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Confidence Broken






Última atualização: 24/07/2017

Capítulo 1.


- , eu não quero ir nessa festa! - a morena rolava os olhos pra insistência da amiga.
- , por favor, eu já disse, o vai estar lá e eu quero que vocês se conheçam - ela dizia com as mãos unidas uma na outra como uma súplica.
- Eu já sinto que o conheço de tanto você falar dele há dois meses seguidos! - a mais baixa falava andando direto pra cozinha sendo seguida pela amiga que continuava persistindo no pedido.
- Não é a mesma coisa, sua tola, eu quero muito que você vá, , por favor, você precisa sair um pouco também, se divertir, precisa esquecer um pouco tudo que acon… - a menina foi interrompida pelo olhar duro da outra, que dessa vez parecia suplicar para a amiga não continuar a frase - Desculpa, só quero que você vá… por favor. - ela a olhou mais uma vez suplicante enquanto a outra pensava sobre o pedido quase desesperado da morena a sua frente. soltou um suspiro pesado logo seguido de um movimento de cabeça em negação levantando um dedo em direção a .
- Se você prometer que vamos voltar antes do amanhecer, porque sei muito bem como são essas festas, e, prometer que não vai me deixar lá sozinha!
- Eu prometo, prometo tudo que você quiser! - Lauren falava enquanto abraçava e beijava a amiga na bochecha, pulando de empolgação com um sorriso largo de orelha a orelha.

(...)

- Cara, desiste logo, eu falei que não iria nessa festa do Matt e ponto final. - estava deitado na cama sem vontade alguma de levantar, como tem feito nos últimos dois meses, segurando o celular com uma mão e a outra pressionando as têmporas como se estivesse sem paciência alguma para o amigo.
- É claro que você vai, seu molenga, essa é uma das festas mais importantes dele, é sacanagem com o cara você não ir. - o garoto esperava que o amigo concordasse logo, não sabia se ia ter paciência pra sempre em ficar pedindo.
- , eu já disse não, o Matt vai entender o porquê eu não querer ir.
- , cara, desencana, já fazem dois meses, d-o-i-s meses isso, qual é você não pode ficar assim pra sempre!
- Tchau, . - o moreno desligou o celular e deixou escorregar por suas mãos, ligou a TV e tateou todos os canais, nada. Estava entediado e pensando no que arruinou sua vida há exatamente dois meses, o motivo de o deixar tão no fundo do poço como ele estava, pegou o celular de volta indo direto para as ligações recentes, não demorando muito o outro atendeu.
- Espero não me arrepender, te vejo lá às 22:00.
- Eu sabia que você ia mudar ideia, seu molenga! - sorria vitorioso do outro lado da linha, já fazia semanas que tentava tirar o amigo de dentro de casa e finalmente conseguiu.

(...)

- Deu 87, senhoritas. - o taxista falava olhando pelo retrovisor e dando de cara com um par de olhos azuis completamente contrariada.
- 87? É isso mesmo? Meu Deus que absurdo de preço! - Lauren reclamava enquanto abria sua bolsa.
- Você nos arrasta para o outro lado da cidade a essa hora e quer que seja quanto? 20? - estava com os braços cruzados olhando a amiga abrir a carteira e entregar o dinheiro para o taxista.
- Eu esperava uma viagem segura e confortável e não um assalto desses - olhou dura mais uma vez para o taxista antes de abrir a porta e sentir o frio lhe cobrir as pernas nuas. fez o mesmo logo em seguida, dando a volta no carro e parando ao lado da amiga para encarar a mansão lotada e barulhenta a sua frente.
- É realmente uma mansão linda - a mais baixa falou admirando toda a extensão da casa.
- Eu sei, o nunca me levaria pra qualquer festa ou qualquer lugarzinho - disse com um sorriso exalando orgulho.
- Precisamos conversar sobre seu ego inflado, ele está me sufocando.
- E você começou com seus comentários inconvenientes - ela rolou os olhos - vamos entrar logo, ele deve estar nos esperando.
- Eu realmente espero que esteja, isso significa menos tempo aqui.
As duas foram direto para os portões da mansão, onde entrava uma quantidade de pessoas que era impossível contar e não se perder no meio da conta, os portões de ferro eram grandes e largos, assim não ficava um congestionamento constrangedor no meio das pessoas, ao passarem por elas atravessaram um jardim e logo chegaram à porta. A casa por dentro era impecável e tinha cara de gente rica, Lauren adorou, por outro lado, se sentiu desconfortável logo de cara. Primeiro que não estava acostumada com lugares assim e segundo que não conhecia absolutamente ninguém além da amiga, que por outro lado, não fazia cara de poucos amigos assim como estava.
- ! - a morena deu um grito pelo rapaz que se questionou se não perdeu a audição de um dos ouvidos naquele momento. - te achei lindinho - dando um selinho no rapaz logo em seguida.
- Você está incrivelmente linda esta noite, mais linda do que já é - ao ouvir aquilo tinha que concordar com a amiga, ele tem lábia, mas diferente de , ela não era mais tão boba em cair em qualquer palavra bonita que um rapaz lhe disser.
- Obrigada, bobo, você está lindo também - piscou para o rapaz logo virando-se para a amiga - quase me esqueci, , essa é a , , esse é o .
- A famosa Simmons, a Lauren fala muito sobre você - ele disse logo dando um abraço na menina.
- Não mais do que fala de você, pode ter certeza - ela disse rindo e logo percebeu que ele não estava sozinho, um rapaz alto, de cabelos encaracolados e olhos verdes estava ao seu lado todo esse tempo, percebendo que as meninas notaram o amigo, logo se apressou em apresentá-los.
- Meninas, esse é o , meu fiel e melhor amigo, mais conhecido como molenga - ele deu uma risada recebendo uma virada de olho do amigo.
- fala muito de você também, , prazer, Lauren - ela disse abraçando o rapaz.
- Irei roubar a frase da sua amiga, não mais do que fala de você - ele respondeu rindo e se virando para , que os acompanhava na risada – , certo? - ela respondeu apenas concordando com a cabeça enquanto ainda ria, sendo abraçada pelo mesmo logo em seguida - vai ser fácil lembrar, o nome de vocês é quase igual mesmo.

(...)

Já se fazia duas horas desde que a festa tinha começado e já estava entediada, sentada em uma das bancadas da cozinha observava a amiga com o ficante, já que não estabeleceram um relacionamento sério ainda, aos beijos e de vez em quando umas risadas que a garota chegava a bater palmas, ou assunto estava muito engraçado ou Lauren estava bêbada demais para uma risada tão escandalosa. queria ir pra casa, mas sabia que não podia ir sozinha e deixar a amiga aqui.
- ! - ela disse um pouco alto demais por conta do barulho, a menina se virou para amiga a recebendo com um abraço.
- , você está tão linda sabia? Minha pequena gnomo rosa - dizia enquanto sorria boba, ela estava completamente chapada, Lauren sempre foi fraca para bebidas.
- Você está completamente ridícula, sabia? - ela disse rolando os olhos - só quero saber se você conhece um lugar aqui nessa casa enorme onde eu possa ficar sozinha e no silêncio.
- Deixa eu ver se eu lembro - ela disse fazendo cara de quem estava pensando em algo muito difícil - lembrei! Tem um terraço no segundo andar, é calmo e tenho certeza que ninguém vai pra lá, eu acho - disse com uma cara de idiota.
- Eu vou procurar então e não se esquece que a gente vai embora antes de amanhecer, e me avisa pra eu descer okay?
- Certo, chefa, pode ficar tranquila - disse aos risos recebendo mais um revirada de olho da amiga.
subiu as escadas enfrentando um mar de pessoas, se perguntava por que elas preferiam ficar ali atrapalhando a passagem do que nos outros lugares vagos, o primeiro andar não estava tão cheio, mas ainda assim tinha pessoas demais para ela, subiu o outro lance de escadas chegando ao segundo andar, que estava completamente sem ninguém. Depois de virar um corredor ela encontrou o terraço, o que a impressionou, a vista era direto para toda a Londres, e dava para ver até a London Eye. Ela se sentou em um dos banquinhos que tinha ali e fechou os olhos “ele adoraria essa vista” pensou.
- Alguém achou o melhor lugar dessa casa - ela se virou de súbito, assustada por achar que estava sozinha, dando de cara com um par de olhos verdes que se desviaram dos dela no mesmo segundo - o que você faz aqui sozinha ao invés de estar lá embaixo? - perguntou ainda em pé no meio do terraço.
- Não estou muito pra festas ultimamente - respondeu com um sorriso triste, virando-se para frente novamente.
- É, eu também não - o moreno disse fitando o chão, a lembrança dela vinha a sua mente nesse momento. Ela teria adorado aquela festa, pensou ele. Percebendo o minuto de silêncio que se instalou, olhou para trás para ver se o rapaz tinha ido embora, mas ao invés disso se deparou com um olhar cabisbaixo do garoto e foi a vez dele de se assustar com a voz dela de súbito.
- Você parecia tão bem para uma festa como essa a algumas horas atrás. - ela disse fazendo o menino a olhar de novo.
- Você também - ele disse no mesmo tom - se importa de dividir o terraço? Eu gosto daqui e - hesitou - não estou muito pra festas ultimamente - falou usando a frase de pela segunda vez naquela noite, ele praticamente implorava com o olhar.
- Claro que não me importo, pode ficar - ela disse afastando um pouco no banco para que ele se sentasse - se você quiser um livro com frases minhas é só pedir, não me importo de pessoas usarem minhas falas - ela disse divertida arrancando uma leve risada do rapaz.
- Vou pensar nesse assunto, prometo - ele respondeu ainda rindo - então você divide o apartamento com a ? - ela concordou com a cabeça - há quanto tempo?
- Já faz uns dois anos, nesse meio tempo eu e a Lauren acabamos nos tornando melhores amigas - ela sorriu ao lembrar do primeiro dia em que chegaram ao apartamento - e você?
- Eu moro sozinho mesmo, dividia um com o mas com o dinheiro que recebemos da gravadora, deu pra cada um ir pra o seu lado e morar na sua própria casa, o que eu acho ótimo, dividir apartamento com ele é terrível.
- Terrível como? - questionou.
- Não é legal ver seu melhor amigo andando pelado pela casa 24 horas por dia! - ele disse arrancando uma risada da garota dessa vez.
- Meu Deus, poderia me poupar dessa imagem - ela falou entre as risadas.
- Você que perguntou - ele disse levando as mãos ao alto como se estivesse se rendendo - sua amiga Lauren iria adorar.
- Não tenho dúvidas - ela falou lembrando do quanto a amiga é atirada - eles parecem se dar bem.
- Eu também acho - olhou pelo canto de olho, ela parecia mais relaxada desde a primeira vez que a viu nessa festa - o seu namorado não se importa de você vir a festas assim sem ele? - foi pega de surpresa pela pergunta.
- Oi? Namorado? - ela disse ainda surpresa.
- Sim, sabe, Lauren fala muito de você e o acaba falando pra mim tanto sobre ela como sobre você, você tem um namorado certo?
- Bom, de duas uma, ou faz um mês que você não conversa com o ou a Lauren não disse nada sobre isso - torcia para que fosse a segunda opção, não gostava da amiga falando sobre sua vida pessoal para quem ela não conhecia. a olhou confuso, sem entender nada que a menina disse, então ela continuou - bom, ele meio que… nós… eu… terminamos há um mês - ela disse olhando para suas mãos, logo percebeu que fosse o que fosse, a menina sofria só em pensar sobre o assunto, preferiu não perguntar o motivo, sabia exatamente o que ela estava sentindo, pois ele havia passado pelo mesmo há dois meses.
- Me desculpe, eu não…
- Não precisa se desculpar, você não sabia - ela sorriu triste.
- Passei pelo mesmo há uns meses, sei o quanto dói, muito bem - foi a vez dele olhar pra vista e se perder ali mesmo, mas voltou a realidade assim que ouviu a voz da menina ao seu lado.
- Se continuar parando de falar e ficar encarando o nada como você tá agora, vou achar que você sofre de algum probleminha - ela falou fazendo o moreno soltar uma risada, ela se perguntou se ele realmente tinha achado aquilo engraçado ou se foi apenas para agradá-la, sendo o que fosse, o importante é que o clima de dor no cotovelo tinha ido embora e os dois ficaram ali falando besteiras e rindo por um bom tempo até o celular da menina tocar.
- ? Você já está indo embora? - perguntou assim que atendeu.
- Então, amiga, foi exatamente sobre isso que eu liguei - ela não gostava quando Lauren vinha com a palavra “amiga” assim - digamos que eu me empolguei com o e acabei te esquecendo na festa - falou fechando os olhos e mordendo o lábio inferior e logo soltou - faz uma hora que eu saí daí.
- Como assim você me esqueceu aqui sua maluca bêbada? - gritou assim que ouviu o que a amiga disse - ! Como eu vou voltar pra casa?
- De táxi, ué! Eu prometo que te devolvo o dinheiro quando eu voltar pra casa.
- , você tem noção de quanto é um táxi daqui pra casa? Ainda mais essa hora? É uma fortuna!
- Eu já disse que te devolvo o dinheiro - falou batendo o pé – Desculpa, por favor.
- É a última vez que venho em uma festa com você, boa noite. - falando isso desligou a ligação, virando-se para que assistia a cena toda em silêncio.
- Foi muito bom conversar com você, , de verdade, mas eu tenho que ir agora, como você viu aquela louca me esqueceu aqui e eu tenho que arranjar um táxi e…
- De jeito nenhum - ela foi interrompida por ele que já estava se levantando do banquinho, assim como ela - eu te deixo em casa.
- O que? Não precisa sério, eu pego um táxi, minha casa é muito longe daqui.
- Por isso mesmo, é longe e o táxi é muito caro essa hora, não vou deixar você ir sozinha, ainda mais depois de ter me feito rir a noite toda - ele falou passando por ela - vamos!
não questionou mais, estaria economizando uma boa grana e não iria perder essa oportunidade, sabia que Lauren não iria lhe devolver.



