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Última atualização: 01/04/2017

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Prólogo


Há muito, muito, muito distante... Em Bradford, uma cidade na área metropolitana de West Yorkshire, ao norte da Inglaterra, enfeitada por suas catedrais magníficas e trajando uma arquitetura vintage, existia um colégio. Um colégio diferente dos demais. Talvez nem tão diferente assim, mas para os dez jovens apresentados a seguir, era o lugar onde suas vidas mudariam para sempre.
O Bradford East College, com seus quase cem anos de glória, era uma das melhores instituições de ensino da região. O fato é que seu sistema um tanto quanto inusitado, surpreendia os pais e os tornava assim a mais famosa escola de toda a Inglaterra. A estrutura abrangia um grupo de irmandades – mesmo sistema usado em universidades –, abrigando todos os alunos no gigante campus. A maior de todas as irmandades era o B. Holmes, recebia os alunos inteligentes, aqueles que traziam algo a mais ao colégio. O nome homenageia a Breece James Holmes, o fundador da instituição. A segunda irmandade carregava o nome do jogador mais famoso da história do B.E.C, Johnatan Hilton, a casa dos atletas. Lanister era a próxima; a casa cor de rosa, como era conhecido entre os alunos. O lar de todas as líderes de torcida. O Voux entra na próxima; era como uma comunidade para os alunos “comuns” ou então os expulsos das outras irmandades ¬– ou como conhecidos, os sem-teto. Além de abrigá-los, era onde os professores – os que não tinham família na cidade – dormiam no período letivo.
A política da escola era bastante clara, rígida e restritamente vigiada pelos abutres do grupo de debate – como os demais alunos costumavam apontar. Falando em grupo de debate, Harry Styles, desastrado demais para o teatro e não atlético o suficiente para o time, preenchia seu tempo vago desvirginando as novatas e dando uma de Martin Luther King Jr. para o debate. Ao lado dele, Evans, a princesinha imaculada exibia sua inteligência com palavras bonitas e planos bem calculados.
Os Bradford Eagles, vice-campeões da Liga Junior de Futebol do ano anterior, era formado pelos amigos Liam Payne, Louis Tomlinson e Zayn Malik e mais alguns acéfalos sarados, por um técnico aposentado que tarava as líderes de torcida, e uma garota, a estrela do B.E.C; Westwood. Além da fama pelas vitórias do seu time, também era conhecida por seu senso de humor negro e o pavio curto. Odiava os lanches do refeitório e o time de natação. Niall Horan, o rapaz mais sociável que já existiu, privilegiava seu time de natação por suas mãos e pés rápidos e seu espírito de liderança, trazendo grandes troféus de ouro para a coleção do diretor Rogers. Já que tocamos no assunto “vitória”, Chadwick está totalmente dentro. Dona das melhores notas, a moça ainda era conhecida por ser exemplo de beleza e status – mesmo com a fama de transar com professores. Sobre o último assunto, é quando as líderes de torcida entram; a diferença de tal grupo era a nova integrante: White. Seu único objetivo era só e totalmente animar. Não se interessava pelas festas, pelos grandalhões cheios de músculos e pela fama. E para completar o grupo, Stonem: a garota que morava com cinco garotos e pagava o melhor boquete de todos – segundo fontes confiáveis. Suas notas eram razoáveis, não tinha as pernas mais bonitas, mas era a garota mais maneira do colégio.
E os dez, dividiam entre si, relações de amizade, amor e ódio, fazendo com que o ultimo semestre escolar fosse o mais inesquecivelmente foda de suas vidas.
Capítulo 1 - "Baby look what you've done to me."


