CAPÍTULOS: [prólogo] [1] [2] [3] [4]





The Rumor of Us






Última atualização: 26/08/2017

Prólogo


.

Saía às pressas com uma buzina infernal soando pela casa. Isso que dá pedir carona para a amiga e não ser rápida o bastante. Isso que dá ir dormir tarde porque estava ocupada lendo On The Road. Isso que dá ter que mandar a moto para a revisão. Oi. Eu sou a . Moro com a minha mãe, a irmã dela e meu primo a.k.a Tom Fletcher. Estudo numa escola chamada St. Patrick e tenho 3 amigas que parecem ter saído de um hospício. O resto não é assim, tão importante.
Enfim, sai rápido de casa e avistei o carro do meu primo com os amigos dele. Logo depois, vi o carro de e fui correndo porque a cuja já ameaçava avançar e me deixar aqui.
- Tá' atrasada, Fletcher? - Ouvi Harry gritar, com a risada dos outros 3 amigos dele no fundo. Mostrei meu dedo do meio para ele e entrei no carro.
- Desculpa a demora! - Disse, logo depois de fechar a porta.
- Estamos atrasadas, ! - , a outra doida, resmungou. - Porque demorou?
- Fui dormir tarde. Ai já viu... - Eu coloquei o cinto e tirei meu Ipod da minha mochila.
- Estava fazendo o que até tarde? - perguntou enquanto avançava. - Conversando com alguém em especial?
- Quem me dera. - Ri. - E você? Como anda o Gabe? Ou melhor, o treinador Gabe?
- Ah, vá à merda. - riu e fomos até a casa de .
Ou melhor, tentamos. Danny - um amigo do meu primo - parou o carro do nosso lado e sorriu com os dentes tortos, abaixando o vidro.
- Que tal uma corrida?
- Você é... - ia dizendo o quanto maluco Jones era quando a cortou:
- Feito! Só vamos buscar a e começamos de lá, ok, Jones? - Ela sorriu maníaca como sempre.
- Fechado, . - Ele riu. - Prepare-se para comer poeira!
Liguei meu Ipod e coloquei para tocar minha playlist de todas as manhãs. As outras duas comentavam algo sobre um possível show da banda do meu primo, algo que eu não dei muita importância. Ah, não comentei sobre, né? Meu primo é o guitarrista e o cantor da banda McFLY e os amigos que mencionei antes são Harry Judd (eca), Danny Jones e Dougie Poynter que também são da banda.
Vinte minutos depois já estávamos na casa de . Os dois carros alinhados e no ponto morto. Mas claro que os dois iriam fazer graça e por isso, ficavam acelerando o carro e aquele barulho de 'VRUUUUMMM' se misturava à música que tocava no som. Pelo menos, era Doors.
Tocava Hello, I Love You em um volume absurdamente alto e quando eu, doida como sou, coloquei metade do meu corpo pela janela e gritei 'JÁ!'. A música quase sumiu com o barulho dos pneus cantando e eu quase caí pra fora do carro, claro. Entrei no carro enquanto já saía disparando, e indo na frente deles. Eu poderia contar como a pseudo-corrida foi, mas eu sou extremamente monótona contando esse tipo de coisa. Então vou resumir: Eles nos ultrapassaram por dois minutos, até que, num sinal vermelho, conseguiu sair na frente. E ganhamos.


.

- Ei, Judd. - já foi encher o saco do menino, claro. - Como se sente perdendo pra mim? Ah, esquece. Espero que você esteja acostumado. - E sorriu.
- Para de ser irritante, . Ah, esquece, – Ele a imitou e ela fechou a cara. – você não consegue.
- Vá à merda. – o deu um tapa.
- Qual é, não comecem tão cedo. – resmungou.
- Tipo isso. Daqui a pouco a gente se cansa dos dois. – riu. – Ai a gente larga eles e...
- Eles vão ter que se virar sozinhos. – Completei e todos caíram na risada.
- Vira essa boca pra lá, vocês! Pelamor de Deus, bate na madeira!
- Nossa, Harry, isso ficou tão gay. – Tom falou e nós rimos.
- O que vocês esperavam dele? – implicou de novo.
- Vem aqui pra eu te mostrar quem é que é gay. – Judd falou um pouco mais alto e todos se calaram, vendo qual seria a próxima reação do "casal".
o encarou como se não pudesse acreditar em suas palavras. "Covarde" os dois pensaram juntos.
- Me poupe de você, Judd. – rolou os olhos.
- Me poupem de vocês dois! Agora vamos falar de algo que preste né. – Dougie sorriu forçado. – Vocês já viram o tamanho da bunda da aluna nova, a Stacy Peiton? – Ele arregalou os olhos e os meninos riram e ficaram falando (lê-se balbuciando) entre si como ela era realmente gostosa. Aposto que nem notaram quando eu e as meninas nos afastamos e fomos para nossos armários.
- São um bando de virjões mesmo. – riu.
- Mas quem é essa tal de Stacy? – perguntou.
- É uma aluna nova que veio de Dublin e frequenta basicamente as mesmas aulas que os meninos. – rolou os olhos, rindo.
- Gente, eu já to com todo o meu material aqui, então vou indo pra sala. – mandou beijos no ar.
- Ui, que apressadinha. – Brinquei.
- Ela quer é se esbarrar com o Caleb por aí. – falou.
- E por acaso esse Caleb é branquinho, alto, cabelo castanho escuro e curto, tem olhos azuis e atende pelo nome de Harry Judd? – riu.

**

Entramos na sala e logo vi sentada na cadeira, com seus fones no ouvido e suas pernas na mesa.
- Folgada! - Tirei as pernas dela da mesa, rindo. Coloquei minha mochila na mesa atrás da dela e ouvi o resmungo baixo que ela deu.
- Me deixa.
- Qual é o primeiro horário, mesmo? – perguntou e se sentou ao meu lado. sentou atrás de mim e os meninos sentaram perto de nós, como sempre.
- Física?
- Jura? – comemorou.
- Não! – .
Estava rindo alto das duas quando de repente se virou rápido e me puxou pra perto dela.
- Não olha agora, mas adivinhe quem, aparentemente, vai sentar do seu outro lado. – Ela soltou uma risada marota e virou pra frente, ainda rindo e colocando de novo os fones. Olhei discretamente para o lado e vi Jake se sentando na cadeira a minha esquerda. Olhei para e sorri de orelha a orelha.
- O que? – Ela perguntou. Apontei para mim e ela, nem um pouco discretamente, soltou um gritinho.
- Nhá!
- Hã? – Dougie olhou pra ela, sorrindo.
- Nada, Poynter.
- Bom dia! – O professor finalmente disse e resmungou ao tirar o fone.
- Hello! – Cumprimentei o professor e olhei para . A mesma riu e me olhou com olhos pidões, pra variar. – Professor... Sabia que o senhor está lindo hoje? – soltou uma gargalhada alta.
- Opa, foi mal. – Ela se desculpou e riu baixinho.
- Ignore ela. – Continuei. – E estou falando sério...
- O que você quer, ?
- ... E você ficaria ainda mais lindo se deixasse sua aula para discutirmos sobre o baile de formatura.
- Mas ...
- Professooooooor, – Disse, manhosa. – você está com a matéria adiantada e temos muitas coisas pra resolver ainda!
- Tipo isso. Falta pouco mais de um mês e não decidimos nem o tema. – concordou.
- A única coisa certa é a banda que vai tocar. – disse.
- Isso aí! McFLY é o melhor! – Danny gritou, recebendo em seguida um olhar repreendedor do professor.
- Deeeeeeeeeeeiiiixaaaaaa Hilllllll. – fez manhã, com o seu biquinho.
- É Hiiiiiillll! Deeeeiiixaaaa vaaaai. – Entrei na onda da manhã e logo depois e estavam fazendo o mesmo.
- Ok, ok. Mas só essa aula, ouviram?
- Seu lindo! – riu e se levantou da cadeira, se sentou na mesa e pegou o meu caderno com as anotações.
Começamos pelo tema, que era o mais difícil e o principal. Afinal, tudo irá rodar em volta dele. Estávamos numa árdua discussão (Os meninos queriam o tema Baywatch*) quando senti alguém me cutucar.
- Diga! – Me virei rápido e vi o abdômen de Jake coberto por uma blusa vermelha ligeiramente apertada. – Oi.
- Querem ajuda com algo? – Ele perguntou, enquanto puxava uma cadeira para entrar na roda.
- Sim, claro. – Disse, quase tão vermelha quando a camisa dele. – Mas antes... Você chama o resto do povo pra juntar aqui, por favor?
- Claro. – Ele sorriu e foi chamar os outros amigos gatos dele.


(*Nota das Autoras: Baywatch é um seriado sobre mulheres que são salva-vidas em uma praia, e correm por ela com seus peitões pulantes. A série passava em FRIENDS, também).

Capítulo 01


You ask me for a contribution, well, you know.
We’re all doing what we can.
Revolution - The Beatles.


A cena era a seguinte: Meninos de um lado, meninas de outro. Cada um fazendo uma lista com possíveis ideias para o tão esperado baile de formatura. Até que, minutos depois que cada grupo decidiu a tal lista, Harry já discutia com .
- Eu já disse que o tema não vai ser Baywatch! – aumentou sem tom de voz e levantou-se da cadeira.
- E por que não? – Ele fez o mesmo que ela.
- Porque é um tema idiota, assim como a pessoa que o sugeriu. – arqueou uma sobrancelha.
- A única idiota aqui é você! Pra começar, você nem devia estar nesse comitê de organização. – Todos os cochichos cessaram, sabendo que viria chumbo grosso. Estar no comitê de organização da formatura era uma das coisas preferidas dela. Harry engoliu em seco. – É verdade. Você não aceita opinião de ninguém, só quer fazer o que você acha que é melhor pra você.
ficou alguns segundos em silêncio, seu maxilar estava trincado e seus olhos ardiam de raiva. Ela respirou fundo e fechou os olhos, tentando se acalmar.
- Isso. Não. É. Verdade. - Ela praticamente rosnou cada palavra.
- Ah não? - Ele usou o seu tom de voz cínico mais elevado. - Claro que é verdade, você é assim. Independente de ser formatura ou qualquer outra coisa. - Ele falou mais calmo e deu as costas à garota.
- E você se acha o dono da verdade, não é mesmo, Judd? - falava muito alto e gesticulava demais, demonstrando seu nervosismo. - Você não passa de um adolescentezinho com a mente fútil que só pensa em peito e bunda!
Ele ia se virar novamente pra ela, quando Danny o segurou pelo combro.
- Dude, relaxa. O nosso tema era uma brincadeira, não precisa brigar com ninguém por causa disso.
- Relaxa o caramba, Danny. - Ele tirou a mão do amigo de seu ombro - E olha aqui, - Ele colocou o dedo perto demais do rosto de . - você meça suas palavras antes de falar de mim!
- Tira esse dedo da minha cara, Judd! - Ela bateu bem forte na mão dele.
- Vem cá, quem você pensa que é? - Harry gritou
Tudo aconteceu em questão de segundos. deu um tapa na cara de Harry que a encarou incrédulo.
- Que porra foi essa? - Ele gritou novamente.
estava sem palavras, não acreditava no que acabara de fazer.
- Harry, me des...
A garota não teve a chance de terminar de falar, quando Harry pegou uma garrafa d'água que estava próxima e jogou todo o conteúdo na garota.
- VOCÊ TÁ LOUCO???? - Ela gritou, avençando no garoto, mas foi impedida por seu primo que a segurou pela cintura e Danny segurava Harry pelo ombro.
- Ô Harry, qual é a sua? - deu um empurrão nele
- Qual é a minha? Agora a culpa é minha? Aaah vai à merda, !
- Como é que é? - se exaltou.
- Ei, , vamos ficar de boa. - Danny disse.
- Ficar de boa? Esse garoto me manda ir à merda e você vem falar pra eu ficar de boa? - já estava mais do que nervosa.
- Para de defender o Harry! - apontou o dedo na cara de Danny.
- Mas eu não defendendo ninguém! - Danny se defendeu.
- Ô dude, de que lado da parada você está? - Harry se manifestou, indignado.
- Cara, eu só tentando dizer que... Que... Cara, o que importa é a paz mundial! - Todos olharam pra ele tipo "WTF?". - Aaah dude, olha o Tom ali também. - Ele apontou pra Tom que estava no "lado das meninas", segurando sua prima.
- Eeeei, eu só tô segurando essa doida aqui.
- Então me solta, caralho! - disse rapidamente, tentado se livrar dele.
- Ô Tom, você devia defender sua prima! - se manifestou.
- Não dê ouvidos a elas, dude. - Dougie apareceu e a briga se instalou de vez.
Tom revirou os olhos pra que não gostou da atitude, começou a brigar com Dougie, tentava se livrar dos braços do primo, Harry e brigavam com Danny e, em questão de segundos, a terceira guerra mundial começou dentro daquela sala. Os outros alunos riam e davam gritinhos de incentivos, o que só deixava os oito revoltosos com ainda mais raiva. Todo o barulho cessou quando uma figura conhecida apareceu na porta.
- Eu posso saber o quê está acontecendo aqui? - O professor Craig Dawson disse encostado na porta, olhando por cima dos óculos. Todos engoliram em seco e ninguém se manifestou. - Eu fiz uma pergunta!!! - Ele aumentou o tom de voz e uma veia sobressaltou na testa dele, o que era extremamente bizarro. - Por que tem uma aluna molhada no fim da sala? - Ele olhou pra aquele montinho de jovens no fundo da sala. - Sra. , certo? - A garota assentiu com a cabeça, assustada. - Suponho que já que você e esses outros sete jovens estão de pé, são os protagonistas dessa algazarra deplorável?
- Eeer... - Ela formava argumentos mentalmente. - Na verdade, o único culpado aqui é essa criatura. - Ela apontou para Judd. - Ele me insultou e depois jogou água em mim. Dá pra acreditar? - Ela fez a cara mais convencível de cão sem dono.
Harry cerrou os olhos pra ela. Ela sorriu ironicamente e deu-lhe uma piscadela.
- Isso procede, Sr. Judd? - Craig olhou sugestivamente para ele.
- Claro que não! - Ele se exaltou.
- Shh, fale baixo, Sr. Judd. - Craig pediu e riu baixo da advertência.
- Ok. - Ele concordou, rolando os olhos e quando já ia tomar outra bronca, explicou o seu lado da história. - Ela começou a implicar comigo por causa da minha sugestão de tema para a formatura e depois me deu um tapa na cara. Um tapa na cara!
- Eeei, pera lá! Você apontou o dedo na minha cara! - se defendeu.
- Você me chamou de 'adolescentezinho fútil'. - Ele retrucou, imitando o jeito que a menina falou.
Os guys riram.
- O que você esperava que eu dissesse de um menino que sugere Baywatch como tema? - Nessa hora todos riram.
- Eeei, eu gostei desse tema. - Dougie fez biquinho.
- Quieto, Poynter. - e Harry disseram ao mesmo tempo.
- Eei, só eu posso falar assim com ele. - Harry falou, indignado.
- Ah, Judd, me poupe dos se...
- JÁ CHEGA! - Craig gritou e todos se calaram. - Então só vocês dois estão metidos nessa história? - Os dois assentiram com a cabeça. - Então, OS DOIS PRA DETENÇÃO JÁ!!! - Ele apontou para a saída da sala, sugestivamente. A veia pulsante na testa de Craig Dawson apareceu outra vez.

Quando os dois já estavam longe o suficiente da sala, Harry se jogou no chão e começou a rir. parou para olhar a cena, confusa.
- Qual é a sua doença, Harry? A gente tá indo pra Detenção! - Ele continuou a rir. - Detenção, Harry!
- Duuude, você viu aquilo? - Ele desatou a rir novamente.
- Aquilo o quê? - Ela ainda estava confusa. - Harry, levanta desse chão e fala!
- Aquela... - Ele se levantou do chão, ainda rindo. - Aquela veia escrota pulsando na testa do Dawson? - Ele voltou a rir.
observou aquela criança rindo à toa na sua frente e, por mais que tentasse, não conseguiu segurar o riso. Harry foi controlando o riso aos poucos, mas agora era que ria descontroladamente.
- Sério, aquela veia é escrota. Você viu aquilo? - Harry tentou tirar a garota da crise de riso.
- Não. - Ela respondeu e os dois desataram a rir.
- Então do que você tá rindo, sua doida? - Harry perguntou, ainda sorrindo.
- Não sei. - Mais outra crise de riso de começou. - Acho que de nervoso. - Ela estava mais controlada agora. - Eu nunca levei uma detenção antes... - Ela olhou pra baixo e Harry sentiu uma pontinha de culpa.
- Ah, relaxa. Depois da primeira, você se acostuma. - Ele deu tapinhas no ombro dela, como se ela fosse um dos guys. Ela riu baixo.
- Não to preparada pra ir lá ainda. E se eles me tirarem da comissão organizadora? - ficou com o semblante preocupado.
- Eei, relaxa. - Harry passou o braço pelo ombro dela e no início aquilo foi... Estranho. Para os dois. - Você quer... Err, - Ele pigarreou. - Dar uma volta por aí antes de irmos pra diretoria?
- Dar uma volta por aqui? - estranhou a ideia, mas Harry assentiu com a cabeça. - Ok.
Os dois andaram silenciosamente pelos corredores da escola, até chegarem à área aberta. Ficaram em silêncio por mais alguns minutos, estranhando aquele momento a sós.
- Mas ou - Ela tentou puxar assunto. - sério... - Ele ficou confuso. - Baywatch? - Harry deu uma gargalhada.
- De início, era pra ser uma brincadeira, mas aí você inventou de implicar comigo e a parada foi pro lado pessoal. - Ele riu baixo. - Mas afinal de contas, o quê a gente não levar pro lado pessoal, né?
- É. Mas eu sei que você gosta de me provocar, Judd. - acusou.
- Isso quer dizer que você se sente provocada? - Ele indagou, arqueando a sobrancelha.
- Não foi isso o que eu disse. - Ela riu.
- Mas no fundo, você se sente, sim. Eu sei.
- Ai ai. Baixa a bola, Judd.
- Baixa a guarda, Fletcher. - se assustou. 'Ok, eu não esperava por essa.' Ela pensou.

Enquanto isso, na sala...

- Gente! Escuta! - gritou, enquanto batia o canetão verde no quadro branco. - Aproveitando que o professor de química faltou, a teve a genial ideia de fazermos a votação dos temas agora. Dessa vez, - Ela fitou os meninos. - sem Baywatch. - A sala soltou algumas risadas abafadas. - E sem a e o Harry pra discutirem, claro. - dizia enquanto anotava algo no quadro.

