Finalizada em: 01/07/2017




Capítulo Único



- Você precisa decidir. – decretou de uma vez ao se afastar do capo do carro, onde estava escorado junto com que o apoiou imediatamente. cruzou os braços, sério, enquanto colocava as mãos nos bolsos.
- Decidir? – ela perguntou, não conseguindo esconder aquela pequena dose de humor em sua voz. – Entre os dois? – ergueu uma sobrancelha como se a ideia fosse absurda e viu estreitar os olhos para sua atitude. acabou rindo. – Vocês, definitivamente, não aprenderam nada. – falou simplesmente, usando as mãos para abrir espaço entre eles a fim de passar pelos dois.


Alguns Dias Antes

Ela soube que não estava na própria cama assim que os primeiros sinais de consciência lhe atingiram. Não abriu os olhos de imediato, mas sorriu satisfeita quando lembrou de alguns flashes da noite passada, virando-se confortavelmente na cama mesmo que não tivesse qualquer intenção de passar muito mais tempo ali. Sentia os lençóis macios deslizarem em seu corpo nu, mas não se incomodou nenhum pouco com isso. Não era exatamente uma novidade. Tinha sido, no geral, uma boa noite e abriu os olhos finalmente, encarando o homem adormecido ao seu lado na cama. Era muito bonito, mas ela sempre soube escolher muito bem. Corpo definido, algumas tatuagens no braço esquerdo e ela se lembrava, mesmo não estando totalmente sóbria noite passada, que ele era muito bom de cama.
Decidindo que já estava mais do que na hora, levantou-se. Haviam lhe pedido para passar no estúdio pela manhã. Odiava ter que trabalhar os sábados, mas não deixou que isso lhe impedisse de sair para uma noite com as amigas. Nada lhe impedia de sair na verdade. Gostava de ser livre, fazer o que queria quando queria e não se importou em ser cuidadosa ao levantar simplesmente porque não se importava se o homem ao seu lado acordaria ou não. Ir embora depois de uma boa transa sempre era a melhor parte.
caçou suas roupas pelo cômodo. Achou seu sutiã preso em um abajur e o vestido sobre uma poltrona e realmente se surpreendeu por ter encontrado a maior parte das peças no mesmo cômodo, aquilo raramente acontecia. Vestiu ambas as peças e após jogar os cabeços para trás para tentar arrumá-los no lugar, voltou a olhar ao redor. Seus sapatos. Podia até deixar a calcinha para trás, mas as botas over knee, jamais. As encontrou jogadas em um canto e foi até lá. Não estava nenhum pouco disposta a vesti-las novamente, mas não se importava em sair descalça. Tentou mais uma vez encontrar a última peça faltante, mas ao bater o olhar no despertador ao lado da cama decidiu que não tinha tempo para isso. Sequer sabia onde havia deixado o carro.
Seguiu até a porta e só então encontrou a parte de baixo de sua lingerie, sobre a mesa ao lado da porta e a pescou dali, ouvindo o homem resmungar na cama logo atrás dela.
- Você pode ficar, se quiser. – falou em meio a um resmungo, sonolento. Sua voz rouca devido ao sono e ela sorriu ligeiramente, talvez até mesmo um pouco convencida depois do convite. Tinha um fraco por vozes sonolentas e se voltou para ele, dando uma última conferida no ótimo material.
- Eu acho que não. – respondeu, virando-se para a porta mais uma vez. Não vacilou ao abri-la.
- Espera, eu vou te ver de novo? – Perguntou e ela parou onde estava, quase rindo pela pergunta. Céus, qual era o problema deles? Por que ela nunca conseguia encontrar um cara que ficasse feliz em vê-la tão disposta a ir embora?
se voltou mais uma vez para ele, a última, e sorriu sugestivamente.
- Não. – Respondeu, só então lembrando-se da calcinha ainda em mãos. Não pretendia se abaixar para colocar a peça de qualquer forma então a jogou para ele. – De lembrança. – finalizou, piscando antes de se por para fora, fechando a porta atrás de si.
saiu do prédio se sentindo perfeitamente bem. Ela podia negar e até fingir que não era nada demais, mas adorava viver daquele jeito. Pulando entre camas desconhecidas, transando em lugares completamente inapropriados. Gostava de saber que podia fazer aquilo, que não devia satisfações a ninguém.
Pediu um táxi para a balada da noite anterior, imaginando que tinha deixado seu carro por lá. Era o que estava acostumada a fazer quando acabava na casa de alguém depois de uma festa.
Como o esperado, encontrou seu carro ali e entrou satisfeita no veículo, deixando suas botas e a bolsa do lado do passageiro. Girou a chave na ignição e assim que ouviu o som do motor, ligou o rádio, sentindo-se em um ótimo humor ao dar partida.
Ainda estava dentro de seu horário depois de passar em casa para se trocar e acabou, como sempre, na cafeteria perto da emissora onde trabalhava. Teria terminado ali de qualquer forma, mesmo atrasada, pelo simples fato de não viver sem cafeína, especialmente aquela e entrou no estabelecimento satisfeita em poder se deliciar com o cheiro forte de café que o local emanava.
Um café forte, aliás, seria uma ótima pedida para lidar com a ressaca da noite anterior, mesmo sabendo que ela poderia ser bem pior se houvesse passado a noite inteira bebendo ao em vez de ir para a cama com um desconhecido.
Ela nem sabia seu nome e ele havia sido duplamente útil.
Olhando no relógio de pulso para confirmar se tinha realmente tempo para isso, sentou-se junto ao balcão, sorrindo educada para o atendente logo adiante. Imediatamente, o rapaz veio em sua direção, com enormes olhos azuis realmente impressionantes e um sorriso cafajeste no rosto.
- Posso anotar seu pedido? –Perguntou, com um sotaque britânico sensacional apesar de estarem América e ela não pode deixar de notar o quão cruel era aquilo. Incríveis olhos claros, sorriso de lado e sotaque britânico. O pecado perfeito, mas ela evitava dormir com todo e qualquer cara que pudesse ver novamente para evitar que se tornassem um problema. Já bastava os dois que ela já tinha por não ter inventado essa regra antes.
e , os dois únicos caras que ela havia se dado ao luxo de repetir. Ambos eram bons demais no que faziam para serem ignorados, mas não era como se ela se visse tentada em largar a vida que levava por qualquer um deles. Jamais.
Fez seu pedido, o mesmo de sempre, e observou enquanto o rapaz dava as costas para prepará-lo, tentando não reparar demais em seu porte físico ou em qualquer outra coisa. Gostava demais daquela cafeteria e não estava disposta a deixá-la de lado para evitá-lo. Não valia a pena.
