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Postada em: 31/10/2020

Prólogo

25 anos antes:



A casa branca, de portas vermelhas e janelas azuis, já foi um dia, lembrada por todos daquela rua, como a casa da sua infância e de momentos até brevemente, considerados alegres.
Porém, na noite do dia 31 de Outubro de 1993, algo aconteceu ali e mudou para sempre o estigma que aquela velha residência teria.
A rua Elm, era uma rua até então sossegada e lar de famílias felizes, que trabalhavam, saiam aos finais de semana e que tinham suas rotinas sempre muito leves e até sem graça.
A família , era uma delas, era uma família respeitada e adorada por todos os outros moradores. A matriarca da família, Elenice , era costureira e dona de uma lojinha de roupas. O pai da família, Castor , era médico pediatra no pequeno e único hospital de Haddonfield. Os filhos, a mais velha Judith , estava no último ano do colégio, o do meio, Erick , praticava futebol pelo colégio e o nenê mais novo, de nove meses, , era um lindo bebezinho que quase nunca incomodava.
Em uma noite, quando voltava para casa de um de seus plantões cansativos e intermináveis, Castor , viveu o seu maior pesadelo na terra. A entrada da casa, coberta de sangue, seguia para dentro e deixava um rastro de dor por todo o caminho. Lá dentro, um homem enorme, usando uma máscara branca, massacrava toda sua família. Sua esposa, estava aos prantos na cozinha da família, onde debruçada sobre a mesa, levava inúmeras facadas contra as costas, enquanto olhava aflita para o seu marido. Na sala de tv, Erick já estava estripado na poltrona velha e de estofado ruim. Transtornado e sem muito tempo, ele corre para o andar de cima da casa, na inútil tentativa de salvar sua bebezinha, . Correndo e tropeçando nos enormes degraus da antiga casa, Erick não consegue chegar ao seu destino, sendo morto ali mesmo, na escada, com uma facada na cabeça.
O homem misterioso, usando macacão de operário e uma máscara branca, puxa com força a faca da cabeça de Erick e então, ao escutar os gritos que vinham do quarto ao final do corredor, sem pensar, ele vai até lá. Escondida atrás da porta de seu closet, Judith , tentava inutilmente se proteger daquele monstro. Ela foi pega pelos enormes cabelos castanhos e jogada no tapete do quarto, onde fora morta com pelo menos seis facadas.
No berço abaixo da janela, um bebê que segurava a grade branca, chorava sem parar enquanto seus olhos ainda inocentes, olhavam para o homem enorme a sua frente que estava coberto do sangue dos seus pais e irmãos.
O choro piedoso e amedrontado daquela pequena alma viva, faz o homem ponderar um pouco, antes de decidir o que fazer. Isso não demora muito, mas as sirenes da polícia o fazem se acuar e fugir pela janela. Deixando aquela bebê para traz, ele corre por entre as árvores na parte dos fundos da casa e imediatamente some por entre as trilhas da floresta.
Os policiais, ao adentrarem a casa, coberta de sangue, se deparam com a cena mais bizarra e horripilante que eles já presenciaram em suas vidas. Todos os cômodos eram um enorme e terrível mar de sangue e corpos por todos os lados. A dor, o sofrimento e a luta pela sobrevivência, estavam agora marcados nas paredes daquela singela residência na Elm Street. Um dos policiais, Ernest Prescott, ouve um choro que vem do andar de cima e orienta que alguns dos policiais, subam com ele até lá.
Ao entrar no mesmo quarto ao final do corredor, Ernest se depara com a menina , assassinada brutalmente no tapete do quarto e logo a sua frente, a mais nova daquela família e agora órfã, , tinha um choro dolorido e assustado. O mais velho, pega a pequena bebê no colo e a tira de lá imediatamente, a levando para fora daquela casa.
Os corpos são colocados em sacos pretos e retirados imediatamente da casa. Já no lado de fora, o policial e a pequena sobrevivente , olham para as enormes janelas vermelhas, que agora entram em contraste com o sangue pintado nas paredes. Ernest, por alguns segundos, é acolhido pelo abraço inocente da bebê em seu colo, que deita a cabeça em seu ombro, a modo de não olhar para a terrível cena que passa diante de seus inocentes olhos.
O frio que percorre a espinha de todos que estão ali, é algo assustador e congelante. A bela e feliz casa do , agora era o lar de um terrível massacre e de um mar de sangue.
Houve histórias de que muitos conseguiam ouvir os gritos da família , enquanto eram brutalmente assassinadas pelo homem de macacão e houve também, relatos de que muitos dos moradores, o viram rondando a casa algumas semanas antes. Mas ninguém, nenhum deles, poderia imaginar que uma coisa tão terrível assim fosse acontecer e jamais poderiam prever, que apenas um bebê seria salvo. Bebê esse que fora salvo talvez, por um breve momento de arrependimento do assassino, ou porque, talvez, aquele bicho papão tivesse outros planos para a inocente .
Aconchegada nos braços do senhor Prescott, a única sobrevivente daquele crime brutal e sem explicação, a bebê , tem seu destino selado e assinado. Uma criança inocente e isenta de toda e qualquer culpa do que houve, mas que agora, era órfã e teria que de ser enviada para um orfanato.
Seu destino agora, nada mais é que a morte. Pois, uma vez que Michael Myers escolhe alguém, ele não para até saciar sua sede de sangue. Portanto, teve seu destino brevemente interrompido, mas todos sabem que ela irá o encontra novamente, em algum lugar no futuro.
Aquela noite, ficou marcada para sempre na vida dos moradores da Elm Street, como a noite do massacre em Haddonfield e o assassino, conhecido como o estripador do Halloween.
E muito perto dali, embrenhado nas matas da floresta Chills, o mal espreitava os moradores que ainda restavam daquela rua. Arquitetando assim, um novo jeito de achar e ir atrás da sua próxima vítima, a linda e inocente .

Capítulo Único

Dias atuais, 2018:



Parte I:



Voltar a sua cidade natal, para ela, é uma das tarefas mais difíceis de sua vida. Mais difícil até do que ter tido que enterrar sua mãe adotiva, há uma semana atrás. Aquela viagem é a coisa mais aterrorizante que já fez em seus vinte e seis anos de vida. Aquela cidade, onde sua vida inteira foi tirada da maneira mais brutal possível, não era o seu plano de futuro, pois, nunca em sua vida, ela imaginou que um dia estaria voltando para lá.
A noite do massacre em 1993, marcou para sempre todos os moradores de Haddonfield, mas em principal, aquela garota que teve sua família toda, tirada da maneira mais brutal que alguém pode conhecer. Portanto, não há alma viva, em nenhum canto daquela cidade que não conheça a sua história. E quando, sua mãe adotiva morreu de câncer e seu pai adotivo, foi trabalhar no exterior, ela se viu na difícil missão de voltar aquele pesadelo, para enfim, tentar recomeçar sua vida.
A estrada que leva aquela cidade, é uma estrada bastante longa e cheia de curvas, que causam uma sensação bem complicada a quem resolve dirigir por ali, ainda mais a noite. nunca teve medo da noite, apesar de tudo que aquilo lhe representa. Ela sempre adorou andar, caminhar, passear e viajar a noite. Então, mesmo que a noite seja um dos seus maiores pesadelos, ela consegue naturalmente lidar com ela. E foi isso que a levou viajar para Haddonfield a noite, pois, ela gosta, apesar de tudo, do contraste que a noite têm.
O carro dela entra em uma pequena curva e é quando ela escuta um barulho estranho, que faz uma fumaça sair da parte da frente e o carro desligar. Imediatamente, , encosta o carro na faixa de acesso e desce do veículo, reparando então que está apenas a dois quilômetros de Haddonfield. Ela desce do carro, junto com o seu namorado, pronta para arrumar o que fez seu carro pifar.
— Tem certeza que não quer que eu olhe isso? — Harry pergunta para ela, que responde com uma revirada de olho.
— Não precisa, amor! Eu já cansei de te dizer que eu sei resolver essas coisas! — responde, pegando do porta-luvas uma chave de fenda e uma lanterna.
— Deixa eu segurar a lanterna, pelo menos. — Harry esticou a mão para a namorada, que entrega a lanterna para o menino. — Ilumina aqui, por favor. — aponta para onde está saindo fumaça.
— Eu sabia que era a bateria, esse maldito carro velho. Eu disse que a gente tinha que ter trocado de carro. — torce o nariz ao ver que a bateria do carro estava pegando fogo.
— Bom, a gente precisa de água e eu não sei onde vamos arrumar. — Harry repete o gesto da namorada ao ver a mesma situação.
— Era só isso que me faltava, esse carro estragar no meio do nada, em uma estrada deserta e praticamente morta. — joga longe a chave de fenda e cruza os braços, visivelmente irritada.
— Calma amor, nós precisamos pensar em como resolver isso! Mas por favor, mantém a calma. A gente vai achar um jeito de voltar para estrada. — Harry a abraçou e em segundos, o corpo elétrico de se acalma.
— Harry, tem alguém ali! Tem alguém ali! Quem tá aí? — Os olhos assustados de apontam para entre as árvores, onde ela viu uma sombra os espreitando.
— Aonde amor? Não tô vendo ninguém. — Harry olha para o mesmo lugar e não vê nada.
— Ali! Entre aquelas árvores, Harry. Tem alguém ali, eu vi! — sacode o corpo e começa a ofegar de medo.
— Tá, fica aqui que eu vou lá ver, mas não tem ninguém ali . — Harry a solta do abraço e caminha até onde vem o barulho.
— Não, Harry! Não vai aí, volta aqui! — O grito de é inútil, pois, Harry a ignora e vai atrás de onde a namorada aponta que têm alguém.
— Fica aí, ! Me espera aí. — Harry vira-se e pede que a namorada fique onde está.
— Ah, mais nem fodendo! Eu também vou, você não vai entrar nessa mata aí sozinho e não vai me deixar aqui esperando. — olha para o lado e ao perceber que vai ficar sozinha ali, ela corre em direção a Harry.
A mata em questão é a floresta Chills, onde, na noite do massacre, o estripador do Halloween havia se escondido. E lá estava , indo direto para o seu maior pesadelo.
O barulho que vem de dentro da mata, é bem alto e presente, barulho esse que causa arrepios no casal, que tenta inutilmente ver alguma coisa por entre o breu que vem lá de dentro. Harry até tenta iluminar o lugar, mas, aquela lanterna é velha e também não funciona direito. Conforme ele se aproxima de onde acredita ter visto algo, o barulho fica ainda mais alto e o medo se faz presente.
Harry pisa em um galho e o estalo faz com que de um pulo. Para a sorte do coração dela, fora só um barulho aleatório, mas a presença que ela viu, aquilo sim é bem real para a garota. Os dois se aproximam da mata e param bem na entrada de uma trilha. Lá, escondido atrás de uma árvore, alguém, literalmente os espreita. Um homem enorme, com máscara branca e um macacão de operário. Inerte, aquela figura fica os encarando, sem esboçar nenhuma ação ou reação a presença do casal. Harry dá um passo à frente e aponta a velha lanterna na cara da figura macabra, que mesmo assim continua os olhando atentamente.
— Quem é você? — Harry grita para a figura macabra, que não fala nada.
— Harry, volta aqui, cacete! — segura a mão do namorado, mas o mesmo continua indo em frente.
— O cara, fala alguma coisa, se não eu vou aí te fazer falar, seu tarado! — O garoto ergue o queixo e enfrente aquele homem.
— Para de bancar o machão, Harry! Vamos voltar para o carro. — tenta puxar o namorado, mas aquilo é inútil, Harry está irredutível.
O garoto até pensa em responder algo para , mas ele é impedido de fazer qualquer, uma vez que em questão de segundos, ele é atingido por uma faca aí voa em sua direção e o acerta imediatamente na cabeça. O corpo cai do lado de , que grita horrorizada ao ver o namorado agonizando. Ela até tenta salvá-lo, mas, ao ver que o homem se moveu de onde está e agora está correndo para sua direção, ela se levanta e começa a correr em direção ao carro que está parado no acostamento.
se tranca dentro do carro e trava as portas, procurando então em sua bolsa o seu celular, ela tenta fazer o carro pegar mais uma vez, o que aparentemente não acontece. O homem chega até o carro dela e começa a forçar a porta do lado do motorista, a fim de afugentar a pequena , que tenha sobreviver aquele ataque.
Dentro do seu carro, desligado e completamente inerte, ela tenta ligar o celular, que também por sorte ou azar seu, está desligado. No lado de fora, em um único golpe, ela sente o vidro ser quebrado em mil pedacinhos e então, uma mão lhe puxa contra a porta. Tentando se livrar daqueles braços enormes e fortes, se puxa contra o outro banco, mas, tudo que ela consegue é rasgar a manga de seu casaco.
Em um único movimento, ela sente algo arranhar seu barco e então, um sentimento frio se instala em sua espinha, assim que ela vê o sangue escorrer por seu braço. A facada que ela recebeu, foi profunda, o bastante para manchar todo o estofado do carro. Para sua sorte, em mais uma tentativa, ela consegue ligar o carro e assim, ela da partida imediata dali.
— Não adianta fugir. Você é minha, ! — A voz macabra grita para ela enquanto o carro sai cambaleando.
não ouve o que lhe é dito e naquele momento, ela sente seu coração quase pular pela boca, ao sair com seu carro pela estrada escura e mórbida. Deixando o seu namorado, para trás, agora ela tenta é sobreviver a mais aquele ataque. Mesmo que ela sinta que morreu também após a morte de Harry.
sente, naquele instante, que algo bem macabro e sombrio está a espreita de Haddonfield e seria ele? Seria mesmo estripador do Halloween. Isso até faz um certo sentido para ela, uma vez que se lembra que foi naquela mesma data, que a sua família toda foi massacrada.
Portanto, chegar a Haddonfield já com esse estigma não será tarefa fácil, ainda mais agora que ela fora atacada mais uma vez e bem provavelmente, por quem a tentou matar há vinte e seis anos. A estrada então, se torna curta para ela, que agora mais do que nunca, precisa fugir do bicho papão.
A noite ainda será bem longa para ela, mas ela não vai parar, até chegar ao seu destino final.