A Fantástica Fábrica de Chocolate
Las Vegas
Mil e uma noites


- Esses são os temas, então vamos votar! - Ela sorriu. Pegou um papel qualquer e escreveu 'Las Vegas' com sua caneta rosa, dobrando-o em seguida e entregando à .
- Só eu tô meio preocupada com a ? - disse, enquanto caminhava pela sala recolhendo os papeis.
- Nah, ela se vira. Ela sempre tem uma carta na manga. - riu e colocou seu papel na mão de .
Passaram-se 10 minutos e já estava na frente da sala, com o mesmo canetão verde esperando ansiosamente ler os votos nos papeis.
- Ok, o primeiro é... - fez suspense. - Mil e uma noites. - anotou no quadro.
Isso continuou por minutos, até que faltavam somente dois papeis. Mil e uma noites e Las Vegas estavam empatados, o que só aumentava o suspense. - E o penúltimo é... Rufem os tambores!
- O Harry não tá aqui, . - Danny comentou.
- Enfim, o voto vai para... - Ela abriu o papel. - Floresta? Dougie!
- Como você sabe que fui eu?! - Ele se defendeu, como se estivesse magoado.
- Pra começar, você que adora florestas. E segundo, é a sua caligrafia. - amassou o papel, rindo.
- Droga. - Ele resmungou.
- Dude, imagina o salão cheio de cipós e árvores e uma cachoeira de mentira! Ia ficar a melhor decoração! - Danny apoiou o amigo. Os dois fizeram um 'Brofist' e Tom os olhava, estupefato.
- Vocês dois, já chega. Floresta não é uma opção! - resmungou.
- Gente, deixa a ler o último voto! - pediu, ansiosa.
- É, gente! Deixa a ler o último voto! - disse, rindo, e abriu a folha. - Las Vegas! - Ela se levantou num pulo e começou a saltitar pela sala, comemorando. - AAAAAH!
- Arg, preferia floresta. - Danny resmungou.
- Já sabemos, Danny. - As meninas disseram ao mesmo tempo, rindo em seguida.
e foram se sentar com os meninos. se sentou na sua mesa e começou a rabiscar coisas em seu caderno, enquanto ouvia música. 'Preciso decidir um vestido. Um pro baile e um pra colação.' Ela conversava consigo mesma em pensamentos, alheia a tudo em sua volta, inclusive a um menino que pairava do seu lado.
- ? - Ele a cutucou. A menina não respondeu e ele a cutucou de novo.
- Ah! Odeio que me cutuquem! - Ela resmungou, tirando um fone. - Jake?!
- Desculpa, eu não sabia. - Ele pediu, sorrindo fraco.
- Não se preocupa. Desculpe-me ter gritado, eu meio que...
- Odeia que te cutuquem. - Ele riu. - Juro que não faço mais, ok?
- Ok... - Ela o fitava encantada. 'Que homem, meu Deus!'. - O que você queria falar comigo?
Ele coçou a nuca timidamente.
- Tem mais alguma coisa em que eu possa te ajudar? - 'Claro, você pode fazer minha vida amorosa mais feliz'. Ela pensou e riu fraco.
- Hm, acho que por hoje é só. Obrigada.
- Do quê você tava rindo? - Ele riu baixinho, sem graça.
- Eu não tava rindo.
- Tava sim. Eu te perguntei se precisava de mais alguma coisa e daí você riu um pouquinho. - Ele sorriu de lado e encarou o profundo castanho de seus olhos.
- Nada não, Jake. Relaxa. - disse enquanto pensava em algo para tirá-la dali. - Hããn, Jake, estão me chamando ali. Depois a gente conversa. - Sorriu constrangida e andou para frente, desejando abrir um buraco na parede. 'Que vergonha!'
sentia o olhar de Jake nela até que decidiu ir até Tom. O menino sorriu e a abraçou.
- Looowrys! - Ele sorriu. - Aleluia conseguimos chegar perto de uma decisão definitiva.
- Nem me fale! Sua prima já tava me deixando louca com esse assunto de tão ansiosa que ela tá.
- É, ela é louca. - Tom deu de ombros. - Por falar em loucura... O quê o Jake queria com você? - Ele uniu as sobrancelhas levemente.
- Haan, nada demais, ué. Queria saber sobre a formatura. Por que a pergunta? - franziu a testa.
- Haan, nada demais, ué. - Ele a imitou debilmente e ela riu fraco. Passaram-se segundos e esperava por uma resposta. - Mas não é nada mesmo, só achei estranho, porque nunca tinha visto vocês se falando e ele é meio... Sei lá.
- Como assim "ele é meio sei lá"? - Ela perguntou num tom de voz levemente afetado.
- Ah, , não sei explicar. Ele se acha melhor do que todos os outros meninos dessa escola.
- Você o conhece direito pra estar falando isso?
- E você? Conhece? - Os dois estavam com vozes levemente alteradas com o rumo que a conversa estava tomando. - O pouco que eu conheço já me provou que ele é uma ótima pessoa. Vocês julgam demais - rolou os olhos.
- Nossa, , não está mais aqui quem falou. - Tom a deu as costas. 'Garoto infantil. ' Ela bufou, sem entender o porquê do interesse na conversa dela com Jake. Deu de ombros e foi arrumar o material da próxima aula.


Harry e andavam pelo colégio, sem destino algum. Apenas andando.
- Quer ir num lugar legal? - quebrou o silêncio.
- Eu acho que a gente vai arrumar ainda mais problema se sairmos da escola, Fletcher. - Ele disse, revirando os olhos.
- É aqui na escola mesmo, idiota. - Ela riu fraco.
- Tá. - Harry respondeu, tentando bancar o indiferente.
Eles passaram pela cantina, pelo pátio e depois pelo campo de futebol. sempre revirava os olhos quando Harry brincava, perguntando de dois em dois minutos "A gente já chegou?".
- Se você quer me matar, era melhor me levar pra um beco, .
- Ha-ha, você é sempre tão engraçado assim, Judd? - Ela disse sarcástica.
- Digamos que... - Ele fez cara de pensativo. - Eu estou inspirado pelo momento.
'Ok, isso também foi inesperado. E estranho.' Ela pensou, mas logo deu de ombros.
- Mas é sério, a gente tá perto? - Harry resmungou num tom de voz quase infantil.
- Que coisa chata, Harry! Já estamos quase lá.
- Você me disse isso há alguns minutos atrás.
- Shiiiu, Judd. Vai valer a pena, você vai ver. - Ela disse numa voz mansa.
Harry ficou sem palavras para retrucar a garota.
Eles atravessaram o campo de futebol e passaram por algumas árvores, chegando numa espécie de "clareira" que tinha vista para toda parte de Londres que ainda não estava explorada. Harry e fitavam atenciosos todas aquelas montanhas cobertas por verde, contrastando com a persistente neblina londrina. O céu que ficava num azul perfeito no pico das montanhas. Os pássaros voando livremente por entre as árvores. O Sol que brilhava alto por entre algumas nuvens que insistiam em se por na frente dele, mas que mesmo assim, ainda conseguia iluminar um rio que dava para se ver dali, dando aquele reflexo dourado na água.
- Uau. - Harry estava boquiaberto - Como você descobriu esse lugar?
- Eer, - parecia embaraçada com a pergunta. - não me lembro bem.
Harry juntou as sobrancelhas, confuso. Eles se sentaram na grama. Abraçou os joelhos e Harry esticou as pernas, apoiando-se em seus braços.
- Aqui é lindo, não é? - comentou, observando toda aquela paisagem deslumbrante. Harry a fitou por uns minutos, observando como seus olhos brilhavam maravilhados com aquilo tudo. E naquele momento, ele sentiu como se pudesse ver um outro lado da garota. Um lado delicado e sensível que ele nunca tinha visto antes. Ou melhor, que ela nunca havia permitido que ele visse. Harry sorriu com isso e percebeu que estava demorando tempo demais pra responder .
- É, sim. Lindo demais. - Ele abriu a boca pra comentar mais alguma coisa, mas desistiu. 'Quer saber? Foda-se' Ele pensou. - Sabe, , - É, ele a chamou pelo apelido. Já havia a chamado antes, mas ainda assim, isso era raro. - você ainda vai me contar a verdade sobre como descobriu esse lugar.
A garota engoliu em seco e fitou os olhos do garoto ao seu lado por alguns segundos, perguntando a si mesma como ele poderia saber que ela tinha dito a verdade a ele. Será que ela estava se expondo demais a ele? Ou ele saberia mais dela do que podia imaginar?
Eles ficaram por mais alguns minutos ali observando a paisagem hipnotizante e conversando coisas bobas sobre como não se via mais lugares como esses e como Londres era caótica algumas vezes.
- Por mais que eu goste da ideia de ficar mais um tempo aqui, eu acho melhor a gente voltar. - Harry disse, olhando seu relógio de pulso.
- Tudo bem.
respondeu, já fazendo impulso para se levantar, mas foi surpresa pela mão de Harry à sua frente que lhe oferecia ajuda para levantar. Ela fitou suas mãos por alguns segundos e a apertou, levantando-se por completo. O garoto deu passagem à ela para que fosse na frente e a seguiu.
foi cantarolando algo pelo caminho de volta que Harry reconheceu como Fix you do Coldplay. Ele riu fraco com isso, mas foi o suficiente pra ela escutar.
- O que foi? - Ela perguntou com sua típica cara de "Você é idiota, Judd?".
- Nada.
- Se não é nada, porque você tava rindo?
- Sei lá, mas porque tanto interesse, Fletcher? - Ele arqueou uma sobrancelha.
- Baixa a bola, Judd. - Ela disse de imediato a primeira coisa que veio à sua cabeça, mas logo se arrependeu disso.
esperou que ele respondesse a mesma coisa que antes, mas nada. Harry simplesmente não disse nada. Quando ela teve coragem de voltar o olhar para o rosto do garoto, percebeu que ele sorria novamente ao observar o caminho.


- Eu estava aqui pensando, sabe... – Danny começou a indagar, meio risonho.
- Daniel Jones pensando? Oh senhor, vai chover! – brincou e o menino se limitou a responder um ‘Ei!’.
- Só continua, Jones. – Tom disse enquanto desenhava algo aleatório no caderno.
- Podíamos ir numa boate hoje. – Ele disse, com um sorriso que mostrava seus dentes tortos. – Hoje e sexta e tals...
- Eu boto fé! – sorriu. – A Hype vai ter 3 DJs hoje.
- Desde quando você sabe coisas de festas, ?
- Não me chama de ! – Ela respondeu Tom, automaticamente e provocando risadas em todos. – Eu ouvi o Jake comentando com os amigos... – olhou para baixo e pegou a caneta, como se acabasse de ter dito ‘Num site ai.’
- Deu pra escutar conversas dos outros, foi? – Dougie brincou.
- Não é ‘dos outros’, é do Jake. disse com a voz doce. – O morenão Jake!
- NÃO GRITA SUA MALUCA! – jogou uma borracha na amiga. – Vai que ele escuta!
- RELAAAXA, MULHER! SÓ SE JOGA. – finalmente disse e recebeu um ‘calada’ da amiga. – Sua...
- Tá, eu achei essa ideia boa, Jones. – Tom ignorou as duas. – Mas esquecemos de uma coisinha...
- Uma coisinha? – perguntou, estranhando.
- É. Uma coisinha chata e irritante que não curte boates cheias e prefere coisas Hipsters.
- Ah. – bufou. – A .
- Na mosca.
- A gente finge que é um show cover de alguma banda qualquer. – sugeriu. – Ela sempre tá tentando fazer a gente ir nessas coisas mesmo.
- E ela vai achar supernormal a gente chamar ela, né ? – argumentou.
- Nossa, vocês realmente não conhecem a amiga de vocês. – Tom riu. – Só diz que é um cover de bandas que vocês curtem e que ela atura. Tipo...
- Gorillaz. – sugeriu.
- Pronto, decidido. Quando ela e o Mr. Judd chegarem nós só avisamos que esse é o plano da noite. – Tom sorriu.
- Tom todo nerd dizendo ‘plano da noite’. – Dougie comentou com , que soltou uma de suas risadas altas.
- O que?
- Nada, Fletcher.

Estavam terminando de atravessar o campo de futebol, quando pisou em falso e virou o pé, caindo no chão. A primeira reação de Harry foi rir, claro. Mas quando percebeu que os olhos da menina começaram a se encher d'água, ele abaixou-se na altura dela.
- Ei, você tá bem?
- Ah sim, Harry, tô ótima, só tô caída no chão e chorando, por que... Sei lá, deu vontade. - Sarcástica, como sempre, ela respondeu e ele rolou os olhos.
- Vem cá, me deixa ver o que aconteceu. - Ele tirou as mãos de delicadamente de seus pés e apertou de leve alguns pontos. - Dói?
respondeu negativamente com a cabeça, seus olhos estavam grandes e redondinhos pelo fato de estar chorando. Seus olhos ainda brilhavam, quando ela deu um gritinho de dor.
- Aaai, ai. - Harry havia apertado à parte inferior de seu tornozelo.
- Foi mal, , era só pra saber onde tava doendo.
- Bem, acho que descobrimos. - Ela disse, seca.
- Vem, eu te carrego até a escola. - Ele já colocava uma das mãos nas costas dela.
- Que isso, Judd, tá doido? Pode deixar, eu consigo ir sozinha.
Ela levantou-se, fazendo o maior esforço do mundo e, quando foi dar o primeiro passo, gemeu de dor e quase caiu outra vez, mas Harry a segurou pelo braço.
- Fletcher, para de ser idiota e orgulhosa e me deixa te ajudar.
- Você não vai me carregar até a escola, se é isso que está pensando, Harry.
- E porque não? - A voz dele soou tão indignada que até achou estranho.
- Primeiro, você não é forte o suficiente pra me carregar - Harry rolou os olhos. - e segundo... - Ela pensava num outro motivo. - Sei lá, é... Estranho, não é... Sei lá, Judd.
Ele riu, mas não achou muita graça.
- Então tá, eu to indo. - Ele disse dando às costas.
ficou com uma cara de tacho que passou à raiva. Tentou andar novamente, mas sua dor lhe impediu que desse um passo.
- Judd! - Ela gritou mais alto do que realmente queria
Ele se virou, aparentando mal humor.
- O que é?
- Você... Eer - Ela estava olhando para o chão e podia sentir suas bochechas corando. - pode me aju... Você pode ao menos me ajudar a andar até a escola? - Ela disse num tom mais autoritário.
- Claro, - Ele sorriu irônico, dando alguns passos até chegar ao pé de seu ouvido. - mas creio que você se esqueceu das palavrinhas mágicas, Fletcher.
- Ah, desculpa se isso ofendeu sua educação de primeira classe. - Ela rolou os olhos. - Por favor?
Harry não disse mais nada, apenas passou a mão pela cintura da garota que passou seu braço pelo pescoço dele e foram andando. Chegaram ao pátio da escola e algumas pessoas presentes ali murmuravam e cochichavam algumas coisas.
- A gente pode sentar ali um pouquinho? É que meu pé tá doendo. - Ela disse numa voz inocente e Harry assentiu, ajudando-a a sentar.
- Você acha que quebrou ou só torceu?
- Acho que só virei mesmo, mas tá doendo pra porra.
Harry riu baixo.
- Do que você tá rindo agora? - Ela perguntou impaciente.
- É que eu me lembrei de que o Tom já me falou que esse tipo de coisa sempre acontece com você.
- Ah - Ela sorriu. - Agradeça ao Tom pela parte que me toca.
Os dois riram.
- , obrigado por ter me mostrado aquele lugar. - Ele disse, sério. ficou um pouco desconcertada e surpresa.
- Não precisa agradecer, Harry.
Passaram-se alguns segundos em silêncio, Harry estava com a cabeça encostada no apoio do banco, de olhos fechados. massageava de leve seu pé.
- Harry? - Ela perguntou com a voz mansa
- Oi. - Ele respondeu ainda de olhos fechados
- Ah... Nada não.
Ele abriu um olho e a fitou, fazendo rir. Ele se recostou propriamente no banco.
- Agora que você me acordou, vai ter que falar.
- Você nem tava dormindo!
- Tá, mas você interrompeu meus pensamentos, minha viagem.
- Seu lombrado. - Eles riram. - Não sabia que você pensava, devia tentar fazer isso mais vezes.
- Ha-ha. Você é sempre tão engraçada, Fletcher? - Ele colocou a mão na cintura e falou com uma voz feminina, imitando a garota que ria com a cena. - Tá, agora me fala porque você me chamou.
Ela parou de rir e fitou o chão e brincava com os dedos.
- Só queria te agrade...
- AAAH! AÍ ESTÃO VOCÊS! - A voz de taquara rachada da diretora ecoou por todo pátio.
estava um pouco assustada e Harry estava rolando os olhos, como sempre.
- Eu posso saber onde vocês estavam? - Sra. Hilda estava com uma mão na cintura e arqueava uma sobrancelha.
- Eu... Eu posso explicar, Sra. Hilda. - fez menção de se levantar, mas foi impedida por Harry que se levantou em seu lugar. Ela bufou.
- Pode e deve! Mas vocês dois vão explicar na minha sala. Agora!
- Hilda, ela tá com o pé machucado e não tá conseguindo andar. - Harry se manifestou.
- Sra. Hilda - Ela o corrigiu. - Então vocês querem discutir aqui mesmo?
- Vem cá, o quê a gente fez de tão errado assim? - Ele se exaltou um pouco.
- Vocês desrespeitaram os colegas de classe, abrindo a maior briga dentro de sala e depois, ainda sumiram pelo colégio, se é que estavam mesmo no colégio. O professor veio até à minha sala informar da pequena algazarra que vocês fizeram, só que ninguém conseguiu achar vocês para dar-lhes advertência.
- Tudo bem, a gente tá aqui agora. - Harry disse como se não fosse óbvio.
- E você acha que agora tudo vai ser simples assim, Sr.June?
- É Judd. - Ele corrigiu a diretora e riu.
- Acha, Sr.Judd? - Ela enfatizou a pronúncia correta do nome.
Os três ficaram em silêncio.
- Os dois, pra minha sala. - Hilda saiu andando.
Harry foi pegar no colo, mas ela não deixou. Ele bufou.
- Se você gritar com o que eu vou fazer agora, só vai piorar nossa situação. - E numa questão de segundos ele a pegou, colocando-na à força sobre seu ombro.
- Judd, você tá doido? Me solta! - Ela sussurrou e ele deu de ombros.
- Se você for andando, a gente vai demorar muito e essa mulher vai xaropar ainda mais no meu ouvido.
- Quem me dera se fosse só no seu, Sr.June. - riu.
- Vai rindo, Fletcher. - Harry respondeu com um sorriso disfarçado.
Ele a colocou no chão pouco antes deles entrarem na sala de Hilda que já os esperava sentada em sua grande cadeira de couro. Se acomodaram nas cadeiras em frente à sua mesa.
- Então, expliquem o motivo da briga e do sumiço de vocês. - disse num tom de voz autoritário
Os dois ficaram calados. Harry travava o maxilar.
- Eu já esperava uma atitude como essas do Harry, não vou mentir. Mas de você, ? Realmente foi um choque.
- Sra. Hilda, eu tenho como explicar. É que eu tava toda estressada por causa da correria de final de ano, da formatura - Os olhos da garota se enchiam da lágrimas. - e eu tenho me sentido um pouco sobrecarregada ultimamente e acabei perdendo um pouco do controle, confesso, mas por favor, - Ela entrelaçou as mãos. - por favor, me dê qualquer punição, menos sair da comissão de formatura. - A garota terminou de falar com algumas lágrimas saindo de seus olhos e Harry sentiu uma tamanha e inexplicável culpa. Ele não entendia o porquê da garota se importar tanto com a bendita formatura, mas se sentia culpado por saber que talvez, por ele tê-la irritado, ela perderia uma coisa com que se importa tanto por culpa dele. Ele suspirou, rolou os olhos e fez a primeira coisa que veio em sua cabeça.
- Eu vou pensar no seu ca... - Hilda ia começar um grande discurso do tipo "O que vocês fizeram foi errado e precisam entender isso", mas Harry a interrompeu.
- É tudo culpa minha, Sra. Hilda. Eu, mesmo sabendo que ela estava estressada, a provoquei e depois joguei água na cara dela. Ainda insisti para que ela fosse comigo para o campo de futebol.
o encarava boquiaberta e mais algumas lágrimas saíram de seus olhos.
- Isso é men... - A garota ia se manifestar
- Eu sou o único culpado aqui, Sra. Hilda.
- E quanto ao tapa que ela te deu, Harry? Isso é agressão.
- Sabia que ela faria algo do tipo e a provoquei ao extremo, esperando essa reação dela.
- E por que fez isso, Sr.Judd?
- Sei lá, eu tava entediado.
- Isso não é desculpa Sr.Judd.
Os três ficaram em silêncio por mais alguns minutos. ia se manifestar, mas Harry lhe deu um chute na perna. 'Outch!' Ela apenas fez o movimento com a boca, sem deixar escapar sua voz.
- Pois bem, vocês já perderam aula o suficiente por hoje. Os dois vão levar advertência escrita por desrespeito ao colega de classe - Harry riu fraco. - e seus pais serão informados sobre o ocorrido. Quanto a você, Sra. , como soube que está se saindo muito bem na comissão, não vou te tirar dela, mas você deve aprender a se controlar melhor. Quanto a você, Sr.June, - Ele pigarreou. - perdão, Sr.Judd, suas ações terão fins mais drásticos. - Ela fez uma pausa dramática. - Você será suspenso por um ou dois dias.
- O quê? Suspenso? - Ele elevou um pouco o tom de voz.
- Sim, suspenso. E se continuar aumentando seu tom de voz, posso aumentar também sua suspensão.
- Sra. Hilda, ele não... - se manifestou e foi repreendida pelo olhar de Harry.
- Já pra sala, Sra. . Agora. - Hilda mandou
A garota saiu da sala mancando e arfando um pouco de dor.