- Você é daqui? –Ele perguntou, a chamando de volta de seus devaneios e só então ela se deu conta de que estava fazendo exatamente o que havia dito a si mesma, mentalmente, que não faria. Voltou a sorrir quando ele a encarou, mas era muito mais por ter pego sua mente tentando enganá-la do que por qualquer outra coisa, especialmente por sua pergunta. Uma adaptação de "você vem sempre aqui?", sério? Não conseguiu evitar a expressão de deboche e ele acabou rindo por isso. - Seu sotaque. Não foi uma cantada. - se justificou. – A menos que você queira que seja.
precisou morder o lábio para conter um sorriso sugestivo e o rapaz atrás do balcão riu baixo por isso, dando as costas para pegar seu pedido. Ela, definitivamente, tinha que aprender a se controlar.
- Não sou. –respondeu por fim, passando os dedos pela borda de seu copo distraidamente ao ignorar a insinuação feita por ele, antes que se metesse em uma enrascada. - Nem você, certo? - o encarou em seguida.
Era só uma pergunta inocente. Só isso.
- Inglês. –Ele respondeu, como se ela já não soubesse e se aproximou do balcão onde ela estava, sob o olhar atendo da mulher em cada um de seus passos enquanto ele se inclinava no balcão ao seu lado de forma quase inofensiva. Exceto que, bom, não era. Nenhum pouco. Seu sorriso deixava bem claro.
E ela nem estava fazendo nada. Muito pelo contrário, estava se esforçando para não fazer.
- Você não tem outros clientes para atender, não? – Provocou, mas seu tom era muito mais de divertimento do que de qualquer outra coisa e só depois de falar é que se deu conta. Se a intenção era expulsá-lo dali ela provavelmente não tinha feito um bom trabalho e teve certeza disso quando seu sorriso aumentou.
- Têm outros funcionários também. – Ele respondeu e ela se limitou em concordar com a cabeça, mordendo o lábio inferior mais uma vez.
Aquilo não ia dar certo, ela já podia ver. Estava, outra vez, se metendo numa enrascada, mas honestamente, não era boa em dizer não e nem gostava de dizer. Se divertia muito com a outra palavra. Ela e o sim eram bons amigos.
Bom, se ele, pelo menos, não fosse tão bonito seria mais fácil, mas o garoto tinha tudo no lugar, tudo do jeito que ela gostava.
- Quer... - o que quer que ele fosse perguntar, no entanto, por sorte ou azar, se perdeu quando outro cliente se colocou entre os dois, chamando a atenção do rapaz que foi obrigado a dar as costas para atendê-lo.
, que observava de longe, viu aquilo como a deixa perfeita e se aproximou, passando a mão pelos ombros da garota, fazendo com que ela virasse de frente para ele, piscando surpresa quando seus olhares se encontraram.
- . –murmurou ela.
- E aí? – Ele respondeu, num cumprimento casual, como se não houvesse notado que ela flertava com outro cara. Ou não ligasse. Na verdade, ligava, mas não tinham nada oficialmente. Ele sabia que era o único que ela repetia, mas ainda assim, tinha consciência que não tinham nada. Que ela beijava e transava com outros caras quando queria, por mais desconfortável que fosse pensar naquilo. – Se divertindo? –Ele perguntou, irônico, perto do ouvindo da garota quando a abraçoue ela o encarou com uma sobrancelha erguida, como se perguntasse o que exatamente ele tinha a ver com aquilo. Não que a intenção tivesse, de fato, sido flertar com o atendente, mas ela definitivamente não era inocente ao ponto de não se dar conta do caminho que estavam seguindo. Mas, claro ainda não tinha nada com isso e por esse motivo lhe encarou com um certo desafio, o fazendo sorrir ao soltá-la.
Um ótimo sorriso, ela não podia negar. Tinha um fraco por aquele sorriso e pela covinha em sua bochecha quando o fazia. era um pedaço e tanto de mal caminho. Ele e , alias. Era fácil saber porque repetia os dois quando estava na presença de um deles.
- Sabe como é, faço o que posso. - ela respondeu por fim, brincando com seu copo enquanto sentava ao seu lado, fazendo o pedido para outro atendente. Era uma atitude simples, cotidiana, mas ela não pode deixar de estranhar depois de duas ligações dele no dia anterior.
Agora iam tomar café da manhã juntos? Desde quando faziam isso?
E se quer tomava café, ela sabia disso. Tampouco frequentava aquela cafeteria. Ela frequentava, todos os dias. Era a primeira vez que o via lá.
- Eu não estou te perseguindo. E eu sei que é nisso que está pensando. – falou ele, respondendo a um questionamento que ela não havia de fato verbalizado.
- A única coisa na qual eu estou pensando é em como eu gosto daqui. – ela respondeu, sem encará-lo, acompanhando com o olhar, em seguida, o atendente quando este passou por ela. – E em como a vista hoje está ótima. – provocou, sorrindo para o homem quando ele olhou em sua direção.
rolou os olhos, se ocupando de tomar o café que pedira ao em vez de responder, pelo menos inicialmente. Toda a ideia de se envolver com fora dele, portanto ele não podia reclamar de nada, especialmente quando ela era tão transparente em relação a ficar com outros caras. O fazia e pronto, gostando ou não.
Maldita garota da maquiagem, bonita demais para passar despercebida.
- Sei lá, o café aqui e meio fraco. - deu de ombros por fim e voltou a lhe encarar, arqueando novamente as sobrancelhas perfeitas em sua direção. - O atendimento também. - ele acrescentou, mesmo que no fundo soubesse que não devia. Meio que fora mais forte que ele.
achava que tinha tudo sob controle, que talvez fosse sim possível convencê-la a ter algo sério com ele, já que era o único que repetia - pelo menos em sua cabeça -, porém toda vez que estavam juntos num lugar público ela puxava seu tapete de algum jeito e não provocar, mesmo de maneira tão ineficiente, se tornava impossível pra ele.
- Jura? O atendimento parece ótimo pra mim. Melhor agora. - se fez de desentendida, decidindo que isso era melhor do que perguntar qual era o problema dele. O principal motivo para evitar relacionamentos era o drama afinal, não ia criar drama sem ter um relacionamento. Soava bem desnecessário.
abriu a boca para respondê-la, mas antes que o fizesse, o toque estridente do celular de passou a soar e ela ergueu uma das mãos em um pedido silencioso de que ele esperasse. Claro, não podia estar mais satisfeita com o timing do aparelho, mas não comentou sobre por motivos óbvios, limitando-se em buscar o aparelho na bolsa.