Capítulo 02


- Bom, é aqui. - a menina disse olhando pela janela o apartamento em que morava.
- Está entregue, então - disse sorrindo.
- Obrigada pela carona, mesmo, eu vou indo, tenha uma boa - hesitou quando olhou mais uma vez pela janela e viu que já estava claro - tenha um bom dia de sono - se corrigiu rindo, a acompanhou na risada.
- Você também, , foi um prazer te conhecer.
- O prazer foi meu, enfim, até mais - ela disse abrindo a porta do carro e se colocando pra fora, fechando logo em seguida. a observou passando pelo portão e entrando na portaria, se questionando se iria mesmo vê-la novamente.
- Até. - ele respondeu pra si mesmo, assim que a menina sumiu do seu campo de visão ele ligou o carro novamente.
entrou em casa e se jogou no sofá, pela primeira vez naquele final de semana sentiu o cansaço a consumindo, precisava de um banho, precisava dormir. E foi exatamente isso que fez, o cansaço e o sono a consumiam tanto que pela primeira vez, depois de um mês, não pensou nele.
Sentiu o corpo pesado assim que virou de lado para pegar o celular. . Era o nome que aparecia na tela, não iria atender até que caísse na caixa postal, e foi isso que aconteceu.
- , eu sei que você tá brava, mas não me atender? Isso já é demais!
- Talvez ela esteja dormindo, , desencana - pôde ouvir a voz de um pouco mais baixa que a da amiga, provavelmente pela distância dele e do telefone.
- Quando eu voltar você vai ter que me desculpar - continuou ignorando o rapaz - liguei para avisar que vou passar o resto do dia com , talvez eu só chegue de madrugada, te amo amiga, até mais tarde.
E assim a ligação teve fim, ainda com os olhos pesados de sono se esforçou um pouco para olhar melhor a tela do celular. Oito chamadas perdidas da , duas da . Essa ela iria ignorar, sabia que quando ligava era pra inventar alguma coisa. 16:37. Era a hora que estava ali, ela tinha dormido metade do dia e ainda se sentia cansada, mas a fome apertou e precisava comer.
Depois de ter se alimentado e melhorado o humor, se sentou na sala ligando a TV, era isso que aquele domingo tinha pra ela, séries e filmes variados, olhou para a hora mais uma vez. 18:42. Assim que voltou a encarar a TV seu celular tocou. , de novo. Já tinha ligado mais de cinco vezes desde que acordou e não deixaria a amiga em paz. Conhecendo muito bem como era a loira, atendeu.
- Por acaso você está me ignorando, sua vaca? - praticamente gritava do outro lado da linha.
- Eu estava dormindo, - revirou os olhos - cheguei muito tarde daquela maldita festa que a Lauren me arrastou.
- Tarde quanto? - a loira perguntou questionadora.
- 05:00 da manhã - disse e antes mesmo de ser bombardeada pela amiga completou - mas foi tudo culpa da , aquela maluca me esqueceu lá!
- Nós já estamos sabendo dessa história - ouviu outra voz falando aos risos. .
- Conferência? Vocês não prestam. , pode se revelar também.
- Eu prefiro ficar só ouvindo mesmo, continuem - escutou a voz da amiga rindo também, e Bianca amam fazer conferências.
- É o seguinte, vagabundas - falou com o seu costumeiro carinho que tinha com as amigas - quero ir ao Mark’s, não quero que meu final de semana seja igual o que a prefere que seja o dela.
- Obrigada pela parte que me toca - disse - então já sabendo como quero o meu final de semana, eu vou desligar e voltar para esse catálogo lindo da Netflix.
- É aí que você se engana, - Bianca se pronunciou - vamos passar aí daqui a uma hora, e você esteja pronta ou já sabe do que somos capazes - Bi ameaçou, sabia muito bem que Bianca e conseguem ser tão malucas quanto a Lauren é, e preferia não arriscar.
- Eu tenho direito de escolha?
- Nem pensar - Renata respondeu dessa vez - agora tira essa bunda linda do sofá e vai tomar um banho, chega de dor de cotovelo menina.
- , quanto você pagou pra Renata concordar com isso? - as meninas riam do outro lado da linha, deixando uma contrariada, mas feliz em saber que as amigas só fazem isso pelo seu próprio bem.

(...)


Preciso abastecer esse armário. Era o que pensava olhando pra o armário quase vazio e só com algumas besteiras lá dentro, depois que tudo aconteceu ele não tinha ânimo para cozinhar nem para fazer mais nada, passou esses dois meses comendo fast food ou indo comer na casa dos amigos e só se deu conta de que não tem quase nada no armário e na geladeira, agora. Achando uma pizza congelada no freezer, olhou a validade e depois colocou no microondas, iria ser seu jantar. Ele olhou em volta, o apartamento parecia vazio, assim como ele por dentro, enquanto esperava a pizza ficar pronta foi para o quarto e se jogou na cama. Seus pensamentos foram direto nela. Em como ela estava. Onde ela estava. E se ela ainda lembrava dele, e sua linha de pensamento foi interrompida assim que sentiu algo vibrar e logo em seguida a música que ele escolheu como toque do celular há dias atrás. Era o .
- E aí, cara - disse logo que atendeu.
- Dude! achei que não fosse atender, onde você tá?
- Em casa, , onde mais eu estaria? - falou com uma revirada de olho.
- CHUPA! QUERO MEUS 20 PAUS AGORA SUA LOIRA AZEDA - ele pôde ouvir a voz de ao fundo. Eles estavam juntos, concluiu.
- Espera um minuto, vocês apostaram se eu estaria em casa ou não? - deu uma risada fraca ao concluir sozinho a situação.
- Sim, man, e foi a grana mais fácil que eu ganhei na vida - falou aos risos.
- Sai daqui, cara, sai - disse empurrando – Poxa, , eu achava que você tinha saído já que o conseguiu levar você ontem pra festa do Matt, tô perdendo dinheiro demais com esse idiota aqui - falou referindo-se a .
- Talvez você devesse deixar de apostar essas besteiras com o , sabe como ele tem sorte com essas coisas - disse como se parecesse óbvio.
- , seu gay, você deveria vir sair com a gente hoje, só pra fechar seu final de semana - ouviu mais uma vez e logo depois um grito absurdo de gol vindo do rapaz e de outra pessoa.
- Onde vocês estão? - perguntou.
- No , estamos vendo o jogo tão esperado por ele, depois daqui vamos aos Mark’s, você deveria vir com a gente.
- Você tem que vir, , saiu ontem com , tem que sair conosco também já que ele está ocupado demais agora - ouviu dessa vez e logo depois um “hmmm” de .
- O ainda está com a ? - perguntou sentindo um cheiro estranho vindo da cozinha.
- Sim, ele ainda está, parece que é o novo apaixonadinho do grupo - revirou os olhos.
- No Mark’s às 21:30, molenga, vê se não fura com a gente - ouviu falar e em seguida a ligação teve fim. ainda sentia um cheiro de queimado e foi isso que o fez se levantar às pressas, quando chegou uma fumaça saia do microondas, jurava que tinha colocado o tempo certo da pizza, mas estava tão aéreo que não percebeu que colocou cinco minutos a mais, e lá se foi seu jantar. Olhou para o relógio que marcava exatamente 20:30. Tinha uma hora pra ir ao Mark's. Sim, ele ia, fazia tempos que não saía de casa com os amigos pra rir um pouco, e com e , ele com certeza daria boas gargalhadas.

(...)