Capítulo 02


I bet you look good on the dancefloor
I don’t know if you’re looking for romance or
I Bet You Look Good on the Dancefloor - Arctic Monkeys.


- Viu ? Matemática não é assim tão difícil. É só ter paciência. - disse, enquanto ensinava a matéria à .
- Falando em paciência, olha quem chegou. - comentou, vendo entrar na sala. Com os olhos avermelhados, entrou em silêncio e foi direto para o seu lugar.
- Por que você tá mancando? Você e o Judd entraram na porrada? - Dougie, perguntou baixinho.
- Não, Doug. - riu baixo. - Eu me machuquei e ele... Me ajudou. - fez uma expressão meio confusa-surpresa-estranha.
- E cadê ele? - perguntou.
- Ele ficou na diretoria, os pais deles vão ser chamados e ele vai levar uma suspensão. - estava com o semblante totalmente carregado por culpa.
- E você não levou suspensão também não? - perguntou.
- Não, mas você não vai acre...
- Grupinho da fofoca, façam silêncio ou vão todos para fora de sala. - A Cuca (é, a bruxa do sítio do pica-pau amarelo), vulgo professora de matemática, reclamou.
A aula de matemática passou mais lentamente que o normal. sentia dor e remexia uma caneta em suas mãos, impacientemente. Ela estava preocupada com o Judd. Segundo ela, não estava preocupada, mas ansiosa pra saber as consequências da babaquice de macho alfa dele.
O sinal tocou. Todos recolheram suas coisas e saíram, menos que demorou um pouco mais já que estava com o pé machucado. Pediu aos amigos para a esperarem no estacionamento, e estava prestes a ir para lá quando parou bruscamente. Viu Harry entrando na sala e os olhares se encontraram. Ele também parou no exato momento em que a viu.
- E o pé, como tá? - Ele foi guardar seu material.
- Um pouquinho menos dolorido. - Ela parou por uns segundos e ficou observando o garoto colocar seu material ferozmente na mochila. - E você... Como tá?
- Fudido, como sempre. Mas não se preocupa, seu alto cargo de presidente de formatura foi preservado. - Ele falou seco.
- Ei, eu não te pedi pra fazer nada daquilo por mim. - Ela estava um pouco indignada, mas ainda assim, falou calmamente.
- Nem precisava. - Ele bufou e foi saindo.
A garota andou um pouco mais rápido, ignorando a dor que sentia, e o puxou pelo ombro.
- Vem cá, Judd, qual é o seu problema? - Ela o empurrou de leve.
- O MEU problema? - Ele falou um pouco mais alto. - Você me chama de adolescente fútil, me dá um tapa na cara e mesmo assim eu salvei a tua pele, e você vem me perguntar qual é o MEU problema? - Ele cuspiu todas aquelas palavras e engoliu em seco.
- Eu não precisava da sua caridade, Harry. Eu tentei explicar toda a situação, mas você me impediu! Mas é claro né, você tinha que ser o macho alfa, bancar o revoltado, como sempre. Você tinha que salvar a "donzela em perigo" e depois JOGAR TUDO NA MINHA CARA.
- Você é mais mesquinha do que eu pensava - Ele disse.
- E se eu sou tão mesquinha assim, se pra você eu sou esse monstro, se você me odeia tanto desse jeito, então por que você salvou a minha pele? - Ela disse nervosa. - Por que, Judd?
Ele a fitou por uns segundos, baixou o olhar e simplesmente foi embora dali, deixando-a sozinha na sala e com ainda mais dúvidas sobre sua atitude. ‘Idiota. Eu só queria agradecer.’ Ela pensou, enquanto mancava até a mesa onde sempre sentavam no final da aula.
se aproximou da mesa e viu que os sete – inclusive Harry – estavam rindo. E notou o clima nostálgico no ar. – Então, o que perdi? – Ela disse, com uma careta de dor enquanto se sentava na mesa na frente de Tom.
- Ah, só estávamos nos lembrando de quando tivemos a genial ideia – Tom colocou a mão no tornozelo da prima e começou a massageá-lo. viu o gesto carinhoso e sorriu. ‘Ele é tão fofo com a , pensou enquanto admirava o rapaz. – de levar esses seis malucos para a fazenda da família.
- Isso faz quantos anos? – perguntou.
- Muitos. – respondeu, com o sorriso no rosto. – Tínhamos uns... 12 anos? 13?
- Ah, só 4 anos atrás. – sorriu. - E Tom, – Ela fitou o primo. – Lembro até hoje a sua reação ao ver as 4 nanicas aqui.

Flashback On

- Oi, oi, oi, o... - Tom cumprimentava rapidamente a todos olhando cada um na mesa e parou olhar quando viu que sua prima e as amigas – Ooi! Não sabia que vocês iam vim. - Tom fez careta, mandou língua pra ele e foi mais expressiva mostrando-lhe o dedo. - Também te amo, priminha!
Os amigos de Tom chegaram um pouco depois acompanhados de Dona Laila que estava mostrando-lhes a casa. Eles cumprimentaram a família que já conheciam e tiveram a mesma reação de surpresa quando viram que e as amigas também estavam lá. Elas sorriam ironicamente e eles riram.
- A viagem foi tranquila, Renato? – A avó de perguntou.
- Foi sim, mãe. A não ser pelos meninos que gritavam toda a música e fingiam estar tocando os instrumentos. – riu escandalosamente e os meninos se envergonharam. Tom deu uma cutucada em seu pai.
- Comigo também não foi muito diferente não. e suas amigas vieram o caminho inteiro cantando tooodas as músicas, dançando e discutindo sobre os integrantes de todas as bandas existentes e quais tinham cara de homem pra casar, namorar ou só dar uns pegas.- Eliza entrou na conversa. Agora era a vez de e suas amigas ficaram envergonhadas, os meninos riram alto.
- Ah é mesmo, tia? E me diz o que elas acham do Steven Tyler? – Tom fez uma careta. – Se bem que ele é tão velho que vocês nem o consideraram como opção, certo? - Ele arqueou uma sobrancelha e olhou diretamente para , a provocando. Ele sabia que ela era doidinha pelo vocalista do Aerosmith. A garota semicerrou os olhos, encarando Tom que ria de sua expressão. Elas não responderam a pergunta, pediram licença e saíram da mesa, fugindo do assunto.
- Vó, onde estão as chaves da casinha antiga? Eu e as meninas vamos ficar lá já que aqui tá cheio.
- Estão com a Lia. – Lia era a empregada de longa data da casa. Laila respondeu com um sorriso, retribui e já estava dando as costas quando sua avó recomeçou a falar. – , o seu primo e os amiguinhos dele vão ter de ficar lá também, porque como você mesma já disse e viu, aqui não tem mais espaço. Tudo bem?
olhou para Tom que sorria cinicamente. Ele devia estar se divertindo com a situação, seus amigos também riam baixinho enquanto se empanturravam de comida.
- Eer... Tá... Tudo bem, vó. É bom, por que assim eles ajudam a limpar a casa que deve tá uma bagunça.
sorriu vitoriosa pra Tom, que mandou dedo pra ela e seu priminho pequeno imitou o gesto fazendo todos rirem, mas logo Tom levou uma bronca de sua tia por isso depois. aumentou ainda mais seu sorriso.
- Eei a também me deu dedo! - Tom fez bico e sua prima saiu dali antes que ela também levasse bronca.
***
Os oito pré-adolescentes (era como gostavam de ser chamados na época) se encontravam sentados na sala, cada um jogado em alguma cadeira na sala de estar da casa velha. Era engraçado, cada um já tinha traços da personalidade atual. sempre meiga e cuidando de todos. sempre fazendo brincadeiras e zoando com a maioria. já meio devagar e com seus surtos psicóticos (nessa época eram menos tarados e mais escandalosos) e no começo de se tornar a antissocial. Os meninos eram a mesma coisa. Harry sempre provocando , batucando na perna alguma batida indecifrável, Tom fazendo o mesmo com e tentando manter a paz, Dougie já viciado em lagartos e enchendo o saco de e Danny, já lerdo, mexendo com . Qualquer ação era motivo para os meninos provocarem das meninas e começarem uma discussão que sempre levava a mesma coisa: Birras e períodos sem se falarem.
Mas é meio óbvio que nunca era por muito tempo.
- Acho que seria útil tirar esses trambolhos da sala, Tom. - comentou, ao chegar a sala. Sentou-se no braço da poltrona e as suas amigas fizeram o mesmo, se sentando cada um em um lugar.
- ! Relaxa ai! - Tom resmungou e se sentou do lado da prima. - E diz aí, como você tá?
- Razoável. E você?
- Idem. Não to curtindo a ideia de ficar aguentando vocês quatro o dia inteiro. - Ele provocou, olhando .
- Ah, como se estivéssemos satisfeitos de aguentar o McFLY 24 horas por dia, né Fletcher? - se pronunciou. As meninas soltaram um risinho enquanto Danny resmungava.
- Enfim, o que vamos fazer hoje? - perguntou, ignorando a presença dos meninos.
- Quem pilha de ir pra cachoeira? - sugeriu.
- Nós oito? - Harry perguntou.
- Se quiserem ir, podem ir. Não mando em vocês, mesmo. - Ela deu de ombros. - Enfim, - Ela se voltou às meninas. - Tava pensando em ir pra lá depois do almoço e levava umas coisas pra fazer um piquenique.
- Eu topo. - sorriu.
- Feito. - e concordaram juntas. sorriu e se virou para Tom. - Vão querer ir?
- Claro. Não perco uma oportunidade de encher a paciência da minha priminha e das lindas amigas dela.
- Ah Tom, sai daqui. - disse, meio rindo. Se levantou e foi até a cozinha. Pegou uma garrafa de água e levou para a sala. - Cara, isso tá precisando de música.
- Ótimo, lá vem a com as músicas gays dela. - Harry revirou os olhos. ameaçou jogar a garrafa nele, rindo ao o ver tentar se esquivar de nada.
- Fala como se não gostasse das bandas que eu gosto né Judd? - Ela disse, jogando a garrafa no sofá e indo até o som. - Cadê os Ipods?
- O meu tá na minha bolsa. - disse.
- Meu também. E o seu tá no carro. - disse.
- Merda.
- Relaxa, eu vou lá pegar. - disse, se levantando e indo até o carro da mãe de .
- Cadê o meu Ipod, Tom? - Dougie perguntou.
- No carro do meu pai.
- Merda. - Dougie resmungou e foi atrás de .
- E o que vamos fazer por enquanto? - perguntou.
- Eu vou ler. - mandou beijo para as meninas e subiu ao seu quarto.
- ! AAAAH. - resmungou. - Começou com a morgação dela. - Ela comentou.
- Vamos subir . Vamos jogar baralho, sei lá. - sugeriu. - Ou, vamos jogar poker hoje de noite? - Danny perguntou. - Mas tem...
- Não vou jogar strip poker com você, Daniel. - disse antes de ele terminar sua frase. , Harry e Tom riram da cara emburrada que Danny fez.
- Strip poker não é nem uma opção. - os advertiu. - Vou subindo!

Flashback off


- Danny com onze anos na cara querendo jogar strip poker. O que a gente pensa de uma criança dessa? – disse, fitando o rapaz.
- Jones desde pequeno era sagaz, cara. – riu.
- Essa foi uma das melhores viagens. – disse sonhadora. – Precisamos voltar lá urgentemente!
- Espera toda a correria do fim de ano passar e aí pensamos nisso. – Tom disse.
- Há! Quem vê até acredita que esse aí é responsável.
- Cala a boca, Dougie.
- Enfim, - entrou no meio da discussão dos meninos. – quando vocês estavam... Er, ausentes, - Os seis tentaram segurar uma risada e se limitou a revirar os olhos enquanto Harry bufava. – combinamos de sair hoje!
- Onde?
- Relaxa, é um cover de Gorillaz. - Os seis trocaram olhares cúmplices.
- Ah, fechou então. – disse. – E estou com fome. Porque não fomos pra casa ainda?
- O que rolou que você tá tão sem paciência hoje, Fletcher?
- Nada. – Ela olhou para Harry que, novamente, bufou. – Só quero tomar um dorflex.
- Ah, que saco. – revirou os olhos, mas se levantou. – Tchau, galera.
- Nos vemos mais tarde. – Ela deu uma piscadinha aos amigos e saiu segurando o riso e acompanhada pelos acenos dos amigos.

***

- Ei, tudo isso é só porque você quer tomar dorflex mesmo? – perguntou baixinho à .
- Aí, depois conversamos. Agora estou realmente com dor, mas tem mais coisa. – fez uma cara triste e sua amiga apenas fez sim com a cabeça.
- Fofoqueiraaaaas! - veio gritando e correndo quando de repente tropeçou no meio-fio e caiu de quatro no chão. Todas desataram a rir. - Continuem a rir e vocês vão voltar a pé pra casa. - brincou e levantou-se ainda morrendo de rir de si mesma, entrando no carro. - Ei, por que vocês todas não vão lá pra casa e a gente se arruma juntas? - Ela propôs com um sorriso de orelha a orelha e todas concordaram.

***

- Então, todos aqui em casa oito horas, valeu? - Tom confirmou com os amigos enquanto entrava em sua casa e ouviu murmúrios de "sim", "pode crer" e "oito horas da noite?", esse último com certeza era de Danny. Tom riu e trancou a porta, já gritando: - ?!
- Sua prima ainda não chegou, Tommy - Sua mãe respondeu, dando um beijo na testa do filho carinhosamente.
- Ainda não? Mas ela saiu antes de mim na faculdade. - Ele deu de ombros e subiu as escadas, indo para seu quarto. Chegando lá, ligou para a prima:
- Alô? - Ele logo reconheceu a voz emburrada.
- Capotaram? - Ele brincou.
- Quê? tá doido?
- Por que a senhorita ainda não está em casa?
- Porque eu vim pra casa da e não porque a gente capotou né idiota.
- Vai saber né, afinal, é a dirigindo. - Os dois riram. - Mas e aí, tá melhor?
- Quê? Eu? Melhor de quê? - Sua voz ficou meio alterada.
- Você disse que tava precisando de um dorflex... - Ele estranhou a dúvida menina.
- Ah sim! É mesmo, claro. Eer, ainda não. Vou ver se a tem aqui. Qualquer coisa, vou ali na farmácia e compro.
- Hm. Pergunta pra se ela tem Harryflex (N.A: pfff, piada horrível), acho que é isso que você tá precisando. - Ele segurou o riso.
- Vá à merda, Fletcher.
- Tchau, linda. - Tom caiu no riso, enquanto se jogava em sua cama.

- Esse menino é um ridículo. - bufou ao desligar o telefone. Jogou-se na cama de e bufou.
- Quem? - As amigas perguntaram num uníssono gay.
- Thomas Michael Fletcher.
- O que ele fez agora? - riu pelo nariz e viu que estava de olhos fechados, parecendo uma morta na cama. - Bora, , começou a falar, agora termina! - Ela chacoalhou a amiga.
- Tá, tá, tá, mas para com isso, coisa chata. - Ela se sentou na cama. - Ele disse que o único remédio que eu preciso é Harry Judd. - Ela revirou os olhos.
- Novidaaade... - brincou.
- Ei, o que rolou hoje quando vocês foram expulsos de sala pelo Craig? - perguntou.
- Eu tenho mesmo que contar? - Ela fez uma cara de preguiça com os olhos e só pela cara das amigas, ela teve sua resposta. - Tá, ok. Só não falem nada, ok? Eu mesma ainda estou processando as ideias. - Ela sorriu de lado e começou a contar a história desde o começo quando Harry estava rindo da veia pulsante de Craig até o momento em que eles se desentenderam na sala. As meninas escutaram tudo atentamente sem dar nenhum pio, pra surpresa de .
- Uau. - Foi tudo o que conseguiu dizer. - Vei, isso vai dar namoro.
- Vira essa boca pra lá. – se levantou.

