiente para fazê-lo voltar atrás. Ele estava certo, decidido como nunca antes e por esse único motivo deixou que ela o tomasse para si, devorando seus lábios, arranhando sua nuca. Usando de todas as táticas que conhecia para fazê-lo ceder e ele deixou, mesmo que ceder não estivesse em seus planos.


“Vai doer, eu sei. Em mim, não em você, mas não vou cobrir minhas cicatrizes dessa vez, vou deixar que sangrem para me lembrar de não confiar novamente, não cometer mais uma vez o mesmo erro.”



a puxou para si, deixando-se render pelo desejo de tê-la em seus braços por uma última vez, de possuir o seu corpo com a mesma intensidade com a qual havia se dedicado a ela, mesmo que tudo não tivesse passado de uma ilusão vivida só por ele.
Com habilidade invejável, a livrou da blusa sem pestanejar, deixando que a peça fosse ao chão enquanto imiscuía os dedos em seus cabelos para puxar os fios entre eles, suspirando contra seus lábios como se estivesse aliviada em por um fim a conversa.
Não existia conversa, a decisão já havia sido tomada, as malas estavam no carro e ela já não era mais o suficiente para prendê-lo ali.
- Vamos para o quarto. – o chamou aos sussurros, os lábios ainda colados aos dele para beijá-lo novamente se fizesse menção de fugir, mas ele não o fez. Fugiria, mas não antes daquela despedida e ela se aproveitou do silêncio para puxá-lo para o cômodo indicado.
E tudo que fez foi beijá-la durante o caminho, aproveitar os últimas chances que tinha para fazer aquilo antes que acabassem de vez.
Assim que chegaram, deixou que derrubasse na cama, arrancando sua camisa assim que foi por cima dela e por um instante, se deixou esquecer do que lhe aflingia, sentindo o calor de seu corpo enquanto as mãos dela se enroscavam em seu cabelo, desciam por suas costas e acendiam a chama que ironicamente, ela fora a única capaz de acender.
Não sabia se era uma espécie de injustiça cósmica, mas se lamentar nunca funcionou bem para ele que apenas retribuiu o beijo intenso que ela havia iniciado, na medida certa feita especialmente para ele enquanto subia uma das mãos por baixo de sua saia, fazendo-a gemer ao tocar sua intimidade sobre sua roupa intima.


“Eu estava errado por querer que desse certo?” Você fez parecer errado, mas vou levar isso como uma lição que eu nunca tive que aprender antes, por mais irônico que seja uma lição tão dura vir logo de uma relacionamento que eu via como uma benção.



- ... – ela gemeu seu nome contra sua boca, invadindo sua calça para apertar sua bunda e ele desceu os beijos para seu pescoço enquanto desistia de tocá-la para livrar-se das calças. Ele não estava muito para preliminares, e nem era como se precisassem. Ela acendia seu corpo como ninguém, só não poderia dizer com certeza se a forma como ela reagia a ele era real, mas já não lhe importava mais. Precisava daquilo antes de partir e terminou de livrá-los de suas roupas para invadi-la finalmente, gemendo junto com ela enquanto se tornavam um por uma última vez.


“Você, na verdade, foi apenas uma maldição. Você é uma maldição que eu nunca vou esquecer, mas tudo bem, porque pelo menos agora eu sei que é você e apenas você, que é sua culpa.
Eu seguirei meu caminho, em paz, enquanto você ainda vai ter que lidar com si mesma pelo resto da vida sendo exatamente quem é.
Você


Fim.



Nota da autora: Okay, essa não foi minha melhor história, mas espero ainda assim que tenham gostado.<3 Foi legal de escrever. Hahahha
Comemte, pls! E vou deixar aqui embaixo o link para minhas outras fics.
Xx
Mayh.



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