O Mark’s estava lotado, como sempre está aos domingos. As meninas estavam sentadas onde sempre costumavam sentar, rindo e jogando conversa fora.
- Preciso sair vitoriosa daqui hoje - falou passando os olhos pelo local procurando uma vítima, seu olhar era fatal e sua sede de sexo ainda mais…
- Cala boca, sua doente! - Bi foi interrompida por que estava aos risos junto com as outras duas - nunca perde essa mania esquisita.
- Vocês sabem que eu adoro narrar, me deixem - falou cruzando os braços.
- Isso é muito esquisito, Bianca - Renata falava enquanto se recuperava do ataque de risos.
- Ela é esquisita! - concluiu rindo com vontade, não se sentia assim fazia um mês, estava adorando poder esquecer um pouco de tudo.
- Mas mudando de assunto, , como foi a festa? - Renata perguntou dando um gole no seu drink.
- Foi legal na medida do possível - preferia não falar sobre a conversa com , que pra ela, foi o que salvou sua noite, sabia que se falasse as amigas iam começar com aquela velha zoação e ela não estava com humor para isso agora.
- Como assim legal na medida do possível? - Bianca perguntou incrédula - as festas do Matt são simplesmente incríveis!
- Todas vocês já foram nessa festa, acho que sou a única que ainda não pude comprovar tudo isso que vocês falam - disse contrariada.
- No dia que eu te chamei para ir você disse que já tinha outro compromisso, não nos culpe.
As meninas continuaram conversando e rindo uma da cara da outra como sempre faziam até os olhos de e pararem em duas cabecinhas conhecidas entrando no Mark’s, no mesmo instante olhou para as outras duas que estavam de costas para a porta como se fosse arrancar suas cabeças e comer seus cérebros ali mesmo.
- Suas traíras! Como puderam fazer isso com a gente? - sem entender nada as duas viraram olhando para trás e involuntariamente sorriram ao ver os namorados e o loiro que os acompanhava. - Era pra ser a noite das meninas, sem caras! - bufou.
- Eu não ouvi você falando isso, - Bianca disse e Renata concordou com a cabeça. - E além do mais ainda a pouco você estava procurando sua diversão da noite - finalizou. viu um dos meninos se aproximar e sorriu para o mesmo assim que ele chegou na mesa sentando ao lado de .
- Oi meninas. - ele disse sorrindo.
- Oi, . - as três falaram como um coro ensaiado e na mesma gentileza que ele usou.
- Oi, amor - ele disse se virando para Bianca e lhe depositando um selinho.
- Oi, amor da minha vida - ela disse abraçando o namorado.
- Ai, meu Deus, sem melação por favor - disse fingindo uma expressão de nojo.
- Não liga, amor, a tá de mal humor, porque faz uma semana que ela não tran…
- Se você ousar terminar essa frase saiba que vai sair daqui encharcada de cerveja! - a loira ameaçou.
- Grossa! - Logo viram o outro moreno se aproximar e sentar ao lado de , lhe depositando outro selinho e depois virando pra mesa.
- Oi, gente - antes que elas pudessem responder ouviram a voz de .
- Essa é a mesmo? A está aqui de verdade? Pensei que fosse virar um móvel de tanto ficar em casa - falou rindo e levando um tapa da namorada e depois uma risada da mesma e até mesmo de .
- Resolvi sair da caverna, como você pôde ver - ela falou ainda rindo e percebendo o loiro se aproximar do grupo e sentando entre e .
- E aí, gente - ele falou sem jeito.
- , amorzinho, você também veio - Renata disse num tom como se falasse com uma criança.
- Já disse que não gosto de você chamando o de amorzinho, não é? - disse levantando uma sobrancelha e arrancando risada da mesa inteira.
- Olha só o com ciúmes, , soaria até fofo se não fosse o - disse provocando.
- Mas, menina, que bicho te mordeu hoje, hein? - disse virando para a amiga.
- Isso é tensão sexual, - Bianca disse aos risos recebendo um dedo do meio de e uma risada de .
- Vocês podem fingir que são educadas para o não se assustar? - disse para as meninas recebendo vários resmungos das mesmas.
- deixa eu te apresentar a elas - Renata disse olhando do menino que só sabia rir com a situação até as outras duas vendo uma emburrada e uma risonha. Essas reações deveriam estar ao contrário. Pensou ela - essa é a e essa a !
- É um prazer, meninas. - o sorriso do loiro ia de orelha a orelha e aumentou ainda mais quando pousou o olhar em que parecia não perceber.
- Você trabalha na gravadora também com os meninos? - perguntou só para enturmar o rapaz.
- Sim, sim eu trabalho com eles lá - ele falou mudando a atenção de repente para que contava empolgado sobre o jogo. olhou para ele e logo em seguida para Renata que prestava atenção como se fosse a coisa mais importante que ele estava falando, já iria fazer um ano que eles dois namoravam e ela parecia ter encontrado o amor dá vida dela, igualmente como , ela e se conheceram primeiro e já fazia um ano e alguns meses que os dois estavam juntos, Bianca que fez e Renata se conhecerem e a partir daí os dois começaram a se envolver, e a menina fez o mesmo com , levando ela em um casamento de um amigo dos rapazes e conhecendo , e já fazia dois meses que os dois estavam saindo. e só conheciam e , pois os mesmos se encontravam direto na casa das amigas, mas ao contrário de , agora conhecia e como sabia como Lauren era, assim que estabelecerem algo sério o rapaz provavelmente não iria sair da casa dela. Ela concluiu então que , , e trabalhavam juntos na gravadora, mas pelo que as meninas falavam, no setor deles eram cinco, no caso faltava um, mas esse não conhecia ainda.
- Vocês precisam saber como eu consegui arrancar dinheiro fácil do hoje - disse chamando a atenção para ele na mesa.
- Quem é ? - perguntou.
- Sou eu - o loiro respondeu - . - olhou pra ele reconhecendo o sobrenome que não lhe parecia estranho, fez o mesmo assim que ouviu o menino falar, mas seus olhos acabaram parando em outro lugar no meio do caminho. Assim que viu aquela cabeleira encaracolada reconheceu de quem se tratava. . Ele parou na bancada pra fazer seu pedido e olhou em volta como se procurasse por alguém, assim que pousou seus olhos na mesa onde estava, ele parecia ter encontrado o que procurava, mas outra coisa passava em seu olhar, surpresa. Assim como quando o viu entrar, ele pegou a bebida e começou a se dirigir para mesa onde estava os amigos, logo em seguida se lembrou de uma frase “mas com o dinheiro que recebemos na gravadora, deu para cada um ir morar na sua casa” e num estalo se deu conta, o quinto rapaz era ele. Era o . E logo lembrou de algo que Lauren disse “ele realmente ficou muito mal, está arrasado” não podia acreditar que era o rapaz que tinha sido… não. Não podia ser. Se fosse, entendia perfeitamente o comportamento dele na noite passada. Perdida nos pensamentos, não percebeu que chegou na mesa sentando-se entre ela e , só quando ouviu a voz rouca do rapaz que ela voltou pra realidade.
- É muito bom ver vocês também - disse ele sorrindo.
- O tava contando como tirou dinheiro do - disse Bianca - achei um absurdo uma aposta como essas.
- Isso é porque você não viu as outras apostas que esses dois fazem - ele falou lembrando dos outros absurdos e rindo junto com os rapazes.
- Mas e a festa ontem? Como foi? - Renata fez a mesma perguntou que fez a amiga.
- Foi ótima - ele disse virando-se para que estava ao seu lado, a menina percebendo o movimento olhou para ele involuntariamente e dando de cara com um sorriso do menino, ela sorriu de volta - Não foi, ?
- Ah sim, foi muito boa a festa, . - ela disse rindo sem graça, perguntou quanto tempo passou pedida nos próprios pensamentos e não vira o rapaz sentar, e se perguntou também se ele tinha a achado grosseira por não ter falado com ele antes.
- Eu perdi alguma coisa aqui? - Bianca se pronunciou fazendo uma cara que tinha visto um filme e não entendeu nada.
- Conheci o ontem na festa, passamos boa parte dela conversando no terraço.
- E quando você pretendia contar isso pra gente? - dessa vez Renata falou incrédula.
- Eu não sabia que vocês se conheciam, se eu soubesse tinha falado - disse revirando os olhos e ficando sem graça, odeia quando isso acontece e…
- , pelo amor de deus - soltou interrompendo a amiga - vou te levar em um psicólogo pra você se tratar dessa mania. - O resto da mesa ria alto, deu graças a Deus que a atenção não estava mais nela, e na festa rindo de alívio e pela cena que via das amigas.
- Eu já disse que gosto de narrar! - Bianca bateu o pé debaixo da mesa.
- Quando você e o estão transando você narra também? - a loira respondeu furiosa saindo da mesa deixando Bianca mais vermelha que um tomate.
- E lá vamos nós - Renata falou como se aquilo fosse algo que se repetia, e realmente se repetia, Bianca se levantou indo atrás de .
- Acho que o clima pesou… - disse seguindo as duas com o olhar.
- Não se preocupa, a Bianca e a são sempre assim, daqui a pouco elas voltam rindo como se nada tivesse acontecido - disse tomando um gole do seu drink.
- É uma relação de amor e ódio - Renata completou.
- É tipo eu e essa bicha loira, não é, meu amor? - disse piscando pra o rapaz e lhe mandando um beijo no ar.
- Vê se me erra, - respondeu com uma risada.
- A gente pode voltar ao assunto que o e a ficaram sozinhos no terraço conversando - disse dando ênfase na palavra conversando e recebendo dois pares de viradas de olho.
- Pela dor de cotovelo que os dois estão eu tenho certeza que só conversaram e foi a conversa mais triste da face da terra - disse rindo mas recebendo um olhar reprovador de .
- Eu já tinha esquecido o quão discreto você é, - falou soando sarcástica.
- não me faça tocar no assunto da sua festa de aniversário do ano retrasado quando você…
- Qual é gente? Deixem os dois em paz, eles não podem ser amigos assim como nós? - falou cortando o amigo e tentando tirar o foco do assunto.
- Você consegue ser menos forçado, ? - disse rindo junto com .
- Relaxa, cara, não vou contar nada - falou bebendo sua cerveja. As meninas voltaram para a mesa aos risos e sentando em seus lugares.
- Virão, estão de bem de novo - disse ao olhar a cara da das amigas.
- Amor e ódio - completou .
- Vocês duas perderam a briga que teve agora no banheiro, meu Deus, minha barriga está doendo de tanto rir - disse aos risos.
- Ah e, , a Lauren me ligou e disse que não vai dormir em casa hoje de novo, vai ficar com o - ela falou sorrindo maliciosa e olhando as amigas que faziam a mesma cara.
- Acho que eles estão ficando sério mesmo, não é? - falou recebendo sinais de sim dos amigos.


Capítulo 03


- Got me looking so crazy right now, your love's, got me looking so crazy right nooooow - ouvia do seu quarto a amiga aos berros na cozinha. Era sábado e já havia se passado uma semana depois daquele dia no Mark's. Na quinta, “sequestrou” a Lauren e quando ela apareceu de novo na sexta estava mais radiante do que nunca, ele havia lhe pedido em namoro e toda essa cantoria na cozinha era sua forma de demonstrar sua felicidade, para a infelicidade de que tentava voltar a dormir, mas sem sucesso.
- Você é o pior alarme do mundo - a morena disse entrando na cozinha e vendo uma Lauren extremamente feliz - irritante e sem botão de desligar.
- Tira essa cara de bunda agora e me ajuda nos preparativos - Lauren falou sorrindo demais, feliz demais, irritante demais para aquela hora da manhã de acordo com .
- , é só um cineminha, basta pipoca, refrigerante e uns filmes legais - a menina disse abrindo a geladeira.
- Não vou dar só pipoca pra eles, quero comprar nachos, salgadinhos, doces e…
- Eles nunca mais vão querer sair daqui se você der esse banquete - estava colocando o leite na tigela enquanto falava - e admita que isso tudo é só para impressionar o .
- Não é para impressionar ele - a menina disse num tom mais baixo do que pretendia - é pra todo mundo, é a primeira vez que todos eles vão vir pra cá!
- Quando você diz todos, são todos mesmo? - disse com um pouco de curiosidade.
- Todos! - Lauren revirou os olhos - porque quer saber se todos vão vir?
- Nada, só curiosidade - ela deu de ombros e antes que Lauren tentasse descobrir se era realmente curiosidade, ela logo mudou de assunto - você não tem medo?
- Do que? - a menina perguntou confusa enquanto guardava a louça.
- De se machucar de novo… - falou vacilante, Lauren ao perceber o porquê da pergunta e o olhar cabisbaixo da amiga, respondeu de uma forma segura.
- Eu já me decepcionei tantas vezes , já estou tão quebrada que não me quebraria mais - ela hesitou um momento - não se pode quebrar o que já está quebrado.
- Pode quebrar ainda mais…
- Não, não pode, sabe por que? - a menina atravessou a bancada da cozinha colocando os braços em volta da amiga a abraçando - porque eu já sou aqueles caquinhos tão pequenos que não tem como colar e nem quebrar mais.

(...)