***

- Quem a gente tá esperando, mesmo? - perguntou, enquanto mexia no Ipod. - Que demora.
- Hoje a tirou o dia pra irritar a gente, só pode. - disse como se a amiga nem estivesse lá. Em resposta, levou uma almofada na cara. - Ai!
- Quem mandou. - Ela riu. - Ô , É PRA HOJE!
- ! Vai gritar no ouvido da sua mãe, caralho! - brigou.
- Olha o bullying comigo! Daqui a pouco os meninos ligam enchendo o meu saco por causa de vocês.
- Oxi, você enche o nosso saco. - revirou os olhos. – Nada mais justo.
- Mimimi. Falando em coisas 'justas', que vestido é esse, ? - levantou uma sobrancelha. - Quer matar quem do coração?
- Tô gata? - deu uma voltinha.
- Mais dois minutos na barriga, tu nascia homem. – disse, arrancando risadas das duas. olhou pra com sangue nos olhos e fez careta, dizendo ‘nhe nhe’.
- Nossa gente, arrasando no salto. - apareceu na soleira da porta, depois de uma hora. - Vê se não cai ou vira o pé.
- Ela não é a , . - disse.
- Vá à merda! - jogou uma almofada na amiga enquanto todas riam. - Eita. Qual é a de vocês? - Ela se levantou, cruzando os braços.
- O que, garota? - perguntou.
- Todas de salto e roupinhas curtas. É um show cover do Gorillaz! - Só foi terminar de falar que as três caíram na risada. - Qual é a graça?
- , meu amor. - se aproximou da amiga (que estava menor do que ela, usando um salto e uma roupa que caíra perfeitamente no seu corpo) e a abraçou. - Então, a gente meio que...
- Mentimos. - terminou a frase. - É uma boate nova.
- VADIAS! - empurrou , de leve. - Vei, tô sem paciência de ir à boate, cara! E eu ainda to toda zoada. - olhou para a sua roupa. - Eu mó crente que ia ser um show massa...
- Não, sem coisas de hipsters essa noite. E para de drama, você tá linda. - disse enquanto a puxava até a porta. Arrumou sua roupa e gritou: - TCHAU TIA, ESTAMOS SAINDO!
- TCHAU MÃE! - gritou. gritou um simples 'beijo!' e foi até o carro resmungando.
- Vocês me pagam. - Ela disse e se sentou na frente. - Só por isso, eu escolho a música.
- NÃÃÃÃÃO! - As três gritaram, fazendo revirar os olhos.

- As meninas falaram pra esperarem elas aonde? - Tom perguntou.
- Elas não falaram dude. - Danny disse enquanto procurava uma rádio boa.
- Judd, liga ai pra minha prima.
- Porque eu?
- Porque o Dougie morreu ai atrás, - Ele olhou Dougie, que dormia, pelo retrovisor. - e o Danny tá arrumando o som. E eu tô dirigindo.
- Ótimo. - Harry resmungou (coisa que ele fazia muito quando o assunto era ) e ligou para a menina.

- QUEM TÁ TOCANDO? - gritou no carro. Tocava Strokes no volume máximo.
- Strokes e Arctic! – riu. - WELL ON THE MINDS OF OTHER MAN I KNOW SHE WAAAAAAS.
- NÃO ISSO, IDIOTA. - riu. - O TELEFONE DE ALGUÉM TÁ TOCANDO!
- VEI, COMO VOCÊ OUVIU ISSO? O SOM TÁ MUITO ALTO! - gritou.
- PAREM DE GRITAR!
- ENTÃO DESLIGA A PORRA DO SOM, ! - gritou.
- Ah, suas... - disse, ao abaixar o som. - Que música que tava tocando?
- Não sei, só senti algo tremer no volante.
- Então era o meu, ele que tá aqui em cima. - disse. - Era o Judd, peraí. - Ela disse ao ligar para ele.
- UUUH, O JUDD! - cantarolou.
- Vá à merda!

- Pronto, tentei, mas ninguém... Pera. Alô?
- Vá à merda!
- QUE? EU? Porra !
- Não, a ! - Os meninos escutaram as risadas altas.
- Elas já estão bêbadas ou é impressão minha? - Tom perguntou, enquanto estacionava o carro.
- Eu ouvi você, Fletcher! E não estamos bêbadas. O que você quer, Judd?
- Olha o jeito que você fala comigo! - O McFLY pode escutar as meninas, ao mesmo tempo, falando 'Pronto, começou.'
- Ah, desculpa! - Ela disse e Harry se chocou. Desde quando ela se desculpava? - É que eu estou puta com as meninas. Mas fala aí, o que foi?
- Ahn... É pra esperar vocês aonde?
- Na... EI! - A voz de ficou no segundo plano. - Oi, é a . Esperem a gente na mesa, mesmo. Eu liguei reservando, fala lá meu nome. - Era fácil escutar tentando pegar o celular de volta. - PRONTO, CONSEGUI! - A menina gritou.
- AI!
- Desculpa! Até mais! - E desligou.
- Foi impressão minha ou... A realmente te pediu desculpa? - Danny perguntou um pouco chocado.
- Bipolar. - Tom disse, rindo. - Minha prima é totalmente bipolar. - Ele desceu do carro e arrumou o cabelo. - Alguém acorda o Poynter ai. - Danny, que ainda estava sentado no banco da frente, simplesmente tocou a buzina.
- AI CARALHO! - Dougie acordou num pulo e, consequentemente, bateu a cabeça no teto do carro. - AI!
- Bom dia, princesa! - Harry riu. - Chegamos na boate.
- Porra, minha cabeça tá doendo. - Dougie disse ao fechar a porta do carro.
- Quem mandou. - Tom riu e trancou o carro. - Vamos, a boate já tá cheia.
Por fora, o lugar não aparentava ser uma boate. Uma fachada preta com um mísero letreiro brilhante escrito VIP com letras garrafais roxas e uma porta relativamente grande em comparação com as pessoas que pairavam na fila, que parecia dar a volta no quarteirão. é um gênio.’ Dougie pensou, ao passar na frente de todos e ir até o segurança.
- Fila, por favor. – O homem musculoso que usava uma regata escrito VIP disse antes mesmo de Harry começar a falar.
- Temos nome na lista. – Harry disse. O homem fitou os quatro rapazes e parecia avalia-los com os olhos e os guys começaram a se sentirem desconfortáveis.
- Nome.
- , 8 lugares. – Harry disse e o homem sorriu.
- Vai me dizer que você é a ? – O segurança riu.
- Talvez? – Harry disse, enquanto tentava ignorar as risadas dos meninos atrás de si.
O segurança riu. – Sem a , sem a mesa, garotos.
- Porra! – Harry xingou e saiu andando, com os três rindo da sua cara.

- O caminho nunca foi tão longo! – chegou já falando ao ver os meninos. Os cumprimentou com um simples beijo na bochecha e soltou um risinho ao ver sendo puxada por e .
- Que? – Tom perguntou e apoiou o braço nos ombros da menina quando a mesma parou ao seu lado.
- Contei pra que não era um show cover, ai ela não tá querendo vir. E como punição, ela escolheu a trilha sonora. – fez uma careta.
- Eita. – Danny riu.
- Aposto que vocês tão no meio disso. – disse, fitando os quatro.
- Ei, calminha ai! – Danny levantou os braços, em sinal de rendição. – Só curte a vibe da boate, .
A garota cruzou os braços e resmungou algo inaudível.
- Porque não tão lá dentro? – perguntou, enquanto ia até o segurança.
- O cara não quis deixar a gente entrar. Simples assim. – Harry lançou um olhar mortal à Dougie que estava rindo e se lembrando do ocorrido.
- Oi, eu reservei uma mesa. – ignorou os dois e se dirigiu a falar com o segurança da Hype. – Meu nome é .
- Então você é a , huh? – O segurança disse enquanto olhava a lista. – Podem entrar. – E liberou a entrada dos oito.

Ao contrário da fachada, por dentro a boate Hype tinha tudo de última geração. Logo após passarem por um corredor iluminado com fracas luzes azuis e negras, o salão aparentava ser enorme graças as paredes cobertas por espelhos. O único lugar sem espelhos era uma escada que dava à área VIP e ao DJ que agora tocava alguma batida desconhecida. No andar de baixo, em baixo da área VIP se encontrava o bar com várias garrafas de bebidas alcóolicas e não alcoólicas para fazerem os drinks e no meio da pista de dança um pequeno palco onde dançarinas mexiam seu corpo ao ritmo da tal batida.
- Caralho! – disse ao entrar no salão.
- Reservaram mesa? – Uma mulher loira com um tubinho liso branco e uma prancheta perguntou aos oito. Seu cabelo estava preso num rabo alto e seus olhos eram marcados por uma maquiagem escura.
- Sim. – Dougie passou na frente de . – Está no nome da . – Ele disse, sem tirar os olhos dos seios da mulher.
- Por aqui. – Ela sorriu e os guiou até a escada. Antes de subirem, cada um recebeu uma pulseira branca com as letras VIP em amarelo fluorescente. Ao chegarem ao segundo andar, viram uma única mesa no canto do salão. Era a mesa mais discreta do lugar.
- Sá! Você é foda! – deu um pulinho e abraçou a amiga. – É a melhor mesa daqui, garota.
- É eu sou foda. – sorriu e se sentou nos lugares.
- Qual é . – Tom disse à prima. – Vai ficar de bico a noite toda?
- Me deixa. – Ela resmungou e se levantou indo ao bar.
- NÃO SOU EU QUE CUIDO DA HOJE! – Danny gritou, levantando a mão.
- NEM EU! – , , Dougie, e Tom disseram ao mesmo tempo.
- Ne... Droga. – Harry resmungou.
- Bem feito. – Tom riu. – Quem mandou ficar secando a moça do vestido branco. – Tom apontou discretamente para a mulher que havia os guiado até a mesa.
- Pelo menos eu só tava secando. O Dougie a comeu com os olhos. – Harry riu.
- Olha aquela comissão de frente, Judd. – Dougie disse, colocando as mãos em frente ao seu peitoral. – Que peitos!
- Me poupe Poynter! – resmungou. – Ela tem cara de retal.
- Vish, olha o ciúmeeeeee! – logo falou.
- Vá se foder. Eu vou atrás da . – se levantou e foi até o bar particular da área VIP da Hype.

- ?
- Sai, to puta. – A menina disse, virando um pequeno copo com um liquido laranja dentro. Passou a língua na mão onde um pó branco estava e enfiou uma rodela de limão na boca.
- Tequila já agora?
- , pra eu me soltar aqui, preciso estar no mínimo alta. – Ela disse, fazendo careta. – Puta que pariu, tequila é foda.
- Me dá uma! – pediu ao barman.
- Silver ou Gold, princesa? – O barman ruivo perguntou. sorriu.
- Gold, igual à dela.
- Igual a minha, Josh. – repetiu.
- Pode deixar . – O barman assentiu e saiu atrás de outra garrafa de José Cuervo.
- Josh? – perguntou. – Conhece de onde?
- Daqui. – disse. – Pedi a dose de tequila resmungando e ele quis saber por que. – deu de ombros. – JOSH, MAIS UMA! – olhou para , que ria da amiga. – A segunda sempre dá sorte!

Alguns minutos (e doses) depois...

- Joooooooosh! – chamou o barman, já manhosa. – Trás ai a garrafa de José logo. Aqui são mais... – Ela começou a contar. – 8 doses!
- 8? Vai tomar mais uma ? – perguntou. A amiga simplesmente olhou para e sorriu.
- Essa aí vai ter A ressaca amanhã. – Tom disse, olhando para Harry. - Droga. – Harry respondeu.
- Cara, eu amo essa música! – disse. A dose de tequila chegou e a menina a virou rápido, soltando um ‘uh!’ abafado em seguida. – Vamos dançaaaar! – Ela disse, puxando as outras três até a escada e indo até a pista de dança.

Yellow diamonds in the light And we're standing side by side As your shadow crosses mine What it takes to come alive

As quatro se mexiam de um jeito ligeiramente engraçado, mas não fazia muita diferença. Todas gostavam muito dessa música. puxava pelo braço e a rodava ora ou outra enquanto e mexiam os ombros ao mesmo tempo. Querendo ou não, elas chamavam atenção. E de longe, quatro garotos pareciam hipnotizados pelos movimentos de cada uma.
- It's the way I'm feeling I just can't deny... cantou para e . - But I've gotta let it go! e cantaram ao mesmo tempo.

We found love in a hopeless place We found love in a hopeless place (2x)

Shine a light through an open door Love and life I will divide


Tom olhava , e nem tentava disfarçar. A menina mexia levemente os quadris e dançava com os braços levantados. Ele não sabia dizer exatamente o que a deixava tão bonita dançando. Se era os cabelos lisos e castanhos se mexendo relativamente rápido, ou se era a sensação que ela parecia sentir enquanto dançava a música. Ou talvez seria o jeito que ela, de repente, parou e olhou para ele. E num simples mexer de lábios, ela pareceu ter cantado a música só para ele:
- Turn away cause I need you more, feel the heartbeat in my miiiind.
Tom simplesmente engoliu seco e caminhou lentamente até o bar. Já se limitou a rir e voltou a cantar com as amigas.

It's the way I'm feeling I just can't deny
But I've gotta let it go

We found love in a hopeless place (3x)

Daniel Jones nunca foi de ficar encarando a mesma garota. Afinal, era o menos interessado em compromisso dos quatro. Mas algo prendia seu olhar em . A garota nunca esteve tão bonita. O tubinho preto que ela usava deixava seu corpo divino e Danny sempre sentiu atração por saltos vermelhos. Ao vê-la assim, seu ar foi tomado por meio segundo. E a diversão que ela parecia sentir só a deixava mais graciosa. Graciosa... Tsc, não. Gostosa, divina.

Yellow diamonds in the light
And we're standing side by side
As your shadow crosses mine

We found love in a hopeless place
We found love in a hopeless place (6x)


A música foi substituída por outra qualquer e as quatro riram. O efeito da tequila já estava óbvio em todas e até parecia se divertir. Mesmo sem conhecer a tal música, dançavam como se fosse o fim do mundo. Até que tal menino dos cabelos castanhos surgiu atrás de .
- ? – Jake a chamou. A menina ouviu algo familiar e se virou rápido.
- JAKE! – Ela sorriu e foi até o rapaz. Abraçou-lhe e o mesmo depositou um beijo na bochecha da menina. – E ai? Curtindo?
- Muito! – Ele sorriu. – E eu nem vou perguntar a você. Te vi dançando. – Ele sorriu maliciosamente. – Interessante, sabe?
- O que? – Ela perguntou e Jake se aproximou.
- O jeito que você se move. – Ele sussurrou e corou.
- Oh...
- E ai, Jake? – Tom surgiu como um raio do lado da amiga.
- Fletcher? – Jake perguntou, um pouco mais alto que o necessário.
- Me chamou? – brotou do lado do primo. revirou os olhos e deu um micro chute em . – Ai! Essa música! – Apesar da grande quantidade de álcool, entendeu a dica. – Veeeem, Fletchersito, vamos dançar! – Ela puxou o primo para longe do pseudo-casal.
- salvando o dia. – Jake riu e se aproximou de . – Ou melhor, a noite.
- Só não deixa ela ouvir isso, se não o ego que já é grande só vai aumentar mais. – riu. – Vamos dançar?
- Pensei que não ia chamar nunca. – Jake sorriu e puxou para perto, deixando uma mão espalmada na lombar da garota.

- Porra ! Quer me foder, me beija! – Tom disse, os dois já estavam sentados no bar do andar de baixo.
- Que nojo, Thomas! Vou ignorar esse seu último comentário! – fez careta. – Eu só to ajudando minha amiga, senhor da mono-cova. Então para de mimimi.
- Mas... Mas... Ela tá lá com o babaca do Jake!
- Ele não é babaca, Tommy. Ele é gato! – riu. – Ei! Traz um cuba libre pra mim, por favooor?
- Agora tá um a zero pro Jake. – Tom resmungou. – E a culpa é sua!
- Só bebe Fletcher. – empurrou o copo para o primo, sem realmente prestar atenção no que ele falava. – Só bebe.

Dava pra ver como o rapaz se segurava para não voar em cima de e a beijá-la de uma vez. Coisa que, pelo estado da menina, nem se importaria muito. Apesar da pista não estar muito cheia, os corpos dos dois estavam colados e, graças ao álcool, se atrevia a passar a mão sob seu abdome. E claro que um sorriso se esboçava no rosto dela. – Não sabia que você curtia boates como essa, Jake. – parou de dançar de costas para ele e ficou de frente, apoiando seus braços nos ombros do rapaz e mexendo levemente no cabelo grande e castanho dele.
- Não tenho nada contra, na verdade.
- Bom. – Ela sorriu e deu um passo para ele. Jake sorriu e quando estavam para selar os lábios, um ser meio ruivo e levemente alterado cutuca a menina.
- Viu o Fletcher? – Danny perguntou e uma completamente irritada se virou para ele.
- O que você quer?!
- Acabei de falar, . – Danny disse. – E ae, Jake?
- Jones. – Jake assentiu levemente irritado.
- EU não sei onde está ninguém, agora pode sair?!
- Nossa, que mal humor. – Danny deu de ombros e foi até o bar. – Fletchers! Estava procurando vocês!
revirou os olhos.
- Seus amigos são muito empata-foda, sabia? – Jake brincou.
- Só para de mimimi você também. – E puxou o menino pelo pescoço e o beijou sem nem pensar duas vezes.