e Zayn

Tudo o que se ouvia no quarto era o barulho da chuva do lado de fora. As janelas estavam fechadas, mas os pingos ainda podiam ser ouvidos claramente. Liam dormia sereno ao lado da amiga ruiva, que depois de acordar, observou as costas nuas dele por instantes. Depois, conferiu as horas no relógio em cima do criado.
Estava completamente atrasada.
– Liam! Estamos atrasados! – gritou no ouvido do rapaz, pulando da cama no momento seguinte.
– Que horas são?
– 7h48. – seus olhos castanhos a encararam assustados.
– Droga, ! Por que não me acordou antes? – Liam se levantou rápido.
– Por que eu também não estava acordada? – respondeu, já tirando a camisola e jogando-a na cabeça dele antes de deixar o quarto, somente de lingerie.
– Bom dia, ! – Niall passou por ela no corredor e jogou um beijo no ar. – Está atrasada.
– Como sempre. – resmungou. Abriu a porta do banheiro e ouviu uma voz abafada.
– Quem está aí?
O banheiro estava ocupado. A moça praguejou o fato de o chalé ser tão pequeno e ter somente um banheiro. Harry já estava tomando banho. Rolou os olhos azuis e pouco se importou com o fato.
– Sou eu, Styles. – tirou a roupa íntima e abriu a cortina, vendo a bunda branca do rapaz. Segurou o riso.
– Ei! – ele se virou bravo, mas ao notar a nudez de , sorriu maldoso.
– Cala a boca e me passa o sabonete.
– É uma bela vista, Stonem. – Harry ainda sorria maldoso, olhando-a de cima a baixo. A ruiva jogou água no seu rosto e pegou o sabonete branco de sua mão.
Era o último semestre do colégio e precisava parar de ser tão atrasada. Zayn sempre falaria na sua cabeça por ser assim. Mas o quê faria? Acordar cedo ainda era um grande desafio para ela. Tomou o banho mais rápido de sua vida, ignorando totalmente a um Harry Styles safado e pelado à sua frente.
Saiu do banheiro enrolada na toalha e sentiu o cheiro de café entorpecer suas narinas; estava faminta. Ao entrar no quarto, encontrou Liam sentado na beirada da cama calçando seus tênis, já completamente vestido. O brasão do colégio brilhava na jaqueta do time que ele trajava. Procurou por uma roupa qualquer e a vestiu rapidamente, ou então perderia sua carona. Ao chegar à cozinha, viu seus melhores amigos sentados ao redor da bancada: Styles não tirava aquele sorrisinho tarado dos lábios, Niall tinha a boca suja de rosquinhas, Louis dormia em cima da própria mão, Liam colocava café na xícara e Zayn... Bem, Zayn a recebeu com um sorriso lindo.
A moça foi até ele e deixou um selinho em seu pescoço, roubando sua rosquinha logo depois.
– Bom dia para você também, Stonem! – o moreno murmurou, indignado.
– Estamos atrasados, vamos logo. – Niall deixou a xícara vazia na pia e pegou a mochila pela alça. – Louis... Acorda cara.
– Caralho, nosso motorista está morto! – Harry dramatizou. Pegou sua mochila do chão e sussurrou no ouvido de : – Gostosa.
– Vá se foder. – o mandou o dedo.
– Só se for com você. – dizendo isso, acompanhou Niall para fora da pequena casa.
– Santo Pelé! Quanto tesão! – Louis gritou, depois de acordar e ir pegar a chave do carro no chaveiro. Liam foi próximo a sair, deixando e Zayn na cozinha. A ruiva guardou uma rosquinha na mochila.
– Vamos, ? – Malik pegou sua mão, puxando-a para fora de casa.
Ouviram a buzina, trancaram a casa e correram até o carro do Tommo. Antes de entrar, acenou para Jesy, a vizinha de chalé, que sorria alegre por trás do seu aparelho dentário. A palavra ‘loser’ parecia estar desenhada na testa da garota.
– Ah não, eu não vou no colo! – resmungou, cruzando os braços. Niall gargalhou do banco do passageiro. – Você é um otário, Niall James.
– Vem para o papai, zita. – Styles bateu as mãos nas pernas. A garota ruiva amaldiçoou Liam e Zayn por carregarem as mochilas nos colos. Indignada, se sentou no colo do cabeludo.
O trajeto até os grandes portões da B.E.C não havia mudado muita coisa; os edifícios das outras irmandades continuavam grandes e imutáveis como se lembrava. As mesmas pessoas com as mesmas caras e humores deixaram-na enjoada. Era tudo tão monótono. Sem demora, chegaram até o estacionamento da grande Bradford East College.
Minutos mais tarde, Stonem praguejou os céus por mandarem chuva justo quando tudo o que ela precisava era infectar seus pulmões com as substâncias tóxicas de um cigarro. O fogo que jazia do isqueiro cinza demorava a acender, mas a relutância da moça era maior. Quando conseguiu acender o cigarro e deu o primeiro trago, sentiu um alívio grande tomar conta de seu ser. Só assim estaria preparada para enfrentar aquele último semestre sem enlouquecer. Para a ruiva, tudo de pior aconteceria naqueles meses: provas finais, baile anual, jogo estadual e a droga das universidades.
Ainda não tinha ideia do que fazer da sua vida.
Sua primeira aula era filosofia e amava matar o primeiro tempo para fumar. Ainda não estava a fim de ver a velha cara de Angelick Wilson. O pátio estava vazio, devido à chuva, mas não se importava em deixar a garoa fina molhar seus cabelos. Observou a fumaça do cigarro se espalhar pelo ar e outra vez se perdeu em pensamentos.
Um grito chamou a atenção da moça. Olhou de onde veio aquele som estridente; uma garota estava caída no chão do lado oposto a ela. Como ela havia gritado tão alto? Rolou os olhos e se levantou da grama molhada, pronta para ajudar a moça dos cabelos pretos.
– Você está bem?
– Não. – a morena gritou, quase chorando. – Eu estou ferrada! Olha só para isso! – apontou para o salto que usava; estava quebrado. quase rolou os olhos novamente. – Eu estou fer...
– Não, tudo bem. Me dê sua mão, vou te ajudar. – a moça finalmente olhou para , com seus grandes olhos castanhos contornados por um lápis de olho preto.
– Obrigada.
– Você está sentindo dor? Foi um belo tombo. – ela riu e suspirou, olhando para os saltos quebrados novamente.
– Como faço agora? Era meu Gucci preferido! – tirou os sapatos dos pés e os abraçou contra o rosto.
– Ahn... Deve ter alguma coisa para você nos achados e perdidos.
A moça morena deixou a cabeça tombar para trás e resmungou:
– Droga de grama molhada!
– Se quiser, posso te levar até lá.
– Não, tudo bem... Acho que posso ir sozinha. – ela ajeitou os cabelos, olhou para mais uma vez e sorriu tímida. – Sou .
.
A ruiva sorriu gentil.
– Nos vemos por aí, .
acenou, vendo a moça morena mancar pátio a fora.
Deu de ombros e caminhou de volta para se sentar na grama, onde sua mochila estava.
Estralou os dedos e com tédio, passou os olhos pela paisagem. Zayn saía apressado pela porta principal do prédio.
– Ei, Malik! – o gritou e viu o moreno correr em sua direção.
– Oi, Stonem. – ele a cumprimentou com um toque, como de costume. O rapaz se sentou ao lado dela. – O que faz aqui sozinha?
– Advinha? – sorria sapeca.
– Estava com tédio, nem um pouco afim de ver a senhora Wilson e seus pulmões imploraram por um trago. Acertei?
– Ó, meu Deus, Zayn! Você é um gênio! – ela brincou o puxando pelo pescoço, para morder sua bochecha.
– Eu sei, eu sei. – se gabou. – ‘Perfeito’ é uma palavra que me define, .
A moça girou os olhos, ignorando o momento narcisista do amigo.
– E você? Por que saiu da aula?
– Menti para o Noris, dizendo que precisava ir à enfermaria, porque não me sentia muito bem. Quando cheguei à enfermaria, menti novamente. Disse que precisava de um ar, e bem... Aqui estou eu.
Ele deu uma piscadinha. mordeu os lábios, observando os traços do amigo.
– Já ficou sabendo da novidade? – ele se virou para ela, encarando seus olhos azuis.
– Não. Qual?
– O treinador Travis foi demitido.
– O tarado? E agora? Os jogos estaduais estão chegando.
– Por isso... Arnold Vouisteen vai treinar o time. – Zayn estava radiante. – Não é incrível? Liam e Louis estão pirando.
– Ó, Deus! Ele não jogava no Manchester? Meu caralho, isso é ótimo, Z!
– Mais que ótimo . E por causa desse presente dos céus, Daniel Parker vai dar uma festa. Lá no JH, às oito.
– E você pretende ir? Pensei que só os fodões entrassem no Johnatan Hilton...
– Claro. E estou te avisando. Todos estão convidados.
– Ah, Zayn... Eu não sei. – puxou outro cigarro do maço. – Tinha planos de assistir filmes e comer porcarias com o Niall o resto da noite.
Stonem recusando uma festa? – ele pôs sua mão sobre a testa da amiga, medindo sua temperatura. A ruiva retirou-a, irritada. – Vamos lá, estamos no meio do ano... Falta pouco para acabar essa droga toda! Podemos virar shots de tequila e ficar chapados juntos. Vai ser legal!
– Merda! O que você pede sorrindo que eu não faço chorando? – foi esmagada pelos braços do amigo, enquanto ele beijava várias vezes seu rosto. Em meio àquela garoa fina e o vento frio de começo de outono, Zayn e passaram o resto do primeiro tempo fumando e fazendo daquele momento, uma lembrança.
*
– Oi, eu preciso de ajuda. Meu salto quebrou e não tenho nada reserva no meu armário.
estava claramente desesperada. A moça de óculos dos achados e perdidos a encarava com tédio.
– Precisa fazer uma ficha. Você já tem uma?
– Mas que droga é isso? Consulta psicológica? – rolou os olhos, sem paciência. Tudo estava dando errado no seu primeiro dia: Britt, sua colega de quarto, deixara as torradas integrais queimarem e por isso, teve que comer granola com leite desnatado. Ou seja, bem no primeiro dia de aula do semestre, havia quebrado a maldita dieta. E agora, quebrado também seu salto preferido.
– Senhorita, eu só sigo o protocolo.
– Foda-se o protocolo! Eu preciso de um sapato, droga.
White saía do banheiro feminino, quando ouviu gritos. Lá estava ela: Evans, a garota mais bonita do colégio. Todos sabiam quem era Fucking Evans. se aproximou da garota ao ver que ela estava quase se descabelando.
– Com licença... – sorria de lado, um pouco insegura por falar com aquela garota irreverentemente bonita. – Ouvi que você precisa de ajuda.
– Olha só para isso, não é o fim do mundo? – intercalava olhares para a loirinha baixinha e a moça dos óculos.
– Eu acho que posso te ajudar. Quanto você calça?
– Trinta e seis. – contou.
– Eu sempre tenho um salto reserva no armário. – aquela loirinha era uma graça; já havia gostado dela.
– Ó, Deus! Muito obrigada!
– Disponha.
– Juro! Fico te devendo essa... Ahn... – a morena a olhou por instantes, se martirizando por nem ao menos perguntar o nome de sua salvadora.
. Mas pelos planetas, me chame de .
– É um prazer, . Eu sou...
– Eu já sei. Evans. – a loirinha novamente sorria. – Meu armário fica ali na frente.
ainda não sabia, mas naquele dia havia ganhado uma nova amiga.
*
– Ah, vamos lá pessoal! Vocês parecem garotinhas com medo do bicho papão!
Jacob Bennett, o capitão do time, gritava em plenos pulmões. Depois que o treinador Travis foi demitido, o time estava uma loucura. Estavam no segundo tempo e a notícia de que Arnold Vouisteen os treinaria, havia se espalhado tão rápido quanto à velocidade da luz. Graças a uma Louise Holland que sempre abria a boca para fofocar através do jornal.
Os rapazes corriam de um lado para outro na quadra, em aquecimento. Benett notou a falta de , mas se lembrou de que ainda faltavam bons minutos para o treino realmente começar. Megan Cooper e suas fieis seguidoras entraram no ginásio, para ensaiar e obviamente, ver o treino dos garotos. , depois de ajudar Evans a resolver o probleminha com seu salto, correu descontrolada pelos corredores do B.E.C., atrasada para o ensaio.
Assim que entrou no ginásio, sentiu seu corpo pequeno se chocar em algo. Ou melhor, alguém. Niall ficou tão surpreso quanto ela. Assim que ele a olhou, questionou a si mesmo o porquê de nunca ter reparado naquela garota antes; seus cachos dourados estavam mais bagunçados que o normal – devido a pancada –, sua respiração falhava e por isso seus lábios pintados pelo batom rosa bebê estavam entreabertos.
– Ó, pelos planetas! Desculpe-me, sou uma desastrada. Nem te vi.
– Está tudo bem. – Niall sorriu para ela. – Você está bem?
– Sim, estou bem. Obrigada. – o olhou nos olhos e saiu dali, indo ao encontro das outras meninas.
– De nada. – Horan se virou, observando aquela garota desconhecida caminhar apressada até as outras líderes de torcida. Franziu o cenho e novamente olhou as horas no relógio; não era só aquela garota que estava atrasada.
Correu até a parte de trás do ginásio, onde avistou a piscina e seus colegas da natação, que o receberam calorosamente.
*
sentiu o gosto do próprio sangue; aquela maldita mania de morder as bochechas internamente. A aula de química nunca pareceu demorar tanto. “Desculpe-me a sinceridade senhor Noris, mas eu tenho que parecer transável e por isso preciso de um espelho”, pensou. Ansiosamente esperava para ir para o segundo tempo e ver seu professor de geografia gostosão. Não dava a mínima para a localização das geleiras polares, nem para os movimentos tectônicos; só queria apreciar o apreciável e jogar seu charme para cima do senhor Edwards.
Saiu da sala de química e caminhou pelo corredor do segundo piso, entrando no banheiro feminino logo depois, a fim de retocar o batom vermelho nos lábios. Algumas meninas conversavam alto, mas pararam assim que Chadwick deu o ar da graça. Ela meio que causava esse efeito. Logo, aquelas mesmas meninas deixaram o banheiro, com certa pressa.
A loira sorriu indiferente e se virou para o espelho, pegando o objeto da bolsa. Vermelho era sua cor preferida. Sua cor preferida para seu professor preferido. Isso fazia sentido para .
Estava pensando em ligar para Wale mais tarde, precisava de uma companhia para festa. Daniel Parker merecia um beijo na boca; uma festa era tudo o que ela precisava. Para enfrentar o semestre, queria tudo o que a noite a oferecer.
Mais uma vez se olhou no espelho e saiu pelo corredor, ouvindo o barulho dos próprios saltos. Àquelas horas, o sinal do segundo tempo tocara há tempos. Era melhor chegar atrasada, assim, chamaria atenção de Samuel Edwards.
Entrou na sala e deixou com que os olhares curiosos dos colegas de sala corressem por sua figura. Senhor Edwards, que sentava na beirada da mesa e segurava um globo, também a encarou.
– Senhorita Chadwick, está atrasada.
– Desculpe minha irresponsabilidade, professor. – ela passou por ele, com a saia rodada do uniforme indo de um lado para o outro. A loira girou ardilosamente o globo que o mesmo segurava, antes de ir se sentar.
Samuel pigarreou; estava babando por . Pobrezinho!
– Como eu dizia...
– Porra, Chadwick, você não perdoa nem os professores!
A loira conhecia aquela voz. Aquela maldita voz. Era aquele maldito garoto; o maldito do Styles.
– Cala a sua boca imunda, Styles. Ninguém falou com você.
– Vem calar, . – rolou os olhos e o mandou ir se ferrar. Logo depois, se esforçou para ignorá-lo o resto da aula.
Como ela não notou aquela criatura repugnante antes? E ele se sentava bem atrás dela! Era o fim dos tempos.
Toda a magia das aulas de geografia havia se esvaído. E agora ela teria que ver a cara daquele babaca em todas as aulas do seu querido Samuel.
Maldito Harry Styles!
*
tinha sua mochila pendurada no ombro e enquanto carregava seu livro de química na mão, ela caminhou calmamente na companhia de seu melhor amigo até a saída de emergência, no fim do corredor do primeiro piso, pronta para ir até o ginásio. Sempre pegava esse atalho pelos fundos. Afinal, sempre gostava de ser a primeira a chegar ao campo de futebol. Harry falava sem parar sobre a cena com mais cedo e ela apenas ria, chegando a conclusão de que seu amigo precisava transar.
– Estou te falando. Que peitos! Caralho.
– Poupe-me desses detalhes, Styles.
– Como? Os melhores detalhes, Westwood. – o braço dele cobria os ombros da amiga.
– Só pensa com a cabeça de baixo. – ela girou os olhos, induzindo Harry a rir. – Tenho treino agora, seu babacão. Te vejo em psicologia?
– Talvez sim, talvez não. – ele brincou e ganhou um tapa no ombro. Beijou a bochecha da amiga e se despediu.
lembrou-se de que chovia do lado de fora e por causa disso, os treinos deviam ser na quadra. Rolou os olhos amaldiçoando aqueles jogadores metidos a besta, que não passavam de uns maricas. Que mal havia em treinar na chuva? Ela não entendia o porquê de tanta “veadagem”.
Estava ansiosa demais: aquela fofoca espalhada por Louise Holland não podia ser mentira. Ela era a redatora do jornal, afinal; sempre sabia de tudo. Com certeza, a garota tinha suas fontes confiáveis de dentro da coordenação do colégio e por isso, todas as notícias espalhadas por ela, eram verídicas.
Abriu a porta da saída de emergência e caminhou até a porta do ginásio. Ao passar por ali, pôde observar o time de natação no pique.
“Boa sorte ao entrar nessa água gelada, idiotas”, pensou irônica.
Do lado de fora, ouviu os gritos do Bennett. Jacob era desprovido de neurônios. Do que adiantava ter aquela boca maravilhosa e só falar merdas com ela? Westwood não entendia qual era o problema dos garotos daquele colégio.
Entrou no ginásio e foi recebida pelos olhares dos rapazes que corriam de um lado para o outro. Ela era o sonho de consumo de todos os jogadores do Bradford Eagles e sabendo disso, ignorou – como de costume – veemente aos olhares antes de caminhar até o vestiário. Vestiu seu uniforme e correu até a quadra. Jacob não perdeu a oportunidade de comentar quão lindas as pernas de eram. Ela apenas o respondeu com o dedo do meio.
Assim, começou seu aquecimento. Enquanto corria até o final da quadra, a imagem de três garotos entrando no ginásio chamou sua atenção. Entre eles, estava o gato do Payne. Poderia dizer que aquele era o único cara – exceto por Harry Styles, seu melhor e mais idiota amigo – que prestava em toda a B.E.C. Ele a cumprimentou com um balançar de cabeça – que quase a fez derreter. – e deu a volta na quadra, para entrar na mesma. não conteve o sorriso e voltou até o outro polo da quadra, correndo.
Assim que acabou seu aquecimento, Bennett voltou a falar sem parar para o time. Os rapazes e Westwood se viraram ao mesmo tempo para ver a movimentação na entrada do ginásio; o diretor Rogers estava acompanhado. Acompanhado por Arnold Vouisteen. Até mesmo as líderes de torcida, que cantavam sem parar do outro lado do ginásio, se renderam ao silêncio; aquele momento era único.
O diretor Rogers o apresentou para os jogadores, que logo partiram para cima dele para fazer reverências. ficou sem saber o que fazer no primeiro momento, mas depois seguiu o exemplo dos outros e foi até o novo treinador. Arnold, assim que viu a imagem de Westwood, se assustou.
– Veja só, uma garota! Que incrível!
Os olhares dos rapazes novamente queimaram sobre Westwood, que novamente os ignorou.
– É um prazer, treinador Vouisteen.
Depois de apresentar o novo treinador para o time, diretor Rogers saiu do ginásio. Arnold já havia conquistado os jogadores do Bradford Eagles com sua primeira frase:
– O meu time não é feito de jogadores, ele é feito de soldados. Estão preparados para ganhar os jogos estaduais?
Do outro lado do ginásio, o coro de ‘c’mon team!’ ecoou alto. Os rapazes também comemoraram antes de pegar a bola, estipular os times e começar o treino do dia.
reforçou o nó no cabelo e dobrou um pouco os joelhos. Esperou pelo toque de John Morrison e correu até a bola, pronta para exercer sua função de maior artilheira da história da B.E.C. Com seu olhar congelante, intimidou Frederick Williams, o goleiro do camisa-azul, que tremeu feito vara verde. Colocou sua força no pé direito e chutou a bola, acertando o gol por debaixo das pernas do fracote do Williams.
Arnold, que já havia achado incrível o fato de ter uma garota no time, se impressionou ainda mais com aquela performance. Ele apitou e aplaudiu a , elogiando-a depois. Nem três minutos de jogo e ela já goleara. A bola foi para o meio de campo para sair. Zayn Malik tocou a bola para Jacob, que deu um chute tão alto que foi fora. O lateral esquerdo do camisa-amarela, tocou para Liam, que tocou para Westwood. Liam delicioso Payne havia tocado a bola para ela. Poderia dormir feliz hoje. Sorriu e correu com a bola, driblando o infeliz do Hermes Finlay. Quando ia marcar outro gol para o camisa-amarela, sentiu seu corpo sendo jogado para o meio da quadra. Ouviu o apito do treinador e sentiu a dor tomar conta de sua canela direita.
– Foi falta, treinador! – Daniel Parker gritou.
– Claro que não, Parker, ela caiu sozinha! – Bennett se meteu.
– O Tomlinson jogou o corpo dele contra o dela.
Ao ouvir isso, o sangue de Westwood ferveu. Olhou para Louis Tomlinson, que segurava um sorriso debochado nos lábios. A rivalidade entre eles havia começado na infância, quando começaram a estudar juntos e Tomlinson não aceitava que uma garota fosse melhor que ele no futebol. Sempre que podia, Louis a atrapalhava, perturbando seus momentos de solidão e entrando no seu caminho em meio a um jogo. Então desde aí, compartilhavam uma relação de ódio que ninguém conseguia reverter.
– Babaca. – sussurrou. Odiava aquele garoto. Afinal, qual daqueles acéfalos ela não odiava? – Vai ter volta, Tomlinson.
– Você está bem, Westwood? – Arnold a questionou.
Daniel tentou ajuda-la a levantar, mas recuou pelo olhar que recebeu. “Não me toque, idiota.”, pensou. Ela respondeu ao treinador com um balançar de cabeça.
– Falta!
Arnold apitou mais uma vez. sorriu vitoriosa e mandou o dedo do meio para Louis, que estava pouco se fodendo para o Bennett ralhando para cima dele. Jacob Bennett quase o estrangulava. Falta perto da grande área. Era quase um pênalti, droga!
Westwood se preparava para cobrar a falta. Depois que o treinador apitou, ela não pensou; chutou a bola com toda sua força.
Os olhos de Bennett se arregalaram o quanto era possível; Frederick Williams não sabia nem como pegar uma bola. O gol estava feito. 2x0 para o camisa-amarela. Os rapazes comemoraram a pseudovitória. estralou os dedos e não conteve um sorriso quando Payne passou por ela correndo e mandou uma piscadinha.
O treinador Vouisteen sentiu que aquela garota causaria a revolução dos jogos estaduais.
*
Depois de matar o último tempo e sair despercebida pela porta principal do prédio, se lembrou dos amigos; Liam disse que tinha aula de matemática, Harry de psicologia, pois se lembrava de tê-lo ouvido reclamar sobre isso no almoço, tinha certeza de que Louis estava na aula de filosofia, assim como também tinha certeza que ele estaria dormindo e Zayn e Niall estariam babando na professora de inglês. Então, voltaria sozinha para casa. Não se importava, ainda mais pelo fato de que não ter aulas com Samuel Edwards a deixava bem radiante.
Puxou o último cigarro do maço e o fumou enquanto ouvia Miss Jackson e fazia o trajeto de volta para o chalé. Mais tarde compraria mais cigarros e algumas balas para a festa mais tarde. Mas isso conseguiria facilmente com Allan, o garoto das drogas do segundo ano.
Sem demora, chegou ao pequeno chalé que dividia com os amigos. Assim que girou a chave uma última vez e a porta se abriu, notou uma mochila jogada no chão, ao lado de uma cueca boxer preta.
Alguém também tinha matado a última aula.
E pelos seus cálculos, esse alguém era...
– Oi, gostosa.
teve que rolar seus olhos azuis. Tinha que ficar sozinha em casa justo com o tarado do Styles? Ok que ele é um dos seus melhores amigos, mas ele não enxergava aquela barreira chamada “amizade” entre eles. E ainda tinha aquela mania de ficar pelado. E agora, ficava se referindo a ela como ‘gostosa’ o tempo todo.
– Oi, Styles. – ela passou por ele, olhando seu corpo nu. Soltou uma risada baixa e subiu as escadas para o segundo andar do estreito chalé.
– Por que saiu mais cedo do colégio? – o cabeludo a seguiu.
– Estou com preguiça hoje, e também não queria ver a cara do senhor Edwards.
– É a primeira garota que escuto dizer isso. Quero dizer, a segunda. também odeia aquele cara. Todas as outras babam em cima dele.
– Ó, Styles, eu não sou como as outras garotas.
– Ó, eu sei, gostosa.
– Quer parar de me chamar assim, Harry?
– Entenda, querida ... Aquela cena me perturbou a manhã toda!
gargalhou, fazendo o amigo rir também. Depois, tirou as botas e o casaco fino.
– Você é um tarado.
– A culpa não é minha se você entra no banheiro, no meio do meu banho, totalmente nua. Alias, devo acrescentar que você tem belos seios.
– Por que você não cala essa boca e prepara alguma coisa para a gente comer? Os meninos vão demorar com o almoço.
rolou os olhos.
– Posso preparar alguma coisa, mas só se você prometer que vai ser minha sobremesa.
Dessa vez, respirou fundo antes de gargalhar. Olhou nos olhos pidões de Harry Styles a sua frente. “Meu Deus, o quê estou pensando?”
– Você devia treinar mais suas cantadas, Hazza. Nenhuma garota com cérebro vai se impressionar por essas palavras sujas.
levantou uma das sobrancelhas.
– Na verdade, você é a única garota com cérebro que eu tento impressionar. Mas eu nunca consigo.
– Ah, não...
arregalou seus olhos azuis; que papo é esse?
– Harry... Não.
– Estou brincando com você, tonta! – ele deu um tapa na sua bunda e depois se jogou na cama de casal que ela e Liam dividiam. – Como foi seu primeiro dia de volta as aulas? Já sinto falta do verão.
– Ah, normal, Styles: um grande pedaço de merda. E o seu? O quão emocionante foi?
– Nem um pouco.
tirou o resto de sua roupa, acompanhando o amigo na nudez e assim como ele, deitou na cama, sem se importar.
– Se o Liam te ver pelado no lado da cama dele, ele corta seus braços.
O rapaz gargalhou e se virou de lado, encarando a amiga nos olhos azuis. Suas respirações se misturavam e ninguém ousou quebrar aquele silêncio. Pelo menos até o momento seguinte. Harry se aproximou de e beijou o canto de sua boca, seu queixo e logo depois deixou um selinho demorado nos lábios da amiga. fechou os olhos, um pouco perdida.
– Ok, isso foi estranho... – ela declarou.
– Mas ridiculamente... – Harry continuou.
– Bom. – eles disseram juntos, antes de rir.
Logo, sentiu a língua ágil do amigo invadir sua boca. Agarrou os cachos de Harry em seus dedos e aproximou seu corpo do dele.
Não havia pano algum entre eles.
Harry apertava a cintura de com uma mão e com a outra puxou uma das pernas dela até o encontro do seu quadril. Partiram o beijo para arfar com aquele atrito. O calor que emanava do meio das pernas de fez Harry pirar. Com isso, ele sugou o pescoço dela com força.
– Harry... – ela gemeu. – O que estamos fazendo?
– Nos pegando como loucos? – ele sorriu safado. encarou seus olhos verdes por tempo demais; tinha como resistir?
Dessa vez, ela iniciou o outro beijo. Que sem dúvidas, havia sido bem mais quente que o outro. As mãos inquietas do rapaz, ora apertavam a cintura de , ora conheciam seus seios grandes. Ele estava nas nuvens. deixou que sua mão se atrevesse também e assim, desenhou o abdômen gostoso do amigo até chegar ao seu membro, que outrora sentira duro no interior de suas coxas.
Antes de Harry descer os beijos até os seios da amiga, ele a olhou nos olhos azuis. sorriu maliciosa para ele, que retribuiu com majestade. Os lábios rosados e molhados do rapaz escorregaram por seu colo, passando de seio em seio, deixando-a completamente louca. Precisava daqueles lábios em outros lugares, anotado. Gemeu outra vez, arrancando uma risada abafada do amigo. Com isso, ela puxou seus cachos com vontade. Indignada, girou seu corpo sobre o dele, se sentando sobre o membro rígido do rapaz. Antes de voltar a beijar seus lábios, ela rebolou em sua virilha. Dessa vez, Harry gemeu.
– Porra, ...
A moça ruiva também deixou seus lábios escorregarem pela pele branca do amigo, desde o pescoço até o fim do abdômen. Os olhos verdes de Harry brilharam ao ver a ruiva com a boca tão perto dali. Apenas deixou um beijo na cabeça do pênis e esticou o corpo pequeno sobre o dele, a fim de pegar uma camisinha na gaveta do criado mudo. Elas eram de Liam, mas tinha certeza que ele nem notaria.
Harry virou o corpo dela, fazendo-a ficar por baixo de si novamente e com agilidade, colocou a camisinha. Sem mais demora, ele a penetrou devagar. ergueu o corpo e jogou a cabeça para trás, se deliciando com aquele momento. Harry sorriu maldoso e amassou um dos seios dela contra seus dedos, antes de colar suas bocas. Os movimentos dele eram precisos e firmes e tudo que fazia era sorrir e gemer; quem pensaria que um dia ela e Styles estariam numa situação dessas?
Entre beijos, chupões e carícias íntimas, os dois chegaram juntos num orgasmo. Harry tirou a camisinha com pressa e a jogou no chão do quarto.
– Quem diria, Styles?
– Quem diria, Stonem? – eles sorriram maldosos um para o outro.
– Preciso fumar.
A moça ruiva se levantou da cama e caminhou nua pela casa para roubar cigarros do maço reserva de Zayn.
Até que aquele começo de semestre havia saído melhor que a encomenda.