🎃🎃🎃

No dia seguinte, desperta em seu carro, quando o céu ainda está amanhecendo. Ela acorda com alguém lhe chamando do lado de fora do veículo. O sangue em seu braço, atrai imediatamente a atenção do homem que bate na porta do carro. Ele a olha com o semblante aflito e preocupado, afinal de contas, uma pessoa ensanguentada ao amanhecer, dormindo em um carro com os vidros quebrados, é algo realmente estranho.
desperta em um pulo, como se ainda estivesse presa em seu último pesadelo. E não é pra menos, não faz nem vinte quatro horas, que ela reviveu o pior maior medo de sua vida. Ainda em choque, com todos os últimos acontecimentos, em forma de defesa, ela pega do chão uma das chaves de fenda e aponta para o homem que está parado do lado de fora.
O homem, por si, encara aquela menina assustada a sua frente, com a nítida impressão de que a conhece de algum lugar. Por alguns segundos, ele tenta puxar de sua velha memória, algo que possa o ajudar a se lembrar dela, mas, falha miseravelmente. Então, ele tenta contato com ela, devagar e sem assustá-la mais.
O sangue que tem por todo o estofado do carro, o faz engasgar por alguns instantes, era como se ele já tivesse visto aquela mesma cena antes, ele tinha total certeza disso. E também, a garota assustada, ele podia não se lembrar exatamente, mas ele a conhecia de algum lugar.
Com o olhar baixo e recuado, o mais velho a observa tentando se proteger, como um animal indefeso que está pronto para revidar um ataque que recebeu.
— Você tá bem garota? Precisa de alguma ajuda? — A voz do homem é ouvida por , que abaixa um pouco a cabeça para ver melhor.
— Onde eu estou? — A confusão da voz da garota, o faz ficar ainda mais em alerta.
— A senhorita está em Haddonfield, mais precisamente na rua Elm. — pode notar então uma certa amargura nas palavras daquele homem e imediatamente, ela sente um frio correr por sua espinha.
— Não! Como eu cheguei aqui… Ele, cadê o Harry? Ai meu deus, o monstro, aquele homem, a faca… Cadê o Harry? — A nítida confusão e transtorno que transparece é de assustar qualquer um.
— Benson, vem aqui um instante. — Ela pode escutar o chamar outro policial, é então que ela percebe que aquele homem, pode ajudá-la.
— Sim, chefe. — Benson se aproxima e olha para dentro do carro.
— Essa menina, precisa urgentemente de um médico e depois ela precisar ir a delegacia, explicar todo esse sangue. Vamos lá, Benson, me ajude com ela. — O homem aponta para , que agora parece estar menos assustada.
— Calma, eu vou com vocês. Por favor, me ajudem, eu preciso achar o Harry, antes que aquele homem, que aquele monstro me encontre. — chora descontroladamente e então, sai do carro.
Suas roupas estão rasgadas e sujas de sangue. O corte enorme no braço da garota, mostra aos policiais que ela sofreu algum tipo de ataque. E levando em consideração a quantidade de sangue no carro, quem a atacou, bem provavelmente fez isso para matá-la e sua intenção era a garganta e não o braço.
A confusão nos olhos da menina, fazem os dois policiais recuarem um pouco, até decidirem guiá-la para o carro da polícia.
Enquanto espera os dois homens, no banco de trás, ambos olham dentro do carro dela, a fim de acharem algo que possa explicar aquele episódio bizarro e assustador.
E pelo que os policiais puderam ver, com toda certeza aquela garota confusa, estava viajando com mais alguém, a julgar pelas duas malas que haviam no porta malas. Sem contar pelas coisas espalhadas no banco de traz e no resto do carro, alguém com certeza estava com ela, seria esse o tal de Harry, que a menina não parava de perguntar? No porta luvas por si, eles encontram uma carteira de motorista, que afirmou ser de um tal de Harry Warren. Junto ali também, estavam os documentos da garota e foi isso que fez, Ernest Prescott sentir um arrepio na nuca.
Na outra carteira de motorista, o nome Maddison , pisca diante de seus olhos e ele mal consegue acreditar, que aquela garota estava ali outra vez. Anos longe daquela cidade, vivendo em algum lugar isolado do Michigan, a pequena e inocente crescerá bem distante do passado macabro e sangrento que rege a sua história. Mas, por algum motivo, ainda desconhecido, ela estava ali bem na sua frente, depois de vinte e seis anos. A única coisa que ainda incomodava Ernest, era o porque de todo aquele sangue e por que ela estava tão assustada assim. Seria isso, um ataque premeditado pelo estripador do Halloween. E levando em consideração, que a garota resolveu voltar para Haddonfield no dia 31 de Outubro, aquilo é bem possível de ser verdade.
— Benson, eu preciso que fique aqui e espere o reboque para levar o carro da senhorita para o pátio da delegacia. Eu vou acompanhar a menina até o hospital e depois vou para lá. — Ernest orienta o policial mais novo, que concorda.
? Essa não é a família do… — Benson leva a mão ao queixo e questiona.
— Sim, a família do massacre em 1993. E ela, é a bebê sobrevivente daquele terrível crime. Mas, isso não vem ao caso agora, antes de qualquer coisa, preciso levá-la ao médico para ver se ela está clinicamente bem. — Ernest responde ao policial e caminha de volta ao carro, onde a menina, menos assustada o espera.
— Eu era uma criança quando isso aconteceu, mas foi horrível. — Sussurra Benson para Ernest.
As ruas daquela cidade fora manchadas pelo sangue que o estripador do Halloween fez no dia 31 de Outubro de 1993 e agora, vinte e seis anos depois, as ruas de Haddonfield, estão novamente sob aquela ameaça. Agora é apenas uma questão de tempo, até o banho de sangue recomeçar.
, volta para sua cidade natal, justamente no Halloween e no aniversário de 25 anos do Massacre. Ou seja, ela está novamente em perigo, uma vez que ela é a única ponta solta que o estripador deixou aquela noite. conseguiu ficar vinte e seis anos longe daquilo, mas após a morte cruel de seu namorado na noite passada, ela estava novamente na mira daquele assassino cruel.
A rua Elm, está mais uma vez em perigo e isso seria só o começo de um novo massacre. Michael Myers quer sangue e quer levar a sua garotinha, de uma vez por todas.
Já no hospital, Ernest, tenta acalmar , que novamente entra na defensiva e não deixa os médicos se aproximarem. Por sorte, o médico clínico geral é amigo de Ernest e tudo é feito em sigilo, para não causar alarde na cidade. Pois, tudo que eles não precisam agora é de uma histeria em nome da volta de .
— Você consegue me dizer seu nome? — Questiona Wade, o médico, segurando uma lanterna sob os olhos da menina.
, me chamo Maddison . — A garota responde, piscando algumas vezes.
— Bom, você sofreu um corte bem feio aqui. Quer me contar como isso aconteceu? — Pergunta Wade novamente.
— Foi o homem, o homem vestido de macacão na beira da estrada. Ele atacou o Harry e me atacou depois, no carro. Ele ainda tá lá, na floresta. — responde ao médico, com o corpo todo tremendo.
— Pode vir aqui um instante, doutor? — Questiona Ernest ao médico que o acompanha para o lado de fora da sala.
— Essa menina, ela é… a sobrevivente ? — Wade olha para dentro da sala, por cima do ombro do amigo e pergunta.
— Exatamente, ela mesma. Por isso pedi que essa consulta fosse feita em sigilo. Não quero alarde na cidade com a chegada dela, ainda mais que hoje é halloween e nós teremos uma grande festa mais tarde. — Ernest coloca a mão sob o ombro do amigo e explica a situação.
— Tudo bem, meu amigo, mas você precisa colocar essa menina em proteção de volta. Se o que ela diz for verdade, o estripador voltou e ela não está segura. — Wade alerta o amigo que balança a cabeça, concordando.
— Vou levá-la para a delegacia e ela estará segura, pelo menos até esse maldito dia terminar. — Ernest diz ao médico, enquanto observa se remexer na maca do consultório.
— Ela já está liberada, por mim. Eu já costurei os pontos no braço dela, vou prescrever um antiinflamatório e ela vai ficar bem. Mas, essa menina precisa ficar a salvo de hoje e vocês precisam, urgente, achar esse tal de Harry que ela fala. Pois, se tem corpos na estrada, isso vai causar pânico, outra vez. — Alerta Wade.
— Deixa isso comigo. Eu já salvei essa menina uma vez, não vai ser dessa vez que algo vai acontecer com ela. — Ernest tranquiliza o amigo e os dois voltam para o consultório.
Lá dentro, os encara bem mais calma. Nem parecendo aquela menina acuada e assustada de antes.
Wade encerra sua consulta e orienta que, devido aos acontecimentos que regem sua história, ela precisa se manter em segurança e principalmente manter a calma, que muito em breve, as coisas iriam voltar ao normal. Ele também diz a ela, que nem sempre as coisas são assim em Haddonfield, mas, como é halloween e o massacre da família dela foi nessa data, é perigoso ela se manter nas ruas por enquanto. Já que, as pessoas daquela cidade nunca superaram o que houve naquela noite e também, o assassino nunca foi encontrado. Portanto, mantê-la nas ruas, ainda mais naquele dia, não é seguro para ninguém.