- GOOD MORNING SUNSHINNE, GOOD MORNING SUNSHINNEEEEEE IT’S - foi interrompido com uma travesseirada na cabeça - Ouch! Mas que merda é essa? - e quando virou para ver de onde veio o travesseiro desejou nunca ter feito isso.
- SE VOCÊ NÃO CALAR A BOCA EU TE ESQUARTEJO - Uma Renata completamente descabelada e de pijama, vermelha de raiva aparecia na porta do quarto de , entrou no cômodo para pegar o travesseiro de volta e saiu fechando a porta com toda força.
- Aquilo era a ? - ele perguntou assustado para a menina que rolava de rir na cama.
- Ela não gosta de ser acordada a essa hora da manhã, , ainda mais com você cantando tão alto igual uma gralha - ela riu da cara de poucos amigos do rapaz - e a propósito, como você entrou aqui?
- O namorado daquela possuída me deu a chave que ele tem, você disse que ia me dar e ainda não me entregou! - o menino disse deitando ao lado da namorada.
- Deve ser porque eu ainda não peguei no chaveiro - a menina disse como se parecesse óbvio. Mas a atenção do casal foi para a porta que era aberta novamente revelando mais uma vez .
- Jesusmariajosé - disse ao ver a menina ainda mais furiosa que antes.
- , EU QUERO TE MATAR!
- Como é que tira o demônio do corpo de alguém, hein, ? - O garoto falava olhando assustado para a menina furiosa a sua frente.
- EU PERDI O SONO POR SUA CULPA, VAI TER VOLTA! E ME DEVOLVE A CHAVE DO ! - o menino sem pensar duas vezes jogou a chave pra menina que pegou no alto, logo em seguida saindo do quarto pisando duro.
- Preciso falar com o , ele conhece esse lado possuído da namorada? - mas sua pergunta foi ignorada por .
- Você ainda quer ir pra piscina? - a morena perguntou olhando a cara do namorado que tentava se recuperar do ataque de histeria de .
- É claro que eu quero, o quanto mais longe daqui melhor!
- Então deixa eu me ajeitar - Bianca se levantou ainda rindo da situação, a cara que o fazia era a melhor. Depois de longos 10 minutos esperando a namorada ele resolveu ir na cozinha ver se tinha algo pra comer, olhou a geladeira tirando um leite de dentro e fechando a porta, seus olhos pousaram em Renata que estava entrando na cozinha já trocada de roupa.
- Você ainda está possuída ou é a Renata boazinha? - o menino perguntou hesitante.
- Sou a boazinha, lindinho - ela passou por ele depositando um beijo na bochecha do rapaz e depois abrindo o armário.
- Onde é que eu fui amarrar meu jeguinho? - o menino colocou o rosto entre as mãos e sua voz saiu abafada, mas não impossível de ser ouvida por Renata - Uma namorada que narra a vida real e uma amiga que tem dupla personalidade, tô cercado por malucas.
- Deixa de ser ridículo ! - Renata deu um tapa nas costas do menino rindo da cara do rapaz.

(...)


- Aaaiii! Aaii, , não toca - Bianca estava sentada no sofá da casa de Lauren e , Renata tentava tirar a blusa da amiga pra passar hidratante mas, a menina gritava tanto que dava para ouvir de todo o prédio. A morena passou tempo demais no sol e estava mais vermelha que um camarão e pior, tudo ardia de acordo com o que ela falava.
- Você deveria ter passado um protetor, sua doida, como é que você vai pra piscina e não passa nada? - perguntou assistindo a cena e segurando o riso.
- Não estava com tanto sol quando eu e o saímos pra lá, o sol foi aparecendo e nem percebemos - a menina fazia caretas a cada movimento que fazia e encostava em algo.
- Uma bola de fogo gigante no céu não é algo tão imperceptível - Renata disse tirando a última alça da blusa da amiga.
- ACHEI! - Lauren gritou vindo do corredor para a sala - passa esse creme aqui nela , vai melhorar bastante, e como está o ? - Lauren perguntou enquanto entregava o creme a .
- Não muito melhor do que eu - a menina fez a careta ao lembrar do estado do namorado.
- Casal camarãozinho - disse soltando a risada que não aguentava mais segurar - nunca vou me esquecer de hoje!
- Cala boca, sua... Ai, !
- Você quer fazer o favor de tentar ficar parada? Está me deixando nervosa - a loira disse passando mais um pouco de hidratante, a campainha tocou fazendo as meninas olharem para a porta.
- Eu abro - disse se levantando do puf que estava sentada. Mas antes de dar o primeiro passo ouviu Bianca soltar.
- E você alcança a maçaneta pequena gnomo? - virou para a amiga com uma cara de quem dizia “você vai pagar” deu um passo em direção ao sofá e antes mesmo que Bianca percebesse a mesma já estava gritando de dor com o beliscão que a mais baixa deu nas costas da amiga. - Você ta louca? Isso doeu, !
- Essa foi a intenção, lindinha - a menina deu as costas pra morena que já colocava a blusa de volta com ajuda de , assim que abriu a porta encontrou uma tentando xeretar pela fresta.
- Que gritaria toda é essa? Achei que estavam matando a Bianca sem a minha ajuda - a loira disse entrando e logo foi possível ouvir a risada exagerada de - Mas que merda é essa, ? Você está ridícula!
- Eu quero chorar - a menina que agora estava com a blusa e toda brilhosa por conta do creme dizia escondendo o rosto entre as mãos.
- Chega de drama, , isso daqui a dois dias nem vai está mais doendo - Lauren estava abrindo as portas da varanda enquanto falava.
- Tem certeza, vai estar despelando, o que é bem pior - Renata disse se jogando no sofá com o controle nas mãos.
- A Bianca vai poder fazer cosplay das priminhas, trocando de pele igual a elas - disse indo em direção a cozinha.
- Eu não entendi o que você quis dizer com isso, sua azeda! - a morena estava em pé agora na varanda pra pegar um vento gelado nas costas.
- Ela te chamou de cobra, amiga - Lauren concluiu.
- CHEGAMOS, QUERIDAS! - A voz de pôde ser ouvida por todo apartamento fazendo as meninas o olharem assustadas.
- Você não sabe bater na porta não? - dizia indo fechar a porta mas foi impedida por um e um entrando no apartamento, um aos risos enquanto o outro carregava uma carranca no rosto. - qual é a piada?
- A piada, - disse abraçando a menina e depois indo até Renata - é o que tá parecendo uma carne assada. - O mesmo se encontrava com a namorada na varanda.
- Casal churrasco - disse ainda rindo dos dois jovens que estavam mais emburrados que a de TPM - o está intocável, veio o caminho todo reclamando de dor nas costas por não poder nem encostá-las no banco do carro. - o moreno ria tanto que teve que se sentar.
- Casal churrasco. Esse nome está melhor do que o que eu inventei. - se pronunciou rindo juntamente com os outros.
Lauren foi até a cozinha procurar por que parecia ter se perdido lá dentro.
- Ei, amiga, o que você está fazendo aqui sozinha?
- Nada, eu só quis procurar uma tigela bem grande pra colocar a pipoca mais tarde e pegar uns biscoitos porque eu estou faminta. - disse enquanto comia um deles.
- É muito fofo da sua parte procurar uma tigela desse tamanho pra dividir com a gente. - Lauren disse abrindo a geladeira e pegando uns refrigerantes.
- , amorzinho, não foi pra gente que eu peguei, foi só pra mim - a loira disse como se parecesse óbvio.
- Você é uma ogra mesmo, sua vaca - as duas começaram a rir indo pra sala e os olhos de pousaram no loiro que acabara de chegar, ele ao perceber que a menina estava o olhando aumentou o sorriso em direção a ela que imediatamente fechou a cara e foi pra o lado oposto do dele. não conseguia entender o motivo do comportamento da menina, mas na hora certa iria pergunta-la o porquê disso.
- Só está faltando o - Renata disse se levantando e indo em direção aos DVDs que estavam espalhados no chão.
- Não sei se ele vai vir - disse se ajeitando no sofá com .
- Podíamos esperar meia hora pra ver se ele aparece? - perguntou enquanto pegava umas almofadas.
- Já são 22:30, o horário combinado eram 22:00, vamos começar a ver o filme se ele vir ele pega na metade, e ainda tem outros ai que vamos assistir - Bianca disse voltando dá varanda com em seu encalço. não falou nada sobre o fato de não estar lá, mas no fundo em uma parte bem escondida dá sua consciência ela queria que o rapaz viesse.
Já haviam se passado 40 minutos de filme e todos estavam bem entretidos com a história. Lauren e estavam no canto esquerdo do sofá colados um no outro, passava o braço pelo ombro da menina e a mesma encostava sua cabeça nele. Renata e estavam ao lado do casal, o rapaz estava sentado enquanto a menina estava praticamente deitada com metade do corpo sobre o dele e as pernas no colo de que estava logo ao lado dos dois, no canto direito. estava no chão com algumas almofadas e uma tigela imensa de pipoca só pra ela, ela estava no mesmo lado que e . No meio e também no chão estava e , esparramados nas almofadas e não tão colados um no outro por conta dá vermelhidão dos corpos e estava ao lado deles também esparramada nas almofadas. A campainha tocou sendo seguida dos resmungos dos amigos.
- , vai abrir a porta - a menina pôde ouvir a voz de vindo do seu lado direito.
- Por que eu?
- Porque você é a única que está mais perto dela - a menina se levantou pra olhar o estado que os amigos se encontravam e revirando os olhos foi até a porta. Assim que abriu deu de cara com os olhos verdes do qual se lembrava de uma semana atrás. estava com as mãos no bolso com um sorriso sem graça e ao notar as luzes apagadas dentro do apartamento concluiu o que já imaginava antes de sair de casa, eles já tinham começado o filme.
- Eu achava que você não viria - disse sorrindo de volta para o rapaz.
- Eu realmente não iria vir, mas - ele hesitou um pouco ao parar o olhar nos olhos dá moça a sua frente que era bem menor que ele - pensei melhor e achei que fosse ser divertido - ele terminou.
- Exatamente agora está todo mundo calado, mas assim que as luzes se acederem tenho certeza que você vai rir bastante ao ver o e a Bianca - ela disse rindo um pouco mais ao lembrar do estado dos amigos – Vem, entra. - ela abriu passagem pra o rapaz entrar sendo seguido de alguns comentários dos meninos.
- A donzela resolveu sair do castelo? - disse ao ver entrando.
- Nós já estávamos combinando de aparecer amanhã na sua casa pra te encher o saco - comentou rindo de leve.
- É muito bom ver vocês também - soou sarcástico enquanto olhava voltar ao seu lugar no meio das almofadas, o rapaz achou melhor sentar ao lado dela já que também não tinha outro lugar vago.
- Que filme é? - a menina ouviu o sussurro de em seu ouvido e automaticamente se arrepiou, era sensível demais a essas coisas. Ela virou para o mesmo para responder e se assustou ao notar a proximidade do rapaz.
- No coração do mar - ela respondeu no mesmo tom que ele - Quer uma almofada? - ele olhou a quantidade que tinha ao lado da menina e assentiu com a cabeça – Se quiser tirar os sapatos pra ficar mais confortável, também pode - ela disse sorrindo ao ver o menino um pouco inquieto e logo virou sua atenção para a TV a sua frente.
- É com o Thor? - o rapaz sussurrou de novo olhando maravilhado para a tela.
- Não é bem o Thor, não é, é o Chris…
- Hemsrworth. - continuou - eu adoro esse cara, quer dizer, o Thor. - ele falou ainda sorrindo como uma criança.
- Você não parece gostar de super heróis - a menina disse o olhando de canto de olho.
- Eu adoro - ele olhou pra ela - Você gosta? - virou o rosto pra responder que nem percebeu que o menino já a olhava, o rosto dele estava tão próximo que seus narizes acabaram rolando um no outro fazendo os dois afastarem o rosto na mesma hora assustados. adicionou uma nota mental, não deixar isso acontecer de novo.
- Só pra você saber - ela continuou depois - o Peter é melhor que qualquer um vingador - ela piscou sorrindo divertida arrancando outra risada do garoto.
- Vocês dois podem fazer silêncio por favor e prestar atenção no filme - Bianca disse jogando uma almofada em que na mesma hora pegou outra pra jogar na menina mas foi impedida por que segurou o braço dela tirando a almofada.
- , se você fizer isso vai começar uma guerra aqui e eu quero ver o filme, por favor.
- Você é um estraga prazer, sabia? - a menina bufou.
e voltaram a atenção para o filme assim como Bianca e , e depois de mais uma hora de filme finalmente ele acabou.
- Eu amo esse filme - disse assim que os créditos apareceram na tela.
- Você gosta mais porque o Tom Holland e o Chris Hemsrworth são os principais! - Lauren acusou a menina.
- Isso é uma meia verdade - a morena disse se levantando e acendendo as luzes.
- Tá legal, que filme vamos assistir agora? - Bianca se levantou também atraindo a atenção de pra ela e depois para .
- Vocês fizeram uma viagem pra o sol e não me avisaram? - o garoto olhava dela para o menino que estendia um dedo do meio pra .
- A gente já foi zoado demais hoje, , dá um tempo. - disse sem sair do lugar onde estava.
- A me prometeu que eu iria me divertir bastante quando olhasse vocês, então... - ele hesitou olhando para a morena que voltava da cozinha com um copo de refrigerante - O que você acha de tirar uma foto deles assim e guardar de recordação?
- Eu vou adorar - falou rindo depois de olhar pra Bianca e novamente - Mas antes - ela se abaixou e pegou uma almofada jogando na amiga que além de ter pendido pra o lado por ter sido pega de surpresa sentiu as costas arderem ainda mais - Vingança!
- Mas você é encrenqueira, não é, menina? - se levantou indo até a namorada.
- Já chega, vocês quatro - Renata saiu do sofá pegando os DVDs que restavam - Invocação do mal? Quem concorda? Eu concordo! - disse levantando as mãos.
- Por mim tanto faz, coloquem qualquer um. - se ajeitou onde estava comendo mais pipoca. , , , e Lauren aceitaram a escolha.
- Eu não gosto de filme de terror! - disse se encolhendo no lugar que estava antes.
- Eu também não sou muito fã não - disse olhando pra Renata que continha um sorriso um tanto quanto psicopata pra o rapaz - Ainda mais assistir com alguém que de manhã tem um demônio no corpo! Vai que ela se possui ai de novo. - ele repetiu o ato de se encolhendo nas almofadas.
- Eu não sou possuída, ! - a loira disse jogando uma almofada no menino.
- Que história é essa de possessão? E como o sabe disso? - falou cruzando os braços.
- Não é nada, , ele só apareceu lá em casa hoje de manhã cantando no meu quarto e a Renata perdeu o sono e ficou histérica. - Bianca rolou os olhos.
- , só falta você - Renata disse esperando a resposta do menino.
- Por mim podem colocar - ele disse olhando de pra , os dois pareciam realmente incomodados com a escolha dos amigos.
- Voto da maioria, vamos assistir Invocação do Mal! - Renata falou sorrindo colocando o DVD.
- Nãããão! - e protestaram.
- Calma, amor, é só um filme, pode segurar na minha mão - Bianca disse acalmando o rapaz.
- Mas você é um frouxo, não é, ? - falou rindo e jogando pipoca no garoto que estava no chão.
- Finjam que eu não estou aqui - ele disse se encolhendo ainda mais. Renata apagou as luzes e depois voltou pra o seu lugar no sofá dando play no filme. esqueceu completamente do refrigerante agarrando uma almofada, percebeu a menina tensa ao seu lado e sorriu de leve.
- É só um filme - ele sussurrou perto dela.
- Diga isso por você - ela falou escondendo o rosto.