Capítulo 2 - "and your eyes, irresistible"


e Liam

“Um musical cheio de mistério e magia. Em breve:
Anjos e Princesas: um amor divino.
Junte-se a nós.
Não somente viva na arte, deixe a arte viver em você.”
Assim dizia o enorme e enfeitado pôster pregado na parede. estralou os dedos e por um momento viajou longe se imaginando em cima de um grande palco com a multidão emocionada com a história que se passava.
. Olá! Terra chamando, .
– Ah... Oi, Lou.
– Você estava viajando. – Louise riu. – Eu estava dizendo que você devia tentar o papel.
– Acha mesmo?
– Acho. A senhora Simpson apresentou as características da Hartel, a princesa principal na aula de teatro de hoje. A qual você não apareceu. E a princesa é super você, amiga.
– Tive um pequeno problema com meus saltos. – coçou a cabeça, sem graça.
– Hm. Primeiro dia emocionante.
– Nem me fale.
As duas riram.
– Vamos embora logo, quero almoçar.
Assim, Louise Holland puxou a amiga pelo braço corredores a fora até o caminho de volta ao B.Holmes.
*
Depois de fumar dois cigarros que roubara de Zayn, dormiu. Harry tomou um banho e desceu para esperar os rapazes com o almoço, todo feliz. Lembrava-se dos seios grandes de roçando contra seu peito e o jeito que ela mordia o lábio inferior no meio de um sorriso. “Gostosa demais!”. Esse dia ficaria marcado na sua memória, sem dúvidas.
Alguns minutos depois, o carro de Louis estacionou na pequena garagem ao lado do chalé. Os outros quatro rapazes entraram na casa conversando alto e dando risadas.
– Harry, cara, você perdeu! Arnold Vouisteen é nosso novo treinador!
“Louis, cara, você perdeu! Eu transei com deliciosa Stonem!”
– Então era verdade? Porra. É melhor do que eu imaginava.
– E eu, cara. – Tommo jogou a mochila no chão e foi até a geladeira, pegar uma garrafa de água.
– Eles disseram que precisam de outro goleiro no time, Harry. – Liam tirou a jaqueta do time, passou pelo amigo cacheado e caminhou até a pequena sala de tevê.
– E se eu fosse você, me candidataria. – Zayn deixou as vasilhas com a comida sobre a bancada.
– O que é o almoço hoje? Eu poderia comer um búfalo inteiro e ainda assim não me satisfazer.
– Não comeu o lanche do colégio, Horan? – Louis o perguntou, sendo irônico. Sabia que o amigo comera. Duas vezes, ainda.
– Se fode.
Louis gargalhou alto.
– Cadê a , Styles? – Zayn havia se livrado de sua camisa.
– Está dormindo. Ela também matou o último tempo.
– Vocês dois são estranhos. – o moreno fez uma careta.
– Somos preguiçosos. – o cacheado piscou e se serviu com a comida. – Alguém vai querer os picles ou eu posso comer tudo?
*
, e Louise caminhavam pelo passeio comprido da rua que abrigava o B.Holmes. insistia em deixar claro seu ódio por Daniel Parker, o rapaz que há alguns minutos convidara as três para a festa que o Johnatan Hilton daria em comemoração a chegada do treinador Vouisteen.
– Quem ele pensa que é para falar comigo? – xingava sem parar e se segurava para não cair em gargalhadas. Sabia que se fizesse tal ato, seria uma garota morta. – Eu o odeio. Eu odeio todos eles.
– Você é uma piada! – Holland declarou, rindo da morena.
– Não é justo, ! O pobre garoto não tem culpa... Ele estava sendo gentil. – deu um tapinha no braço da amiga.
– Pobre garoto? Olá! Ele é Daniel Parker. Ele é tão asqueroso que...
– Asqueroso? Desde quando você conhece essa palavra?
, às vezes eu tenho vontade de socar esses seus dentes brancos. – sorriu irônica.
– Não vamos falar do Parker, ok? Como você diz: “não existe só ele de ‘asqueroso’ no time.” Quero dizer, o time em si não importa. – se enrolou na frase. – O que importa é o futuro de vocês agora. Treinador novo, novas chances de ganhar o campeonato estadual. Por isso, você deve ir a essa festa. Comemorar. Yay!
– Yay! – Westwood fingiu uma comemoração. – Odeio seu poder de persuasão.
– Por isso sou a diretora do grupo de debate. – Evans piscou.
*
– Isso meu amor, isso! – sentia que o orgasmo estava próximo. Continuou com o movimento circular com seu quadril. Frederick fechou os olhos e gemeu alto. Rapidamente virou a namorada e assumiu a posição, estocando rápido e firme. Assim, logo chegaram ao orgasmo. sorriu e descansou a cabeça no travesseiro por alguns segundos enquanto Fred deitava ao seu lado. Ele deixou um beijo em seu ombro.
– Fred.
– Sim?
– Me diz que usamos camisinha.
O rapaz olhou para o pênis e ficou calado. arregalou os olhos e também olhou para o pênis do namorado.
– Ah, pelos planetas! Você sabe que eu odeio aquelas pílulas, me deixam com fome.
Williams riu e a puxou para si.
– Você é a única que fica com fome com anticoncepcionais, White. Agora esquece isso. – Frederick puxou pela cintura nua. Beijou seu pescoço e fez a namorada sorrir. – Fica aqui comigo.
– Você sabe que não posso, Fred. Já fiquei a tarde toda com você, agora tenho que voltar para o prédio.
Fez carinho nos cabelos escuros de Frederick. Selou seus lábios e pegou o sutiã roxo jogado no chão. Vestiu a roupa e acenou.
– Te vejo aqui as oito.
Mandou um beijinho no ar para ele e saiu do JH.
*
– Vamos, Liam, levanta. – se sentou sobre as costas do amigo, que ainda estava jogado sobre a cama depois de passar a tarde toda dormindo.
– Já disse que não vou, Stonem.
– Cala essa boca e levanta essa bunda magra daí.
... Por favor. Você sabe que o Parker me odeia.
Liam Payne e Daniel Parker se odiavam desde sempre. Bem, desde quando Liam roubou a primeira namorada com peitos do loiro. Susan Collins caiu na conversinha de Parker e havia deixado o garoto loiro beijar sua boca virgem e inexperiente, primeiro. Mas fora Payne quem a levou para a cama, tirando a sua virgindade. E a garota de cara se apaixonou por ele, deixando Parker de lado. Os garotos de 15 anos entraram, desde então, nessa briga infernal para provar quem é o mais másculo.
– E eu o odeio, então, não. A resposta é não.
– Mas você não vai pelo Parker, Liam. Você vai por mim! E pelos meninos também.
, para com isso. Não piso no JH nem que me paguem.
– Deixa de ser ridículo. Imagina a cara do Parker ao ver você lá? Ahn, qual é mesmo o nome disso? Orgulho masculino!
...
– Qual é, Liam? Vamos logo. Até deixo você tomar banho primeiro. Temos pouco tempo, amigo.
– Engraçadinha. Se eu for, o que eu ganho?
– Faço seu dever de casa por uma semana.
– Três semanas.
– Não, duas. Pegar ou largar.
– Feito. – o rapaz se levantou da cama e apertou a mão fina da amiga, que sorriu vitoriosa. A ruiva também saiu do quarto; precisava de comida. Desceu as escadarias, somente enrolada num lençol, até chegar à cozinha, encontrando Zayn ali.
– Olá Malikboy, meu gostoso! – mordeu a nuca do amigo, que estava de costas para si, sentado na bancada. O moreno sentiu um arrepio gostoso percorrer seu corpo e se virou para a ruiva, que mordia o lábio. – O que está fazendo?
– Dever de casa de inglês.
– Puxa saco. – ela resmungou, fazendo-o rir.
– A culpa não é minha se a Mary é gostosa e me dá bola. Sempre tiro 10 em todas as redações.
– Mary? Vocês já tem essa liberdade?
– Está com ciúmes? Eu sei que sou irresistível, todas me amam.
– Claro! – zoou. – E como foi o treino, senhor irresistível? Liam me disse que era verdade aquele boato do Arnold Vouisteen.
– Pois é, ! E ele adorou a Westwood. Como? Eu não sei. Ela é detestável.
– Ela é bem, hm, exótica, mas não é tão ruim assim. – se sentou na cadeira de frente ao amigo e fuçou as sacolas em cima da bancada.
– Mas tirando isso, o jogo foi incrível. Nós perdemos por culpa do Louis.
– O que ele fez?
– Jogou a Westwood no chão. Já é a quinta vez esse ano.
– Chega a ser ridículo. – comentou, pegando um pãozinho de mel e abocanhando-o depois.
– Você vai à festa mesmo, não é?
– Claro, Malik! Até comprei balas para a gente. – o sorriso dela não era nem um pouco inocente.
– Ah, cara, eu te amo! – o moreno tinha os olhos brilhando.
– Eu sei, eu sei. – deu de ombros. – Preciso de um banho. Será que o Liam se importa se eu tomar com ele? Eu o deixei ir primeiro, mas não gosto de esperar.
– Você tem que parar de invadir nossos banhos, . Somos homens e você tem uma vagina. Isso é constrangedor.
Zayn sempre estava ridiculamente certo.
– Nunca entrei em um banho seu, Malik. – “azar o meu...”, Zayn pensou. – Tenho certeza de que o Liam não vai se importar.
A moça ruiva subiu as escadas, apressada. Zayn negou com um balançar de cabeça; garota maluca.
Fechou o caderno e voltou para o seu quarto. Aquela festa prometia, Zayn sentia isso.
*
devia ser a única pessoa de todo o B.E.C que não dava a mínima para a tão comentada festa do JH. Suspirou entediada enquanto assistia ao papo de Megan e Briana sobre suas futuras transas da noite.
– Com certeza o Jacob vai amar. Ele adora quando eu uso cor de rosa. – A moça dos cabelos pretos, Megan, sorria maldosa.
– Bem, eu vou sem nada por baixo do vestido. Vai me poupar trabalho. E ainda não pensei com quem devo usar minha lingerie invisível. – Briana, a ruiva, se desenrolou da toalha e a deixou caída no chão.
– E você, ?
– Ahn... Vou com essa. – tirou a peça da gaveta e mostrou para as amigas.
– Vai com uma calcinha de girafinhas, White?
Briana gargalhou. corou e sorriu sem graça.
– O Fred não se importa.
– Claro que não. – Megan ironizou.
– Meninas... Preciso de ajuda. Qual desses vestidos diz: não sou galinha, mas também não sou virgem? – Watson levantou duas peças em cabides distintos. e Megan se encararam e caíram na gargalhada.
*
, você tem que parar de ser tão antissocial.
, eu não gosto das pessoas, elas me assustam.
– Cala essa boca e se arruma logo. Vou arranjar um gatinho para você hoje, amiga. Há quanto tempo você não beija na boca? Me lembro só de três vezes que você beijou.
– Cala a boca, Evans.
riu.
– Aquela vez no primeiro ano, no laboratório de biologia com o...
– EVANS!
– Está bem. Não vou insistir mais.
– Ótimo.
– E aquela vez atrás do ginásio...
Westwood atirou a escova de cabelo na amiga, que se perdia em risadas.
, eu não preciso “beijar”. Tenho trauma dos garotos daquele colégio, você sabe.
– E quem disse que vai só gente daqui do internato, ? Os portões vão estar abertos. Fiquei sabendo que os caras do Y.H.S estarão lá. São nossos rivais, mas ainda são rapazes.
– Não sabia que o babaca do Parker conhecia tanta gente assim. Pobres pessoas.
– Nem eu. – se olhou mais uma vez no espelho, observando a maquiagem neutra no seu rosto. – O que achou desse vestido?
– Ah, eu gostei mais do preto. – Westwood apontou para o vestido com mangas compridas jogado na cama da amiga. – Onde está Britt?
– Saiu com o namorado.
– Permitiram que ela saísse?
– Não. – sorriu maldosa. – Ela fugiu.
– Que safada! – brincou.
– Eu sei! – Evans trocou de vestido e se virou para a amiga. – E aí?
– Está linda!
– Agora vá se arrumar, .
bufou, indignada. Pegou o vestido vermelho e se trocou, antes que fosse morta por .
*
tinha as pernas cobertas pelo pano fino da meia calça preta, os pés calçados por um coturno também preto e um sobretudo roxo que esquentava seu peito e pulmões, e ainda escondia o vestido cinza que usava por baixo. O verão da Inglaterra já tinha ido embora, dando lugar ao outono frio e longo. Era sua estação favorita; folhas caindo das suas devidas árvores, atiradas ao léu pelo vento cortante, ou então sendo amassadas pela correria dos seres humanos, que nunca paravam um segundo sequer para apreciar aquela beleza toda.
pintou os lábios com um batom também roxo, chegando a quase preto, o que contrastou com sua pele alva e as poucas sardas acima do nariz. Liam também já estava pronto, ele esborrifava perfume no pescoço e nos pulsos. Estava lindo. Eles se olharam e sorriram.
– Você está lindo, Payne.
– Você também, Stonem.
A moça deixou o quarto que dividia com Liam e caminhou pelo corredor em direção ao último quarto; o de Zayn. Deu dois toques na porta e entrou.
– Oi, Z. Já está pronto?
– Quase. Tenho que arrumar meu topete. – rolou os olhos e riu logo depois.
– Não quero me atrasar, ande logo. Os outros já estão prontos?
– O Louis está assistindo jogo lá em baixo, então ele provavelmente já está pronto.
– Ótimo! Vou atrás do Niall e do Harry. Se apresse, não quero...
– “Me atrasar”, eu já sei.
Eles se encararam sorrindo. Aquele garoto era sem educação; sem educação de tão bonito. se segurou para não babar em cima de seu amigo. Virou as costas e deixou Malik terminar de se arrumar.
A porta a esquerda a do quarto dele tinha um adesivo colado; um adesivo do Nando's. Niall ainda tinha uma paixão estranha pelo restaurante. Era sempre a primeira indicação. Em um sábado à noite, quando os seis amigos não tinham nada melhor para fazer do que se entregar ao tédio, pediam comida. E Niall sempre indicava o Nando's. E obviamente, todos discordavam.
Pobre, Horan!
riu e bateu na porta, entrando logo em seguida.
– Oi loiro gato, já está pronto?
– Sim. Falta o perfume.
– Você está um arraso! Está tentando impressionar alguém, Niall James? – o sorriso de era cheio de maldade. Pôde ver as bochechas do amigo pingarem vergonha em um tom avermelhado. – Não diga “Ruby”, por favor.
– Não é a Ruby. Deus! Não. – Niall fez uma careta ao se lembrar da ex-namorada. – Eu não sei se ela vai estar lá. É apenas uma garota que eu trombei hoje. Ela era linda.
– Entendo. – sorriu para ele. – Espero que ela esteja lá e beije bastante a sua boca.
Niall novamente corou.
– Você também não está nada mal, Stonem! – Ele a observou melhor desta vez. deu uma giradinha.
– Obrigada, loiro gato. Você tem notícias do nosso motorista?
– LOUIS!
Niall deu um berro e arregalou os olhos, o estapeando em seguida.
– Se fosse para gritar, eu gritava.
– Porra! Que tapa ardido!
– Merecido. – o corrigiu enquanto via o loiro esfregar a mão sobre o braço.
– Me chamou? – Louis disse, enfiando a cabeça para dentro do quarto.
quer saber se você está pronto.
– Sim. Estou esperando o maricas do Harry.
se perdeu em pensamentos. Pensamentos sobre Harry. Nunca pensara que um dia estaria numa situação dessas com ele.
Voltou à realidade e saiu do quarto de Niall, indo até o quarto da frente; o do dito cujo.
– Oi, Styles.
– Oi, gostosa.