Quando viu o nome de na tela, no entanto, quase riu da ironia. Não que estivesse satisfeita com ela. Parecia mais um castigo. Nenhum deles, aparentemente sabia lidar com transas casuais.
Pelo menos ela duvidava que estivessem ligando para ela as nove da manhã para transar. Não que ela não preferisse.
Sem pensar duas vezes, recusou a ligação, voltando-se para em seguida só para tirar a dúvida, fingindo não notar o claro interesse dele no identificador de chamada.
- Por que me ligou? – Perguntou, vendo franzir o cenho, confuso. – Hoje de manhã, . O que queria? - explicou e ele tomou mais um gole de café antes de respondê-la, como se não fosse nada demais mesmo que, na verdade, fosse.
Antes que ele pudesse responder, no entanto, o celular tocou novamente e não conseguiu evitar que visse o nome na tela dessa vez.
Era .
o conhecia por terem amigos em comum, porém nunca havia se dado exatamente bem com ele. Pensavam diferente sobre a maioria das coisas e nunca tiveram nenhuma vontade de fazer qualquer esforço para ter uma amizade. lembrava de ter escutado falar na noite anterior, quando estavam com alguns amigos num barzinho, sobre a garota que estava ficando. Algo que até fizera lembrar de no momento, mas ele não pensou muito a respeito, afinal, quais eram as chances de se interessar por dois caras tão completamente diferentes quanto ele e ?
Não que fosse difícil de agradar a garota, mas aquele era outro detalhe no qual preferia não pensar muito.
- Pelo mesmo motivo que a pessoa que você não está atendendo, aposto. – Respondeu por fim, jogando verde apenas para tentar tirar aquela pulguinha incomoda de trás da orelha.
- Ser inconveniente, definitivamente, é a cara dos dois. – Ela sorriu, cínica, e o atendente com quem ela flertava pouco antes segurou uma risadinha que não pode deixar de notar, olhando feio para o rapaz.- Viu, ele concorda. – continuou, mas o rapaz ergueu os braços em sinal de rendição sob o olhar de , não que ele estivesse intimidado. O sorriso que ele não fazia qualquer questão de esconder era um claro sinal de deboche. – Sabe, eu definitivamente estou começando a gostar dos atendentes desse lugar. – completou, tomando mais um gole de sua bebida quando a tela de seu celular piscou em sua mesa. Era uma mensagem de Chloe, mas levando-se em consideração que ela trabalhava com , bom, ela já imaginava o assunto.
- Estou gostando cada vez menos. - retrucou e rolou os olhos, mas não disse nada, tomando mais um gole de sua bebida. mordeu o lábio enquanto lhe observava, tentando decidir se devia ou não perguntar mais alguma coisa. Não deixaria feliz, mas a ideia de ficar com a mesma garota que era tão incomoda quanto, honestamente. – Então, como é o nome desse garoto? Eu acho que o conheço.
olhou para ele de canto de olho, mas revirou os olhos no instante seguinte, desacreditada, antes de se levantar. Não se lembrava de tê-lo pedido em namoro, menos ainda de ter aceitado um pedido e não conseguia ver como aquela conversa podia ser relevante de qualquer forma.
- Aonde você vai? - ele perguntou, virando-se na cadeira para acompanhá-la sem levantar.
Pelo menos o bom senso de não segui-la ele ainda tinha.
- Não te devo satisfações, . - ela retrucou, erguendo uma das mãos para acenar por sobre a cabeça enquanto se afastava e pegou o celular para ver a mensagem da amiga em seguida, apenas para constatar que estava certa.
Chloe a chamava para almoçar perto do estúdio onde trabalhava, o mesmo que dividia com o e ela soube, tinha dedo dele na história.
Ela não tinha idéia do que havia feito para deixar os dois tão caídos, mas aceitou mesmo assim, perdendo o resto da manhã com Chloe enquanto decidiam uma forma de colocar pelo menos em seu lugar.

◌◌◌

Quando deu o horário que marcou com Chloe para almoçar, exatamente como ela esperava, não encontrou a amiga esperando por ela no restaurante, mas aquilo já era parte dos planos.
Rolando os olhos, como se realmente esperasse ver Chloe ali e não , a garota seguiu até a mesa onde ele estava, no fundo do estabelecimento. Pelo menos ainda era discreto.
- Nossa, Chloe, como você está diferente. Não era assim que me lembrava. –Ironizou ao puxar uma cadeira para se sentar na mesa com , que, ironicamente, era o perfeito oposto de . Toda vez que pensava naquilo, em como fora parar naquele jogo com os dois, se pegava pensando em como não tinham nada em comum. Nem mesmo a beleza dos dois garotos era sequer um pouco semelhante.
Enquanto tinha aquela beleza clichê e inegável, os olhos claros e as covinhas de um bebê, tinha uma beleza mais rústica, de certo modo. Os traços mais agressivos, porém incríveis. Como de um modelo também. Não era se admirar que ela repetisse a dose com os dois, afinal, qualquer garota que tivesse a chance de ficar com qualquer um deles ia querer de novo. bem sabia quão bom cada um era, afinal de contas.
- Diferente, mas com certeza melhor. Sou muito mais bonito. – Falou convencido, mas também não era como se ele esperasse uma resposta diferente dele. tinha aquela confiança invejável, mas não era como se ele não pudesse esbanjar de confiança sendo como era. E ele sabia muito bem disso. Também sabia que ela gostava, por isso o fazia. – Você não atendia minhas ligações, então precisei usar Chloe ao meu favor.
- E não passou pela sua cabeça que eu não atendi porque simplesmente não quis atender? - perguntou em desafio, juntando as mãos umas nas outras ao apoiar-se na mesa. – Muito cedo para sexo, não acha?
- Ainda bem que eu só te chamei pra almoçar. – Ele respondeu com humor e ela suspirou, demonstrando seu tédio com aquela conversa.
- Preferia que fosse sexo. - deu de ombros, odiando encontrar a única coisa que, aparentemente, e tinham em comum. Nenhum dos dois estavam contentes em tê-la somente por algumas noites.
- Sexo ainda não alimenta. – Ele respondeu, inabalável.
rolou os olhos.
- Não é responsabilidade sua me alimentar. –Retrucou, mordendo o lábio para não acrescentar que ele não era seu namorado, afinal de contas. Ele sabia muito bem daquilo, ou, pelo menos, devia saber. E aqueles não eram os planos para o almoço, de qualquer forma. – Acho que só vou deixar porque não posso reclamar do seu trabalho no que é mesmo sua responsabilidade. – Arqueou as sobrancelhas de maneira sugestiva para o garoto, lhe encarando por meio minuto, no máximo, antes de desviar o olhar para o cardápio, se concentrando em escolher o que ia comer. Ela tinha perfeitas condições de pagar o próprio almoço, mas já que queria fazer aquilo, talvez escolhesse o prato mais caro só para ele se arrepender e parar de importuná-la tentando transformá-los num casal quando ela não tinha o menor interesse.