(...)


estava entediada. Uma hora de filme se passou e ela não entendia nada, sua pipoca tinha acabado e estava com calor. Definitivamente, estava odiando. por outro lado não tirava os olhos da loira, e quando não estava olhando pra ela dava uma espiada no filme.
- Lauren - sussurrou no ouvido da menina - O que você acha de irmos pra o seu quarto fazer alguma coisa mais interessante? - a menina olhou pra o rapaz que estava com um sorriso malicioso escancarado no rosto esperando que a mesma concordasse.
- Tá louco, ? Combinei um cineminha com o pessoal e é só isso que vai ser! Cineminha! - ela falou virando pra TV - Seu safado.
- Amor? - cutucou a namorada - !
- Oi?
- Você pode mudar de posição, meu braço tá ficando dormente e dolorido - o menino reclamou.
- Tá bom, vou deitar pra o lado do , então.
- O que? Claro que não!
- Deixa de ciúme, , o é seu amigo!
- O que é ainda pior, vem, eu aguento até o final do filme. - o moreno disse colocando Renata na mesma posição de antes.
- ? - sussurrou o nome da menina.
- Hm?
- O que você acha dá gente ir pra sua casa? Minhas costas estão pinicando, eu só quero passar a noite debaixo do chuveiro - o rapaz pedia suplicante, não aguentava mais o filme que estava lhe deixando cada vez mais assustado.
- Ah não, , eu quero ver até o final, e você tá é com medo, para de colocar a culpa na queimadura que nem deve estar ardendo.
- Mas eu não…
- Shiu! - Bianca disse cortando o assunto e virando pra TV, mas não foi possível realizar o que ela pretendia, pois a mesma desligou do nada seguido de resmungos dos amigos, todos com diferentes motivos.
- JESUSMARIAJOSÉ - disse se agarrando ainda mais nas almofadas - eu sabia que não dava certo assistir esse filme uma hora dessas!
- O demônio saiu do filme pra vir até aqui nos atormentar! - disse perdendo completamente a cor de tanto medo.
- Ai que merda! Eu queria ver o final do filme! - Bianca falou batendo em uma das almofadas e bufando. Assim como Renata e . , , e Lauren riam das reações dos amigos, principalmente de e .
- Ô seus medrosos - disse olhando pela varanda - a energia só caiu seus frouxos, olha aqui, a maioria dos prédios estão no breu. - Lauren foi até a varando pra ver se conseguia ver de onde tinha sido o problema, mas não conseguia.
- Bom, é o seguinte - disse se levantando - já que não tem mais filme, vamos embora, .
- E você pode nos dizer como vai sair daqui? - Renata perguntou com uma sobrancelha levantada.
- De carro, ué! - o moreno respondeu.
- , pra você sair daqui precisa pegar um elevador primeiro, e se você não notou, elevadores são movidos a energia! - Renata disse rolando os olhos - A não ser que você queira descer 12 andares de escada no escuro total.
- Eu não acredito, estamos presos! - ele disse se jogando de novo nas almofadas, ao lado de Bianca que nem se deu o trabalho de se levantar.
- JÁ SEI! - deu um grito. - Vamos brincar de alguma coisa então!
- Gato mia? - Lauren perguntou.
- Não, algo melhor - Bianca falou se levantando - Vamos contar histórias de terror.
- Ah não, já chega de terror por hoje - discordou.
- Que tal - Renata falou sorrindo divertida - Eu nunca?
- Vou pegar as bebidas! - Lauren disse correndo pra cozinha com o celular na mão e o flash ligado.
- E vocês - Bianca disse em direção aos outros que ficaram na sala - Me deem os celulares com os flashs ligados.
- Vocês não vão nem perguntar se queremos brincar ou não? - disse do mesmo lugar que estava.
- Não precisa - disse se levantando - é "Eu nunca", quem não gosta de brincar de "Eu nunca"? - ela disse divertida puxando consigo que tinha estendido os braços pedindo ajuda a ela.


Capítulo 4.


Os dez jovens estavam sentados ao redor da mesa com todos os flashes dos celulares ligados e as doses já postas para cada um.
- Tá certo então, quem começa? - perguntou.
- Por que não a Renata? Foi ela que deu a ideia - disse brincando com uma mecha do cabelo de Bianca.
- Mas aí é que está, eu já dei a ideia, começa com outra pessoa - Ela falou ajeitando o celular.
- Tá, eu começo - disse - então… deixa eu ver… eu nunca corri pelada no meio da rua! - assim que terminou de falar e levaram as bebidas até a boca.
- Acreditem, foi a cena mais terrível que eu já presenciei - falou fazendo careta. Lauren fez menção de abrir a boca mas logo foi cortada por .
- Foi uma aposta se é isso que você quer saber - ele disse olhando dela e depois para a mesa – Tá, sou eu agora… eu nunca fiquei com mais de quatro pessoas em uma noite! - e assim , Bianca, e tomaram as doses.
- Pipipi - Lauren disse - Olha o meu radar de amigas que não contam nada para as outras!
- Foi uma aposta na festa de aniversário da Renata - disse rindo ao lembrar desse dia.
- Eu lembro - falou - e a Bianca ganhou com dois caras a mais que a , Lauren, você estava nesse dia, só não lembra porque quase teve um coma alcoólico!
- Chega de falar de caras que a Bianca, pegou vamos continuar com esse jogo - disse cheio de ciúmes - Minha vez! Eu nunca transei em acampamentos de verão! - logo em seguida , , , , Lauren e Bianca tomaram as doses.
- Mas olha só a nossa puritana se revelando - falou, provocando a menina.
- Eu não sou puritana. - revirou os olhos - Minha vez, eu nunca beijei uma garota! - todos os rapazes e incluindo e Bianca beberam as doses.
- Alguém aqui não está me contando mais nada, definitivamente - Lauren esbravejou.
- Foi no meu aniversário também, Lauren - Renata disse.
- Espera, então vocês se beijaram? - perguntou sorrindo malicioso - Podiam repetir a cena, não é? - o garoto mal terminou a frase já levando um tapa da namorada.
- Deixa de ser pervertido!
- Eu estava brincando - falou passando a mão pelo tapa. - Vai você, .
- Tá certo, então - concordou rindo - Eu nunca transei com mais de uma pessoa. - terminando de falar e beberam as doses.
- A vai sair daqui chapada, já fez quase tudo nessa vida! - Renata a olhava impressionada.
- Eu tenho experiências, bebê - a loira piscou para a amiga.
- O também está se revelando - soltou, olhando pra o amigo.
- Tá bom, eu quero ir agora - Renata falou - Eu nunca bebi tanto até esquecer tudo no outro dia. - Lauren, , , e beberam as doses.
- Eu definitivamente vou sair daqui chapada! - disse rindo.
- Eu vou agora - falou enchendo os copos dos amigos - Eu nunca dancei ula-ula bêbado em cima de uma mesa - ele falou olhando pra o que o encarava boquiaberto. O rapaz hesitou um pouco antes de pegar a dose e beber, arrancando risada dos garotos.
- Você me paga, - o moreno disse enchendo o copo.
- O não cansa de pagar mico - Lauren disse.
- Ele nasceu pra isso - ria alto.
- Deixa eu ir agora - Lauren falou ainda rindo da cara de - Eu nunca fui em uma casa de strip. - , , e beberam as doses.
- VOCÊ JA FOI EM UMA CASA DE STRIP? - Bianca gritava pra
- Você é cheia das histórias hein, - falou terminando de encher os copos.
- Qual é, foi só uma vez e não foi atrás de ver strippers - ela disse rindo, a bebida forte já estava atacando a menina - Depois posso dizer a vocês os motivos. - ela disse olhando para que ria abertamente da situação, as rodadas foram seguindo e todos já estavam ficando animadinhos demais, Lauren já estava rindo de qualquer besteira que falassem, e estavam ficando atirados pra o lado das namoradas e quando chegavam suas rodadas só falavam besteiras, tanto os meninos como as meninas estavam ficando atirados demais e se continuassem alguém ia acabar pelado ali, até que chegou a vez de , que já não se responsabilizava pelo que saía de sua boca.
- Tá legal, tá legal minha vez de novo - respirou fundo pra recuperar o fôlego depois de uma boa gargalhada - Eu nunca levei chifre! - no mesmo instante enquanto assistia Bianca, e bebendo suas doses as lembranças do último mês invadiram sua cabeça, ela estava um pouco bêbada, mas não o suficiente pra se esquecer tudo que fez seu ano ser o pior de todos. De cara fechada, a morena pegou a dose e virou garganta a baixo, colocou o copo com toda força em cima da mesa e se levantou rápido, saindo da sala e deixando os outros nove jovens um tanto quanto confusos, até se dar conta do que falou.
- Ai, meu Deus - ela disse colocando as mãos no rosto e as amigas logo entenderam - Eu sou uma idiota.
- A estava indo tão bem, Dothy… - Renata falou no mesmo tom que a amiga.
- Eu sei, Renata, eu sei! Eu vou lá falar com ela e…
- Não, não, não você não vai - Bianca se levantou - Deixa ela lá, ela deve tá de cabeça quente, fica aqui. - os meninos olharam um para o outro sem falar nada, sabiam que era um assunto da e das amigas e não deviam se intrometer, por outro lado não sabia o que estava rolando, então preferiu ficar quieto assim como os amigos.