– Está pronto? – ele se virou para ela, mostrando a camisa de botões aberta, exibindo seu peito e abdômen. prendeu o lábio inferior nos dentes e caminhou até ele, pronta para ajudá-lo.
O olhar verde do amigo a observou por instantes, fazendo assim o seu costumeiro sorriso safado ganhar vida nos seus lábios finos. A moça o ajudou a fechar os botões com rapidez. Quando acabou, intercalou um olhar entre os lábios e os olhos do cacheado.
– Obrigado.
– Disponha. – sorriu marota. – Calce logo seu tênis, Louis já está te chamando de maricas.
Depois de dizer isso, deixou também o quarto dele, que não perdeu a chance de observar descaradamente sua bunda.
Zayn e se trombaram no corredor. Ela sentiu o cheiro dele embriagar suas narinas. Quase fechou os olhos para poder deliciar-se com maior apreço.
– Vamos, ?
– Vou chamar Liam e Niall. Olhe se o Louis já está no carro, por favor?
O moreno concordou rapidamente, descendo para o outro andar do chalé. Liam saiu do seu quarto fechando a porta atrás de si. Niall saiu logo em seguida, copiando os movimentos do amigo. Os dois também desceram para o outro andar e deixaram esperando Harry no meio do corredor.
– Vamos logo, Styles. – ela enfiou a cabeça para dentro do quarto dele. O rapaz também esborrifava perfume pelo pescoço, depois de devidamente vestido. Camisa de botões branca, uma calça jeans de lavagem escura, quase preta e tênis brancos; Uma delícia.
– Está empenhada.
– Com o quê?
– Se demitir do cargo de atrasada. – gargalhou pela resposta.
– Tenho que honrar minha nacionalidade, Styles. – o sorriso do rapaz cresceu. – E você sabe que acordar cedo não é o meu forte, por esse motivo eu sempre estou atrasada para o colégio. Só para o colégio.
– Sei... Vamos lá, quero ficar louco até ver o sol! – o cacheado gritou, fazendo o trajeto até a saída da casa.
– Ok, Styles. Isso foi gay. Agora cale a boca e vamos logo.
Em poucos minutos, os amigos já pulavam de excitação ao ver o quintal do JH cheio e ouvindo a música alta de longe.
*
sentia seus ouvidos pulsarem devido ao volume elevado da música. O Johnatan Hilton parecia mais cheio do que nunca. Os rapazes do time, colegas de Daniel Parker, pararam para observar sua chegada, juntamente com a Westwood. Soltou uma risada graciosa ao perceber que todos eles babavam por sua amiga.
– Eles não tiram os olhos de você. Todos eles.
– Eu não dou à mínima. São todos uns idiotas, eu já lhe disse.
a puxou pela mão, na intenção de se livrar daqueles olhares indiscretos. Passaram pela multidão, com certa dificuldade. olhava rápido para os lados, querendo encontrar outro ser conhecido. Mas falhara na missão. O olhar verde de Daniel Parker atravessou seu caminho. O loiro estava uma gracinha aquela noite.
– Sejam bem vindas ao JH, moças. – Daniel gritou, com um sorriso nos lábios.
– Obrigada, Parker. – foi gentil com ele. Westwood rolou os olhos e puxou novamente sua amiga para a grande casa dos atletas, deixando Parker boiando. Avistou de longe o treinador Vouisteen e sorriu contente. Puxou até ele.
– Olá, ! Que bom vê-la por aqui.
– Olá, treinador. Essa é minha amiga, Evans.
– Ó, já ouvi falar de você. – o mais velho contou, fazendo Evans querer um buraco para enfiar a cabeça. – Estão gostando da festa?
– Acabamos de chegar. – respondeu rapidamente. sabia que ficaria perdida nos assuntos da amiga, então, disse a ela que buscaria uma bebida. Atravessou a grande sala do prédio e se espremia no meio da multidão, a fim de chegar até a cozinha. Segurou-se para não pular de alegria quando achou o tão procurado cômodo. Algumas pessoas viravam shots de bebida, outras corriam pelo jardim, que podia ser visto pela porta dos fundos e os que restavam se pegavam como loucos nos cantos. Festas, sempre tão previsíveis. Optou por uma batida de morango com vodca. Deliciou-se com a bebida e tentou fazer o caminho de volta até , mas uma garota morena esbarrou no seu ombro com tamanha força que a fez tombar para o lado e se espatifar no chão. A segunda vez em um só dia, aquilo estava se tornando humilhante. O destino não satisfeito com suas obras fez também com que seu copo cheio de bebida voasse ar a fora. Seus olhos se arregalaram ao ver a situação piorar. Liam Payne tinha a camisa suja: suja de batida de morango. Ele, antes de tudo, a ajudou a levantar.
já estava acostumada com os olhares masculinos sobre si, alguns deles eram cheios de malícia, outros eram curiosos e outros nem tão intensos, mas o olhar daquele rapaz a fez se perder por instantes.
Liam tentou inutilmente limpar o líquido rosa de sua camisa social, mas era quase impossível.
– Ah, Deus! Desculpe-me! – a moça também tentou ajudar Payne na missão.
– Não, sério. Está tudo bem. – ele sorriu gentil para ela, ainda encarando seus olhos. Evans o puxou pela mão, levando-o para o banheiro mais próximo.
– Eu juro que vou consertar. – passaram pela porta do banheiro e abriu com pressa a torneira. – A segunda vez em um dia... É muito azar.
– Desculpe, disse alguma coisa?
– Ahn... – sentiu as bochechas corarem. – parece que hoje não é o meu dia. Sou ...
– Evans. – a interrompeu, sorrindo. Quem não conhecia aquela garota? – Liam Payne. – o olhar curioso de Liam ainda não deixara de reparar cada movimento dela. – Por que diz que não é seu dia? Acho que estou pior nessa.
Eles riram.
– Logo no primeiro dia do semestre, já caí duas vezes. – a moça passou água sobre a mancha na camisa. – É meio humilhante. Sinto como se minhas pernas não funcionassem.
– É uma boa teoria, . O meu primeiro dia também não foi o mais emocionante.
– Acho que nunca será. Pronto, consegui limpar tudo.
Liam a olhou novamente nos olhos e depois se voltou para o espelho, vendo agora, somente uma mancha de água. Desabotoou alguns botões, para disfarçar tal mancha. prendeu a respiração por segundos; estava perto demais daquele rapaz. O sangue ferveu em suas bochechas ao ver o peitoral sarado de Liam, bem exposto para si.
– Ahn... Eu tenho que ir, Liam. Me desculpe novamente.
– Obrigado.
– Por nada. – com dificuldade deixou o banheiro, hiperventilando.
Aquele olhar castanho e quente parecia querer enxergar sua alma. Sentiu um arrepio gostoso na nuca ao lembrar-se dele. Deixou os pensamentos aleatórios e caminhara ao encontro de Westwood.
*
– Eu sabia que isso não ia dar certo. – Liam chegou até a mesa que os amigos estavam em volta.
– Ah, qual é, Payne? A gente acabou de chegar. – Louis resmungou.
– E eu fui atingido por um copo de bebida! – fez drama. – Olha a minha camisa!
– Liam, isso é uma festa. As pessoas não ligam para a porra da sua camisa. Elas querem se divertir, o que você deveria fazer. – tentou convencer ao amigo. – Vem dançar comigo.
A ruiva saiu de sua cadeira e o pegou pela mão. Virou sua bebida de uma vez e correu até o meio da sala, onde todos dançavam. Balançou o quadril e os braços, no ritmo eletrônico de David Guetta. Liam se rendeu à situação e começou a dançar junto a ela.
Os rapazes observaram a amiga dançando com Liam, tentando fazer com que ele perdesse a maldita insegurança e soltasse o quadril.
– Cara, eu preciso beber. Beber muito. – Zayn deixou um longo suspiro escapar.
– Acho que vou buscar bebidas. – Harry se levantou do seu lugar.
– Eu também. – Louis se manifestou de prontidão. – Vou com você. Vocês querem alguma coisa?
– Um sanduíche de presunto com frango e rodelas de batatas com muito creme de alho temperado com orégano cairia bem, mas ainda não estou com fome.
– Claro. Por que pensaríamos uma coisa dessas, Horan? – Zayn riu do amigo.
– Quero uma Coca-Cola.
– E você, Zayn?
– O que tiver de mais forte.
Harry e Louis estranharam a escolha do amigo, mas logo se lembraram de que era apenas o começo do semestre e para esquecer esse detalhe mórbido, o álcool era sempre o melhor amigo.
– Niall, você está bem?
– Eu? Perfeitamente.
– Você não parou quieto desde que chegamos. Qual é, cara? Qual delas é?
– O quê? – Niall olhou nervoso para onde o olhar de Zayn fitava. – Não, cara. Não é nada demais. Relaxa.
– Beleza. – Malik mordeu o lábio, torcendo que os amigos não demorassem com sua bebida. – Eu preciso também.
– Precisa de quê? – o loiro ficou confuso.
– Transar, mate. – deu de ombros. Avistou dançando tão contente que quase se deixou levar pelas expressões da amiga. – Estou vendo coisas.
– Ah, não é só você... Espera!
– O que foi?
– Aquela ali é a Westwood?
Westwood em uma festa? – Zayn debochou.
– Isso é bem estranho. Ela está uma gata!
– Então é ela? – o loiro encarou o amigo assustado. – Ela quem você estava procurando?
– Claro que não, Zayn. – ele deixou escapar uma gargalhada. – Westwood definitivamente não faz o meu tipo.
– Talvez o de ninguém... – sussurrou, antes de se perder em pensamentos.
– Ei, Z! – chegou saltitante até a mesa, com um Liam exausto no encalço. – Onde está a erva que você me prometeu?
– Acabamos de chegar, Stonem. Vamos deixar a erva para o final. Vamos às balas!
A ruiva, com os olhos brilhantes puxou o moreno pela camisa. Colocou uma na boca e entregou o resto do pacotinho para o amigo.
– Te vejo em Marte, Malikboy. – depois de beijar a bochecha dele, ela sumiu por entre as pessoas.
Do outro lado da sala, mais especificamente no hall de entrada, atravessava a figura mais esperada da noite: sorria maldosa, enquanto propositalmente mascava seu adorado chiclete de canela. Trilhou o já conhecido caminho pela sala do JH, até o encontro da cozinha – sabia onde encontrar álcool. Pegou a garrafa de vodca russa e encheu mais de uma dose no copo. Beberia pura. Sempre assim: era tudo ou nada com Chadwick.
Depois de encontrar a fonte de sua felicidade momentânea, correu os olhos pelas pessoas. Avistou seu amigo Wale e determinada, caminhou em sua direção. Mas é óbvio que Sir Isaac Newton não estava errado, duas pessoas não podem ocupar o mesmo lugar no mesmo espaço de tempo. Chegava a ser ridículo como a adrenalina de se trombar com alguém era instantaneamente excitante. Para , principalmente. Apesar de sempre buscar por diversão e relacionamentos de uma noite, ela era um tanto quanto exigente.
– Opa! Não me viu?
– Qual é a sua, Styles? – a loira o encarou, furiosa. Ele quase fizera sua vodca perder-se no chão.
E por isso, Harry maldito Styles não entrava na sua lista. Quando é que ela teria paz? Não bastava ele existir, ainda tinha que estar em todos os lugares que ela?
– Você não me vê passar e a culpa ainda é minha? Muito maduro, Chadwick. – ele também não estava muito contente. Louis Tomlinson estava ao seu lado.
– Quem é você para falar de maturidade? Saia da porra do meu caminho, de uma vez por todas!
Depois de gritar, deu as costas aos rapazes.
– Vadia maluca. – Harry resmungou para Louis.
– O que você disse? – o cacheado arregalou os olhos. Ela havia escutado. – QUER REPETIR O QUE VOCÊ DISSE?
– Sinceramente? Não, não quero repetir.
Chadwick quase espumava. Se não tem ceninha, não é Chadwick. A loira pegou sua vodca e despejou com tudo na cabeça de Harry, molhando-o até o tronco. As pessoas ao redor, cochichavam sem parar. Louis estava sem reação e Harry, bem, se segurava para não estrangular aquela garota atrevida. Louis tinha certeza que Harry não faria nada, pelo simples fato de ser um banana, mas a próxima cena fez com que suas esperanças de que um possível barraco acontecesse crescessem.
– Que porra está acontecendo aqui? Você chegou para tirar a paz de todos, é isso, Chadwick?
– Quem é você? Saia do meu caminho.
– Isso não te interessa. É melhor VOCÊ sair do meu caminho.
As faíscas de ódio e superioridade que expeliam dos olhos de Stonem e Chadwick acenderiam uma lareira facilmente. A loira cerrou os olhos na direção da ruiva intrometida e desconhecida, querendo intimida-la, mas pareceu não funcionar. Deu de ombros, indiferente e voltou a executar sua missão de encontrar Wale. Liam parou ao lado de , que já começava a ficar bêbada. Dali uns trinta minutos, o estrago estaria feito. Ela e Zayn estariam mesmo em Marte.
– Ok. Eu não sei o que foi mais estranho... O Harry estar todo molhado de vodca e fedendo pra caralho ou a ter defendido ele. – Louis falou consigo mesmo, totalmente incrédulo. – Acho que vou vomitar.
– Vem comigo, Styles. – ela o puxou pela mão, até o andar de cima. Harry estava tão atônito que nem conseguia provocá-la verbalmente. – Tire a camisa.
Harry o fez, aproveitando o pano para enxugar os cabelos. Estavam no pequeno banheiro ao lado da sala de jogos. abriu a torneira da pia e indicou que Harry molhasse os cabelos ali. Novamente, ele o fez. A moça pegou a toalha de rosto.
– Ela é uma vadia, Haz. Pensei que já estaria acostumado com os surtos da Chadwick.
– Não estou assim por ela. Por que você entrou no meio?
– Eu não deixaria aquela piranha falar com você daquele jeito.
– Por que você... Simplesmente se importou? – seus olhares se cruzaram por longos segundos.
– Não achei justo ela querer dar uma de vítima.
Ele assentiu rapidamente, concordando com tudo o que passava por seus ouvidos e logo depois abriu um sorriso.
– Obrigado, gostosa.
– Não se acostume. Eu só banco a boazinha quando estou sobre efeito.
– Efeito do Styles aqui.
– Parece que todos vocês vão ter as camisas destruídas por álcool hoje.
Ela falou alto demais, fazendo Harry rir.
– Sabe , ainda não sei bem como reagir à...
– Shiii. – ele rapidamente foi interrompido, com um sinal de silêncio no dedo indicador. – Nós transamos. Foi ótimo. Continuamos amigos.
– Ótimo! Pensei que fosse, sei lá, dizer que foi um erro e aquelas coisas de garotas.
– Styles, querido, eu não sou como as outras garotas. – o sorriso de raramente era inocente, como esse. – Eu deveria parabenizar a Chadwick por fazer você ficar sem essa camisa estúpida. Ficou bem melhor sem ela.
Harry, que não esperava pelas palavras mal intencionadas da amiga, resolveu retribuir. Sabia que ela estava um pouco bêbada, mas ainda era Stonem, só que um pouco mais tarada. pouco se assustou quando a mão do rapaz a puxou pela bunda, buscando pelo contato físico. Também mal se assustou quando a língua dele começara a brigar com a sua.
A moça não precisava pensar muito: estava numa festa e em uma das melhores vibes possíveis, tudo o que tinha a fazer era deixar aquela onda prazerosa levá-la.