- Muito bom saber que eu ainda consigo agradar de alguma forma, milady. – Caçoou com certa ironia e ela deu de ombros, como se não fosse nada.
- Pra alguma coisa tinha que servir. –Respondeu sem erguer o olhar do cardápio, mas o fez quando ele não disse mais nada, o encontrando com os olhos presos nela e um sorrisinho debochado no rosto. Céus, aquele sorriso deveria ser pecado, mas quando ela abaixou o cardápio para prestar atenção nele, fingiu ser muito mais indiferente ao sorriso do que era de fato.
- Eu sirvo bem demais pra essa, compensa todo o resto. –Provocou.
precisou conter o riso para a insinuação.
era mesmo muito fácil.
Ele queria almoçar com ela e fingir ser um casal, mas bastava duas frases e ele já estava baixando as calças para ela. Realmente divertido.
- Tinha que ter um jeito de compensar, não tinha? –Provocou e ele assentiu, fingindo não perceber o sarcasmo em sua voz mesmo que fosse quase palpável.
mordeu o lábio, arqueando as sobrancelhas de maneira sugestiva, como se perguntasse por que eles ainda estavam fingindo que planejavam fazer qualquer coisa que não sexo, mesmo que para qualquer outra pessoa aquela não fosse a melhor hora para isso. Não era mesmo, mas ela tinha um plano.
- Por que é que a gente não pula esse almoço e vamos para o meu carro de uma vez? –Ela perguntou, direta, mas negou com a cabeça ao invés disso, como se não quisesse exatamente o que ela.
ergueu uma sobrancelha em sua direção, mas fingindo não notar, abriu o cardápio.
- Tem algumas coisas ótimas aqui, já sabe o que vai pedir? - perguntou, mas não se dando por satisfeita, tudo o que ela fez foi levantar de onde estava e confuso, ele ergueu o olhar para encará-la, assistindo enquanto ela se aproximava dele de forma propositalmente lenta para sentar ao seu lado no sofá.
- Eu posso começar sozinha se você quiser. – Falou ao se virar para ele, deixando um beijo singelo em seu pescoço enquanto uma de suas mãos subia pelas pernas dele vagarosamente, rumando para seu membro que, de repente, ela se viu ansiosa para tocar. Não que ela, fosse perder a oportunidade de brincar com a comida antes.
- Isso é tudo no que você pensa? – fez graça, como se não soubesse que mais um pouco daquilo seria o suficiente para deixá-lo completamente duro por ela. Ele sabia muito bem, mas não queria dar o gostinho a ela, especialmente quando sabia que era o que ela pensava também. E não fora para isso que ele lhe chamou para almoçar, afinal de contas. – As pessoas podem ver você. –Comentou enquanto ela tamborilava os dedos por entre suas pernas, parando no meio do caminho ao em vez de subir de imediato. não ligava de verdade se vissem e os dois sabiam muito bem disso, assim como sabia que ele só estava resistindo porque fantasiou algo diferente para aquele almoço, mas, ela sabia mais ainda, ele não ia resistir por muito tempo. estava ciente de como tratar seus brinquedinhos, cada um deles.
- Como se esse tipo de coisa impedisse você. –Ela retrucou baixinho, perto de seu ouvido, se aproveitando, em seguida, da proximidade para mordiscar de leve o lóbulo. – Ou a mim. –Acrescentou, roçando as coxas uma na outra e desviou o olhar para a região, sem que pudesse evitar, a fazendo rir ao notar a atitude. – Preferia ter aceitado o convite para o carro, ? – Perguntou convencida, finalmente chegando até seu membro, sobre a calça, mas apenas pausou a mão ali, evitando qualquer toque mais intenso na região apenas para provocá-lo e não podia ter dado mais certo. Ficou satisfeita quando ele desceu o olhar para a região, mordendo seu lábio inferior. – Tarde demais, querido. Vai ter que se contentar com o que podemos fazer em público. –Sussurrou, finalmente massageando seu membro sob as calças e ele suspirou por isso, deixando-a satisfeita com a atitude.
era completamente louca por fazer aquilo tão completamente em público, porém não só estava ciente disso desde o inicio, como também gostava. E como gostava.
Sabia que cada pequena demonstração de prazer da parte dele seria como descobrir uma mina de ouro para a garota e mordeu o lábio, tentando se conter exatamente por isso. Não que se importasse em agradá-la, obviamente aquele não era um problema, porém se ia entrar no joguinho de provocação dela, devia ao menos entrar do jeito certo, ou seja, provocando também.
Já sentia o volume entre as pernas crescendo demais nas mãos dela, que o massageava lentamente, quase com preguiça, porém de alguma forma, ainda assim, conseguia manter a precisão dos movimentos boa demais para que aquilo fosse fácil para ele. Não que isso não fosse a intenção da garota. sabia muito bem que a intenção de nunca era facilitar algo para alguém, a não ser, é claro, que esse alguém fosse ela mesma.
De qualquer forma, ele manteve os dentes afundando os lábios, se esforçando para não se deixar emitir qualquer som enquanto, em contrapartida, não conseguia parar de desejar que ela lhe tocasse de verdade, que entrasse a mão em sua cueca e lhe tocasse sem a intromissão de qualquer pano entre eles, tão bem como ele sabia que ela fazia.
- Vamos fazer assim... – Ela começou dizendo, sussurrando a fala próxima demais de seu ouvido enquanto usava a mão livre para brincar com a gola de sua camisa. – Eu faço exatamente o que você quiser aqui, mas vai ter que pedir. E com jeitinho. – Provocou, roçando o nariz em seu pescoço antes de morder seu maxilar. Sabia que o local era público demais para aquele tipo de carícia também, mas seria divertido ver alguém se aproximar para chamar atenção enquanto masturbava . Decidiu que gostava da ideia, poderia até por em prática, mas precisava estar dentro de sua calça para isso e não o faria enquanto não pedisse. – Quer me dizer alguma coisa, ? – perguntou, massageando suas bolas antes de percorrer a mão por toda extensão de seu membro. Podia negar o quanto quisesse, mas estava sim ansiosa para tocá-lo por baixo das roupas, sentir o membro ereto dele em suas mãos e o simples pensamento lhe deixou molhada, mas podia resolver aquilo mais tarde. A diversão do momento era , tentando inutilmente se fazer de forte como se pudesse enganá-la.