🎃🎃🎃

, mesmo um pouco atordoada com a velocidade que as coisas a atingiram, consegue compreender o que Wade lhe disse e garante a ele, que vai tentar ficar em segurança, pelo menos naquela noite.
— Você era muito pequena quando tudo aconteceu, não é culpa sua que não se lembre de nada, . — Ernest diz a ela, assim que os dois deixam o hospital, a caminho da delegacia.
— Eu era um bebê quando isso aconteceu, literalmente, eu não lembro de nada. Eu só sei que, algo está me perseguindo, pois, eu mal cheguei aqui e meu namorado já foi assasinado por aquele monstro. — limpa uma lágrima que escorre de seu rosto e encara Ernest, pelo espelho retrovisor.
— Naquela noite, você foi jurada de morte pelo homem mais perigoso que essa cidade já conheceu, o assassino Michael Myers. E por aqui, ele ficou conhecido como o estripador do Halloween. — Explica Ernest para ela.
— Até hoje, mesmo sem me lembrar de nada, eu nem sei como escapei viva. — A tristeza e nervosismo no rosto de , são perceptíveis.
— Nós, acreditamos que foi por causa da sirene da polícia, que o afugentou de lá, antes que ele pudesse lhe fazer algum mal. Foi por isso, que te mandamos para longe, pois, sabíamos que ele não iria parar até de te matar, também. Você foi a ponta solta que ele deixou. — Ernest vira o carro da polícia em uma rua e olha para , pelo espelho retrovisor.
— Você estava lá? Naquela noite terrível? — Questiona , apavorada com a hipótese de ter um serial killer a sua espreita.
— Eu fui o policial que te salvou, . Eu te segurei em meus braços e te salvei do bicho papão. — Ernest sorri para ela, que retribui.
— Acho então, que eu lhe devo um muito obrigada, não é? Até porque, eu lhe devo a minha vida. — agradece, esboçando um sorriso sincero, pela primeira vez, desde que aquele dia começou.
— Eu quem agradeço, por você ter se mantido viva todos esses anos. Assim, sinto que meu trabalho não é em vão.
— E a quem eu devo agradecer, policial?
— Ernest Prescott, delegado titular da polícia de Haddonfield. — O homem responde, ao mesmo tempo que, o carro estaciona em frente a delegacia.
O vento gelado bateu em seu rosto e faz seu corpo todo tremer, assim que lá desce do veículo e acompanha Prescott para dentro do velho e antigo imóvel, onde fica a delegacia. Ela encolhe o corpo todo, apertando ao máximo o moletom que vestia, contra si mesma, a fim de se proteger do frio, ou de qualquer coisa que pudesse lhe atingir.
Já lá dentro, Prescott, tenta a deixar o mais confortável possível. Ele lhe oferece que ela fique por enquanto, em sua sala, pois lá tem um sofá e máquina de café, fora as rosquinhas que ele não teve tempo de comer antes de seu turno, ou seja, tem tudo que ela precisa para ficar segura e tecnicamente confortável. agradece e imediatamente, o seu estômago revela que a hora de se alimentar é aquela, então, Prescott, pede que um dos policiais de plantão, vá buscar alguns hambúrgueres para ela comer.
— De novo, muito obrigada por tudo. Nem sei como te agradecer mais. — Com a boca cheia de comida, tenta conversar com Ernest, que encostado em sua cadeira, apenas ri da situação.
— Agora que já está alimentada e visivelmente mais calma. Você quer me contar o que aconteceu? — Ela escuta o homem a questionar e imediatamente larga o hambúrguer no prato, para então respondê-lo.
— Eu e meu namorado fomos atacados na rodovia, perto da entrada da cidade, por um homem de macacão de operário e uma máscara branca. Nosso carro, ele estragou, aí nós encostamos pra tentar arrumar e foi quando tudo aconteceu. Não tive nem tempo de pensar, quando vi, meu namorado já tinha uma faca cravada no meio de sua festa. Aí eu fui perseguida até meu carro, onde aconteceu esse corte, daí, eu consegui ligar meu carro e saí correndo. Eu estava apavorada, tanto que, não consegui ajudar o Harry. — não conteve as lágrimas e desabou a chorar, mais uma vez.
— Bom, devido a gravidade da situação, temos que agir imediatamente, para evitar um motim em cima disso. Você se lembra onde foi atacada? — Ernest a questiona e se levanta para chamar Benson.
— Foi bem perto da entrada da cidade na verdade. Bem provavelmente o corpo do Harry ainda está. Vocês precisam ir lá o mais depressa possível. Ai meu deus, como é que eu vou contar pra família dele essa tragédia? — chora apavorada mais uma vez.
— Mantenha a calma, . Eu e o Benson vamos lá dar uma checada no que você nos falou. E por favor, por enquanto, fique aqui dentro da delegacia, não é seguro pra você lá fora. O policial Chad irá te fazer companhia até eu voltar. Está claro? — responde Ernest com um sorriso linear nos lábios.
Prescott deixa a delegacia junto a Benson para irem até a entrada da cidade, verificar se o que disse, é mesmo verdade. Benson, assim como Ernest, tem total certeza que a garota não está mentindo sobre isso. Até porquê, quando o terrível massacre aconteceu, ela ainda era um bebê e portanto, não se lembra de nada. O que não a leva ter motivos suficientes para inventar uma estória absurda daquelas. Ainda mais que, os fatos da história dela, são bem detalhados e específicos, até mesmo para uma garota confusa.
E é justamente isso que eles constataram, ao chegarem no lugar que foi dito por , encontrando lá, estirado com um enorme rasgo na cabeça. Eles acham o corpo daquele que eles julgam ser Harry Warren, namorado da pequena .
Definitivamente, Haddonfield não está mais segura, principalmente naquela noite de Halloween. Pois, Michael Myers, o estripador está de volta e tudo indica que ele quer sangue, em principal o sangue daquela que ele deixou viva há vinte e seis anos.

Parte II:


O silêncio que se destaca na delegacia, demonstra que todos estam na festa de Halloween, promovida pela prefeitura da cidade, a fim de tranquilizar os moradores de Haddonfield, naquela data tão macabra e triste. Uma festa de Halloween, em um dia que foi marcado por um massacre terrível, não é a melhor das opções, mas pelo menos, garante diversão e bebida ruins para todos.
A duas únicas pessoas que não estão nesta festa são, e Chad, o policial que foi orientado pelo delegado Prescott, para ficar tomando conta da garota. foi orientada por Ernest a ficar escondida na delegacia, até aquela noite passar e mesmo muito a contragosto, ela consegue fazer isso. O tédio que se instala na sala onde ela está, é muito melhor do que estar lá fora e ser caçada por um serial killer que a quer morta.
Chad está em sua mesa, jogando paciência no computador, enquanto , anda de um lado a outro na pequena sala, bastante impaciente. Ela vai até a pequena coxinha que tem na delegacia e pega da máquina, um pacote de batata Lays e umas barras de Snickers, já que a sua barriga começa roncar de fome. Voltando para o sofá onde ficou instalada o dia todo, ela observa Chad bocejar de sono, enquanto está na sua vigésima partida do jogo.
— Se quiser tirar um cochilo, eu te empresto meu sofá. — chama Chad que a olha apontar para o sofá na sala de Prescott.
— Obrigado, mas, eu preciso ficar acordado e de olho em você. — Responde Chad, com a voz sonolenta.
— Eu vou ficar bem, pode ficar tranquilo. Você tá precisando mais daquele sofá do que eu. — torce os lábios e insiste, chamando Chad com as mãos.
— Acho melhor não, acho melhor eu tomar mais café, assim não durmo. — Chad aponta sua caneca vazia de café para ela.
— Ah pode parar com isso! Vai lá, cochila um pouco que enquanto isso, eu passo um café maravilhoso pra nós. Vai, pode ir, não vai acontecer nada comigo. Estou muito bem até agora, não estou? — ri e aponta para si mesma.
— Tudo bem, se você insiste, eu vou. E por favor, passe um café que seja no mínimo aceitável. Cafés de delegacia são sempre ruins. — Chad levanta-se e caminha em direção a sala de Prescott, enquanto apenas ri da situação.
— Você vai tomar o melhor café de todos, eu garanto! Agora por favor, dorme um pouco, que a noite vai ser longa. — diz a ele e o vê se ajeitar no sofá, caindo no sono rapidamente.
Ela o encara por alguns segundos e refaz o caminho até a cozinha da delegacia, outra vez.
A máquina de café quebrada, só relembra , de que ela nunca deve subestimar a força do azar em sua vida. Ela encara por alguns segundos aquele utensílio quebrado, mas, não consegue achar nenhum jeito de fazer aquela coisa pegar, é pelo jeito, essa noite será sem café. ri em tom de frustração aquela cena bizarra em que ela se encontra. Nenhum jeito da máquina funcionar, ou seja, seu mais novo amigo ficará sem café. E espera, que ele não seja aqueles viciados em café, que fica de mau humor quando fica sem.
Por sorte, nos armários velhos da delegacia, há alguns pacotes de café solúvel. Aquilo não pode nem de longe ser considerado café de verdade, mas é melhor do que nada. esquenta um pouco de água e prepara a bebida em duas canecas, uma para ela e outra para Chad.
— Olha, a máquina de café está quebrada, então eu tive que improvisar. — Diz , enquanto caminha para a sala de Prescott, segurando as duas canecas.
Sua breve encenação de alguém que está realmente chateada pela máquina de estar quebrada, é rapidamente anulada, pela cena que ela presencia ao entrar na sala onde está - ou estava - dormindo.
Ela se apavora e então as duas canecas voam direto para o chão. O homem está no sofá, com um rasgo enorme no peito até a parte superior da virilha e o sangue escorrer por todo o tapete. Assustada, corre até Chad e se joga ao lado dele, na inútil tentativa de salvá-lo. O homem estava com praticamente todo o estômago para fora da barriga e os olhos arregalados.
— Não, por favor! Você também não. Por favor, Chad! — leva as mãos até o rosto dele e o sacode, enquanto as lágrimas escorrem em seu rosto, em um misto de pavor e tristeza.
Ao ver que o homem não vai acordar, ela fecha as pálpebras dele, pois, já que não há mais o que fazer, pelo menos ele não iria ver mais o seu corpo todo dilacerado. se levanta do chão, toda suja de sangue e completamente apavorada. Ela não podia acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo, não outra vez. Ela olha em volta, e vê o telefone de mesa do delgado e o pega rapidamente, discando os números que ele a deixou em caso de alguma emergência. Alguns segundos depois, Ernest atende a ligação.
— Ernest, eu preciso de ajuda! Ele está aqui na delegacia. Ele matou o Chad. — diz agitada, não dando chance de Ernest a responder.
— Calma , não estou entendo o que você tá me falando. — A música alta do outro lado da ligação, impede que seja ouvida com clareza.
— Você precisa vir pra cá agora, Ernest! O Michael tá aqui, ele vai me matar. Ele matou o Chad, vem logo! — diz novamente, enquanto segura o telefone contra o ouvido.
— Fique onde está, . Eu já tô chegando aí! — Ernest diz e desliga a chamada.
então olha para o vidro que separar a sala de Ernest do resto da delegacia e lá está escrito, com o sangue de Chad, a frase mais apavorante que ela já leu em toda sua vida.
"Você é minha . Só minha" - é o que diz a frase pintada sob o corpo dilacerado de Chad.
A garota apavorada com o que acaba ler, se esconde atrás da enorme cadeira de couro que tem na sala e segurando uma tesoura de papel, ela tenta se proteger daquele que é pior pesadelo de sua vida.
O breu silencioso da delegacia a apavora ainda mais, pois, ela não sabe se aquele monstro ainda está lá ou se ele já fora embora e levando em consideração, a sentença que lhe fora dada com aquela frase, ela não sabe o que esperar pela frente.
? — Ela escuta então alguém a chamar e olha por cima da mesa, constatando que é Ernest, ela se levanta do seu esconderijo.
— Aqui, eu to aqui. — Ela avisa Ernest que vai até onde ela está, encontrando a mesma cena que presenciou minutos antes.
— Meu deus, o que aconteceu aqui? — Ernest, horrorizado, questiona .
— Foi ele, foi o Michael Myers. Olha, ele quer a mim. — aponta para a frase escrita com sangue.
— Vem, você não está segura aqui, precisamos te tirar daqui. — Ernest a puxa pela mão e a coloca atrás de si.
No mesmo momento, os dois vem uma figura alta e enorme, parada no final do corredor da delegacia, os observando. O homem, não profere nenhuma palavra e fica estático observando de longe. Mas, é quando Ernest aponta a arma para ele que o homem tomba a cabeça para o lado e aponta a faca para os dois.
— Fique onde está Michael, não faça nada, você matou sua última vítima está noite. — Com a arma apontada para Michael, ele tenta o fazer parar.
— É aí que você se engana, eu só quero uma pessoa e se não me entregá-la, você irá ter suas vísceras dilaceradas também, policial. — A voz macabra de Michael ecoa por sua máscara branca.
— Fique onde está, Michael! — Ernest diz mais uma vez e é ignorado, pois, Michael avança na direção deles.
Ernest atira, mas, o homem é alto e forte e o tiro não o faz parar. e Ernest correm para fora da delegacia, em direção ao carro dele que está estacionado. Eles se trancam e em seguida, os dois seguem pela rua deserta.
— Para onde vamos? — pergunta apavorada.
— Vamos passear no baile de Halloween, pegar minha filha, a Jasmine e depois, vamos para a minha casa. Lá eu tenho armamento suficiente para te proteger e para parar esse monstro. — Ernest dirige com rapidez até o ginásio onde acontece o baile de Halloween.
Assim que chegam no ginásio, Ernest pede que o espere no carro e que tranque tudo, que ele não irá demorar. A garota, ainda bem apavorada, concorda e então tranca todo o carro. Enquanto vê Ernest ir até o ginásio para buscar a filha, Jasmine.