Capítulo 3 - "you like playing games"


e Louis

encontrou com Westwood no corredor que dava acesso a escada. A moça estava claramente transtornada, não deixou de reparar. Seu papo com o treinador Vouisteen acabara forçadamente minutos depois da saída de , já que os rapazes do time o puxaram para longe dali. Westwood também deveria ter ido, mas preferia não estar no meio deles, desnecessariamente.
– O que houve com você? Está toda rosada. Parece que viu um...
– Não é nada. Aqui está bem quente. Todas essas pessoas juntas e impedindo que o ar circule corretamente. Isso me assusta um pouco.
– Festas não são assim? – estranhava a reação de Evans, já que a amiga era acostumada com o tipo de ambiente.
– Preciso de bebida. Você vai querer alguma coisa?
– Eu não bebo, . – ergueu as sobrancelhas. Que droga estava acontecendo com ? A morena quase se estapeou por aquela mancada. Não sabia mentir e se odiava por ser assim. Sua respiração prendeu ao ver quem se aproximava e tratou logo de dar o fora dali.
, ao ver a amiga agir estranhamente outra vez, negou com um balançar de cabeça. Cantou junto com o refrão de how deep is your love antes de sua atenção ser roubada pela figura de Liam Payne. Aquele garoto era ridiculamente lindo. reparou seu peito nu, exposto pela camisa aberta, quase deixando a mostra seu já tão conhecido tanquinho. Tinha algum ponto positivo em treinar com rapazes. Ele não parecia muito animado. Pensou em ir falar com ele, mas mudou de ideia na velocidade da luz quando viu quem estava ao seu lado: Louis Tomlinson.
Seus olhos giraram involuntariamente. Liam resmungou algo para o amigo, que finalmente percebeu a figura de , ao lado deles.
– Ora, ora. Queridíssima Westwood, essa sua fantasia me faz crer que já estamos em Outubro. Pensei que o dia das bruxas fosse só...
– Só o quê? – ela o interrompeu, puxando-o pelo colarinho da camisa. O sorriso maldoso de Tomlinson só crescia. Liam arregalou os olhos. Não gostaria de ver seu amigo apanhar. Apanhar de Westwood. – Você é tão insignificante quanto um único grão de açúcar numa xícara de café.
– Ó, e você é tão interessante quanto um documentário de como usar papel higiênico.
– Você é tão homossexual que devia mudar seu nome para Elton John.
– Você...
– CHEGA! Que palhaçada, Louis. – Liam estava bravo. Muito bravo. – Vamos embora.
Payne arrastou o amigo para longe da garota. Aquilo já estava ficando insuportável. Zayn e Niall estranharam Liam estar com Louis, que resmungava.
– Quantos anos você tem, Tomlinson? Três? Papel higiênico? Você é patético!
– O que está acontecendo? Cadê minha bebida? – Zayn se levantou do seu lugar, enfiando no meio dos amigos.
– Cadê o Harry? – Niall se pronunciou.
– É uma história engraçada!
– Não tem nada de engraçado, Tomlinson. – Liam bufou. – Ele estava atormentando a coitada da Westwood.
– Cara, eu queria ter visto isso. – Zayn riu e Liam encarou-o não acreditando no que ouvia.
– O que há de errado com vocês? – o rapaz sussurrou, finalmente sentando em uma das cadeiras. – Não saio daqui mais.
– Onde está o Harry? E nossas bebidas? – Horan mais uma vez perguntou.
– Como eu disse, é uma historia engraçada. – o rapaz sugestivamente olhou para Liam. – O Harry trombou com a gostosa da Chadwick no caminho. Ele a chamou de vadia maluca e aí ela gritou e jogou a bebida nele. Então... – Louis continuou, prendendo a atenção dos amigos. – A chegou e o defendeu. Agora eles sumiram.
– Como assim “sumiram”?
– Sumiram, Malik. – Tommo deu de ombros, indiferente.
– Cara, sério, eu preciso beber. – o moreno deu as costas para os amigos, que estranharam sua reação.
– Ei, Zayn! Espera aí. – Niall também deu o fora dali.
– Uh. – Liam ouviu o resmungo do amigo. – Olha só aquela garota. Quem é ela, Payne?
– Ahn... – seguiu o olhar de Louis, encontrando uma moça baixinha, parecendo estar perdida ali. Briana Watson estava ao lado dela, junto com Megan Cooper. – Acho que é a namorada do Williams.
– Frederick Williams namorando uma garota dessas quando não consegue nem pegar uma bola da sobrinha de Lúcifer?
Liam franziu a testa, incrédulo pela resposta de Louis.
– Cara, isso tudo é tesão? Sério. Todos os seus assuntos tem a no meio.
– Está me zoando, Payne? – o mais velho o mandou o dedo. – Ela nasceu para me atormentar.
– Ou o contrário. – Liam negou com um balançar de cabeça. Que mal havia em Westwood para Louis odiá-la tanto? Aquela rixa se tornava cada vez mais desnecessária e infantil. Balançou a cabeça novamente.
*
Os ruídos que soavam no banheiro nunca poderiam ser ouvidos, por isso não economizava nos gritos e gemidos. E Harry ficava satisfeito, intensificando seus movimentos. agarrava os cachos do amigo, procurando se equilibrar sobre o corpo ereto dele. Seu corpo inteiro estava arrepiado, pelo fato da parede fria estar em atrito com suas costas quentes.
Ó Deus, Harry! – sua boca instantaneamente colou no ouvido do rapaz, pronta para sussurrar que o tão esperado orgasmo se aproximava. Harry também sentia sua pele arrepiar a cada palavra suja que ouvia. Adorava aquele lado perverso de Stonem.
Seus olhares se encontraram antes de se derreterem pelo orgasmo que os atingira. Verde e azul, a combinação nunca pareceu tão perfeita. sorriu, puxando Harry pela nuca para um beijo. O rapaz mordeu os lábios da amiga, desceu os lábios pelo pescoço dela e deixou uma mordida por ali também.
Gostosa demais!
– Eu sei, eu sei. – gabou-se, sorrindo maldosa. Tirou suas pernas ao redor de Harry e se pôs de pé, de frente a ele. Vestiu a roupa íntima e o vestido rapidamente. Jogou sua meia calça (ou o que restava dela) na lixeira. – Eu preciso fumar.
– Imaginei. – ele riu, mostrando as covinhas. – É um ritual? Fumar depois do sexo?
– Ahn... Não. Eu gosto de sempre estar com alguma coisa na boca.
Harry quase gemeu ao ouvir aquelas palavras carregadas de duplo sentido.
– Até depois, Styles.
Depois de dizer isso, destrancou a porta do banheiro e saiu, deixando o rapaz perplexo para trás. Harry quase deu pulinhos. Duas vezes em um só dia, ele estava sonhando ou o quê? Vestiu sua roupa e deu o fora dali também; precisava de álcool.
*
– Fred, isso não é justo!
, nós conversaremos depois. – o rapaz a repreendeu. A sala de jogos estava cheia. Metade do time estava ali. Não queria ter que ser um babaca com ela na frente deles.
– Não é justo! Eu quero falar com você agora, Fred, não depois.
... – girou os olhos, irritado. Ele a puxou pelo braço, com uma força desnecessária.
– Você vai estragar a minha pulseira, Frederick.
– Eu não dou a mínima para a porra da sua pulseira, White.
– Você sabe o quanto ela significa para mim. Foi um presente da...
– Chega! Caralho! – ele gritou assustando-a. – Tenho a noite toda para ficar com você, mas agora não dá. Estou com meus amigos.
– É assim que vai ser? Vá ficar com seus “amigos”, então. Só não me procure depois. – ela o empurrou com força, o que fez o rapaz rir debochado. – Babaca.
queria segurar, mas suas lágrimas eram mais teimosas e caíram sem permissão de seus olhos verdes. Onde estariam Megan e Briana agora? Ela só precisava conversar com alguém. O trajeto feito por ela, a levou até a cozinha. Talvez uma agua bem gelada lhe animasse um pouco. Odiava brigar com Fred. Em todas as outras brigas redimia-se e corrigia os erros, que na maior parte das vezes eram dele. Mas dessa vez, ela não cederia.
A cozinha grande do JH era o cômodo mais lindo da casa, segundo . Claro que o prédio da fraternidade no geral era lindo, mas a cozinha, cara... Era incrível. Megan estava ali, mas ela e Bennett se engoliam ao lado da porta. Suspirou, sentindo-se sozinha.
Zayn falava sem parar ao lado de Niall, que prestava atenção nas palavras do amigo. Mas perdeu a linha de raciocínio quando a garota que tanto procurava apareceu ali. Na sua frente. Podia jurar que os olhos dela estavam vermelhos.
A garrafa de agua congelou os dedos de por segundos, mas ela não se importava. De cabeça baixa, atravessou a cozinha, indo para o quintal grande e verde. A piscina também estava cheia de gente. Cercada de várias pessoas e tudo o que sentia era solidão. O balanço grande que era prendido pela árvore a convidou. E então se sentou ali, bebendo a agua depois. Seu olhar se perdeu nos movimentos animados das pessoas.
– Posso me sentar aqui? – uma voz a tirou dos devaneios. Apenas sorriu, dando espaço para o rapaz sentar. – Sou Niall.
. – brincou com a água que escorria pela garrafa.
– O que faz aqui sozinha?
– Minhas amigas estão ocupadas demais com seus namorados.
– Ah. – mordeu o lábio rapidamente, reparando no sotaque da garota. – Eu não... Te conhecia ainda.
o olhou e sorriu.
– Temos aula de física juntos.
– Ó Deus! Como eu sou idiota.
– Não... Tudo bem. – suspirou outra vez. – Pensei que eu era a única que não ingeria álcool numa festa.
Niall riu se sentindo um idiota.
– Nada supera Coca-Cola, .
– Ó pelos planetas! Chame-me de . – suas bochechas arderam quando o olhar azul de Niall a fitou.
– Claro, . Eu pensei, sei lá, já que você está sozinha e eu também e somos os únicos que não vamos morrer de ressaca amanhã, talvez, você se quiser... Quero dizer, se você quiser dançar comigo... Mas se não quiser, eu vou...
– Niall! – a pequena mão de pegou a dele. Niall ficou surpreso. – Eu adoraria.
*
Melhor do que uma festa em si, era o final dela. Todo mundo totalmente bêbado e feliz, dançando e beijando o máximo de pessoas que conseguiam contar. Liam com toda certeza discordava dessa teoria. Pelos céus, Parker não viera incomodar sua paz ainda. O efeito do ecstasy não passaria tão cedo em Zayn, muito menos o do álcool. Ele estava tão bêbado que Liam podia jurar que ele falava em hebraico. Louis não estava muito diferente, mas ao contrário de Zayn, o rapaz logo arrumou uma garota para encher o saco. Niall havia sumido e Payne não tinha a menor ideia de onde ele estaria. Harry estava no outro polo da casa, conversando com Westwood.
– Eu xuro, Leyummaix linda da festa era ela.
– Zayn, cara, você está péssimo. – Liam bateu no ombro do amigo.
– A culpa não é... – ele soluçou. – minha.
– Zayn, vamos para casa. Você não pode ficar aqui desse jeito!
– Que jeito? Eu estou ótimo! – o moreno pôs-se de pé, desequilibrando-se um pouco. A única coisa que precisava nesse momento fumava, era ruiva e tinha a bunda mais linda que já havia visto. Coçou os olhos e caminhou dentro a multidão, para procurar . Estava bastante doidão, mas ainda tinha alguma consciência do que fazia.
Zayn podia jurar que viu estrelinhas em sua mente nesse momento. Ah, aquela bunda! E aqueles cabelos ruivos. Estavam lisos demais, mas não se preocupou com isso agora. Estranhou o fato de ela estar com uma roupa diferente, mas devia ser coisa da sua cabeça consumida pelo efeito do álcool.
– Eu procurei por você a festa toda!
– Oi, Malik. – aquela voz não era de . Aquela não era . – Procurou por mim?
– Deus! – ele se assustou.
– Você está muito bonitinho hoje. Vamos dançar.
Ele estava ferrado. Onde estava com a cabeça ao confundir Briana Watson com Stonem?
*
I need your love começou a tocar e gritou animada junto com Niall. Os movimentos da loirinha eram estranhos e graciosos e faziam Niall cair na risada. Ela estava se divertindo como nunca. Niall fez o passo da galinha e logo o imitou. Ela deixou as gargalhadas tomarem conta de si, apoiou-se no ombro do rapaz, que também ria.
Quando a crise de riso cessou, eles se encaram sorrindo. sabia que não devia, mas não ligou. Selou seus lábios nos de Niall, demoradamente. Ele se assustou a princípio, mas depois a puxou pela cintura para mais perto de si, aprofundando o beijo.
Assim que o ar faltou, novamente se encararam. o abraçou.
– Cass... – A voz de Megan soou alta, chamando a atenção dos dois.
– Oi Meg. Esse é o Niall.
– Oi Niall. – A morena sorriu rápido para ele e logo se virou para a amiga. – Precisamos achar a Briana!
– Meg... Agora eu não posso. – as bochechas da loirinha coraram, lembrando o quão próxima de Niall ela estava.
– Juro que vai ser rápido. – Megan insistiu.
– Tudo bem, . Pode ir. Eu vou estar logo ali. – ele apontou para o canto onde os amigos estavam.
Megan saiu dali, deixando os dois a sós. A mão de Niall tocou o rosto dela, virando-o para si.
– Eu adorei finalmente te conhecer.
– Eu também, Niall. Vemo-nos depois. – o loiro a puxou para um beijo. A mão pequena de fazia um carinho gostoso na nuca do rapaz, que também a acariciava, na cintura. Assim que partiram o beijo, a loira acenou para ele com um sorriso no rosto.
Niall estava radiante. Ela era melhor do que ele imaginava, o sorriso conseguia ser ainda mais doce do que o gosto do beijo. Sentiu suas bochechas queimarem no momento seguinte, lembrando-se do que o disse mais cedo; “Espero que ela esteja lá e beije bastante a sua boca!”. Satisfeito, se pôs a caminhar até os amigos. Sentiu algo debaixo de seu pé e com dúvida, olhou o que era: uma pulseira brilhante. A pulseira de .
*
– Cara, você tem que se tratar.
, meu amor, aquela buceta é magica. Estou hipnotizado.
– Você devia parar de comentar esses detalhes e começar a falar sobre outras coisas. Por exemplo: Parabéns, Westwood por ser foda o suficiente para fazer o nosso time ganhar nos jogos estaduais e sermos classificados. Ou então, poderia me elogiar perto do Liam. Dizer a ele o que a boca dele está perdendo estando longe da minha.
– Por que você mesma não diz a ele?
rolou os olhos.
– É sério . O pior que poderia acontecer seria ele te dar um ‘não’ na fuça. Mas eu duvido que isso aconteça, Liam é homem. Homens sempre pensam...
– “Com a cabeça de baixo”. Nunca me esqueço disso. Você não deixa isso acontecer.
– Você me ama. Admita.
– Nunca, Cheshire boy. Vou ao banheiro. Deus queira que não seja o que você andou fornicando há minutos.
Harry gargalhou e observou sua melhor amiga sumir por entre a multidão. Se levantou da escada e voltou até onde estavam as mesas.
estralou os dedos da mão, impaciente por não achar o maldito banheiro. Subiu a escada que há pouco tempo estava sentada com Harry. Parou no meio do corredor, totalmente perdida. Havia várias portas; qual delas era o banheiro? Não arriscaria abrir uma e dar de cara com uma cena digna de pornografia barata.
Bufou impaciente e foi em direção à primeira porta. Quando foi abrir, Zayn Malik saiu dali e a atropelou com sua pressa. Seus olhares se cruzaram por segundos e um choque percorreu seus corpos pelo contato. Sua mente era fácil de enganar, mas não seu corpo. O toque de Malik não havia sido esquecido. Saiu dos pensamentos e se afastou dele.
– Desculpe.
– Tudo bem. Estou procurando o banheiro e agora sei que claramente não é aqui.
Fez uma careta e saiu apressada dali.
estava ficando impaciente. Bufou pela milésima vez até que viu se aproximar dali.
– Graças ao bom General Jesus!
– Que expressão feia.
– Estou entediada. Fiquei inventando expressões. Escuta essa: "Uma palavra vale mais que mil imagens!” – arregalou os olhos e bateu na própria testa. – Também tem essa: “Meu avô do céu!”
gargalhava.
– Entendeu? “Meu pai do céu!” “Meu avô do céu!”
– Você está muito estranha! Está bêbada?
– Bêbada? Está de brincadeira? Toda vez que vou beber nem que seja um gole de álcool, chega alguém do mundo das trevas para me empurrar e me fazer derramar a bebida!
– Nossa. – fez outra careta. – Vamos embora, então. Quero mijar.
– Ótima ideia!
As amigas se levantaram do sofá, prontas para ir embora. Talvez tenha sido uma péssima ideia ir aquela festa; era tudo o que pensava. Não gostava de festas e também não sabia dizer o porquê. Só sentia-se desconfortável e nada feliz. Seus caminhos para diversão eram outros. enlaçou o braço no seu, puxando-a para fora do Johnatan Hilton.
Poderia ter dormido feliz, com a bela imagem de Liam Payne com a camisa semiaberta, mas Louis Tomlinson fazia questão de atrapalhar até seus bons sonhos. Lá estava ele, na parede ao lado da porta principal, encarando-a com seus profundos olhos azuis, com uma garota com um vestido menor que o cérebro que aparentemente fazia um excelente trabalho no pescoço dele.
Sentiu o estomago embrulhar e o mandou meigamente o dedo do meio.
Assim que pisaram fora da fraternidade, a figura de Daniel Parker apareceu à frente delas, atrapalhando o caminho.
– Já vão, moças?
– Não te interessa, Parker. Se você não se importar de dar o fora, ou então eu serei obrigada a golpear esse seu pintinho pequeno.
... – a repreendeu pela grosseria. – Nós temos que ir, Daniel.
– Ó, claro. – ele encarou nos olhos. – Foi ótimo te ver, .
A moça ficou um pouco confusa assim que Daniel caminhou para longe dali.
– Ele é tão desnecessário!
– Ah, acho ele uma gracinha. – sentiu as bochechas esquentarem.
– Você tem problemas. – resmungou. As duas fizeram o caminho de volta para o B.Holmes, conversando e rindo.
*
estava claramente chapada. Seus pés descalços estavam mergulhados na água da piscina. O vestido cinza tinha a barra molhada, mas era o que menos importava agora. Viajava em pensamentos enquanto contava inutilmente a quantidade de estrelas no céu negro.
Alguém se sentou ao seu lado e ela não se virou para descobrir. Mas pelo cheiro, já sabia quem era.
– Eu pensei que nunca mais te acharia. Onde se meteu?
– Estava no outro andar, jogando strip poker.
– Você não toma jeito.
– E você, senhor bafo-de-uísque? – o zoou, ainda encarando o céu. – Pensei que você ficaria mais animado que isso.
– Ó, eu estava. – mordeu o lábio, ainda vibrando ao lembrar-se da sensação de seu pau dentro de Briana Watson. – Preciso fumar. Onde estão seus cigarros?
– Eu fumei o ultimo depois de... – arregalou os olhos. Não contaria a Zayn o que ela e Harry andavam fazendo. Não contaria a ninguém, na verdade. – Eu fumei o ultimo.
Malik estava cansado demais para render aquele assunto. o encarou: a blusa estava ao inverso, os cabelos desgrenhados e tinha mancha de batom rosa por seu rosto.
– Tenho mesmo que pegar minha erva? – ele se virou para encará-la nos olhos, ficando perto demais.
– Tenho mesmo que responder? – ela brincou, cutucando a costela dele com o cotovelo.
– Ei, gente! Acho que já chega de droga para vocês.
– Ó, Liam! Por que tããão chato? Você é gato, mas não deixa de ser chato. – Zayn riu da garota.
– Tudo bem, . Venha e me dê à mão. – Niall a puxou pelas mãos, ajudando-a a se levantar.
Harry a tomou para si, agarrando firme sua cintura, levando-a para fora do JH. Os garotos foram logo atrás. Niall segurava a bota e o sobretudo da amiga, que reparou estar incrivelmente pequena ao lado de Harry.
Zayn torceu a boca, enciumado com toda aquela aproximação estranha dos dois. Liam caminhava ao seu lado com as mãos nos bolsos da calça, distraído. Louis – que ainda se pegava descaradamente com aquela garota– assustou-se quando Liam e Niall o chamaram. O loiro olhou para trás, a fim de achar a figura graciosa de , para poder assim, a beijar novamente e entregar sua pulseira. Mas não obteve sucesso.
Sendo assim, os seis amigos voltaram para a casa.
Capítulo 4 - "Everything you do is magic"