- Estava procurando vocês. – Danny disse ao se sentar na cadeira ao lado de .
- Achou, agora o que cê’ quer? – respondeu.
- Vish, o álcool já foi e você voltou a ser a chata?
- Tom! Ele tá me chamando de chata!
- E?
- Alguém viu a ? – Danny perguntou.
- Ela estava dançando com um loiro há pouco tempo. Ele era bonito.
- Arg. – Tom resmungou.
- Ciúmes da também, Fletcher?
- QUE? – Danny e Tom perguntaram ao mesmo tempo.
- Nada, nada. – riu e saiu andando.
Caminhou entre os corpos dançantes e viu dançando com o tal menino. Não só dançando, mas as bocas dos dois estavam bem ocupadas. Sorriu pela amiga e decidiu ir ao banheiro feminino. Só foi entrar no mesmo que ouviu um gemido – que infelizmente era conhecido. estava se dando bem. Riu alto e saiu daquele lugar, o mais rápido possível.

fitava o mesmo garoto loiro há um tempo. Sem duvida, ele era um dos mais bonitos da pista de dança e dançava sozinho. Aproveitou o efeito da última tequila que tinha tomado e se aproximou ‘inocentemente’ até o loiro e dançou perto dele, como se não quisesse nada. Aproveitou seu vestido justo e mexeu o corpo enquanto olhava para o rapaz e o mesmo, vendo a deixa, se aproximou o mais rápido possível. A voz de Ellie Goulding enchia a VIP e era impossível os dois dançarem mais juntos do que dançavam. Os corpos colados, quentes e animados até que o rapaz finalmente tomou atitude e puxou para um beijo. E que beijo. O rapaz passeava com suas mãos pelo corpo da menina que nem reclamava, enquanto a mesma alisava o tanque definido por cima da camisa que ele usava.
De longe, Danny analisava a cena. Estava irritado, mas não surpreso – afinal, é de que estamos falando. Uma cheia de José Cuervo Gold no sangue. Não iria admitir de jeito nenhum, mas sentia sua cabeça queimar de ciúmes. Na verdade, ele nem sabia que era por isso, não sabia o porquê do incômodo ao ver beijando o cara. Mas estava irritado. E não podia fazer nada. Virou sua cerveja e viu uma menina ruiva que lançava olhares para ele e sorriu. Se podia se divertir, ele também podia.
Afinal, a noite só estava começando.

Dougie estava entediado na fila do banheiro masculino. Encostou-se a parede e fechou os olhos, tentando ficar sóbrio o bastante para pelo menos não errar o mictório. Até que um ruído estranho chamou sua atenção. Estranho não, sensual. Abriu os olhos e a vontade de ir ao banheiro sumiu ao ouvir o ruído mais claramente. Era um gemido. Sorriu malicioso e foi ao banheiro feminino, que era de onde saia o som. Viu dois corpos sendo pressionados contra a parede de vidro e sorriu. ‘Meninas se beijando.’ E chegou mais perto para ver a cena mais claramente. Observou os corpos se beijando e sorriu ainda mais. Até que uma menina com uma saia preta e blusa branca ser pressionada no vidro e se assustou. Ele tinha visto essa roupa. Achou estranho se lembrar, mas viu em sua mente com essa mesma roupa quando estavam na fila para entrar na VIP. Seu estomago embrulhou. Então ela estava beijando uma garota? ‘Claro que não, Dougie.’ Então ouviu um gemido grave. Suspirou de alivio, mas logo ficou tenso de novo. Ele precisava sair dali urgentemente. E foi o que fez.

perambulava sem rumo. Decidiu sentar-se à mesa que haviam reservado, com a boa companhia de seu preferido: Cuba Livre. Observou Josh, o Barman fazer os drinks até que sentiu a presença de alguém do seu lado.
- Oi. – Harry disse meio mole e cheio de álcool.
- E ai. – Ela deu de ombros e tomou um gole do Cuba Livre. Sentia-se sóbria, mas sabia que era mentira. E aproveitou essa situação. – Er, Harry...
- Que? – Ele perguntou visivelmente alterado.
- Porque você foi tão legal comigo hoje? Qual foi a lógica daquilo, Judd?
- Sei lá! Eu só quis te ajudar. Eu sei como você gosta do comitê e...
- E...?
- Sei lá. – Ele roubou o copo da mão dela e sorriu ao ouvir um ‘Ei!’. – Senti que deveria fazer.
o fitou por alguns segundos e riu algo. – O que?
- Mals, mas não acredito em você. – E continuou rindo.
- Por quê?
- Sei lá. – Ela repetiu. – Só não combina com você. Você me odeia, Harry Judd. Não tem como você fazer aquilo pra alguém que você odeia. - Quem disse que eu te odeio? - Eu disse! - E quem é você para dizer o que eu sinto Fletcher?
- Eu...
- Você é muito prepotente, garota! Que droga! É impossível ter uma conversa com você. Que merda! – Harry socou a mesa e saiu andando.
- Eu... – Ela olhou ele sair. Virou o resto do que tinha no copo e foi atrás. – QUEM VOCÊ PENSA QUE É PRA FALAR ASSIM COMIGO, HARRY MARK CHRISTOPHER JUDD?
- SOU UM DOS SEUS MELHORES AMIGOS! – Ele gritou, o som quase inaudível graças a música. – TENHO QUE TENTAR COLOCAR ALGUM SENTIDO NESSA SUA CABEÇA DURA!
- CABEÇA DURA? AH, VAI BEIJAR ALGUMA VADIA, HARRY! ISSO É, SE VOCÊ CONSEGUIR! PERDI MINHA PACIENCIA CONTIGO!
- EU VOU MESMO! E EU CONSIGO, SEI QUE CONSIGO COISA MELHOR QUE VOCÊ, ! – E saiu andando.
A menina viu o rapaz se afastar e sentiu seus olhos arderem. Odiava chorar, ainda mais em público. Ainda mais por causa de Harry. Foi até as escadas e, mesmo com a visão embaçada, o viu beijar uma qualquer e seu estomago virou. Desceu as mesmas e agradeceu mentalmente ao ver todos os seis juntos rindo, e nem quis saber o porquê.
- Vamos? Pra mim a noite já deu. – Ela disse, passando a mão no rosto.
- ? O que houve?
- Nada. É o álcool. Espero vocês no carro, tá? – Ela disse mansa, e saiu andando.
- Cadê o Judd? – Danny perguntou.
- Ali. – apontou para o menino beijando a garota. – Eita. Ele vai comer a menina.
- Harry got laaaaid! – Dougie riu.
- Bom, vamos indo. – deu tchau. – Até amanhã, guys.
- Bye, . – Danny sorriu e as três foram para o carro.

- Vai dizer o que houve? – perguntou já na sua casa.
- Harry. Só as mesmas merdas de sempre. – suspirou. – Só quero dormir, . Amanhã te falo e falo pras outras, ok?
- Ok. – A amiga colocou o cobertor na menina. – Qualquer coisa, já sabe. Vou ali tirar a maquiagem e já venho.
- Eu sei dormir sozinha, sabe?
- Ah, pare de ser chata e vai dormir. – riu e apagou a luz do quarto.

Capítulo 02


We like to watch you laughing

No time to think of consequences.
Kids – MGMT


.

- Então, Monet foi o pintor mais im...
A professora de artes, Elsie, não pôde nem terminar de falar quando todos os alunos ouviram o sinal que marcava o fim da aula, o bendito sinal da libertação, e levantaram-se.
- Importante do Impressionismo. - Ela complementou pra si mesma, fazendo sinal negativo com a cabeça. - Ai esses alunos de hoje em dia...
Não pude deixar de rir baixo quando a ouvi falar isso, já que fui a última a sair da sala. Quando passei pela porta, eis que um ser estranho me aparece.
- Buuu! - Danny fez uma tentativa falha de me assustar e, quando viu que não conseguiu, fez cara de desapontado. - Aff, , você é muito chata! - E me deu língua.
- A culpa é minha se você não serve nem para assustar os outros? - Brinquei, dando-lhe um pedala.
- Você que é tão certinha que nem se assusta!
CERTINHA? Não tem coisa que eu odeie mais do que ser chamada de certinha e ele sabe disso, só estava querendo me provocar. Isso era visível pela cara dele de "Ha-ha eu estou te irritando". Nem preciso comentar do cérebro de um menino de 5 anos de idade que o Danny tem, né? Pois é. Eu simplesmente respirei fundo e tentei dar uma de superior.
- Certinha é a vovozinha, meu bem! - Dei-lhe um beijo perto do canto da boca dele e saí andando com um rebolado provocante.
Cheguei rapidamente à rodinha das meninas que estavam morrendo de rir por causa de alguma coisa que acontecia atrás de mim.
- Qual é a piada? Quero rir também. - Me entrosei no meio da galera.
- Olha a cara do Jones depois que você deu um beijo nele! - me falou e desatou a rir de novo. Olhei para trás e Danny ainda estava parado no mesmo lugar do corredor com a mão colocada sobre o lugar onde o havia beijado. Aquela, definitivamente, era uma cena hilária.
- Por meio segundo eu caí que você ia dar um beijo nele, cara. - , sempre engraçadinha, falou.
- Aaaah é! Até parece! Caham, mas então, o que vamos fazer hoje? - Perguntei, mudando de assunto.
- Eu queria ir no shopping visitar aquela nova loja de CDs que abriu lá... - opinou.
- Não, galera. Nem vem. Vocês me prometeram que iam ajudar na divisão de tarefas do baile! E combinamos que seria hoje. – choramingou.
- Aaai, é mesmo. - Bati na minha testa, lembrando-me disso. - Então vamos fazer assim: a gente almoça uma besteirinha no shopping, dá uma passada rápida na loja de CDs e depois vai direto pra sua casa montar as tarefas de cada um. Assim, todo mundo fica feliz. - Sorri e as meninas concordaram.

Fomos andando até o carro, conversando besteiras como sempre e dando tchau para os conhecidos que íamos encontrando pelo caminho. Estava observando o dia lindo que fazia quando uma voz irritante me roubou a atenção:
- !!! - Izzy se pôs bruscamente no nosso caminho. - É hoje que você vai fazer a divisão das tarefas do baile, né? - Ela enrolava freneticamente uma mecha daquele cabelo horrível.
- É.
- Hmm, ah tá, era só pra saber se você não tava esquecendo, afinal, nenhum de nós quer que esse baile seja um fracasso, não é mesmo? - Ela finalizou, irônica como de costume e deu-nos às costas.
respirou fundo e deu alguns passos à frente, indo atrás da garota, mas eu a segurei pelo braço.
- Amiga, relaxa. É isso que ela quer: te provocar.
- Mano, essa garota não tem mais o que fazer, não? Porra, fala sério, vai encher o saco de outro.
- Quem morreu? - Tom chegou e apoiou-se no ombro de sua prima.
- Não enche porque não tô pra brincadeira não, Thomas.
- Noooossa, que mal humor é esse, priminha? Achei que só ficava nervosinha quando o Harry tava por perto, mas pelo jeito, me enganei...
- Porra, você também? Já deu! - Ela desencostou o primo de si mesma com violência. - Tô esperando vocês no carro, não demorem. - E saiu.
- Que bicho mordeu essa menina?
- É a Izzy provocando ela de novo por causa do baile. - respondeu, revirando os olhos.
- A organização desse baile ainda vai fazer a ficar louca. Aliás, ela já tá ficando.
- Esse papo está muito produtivo, - brincou. - mas nós temos que ir, Tom. Tchau. - E acenou.
- Oxi, eu não ganho nem um beijinho de despedida?!
Eu e as meninas ríamos da carência da criatura.
- Aaaah dá um beijjinho nele, . - Eu sugeri.
- Olha, só porque você beijou o Danny, não quer dizer que a gente também deve sair beijando os outros meninos por aí.
- Como é que é? VOCÊ BEIJOU O DANNY?!?!?! - Tom segurava a barriga de tanto rir.
- Parabéns, Fletcher, grita mais alto!
- VOOOCÊ BEEEEIJ...
- Não menino! - Tampei a boca dele. - E não, eu não beijei o Danny. Tecnicamente. Eu só dei um beijo na bochecha dele e ponto. – Ri. - Agora é sério, a gente tem que ir. Tchau. – Eu e demos um abraço nele e nos esperava um pouco mais à frente.
- Então, você vai realmente ser a única que não vai me dar um beijinho de despedida? - Tom fez a maior cara de cão sem dono e o resto dos guys acabara de chegar atrás dele.
- Beijo não se pede, Tom. Beijo se conquista. - respondeu e os meninos começaram a zoá-lo por isso.
- Hmm "Beijo não se pede, Tom. Beijo se conquista" - Imitei debilmente a voz dela - Sei não hein...
- É, até parece! Agora vamos logo que a já não tá bem hoje. - Eu vou fingir que nem notei a "discreta" mudança de assunto.

***
Narrador.

Elas chegaram no carro de e , já sentada no banco do motorista, escutava Panic! At the disco impacientemente, batendo os dedos no volante. Só foi avistar as meninas que ela ligou o carro.
- Vocês demoraram. - Ela não disse num tom normal de voz.
- É, o Tom continuou enchendo nosso saco por um tempo. - informou.
- Por quê não estou surpresa? - Ela disse, irônica, e logo deu partida no carro.
Estavam passando pelo portão de saída da escola, quando avistou que Izzy ia atravessar para o outro lado, mas acelerou, deixando-a sem passagem e com a maior cara de bunda da face da terra. mandou um beijo e saiu da escola. Todas dentro do carro riram da maldade feminina.
Chegando ao shopping, as meninas foram logo para a nova loja de CDs e se surpreenderam com o tamanho da loja, era maior do que pensavam. Tinha várias seções: de vinis, de posters, de cds, de dvds e por aí vai. Primeiro, todas elas vislumbraram a loja juntas e depois e foram para a seção de rock, enquanto surtava na seção de indie rock e na de pop.
- Ai, esse álbum do Bon Jovi é o meu favorito. - disse e logo arregalou os olhos. - Meu Deus! Olha quem tá ali! - Apertou forte o braço de . - É o Jake! Nossa, ele tá tão lindo! E eu ainda não acredito que beijei ele!
- Aaai, se controla, mulher, e esse aperto doeu!
- Moça! - deu língua.
- Ai ai. Vai lá falar com ele, besta.
- Sei não, ia ser estranho.
- Por quê estranho?
- Ah sei lá, ontem a gente se beijou e eu sumi...
- E? Aproveita pra manter uma relação com ele!
- Nãão!
- Vai sim!
- Nãã... - Jake estava vindo para perto da seção em que elas estavam e empurrou , fazendo-a dar um leve esbarrão nele.
logo saiu dali para observar de longe no que isso ia dar e morria de rir, por dentro, da cara vermelha da amiga.
- Ai, me desculpa! - disse, tímida.
- Imagina, . - Jake abriu um lindo sorriso. - Ei, você deixou cair. - Ele, gentilmente, pegou o CD da menina que estava no chão.
- Ah, obrigada.
- Nossa, eu adoro esse álbum do Bon Jovi.
- É o meu favorito. - Eles disseram juntos e riram. (N.C: Clichê? Nah, magina hahahah)
- Cross Roads é muito bom mesmo. - Ele mexia em seus cabelos, arrancando suspiros de . – Você sumiu ontem da festa, o que houve?
- Problemas com a , você sabe como ela é.
- Sei. – Ele riu. – Mas... E ai? Como você tá?

- Genteeee, - chegou até as outras amigas. - olha lá o Jake e a !!! – As três riram e se aproximaram apenas um pouco mais para poderem escutar um pouco mais da conversa.
- Eu não vejo nada demais nele. - falou.
- Então, é verdade quando dizem que falta de sexo causa cegueira. - brincou.
- Boa, , high five - ria.
- Nossa, vocês são tão engraçadas. - Na verdade, até ria. - Olha, parece que eles estão se entendendo bem.

- Mas, eaí, Jake, você gostou da loja?
- Sim, gostei. Tem bastante coisa aqui, né. E você?
- Gostei.
Ficou aquele momento tenso de silêncio, Jake remexia no cabelo e fingia ler algo no cd que segurava.
- Você mora aqui perto, não é?
- Moro a seis quarteirões daqui, e você?
- Eu moro um pouco mais longe que você, mas com moto nada fica longe. - Ele abriu um sorriso sedutor.
- Ah você tem uma moto? Eu adoro motos.
- Ah, quem sabe a gente não dá uma volta juntos algum dia...
Ele se aproximou um pouco mais.

- Cara, ele tá dando em cima dela descaradamente. - observava a cena.
- A cara dela tá hilária. - riu. - Aquela típica de "estou a fim de você, mas sou muito otária".
- Aposto que ele vai chamar ela pra sair. - palpitou.
- Hm, safadinhas. Quem vai se dar bem hoje? - Tom havia chegado com os meninos atrás dele.
- Oi, Fletcher, como você está? E a família? - rolou os olhos, ironicamente.
- Eu to ótimo, . Muito meigo da sua parte perguntar, - Ele fez voz afetada. - mas a minha família vai meio mal, sabe como é né, não é fácil ter a como parente...
Todos riram, enquanto uma emburrada (e de biquinho) dava dedo.
- Mano, aquele ali é o convencido do Jake? - Harry perguntou.
- Shiii, fala baixo, Judd. A gente está numa missão de espionagem - alertou.
- Na verdade, tá mais pra uma missão cupido que no caso sou eu. - mandou beijo.
- E quem é a azarada? - Judd riu.
- Pera. Aquela ali é a com o Jake? - Danny, lerdo como sempre, reparou.
- Aaai, Danny. Qual das quatro mosqueteiras estava faltando? Dã! - Dougie deu um pedala.
- Cara, que tipo de amiga vocês são? Empurrando a pra um mané que nem o Jake. Já não basta o que aconteceu ontem... - Tom fazia cara de nojinho.
- Primeiro, não estamos empurrando a pra ninguém, ela já tinha um certo interesse por ele. – Tom rolou os olhos enquanto explicava. - E outra, o Jake é uma gracinha. E pra finalizar, eles já ficaram ontem. Então não fizemos nada demais.
- Ele é uma gracinha, oooown... Que boiola - Tom e os guys riram.

- Ah, então tá, qualquer dia a gente combina esse passeio.
- Vou cobrar, hein? - Jake deu uma piscadinha.
- Pode cobrar. - sorriu, sem graça.
- Ok, vou indo então. Tchau, gata.
- Tchau, jake. - Ele deu um beijo estalado no canto da boca da garota que quando saiu dali, sentiu as pernas levemente bambas.

se aproximou do resto dos amigos e quando chegou lá, ficou apenas os encarando.
- Ok, meninos, agora vocês tem que sair porque isso é papo de mulher. - disse, já empurrando Danny.
- Oosh, isso aqui é um espaço público, tá legal? A gente sai quando quiser.
- Dá mais um beijo nele que ele vai sair rapidinho, . - Dougie aconselhou e todos riram.
- Cara, não acredito que você tava paquerando o Jake! - Tom falou.
- A gente só tava conversando, Thomas. E quem eu paquero ou deixo de paquerar não é da sua conta. - Os meninos deram gritinhos.
- Olha, eu só te digo uma coisa: quem avisa, amigo é... - Tom finalizou e saiu para o outro lado da loja.
- Aai, eu não sei o que deu nesse menino hoje. Não que ele não seja chato normalmente, mas hoje tá demais. Enfim, vamos tomar o sorvete e eu conto pra vocês o que eu o Jake conversamos.
Elas saíram da loja, rumo a uma sorveteria onde misturaram todos os sabores possíveis de sorvete e se lambuzaram com todos. Depois, foram pra casa de resolver as tarefas da formatura.