Porém, é quando ela o vê, parado no acostamento da rua deserta, a encarando. Imediatamente, , sente um frio correr em sua espinha e então, ela se lembra que ficar no carro não vai o impedir. Uma vez que, na noite da morte de Harry, ela tentou fazer a mesma coisa e não obteve sucesso. Então, em ato desesperado, ela sai do carro e corre para dentro do ginásio, enquanto Michael a persegue pela rua.
A luz brilhante do globo pendurado no teto do lugar, ofusca por um instante a sua visão, até que ela vê Ernest em um canto, conversando com uma menina, que ela deduz ser a tal Jasmine. olha por trás dos ombros e o vê chegando parado bem atrás dela. Imediatamente, ela corre por entre os adolescentes que estão ali dançando, para chegar rápido até o seu amigo. Ela esbarra em alguém, que usa uma máscara branca, igual a de Michael e então olha em volta, muitos deles usam a mesma máscara.
Então, entrando pela porta principal, ela o vê e imediatamente, corre para onde ela viu Ernest anteriormente.
, o que está fazendo aqui? Te dizer pra esperar no carro. — Ernest diz a ela, enquanto percebe que a menina treme da cabeça aos pés.
— Ele nos seguiu até aqui e ele veio até mim no carro, aí eu corri aqui pra dentro pra te achar. — responde ofegante.
— Ele quem? Do que ela está falando, pai? — Questiona Jasmine, mas sua fala é ignorada.
— Onde ele está, ? — ouve a pergunta de Ernest e aponta para a porta principal do ginásio, mas, não há mais ninguém lá.
— AAAAH! — e Ernest ouvem um grito que vem do meio da pista de dança e logo o corpo de um garoto com a garganta cortada, cai no chão.
A histeria se instala no baile de halloween e prontamente, todos começam a correr desorientados. É quando e Ernest, vem Michael surgir no meio dos adolescentes, com a faca suja de sangue. Ernest por si, tenta proteger e Jasmine, as escondendo atrás dele, enquanto tentam caminhar até a saída por entre as pessoas apavoradas.
Mas, as portas trancadas do ginásio, impede que qualquer pessoa tente sair de lá. É quando, percebe que está presa no seu pior pesadelo, com o seu bicho papão particular e que por mais que ela queira, ela não tem pra onde fugir.
Um salão cheio de adolescentes presos e apavorados, além da presença de , é o que torna aquilo, um banquete enorme para Michael Myers. Que só vai parar de matar, quando tiver a sua garotinha de sua volta.
Michael que está parado no meio do salão, encara a sua frente, enquanto com a outra mão, puxa uma garota para perto dele e ali, ele dilacera sua garganta, com um rasgo de uma ponta a outra, ele pinta novamente o chão do salão com o sangue de um inocente.
Apavorados, todos forçam a porta de saída, mas a tentativa é inútil, assim como a porta de emergência que também não funciona.
Então, um por um dos adolescentes que ali estão presos, têm suas gargantas dilaceradas por Myers, que não perdoa nenhum daqueles adolescentes e a cada vítima, ele enche mais o seu macacão e o chão de sangue. Todos são estripados um a um, pela lâmina afiada da faca de Michael Myers. E, a cada garganta cortada, o caos se agita ainda mais naquele lugar, com pessoas correndo de um lado a outro, causando um desespero ainda pior em todos. Ninguém que está lá consegue parar aquele monstro, de dois metros de altura, que possui uma fúria inexplicável e uma sede pelo sangue de .
Na inútil tentativa de se esconder, o último trio de meninas da NorthShore, têm suas suas gargantas dilaceradas, assim como todos os outros. Ao todo, só naquele breve momento, Michael Myers fez exatamente cinquenta e seis vítimas, todos alunos da escola de Jasmine.
Jasmine, por outro lado, acaba por se afastar do pai e de na hora da confusão e acaba se escondendo embaixo de uma das mesas, no salão. Ao perceber que Jasmine não está mais do seu lado, Ernest entra em choque ao ver a garganta da filha ser destruída pela faca de Michael Myers, bem na sua frente. Pela primeira vez, Ernest Prescott sente sua alma ser levada pelo diabo e ali, naquela hora, ele percebe que, não há nada pior do que aquele monstro a sua frente. Num ato descontrolado, ele saca novamente sua arma e aponta na direção de Myers, que agora passa os dedos sujos de sangue por sua máscara. Ernest tenta disparar, mas para seu azar, sua arma trava e ele não consegue fazer nada.
, desesperada, corre em direção de Jasmine, jogando-se no chão, ela tenta controlar o sangue que escorre da garganta da pequena ruiva. Ao ver sua obsessão ali, Michael corre em sua direção e a pega pelos cabelos, de modo que ela é arrastada por todo aquele sangue. esperneia e tenta se soltar, mas a tentativa é inútil. Ela sente então, seu corpo todo se sujar do sangue daqueles jovens inocentes. Tentando mais uma vez, ela consegue se soltar das mãos enormes de Myers. Mesmo que para isso, ela tenha perdido boa parte do seu cabelo, aquilo é o que menos importa.
levanta-se toda desajeitada e é puxada pela mão de Ernest, que na mesma hora a faz correr para fora dali, uma vez que há uma porta aberta na lateral do ginásio.
— Pra onde a gente vai? Meu deus! — exclama, ao entrar no carro de Ernest, com ele logo atrás.
— Não tenho idéia! Meu deus, minha menininha, meu deus! — Ernest bate as mãos no volante e chora, feito uma criança abandonada.
— A gente precisa ir pra um lugar seguro. Provavelmente ele está atrás da gente. — diz apavorada, enquanto olha pelos vidros do carro.
— Meu deus, isso foi um pesadelo. Todas aquelas crianças mortas. Meu deus, a minha Jasmine. — O carro corte ainda mais a cada palavra de Ernest.
— Espera! A gente veio pra festa de Halloween da cidade. Você tá louco, Ernest? — , desacreditada, olha para ele, assim que vê a placa da festa.
— Viemos buscar reforços. E toda polícia de Westminster está aqui. Vem, vamos logo! — Ernest exclama e sai pela porta do carro, sendo seguido por , que assim como ele, corre por entre as pessoas.
Eles correm por entre todos, a fim de achar os colegas de Ernest e assim avisar que eles estão sob o ataque de Michael Myers, outra vez.
— Meu deus, o que houve com vocês? Resolveram entrar mesmo nessa coisa de Halloween. — Diz, Barney, o prefeito da cidade, ao ver os dois cobertos de sangue.
— Não é isso! Jackson, cadê o resto dos policiais? — Questiona Ernest, ofegante.
— Acho que estão por aí, ou nas barraquinhas de comida. — Jackson responde.
— Meu deus do céu, o que aquilo ali? — Dispara Fiona, a mulher do prefeito, ao ver um homem entre as pessoas, segurando uma cabeça humana.
— Eu disse que ele iria nos achar aqui, Ernest! A gente tem que correr! — agarra a jaqueta de Ernest e o puxa rapidamente, assim que percebe, que Michael está se aproximando.
— O que diabos está acontecendo aqui? — Kennedy, o chefe da polícia da cidade os questiona.
— É o Michael, Kennedy. Ele voltou e dessa vez, ele não vai parar, até matar a . — Ernest dispara ao colega, assim que os dois correm.
? Mas ela...— Kennedy não consegue falar quase nada a eles dois, enquanto todos correm.
, sou eu. — dispara a Kennedy, que olha confuso para a garota.
— Aqui, eu tenho algumas armas e alguns itens de caça, no porta malas do carro. — Jackson diz a todos, assim que chegam ao carro dele, que está parado em uma das ruas.
— Depois você vai me contar tudo isso que está acontecendo com detalhes, Ernest, mas agora, vamos acabar com esse psicopata. — Kennedy diz a Ernest e engata sua arma.
— Eu conto tudo depois, senhor. Mas agora, temos que parar aquele psicopata. — Ernest concorda com o amigo e então, pega um bastão de beisebol e enrola um arame farpado na ponta.
— Esse aqui eu faço questão de ser meu. — A voz de ecoa e então, ela mostra, um machado que encontra entre os itens de caça no porta malas de Jackson.