e Niall

Pela primeira vez naquele ano, sentiu felicidade ao se levantar da cama. Respirou fundo e alongou os braços. Desligou o despertador e acordou Megan que dormia na cama ao lado. Briana entrou no quarto no mesmo momento, com os cabelos para cima.
– Bom dia, Bri.
– Péssimo dia. Ressaca.
deu de ombros e riu. Andou pelo quarto e pegou seu uniforme, para ir até o banheiro no outro andar do Lannister. Tomou seu banho e se encontrou com as amigas na cozinha, onde as outras garotas da equipe tomavam café da manhã. Pegou uma torrada e um copo com leite. Estava tão feliz que até comeria.
O ensaio da equipe só seria no último tempo, então poderia comer a vontade no almoço. Viajou em pensamentos por segundos, antes de seu celular tocar desesperadamente. No visor, “Amor” estava escrito. Suspirou e desligou.
– Quem era, ?
– Ninguém.
E naquele momento, toda a sua felicidade e bom humor esvaíram-se como agua pelos dedos.
*
– DOR! Tudo o que eu sinto é dor! – Zayn dramatizou, arrancando risadinhas dos amigos. Os quatro amigos estavam sentados ao redor da bancada, tomando café da manhã. Louis, como de costume, dormia em cima da mão e Niall tinha a boca suja de comida.
– Você foi o que mais bebeu. Estava chato pra caralho. – Liam retrucou e Niall gargalhou ao ver a cara de Zayn.
– Você quem não pega o espírito da coisa, Payne. – Louis defendeu o amigo, sem levantar a cabeça ou abrir os olhos.
– Olívia já acordou? – Zayn olhou para Liam. O rapaz fez que “sim” com a cabeça.
– Está no banho.
– Mas eu pensei que o Harry estivesse... – Zayn ligou os pontos. Liam franziu a testa para ele. – De novo?
Niall novamente encarou o amigo, mas ignorou dessa vez para poder brincar com a pulseira brilhante que ainda não tivera coragem de soltar.
– Ela tem que parar com isso.
– Não há problema algum, Zayn. – Louis novamente resmungou. – Ela anda seminua pela casa, é quase a mesma coisa.
O moreno ficou calado, encarando o líquido escuro em sua xícara. Coçou os olhos, se levantou da cadeira e deixou a xícara na pia, caminhando até seu quarto logo depois.
– O que houve com ele?
– Zayn está de ressaca. É só isso. – Louis finalmente levantou a cabeça, mas praguejou logo depois. – E eu também. Preciso de remédio.
Niall gargalhou pelo sofrimento do amigo.
– Bom dia! – a voz de Harry soou rouca pela cozinha. Ele já estava devidamente vestido. E estranhamente feliz.
– Bom dia, Harry! – Niall o respondeu também feliz.
– Vocês transaram ou o quê? Estão todos aí distribuindo felicidade às oito da manhã!
– Isso tudo é inveja, Louis? – Olívia também apareceu ali. – Bom dia, Li, meu amor! E Ni, meu loiro gato!
– Caramba, que bicho mordeu vocês hoje? “Li”, “Ni”. Meu pau. – o moreno dos olhos azuis parecia enjoado. – Vou vomitar.
– Louis está com inveja, e não quer admitir.
– Nem vem, Cinderela.
– Cinderela? O que eu perdi? – Liam buscou uma resposta.
– O irlandês aqui teve um encontro dos contos de fada ontem. A Cinderela deixou o sapatinho. Ou melhor, a pulseira.
– Niall James! Estou feliz por você. – sorriu maldosa.
– Como você sabe? – Niall estava incrédulo.
– Tenho minhas fontes, Horan.
– Onde o Z está? – Olívia perguntou, ignorando Sherlock Louis e guardando o lanche na mochila.
– Lá em cima. Vou chamá-lo e aproveitar para pegar remédios para o senhor Ressaca. – Niall se levantou, apontando para Louis e colocando a mochila nas costas.
– Estranho ele não estar aqui. – ela abaixou a cabeça.
Muito estranho. – Liam estreitou os olhos. Harry sorria bobo com o olhar preso em Olívia. Tinha algo muito estranho rolando ali.
No momento seguinte, quando Niall voltou com Zayn e os remédios, Olívia se levantou depressa da cadeira.
– Não vou no colo hoje! – ela protestou e Niall gargalhou junto a Harry.
– É uma pena, . Você podia ir com o papai aqui. – Styles a zoou e recebeu o dedo do meio em resposta.
– Bom dia, Malikboy! – a ruiva pulou no pescoço de Zayn, agarrando as pernas ao redor dele, num abraço. Mordeu a bochecha dele. – O que houve com você?
– Ressaca. – ele tentou sorrir. Ela deu de ombros e pulou para o chão. Colocou a mochila no ombro e saiu do chalé. Louis entrou no carro e viu a garota já sentada no banco do carona. Niall entrou no carro logo depois, com um Liam desanimado ao lado. Harry correu e entrou rindo. Os resmungos de Zayn podiam ser ouvidos de longe. Eles riram do amigo. – Você me paga, Styles.
– Vem para o colo do papai, Malik. – o cacheado brincou.
– Sai para lá. – o moreno rolou os olhos, sentando no colo do amigo, indignado. Olívia gargalhou alto, sendo acompanhada por Niall. No meio da confusão das vozes, chegaram ao B.E.C.
*
– A Revolução Francesa, foi, sem sombra de dúvidas um dos mais importantes marcos da História Moderna, da nossa civilização... – tentava se concentrar nas palavras do senhor Rupert, mas todos os seus esforços pareciam ser em vão. Frederick se virara para encará-la a cada dois segundos e ela fielmente virara o rosto, todas às vezes, o ignorando. – A França, na época, era um país absolutista...
Seus olhos verdes se fecharam involuntariamente, fazendo-a viajar para longe nos pensamentos. Lembrou-se de Niall e sorriu.
– E a Revolução significou o fim do sistema absolutista e dos privilégios da nobreza. – o senhor Rupert pigarreou. – Queria me dizer os principais motivos da Revolução, senhorita White?
– A Queda da Bastilha?
– E por que os revolucionários tinham a Bastilha como alvo?
– Ah, faça-me o favor. – Chadwick se meteu. – Posso responder professor?
– À vontade.
– Simples. – ela deu de ombros. – Eles queriam que seus direitos sociais fossem respeitados, assim como também queriam autonomia. Os revolucionários não concordavam com o sistema absolutista e a desigualdade, imposta pelos nobres. Então foram às ruas com o objetivo de tomar o poder e arrancar do governo a monarquia comandada pelo rei Luis XVI.
O professor não ficou surpreso, ele já sabia da capacidade intelectual de . corou violentamente quando o olhar frio e intimidador de a encarou. Os outros alunos também não se surpreenderam; gostava de ter a atenção toda em si.
– Obrigado pela resposta, senhorita Chadwick. – ela sorriu contente. – Como a nossa colega disse, a França foi tomada pelos rebeldes. A situação ficou tão feia que grande parte da nobreza abandonou o país...
suspirou, entediada. Era o segundo dia de aula do semestre e ela só tinha vontade de se enforcar. Arrastou a mão até o braço, pronta para brincar com sua pulseira, mas não havia nada ali. Seus olhos verdes se arregalaram. Procurou pelo chão e na bolsa, não obtendo sucesso. Desesperou-se por instantes antes do olhar de Frederick encará-la.
Havia sido ele. Ele quem pegara sua pulseira. Frederick só queria a provocar, pois sabia o quanto aquele objeto presente de sua mãe significava.
Mas isso não ficaria assim. Não mesmo.
*
sabia que aquilo havia sido obra do Tomlinson. Era óbvio. Seu sangue ferveu por instantes e os neurônios congelaram. Ele passara dos limites. Se é que Louis Tomlinson conhecia essa palavra. As cinzas se misturavam com o resto do pano que queimava ao chão. O pano do seu uniforme.
O som estridente do apito ecoou no ginásio.
– Bom dia, time! Antes do nosso treino, gostaria de agradecer, pela festa. Foi bem gratificante passar um tempo a mais com vocês, conhecendo melhor cada um dos meus soldados. Obrigado.
O time, sem dúvidas, foi à loucura. Os rapazes falavam e gritavam sem parar. Assim que a comemoração cessou, o treinador Vouisteen os levou até o campo. O tempo ainda estava instável, as nuvens cinzas presentes no céu denunciavam tal fato. Daniel encarou Liam assim que passou correndo por ele. Payne, por si, riu debochado da atitude do loiro. Novamente, o time havia sido dividido em dois: camisa-amarela e camisa-azul. O treinador apitou outra vez, chamando a atenção dos rapazes, que antes corriam para se aquecer.
– Alguém sabe me dizer onde a senhorita Westwood está?
– Aqui. – todas as cabeças masculinas do campo a encararam assim que ouviram sua voz rouca. Louis queria vomitar. Onde é que ela havia arranjado tanta coragem? O sutiã vermelho estava todo à mostra devido às mangas cortadas da camiseta branca justa. O short, que provavelmente não era do tamanho dela, esmagava suas coxas grossas, deixando-as (ainda) mais atraentes. – Desculpe-me, treinador. Tive um pequeno problema com meu uniforme.
Seu olhar cinza e frio encarou Tomlinson, que quase encolheu os ombros. Liam não deixou de notar os movimentos da moça.
– Tudo bem. Entre no camisa-azul. – ele a entregou o colete.
– Belo uniforme, Westwood. Eu já disse que você tem pernas lindas?
– Infelizmente, hoje ainda não, Bennett. Saia do meu caminho, resto de aborto. – ela o deu um empurrão, fazendo-o tombar para o lado.
– Agressiva.
– Está com sorte, estou de bom humor.
A dona das californianas correu pelo campo verde, se aquecendo. Estava pronta a acabar com tudo que já existiu sobre Louis Tomlinson. Não deixaria barato o que ele fizera com seu uniforme do time. Não mesmo.
O gol do camisa-azul era defendido por John Morrison, e graças aos céus, poderia acabar com o que restava da dignidade de Frederick Williams, que defendia o outro gol. Seus olhos assustadores caçaram Tomlinson pelo campo, como uma águia. A bola fora para o meio de campo, pertencendo ao seu time. Zayn Malik, o lateral direito do camisa-azul, tocou a bola para a colega, , que logo tocou para o lateral esquerdo, Hermes Finlay. A bola quase foi pega por Richard Tyler, o volante do camisa-amarela. Tomlinson avançou na mesma tentativa de Tyler, mas foi barrado pelo amigo, Malik. Com Malik levando estrategicamente a bola para a grande área, tudo que a maior artilheira do B.E.C faria era esperar pelo toque do colega. Ela pôde ouvir a respiração de Frederick Williams parar há metros de distância. Liam Payne tentou tirar a bola de Malik, e pela falha, a bola atravessou o meio de suas pernas. Logo, o camisa-amarela não via outra solução, a não ser o bloqueio que o zagueiro Luke Cardle fazia em Westwood, que nem havia visto chegar até lá. Mas Westwood não era párea para ninguém. A bola que Zayn Malik tocou pareceu cair feito uma luva, direto nos seus pés. Cardle tentou impedir que ela se aproximasse do gol, mas como era de esperar, ele falhou. O treinador estava maravilhado. O primeiro gol estava feito. Com direito a uma encostadinha na trave. A próxima cena fez com que os olhos de Liam Payne se esbugalhassem; Westwood recebeu um abraço de comemoração. Um abraço de Zayn Malik. O moreno, assim que viu o que fazia a soltou sem graça, correndo de volta até o meio de campo. Bennett passou por ela, sorrindo, em uma forma de agradecimento, mas ela o ignorou. Era só um jogo.
Daniel Parker se encarregou de sair com a bola do meio de campo. Tocou para Richard Tyler, que tentou avançar, mas logo mudou de ideia e tocou para Tomlinson. O rapaz, que ouvia Liam pedir pelo toque de bola, ignorou veemente. Passou por um Bennett gigantesco e pelo zagueiro do camisa-azul, Rory Geeagle. John Morrison deu um salto para pegar a bola que Louis chutara, mas ela passara raspada pela ponta dos seus dedos. O baque do seu corpo caído no chão não foi tão alto, e nem tão dolorido, já que a grama verdinha amortecera sua queda.
O apito soou mais uma vez. Gol do camisa-amarela. Louis encarou o olhar fulminante de Westwood e apenas sorriu maldoso. Seus colegas de equipe o abraçaram, comemorando pelo gol. 1x1. Empate. reforçou o nó nos seus cabelos e correu até o lado de Malik, esperando para receber a bola. Hermes Finlay tocou para Malik, que avançou, desviando de Louis e tocando a bola para Bennett, que atravessara o campo para tentar o próximo gol. Westwood estava sendo bloqueada pelo lateral esquerdo do camisa-amarela, Daniel Parker. Assim que Bennett avançou mais um pouco com a bola, sentiu-a sendo tomada pela defesa, o zagueiro Luke Cardle. O mesmo tocou para Payne, que estava mais próximo do meio de campo. A bola voou alta, caindo praticamente ao lado do rapaz, que obviamente correu com majestade até o gol. Quando o camisa-amarela pensou que novamente marcaria gol, Westwood entrou em ação. O olhar do treinador Vouisteen se prendeu na garota, que atravessava o campo atrás de Payne feito um leopardo faminto.
Liam desviou das tentativas apressadas da garota e no meio dos pés, ele se desequilibrou, levando para o chão junto consigo.
O coração da garota pareceu parar por instantes; Liam delicioso-soado Payne estava por cima dela, com o rosto tão próximo que suas respirações ofegantes se misturavam.
– Perdoe-me, . – com rapidez, Payne levantou-se a ajudando em seguida. Westwood estava nas nuvens.
– Tudo bem, Liam.
– Alguém aí se machucou?
– Estamos bem, treinador.
– A bola é sua, Morrison. – novamente o treinador apitou. observou Payne correr até o outro lado do campo, sorrindo abobada. Nem Louis Tomlinson poderia acabar com sua felicidade agora.
*
Os folhetos que um garoto baixo distribuía pelos corredores dizia o seguinte: "Inscrições abertas para:
Grupo de debate
Clube do teatro (Musical Anual - Anjos e Princesas: um amor divino.)
Redatores para o Jornal.
Atenciosamente,
Evans e Louise Holland."