.

Chegamos em casa, depois de uns bons dez minutos com falando sobre o Jake. Nem me importei, na verdade. Ele parecia ser bem legal, diferente de certas pessoas como... Nah, vocês sabem, Harold Judd que nem falar comigo quis hoje. Mas foda-se ele.
- Entããão, preciso separar as pessoas que vão ficar pra cada coisa. , pega na minha bolsa o meu caderno da formatura onde eu anotei quem quer o que e essas coisas, please. - A amiga tirou da mochila da menina um caderno todo decorado por com recortes de várias fotos da turma. Claro que haviam mais fotos delas e dos guys. O caderno era lindo.
- Ai que caderno mais lindo. Quero um pra mim! - falou, entregando-o à amiga.
- Valeu, . Pode deixar que quando puder faço um pra você cheeeio de fotos do Jake.
- Ou do Alex. - brincou.
- Ou do Tom. - palpitou.
- Ai ai, isso é complô, é? - riu. - E, cara, Alex? Isso seria muito errado, já que é praticamente incesto. E... Tom? Really? Tipo o primo da , o Tom? Eu não sei de onde vocês tiram essas ideias... Mas continuando com o assunto principal, né meninas, fala aí quais são as tarefas e quais pessoas já escolheram o que querem fazer.
Fui falando as tarefas e elas foram anotando em papéis diferentes. A única coisa que realmente me preocupava era Izzy, Frankie, Giovana e Georgia, que fizeram questão de ficar na parte da decoração. Tudo bem que elas só iriam fazer aquilo que eu passasse pra elas, mas mesmo assim, não confiava nas vadias.
Passamos mais umas horas ligando para Buffet, fotógrafos e DJs e etc, mas ainda faltava separar algumas tarefas para as pessoas que faltavam. Porém nós já estávamos exaustas - e eu meio estressada, como de costume -, então decidi preparar um lanche. Na verdade, isso seria uma tarefa pra , mas a dita cuja disse que não me faria mais favores até eu fazer um caderno cheio de fotos do Jake pra ela. Super folgada, até parecia eu.

Musfata.

- Ai, gente, eu não aguento mais ver tanto papel, tanta coisa escrita, tantos rascunhos na minha frente! Ainda bem que a foi preparar um rango. - Deitei minha cabeça sobre a mesa, bocejando.
- Mas do jeito que ela ainda tá meio estressada é capaz de, sei lá, dela cuspir na nossa bebida. - riu.
- É só ninguém citar o nome Harry Judd perto dela que tá tudo certo. - disse, já com uma aparência cansada.
- Cara, eu já não aguento mais essas briguinhas idiotas entre eles. - Falei um pouco mais baixo.
- Também acho que eles já tão passando dos limites, e o pior é que isso tá afetando a nossa amizade com os meninos também, porque quando eles brigam, um não suporta ficar na presença do outro, aí todo mundo tem que se separar por causa da birrinha dos dois. E sem contar o mau humor que os dois ficam depois das brigas. - falou baixo também.
- A gente tinha que tentar fazer alguma coisa... - sussurrou.
- É, mas o quê? - Eu não conseguia imaginar uma resposta pra minha pergunta até que a lançou um olhar sugestivo para a folha onde estavam a designação das tarefas. Acho que estava entendendo o que queria dizer e fiz um sorrisinho maligno, mas, como sempre, a gente teve que explicar o plano pra , porque sabe como é né, a inteligência não é um dom que todos possuem.
Fizemos algumas mudanças ali nos papéis e quando a chegou estávamos dando risadinhas abafadas, mas logo paramos.
- Tão rindo de quê? – Ela perguntou, desconfiada e levantando uma sobrancelha igual ao Harry.
- Nada, a gente só... - Tentei arrumar uma desculpa rapidamente. - tava rindo de algumas fotos do seu caderno.
- Afe, meu caderno é lindo.
- E aí o que tem pro rango de hoje? Tenho que alimentar minhas lombrigas. - Perguntei, passando a mão na barriga.
- Nada demais, só pra vocês não acostumarem, suas folgadas. - riu. - Só chá e torradas com geleia.
- Pera, deixa eu adivinhar de quê é a geléia. Hmm, tá difícil... FRUTAS VERMELHAS! - brincou.
- Nhé, sou tão óbvia assim, mesmo? – Ela riu.

Terminamos nosso lanche e acabamos ficando hiperativa demais com todo aquele açúcar, já que depois, quando foi procurar uma tesoura nas gavetas da casa, acabou achando o arsenal de chocolates de e comemos todos muahaha. Era chocolate branco, mas eeer, dá pro gasto. Enfim, ficamos hiperativas e não conseguimos fazer mais nada em relação à formatura pelo resto daquele dia. Depois, cada uma seguiu seu rumo pra suas devidas casas. Saímos dali rezando pra estar cansada demais para perceber certas mudanças que a gente fez nos papéis...

***
Narrador

- Odeio. Dias. Longos. – resmungou, se sentando na mesa antes das aulas começarem.
- A reclama assim mas o dia só tá começando... Esqueceu que temos o resto da aula e a tarde inteira pra arrumar coisas do baile? – comentou. e deram risinhos.
- e seu apoio moral inútil. – bufou. – Vou pra aula. – E saiu.
- Ótimo! – disse logo depois que sumiu de vista. – Começamos com o plano ontem, temos que partir pra segunda parte.
- Quem se habilita a contar pro Tom? – falou e o seu olhar juntamente com o de se voltaram para .
- Cara, que perseguição é essa? – perguntou.
- Ah, , não vem não! Você e o Tom ficam enchendo o saco um do outro, ficam se provocando e depois e a gente que fica te perseguindo? – colocou uma mão na cintura, rindo.
- Tá, tudo bem que ele enche o meu saco e vice-versa, mas como assim a gente fica se provocando? Vocês tão doidas?!
- "Beijo não se pede, Tom. Beijo se conquista" - imitou de modo exagerado o que a amiga havia falado no outro dia.
- Isso era brincadeira. – disse, ainda rindo. – E, sei lá, eu e o Tom? É meio estranho pensar nisso. Por mais que ele seja um pé no saco, é um dos meus melhores amigos. E vocês ficam falando de mim e do Tom, mas se esquecem do beijo que a deu no Danny ontem.
- É, vocês são duas estranhas que se amarram em losers. – brincou - Mas mesmo assim, , é você que vai ligar pro Tom. – Ela riu, maligna.
- Aff. – rolou os olhos, pegou seu celular e procurou o menino na lista de contatos na qual Tom constava como "Monocova", discou o número - Tom?
- Não, Clark Kent.
- Clark, você poderia passar o telefone para o meu amigo Tom? Ele é meio feinho e tem a mentalidade de uma criança de 4 anos de idade.
- Aff, , não sabe brincar, não brinca. – Ele resmungou. – Mas eaí, à quê devo a não-honra dessa ligação? Já tá com saudades? A gente se viu ontem, menina.
- Ha-ha, vai sonhando, Fletcher. Eu só queria te contar de uma parada que eu e as meninas fizemos com a e é em relação às briguinhas idiotas dela com o Judd.
- Hmm e o quê as panteras tem a dizer para o Charlie?
- Ok, essa até que foi mais engraçadinha. – e Tom riam ao telefone enquanto e só observavam aquilo, se segurando pra não rir. contou o "plano" para Tom.
- Sério que vocês fizeram isso? – O menino ria e confirmou. – Cara, você sabe que cabeças vão rolar quando a ficar sabendo disso, ne?
- É aí que você entra, Fletcher, por isso te liguei. Você vai precisar pensar numa maneira que a gente possa amenizar essa situação quando ela ficar sabendo.
- Eei, eu que sou o Charlie, eu que dou as regras aqui! – Ele brincou e eles riram juntos. - Tá, e como a senhora gênia pretenda que eu faça isso? Afinal, é da que estamos falando, aquele ser estranho que explode mais rápido que uma granada. E quem vai tirar o pino dela vão ser vocês. Eu não quero nem estar perto pra ver, eu prezo demais a minha vida.
- Depois sua prima fala que sou eu quem faz comparações medíocres. – bufou. - Ah, Tom, deixa de ser moça! A gente tem que fazer alguma coisa pra esses dois tentarem se entender. - Tom concordou - Então, você conhece a melhor do que ninguém. Pensa em alguma coisa que possa fazê-la tentar suportar a situação.
- Ok, vou tentar. E quando ela vai ficar sabendo do que vocês fizeram?
- Hoje de tarde, aqui no convento.
- HOJE? Você tá me dizendo que eu preciso descobrir como eu vou desarmar essa bomba relógio ainda HOJE?
- Chega de comparações com bomba, Tom. E sim. É até hoje à tarde. Então, sugiro que você seja bem criativo e pense numa boa desculpa. É sempre bom contar com você, Tom. Boa noite, beijinhos.
- Mas eu...
A garota desligou antes que Tom pudesse protestar.
- Feito - sorriu
As meninas fizeram high five e decidiram ir para a aula.

- Lerdas. – comentou logo depois que viu suas amigas entrarem na sala. – Porque demoraram tanto?
As três trocaram risinhos.
- Qual é a graça?
- Jake chamou pra sair hoje à tarde. – disse, com o mesmo sorrisinho nos lábios. agradeceu mentalmente.
- Ui, interessante. – sorriu. – Pena que não vai.
- Oxi, porque não? – perguntou, entrando no teatro.
- Trabalho da formatura, Ladies. colocou os pés sob a mesa.
- Poxa... Ok. – suspirou e lutou contra sua vontade de rir. – Vou falar pra ele marcar outro dia então.
- Peraê, mina. – se endireitou na cadeira. – Isso foi fácil demais. Cadê os “Por favor, linda...”?
- Só estou pilhada para organizar as coisas.
- Oxi, ., até parece que esqueceu como a gosta de organizar festas...
- ...E mandar em todo mundo. – completou o que acabara de falar.
- Vão a merda. – riu. Quando ia continuar o assunto... Ou melhor, mudar de assunto, o professor de Biologia entrou na sala. Estava para começar a aula quando Tom entrou na sala.
- Sorry. – E se sentou do lado de com um sorriso maroto no rosto e sua covinha a mostra para todos.
- Tom Fletcher, qual foi o motivo desse atraso?
- Tinha que pensar sobre umas coisas. – E soltou um risinho inaudível.
- Ah, não importa. Vamos para a aula! – Começou a falar sobre células e medulas e difusões e etc.

Tom observava as quatro conversarem na hora do intervalo. Ele, definitivamente, não queria dar a notícia para e a verdade era que ele não tinha ideia de como contar. “A me paga”. Mas ela tinha razão sobre uma coisa – Tom era quem melhor conhecia . Suspirou e tomou coragem, era agora ou nunca.
Ele queria escolher o ‘nunca’.
- Fletcher! – Ele a gritou e a menina se virou instantaneamente.
- Late, Thomas! – Ela se levantou. Ouviu risadinhas da mesa, mas decidiu ignorar dessa vez. – É muito bizarro ouvir você me chamar de Fletcher.
- Porquê?
- Sei lá, só é. – Ela o acompanhou até outra mesa. – Agora diga.
- Hoje o povo vai se juntar pra arrumar as coisas da formatura, certo?
- Yep!
- Onde vai ser? Preciso avisar o Judd aonde vocês vão se encontrar. – E falou como se fosse a coisa mais óbvia e simples do mundo.
- Pera, quem? QUEM?
- O Judd, ué.
- Eu não vou arrumar o mapa de mesas com o Judd, Thomas. Vou arrumar com você!
- Não foi o que a me disse.
- Ela disse que eu ia arrumar com o JUDD?
- Calminha ai, priminha!
- Calminha é o caralho! – Ela gritou. – Como tu quer que eu fique calma?
- Devo ficar com medo? – Tom perguntou, com medo de levar um soco no nariz (como já acontecera uma vez).
- Não é você quem tem que ficar com medo. – E voltou, praticamente marchando, para a mesa onde estava.

- Ou, ou. Ela tá voltando.
- Ela parece irritada? – perguntou.
- Ela tá marchando. – riu. – Só a vi irritada assim uma vez.
- Quando? – perguntou.
- Quando o Tom estragou o encontro dela com o tal do Fred.
- Ah! E ela deu um soco no nariz dele, não foi?
- Yep.
- Qual é a doença de vocês?! Me colocar com Harry Judd? Porra! QUEM TEVE A IDEIA?
- Eu. – As três disseram ao mesmo tempo. – Foi um trabalho em equipe, sabe? – comentou, meio risonha.
- Vadias. – E saiu andando.
- Ela não parece estar com muita raiva. – comentou. – Achei que ela ia começar a gritar.
- Ai que você se engana, . – Tom se sentou do seu lado. – Isso é a com muita, muita raiva. Aposto que daqui a pouco ela começa a chorar de ódio. – E riu.
- Sério?
- Não. – Ele riu. - Mas seria engraçado. Ela não vai falar com vocês pelo resto do dia, pelo menos. – Riu.
- Já deixou ela assim? – perguntou.
- Yep. Ela me deu um soco.
- E você a empurrou na piscina, não foi? – riu.
- Aham. Mas relaxem, ela sempre volta ao normal.
- É bom mesmo. – disse. – Não to com paciência pro mimimi de Fletcher.
- Você falou igualzinho a ela.
- E de onde você acha que ela aprendeu? – Os quatro riram.
Alguns minutos depois, os quatro voltaram para a sala. A primeira coisa que viram foi sentada no fundo da sala, com o seu fone e lendo algum livro qualquer. Só levantou o olhar do livro para fitar as três que entravam. riu.
- Olha lá, o doce da menina.
- , ela olhou pra gente do mesmo jeito que olha pra Izzy. – comentou. – Acho que não deveríamos ter feito isso.
- Nem vem! A ideia foi sua! – se exaltou.
- Não foi, não! Foi da !
- Ah, calem a boca! Daqui a pouco ela volta ao normal. – deu de ombros e se sentou no lugar.
também se sentou no seu lugar e fitou mais uma vez. Suspirou e foi falar com ela.
- Cê tá com raiva? – Ela perguntou, mansa.
- Claro né . – tirou o fone. – Porra, eu passei quase duas horas arrumando o que cada um ia fazer e te coloquei com o Jake porque você pediu! Ai você vem e me coloca com uma das pessoas que eu menos suporto? Caralho!
- Pelo menos não é a Izzy. – brincou. não esboçou reação alguma.
- Nossa, hilário. – revirou os olhos. – Me deixa quieta, falou? – E voltou a ler o livro.
fitou a amiga por alguns segundos e voltou ao seu lugar. Droga, realmente parecia que estava com raiva. Tom olhou para a menina e viu os olhos dela começarem a se encherem de lágrimas. Pegou sua cadeira e sentou-se do seu lado.
- Eei, , não fica assim. Você conhece a , já já ela fica de boa. – Tom se sentou e apoiou o braço nos ombros da menina.
- Eu achava quem sim, mas você viu a cara dela? Ela ficou muito chateada. – Algumas lágrimas caíram. – Acho que ela nunca vai me perdoar.
- Que isso, ! Não é como se você fosse o Judd, né?! – Ele brincou, tentando a fazer rir e tendo sucesso, riu de leve.
- Ai, Tom, só você pra me fazer rir com uma coisa dessas. – Ela olhou em seus olhos e ele se aproximou, limpando algumas lágrimas que ainda estavam nas bochechas dela. Passou o braço e a abraço de lado.
- Você sabe que pode contar comigo. – Ele sorriu e ela também sorriu. Deitou sua cabeça no ombro e ficaram assim até o professor chegar. Agradeceu mentalmente ao professor quando viu que seria uma aula com filme, então ela poderia continuar ali. ‘Acho que até posso dormir aqui’.

- , . – Tom a chamava baixinho, passando a mão pelo seu braço delicadamente.
- Tom? – Perguntou, abrindo devagar os olhos. Sem perceber, acabara dormindo no abraço de Tom – Eu dormi?
- Sim, bela adormecida. – Ele riu.
- E por quê você me deixou dormir?
- Ah, eu pensei em te acordar, mas você fica fofinha quando dorme. Tirando a parte que você babou no meu ombro, claro. – Ele brincou.
- Ha-ha, que engraçado, Fletcher. Eu não babo enquanto durmo, tá?! – Ela deu um tapa em seu braço.
- E como você sabe disso se você tá dormindo? – Ele riu alto.
- Porque eu sei. – E deu língua pra ele. – Ei, obrigada por tudo.
Tom sorriu e a fitou por alguns segundos, fazendo-a corar. – Não precisa agradecer, . – Ele continuava a fitando profundamente, só a deixando mais corada.
- Acho melhor você voltar pro seu lugar. – Ela disse, completamente sem graça. Tom assentiu e depositou um beijo no topo da sua cabeça; - Não se preocupa com a . Ela é cabeça quente, mas ela sempre volta ao normal.
- Eu sei. – Ela sorriu fraco.

andava de um lado para o outro, ansiosa. Parecia que demorava na sala por querer e mandou todos irem embora para conversar com ela direito. Não ia ficar de briguinha com sua melhor amiga por causa de algo tão besta.
- Ela tá de doce, só pode. – comentou sozinha e se assustou ao ouvir uma risada próxima. – Thomas?
- Yep.
- O que cê tá fazendo aqui?
- Vim te esperar. Vai que a surta, sei lá. – Ele riu novamente.
- Não vou surtar. – saiu da sala. – Mas ainda to bolada com você, .
- Eu sei. – se aproximou. – Me deixa explicar, pelo menos?
- Claro, ué. – se encostou na parede.
- Eu e as meninas só fizemos isso pra ver se você e o Harry aprendem a conviver sem discutir. Você não deve pensar nisso, mas essas brigas de vocês afetam todo mundo.
- Tá, tá. Eu já me conformei que vou ter que fazer essa merda com o Judd mesmo. Mas olha, eu sou muito legal e vou te deixar com o Jake. – Tom revirou os olhos. – Mas coloquei a gênio da com o Dougie e não estou nem aí, ela merece.
riu e abraçou a amiga. – Você é foda.
- Novidade. – revirou os olhos, rindo.