- Eu estou ótimo. - respondeu simplesmente, fazendo-a sorrir sem esperar nada diferente dele.
- Tem certeza, ? - ela perguntou, a voz suave em seu ouvido. - Eu podia invadir suas calças, te masturbar de verdade, te fazer gozar na minha mão... –Falou, sentindo sua própria intimidade esquentar a cada palavra. – Tem certeza que prefere assim? É tão sem graça... Claro, se estivéssemos no carro eu poderia te colocar inteiro na boca, mas você não tem feito boas escolhas hoje.
- Porra, ... – ele soltou, sem que pudesse mais se conter, não com a voz dela falando aquele tipo de coisa em seu ouvido e exatamente como o esperado, ela sorriu vitoriosa, mas ele nem tinha certeza de que se importava, estava duro demais para pensar em outra coisa, especialmente com a voz dela tão clara lhe fazendo imaginar todo o tipo de coisa.
- O quê? – Ela perguntou, fingindo desentendimento. - Quer me pedir alguma coisa?
- Eu quero sua mão no meu pau. – falou de uma vez, a conhecia bem o suficiente para saber que ela não lhe daria o que queria se ele não fosse totalmente claro com o pedido.
Aquilo soou ainda melhor do que a garota esperava, sentindo o corpo inteirinho quente, a região entre as pernas em especial parecendo prestes a entrar em combustão e, rindo como se ele houvesse contado uma piada simplesmente muito engraçada, segurou a nuca do garoto para lhe roubar um selinho, a inocência do ato contradizendo completamente o que sentia e pensava quando abriu a calça de , envolvendo seu membro na mão sem nenhum pano no caminho. O sentiu quente e duro demais e quase repensou seus planos para o almoço, sabendo de coisas muito mais prazerosas que podia encontrar para fazer com uma ereção como aquela só para ela.
Mas foi só um quase.
- Finalmente uma boa escolha. – Sorriu, como se estivesse muito orgulhosa do garoto, que rolou os olhos enquanto se esforçava o máximo para não gemer, mesmo que a ideia parecesse no mínimo ridícula enquanto ela o envolvia nas mãos e lentamente o levava ao delírio, como era ótima em fazer. Ninguém tirava do sério como e ela precisava admitir que até gostava daquilo, que, mesmo não tendo o menor interesse em avançar de qualquer forma o relacionamento que tinham, gostava e gostava muito de saber que era a melhor em levá-lo ao delírio, assim como na de . Estaria no topo da lista dos dois garotos se fizessem uma e gostava daquilo, de poder se gabar por isso. Gostava quase tanto quanto gostava da expressão excitada deles, de naquele momento, contendo os gemidos com uma determinação invejável. Mas ninguém vencia em seu próprio jogo e, em resposta as tentativas, ela apenas diminuiu o ritmo de seus movimentos, deslizando de maneira lenta e, no mínimo, torturante a mão pelo membro do garoto, pensando em tudo que poderiam estar fazendo se ele soubesse lidar com os limites daquela relação.
Ah, , tanto a aprender...
- Porra, . –Ele xingou mais uma vez, sem se importar em ser repetitivo e deixou que sua cabeça caísse para trás no encosto. Não era exatamente uma posição favorável para se manter em um restaurante e provavelmente chamaria atenção por isso, mas sinceramente, não conseguia pensar muito bem para se dar conta daquilo. Não conseguia pensar em muita coisa além da mão dela sobre ele. – ... – Pediu, lhe encarando com certa súplica que não podia deixá-la mais satisfeita.
O sorriso vitorioso que lançou a fez com que ele tivesse a certeza de ter criado um monstro, mas desde que ela continuasse, estava tudo bem para ele.
, então, voltou a acelerar os movimentos, espiando o que fazia discretamente embora ele soubesse, o gesto era feito todo e completamente para provocá-lo, mesmo que ela conseguisse aquilo com maestria o suficiente sem isso.
O caso é que se havia alguém que gostava de provocar, esse alguém era e por isso seus jogos sexuais com davam certo. Por isso ela gostava de abrir as pernas para ele, porque era sempre incrível gozar depois de desejar tanto a sensação e ele a fazia desejar aquilo como ninguém. Os dois eram aquilo afinal e era no mínimo triste que estivesse tentando mudar uma relação tão boa para .
Pensar naquilo fez com que ela se lembrasse de seu plano, que, honestamente, já havia esquecido sentido o membro tão duro do garoto em suas mãos, vendo-o tão deliciosamente excitado e mordeu o lábio.
Tinha uma lição para ensinar a , mas por um instante, precisava confessar, se sentiu mal por ele. Especialmente quando o homem gemeu baixinho sem que pudesse se conter, fechando os olhos sem se importar com o lugar onde estavam. Era divertido na verdade, ela observou. Ver a reação dele em um lugar onde ele claramente precisava se controlar. Era melhor ainda saber que a culpa era totalmente dela, que ela fazia aquilo, mas como a ótima vadia que era, bom, sorriu travessa quando o sentiu prestes a derreter em sua mão.
desacelerou os movimentos e urrou, frustrado, enquanto ela se inclinava em sua direção, brincando com a mão livre em sua camisa.
- Você acha mesmo que vai ser assim tão fácil? –Perguntou, mordendo o lábio inferior enquanto descia o olhar para seu membro, totalmente ereto para ela e suspirou por não poder se sentar ali.
- ... - ele falou, em tom de aviso. Genuinamente preocupado agora, é claro, mas isso só a divertiu mais. Agora ele já sabia o que o esperava e ela riu por isso.
- Almoço, encontros ao meio dia... Isso não vai rolar, amor. –Ironizou, embora soubesse que, com os movimentos torturantemente lentos que mantinha, o rapaz não conseguiria prestar totalmente atenção em suas palavras. Como prova, mais uma vez, gemeu, jogando a cabeça para trás novamente, por um instante, antes de voltar a erguê-la.
- Você não vai fazer isso. –Falou, mas soube que estava perdido quando ela apenas sorriu, como se tivesse aceitado a frase como um desafio.
- Vai ter que continuar sozinho. Veja isso como... a minha frustração por ter me ligando para um almoço romântico. –Respondeu, piscando para ele antes de finalmente se afastar, pegando sua bolsa para sair dali.
- . – a chamou, mas ela deu de ombros, acenando antes de se afastar totalmente satisfeita com o resultado obtido. Preferia terminar aquilo no carro dele, obviamente, mas não pôde ficar mais feliz deixá-lo totalmente duro para trás.