Niall amassou o papel recém-recebido e jogou na primeira lixeira que vira. Terça feira era um dos seus dias preferidos, contando a partir do dia anterior. Seus treinos de natação aconteceriam as segundas e quintas, e por isso agora poderia matar o último horário para ver o ensaio das líderes de torcida. Para ver . Pediria o telefone dela desta vez.
O caminho até o refeitório foi animado, Taylor falava sem parar sobre suas férias de verão, a visita aos Estados Unidos. Niall despediu-se do colega de equipe, para ir até à mesa das bandejas. Estava faminto. Seu sorriso cresceu ao sentir o cheiro do bife de hambúrguer, que com certeza estava sendo espremido por duas rodelas de tomate, presunto, queijo e duas fatias de pão. Seus olhos brilharam ao ver o hambúrguer quente e saboroso ser colocado em sua bandeja. Caminhou mais à frente, pegando o molho de pimenta, a mostarda e o especial grego do dia: patê de atum. Também queria um refrigerante, mas esperaria decidir pelo dela, então ela buscaria para ele também. Andou animado até à mesa dos amigos (Louis), que conversavam alto (Louis).
– Cheguei! – o loiro se sentou ao lado de Olívia.
– Jura? Nem deu para ver você atrás dessa montanha de comida. – Harry zoou e os amigos gargalharam.
– Meu Deus, que dia estranho! É o dia mais estranho da minha vida.
– Louis, cala a boca. – Liam girou os olhos.
– Agora vou contar tudo de novo ao Niall. Primeiro, o Zayn comeu a Briana.
– Briana Watson? – os olhos azuis de Niall quase saltaram pelas órbitas.
– Sim, Briana Watson.
– Cara, Briana Watson? – ele perguntou a Zayn, que deu de ombros, indiferente. – A maior gostosa!
– É, Niall. Agora me deixa terminar. – Louis levantou um dedo. – O Zayn também deu uma canetinha no Liam, que fez um gol de cabeça. Ah, ele também caiu em cima da Westwood. – fez uma expressão de nojo e balançou o corpo, como se arrepiasse. – E também descobri por que ele anda tão estranho ultimamente.
– Cara, tira meu nome dessa história. – Liam retrucou.
– Eu não mereço isso! – Malik rolou os olhos dramaticamente.
– Louis, sua teoria é uma droga. – Harry interferiu. Liam somente suspirou.
– Zayn está afim da Westwood. Desde aquela vez no primeiro ano... – Zayn arregalou os olhos para o amigo. Ele não contaria. Não podia contar. Pigarreou. – Ele... Até a abraçou hoje. E como estava todo irritadinho no café da manhã, implicando com tudo, até com o fato do Harry ver a Olívia pelada, coisa que TODOS nós já fizemos... – Olívia arqueou uma sobrancelha para Zayn. –, suspeitei que fosse por ter que esconder esse amor de nós. E também por não ter tido chances com ela na festa ontem. Afinal, quem tem chances com aquela garota? Ela deve ser lésbica.
– Ela não é lésbica, Lou. – Harry a defendeu, mas foi ignorado pelo mais velho.
Louis encarou os amigos, esperando pelas reações. Sua testa foi atingida por uma rodela de tomate coberta de maionese. Olívia o acertara em cheio na testa. As risadas dos amigos ecoaram pelo refeitório.
– É a coisa mais idiota que eu já ouvi. – Niall ainda gargalhava, com a boca cheia. Liam também se perdia em risadas, junto com Zayn.
– Seria mais provável eu ser apaixonado pela senhora Wilson do que pela Westwood, cara.
– Sempre suspeitei do seu tesão por ela, Malik. Afinal, aqueles cílios postiços e a maquiagem permanente são de deixar qualquer homem de quatro. – Harry novamente zoou.
– Harry também anda estranho. Ele está ou não está mais feliz esta manhã? – Louis novamente insistiria na sua teoria sem sentido sobre comportamentos anormais. Ele limpava a testa com um guardanapo.
– Ele já fez duas piadas. Piadas realmente engraçadas. – Zayn fez o sinal de “dois” com os dedos, concordando com Louis dessa vez.
– Está dizendo que minhas piadas são sem graça?
– Styles, eles estão afirmando que suas piadas são sem graça. – o coro de ‘uh's e ‘outch's foram soltos pelos amigos assim que Olívia se manifestou. Harry a encarou incrédulo.
– Alguém aí quer refrigerante? Vou buscar para mim. – Liam se levantou, já perguntando aos amigos.
e eu queremos Coca-Cola, certo? – o loiro encarou a amiga ao lado. Ela concordou rápido.
– Cara, eu também quero uma.
– Quero um Pepsi.
– Uma coca também, Payne. – Louis avisou e Liam caminhou pelo refeitório, até a máquina de refrigerante. – Harry sempre do contra.
– Deixem o Harry em paz. – Olívia olhou fundo nos olhos verdes do amigo, enquanto inocentemente limpava o canto da boca e chupava o dedo sujo de maionese. "Gosto de sempre estar com alguma coisa na boca."
– Quando eu falo que é o dia mais estranho da minha vida ninguém acredita. Ninguém me ouve. – Louis resmungou.
– Cala a boca, Louis! – os amigos gritaram em uníssono. Louis se fingiu de ofendido e pôs a mão sobre o coração.
– Tudo bem, tudo bem. Alguém sabe onde eu posso encontrar a Louise Holland?
– A garota do jornal? – Niall viu Harry assentir. – Ela geralmente se senta com a Evans.
– Vou procurar por ela. – Harry olhou sugestivamente para Olívia, que pareceu entender o recado. Louis bocejou e passou o dedo pelo patê de atum no copinho em sua bandeja. Sentiu um gosto diferente, mas apenas deu de ombros. Parecia bem mais gostoso do que as últimas vezes. Zayn e Niall conversavam animadamente ao seu lado e então Liam chegou com os refrigerantes. A ruiva pôde ler os lábios de Harry na porta do refeitório: vestiário masculino.
– Meu Deus! – Olívia Stonem deveria tentar a carreira de atriz. Os amigos a encararam. – Meu Deus! Acabei de lembrar que tenho que entregar um trabalho para o senhor Ewrl. – a ruiva saiu apressada, levando o refrigerante consigo. Os rapazes deram de ombros, voltando ao especial grego do dia.
*
Os banheiros masculinos das escolas são no geral, nojentos. Mas Olívia Stonem não era dessas garotas que tinham nojo. Ela não ligava para muita coisa.
O banheiro masculino do ginásio estava totalmente vazio, assim como o pátio. O baque que ela deu na porta denunciou sua chegada. Uma das várias cabines dali se abriu devagar. Abriu um sorriso maldoso e largou a lata da Coca-Cola em cima da pia. Pulou no colo de Harry, agarrando as pernas em volta da cintura dele, enquanto iniciava um beijo claramente faminto. Harry segurou forte sua bunda para levá-la até a parede. Sua saia azul de uniforme subira facilmente até sua barriga. Os estalos de sua boca na de Harry eram altos e tudo o que se ouvia no vestiário masculino.
– Olívia, porra, você me deixa muito duro.
– Essa é a intenção. – ela mordeu o lábio dele, desenlaçando suas pernas dele e pulando até o chão. Dessa vez, as costas de Harry foram de encontro com a parede. O rapaz prendeu a respiração ao ver Olívia subir a mão por sua coxa. – Eu quero que se lembre do que eu te disse.
Ela estalou um beijo no pescoço do rapaz e com rapidez, se agachou na frente dele. Sua mão agilmente massageou o monte duro que começara a ficar evidente na calça de Harry. Também com agilidade abriu o cinto dele, desabotoando os botões da calça em seguida. Harry segurou com força os cabelos ruivos da garota ao sentir o pano de sua calça descer por suas pernas. olhou satisfeita para ele e novamente massageou o membro dele, dessa vez por cima da boxer. Arranhou as coxas do amigo e com beijinhos chegou até o elástico da cueca. Harry fechou os olhos, mal podendo esperar a cena seguinte.
Olívia se livrou também da boxer do amigo e viu o pênis dele quase pular de frente ao seu rosto. Ela não se lembrava de quando ele tinha ficado tão duro. Antes de beijar a cabeça do membro de Harry, ela lambeu os lábios enquanto olhava fundo nos olhos dele. O cacheado soltou um gemido, que soou mais como um murmúrio. o masturbou com um lento movimento, lambendo apenas a glande. Desceu com sua língua pela extensão ereta de Harry e subiu rápido, enfiando o pênis com tudo na boca. Dessa vez, Harry gemeu com vontade. Olívia trabalhou com mais capricho na ponta do pênis e com uma mão continuava seu trabalho o masturbando. Aumentou os movimentos com a mão e desceu com a língua pela virilha dele, até os testículos. Adorava brincar com eles. Chupou com majestade as bolas do amigo e novamente voltou a exercer seu trabalho na cabeça do pau. Harry agarrava com força seus cabelos, forçando seu quadril contra a boca dela. continuou com sua sucção, na maioria das vezes encarando Harry nos olhos. Os movimentos de sua boca aumentaram junto com os de sua mão. Vez ou outra arranhava as coxas do amigo, fazendo-o virar a cabeça para trás, na parede. Sabia que Harry estava prestes a gozar e esperava ansiosa por essa parte, mas ele a interrompeu, puxando seu corpo para si.
A boca dele pregou na dela com vontade, tocando sua língua. Agarrou os cabelos da nuca da amiga e a puxou para mais perto de si. sentiu a ereção de Harry contra sua barriga e quando pensou em novamente chupar aquele pau delicioso, ele a interrompeu. Os botões da sua camisa de uniforme voaram e se perderam pelo chão do vestiário. O sutiã cinza que ela vestia teve o mesmo destino que os botões. Harry esmagava um dos seios dela com uma mão e com a outra, ele adentrava sua saia azul.
, ... – ofegante, colou seus lábios no pescoço dela. – Você ainda me mata.
– De tesão, certo? – ela brincou, arranhando a nuca do rapaz. Harry sugou forte o pescoço dela, que deixou escapar um gemido. Cansada das delongas do amigo, tirou sua própria calcinha. – Vamos lá, Styles. Me fode logo.
Os olhos verdes de Harry brilharam e seu membro pulsou, clamando pela cavidade quente, apertada e deliciosa da amiga. Olívia com esperteza procurou pelo maldito preservativo nos bolsos da calça de Styles. Assim que achou, o deslizou pelo pênis dele.
– Como você sabia...?
– Eu não sabia, Olívia. Sou um cara prevenido. Nunca se sabe quando uma gostosa vai querer dar para você.
Olívia riu da “teoria-da-camisinha” dele e o puxou para um beijo.
Harry levantou-a pelas pernas, encaixando finalmente suas intimidades. Com força agarrou a bunda de , para segurá-la. A moça sorriu e se movimentou sobre o corpo ereto de Harry, se deliciando com aquele momento. Os dois gemeram pelos movimentos dela. rebolou e segurou com força o pescoço de Harry, que chupava seu colo e seios, sem delicadeza. A velocidade dos movimentos circulares da moça, a fez cansar e Harry começar as estocadas.
Quando o assunto era gemer, Olívia não economizava. Harry gemia contra o pescoço dela, aproveitando para chupar o local. A moça mordia o lóbulo da orelha de Harry, enquanto aproveitava para sussurrar suas sujeiras. Pois sabia que Harry Styles era do tipo que adorava uma putaria, um sexo bruto. Rebolou novamente sobre ele, avisando que o orgasmo estava próximo.
– Vamos juntos. Quero ver você gozar para mim, gostosa.
– Ó, Harry!
– Deus, ! Olha só essa bucetinha apertada. Você quer me matar.
– Só me fode, Styles. Estou chegando. – os olhos de Olívia se fecharam involuntariamente. Só se abriram para encarar o olhar verde de Harry, que logo depois os revirou, sendo levado pelo choque gostoso do orgasmo. Seu corpo formigou no mesmo instante, gozando junto com o amigo.
Ela sorriu, arqueando o corpo, se deixando levar por aquela sensação maravilhosa. Os lábios inquietos de Harry buscaram pelos seus e se prenderam em um beijo lento.
puxou os cachos do amigo, selando seus lábios encerrando o beijo.
– Gostosa. – Harry desta vez chupou o pescoço dela, apertando também sua bunda. Ela logo pulou de volta ao chão, pegou o sutiã, a camisa e tentou fechar os botões restantes de sua camisa.
– Styles, querido, você tem que parar de estragar minhas roupas.
, sinceramente, você fica bem melhor sem elas.
A moça gargalhou.
– Vamos para a aula. Quem sabe outro dia tentamos uma rapidinha na piscina do ginásio?
E então ela saiu rebolando sua bunda grande, quase a mostra devido à minissaia. Harry ficou babando até o sinal tocar e o lembrar de que tinha aula. Aula de biologia.
*
fechou furiosamente a porta do armário de Frederick, quase amassando o dedo dele.
– Ficou maluca, White?
– Eu quem pergunto agora, Williams. Onde está a minha pulseira?
– O quê? Já disse que não dou a mínima para sua pulseira.
– Tenho certeza que foi você. – ele riu debochado. – Não tem graça, me devolve.
O rapaz caminhou até a porta do banheiro, com uma vermelha atrás de si.
– ME DEVOLVE, FRED.
– NÃO PEGUEI SUA PULSEIRA IDIOTA. – ele gritou de volta, assustando-a.
– Você é um babaca, Frederick. Não quero mais isso.
– Está tentando me dar um pé na bunda? – o olhar de Frederick queimou sobre ela, que por um momento, não sentiu medo. Pelo contrário, ela o encarou com raiva. – Vai terminar comigo por causa de uma pulseira, White? Eu não sabia que você era tão infantil.
– Não é pela pulseira! – argumentou. – É por tudo que tenho aguentado calada. Você e suas crises de humor... Eu não aguento mais, Frederick. Você me trata como se eu fosse uma qualquer. E eu não sou.
O rapaz ficou perplexo.
– O quê?
– Acabou, Fred.
Pensou em fazer alguma coisa, mas preferiu deixar o destino cuidar disso para ele. voltaria. Ela sempre voltava.
A loirinha, não segurando suas emoções, deixou que lágrimas caíssem dos seus olhos. Abraçou o próprio corpo e fez o trajeto até a sala de aula. Além de perder a pulseira de sua mãe, perdeu também seu namorado.
Capítulo 5 - “one way or another, I’m gonna win ya”