- Acho que ela já está de boa. – disse, vendo e andarem de braços dados.
- Ela é toda bipolar. – Danny disse e concordou, rindo.
- Vocês são umas vacas, né. – disse já se sentando. – Mas tá, já falaram com ele? – Ela disse, como se Harry não estivesse na mesa.
- Eu tô aqui, .
- Eu tô te vendo, Judd.
- Não. – Dougie disse. – E quem tem que contar é eu, droga. – Se virou para Harry e o mesmo o encarava com uma sobrancelha levantada. – Então, você vai arrumar o mapa do baile com a .
- O quê?! – Harry se exaltou, e revirou os olhos.
- É, aceita que é mais fácil. – disse, ignorando as risadas das meninas. – Experiência própria.
- Puta merda, foi você quem fez isso, não foi?
- Claro que não! Já sou obrigada a conviver com você por causa desse palerma do Tom! Por que faria isso comigo mesma?
- Calem a boca, caralho! – se exaltou. – Eu quem tive a ideia, e foi exatamente por isso. Vocês tão me deixando maluca com essas brigas idiotas, tá na hora de aprenderem a conviver de boa.
- Antes que eu mate vocês dois. – completou, e aí todos caíram na risada.
- Olha essa achando que tem moral. – Danny provocou, e lhe respondeu com um dedo do meio.
- Tão engraçadinho esse Jones.
- Bom, Harry, Agora você já sabe. – tirou o famoso caderno da formatura da mochila e começou a escrever coisas aleatórias. – Depois eu te falo quando vamos arrumar o mapa das mesas.
- E eu?
- Você, querido Thomas? – sorriu maliciosa para o primo.
- Ai vem treta... – Dougie comentou.
- Você vai arrumar o buffet. – Ela jogou o caderno na mochila.
- Mas... Pera aí. Eu tinha ficado com essa parte.
- Você e o Jake. – já ria.
- É. – O sorriso de só aumentou. – E o Tom!
Os risinhos da mesa logo se transformaram em gargalhadas altas.
- Há! Vai fazer com o Jake! – Danny zoou.
- Enfim! Tô indo, gente. Bora, !
- Ridícula. – resmungou, mas acabou indo. Ia almoçar na casa de .
- Andaaaa!


Capítulo 4


I’m always where i need to be and i always thought i’ll end up with you eventually -
Always where i need to be - The Kooks


As duas já estavam jogadas no quarto de , cada uma com um fone de ouvido escutando sabe-se-lá-o-que e pesquisando vestidos para o baile.
- Você me paga, .
- Quê? – Ela pausou a música.
- Colocar o Tom no meio disso?!
- Ah, supera. – Ela riu e colocou a música para tocar. – Realmente achou que eu ia deixar barato? Me colocar com o Judd... Pffff.
- Achei!
- Inocente. – riu. – E relax, babe. Já avisei o Jakey-boy.
- Falando nele... É o Jake! – disse com um sorriso de orelha a orelha. Foi para a varanda e continuou procurando o vestido perfeito. ‘Não tenho um fucking par mas to aqui procurando vestido. Típico.’ Ela pensou, mas logo foi puxada de volta para a realidade por uma que entrava no quarto praticamente voando.
- Que pressa é essa, doida?
- Era o Jake. – Ela ainda tinha o mesmo sorriso no rosto.
- Oh, really? revirou os olhos. – E aí?
- Nada demais. Ele me chamou pra começarmos a ver as coisas do buffet lá na casa dele agora.
- Vishi. – sorriu maliciosa e, como sempre, a amiga corou. – Mas e o Tommy?
- Parece que eles já se falaram. – As duas fizeram uma careta.
- Bizarro.
- Né? – A menina deu um beijo na cabeça da amiga. – Vou indo!
- Divirta-se e não faça nada que eu não faria!
- Pode deixar! – piscou. – Depois a gente conversa, Mrs Judd!
- VAI LOGO!

Tom Fletcher

Logo depois de comer na casa do Jones, cheguei em casa e me joguei na cama. Como se meu humor não estivesse fodido o suficiente, eu ainda tinha que aguentar as músicas da numa altura absurda soando pela casa e pra completar a notícia que ia fazer as coisas com o trouxa do Jake só me irritava mais.
Não aguentei ouvir a voz da boyband que a escutava e acabei colocando meus fones. Nem vi quando consegui dormir, mas reparei quando a minha prima insana entrou no meu quarto.
- TOM!
Levei um susto com o grito nada agudo dela, e logo já estava pensando em milhares de formas de tortura. Cocei meus olhos e reparei que ela me olhava com uma cara meio irritada.
- O quê?!
- A foi arrumar as coisas do baile no Jake! Porque você não foi?
- Quê?
- O Jake disse que vocês combinaram que eles iam começar a fazer as coisas, mas não sabia que você não ia pra ficar dormindo! – Ela jogou uma almofada. Onde ela conseguiu isso?
- Eu nem falei com ele!
- Não? – Ela fez o costumeiro bico que fazia sempre que pensava, mas logo ele se transformou num sorriso malicioso digno de . – Aaaaaah, tá.
- O que?

- Nada, nada. – Ela riu e saiu do quarto. Só pude escutar o ‘Jake safadinho’ antes dela fechar a porta.
Me deitei de novo na cama e fitei o teto. O que ela queria dizer com isso... AH! Não! Finalmente entendi e uma raiva estranha surgiu em mim. Ele queria ficar sozinho com ela! E eles já tinham se beijado!
Senti um gosto estranho na boca. Eu estava... com ciúmes? Do Jake? É, estava. E agora ele tinha a melhor oportunidade para fazer coisas com a .
Isso só me irritou mais. Me irritou tanto que me levantei num pulo e foi a minha vez de entrar batendo a porta no quarto da .
- EI! – Ela gritou, mas eu ignorei, como sempre.
- Me passa o endereço do Jake.
- Pra quê?
- Só passa, .
- Eita! Tá nervosinho? – Ela riu e eu revirei os olhos. – Vai fazer o que lá?
- Ajudar no buffet, né. – Disse a primeira coisa que veio na minha cabeça. – Não quero você nem a jogando na minha cara que eu não fiz nada.
- Ai, que orgulho desse meu primo trabalhador. – Ela riu e eu bufei. – Te mandei por mensagem, chato.
- Valeu.
Saí do quarto ao som da risada de . Eu realmente não entendo essa mulher.
Eu não estava entendendo nada, na verdade. Não sabia porque eu estava fazendo isso, ou porque isso me irritou tanto... Mas eu sabia que não ia deixar Jake ter essa chance.

Narrador

‘Parece que hoje vai ser um daqueles dias’, pensou fitando o celular sem bateria. Na correria pra sair de casa, esqueceu o carregador e por pouco não esqueceu o endereço da casa de Jake, que era onde estava no momento.
Se sentia nervosa, mas mesmo assim tocou a campainha da casa e segundos depois Jake apareceu na porta, sorrindo e dizendo um ‘! ’. Usava uma regata branca e uma bermuda jeans, e o cabelo molhado dizia que saíra do banho há pouco tempo.
- Oi, Jake. – disse, vermelha. – Tem certeza que arrumar as coisas hoje não vai te atrapalhar?
- Relaxa, Loris. – Ele sorriu. – Meus pais não estão em casa, e não existe nada mais legal do que passar a tarde toda com você. – Respondeu, galanteador.
- Ok então. – Ri. – Onde vamos trabalhar?
Jake ia responder mas um toque no celular o impediu. - No meu quarto, pode ser? – Ele disse enquanto olhava o celular. Resmungou algo baixo e o guardou no bolso.
- Pode.
Subiram as escadas e ela não perdeu a oportunidade de fitar o corpo dele. Só foi pousar o olhar na bermuda dele que a cara tarada de surgiu em sua cabeça, e não teve como não rir. - O que foi? – Ele perguntou e sussurrou um ‘nada’. Do jeito que era, ela poderia até tirar uma foto só para mandar para o grupo. ‘Completamente maluca’, pensou e sorriu.
Chegaram ao quarto dele e ela não se surpreendeu ao ver uma bagunça levemente organizada. Jake se sentou na cama e sorriu um convite para ela se sentar do seu lado.
- O que temos que fazer? – Ele perguntou.
- Resolver as coisas sobre o Buffet do baile.
- Só?
- ‘Só’? – Repeti e ele riu. – Isso é muita coisa. Temos que decidir a comida e sair procurando um buffet que não fique muito caro e...
Ela ia dar mais alguns motivos, mas ao invés de palavras saírem da sua boca, foram os lábios de Jake que chegaram primeiro. Ele a deu um selinho demorado, e só foi se afastar que um leve sorriso surgiu nos lábios da garota.
- Desculpa, não pensei em nenhum jeito melhor pra te fazer parar de falar. – Ele confessou, e corou.
- Totalmente desculpado. – Ela riu, sem jeito, e Jake logo a puxou para outro beijo.
O beijo que começou gentil e devagar, logo se tornou quente e os dois ficaram com a respiração ofegante. As mãos do garoto passeavam inquietas pelas costas de que se arrepiava com o toque firme. Então, o garoto a impulsionou para trás sem parar o beijo, fazendo-a deitar sobre a cama e ficar sobre ela enquanto passava a mão por suas coxas. começara a tremer levemente e hesitava o toque do garoto que se pressionava com força contra seu pescoço dando beijos e mordidas.
- Hã... Jake - ela disse, baixo, e o garoto não respondeu - Jake, jake! - ela disse com tom de voz normal, dando tapinhas no ombro dele até que a respondesse.
- Oi, linda - ela a encarou com seu olhar "naughty" que a fez corar
- Acho melhor a gente parar. - ela disse, tímida, se sentando na cama e ajeitando sua roupa.
- Ei, ei, ei, relaxa babe. - ele disse, acariciando seu rosto - Não vou fazer nada que você não queira.. Ou não goste - ele mordeu seu lábio inferior e a puxou para um outro beijo dessa vez mais violento, logo deitando-a na cama e colocando seus braços para cima, distribuindo beijos por todo seu pescoço e rosto enquanto acariciava sua barriga por dentro da blusa da garota.

- Jakey... – falou manhosa enquanto recebia beijos no seu pescoço. – É melhor a gente fazer alguma coisa se não a nos matar.
- Mas... – Ele resmungou, e tirou uma risada da menina.
- Anda, vamos. – Ela ajeitou o cabelo e suspirou. – Começa a pesquisar aí alguns buffets enquanto eu já ligo pra os que eu tenho.
- Ok, ok.
Começaram a ‘trabalhar’ e não conseguia tirar o sorriso do rosto, e Jake não era diferente. Estava um clima leve e Jake até colocara o álbum do Bom Jovi para tocar – o mesmo que ele sabia que era o favorito dela. Até que a campainha tocou. ficou tensa instantaneamente.
- Quem é?
- Nem ideia. – Jake resmungou. – Já volto.
Desceu as escadas e, levemente irritado, abriu a porta. Seu humor só piorou ao ver Thomas parado na frente de sua casa com um sorriso sagaz no rosto.
- Demorei?
- O que você tá fazendo aqui?
- Vim resolver as coisas do buffet, ué.
- Mas eu não te chamei pra vir aqui...
- Jake? Quem... – apareceu no alto da escada. – Tom?
- E aí, ? – Ele acenou, rindo. – Consegui vir ajudar vocês.
- Ué, mas...
- Eu falei que não sabia se dava pra vir, mas resolvi o problema que eu tinha e aqui estou.
- Ah. – deu de ombros, levemente irritada. – Então vem logo, temos muita coisa pra fazer.

Danny Jones estava exatamente como sempre: Jogado no sofá do seu quarto enquanto jogava algo no seu XboX. acabara de mandar uma mensagem dizendo que ia aparecer na sua casa para começar a ‘resolver a parada do baile’, e ele não tinha ideia do que era. Provavelmente só mais alguma ideia de .
Estava na terceira partida de Call Of Duty quando ouviu sua mãe gritar que havia chegado. Não deu nem um minuto e a garota já estava jogado do seu lado e tomando o controle de suas mãos.
- Minha vez.
- Há, você é horrível em COD.
- Cala a boca. – Ela riu.
- Mas ou, que parada a gente tem que fazer?
- Temos que achar um DJ pro baile.
- Mas e o McFLY?
- Pra tocar quando vocês não estiverem tocando, né Jones?
- Ah. – Ele riu. – Eu conheço um bom.
- Bom bom ou bom bom?
- Quê?
- Ele é bom mesmo?
- É. Vou ligar pra ele. – Danny disse já digitando o número no seu celular.
- Então resolvemos?
- Yep!
- Fácil assim?
- Yep!
- Porra, vim aqui pra nada então? – pausou o jogo e bufou.
- Aparentemente. – Danny riu. – Se quiser ficar, os meninos combinaram de ir ao cinema mais tarde.
- Nah. – deu um pulo. – Tenho treino.
- Desde quando você voltou a treinar?
- Vou ver se hoje eu volto, na verdade. – se levantou. – Cansei de ficar parada.
- Ok, até amanhã então. E cuidado.
sorriu e saiu, deixando um Danny pensativo. O único motivo que fez se afastar do tênis foi o fato de que seu treinador dava em cima dela. A menina não reclamava, afinal, o tal Treinador Gabe era o mais bonito daquele lugar... Mas isso foi antes que seus pais percebessem como o treinador a tratava diferente. Não deu outra, foi obrigada a se afastar de lá.
O problema foi tão grande que os pais de quase processaram a escola onde ela treinava, mas de algum jeito a menina conseguiu os impedir – saindo de lá.
Danny suspirou. Nunca foi com a cara daquele cara, e ainda mais graças a todo esse problema que deu em volta da menina. Só esperava que ela fosse procurar outro lugar para treinar.

************

estava deitada na cama e ainda procurava algum vestido para usar no baile, e era só pensar nele que sua cabeça começava a latejar. Esperava que pelo menos a metade das coisas estivesse prontas, e o que antes faltava um mês agora estava apenas a 3 semanas. Estremeceu. Precisava acabar o ano com chave de ouro.
Largou o celular em algum lugar qualquer e foi fazer algo para comer. Terminou de fazer dois queijos quentes quando , que já tinha a chave, entrou de uma vez em casa.
- Acha que tá aonde?
- Na minha casa. – E roubou um queijo quente. – Já resolveu com o Judd quando vai fazer as coisas? - Amanhã. – resmungou. – Queria humor pra isso.
- Eu queria muitas coisas. – Ela riu.
- Oi?
- Sei lá, reparou como os meninos estão diferentes?
- Hm, não?
- Ai , cê é muito desligada. – riu. – É que tipo, há uns dias atrás eles ainda pareciam os mesmos idiotas que roubavam nossas pollys.
- Eles ainda são idiotas.
- Mas agora o Danny, por exemplo, tá tão responsável. Fui lá na casa dele resolver o DJ...
- Resolveu? Amém!
- Enfim, e aí ele achou um rapidinho e deu tudo certo. E até disse ‘cuidado’ quando mencionei que ia voltar a treinar.
- Você vai?
- Talvez. – Ela suspirou. – Na verdade só queria sair da casa dele. Tinha algo estranho.
- O quê?
- Se eu soubesse, não teria saído de lá.
- Isso é bizarro. – riu. – Enfim, melhor acabar com isso logo.
- Isso o que?
- Vou mandar uma mensagem pro Judd pra gente começar isso hoje. – Elas iam indo pro quarto de . – Deseje-me sorte.
- Não. – riu. – Cadê o Tom?
- Há! Na casa do Jake com a fazendo as coisas do Buffet.
- Nããããããão?
- Sim. – soltou uma gargalhada. – Tá lá empatando a foda alheia.
- Que coisa. – ainda ria.
– Ah, manu... - falou com voz manhosa e já previa que ela pediria alguma coisa – Já que vocês resolveram o DJ e tal, vocês poderiam fazer o vídeo de formatura, neah?
- Tá de sacanagem?
- Pleeeeeease. Pela nossa amizade. – pediu com bico
- Aff. – revirou os olhos e a amiga sorriu, vitoriosa. – Mas não vai se animando não. Vou falar com o Danny e a gente vai só selecionar as fotos e você pede para outra pessoa fazer vídeo, porque dá muito trabalho.
- Tá bom, chata. - sentiu seu celular vibrar- Pronto, às 7 vou arrumar as coisas com o Judd. Bom que esse tormento já acaba rápido.
- Boa sorte, fia. E já vou indo, também, são 6:30. Vai preparar as coisas!
- Obrigada, coisa. E relaxa, tenho tudo sob controle.

-

- Mal posso acreditar que terminamos isso. – estava radiante. Acabara de desligar o telefone e o buffet do baile já estava totalmente combinado. Tom e Jake digitavam a lista de comidas para mandar pro email e ela ria internamente ao ver os dois tentando trabalhar juntos.
- Só falta os doces, . – Tom disse, formal demais. A menina relevou, sem paciência de fazer o mesmo discurso que fazia quando seus amigos a chamavam pelo nome todo.
- Deixa que essa parte eu faço. – Ela riu. – Quero ver com as meninas, vou colocar cada uma delas pra escolher um.
- Então pronto? – Tom já se levantava pronto para ir embora.
- Claro. – também se levantou. – Me dá carona, Fletcher?

- Tá. – Ele murmurou um ’tchau’ para Jake e já foi indo até a porta.
- Você podia ficar mais, sabia? – Jake nem esperou Tom sair do quarto e já foi abraçando pela cintura e mexendo no cabelo dela.
- Não, Jake. Eu ainda tenho que fazer os deveres e já são quase sete horas. Melhor eu já ir.
- Mas..
- LORIS, TO SAINDO.
- Mas nada. Até amanhã, ok? – o deu um beijo rápido e desceu.
- Não acredito que você beijou ele. – Tom resmungou, já a caminho da casa de .
- Olha aqui Thomas, eu já sei o que você acha dele e você já sabe o que eu acho sobre isso. Acho que não tem mais nada a ser dito, certo?
- Tá. – Tom ligou o som. O resto do caminho foi em completo silêncio.