(...)


sentia as lágrimas correrem quentes pelo seu rosto, não chorava assim fazia semanas, estava realmente se divertindo até falar aquela palavra. Traição. O vento gelado na varanda era sua única companhia e pela primeira vez, depois de dias, se sentia sozinha. Sentia exatamente tudo que sentiu há um mês. Sentia seu coração pequeno, apertado, quebrado. Se sentia em cacos.
- Quando eu era criança - ouviu a voz rouca de atrás dela. Iria pedir para o menino sair, mas não tinha força pra falar - Eu odiava ver minha mãe chorar, eu odiava ver minha irmã chorar, eu odiava ver minhas amigas chorarem. Ainda odeio. - ele andou até ficar lado a lado com a menina - E descobri porque odiava tanto. Minha mãe dizia que as mulheres são como rosas. Lindas, delicadas e fortes, e você não ver nenhuma rosa aparentemente triste, só quando ela está murchando, mas se você não percebeu, essa aparência não combina com elas. O mesmo são as mulheres quando choram, vocês não combinam com as lágrimas. - enquanto ele falava, sorriu de leve com a comparação do rapaz - Nenhuma mulher combina com lágrimas, ainda mais quando elas são causadas por idiotas como nós homens somos. - soltou uma risada pelo nariz balançando a cabeça em negativo, passando a língua pelos lábios e mordendo a parte inferior logo em seguida.
- Não tem uma forma menos brega de fazer isso? - ela disse olhando pra , mas não conseguindo o enxergar muito bem pela falta de luz.
- Não, não tem - ele disse com um sorriso brincalhão nos lábios.
- Então - disse tirando a atenção dos seus olhos do rosto mal iluminado do rapaz para os prédios escuros a sua frente - Essa é sua forma de pedir pra eu não chorar?
- Sim, e acho que funcionou - ele falou apoiando os cotovelos na varanda.
- Não adiantou, assim que você sair eu vou voltar a chorar - ela disse séria ainda olhando pra frente.
- É por isso que eu não vou sair daqui - ele voltou seu olhar para os prédios.
- Mas eu sim - disse se virando e dando um passo em direção à sala, mas logo sentiu uma mão forte demais no seu braço, vendo a escuridão ao seu redor rodopiar e em seguida uma superfície macia e quente em seu rosto. O perfume de invadia o nariz da menina e os braços dele a envolviam completamente por ela ser menor e ter o corpo mais fino que o do rapaz. pela primeira vez depois de semanas se sentiu segura em um abraço, ela não sabia se era carência ou até mesmo a tristeza, mas não queria sair dos braços do menino, e ali ela chorou. Chorou Londres inteira. Chorou o que parecia que não chorava há séculos se isso fosse possível. apenas a envolveu no abraço ainda mais forte enquanto sentia ela soluçando em seu ombro, ela parecia tão frágil, tão pequena e tão perfeitamente encaixada ali que temia soltá-la. Ele no fundo sabia como ela se sentia, adoraria que alguém o tivesse abraçado assim quando ele também precisou, talvez ainda precisasse, e talvez não fosse esse o abraço que queria, nem o que ele queria, mas era o abraço que ambos precisavam.

(...)


Renata, , e Bianca dormiam pesadamente no sofá da sala. Os quatro já estavam consideravelmente cansados e a bebida só ajudou a pegarem no sono rápido. , por outro lado não conseguia pregar o olho, tomava um café quente e bem forte sentada na bancada da cozinha, precisava está sóbria pra falar com e pedir desculpas a amiga.
- Não se culpe - ouviu falar enquanto ele entrava na cozinha. - Você sabe que não tem culpa.
- Você viu o estado que ela ficou? - ela disse com a voz mais alterada do que pretendia - Quem abriu a merda da boca pra falar besteira foi eu! Como eu não posso me culpar?
- Você estava bêbada, , não tinha controle do que falava e falou sem pensar, você não fez por mal! - o loiro tentava acalmar a menina que estava com os olhos inchados de tanto chorar.
- É claro que eu tenho …
- Não, não tem! Olha - ele hesitou tirando o café das mãos da menina - Eu não sei o que aconteceu, eu não sei qual o motivo de ela ter ficado assim, mas você não teve culpa! Pare de se culpar, por favor.
- Por que você se importa tanto? - a menina disse com indiferença.
- Porque eu não gosto de ver a minha Blue chorar - no mesmo instante, congelou. Como ele poderia saber daquele apelido? Pensou a menina. Só uma pessoa a chamava daquele jeito. E fora a mesma que deu esse apelido a ela. A mesma pessoa que ela amou intensamente quando criança. A mesma pessoa que ela amou desde… ela não sabia quando exatamente ele havia saído de sua vida, mas procurava insistentemente desde então e nunca conseguiu encontrar. Era impossível.
- Bloom? - ela perguntou atônita.

(...)


estava sentada na cadeira de balanço que tinha na varanda do apartamento com a cabeça encostada no ombro de . Estava mais calma e pensava que sua cota de lágrimas tinha acabado pra aquele dia. Os dois ficaram em silêncio por minutos olhando os prédios ainda escuros quando a voz dela finalmente cortou o silêncio.
- Nós namoramos há um ano e cinco meses - ela respirou fundo - Iríamos viajar pra Nova Iorque quando tudo aconteceu.
- Mas como vocês se conheceram? - falou. deu uma risada fraca lembrando do dia que conheceu a pior dor da sua vida.
- Estávamos no pub do Mark’s quando ele me viu dançando com as meninas.

Flashback ON
“ - Senhorita? - virou para o garçom que a chamava um pouco alto por conta da música - Aquele rapaz pediu para lhe entregar esse drink. - ele apontou para o moreno que sentava perto da bancada.
- Pois diga ao rapaz que eu não aceito bebidas de estranhos - virou novamente para as meninas que procuravam tentar entender o que aconteceu.
- Ele imaginou que diria isso, então pediu para que eu não desistisse. - o garçom insistiu. revirou os olhos pegando o copo da mão do mesmo.
- Me da isso aqui. - caminhou até o garoto que a olhava divertido e parou na sua frente - Aquele cara tá me enchendo o saco porque você pagou ele pra isso, toma aqui sua bebida e aprenda a conviver com um não, tá? Da licença.
- Adoro garotas com personalidade - o menino disse sorrindo fazendo o olhar na mesma hora - Me dê cinco minutos e se você realmente não gostar de mim eu te deixo em paz.
- Tá legal então, garotão - A menina disse sentando de frente para o rapaz e sorrindo esperta - Cinco minutos.”
Flashback OFF

- E a partir dali nós não paramos mais de nos ver. Ele me contou que fazia três meses que tinha saído de um relacionamento e em mim ele conseguiu ter forças pra seguir em frente. Parecíamos mesmo felizes, eu estava feliz de verdade, e foi aí que decidimos ir viajar pra Nova Iorque. Eu sempre tive vontade de ir conhecer então ele me deu essa surpresa, já estava tudo pronto quando ele foi chamado pra uma viagem a trabalho no mesmo dia da nossa viagem pra Nova Iorque. Eu fiquei bastante decepcionada com aquilo, mas não podia culpá-lo, sabe? Ele amava o trabalho e foi ai que eu descobri tudo. Ele esqueceu que tinha me pedido pra pegar o terno dele na lavanderia e deixar na casa dele, talvez se não fosse isso, eu estaria sendo feita de boba até hoje.

Flashback ON
“Lara saiu do elevador achando estranho a porta do apartamento do namorado estar aberta tão relaxadamente como estava, entrou fechando-a logo em seguida, mas ouviu mais vozes do que esperava.
- Você tem que contar a ela, Daniel, contar a ela logo! - ouviu uma voz feminina vindo do escritório do rapaz.
- Eu sei, Mad, eu vou contar, mas quando a gente voltar de Miami, pensa que vou viajar a trabalho - No mesmo instante a menina gelou, ela só conhecia uma Mad. Madson. A ex de Daniel.
- Por mim você contava antes, contava que você estava comigo nesses cinco meses e que é comigo que você vai ficar porque sou eu quem você ama e sempre amou. Contar que a foi só uma distração.
- Eu não posso falar essas coisas pra ela, tá maluca? Ela tem sentimentos, sabia?
- Agora você tá com pena dela? Vai desistir de ficar comigo por ela, Daniel?
- É claro que não, Mad, eu amo você, ou já se esqueceu? É com você que quero ficar, eu gostei sim da , mas é você que eu amo, você! - a morena colocou as mãos na boca, estava tremendo, não podia acreditar no que estava ouvindo, sentia o rosto molhar com as lágrimas quentes que começaram a cair. A menina deu um passo pra trás, não percebendo o vaso e o derrubando, na mesma hora o casal foi correndo pra o corredor.
- ?! - Dani a olhou surpreso e concluiu que a menina ouviu sua conversa com Madson ao notar que a mais baixa chorava - O que você…
- Vocês estão juntos? - a menina perguntou. - Me responde, Daniel! Vocês. Estão. Juntos?
- , eu…
- Estamos! - Madson interrompeu o rapaz - Fala pra ela, Dani, ele só estava com você pra tentar me esquecer, mas não conseguiu.
- Eu estou falando com ele não com você, sua vadia! - gritava. - Eu quero ouvir da boca dele - encarou o rapaz. O menino a olhou com pena e temendo no que ia falar.
- , eu não queria fazer você passar por isso, nós dois fomos um erro e eu sinto muito - ele hesitou - Eu sempre deixei claro que ainda amava a Madson, você é uma menina…
- Não termina essa frase - a morena disse - Um ano e cinco meses de erro? E você nunca disse que ainda a amava, Dani, nunca!
- Me desculpa, por favor, me desculpa, mas - ele olhou para Madson - Eu não posso continuar com você. - ainda chorava, mas não podia se deixar ser tão humilhada.
- Você não pode? Daniel, mesmo que você pudesse, eu que não quero mais ficar com você!”
Flashback OFF

No mesmo instante, se lembrou de algo.