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Por mais satisfeita que estivesse com o joguinho feito com mais cedo, não pôde evitar passar a tarde inteira excitada e molhada pensando em tudo que poderiam ter feito. Sabia que bom de cama ele era, definitivamente, mas apensar da tentação, não aceitou nenhuma das dezenas de ligações dele para ela, ou as de . Se nenhum deles sabia se portar direito na relação que não tinham, ela os ensinaria isso, o problema era que nunca foi boa naquilo, em se conter.
Jogada em sua cama de braços abertos, a garota até pensou em assistir algum pornô, mas decidiu que aquilo era, no mínimo, triste. E ridículo também quando tinha não um, mas dois caras totalmente irresistíveis atrás dela. Só não sabia para qual ligar.
Os dois mereciam mais uns dias de gelo, então naquilo estavam empatados. ela havia deixado na mão e, sinceramente, não via a hora que ele planejasse vingá-la. Ela já podia imaginar muitas formas divertidas de fazer aquilo e mordeu o lábio inferior ainda mais excitada decidindo que, talvez, fosse um momento inoportuno para tanta provocação. Ela já estava excitada demais sem isso e, além do mais, estava há mais tempo sem . Um dia, na verdade, mas ainda assim mais tempo. Pensou nas mãos dele sob seu corpo, firmes. Ele sempre sabia onde tocá-la e como tocá-la, mas isso não a ajudou a decidir. Os dois eram bons demais.
Com uma ideia, no mínimo, divertida em mente, ela se levantou, sorrindo travessa enquanto seguia até seu armário, despindo-se no caminho. Ela já usava um pijama, mas com certeza tinha algo muito mais sexy do que o que vestia e escolheu sua melhor lingerie para trocá-la pela que usava, vestindo uma cinta liga em seguida. Decidindo que gostava do resultado ao se olhar no espelho, seguiu para sua caixa de maquiagem e tirou de lá um batom vermelho, usando-o para marcar os lábios.
Quando terminou, voltou para a cama, deitando-se nela novamente e tirou uma foto do busto para cima, mostrando a parte de cima da lingerie e os lábios coloridos de vermelho. Na foto, não olhava para a câmera, olhava para o outro lado e mordia gentilmente o dedo indicador. Gostando do resultado, ela escreveu: “Interessado?” antes de selecionar e para o envio.
Esperou por alguns segundos, ansiosa. O que tivesse melhor performance pelo aplicativo seria convidado a conhecer a sua casa e foi o primeiro a responder, embora ela esperasse uma certa relutância de sua parte após os acontecimentos da tarde.
O rapaz lhe enviou uma foto da região entre suas pernas, sobre o tecido do jeans escuro que ele vestia. Estava sem camisa, podia notar pois a foto mostrava um pedacinho do seu quadril, junto com a tatuagens estampada ali e ela mordeu o lábio inferior. A calça estava um pouco abaixo da cintura, deixando a mostra uma pequena parte de sua boxer. Contemplando a foto recebida, quase não pode ler a legenda antes que ela se apagasse junto com a imagem: “Ele não está nada feliz com você”.
Acabou rindo por isso, mas não perdeu a chance de enviar um novo snap, agora mostrando um pouco mais de seu corpo.
“Tem certeza de que ele se importa?”, ela perguntou na legenda, mas decidiu que era pouco e continuou: “Se eu gostar da próxima foto, posso te passar meu endereço.”.
Antes que respondesse novamente, no entanto, o fez e a garota sorriu satisfeita. Agora sim a diversão ia começar. Não por exatamente, mas por ter os dois fazendo aquilo. Simultaneamente.
Um tanto quanto ansiosa, abriu a imagem, não ficando nenhum pouco decepcionada com o resultado. Novamente, mordeu o lábio inferior enquanto admirava o peito desnudo e tatuado do rapaz, deitado sobre a cama. tinha um edredom branco até a altura da cintura, a calça também baixa demais enquanto segurava a camisa para mostrar aquela parte do corpo.
E que corpo.
Desejou poder mordê-lo e trincou os dentes, admirando a foto antes que se apagasse. Pouco atenção deu a legenda. “Depende, está?”, perguntou em desafio. Apenas quando a foto se foi, pensou em como respondê-lo.
Sorrindo, decidiu dar um passo e abaixou a calcinha. Ia se livrar dela, mas parou no caminho ao ter uma ideia melhor, tirando foto com a peça em seus pés. “Se me mostrar mais, também te mostro o quanto”, provocou, enviando para que pudesse voltar a . Já havia recebido a resposta dele também.
havia tirado as calças, mantendo-se apenas com a boxer e segurou seu membro com firmeza sobre o tecido, deixando que ela deslumbrasse sua ereção. E ele estava excitado, não pôde deixar de notar e muito menos de ansiar por ele dentro de si, ou em sua boca, quem sabe. Céus, ela estava mesmo precisando daquilo e não tinha ideia de onde estava tirando autocontrole para continuar com as provocações.
Por um instante, olhando a foto, imaginou o rapaz encaixado entre suas pernas, fazendo o que faziam de melhor e desejou que ele realmente estivesse ali para que pudessem terminar o que haviam começado. Excitados, ambos já estavam. Isso era um fato.
“Assim está bom para você?”, perguntou.
Sabia que aquilo não iria saciá-la, de forma alguma.
viu uma nova notificação de chegar, mas virou-se de barriga para baixo na cama. Ainda tinha para responder e tirou uma foto que mostrasse seu corpo naquela posição, focando-se em sua bunda. Ainda tinha uma marca de dentes ali, dele e por isso decidiu que aquela seria a foto perfeita. “Assim está pra você?”, devolveu a pergunta, enviando antes de abrir a conversa com novamente, sem mudar de posição.
Assim que abriu a imagem, no entanto, sentiu o corpo esquentar. Esquentar um pouco mais, pois já estava quente como o inferno e molhada como o inferno graças a . agora mandara um vídeo onde tocava a si mesmo. Não que ela pudesse ter uma visão completa do processo. Ele havia enfiado a mão por dentro da calça, o botão e o zíper abertos enquanto a camisa já se encontrava longe de seu corpo.
Nunca pensou que se frustraria por ver se saindo bem naquele jogo, mas estava excitada demais para conseguir manter aquilo por muito tempo e amaldiçoou por não deixá-la ver seu membro. Ela queria muito ver, assistir a cena por completo. Desejou livrá-lo da calça, sentar em seu membro, mas nenhum dos dois estavam muito dispostos a colaborar, aparentemente. Não que ela não tivesse procurado por isso.“Acho que isso exemplifica muito bem”, ele escreveu e ela só pode concordar.