Chegando em casa, Tom ia entrando e deu de cara com .
- Hey, stranger. – ela disse
- E aí – Thomas respondeu sem nenhum humor
- uuuuh, alguém está bravinho.
Tom nem respondeu, limitando-se a fingir que procurava algo na geladeira enquanto o observava no vão da porta.
- Não era para você estar lá em cima com a ou algo do tipo? - Tom falou, claramente irritado com a presença da garota que rolou os olhos
- Você já foi mais gentil, sabia? Enfim... Ela está se arrumando, porque combinou agora com o Harry de irem adiantar logo as paradas para o baile que eles ficaram responsáveis de organizar.
- Mas eu e os dudes combinamos de ir ao cinema.
- Gays. Pois é, parece que o Harry não vai mais, né...
- Quer ir no lugar dele?
- Eu, vocês e os guys? Not really. – fez cara de nojinho e Tom riu pelo nariz – Só se eu chamar as meninas também. – ela disse e Thomas deu de ombros. – Vou mandar mensagem.

estava tentando se distrair com o episódio de Ink Master que passava na tv até que a porta foi aberta do nada. Um Tom, claramente de mal humor, bateu a porta e resmungou ‘O Judd tá te esperando lá fora’. suspirou, pegou seu quadro e seu caderno e entrou em no carro do rapaz.
- E ai. – ele disse como quem não se importasse
- Vamos logo para a escola porque eu quero voltar para casa e dormir. – já disse enquanto fechava a porta.
- Nossa, essa noite vai ser longa.

Os dois estavam sentados na mesa redonda encarando a pilha de materiais que tinham à frente. estava com sua típica posição "desleixada", com seus braços enfiados no bolso do casaco e Harry apoiava sua cabeça no braço com cara de desinteressado. bufou:
- Urgh, já que não tem jeito mesmo, vamos começar logo isso né.
O menino pareceu acordar de um sono de 3 horas.
- Achei que o gato tinha comido a sua língua.
- Não sou tão indefesa assim. Você deveria saber.
- Precisa de mais para chegar perto da sua boca né? – Ele sorriu maroto.
“Wait, What???? Ele disse o que eu acho que ele disse?
"Precisa de mais para chegar perto da sua boca né". E esse sorriso... Aaargh, mino esquisito.” Ela pensou.


Já ele… “Eu acabei de dizer o que eu acho que eu disse? "Precisa de mais para chegar perto da sua boca né". Boa, Judd. Mas até acho que ela ficou meio desconcertada. desconcertada é uma cena rara, geralmente é ela quem sempre tem aquelas frases que parecem já estar prontas para serem atiradas a mim. Talvez eu deva tentar deixá-la assim mais vezes…”

***

Narrador

Como combinado, estavam todos os 6 no cinema às 20:30. Depois de uma discussão de mais de 20 minutos sobre qual filme assistir, finalmente chegaram a um consenso.
- Dougiee, vem comigo comprar pipoca please? – pediu com bico.
- Claro, babe. – O menino fez uma cara sugestiva, de brincadeira, e passou a mão na cintura da garota. Os dois saíram rindo. - "Claro, babe". – Danny imitou, debilmente.
- Ei, mais respeito com o Poynter – Tom deu um murro no braço direito do amigo.
- Outch!
- Que gracinha! Os dois com ciuminhos! – Sassá se apoiou em Tom e Danny.
- Ah olha quem fala. Se eu fosse você, ficava de olho, viu? Tá perdendo seu macho... E tá perdendo pra sua amiga safada ainda! – Danny estava irritado. – Outch! – o garoto reclamou ao levar outro murro, dessa vez de , no braço esquerdo.
- Essas meninas são desnaturadas assim mesmo, dude. O truque é ignorar. – Tom deu de ombros.
saiu à frente, levemente irritada, andando mais rápido e alcançando e Dougie.
- Hey, guys. Acho que vou querer pipoca também. – Ela disse, desanimada.
- Pipoca e chocolate para espantar essa tristeza aí né, gata? – Poynter a abraçou pela cintura também. – Mas não precisa ficar triste, tem Dougie para tooodo mundo. - Ele beijou as duas na bochecha e as garotas riram. - Caramba, esse Poynter que é safado! – Sassá comentou.
- Hmm, quem está com ciúmes agora, hã? – Danny arqueou as sobrancelhas e a garota já preparou outro murro - Não, não, não! No braço, não!
- Vira homem, Jones! - riu - E outra até parece que eu sinto essas coisas. Além do mais, isso tudo aí – Ela apontou para Dougie. – é só o Poynter tentando disfarçar sua óbvia homossexualidade. – todos riram.
Sassá andava ao lado de Tom que passava o braço ao redor do pescoço da garota que, de repente, o deu um tapa.
- Wtf?! – Ele perguntou, confuso.
- Então quer dizer que eu sou desnaturada, Thomas?!
- Ah, Sassá, não enche. Você sabe que você e suas amiguinhas só andam comigo e os guys para tentarem se aproveitar da fama da nossa banda. – Ele disse e a garota riu alto. – Tá rindo do que, doente?
- Me poupe, Fletcher! Vocês podem ser muito bons músicos e tal. Mas, tirando as piranhas assanhadas lá da escola, que fama que vocês tem? – Ela riu alto mais uma vez e Tom a olhou com a maior cara de bunda do mundo.
- Whatever. Então vocês estão querendo se aproveitar da fama que um dia ainda vamos ter. – Ele retrucou e fez um "joinha" com o dedo. – E enquanto isso não acontece, ficam nos trocando por outros caras.
- Tom, eu não acredi... – Sassá foi interrompida.
- Sassá! – a chamou. – Vem cá ver esse pôster!
- To indo, . Sei muito bem o porquê você está chateadinho, mas depois, a gente conversa. – A garota balançou o amigo pelo queixo que tentou fugir de sua mão.

******
Harry Judd

- Mas, então, você já pensou em alguma coisa? – Harry perguntou.
- Uuh, na verdade, eu pensei em várias maneiras, só que não sei como integrar todo mundo... – O menino pareceu confuso enquanto tentava se explicar. - É que, na verdade, não sei se é melhor misturar a galera ou colocar os "grupos já formados", sacou?
- Ah sim. – Harry assentiu com a cabeça. – Acho que seria legal misturar um pouco, tipo colocar você, as meninas e a Izzy e companhia. – Ele disse sério e apenas o encarava com uma cara descrente. – É sério! O que você acha? – Ele segurava o riso e a garota permaneceu calada. - Não vai falar?
- Estou esperando você ler minha mente. – Ela respondeu ríspida e Harry a olhou atentamente e colocou dois dedos na lateral de sua testa, imitando o professor Xavier. logo entendeu e desatou a rir mesmo contra sua vontade. – Aai ai, Ok, Ok. Essa foi boa. – Harry riu de lado. – Mas você continua sendo idiota.
- Ok, Fletcher. Então monta logo esse mapa aí pra eu poder ir pra casa e dormir.
- Por acaso eu amarrei você na cadeira?
- Huh. – Ele riu, irônico. – Você acha mesmo que dá conta de fazer tudo isso sozinha?! Se esqueceu da quantidade de pessoas?
- Eu sei que funciono bem melhor longe de você!
- Então minha presença te afeta? – Ele voltava com aquele tom de voz ambíguo que, ao mesmo tempo que parecia vazio, também podia estar cheio de significado.
- O quê? Hã ... não, claro que não, Judd! – sacudiu a cabeça. – Só vamos terminar logo isso pra você parar de gracinha.
- Você gosta.
apenas o encarou por alguns segundos, tentando retrucar aquela mesma expressão ambígua que ele dava à ela, e voltou a olhar os papéis cheios de nome. Com a franja escondendo seu rosto, sorriu satisfeita consigo mesma. Depois de uma hora e meia trabalhando sério, eles conseguiram fazer o mapa para metade dos convidados, o que era grande coisa.

- Chega, mulher. Eu preciso de combustível. – Harry resmungou.
- What? – perguntou desentendida.
- COMBUSTÍVEL! Café, comida, açúcar... COMBUSTÍVEL!
- Tá, tá, tá, tá. Vai logo que eu te espero aqui enquanto descanso também.
- Ah ta e você acha que eu vou te deixar sozinha aqui? Correndo o risco de você estragar todo o MEU trabalho de uma hora e meia?? – Ele colocou a mão na cintura e falou em tom mandão.
- Ai, Judd, se você não fosse tão Judd, eu até poderia rir das suas piadinhas.
- Você ri por dentro que eu sei, Fletcher. Agora anda logo, vamo colocar alguma coisa pra dentro e depois a gente volta pra EU terminar o trabalho, porque né...
virou de costas para pegar sua bolsa e permitiu-se rir consigo mesma. Eles saíram da sala e Harry deixou cair a chave do carro, num movimento automático os dois abaixaram-se ao mesmo tempo e bateram a cabeça. Começaram a rir.
- Nossa, você é cabeça dura em todos os sentidos mesmo, huh? – disse.
- Ha-ha se você não fosse tão Fletcher, eu até poderia rir das suas piadinhas.
- Nossa! Você simplesmente ADORA me parafrasear, né?! Nunca vi.
- Ah cala a boca e vem logo que to com fome! – Ele lhe deu às costas ao mesmo tempo que recebeu um tapa. – Ô agressiva, não vai trancar a porta, não?!
- Ela tranca sozinha. A chave é só para destrancar, ô esperto.
Harry rolou os olhos e abriu seu carro.
- Você acha mesmo que eu vou entrar no seu carro? – perguntou, incrédula.
- Para de encher o saco, Fletcher. Entra logo!
- Eu prezo minha vida, sr. carteira comprada.
- Eu prezo meus ouvidos, sra. ‘não deixo ninguém escutar a música porque canto gritando!’ E canta mal ainda.
- Ai, cala a boca Judd. – A garota falou e saiu andando em direção ao seu carro, quando sentiu Harry a arrastar pelos braços. – Para, seu mongol. Tá me machucando! Harry, me solta! Agora! – Ele já abria a porta do carona e a jogava lá dentro, travando a porta.
- Você reclama demais.
- Você é um idiota
- É, eu sei. E, btw, adoro quando você me chama de Harry. - Ele disse e a encarou, esperando alguma reação.
- É bom você me levar para um lugar com comida muuito boa, Harry Judd. - Ela riu de lado e ligou o som, aumentando o volume reconhecendo os acordes de Radio Gaga. – Se não, você me paga. – Ele entrou no carro.
- Ah, é? – Ele levantou a sobrancelha com o mesmo sorriso ambíguo. – E como vou te pagar?
- Só dirige, Judd. Só dirige.

********
Dougie Poynter
- E aí, já sabe quem vai chamar para o baile? - me perguntou.
- Eu tenho muitas pretendentes, né. – Ela riu. – Daí fica difícil escolher.
- Imagino... – ainda ria. – Mas alguma dessas pretendentes deve te chamar mais a atenção. – Ela disse com olhar sugestivo.
- , se você quer que eu te chame para o baile, é só pedir. Não precisa ficar jogando indiretas. – A abracei pelo ombro.
- Ha ha, muito engraçado, Poynter. Porém, já tenho alguém em vista. – deu língua.
- Hmmm e posso saber quem é?
- Quando eu souber quem é a sua acompanhante, eu te conto quem é o meu. – Ela me deu um beijo na bochecha. – E não se esquece que eu tenho que aprovar! – Sorri para ela.
- E o resto das meninas já escolheram os acompanhantes? – Perguntei.
- Vou direto ao ponto, porque eu sei bem o motivo da sua pergunta: ninguém chamou a Sassá ainda. – deu sua risada escandalosa.
- Até parece que perguntei por isso, .
- Te conheço, né Poynter. Não precisa disfarçar, mas se eu fosse você, não demoraria para chamar ela.
- E tá me dizendo isso por quê? Ela tem alguém em vista por acaso? – Minha voz sai um pouco sobressaltada.
- Não, mas você sabe como ela é. não tá nem aí para essas coisas de baile e tal, então o primeiro cara que chamar, ela deve aceitar. – deu de ombros.
- Ok, , agora chega de papo e vai logo comprar um chocolate pra mim. – Ela riu e logo me deu um belisco na barriga.

Harry Judd

Paramos na Starbucks mais próxima e esperava na mesa enquanto eu fazia nosso pedido. Ela queria fazer o próprio pedido, claro, alegando que fazer-lhe um favor era desnecessário. Típico.
Mas aí disse que ia cuspir no Baunilha Frapuccino dela e que ainda ia pegar um pedaço de seu Muffin de blueberry, só aí ela ficou de boa.
Esperei as duas pessoas que estavam a minha frente na fila e fiz nosso pedido, recebendo-o rapidamente. Quando voltei para a mesa, vi encostada na parede cochilando. Ela parecia tão... serena e calma. Diferente daquela explosiva a que estava acostumado. Não que eu não adorasse vê-la toda nervosinha haha, mas foi como se o momento da "clareira" na escola estivesse se repetindo. Ela não podia fugir de mim nem me bloquear se quisesse, pois estava dormindo. Então eu só a observei por um tempo.
Ok, agora chega.
- Boooom dia, flor do dia! – Joguei a bandeja na mesa fazendo barulho e acordando-a. – Como você tá? Dormiu bem? – Forcei um sorriso falso e a cara dela foi impagável.
- Cara, qual o seu problema? – Ela me lançou seu olhar mortal. – Espera, não responde essa pergunta. São tantos que eu nem tenho paciência para ouvir.
- Você tava sonhando.
Ela me encarou por alguns segundos e mudou de assunto. Típico.
- Bem, aparentemente você não comeu meu muffin, só espero que não tenha cuspido no meu frapuccino.
- Nunca saberás. – Fiz cara de mistério e ela me deu um tapa no braço, derrubando meu cookie na bandeja. – Outch!
Ela abriu um sorriso de repente.
- O que foi, ?
- Você com seu chocolate quente e seu cookie com gotas de chocolate. – Ela riu baixo. – Certas coisas nunca mudam...
Ok, desde que me entendo por gente curto pra caralho esse cookie e esse chocolate quente.
Nossos olhares se encontraram, nostálgicos.
- Pena que outras mudam... – Eu respondi.
Depois disso, ela não disse mais nada. Boa, Harry! Você sabe mesmo como deixar uma mulher sem fala. E não é no bom sentido. Terminamos nosso lanche/café/break da quase madrugada e voltamos para a escola.
havia cochilado mais uma vez.
- Eei. – Chamei-a bem de leve, baixinho. Ela não acordou. – ? – Encostei no seu braço levemente e ela abriu os olhos bem devagar.
- Só mais 5 minutinhos. – Ela pediu com bico. Como eu queria ter uma câmera para gravar aquele momento e espalhar para o mundo.
- , acho melhor a gente continuar nosso trabalho outro dia. Vamos, eu te deixo em casa. – E foi só dizer isso que parece que a mulher acordou do nada.
- Que me deixar em casa, Judd! Eu to bem, oxi.
- Você não tá se aguentando em pé, mulher.
- Shiiiiu! Tá parecendo o Tom, sai pra lá. Só vou pegar o material lá dentro e já volto. Cuida aí das paradas.
Bufei.
Passaram-se 5 minutos e nada. Esperei mais 1 minuto. E nada.
- Deve ter dormido lá dentro, só pode!
Deixei as coisas dentro do carro, tranquei e fui ver o que estava acontecendo.

Tom Fletcher
- Tá tudo bem contigo, cara? Você tá todo quieto aí, sem falar nenhuma asneira. To te estranhando... - cutuquei Danny com o cotovelo
- Aah, dude, to preocupado. A foi lá em casa hoje mais cedo pra gente fazer as paradas do baile e aí quando ela estava indo embora, me disse que ia voltar a treinar.
- E o que tem demais nisso? - perguntei, confuso
- Dude, você não lembra que o treinador dava super em cima dela?? - Danny falou com muita indignação
- É mesmo!
- Pois é, aí falei para tomar cuidado e tals, mas você conhece... Ela é teimosa demais e, com certeza, vai insistir em voltar a treinar com esse babaca.
- Ele já foi campeão mundial, né? - perguntei e Danny me fuzilou com os olhos - Relaxa, dude. Mas deve ser exatamente por isso que a quer continuar treinando com ele e não por esses motivos que você tá se preocupando. Eles não vão se envolver.
- Na verdade, o que mais me preocupa é ele. Por mais que a saiba se cuidar, tenho medo dele tentar algo à força com ela. - Danny apertava os dedos com raiva - Gosto nem de pensar.
- Relaxa, dude. Vai dar tudo certo! - dei um soquinho no ombro do Jones - E nem sabemos com certeza se ela vai voltar a treinar mesmo. Duvido que os pais dela deixem. Você lembra da confusão enorme que deu da última vez.
- É, vamos ter que esperar pra ver né.
- Mas sério, não se preocupa. Ela sabe que, qualquer coisa que aconteça, o principe-lerdo-encantado vai aparecer pra salvá-la do perigo.
- Que principe?
Tom revirou os olhos.
- Você, idiota!

Louise
Querendo me deixar em casa. Pfff, agora eu vi. Como se eu tivesse 15 anos de idade ainda, fala sério né.
Saí do carro do Judd e fui pegar as coisas lá dentro. Desanimei quando vi aquela pilha de papel toda desarrumada pela mesa. E lá fui eu arrumar.
Enquanto empilhava novamente os papéis, achei uns "rascunhos". Rascunhos = Harry Judd brincando de desenhar enquanto eu trabalhava, com certeza. Rolei os olhos, mas logo fui identificando certas coisas no desenho. Dois bonequinhos de palitinho mesmo, um menino e uma menina. A menina tinha raios,' @, #, & e !' em cima de sua cabeça. E o menino apenas um '?'. Não pude deixar de achar cômico e ri comigo mesma. Logo na outra folha, várias anotações aleatórias. Bem aleatórias, diga-se de passagem. Um hábito que eu também tenho. "Now that seven years have gone and I've grown up but she's moved on and somehow I'm still holding on to her!" era o que estava escrito em um dos papéis. Numa outra folha, a menina aparecia sozinha e com nada acima de sua cabeça apenas mais uma anotação (com uma letra bem arcaica, diga-se de passagem): "I wish she knew I still wait up wondering if she will remember me".
Ok. Definitivamente, Harold Judd é o garoto mais bipolar, estranho, misterioso e idiota que já conheci na minha vida. Não importa quem mais eu conhecer.
Finalmente, empilhei todos os papéis e fui me virar para ir em direção à porta. Quando virei dou de cara com quem? Yay! Isso mesmo! Meu amigo, Harold. Oh! A ironia. E pra completar ainda me assustei e deixei cair a merda dos papéis.
- Opa, deixa que eu te ajudo. – Ele disse e veio ao meu encontro rapidamente.
- HARRY! Não! A PORTA!
O único som que se seguiu após esse fato, foi o da porta batendo.
É, acho que eu estava presa com Harry Judd.



Continua...



Nota da autora: (08/04/2016) Sem nota.


comments powered by Disqus




Qualquer erro nessa atualização são apenas meus, portanto para avisos e reclamações somente no e-mail.
Para saber quando essa linda fic vai atualizar, acompanhe aqui.



TODOS OS DIREITOS RESERVADOS AO SITE FANFIC OBSESSION.