“- O que vocês estão fazendo aqui? - o rapaz encarava os quatro amigos na porta do seu apartamento - Pensei que iam sair com as namoradas tão queridas de vocês.
- Seu sarcasmo se aprimora a cada dia que passa - disse olhando o amigo que tinha olheiras enormes e mais pálido que um papel - Primeiro, eu ainda não namoro, segundo, você está péssimo sabia? E terceiro, nós íamos, mas uma amiga das meninas terminou com o namorado algo assim… nós podemos entrar? - o menino disse com uma cara de tédio. abriu passagem pra os amigos.
- Foi a - falou entrando no apartamento do amigo - A que mora com a ficante do .
- Parece que ela descobriu que o namorado tinha um caso com a ex dele - disse enquanto sentava no sofá - Ela está arrasada e as meninas foram consolá-la.”


- Ele foi um tremendo de um canalha - disse entre os dentes - Se eu te conhecesse quando ele fez isso acredite, teria feito ele sangrar.
- Você já bateu em muitos caras, ? - a menina perguntou rindo.
- Er… ele seria o primeiro, mas como sempre falam - ele disse sorrindo - Há uma primeira vez pra tudo.
- Ah claro, eu iria adorar ver você bater nele - ela falou rindo de leve e fazendo aspas na palavra bater- O importante é que já passou. - ela suspirou - Eu o amei de verdade, , eu amei Daniel como nunca tinha amado ninguém antes, mas a culpa foi minha, eu não devia ter me entregado tanto.
- Nunca se culpe por amar, - falou sério - Amar não é um crime ou algo ruim pra que você se culpe por ter cometido. Quem tem que se sentir culpado é ele por ter feito uma menina como você se machucar tanto.
- Você já se machucou tanto assim? - perguntou, ela já sabia a resposta, mas não queria que soubesse disso, até porque ela só sabia a versão das amigas.
- Eu já me machuquei tanto assim também - ele respirou fundo - Mas você contou sua história, nada mais justo que eu contar a minha. - tirou a cabeça do ombro do rapaz o olhando.
- Sou toda ouvidos.
- Tudo começou há cinco anos atrás, quando eu namorava uma menina chamada Melanie Forbes.

Flashback ON
“- Então você vai chamar a Amber pra o baile? - perguntava a enquanto tirava seu livro de biologia do armário. O outro estava encostado de costas nos armários da escola.
- Claro, quem mais eu chamaria? - o moreno indagou.
- Não sei, talvez a Britney, Ashley, Criss, Cami…
- Pode parar, eu não sou esse galinha que você está julgando ai não - o garoto revirou os olhos - Acontece que a Amber é diferente, sabe? Eu gosto dela, de verdade.
- Achei que você gostasse de verdade das outras quatro também - fechou o armário sentindo duas mãos frias lhe cobrindo os olhos.
- Adivinha quem é? - ele ouviu a voz da menina sussurrando no ouvido. Mel. Dois anos que estavam juntos e ainda sentia arrepios quando a garota fazia isso. No mesmo instante ele se virou pra menina lhe roubando um beijo.
- Você pode estar rouca, que eu reconheceria sua voz a quilômetros - ele falou a olhando com um sorriso bobo.
- Você é demais sabia? - a loira passava as mãos pela nuca de .
- Ei, casal - chamou a atenção dos amigos desencostando do armário - Eu ainda estou aqui, okay?
- Calma, Lou - ela disse rindo do menino - Eu só passei pra avisar ao que eu vou no centro hoje e não sei que horas volto, então não se preocupe se eu sumir o dia inteiro - ela deu um selinho no mais alto – Vou comprar meu vestido do baile.”
Flashback OFF

- Nós namorávamos há dois anos e na noite do baile eu tinha uma surpresa especial pra ela, mas não foi possível que eu lhe desse essa surpresa.

Flashback ON
“- Anda, , ela está ali, você só precisa chegar nela e a convidar - estava com o amigo no campo da escola, era final do treino de futebol e das líderes de torcida e o rapaz achou aquele horário ótimo para convidar a menina para o baile. Ao pôr do sol.
- Tá legal, vou lá, vou agora - o moreno deu um passo e em seguida deu meia volta - Não dá, , ela vai me rejeitar.
- Eu achava que o grande não temia as mulheres - o garoto ria da cara de assustado do amigo - Você só… - não completou a frase ao sentir seu celular vibrar no bolso - Espera um minuto tá? - assentiu enquanto o amigo atendia o celular. Depois de cinco minutos viu um completamente branco o olhando assustado.
- Que cara é essa, molenga? Eu que devia estar assim.
- A Melanie sofreu um acidente.”
Flashback OFF

- Eu fui correndo com o para o hospital, eu tinha esperanças de quando chegar lá ouvir um “ela está bem, só foi alguns arranhões”, mas eu sentia, eu sentia que não seria só isso. Assim que eu cheguei os pais dela estavam lá sentados na sala de espera junto com o irmão dela. A mãe dela estava sob calmantes e com o rosto mais desolado que o do pai. Não precisaram falar nada pra que eu entendesse que a situação não era nada boa. Passei uma semana no hospital, uma semana acompanhando ela e a vendo em coma, eu estava acabado por dentro, mas precisava ser forte e foi exatamente após uma semana de tanto sofrimento que eu desabei.

“- Ela teve morte cerebral - o doutor falava cautelosamente para a família da moça Melanie Forbes - Infelizmente não teve como evitar.”

- Eu nunca me senti tão vazio. A Mel era adotada e estava procurando os pais biológicos, era tudo que ela mais queria e... ela morreu sem conhecer eles. Depois de levarem o corpo dela, eu fui pra casa e naquela noite o irmão dela me ligou, eles doaram o coração dela. Era forte e saudável e Melanie iria se sentir ótima sabendo que pôde salvar uma vida mesmo estando morta.
- Eu sinto… eu sinto muito - ficou o olhando com uma feição triste no rosto.
- Já se passou 5 anos, , não precisa ficar assim - disse sorrindo - E eu ainda não acabei, o pior vai vir agora - a menina o olhou um pouco receosa, essa parte da história ela sabia, ou pelo menos metade dela, apenas assentiu.
- Bom, depois de um ano e meio da morte da Mel eu conheci uma moça chamada Katherine, ela trabalhava na cafeteria ao lado da livraria que eu trabalhava na época e bem, como uma peça do destino, nós nos conhecemos quando ela foi comprar um livro, a partir daquele dia eu sempre a olhava quando ela chegava e quando ela saia.

Flashback ON
“A chuva não dava trégua um minuto, Manchester nunca viu uma tempestade como aquela antes e era praticamente impossível sair dali para pegar um ônibus. correu para fora da livraria indo em direção ao carro quando viu uma figura menor que ele saindo com um guarda-chuva da cafeteria ao lado.
- Ei! - ele gritou pra moça que logo virou na sua direção - Kate, você não está pensando em pegar um ônibus, está? - A moça o olhava sorrindo, parecia que sempre estava ali quando ela precisava.
- Na verdade, estou, a não ser que você me ofereça uma carona - ela falou alto por conta da chuva e sorrindo divertida pra o rapaz. Ele retribuiu o sorriso, era a resposta que esperava.
- Eu já sei onde é sua casa, então quer uma carona?”
Flashback OFF

- E a partir dali tudo foi ficando melhor. Eu e ela começamos a nos envolver ainda mais e eu realmente estava gostando dela, mais do que gostava de Mel, então resolvemos nos mudar para Londres e ela vendo que estávamos indo para um relacionamento sério me falou algo que mudou muita coisa.

“- , para, é sério - a menina gargalhava com as cócegas que recebia do garoto - Eu estou com a barriga doendo de tanto rir e preciso conversar com você! - ele parou a olhando, os dois sorriam bobos um para o outro.
- Tá bom, tá bom - ele disse - pode falar.
- Eu descobri uma coisa essa semana - ela o olhou assumindo uma postura séria - Você sabe que eu passei por um transplante de coração, isso não é novidade - ele concordou com a cabeça – Eu descobri que...
- O que você descobriu?
- O coração que está aqui batendo forte e saudável - ela hesitou - é da Melanie. Da sua Melanie.”


- A partir daquele momento o que eu sentia pela Kate só aumentou. O coração do meu primeiro amor batia dentro da mulher que eu estava amando mais do que nunca amei ninguém. E aquilo só me fez pensar que a Melanie precisou partir pra que eu encontrasse um amor ainda mais forte. E então eu e Kate assumimos um relacionamento sério e depois de longos dois anos de namoro eu a pedi em casamento, eu percebi que a peguei de surpresa porque cara que ela fez na hora do pedido me fez pensar que ela não aceitaria, mas aceitou, nós não íamos nos casar tão cedo, mas a Kate de uma hora pra outra quis adiantar o casamento o quanto antes, eu não entendia o porquê de ela está agindo daquele jeito, mas não hesitei em nenhum momento e então chegou o dia do casamento. - teve uma lembrança de alguns meses atrás.

“- Vocês estão lindas! - disse enquanto ela e admiravam as amigas. Bianca, Lauren e Renata iriam para um casamento de um amigo dos namorados e estavam animadas.
- Somos as madrinhas mais lindas do mundo – Bianca disse se admirando no espelho e logo voltando a atenção para - Isso é um treinamento para o seu casamento com o Dani viu, . - a mais baixa riu do comentário.
- Não vou colocar desiquilibradas como vocês para serem minhas madrinhas.”


- Os convidados estavam chegando e eu estava a cada minuto mais nervoso, mais ansioso e com medo. Mas estava feliz, estava muito feliz. Mas então se passou uma hora, uma hora e meia, duas horas, duas horas e meia, três horas e a Kate não chegava, a partir daí eu comecei a ficar preocupado quando a irmã dela me deu um envelope.

“- Ela disse pra você ler - a moça hesitou - Ler agora, .”

“- Ué, mas vocês já voltaram? - falou abrindo a porta para Renata, Bianca e Lauren que estavam com uma cara muito pior do que esperavam. olhou as amigas entrarem e se jogarem no sofá como a loira estava.
- Gente, mas e o casamento? - a menina perguntou.
- Não teve casamento - Renata respondeu.
- Como assim não teve casamento? - indagou logo em seguida olhando o celular pra ver se Dani dava algum sinal de vida.
- Não tem como ter um casamento sem a noiva - Lauren disse aparentemente bem chateada.”


- Você foi abandonado no altar. - concluiu com um pesar na voz.



Capítulo 5.


- É tão óbvio assim? - riu de leve olhando a menina.
- O que? Não, é que - hesitou - Eu lembro desse dia, as meninas iam ser suas madrinhas com os meninos e voltaram cedo demais e bem decepcionadas e falaram o motivo.
- Eu imaginei que você soubesse da história. - falou.
- Eu só sabia dessa parte. - ela o olhou de canto de olho - O que tinha no envelope? - baixou a cabeça encarando o chão.
- Uma carta da Kate.

“Querido ,
A essa altura você deve estar se perguntando onde eu estou. Bem, eu não posso falar. Tem muita coisa que você não sabe e eu vou explicar nessa carta, ou melhor, só o que você precisa saber.
Primeiro, nós nunca mais nos veremos. Eu sei que não devia ter feito isso com você e acredite, eu me culpo todos os dias desde o dia em que te beijei pela primeira vez. , nós não nos conhecemos por acaso, nos conhecemos porque eu fui atrás de você. Nos conhecemos porque pediram para eu conhecer você. Eu realmente tenho o coração da Melanie e foi exatamente por isso que eu precisei ir atrás de você. Eu arrumei um emprego ao lado do seu. Eu fui comprar um livro com você, tudo isso pra conhecer e agradecer aos parentes da minha doadora. Era pra ser somente isso e não um namoro que se tornou um noivado. Eu poderia ter terminado com você antes, mas eu não pude, , eu não podia te ver machucado, eu realmente te amei, mas não como você me ama. Não como a Melanie te amou um dia.
Segundo, uma pessoa me pediu isso, me pediu para aceitar casar com você. Eu iria terminar com você naquela semana e voltar para minha antiga vida, minha verdadeira vida, mas uma pessoa descobriu isso, eu não posso falar quem é, só digo que preste atenção em quem está ao seu lado. Mas por incrível que pareça, , essa pessoa só queria te ver feliz de novo, só queria ver você sorrindo de novo, mas acontece que eu não aguentei, eu não podia continuar isso, não podia me casar com alguém que eu não amava. Não como homem. Não como marido. Me desculpe, , desculpe fazer você passar por mais uma dor. Eu te amo. Adeus, .
Com carinho, Kate.”