No meio de todos as pessoas que estão na festa, Michael se diverte, dilacerando as gargantas daqueles que passam por ele. Seu objetivo ali é um único só, pegar e levar a sua menina .
Durante anos, ninguém realmente entendeu a obsessão de Myers por e também, mesmo sabendo da sua identidade, a polícia nada pode fazer quanto a isso. Pois, logo após massacrar a família , ele se escondeu na sombria e macabra floresta Chills. Ele ficou escondido por anos e anos, mas, ninguém nunca de fato, conseguiu pegá-lo.
Myers é um assassino perverso, calculista e desprovido de qualquer sentimento humano. Para ele, ver o sangue de suas vítimas é a coisa mais extasiante de sua breve existência. Então, quando Myers corta a garganta de alguém e o sangue jorra por todos os lado, aquilo equivale para ele, como um orgasmo após o sexo.
As ruas de Haddonfield, principalmente a rua Elm, nunca conheceu um mal tão enorme quanto aquele. Um mal que assombra toda e qualquer alma viva ainda existente por aquelas ruas. O sangue, o medo e o pavor, eram seus alimentos.
Principalmente, naquela noite em específico, onde, não era apenas mais uma noite de Halloween na cidade, mas sim, o aniversário de vinte e seis anos do massacre, foi a noite escolhida por ele, para completar a sua caça ao sangue da última .
— Onde será que ele está? — Pergunta Jackson, assim que eles viram em uma das ruas.
— Eu não faço ideia, mas, todos esses corpos dilacerados nas ruas, não é bom sinal. — Kennedy Responde.
— Ele não vai parar até ele levar a e isso eu não vou deixar. — Ernest diz a todos, enquanto ele andam lado a lado, entre todos aqueles que já estão mortos pelas ruas.
— Talvez seja melhor eu me entregar. Pelo menos assim, nós teremos uma distração até a gente acabar com ele. — se pronuncia e todos olham diretamente para ela.
— De jeito nenhum, . Eu já perdi a minha filha hoje e não vou perder você, não outra vez. — Ernest olha para a garota que o encara com os olhos confusos.
— Olha em volta, Ernest, a cidade toda foi praticamente dizimada e tudo isso, porque, ele me quer. Não tem sentido eu continuar fugindo. — para por alguns segundos e coloca as mãos no ombro do homem.
— De jeito nenhum, eu não vou permitir isso! — Ele exclama uma última vez, ao perceber entrar que bem lá trás, a figura macabra de Myers surge entre a neblina.
Com a roupa suja do sangue de todos os inocentes aos quais ele matou, Myers avança na direção deles, com rapidez e uma notória sede de sangue.
— Vem cá me pegar vem! Eu não sou mais aquele bebê pequeno e inocente que você cruelmente tentou assassinar. Pode vir que eu não tenho mais medo de você. — A voz alta de ecoa naquele beco escuro.
— Você enlouqueceu, garota? — Jackson olha para ela com o semblante assustado.
— Não. Mas vocês, corram agora e se salvem! — Ordena ela, assim que percebe Myers se aproximar. — Que eu vou ficar bem! — Ela garante a Ernest que apenas concorda com um aceno de cabeça.
Em um único movimento brusco, ela arrastada pelo monstro escuridão a dentro. Myers a leva para dentro daquela que um dia foi o seu lar, a floresta Chills, bem onde ele viveu escondido aqueles anos todos. Enquanto ela tenta inutilmente implorar para que ele não acabe com sua vida, a floresta conhece então o sofrimento da última que agora, é levada para o seu destino final.
Na cabana escondida sobre a neblina da floresta Chills, ela é amarrada junto a velha árvore que tem lá dentro. Myers, que está parado bem a sua frente, agora limpa a faca que usará para cortar a garganta dela. está bem mais apavorada do que antes e arrependida de não ter escutado Ernest.
— Vamos logo, acabe com isso de uma vez. Afinal, não é isso que você quer? Então anda logo! — As palavras impiedosas de ecoam abafadas naquele pequeno espaço.
— Você fala demais, para alguém que está a beira da morte. — Myers se abaixa na sua altura e fala bem perto de seu rosto.
— E você deveria me mostrar seu rosto. Já que eu vou se cruelmente assassinada, eu gostaria de conhecer o rosto daquele que me tirou tudo! — Lágrimas escorrem pelo seu rosto e o seu corpo treme por inteiro, na presença do Myers.
— Ah não, minha querida . A diversão está em você não saber quem sou eu. E mesmo assim, eu te matar. — Myers passa a faca em seu rosto de forma cruel.
Mas, antes mesmo que Myers faça algo com ela, consegue se soltar das amarras e assim o empurra para longe. Ela se levanta e sai correndo pela floresta, para o mais longe que ela consegue, enquanto Myers já está a perseguindo, outra vez.
Correndo por entre as árvores, tenta sobreviver aquele pesadelo. Ela não tem a mínima ideia de onde ir, mas, parece que seus pés sabem bem pra onde a levar, uma vez que ela acaba indo parar bem onde um dia foi a sua casa.
O imóvel está destruído com o tempo e cheio de mato em volta, as janelas estão quebradas e não existe mais nem a velha caixa de correio. não tem ideia do porquê foi parar ali, já que ela não tem nenhuma lembrança daquela casa.
Tentando sobreviver a pior noite de sua vida, se vê cada vez mais perto de sua morte cruel. E por mais que ela tente, no fundo de sua alma, ela sente que não passará daquela noite.
sente o frio percorrer sua espinha e o medo tomar conta de cada parte de seu corpo.
Ao longe, ela vê Myers, caminhando por entre as árvores em sua direção, outra vez.
E quando ela acha que aquele será seu último momento respirando, algo acontece e então, ela sente um breve alívio.
Myers é atingido por um carro e seu corpo é arremessado longe, de modo que cada parte de seu corpo enorme, se dobrou ao meio. Ele fora atropelado por Jackson em sua camionete.
Sem acreditar muito em que seus olhos vêem, ela vai até onde o corpo de Myers está estirado no chão, a fim de assim confirmar que ele está mesmo morto.
, você está bem? — Ernest aparece logo atrás e se aproxima da garota.
— Agora eu estou, mas, por um momento eu realmente achei que fosse morrer. — responde a Ernest enquanto sente sua respiração ofegante.
— Ele tá mesmo morto? — Questiona Jackson assim que sai de seu carro.
— Não se aproxima Jackson, deixa que eu mesmo vejo isso. — Ernest o afasta com as mãos e então caminha o corpo de Myers estirado.
O corpo não se mexe em nenhum momento e isso mostra que Myers está mesmo morto. Ernest então, puxa a máscara branca de Myers e revela um rosto velho e cansado, todo cheio de cicatrizes. Os olhos estão estáticos e o pulso nem nenhum batimento.
— É oficial. Michael Myers está mesmo morto. — Avisa Ernest a todos, assim que mede a pulsação.
— Eu nem acredito que esse pesadelo está mesmo chegando ao fim — Dispara que agora sente seu corpo todo relaxar.
— Pela primeira vez, em vinte e seis anos, nossa cidade vai poder descansar em paz. — Diz Jackson, sentido o mesmo alívio de .
No horizonte, o sol começa a nascer, iluminando a rua Elm, que acaba de renascer depois de um pesadelo, que durou vinte e seis anos. As ruas de Haddonfield, ainda sentem o peso da maldade e brutalidade que Michael Myers disparou naquela noite de Halloween. Mas agora, todos os moradores poderão enfim dormir tranquilos.
As sirenes altas de ambulâncias e carros da polícia vizinha, invadem as ruas. Agora, eles terão que lidar com a perda cruel de seus filhos adolescentes e de todos os outros que foram massacrados pela fúria da faca de Myers. Porém, agora, eles não tem mais um mal para temer e o recomeçar, portanto, é só questão de perspectiva.
O dia nasce e com ele, uma nova esperança surge entre os moradores restantes. A esperança e a certeza, de que agora, pelo menos, eles estão livres e seguros de qualquer serial killer que possa vir aparecer.
Pois, quem sobreviveu duas vezes a Michael Myers, consegue sobreviver a qualquer coisa.
E agora, o mal nunca mais tomará conta da vida daqueles moradores e muito menos de , que agora é oficialmente uma sobrevivente em Haddonfield.