Não aguentando mais a si mesma, desceu a mão para o meio de suas pernas e no primeiro instante, apenas aproveitou a sensação, imaginando as mãos de sobre seu corpo, em seguida as de e acabou suspirando enquanto o celular vibrava novamente. Era , ela sabia, e colocou os dedos dentro de si, retirando-os molhados dali para tirar a foto de . Os deixou próximos a sua entrada para que ele pudesse ver as duas coisas. “Isso também”, ela respondeu, mas ao enviar, não foi ele que ela selecionou e sim , fazendo uma careta por isso. Nem ao menos havia lido o que ele escreveu e respondeu algo completamente diferente, fazendo um bico para a confusão. Não se importava de verdade que ele soubesse que ela não brincava só com ele, mas aquilo provavelmente estragaria a brincadeira já que ele não sabia brincar e ela estava realmente se divertindo em manter a conversa com os dois, disputando, sem que soubessem, pelo endereço de sua casa e uma noite com ela.
Ciente de que não havia mais nada a ser feito, apenas repetiu a foto e a frase, enviando para a pessoa certa dessa vez, , antes de finalmente abrir o que havia mandado. Mais um vídeo, tendo dele a visão completa de seu membro agora. Ele não era exatamente uma novidade, especialmente quando o tinha tocado pela tarde, mas como desejou poder repetir. Quase podia senti-lo em suas mãos, em sua boca. Ela queria tocá-lo, lamber seu corpo, lamber toda sua extensão antes de sentar sobre ele, mas infelizmente não havia muito mais o que fazer agora que o estrago já estava feito.
, dessa vez, a chamou no chat e ela suspirou. Já esperava pela atitude.
“Está trocando fotos com outra pessoa também, ?”, perguntou, mas ela não gostou de como havia soado. Enciumado. Por isso optou por não respondê-lo.
Antes que enviasse uma resposta, ela repetiu a foto que havia enviado de sua bunda para , mas optando por fazê-lo do outro lado para que a marca ali, que não fora deixada por , o inibisse. E ela sabia que o fazia. Digitou seu endereço, o chamando para uma visita, mas revirou os olhos mesmo assim.
Tinham sorte de ser tão bons de cama ou ela certamente não manteria aquilo.

◌◌◌

se afastou aos risos do balcão, bebericando seu drink colorido, enfeitado com guarda sol e canudo de espiral, é claro, enquanto seguia de volta para a mesa redonda onde suas amigas estavam, com uma garrafa de vodka inteirinha, mas tinha que ir flertar com o gostoso atrás do balcão no bar.
Ela simplesmente tinha.
- Ei, olha quem voltou! – Chloe riu, obviamente bêbada, quando a garota se aproximou. – A gente tinha certeza que não veria mais você essa noite.
- Tão cedo? – retrucou, rindo, mesmo que fosse verdade.
Àquela hora, ela normalmente já tinha decidido quem queria entre suas pernas e tinha tudo perfeitamente encaminhado para a noite ser tão prazerosa quanto merecia. Não que alguém ali tivesse muita moral para falar alguma coisa levando em conta quão bêbada Chloe já estava e, Anne, a outra amiga, beijando um desconhecido de maneira, no mínimo intima demais, bem ali, ao lado delas.
- Engraçadinha. – Chloe retrucou, virando todo seu copo de uma vez em seguida, só para estender a mão para , animada. – Vamos dançar!
riu, aceitando a mão da amiga, mesmo que fosse loucura deixar uma garrafa que custava uma pequena fortuna sob os cuidados de alguém que sequer notava alguma coisa senão a língua de outro cara em sua boca.
também não estava exatamente sóbria para pensar naquilo.
Ao chegar a pista, Chloe fez com que ela girasse e a garota riu quando se soltaram uma da outra, jogando os braços para o alto enquanto movia os quadris no ritmo da música, fechando os olhos. Ela estava perfeitamente satisfeita em ter tido uma semana de paz, longe das tentativas desesperadas, tanto de , quanto de , de torná-la sua namorada, futura mãe dos seus filhos e sabe-se lá o que mais eles pensavam. Os dois estavam desconfiados de que tinha mais alguém disputando aquele posto, mas não era como ela se importasse ou se eles tivessem chance.
Chloe logo sumiu, encontrando alguém com quem se divertir pelo resto da noite, mas não ligou ou pensou em parar.
A música mudou, mas ela apenas acompanhou o novo ritmo sem qualquer dificuldade, um espetáculo aos olhos de qualquer um que batesse os olhos na garota. O vestido justo subia um pouco a cada vez que ela rebolava, deixando as pernas estonteantes expostas, motivos para os pensamentos mais cheios de luxuria dos caras ao redor, que, no entanto, não ousavam se aproximar, ou, quando ousavam, eram logo afastados por ela. Batava apenas olhar, de relance, para saber que não serviam para a noite.
Ele precisava molhar sua calcinha de primeira se quisesse uma chance, era o que ela dizia. Exatamente como fez quando se aproximou por trás e apertou sua cintura, colando seus corpos e inspirando em seu pescoço, fazendo com que ela soltasse o ar pela boca, não precisando abrir os olhos para reconhecer o perfume. É claro que era .
Nem devia se surpreender com a facilidade que ele tinha para excitá-la, mas era no mínimo preocupante, se pensasse a respeito. Não que ela estivesse pensando, não estava e continuou a não pensar ao rebolar lentamente, de costas para ele e foi a vez de soltar o ar contra a sua pele, fazendo com que um arrepio percorresse o corpo dela, contaminando todos os seus pelos e ela mordeu o lábio, tocando a lateral de sua perna e deslizando a mão por ali enquanto rebolava.
não era exatamente fã de baladas e o único motivo de ter decidido ir naquela festa fora, justamente, saber que ela estaria lá. E ele sabia também que aquilo era péssimo, que estava muito mais caído pela garota do que devia, especialmente quando ela fazia questão o tempo todo de deixar claro que não queria nada além do que já tinham, mas esquecia de tudo aquilo quando ela rebolava daquele jeito perto dele, para ele. segurou em seguida em seus cabelos, torcendo os dedos nos fios sem deixar de mover os quadris contra seu corpo, deixando-se ficar completamente envolvida pela temperatura de seus corpos juntos, achando completamente injusto que os dois únicos caras que faziam com que ela quase entrasse em combustão com alguns toques fossem estúpidos ao ponto de querer estragar a relação que ela considerava perfeita exatamente como era.
voltou a abrir os olhos em seguida, com a mão de entrando em seu vestido enquanto ele mordiscava seu lóbulo e ela piscou, se perguntando se seu cérebro estava lhe pregando alguma peça, já que, assim que abriu os olhos, eles bateram precisamente em , do outro lado da boate, com o sorriso descarado que conhecia muito bem, direcionado a ela, esquentando ainda mais seu corpo.