- Ela o quê? - falou surpresa com uma mistura de raiva na voz - Como ela pôde?
- Eu também não sei, - ele encarou as próprias mãos.
- Se eu te conhecesse quando isso aconteceu, eu dava um jeito de ir atrás dela e enchia de porrada. - o garoto riu alto.
- E você já entrou em muitas brigas, ?
- Não, mas eu tenho a pra isso - ela sorriu satisfeita. - O que você fez depois? - perguntou cautelosamente. - Depois de ler a carta.
- Fiquei furioso, entrei no carro e dirigi, dirigi, dirigi tanto até chegar em outra cidade, era onde a Kate costumava ir quando estava com raiva ou triste e enchi a cara em um barzinho que tem lá.

“- Os meninos ainda não o acharam - Renata disse bloqueando a tela do celular - Onde será que o se meteu?
- Talvez ele não queira ser achado - falou sem tirar os olhos da TV - O cara acabou de ser abandonado no altar, deixem ele sozinho, eu aposto que ele deve está enchendo a cara em algum lugar - ela olhou sua mensagem não respondida por Daniel - Eu faria a mesma coisa. - Falou mais para si mesma do que para as meninas.”


- Eu estava certa então - disse baixinho, mas não o suficiente para que não ouvisse.
- Certa de que? - Ele perguntou.
- De que você estava enchendo a cara. - ela disse dando de ombros e bocejando.
- Está com sono?
- Um pouco - ela respondeu pegando o celular - 03:32 e a energia ainda não voltou. - outro bocejo.
- Talvez demore mais um pouco - ele disse ajeitando o braço para que a menina se aninhasse mais nele.
- Talvez. - disse fechando os olhos.

(...)


- Agora vocês são oficialmente alunos da University College London - Bianca disse olhando e orgulhosa. – Ou como vocês disseram, a universidade dos sonhos de vocês.
- Dos sonhos? - Lauren perguntou - Isso aqui está longe de ser um sonho, está mais pra um pesadelo!
- Isso é porque você é uma aluna horrível e acumula atividade toda semana. - Renata disse olhando o papel de transferência do namorado.
- Essa aqui é a melhor universidade de Londres - disse admirando o corredor por onde passavam - É claro que é um sonho.
- Uma das. - Lauren corrigiu.
- Onde fica o bloco C? - falou olhando seu papel de transferência.
- É o mesmo bloco da - ouviu a namorada falar pegando o papel - É do outro lado da universidade, bem longe de mim, meu amor - ela fingiu uma cara triste.
- Não tão longe assim, sem exagero, Drama Queen - Lauren disse revirando os olhos.
- Bom, então eu vou indo, minha aula começa daqui a 10 minutos e eu não quero chegar atrasado no primeiro dia - disse dando um selinho em Bianca logo em seguida - A gente se ver mais tarde. - falou logo virando para o caminho contrário.
- Que orgulho do meu bebê - Bianca disse fingindo enxugar uma lágrima.
- Vocês são muito melosos, eca - Lauren disse pousando seu olhar no outro casal que já estava aos beijos - Meu Deus, vocês também! E ainda é quarta-feira!

(...)


- Isso aqui está tão vazio sem o e o - falou com o rosto pousado em uma mão e encarando os dois lugares vazios a sua frente da mesa do refeitório - Quem vai contar aquelas piadas sem graça que o sempre conta?
- Se você está sentindo tanta falta, por que não se transfere para a outra universidade também? - disse sem tirar os olhos do caderno no qual escrevia.
- O que? Claro que não, a Lauren estuda lá. - falou olhando para a fila de cachorro quente mais a frente.
- E daí?
- E daí - ele continuou - Que não dá certo ficar vendo ela todos os dias, nós vamos acabar enjoando um do outro.
- , quando você um dia se casar, vai ter que ver sua esposa todos os dias - o moreno disse fechando o caderno - Vai enjoar dela também?
- Detesto te decepcionar, , mas, eu não pretendo me casar - disse enquanto guardava suas coisas - Não depois do desastre que foi o seu casamento, não quero ser abandonado no altar também.
- E quem te garante que você vai ser abandonado?
- E quem te garante que eu não vou ser abandonado? - olhou em volta procurando por algo. - A propósito, você viu o hoje?

(...)


- ! - a menina sentiu uma mão pesada sobre seu ombro logo depois de ouvir seu nome - Meu Deus, como você anda rápido.
- A quanto tempo está correndo atrás de mim, ? - ela olhou para trás vendo o caminho que o garoto veio logo o encarando de volta.
- Faz uns cinco minutos ou mais - ele disse ofegante - A Bianca disse que meu bloco é igual ao seu.
- Ah, ela comentou que você e o concluíram a transferência hoje, posso olhar seu papel de transferência? - o garoto entregou a menina - Você está na mesma turma que a minha!
- Sério? Isso é ótimo.
- Eu não sabia que você cursava veterinária - ela falou lhe devolvendo.
- Não tenho cara de quem gosta de cuidar dos bichinhos? - disse abrindo os braços e fazendo o olhar da cabeça ao pé.
- Nem um pouco - a garotada disse rindo de leve e tornando a andar - Vem cá, por que você não me chamou antes? Ao invés de correr igual um louco.
- Na verdade eu chamei - o moreno disse tirando fone do ouvido da garota.

(...)


- Chegamos! - disse enquanto estacionava seu carro do outro lado da rua, estava de volta a Manchester com .
- Foi aqui? - perguntou olhando pela janela.
- Foi sim, esse foi o local do acidente. - o loiro falou com um pesar na voz.
- Eu não consigo lembrar de nada, , de nada! - ela disse se virando para o rapaz.
- Eu sei que não. - ele disse a olhando - Mas você se lembrou de mim na casa das meninas, lembrou do meu apelido, que você me deu.
- Eu lembrei de você há dois anos , há dois anos eu tenho te procurado, mas nada, porque eu só lembrava do seu apelido, Bloom. Por que você sumiu? Se éramos melhores amigos…
- - o loiro falou desviando o olhar da menina - Quando aconteceu o acidente, seus pais me culparam, me culparam por ter machucado a princesinha deles, quando eu entrei no quarto onde você estava internada e você não me reconheceu, eles aproveitaram para me pedir que eu sumisse da sua vida, até porque, pra que ter na vida da filha deles alguém que só causou dor.
- O que? Não! Eu não acredito que eles fizeram isso - a menina falava com as mãos na boca - Eles me disseram que você era só mais um desconhecido que passava na rua na hora do acidente. - ela disse olhando para a avenida de volta - Eu só tenho alguns flashes seus nas minhas lembranças, de quando éramos crianças… - ela hesitou - Faz tanto tempo desde o acidente, tanto tempo…
- Cinco anos…
- Você… você pode me contar o que aconteceu? - ela o olhou.
- Eu estava dirigindo o carro, você estava bem decepcionada com seu ex namorado e então achou que fugir da escola e encher a cara no meio do dia fosse a melhor ideia. Mas não era, e a minha de te acompanhar nessa loucura foi pior ainda.

“- , eu já disse que você fica lindo bêbado? - ria enquanto falava, achava aquela palavra engraçada “bêbado”.
- E a bebida tem algum feitiço que muda na minha aparência, Blue? - o loiro falava rindo.
- Blue, ? Usando meu apelido de criança? - a garota debochou - Eu nem te chamo mais de Bloom.
- Porque não quer - ele ria olhando a menina. Achava linda, para ele, ela era a garota mais bonita que conhecera, mas seus devaneios foram interrompidos.
- , cuidado!”


- De repente eu só vi um clarão e depois tudo escureceu, quando eu acordei estava no hospital e você sem memória, ou melhor, sem eu na sua memória. - virou para a loira ao seu lado, ela estava chorando - Mas já passou, , não precisa chorar.
- Eu sei, mas é que mesmo não lembrando eu sinto, eu sinto uma aflição quando me falam desse dia. - ela respirou fundo. - Como se eu tivesse prejudicado alguém.
O rapaz hesitou na hora que ouviu, mudando sua feição pra culpa e desgosto, percebeu a mudança de .
- Aconteceu mais alguma coisa que você não contou? - ele respirou fundo, soltando todo ar de dentro dos pulmões pra fora.
- A menina que estava no carro que batemos… ela...
- Ela o que, ?
- Ela morreu. - falou cautelosamente.
- Como assim? Como morreu? - entrou em choque.
- Eu não sei, eu não procurei saber sobre o que aconteceu com ela, eu só - ele hesitou - Depois de uma semana soube da morte dela. - a loira desabou em lágrimas, não podia acreditar que além de perder a memória praticamente matou alguém.
- Você deveria ter falado com a família da menina, deveria ter ido atrás deles pedido desculpa! Não sei, alguma coisa!
- Eu fui, ! - ele praticamente gritou - Eu fui atrás da família dela, mas eu não os achei, só achei duas pessoas ligadas a ela.
- Quem? - a menina o olhou séria.
- Eu não posso contar, , eu sinto muito, já prejudiquei essas pessoas demais - ele falou com a voz fraca olhando para frente e se perdendo em pensamentos. O silêncio se instalou no carro até ser cortada pela voz de - , como você lembrou de mim? Você disse que foi há dois anos… três anos depois do acidente.
- Eu estava com as meninas, estávamos fazendo a mudança da e da Lauren pra o apartamento quando a Bianca achou uma cachorrinha na rua e disse que iria colocar o nome dela de Bloom, porque ela adorava as Winx e foi ai que você veio, e eu lembrei do porquê te dei esse apelido também, você assistia esse desenho e eu ficava te zoando por isso, mas eu não lembrei do seu rosto sabe? Eu não conseguia lembrar do seu rosto ou do seu nome verdadeiro, eu só lembrava que eu tinha um amigo que se chamava Bloom quando eu era criança, e eu sentia que era muito especial. Eu perdi a memória de toda a minha adolescência.
- Você ainda é muito especial pra mim. - ele disse sorrindo de leve.
- Mesmo não lembrando quase nada de você? - riu fraco.
- Você pode não lembrar, mas você sente - ele colocou uma mecha do cabelo dela pra trás - E a propósito, você pode se lembrar, só precisa colocar as memórias em ordem.
- Você pode me ajudar?
- Mesmo que você não pedisse eu faria isso. - os dois sorriram. Mas colocou algo na cabeça naquele mesmo instante, iria achar a família da menina que morreu no acidente, e iria se redimir.


Continua...



Nota da autora: (24/07/2017) Oi genteeeee eu espero que estejam gostando da história, comentários sobre a fic é muito importante pois é uma maneira de saber o que vocês estão achando e assim podermos interagir também, sempre vou estar respondendo cada uma, aqui no site ela ainda está no início, mas eu já tenho muitos capítulos prontos e muita coisa tá pra acontecer ainda, vou deixar o link do grupo da fanfic aqui e lá vocês podem acompanhar tudo sobre ela, fazer perguntas, interagir, beijo e um abraço apertado pra vocês. ❤️


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