Epílogo


Um ano após aquela noite em que Michael Myers fora morto e todos tiveram um fim para o terror do massacre, os habitantes de Haddonfield, conseguem enfim seguir suas vidas e superar as perdas que tiveram.
Durante aquele ano, a polícia revirou os arquivos do caso e então, descobriram coisas horripilantes sobre o passado de Myers e a sua relação com a família .
Myers fora amante da senhora por anos, até que ela engravidou de e assim o largou para sempre, pois, o bebê representava para ela uma nova chance com o marido. Portanto, no dia em que soube da gravidez, ela dispensou Myers e reatou o casamento. Myers, sabendo disso, a rastreou pelo estado todo e a encontrou em Haddonfield, onde ela tinha vida perfeita, a casa perfeita e a filha perfeita. Ele jurou então, que iria acabar com a felicidade dela e da família, assim como ela fez com ele. Foi por isso, que naquela noite, ele resolveu acertar as contas com Elenice e massacrou toda sua família.
A pequena e inocente foi salva, mas quando ele teve a chance, ele reapareceu para o acerto de contas. Afinal, aquela garotinha, de alguma forma macabra e perversa, fez com que Elenice o abandonasse.
Agora, um ano depois que o caso finalmente foi esclarecido e encerrado, todos enterraram aquele monstro, de uma vez por todas. Todos Seguem suas vidas e deixam o que aconteceu, no passado.
No centro da cidade, foi criado um memorial para os jovens que foram mortos no baile de Halloween. Pois assim, todos os moradores, poderiam lembrar de seus filhos, sobrinhos, namorados e etc. Ter aquele memorial, ajudava de alguma a superar a dor e o vazio deixado por aquele massacre.
Ernest e , foram morar juntos em uma casinha na saída da cidade, perto da antiga floresta Chills, que agora estava fechada a todos, pois, virou cena de crime e acabou tombada pela prefeitura como patrimônio da cidade.
conseguiu superar a morte de Harry e ajudou Ernest, a superar a morte de sua filha, Jasmine. Os dois construíram uma nova família juntos, adotaram um cachorro e conseguiram superar a dor de perder as pessoas que amavam. Ela, arrumou um emprego na biblioteca local e Ernest, foi promovido a chefe da polícia, com Jackson assumindo o cargo de delegado.
A cidade seguiu sem maiores tragédias e da maneira mais pacata que uma cidadezinha isolada poderia ter.
O dia 31 de Outubro daquele ano, começou da forma mais chata e entediante que um dia eles sonharam em ter. As abóboras foram cortadas em forma de rostos e recheadas com doces de todos os sabores. A noite, e Ernest fariam um jantar para os amigos mais próximos e assim, eles poderiam passar por aquele novo feriado de Halloween.
— Eu pretendendo chegar antes das onze, querida. — Ernest avisa , que prepara alguns cookies na cozinha.
— Tudo bem, Nest. Eu já enchi as abóboras e estou pronta para receber as crianças. — Ela sorri para o amigo que sorri também.
— É tão bom te ver assim, feliz. — Ernest beija a sua testa e apanha a jaqueta da polícia que está encostada na cadeira.
— Tenha um bom dia no trabalho. Te espero a noite. Tome aqui, leve alguns cookies para você e o resto do pessoal. — estende a ele um pacote com alguns cookies e Ernest sorri em agradecimento.
Eles se despedem na cozinha e Ernest segue para mais um dia de trabalho.
A vizinhança parece estar mesmo animada com aquele feriado, mesmo que ele fosse marcado com tanto sangue, sofrimento e tristeza. Os moradores, acharam inúmeras maneiras de lidar com suas dores particulares. As casas estão todas enfeitadas e com abóboras espalhadas por cada calçada. Esse ano, a única diferente é o baile da escola, que em função a tragédia que aconteceu no ano anterior, os diretores e o conselho estudantil, acabaram por decidir não fazer baile de Halloween e sim, apenas uma homenagem no antigo ginásio. Essa foi a maneira encontrada por todos, para não transformar aquele dia em uma dor ainda maior.
Quando já era perto das oito horas da noite, os amigos de e Ernest começam a chegar na casa deles para o jantar. Jackson chega com a esposa Emily e Kennedy com a esposa e a filha, Carrie.
As crianças, correm por entre as casas pedindo os doces ou travessuras e na casa de , as coisas não são diferentes. Várias crianças passam por lá com seus respectivos pais e amigos, pedindo doces, mas também, pedindo fotos com a sobrevivente do Halloween. até que aceita o seu novo conceito naquela guarde, pois, pelo menos ela pode finalmente viver tranquilamente ali. E todos sabem, que nunca foi de fato culpa dela, tudo que aconteceu.
Para , estar viva e bem entre todos, já é de uma grande vitória para ela.
A vida de todos naquela cidade foi mudada radicalmente com a passagem do maior e mais temido serial killer de todos os tempos. Nunca antes, alguém conheceu um mal tão grande e perverso quanto aquele. Um assassino frio e impiedoso que não perdoava ninguém que estivesse em seu caminho. Isso com certeza, marcou todos de uma maneira bem dolorosa. Mas por sorte, naquela noite, de um ano atrás, alguém conseguiu acabar com tudo aquilo. Causando assim, um furor nunca sentindo em vinte e seis anos.
respira aliviada por saber que pela primeira vez, em muito tempo, ela consegue viver seus dias sem ter a sombra de um assassino em série atrás dela. Por isso, para ela, preparar aquele jantar de halloween para seus amigos, em anos, é a melhor coisa de sua vida. Mesmo que ainda o estigma de sobrevivente ainda a cerque, ela já não se sente mais ameaçada.
Na cozinha da casa, termina de preparar as abóboras refogadas, quando escuta a campainha tocar. De longe, ela pede que alguém atenda, já que ela está ocupada com o fogão.
Ela ouve algumas vezes ao fundo, mas, não consegue distinguir de quem são e de repente, tudo fica em silêncio. sente então, uma leve brisa gelada atingir sua espinha e como um soco no estômago, ela percebe que não está mais assim tão segura.
O silêncio que toma conta do ambiente em segundos, faz com que se sinta encurralada e com um medo, que ela pensou que nunca mais sentiria. Levando em consideração de que seu último inimigo está bem morto e enterrado.
deixa as abóboras no fogo e pega uma faca na bancada, caminhando então até a sua ampla sala de visitas.
Ao ver aquela figura alta e macabra parada no meio da sala, com os corpos de seus amigos todos jogados pelo chão, com as gargantas cortadas, faz com que ela sinta novamente, o medo invadir suas entranhas. O homem levanta o rosto, sem estar escondido atrás de uma máscara e a encara, com o semblante sombrio e pesado.
— Olá, . Eu te disse uma vez que você até pode fugir, mas não pode se esconder. Você sempre será minha, .
O homem corre em sua direção e solta o grito mais apavorante que consegue, mesmo sabendo que, aquilo agora seria inútil.
O corpo de cai no chão com a garganta aberta e o sangue jorrando pelo tapete, ela morre olhando diretamente para aquele que um dia lhe jurou a morte, enquanto o mesmo sai pela porta da casa dela, sumindo na escuridão.
Naquela noite, um novo massacre aconteceu. A última foi enfim levada pelo monstro.
Agora, a pergunta que irá assombrar todos mais uma vez era: será que teriam eles matado o verdadeiro Michael Myers?




FIM



Nota da autora: Espero que tenham gostado dessa fanfic. Ela foi escrita na correria para o especial do Halloween e a ideia de escrever um Serial Killer como Michael Myers, fazendo ainda um crossover entre A Hora do Pesadelo e Pânico, foi um dos meus maiores desafios como escritora. Mas que no fim, acabou sendo a melhor coisa que já consegui entregar.



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