E, céus, apenas pensar naquilo, apenas pensar que ele a via rebolar contra o pau de como fazia lhe deixou ainda mais excitada, molhando sua calcinha de maneira, no mínimo, desastrosa. sequer imaginava que um cenário com os dois simultaneamente fosse tão incrivelmente excitante, mas céus, se só o olhar de estava fazendo aquilo com ela em conjunto aos toques de , ela não podia evitar imaginar e, mais ainda, desejar descobrir, o que mais poderia sentir se ficasse entre quatro paredes com os dois.
decidiu então que aquilo era exatamente o que queria e sorriu, piscando para antes de virar de frente para , puxando seu rosto e moldando seus lábios, lhe beijando com urgência. Ela estava excitada e não foi preciso muito mais para que notasse aquilo, juntando de imediato seus corpos. A garota se sentiu instantaneamente mais quente, agarrando em seus cabelos e torcendo os dedos nos fios, o contato de seus corpos umedecendo o pano de sua calcinha mesmo com tão pouco.
Ela podia sentir cada parte do corpo de contra o seu e a sensação era, no mínimo, deliciosa, e, quando apertou com mais força em seus cabelos, descendo os beijos para seu pescoço, abriu os olhos novamente, mordendo fortemente o lábio inferior por reflexo, tentando conter um gemido antes de ver vindo em sua direção. Quando o fez, segurou com mais força nos cabelos de , sem conseguir parar de encarar o outro garoto.
Não era novidade que ela fosse completamente contra amarras e pertencer a uma única pessoa, mas nunca havia imaginado também que o simples pensamento de sexo a três fosse deixá-la tão pateticamente molhada e só sustentou o olhar de , desejando que ele se aproximasse de uma vez e se juntasse a festa.
não demorou muito para fazê-lo, não conseguindo acreditar que havia, realmente, ficado excitado em vê-la se esfregando a outro cara, se aproveitando do fato dela estar de costas para ele para deslizar a mão por seu corpo, segurando com firmeza sua bunda antes de empurrar seu cabelo e raspar os dentes em sua nuca devagar, sorrindo em seguida, vendo-a ficar arrepiada por sua atitude.
sentia o corpo inteiro quente quando segurou seu rosto e lhe beijou, não dando a mínima para provocando-a simultaneamente, não quando viu a expressão tão claramente excitada e deliciada dela. Ele nem ligava de dividir se era para vê-la praticamente pingando para ele.
- Vamos sair daqui. – sussurrou para a garota, mordendo seu lábio inferior ao romper o beijo e tudo que ela conseguiu fazer foi soltar o ar em resposta, gemendo baixo quando agarrou sua cintura e juntou seus corpos, beijando seu pescoço lentamente, como adorava fazer unicamente para provocá-la. Ela sabia que estava fazendo aquilo justamente por causa de , que queria ver o que ela pretendia agora, mesmo que já desconfiasse.
Ninguém, no entanto, costumava acreditar cem por cento nas loucuras de até que ela de fato fizesse e pensar naquilo fez com que a garota sorrisse, sentindo-se empolgada, além de obviamente excitada.
- Eu quero transar com você, . – sussurrou, segurando o cós de sua calça para trazê-lo para mais perto, acariciando em seguida seu pênis por cima da roupa e levando a outra mão para o meio das calças de , tocando-o no mesmo lugar. – E com ele.

◌◌◌

ignorou mais uma ligação de e antes que também a ligasse, desligou o aparelho novamente, bufando por não ter podido deixar o celular ligado durante o dia. Já esperava por aquela atitude vinda deles na verdade, mas isso não fez dela menos chata.
Aquela manhã, quando se remexeu de forma preguiçosa na cama, teve seu movimento limitado por um corpo a sua esquerda. Ela suspirou, deixando que o perfume de inundasse suas narinas.
E ela sabia que era ele antes mesmo de abrir os olhos. Os pés deles entrelaçados, o rosto dela próximo demais de seu pescoço. Mas ela também esteve muito bem ciente de deitado ali, o corpo dele tão próximo ao dela quando o de , uma de suas mãos sobre ela enquanto respirava calmamente em sua nuca, ainda tomado pelo sono e a lembrança lhe fez morder o lábio inferior.
Separados ambos eram ótimos naquilo, mas juntos haviam sido sensacionais e ela adoraria repetir, muito embora, antes mesmo de se levantar, ela já imaginasse a dor de cabeça que aquilo lhe traria.
Estava certa.
e passaram o dia lhe mandando inúmeras mensagens e nenhuma delas era divertida de se responder ou sugerir um “bis”.
Havia fugido dos dois assim que despertou. O fazendo antes que acordassem. Normalmente, não via necessidade de tomar cuidado para não ser vista, sempre gostou daquela parte na verdade, que a vissem ir, que soubessem que uma noite era tudo que teriam com ela, mas depois de dormir com os dois, já esperava que lhe pedissem alguma espécie de satisfação que ela sequer devia.
Não estava preparada psicologicamente para isso, àquela hora da manhã, tampouco agora, cansada depois de passar horas de pé em um estúdio, mas teve uma surpresa já na entrada de seu prédio, vendo e parados ali. Juntos.
Ela só não sabia se a cena era mais cômica ou deprimente, mas colocou um sorriso no rosto ao se aproximar, parando de frente para os dois.
- Você precisa decidir. – decretou de uma vez ao se afastar do capo do carro, onde estava escorando junto com que o apoiou imediatamente. cruzou os braços, sério, enquanto colocava as mãos nos bolsos.
- Decidir? – ela perguntou, não conseguindo esconder aquela pequena dose de humor em sua voz. – Entre os dois? – ergueu uma sobrancelha como se a ideia fosse absurda e viu estreitar os olhos para sua atitude. acabou rindo. – Vocês definitivamente não aprenderam nada. – falou simplesmente, usando as mãos para abrir espaço entre eles a fim de passar pelos dois.
- . – a chamou e a garota parou na porta por um instante, virando-se para os dois.
- Eu não escolho. – os lembrou. – Muito menos sou de uma pessoa só pra escolher alguém. Contentem-se com isso. – sorriu divertida, voltando a dar as costas como se aquilo fosse apenas uma brincadeira para ela. De fato, era. – Tchauzinho. – acenou antes de entrar e não pode evitar uma risada enquanto seguia para o elevador.
Ela havia feito de aquilo de novo afinal. Não sabia como, mas estava feito.



Fim.



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