e Harry

Louise Holland falava sem parar do quanto estava ansiosa para o musical. Os figurinos, todos de época e feitos sobre medida, seriam doados da Academia de Belas Artes de Londres. Ela estava babando ovos em cima do diretor Rogers, que além de conseguir que Arnold Vouisteen treinasse o Bradford Eagles, conseguiu também figurinos já usados por famosos.
estava radiante. Ela com certeza faria o teste para a princesa principal, a qual se apaixonava misteriosamente por seu anjo da guarda. Louise contava todas as novidades para ela, inclusive sobre a festa de boas vindas. E a morena ouvia atentamente, já imaginando que aquele era o melhor ano, em Bradford East College.
– Se conseguíssemos mais dois garotos, nosso elenco já estaria suficientemente completo. Eu não entendo porque só as garotas se candidatam.
– Os garotos pensam que teatro é coisa de maricas, Louise.
– É. Ah, temos reunião do grupo de debate hoje, não se esqueça. – Louise Holland se despediu de , caminhando corredor a fora. Evans também caminhou pelo corredor, porém, pelo lado oposto. As vozes dos alunos ainda eram altas dentro do refeitório, o que a fez agradecer mentalmente por já ter acabado seu lanche e não precisar voltar para lá sozinha.
O professor de física, Gregory Ewrl, a cumprimentou com um balançar de cabeça. O adorava, ainda mais quando fazia teorias sobre gravidade. Jogou os cabelos compridos e escuros para um dos ombros e voltou a caminhar pelo corredor, disposta a ir até a sala de aula. A garota que havia a ajudado no dia anterior saiu apressada da porta dos fundos do ginásio. Ela tinha o uniforme rasgado e marcas no pescoço.
, não é? – a ruiva deu um pulo, assustando-se com a voz que a chamara.
– Oi, . Problemas com o salto?
– Não, não. – a morena sorriu meiga. – Deu tudo certo.
– Que bom! – olhava para o fim do corredor, onde ocorreu uma movimentação na porta do refeitório.
– Vejo que sua blusa está... Ahn...
– É, tive um pequeno problema com os botões. – mordeu os lábios.
– Se você quiser, tenho uma camisa. Depois de ontem, coloquei quase um closet reserva no armário. – ela riu.
– Eu aceito. Não posso entrar na sala de aula assim.
seguiu pelo corredor, que ainda estava incrivelmente vazio.
*
– Cara, você comeu a Briana Watson.
– Niall... – Liam segurou o braço do amigo, que quase se jogava em cima de Zayn.
– Eu mal posso acreditar!
– Niall...
– É a garota mais gostosa do colégio!
– Niall...
– Só perde para a , claro. E vocês sabem que eu tenho uma tara desumana por ruivas peitudas.
– NIALL! – os três gritaram em uníssono, repreendendo o loiro. A jornalista do colégio passou por eles.
– Oi, rapazes.
– Oi, Louise. – novamente falaram juntos, cumprimentando a loira.
– Aí, Louise. – Liam chamou e logo a moça se virou.
– Sim?
– Você viu o Harry?
– Não. Não o vejo desde ontem. – ela respondeu e continuou o seu trajeto, até a sala de redação.
– Cara...
– Louis, cala a sua boca. – Liam interrompeu, antes que o rapaz começasse a falar sem parar sobre aquela teoria ridícula.
– Vocês estão muito agressivos. – Zayn calmamente tocou o ombro de Liam. – Alguém aí quer um baseado?
– Não, mate. Estou de boa. – Louis o respondeu. – Vou para a sala. Física, agora. Alguém?
– Eu. – Niall o seguiu.
– Onde está a ?
– Não foi entregar um trabalho para o senhor Ewrl? Vá com os meninos. – Liam sugeriu, apontando para os dois amigos que já estavam distantes.
– É mesmo.
Zayn saiu correndo pelo corredor, tentando alcançar Niall e Louis.
Payne seguiu seu trajeto para subir as escadas do segundo andar do prédio, derrotado por não achar Harry, que tinha aula de biologia junto com ele. Harry tinha essa mania de sumir sem nem ao menos deixar vestígios. Liam estava certo de que havia uma garota envolvida nessa história.
Zayn acompanhou os amigos até a sala de física. Ao chegar lá, não encontrou . Suspirou frustrado e caminhou até a porta principal do prédio. Ainda tinha esperança de também não estar no clima de aula e estar afim de uma ponta. Ele até mataria a aula da sua querida senhorita Silverstone para ficar com ela.
Louis e Niall, depois de pedir licença ao professor, adentraram a sala, indo até as carteiras do fundo. Niall ouvia atentamente o amigo narrar o jogo. Ficou surpreso pelo empate do time. 2x2. Um gol de Tomlinson e outro do Payne, de cabeça. E o outro time, um de Bennett e obviamente, um de Westwood.
– Ela joga melhor que todos vocês juntos. – Niall zoou.
– Não repita isso, Horan.
– Aceita, cara. – a atenção de Niall foi roubada pela figura angelical de White. Seu olhar se prendeu sobre ela e involuntariamente sorriu. – Ela está chorando?
– Ela? – Louis perguntou confuso. Olhou para onde o olhar de Niall estava fixo. – Ah, a garota do Williams.
Foi como um balde de água fria em cima de Niall. Garota do Williams. Significava que já tinha alguém. E que provavelmente, o beijo deles não havia significado nada. Mas Niall não era desses que tiravam conclusões precipitadas.
Seus olhos piscaram várias vezes, tentando absorver a informação.
– Ela é gostosinha. Ainda não sei como o idiota do Williams conseguiu uma garota como... Niall? Niall, aonde você vai?
O loiro o ignorou e continuou caminhando pela sala grande, até a primeira carteira, onde havia se sentado.
– Vamos começar com um conceito simples e fundamental para a mecânica quântica. – Gregory Ewrl escrevia com letras grandes no quadro negro. Desenhou dois polos, com uma bolinha no meio, representando um elétron, e então voltou a explicar a matéria. – O conceito de fóton e a quantização, que se relacionam...
– Oi, .
– Niall! – a mocinha limpou as lágrimas e sorriu para ele, que a olhava preocupado. – Oi!
– Por que está chorando?
– Ah, eu não quero falar sobre isso. Finalmente você percebeu que estou na sua sala de física.
Ela brincou e Niall soltou uma risadinha.
– Eu... Ahn... Só queria dizer ‘oi’.
– Oi, então! – eles sorriram. O loiro se perdeu nos olhos dela alguns minutos. O senhor Ewrl se virou para a classe novamente, encontrando o rapaz em pé ao lado da carteira de .
– E também te devolver isso. Você deixou cair enquanto dançávamos.
abriu a boca, perplexa.
– Algum problema, senhor Horan?
– Não, problema algum, professor.
– Muito obrigada! – Ela o puxou pela mão, aproximando seus rostos para beijar sua bochecha. Niall corou e sorrindo tímido, voltou para seu lugar. Louis tinha uma sobrancelha arqueada. O loiro não disse nada, apenas o respondeu com um sinal de silêncio no indicador.
– Como eu ia dizendo, um elétron que muda de uma energia mínima para o nível posterior, se for aquecido, nunca vai passar dos estágios intermediários...
Niall estava radiante. Ficou ainda mais contente quando se virou para trás e o deu uma piscadinha. Louis assistia aquela cena toda perdido em confusão, mas logo depois, deu de ombros sentindo seu corpo bambear e um sono incomum o atingir.
*
bocejou pela terceira vez em um minuto. Não gostava nem um pouco da professora de inglês. Muito menos de Chadwick, que a todo o momento opinava nas explicações de Mary Silverstone. A ponta da sua caneta azul irritantemente batia contra a mesa, fazendo o garoto com óculos fundo de garrafa a olhar a cada dois segundos. Ele parecia irritado e esse fato a fez bater a caneta com mais pressão.
Sorriu meiga para o garoto, e sibilou um: chupa-rola, fazendo um gesto obsceno, imitando um boquete. O garoto se virou assustado para frente, voltando a prestar atenção na professora.
riu debochada e ouviu batidas na porta.
– Olá, senhor Malik. Está atrasado.
“Atrasado pra caralho”, pensou.
– Me desculpe, senhorita Silverstone.
– Entre e sente-se.
Ele concordou e olhou os colegas, encontrando a figura de no fundo da sala. Sorriu e caminhou até ela, se sentando na carteira ao lado.
– “Olá, senhorita Silverstone. Pareço gentil, mas só quero gozar nas suas tetas”.
Zayn gargalhou.
– Isso tudo é ciúmes?
– Se enxerga, Malik. – ela rolou os olhos, beliscando a coxa dele.
– O que é isso no seu pescoço?
– Pele?
– Você entendeu. – ele girou os olhos castanhos.
– Você já sabe o que é, Z. Por que está perguntando?
– Só para ter certeza. – ela deu de ombros, voltando a batucar a caneta na mesa.
– Preciso fumar, mas como não tinha cigarros, tive que ficar nessa aula chata com essa professora ridícula e essa Chadwick metida.
– É uma pena! – Zayn tirou do bolso do casaco que usava um bolo de maconha e alguns papéis de celulose. Os olhos da garota escureceram em um brilho diferente.
– Zayn, eu juro... Você é o melhor amigo do mundo.
O moreno sorriu torto, um pouco confuso. reparou a mudança de expressão do rapaz.
– O que foi?
– Nada, relaxa. – ela deu de ombros novamente. A voz da senhorita Silverstone era tudo o que se ouvia na sala. Literatura inglesa não era a praia de Stonem, mas até que gostava. Pelo menos, quando era escrita em sátira, assim como Jane Austen lindamente escreveu em Orgulho e Preconceito. Uma garota da classe foi chamada pela professora com a missão de entregar um folheto bordado com algumas frases do livro.
– Vamos lá... , leia a terceira frase, por favor?
A loira concordou, começando sua leitura para a classe.
– "Não tenho pretensão alguma pelo tipo de elegância que consiste em torturar um homem respeitável. Eu preferiria ser considerada sincera."
– Perfeito, . Alguém se candidata para ler a sexta frase? – alguns alunos se manifestaram. – Robert... Quando quiser.
– "A imaginação de uma mulher é muito rápida; pula da admiração para o amor e do amor para o matrimônio em um instante.”
– Uma das minhas preferidas. – a mulher quase deu pulinhos. Passou os olhos pelo folheto, fazendo o mesmo pela sala de aula. – Zayn, poderia ler a última frase da folha?
Zayn engoliu em seco. Não era muito bom falando em público. o encarou, esperando por alguma reação. Ela sorriu para ele, que olhou para o folheto, passando os olhos pelas palavras escritas ali. Se levantou da cadeira, assim como os colegas fizeram e começou a ler:
– "Em vão tenho lutado comigo mesmo; nada consegui. Meus sentimentos não podem ser reprimidos e preciso que me permita dizer-lhe que eu a admiro e a amo ardentemente."
ainda não tinha desgrudado os olhos do amigo. Aquela frase era linda, Zayn era lindo. Seu sorriso cresceu ainda mais e sem medo algum, começou a bater palmas. A classe logo a acompanhou.
– Podemos ver a evolução da nossa aula de leitura. Vocês foram ótimos. – Mary elogiou e voltou a falar sem parar.
Zayn sentou de volta na sua cadeira.
– Bela leitura, Z. – o olhar castanho de Zayn se prendeu sobre ela, que ainda não havia deixado de sorrir. – Soou tão real.
– Valeu.
– Preciso de um baseado. Me acompanha?
Ele apenas balançou a cabeça, um pouco transtornado.
– Professora, eu posso ir ao banheiro?
levantou depressa da cadeira, já caminhando até a saída da sala. Assim que a professora concordou, ela olhou para o amigo e deixou a sala. Correu pelo corredor, até a porta principal, indo até a grama do pátio no instante seguinte. Tirou o isqueiro cinza do bolso e esperando por Malik, brincou de abrir e fechar a tampinha.
Assim que a figura de Zayn apareceu no seu campo de visão, deu um pulinho animado. O rapaz caminhou até ela, sem expressão alguma no rosto.
– O que houve com você, Zayn? Sabe, estou começando a concordar com o Louis. Você tem andado estranho desde que voltamos das férias.
– Ah, ...
– Me conta.
– Deixa isso pra lá, ok? É coisa da minha cabeça. Eu tenho sentido umas coisas estranhas...
– Tipo premonições? – Zayn gargalhou.
– Não. Nada demais. – ele se virou para ela, observando seu rosto; as bochechas coradas, as poucas sardas acima do nariz e aqueles lindos olhos azuis. Colocou a franja comprida para trás de uma das orelhas e beijou carinhosamente a testa dela.
– Toma. Você enrola melhor do que eu.
Zayn a entregou o saquinho com a erva e a celulose. Pegou da mão dele e colocou sobre o colo. , sentindo-se segura e cuidada com todo aquele carinho de Zayn, a evolvendo entrelaçou seus dedos nos dele. O moreno observou os dedos juntos e então seus pensamentos foram a mil.
mordeu a bochecha dele, antes de beija-la. E mais uma vez, fizeram daquele final de horário uma lembrança.
*
Depois de sair da sala de biologia com Liam, Harry fora para a reunião com o grupo de debate. Apesar das reuniões sempre serem rápidas e produtivas, dessa vez demorara mais do que o esperado. disse que precisava da ajuda e obviamente, da opinião de todos. O colégio estava em perfeitas condições, mas ainda assim todo o cuidado era pouco. O assunto do dia havia sido: sexo nas escolas.
Claro que Harry se engasgou na própria saliva e quando expressava sua opinião, sorria debochado interiormente. Ele não discordava do assunto, aliás, apoiava com todas as forças as rapidinhas no vestiário masculino. Mas ele não diria isso na frente de um grupo de debate, o qual o percentual sexual de todos os seus participantes juntos não chegaria nem a 2% – sem contar com ele, claro.
Ele não concordava, nem discordava. Sempre dava respostas evasivas e que deixavam Evans com uma pulga atrás da orelha.
Depois de sair da reunião, se encontrou com Zayn e no gramado, rindo feito retardados mentais. Apertou a alça da mochila nos dedos, firmando-a no ombro e assim, caminhou até os amigos. o recebeu com um sorriso nada inocente.
– Vai um baseado aí, Styles?
– Não. Valeu, gostosa. – soltou o apelido e sentiu o olhar desconfiado de Zayn sobre si, mas não ousou o encarar de volta. Já sentia o chute nas bolas que provavelmente o daria mais tarde. Avistaram Liam e Niall do outro lado do pátio. Logo mudou de assunto. – De onde eles vêm?
– Obviamente do ginásio. Ali é o caminho da saída dos fundos. – Zayn explicou, falando lento, e o cacheado balançou a cabeça, confirmando que entendera. – Acho que pegaram um atalho.
– Estou com fome. Onde está o Louis? – resmungou.
– Da última vez que o vi estava com o Niall, na sala de física. – o moreno mordeu o lábio, se lembrando. – Ah! Falando em física, o professor Ewrl já entregou sua nota do trabalho?
– Que trabalho?
Malik a encarou confuso e depois ligou os fatos; ela havia mentido. Mentido para fugir. Provavelmente para se encontrar com alguém. Por isso as marcas no pescoço! Mas isso não era da conta dele, então ficou calado, se sentindo um idiota por andar preocupado demais com os relacionamentos da amiga.
– E aí? – Liam os cumprimentou assim que chegou.
– Estou com fome. Onde está o Louis? – Niall copiou as palavras da amiga, sem saber.
– Cara, eu acabei de dizer a mesma coisa! – riu.
– Ele não estava com você?
Niall franziu a testa, lembrando-se que sua na sua penúltima aula, não saíra com Louis da sala, e sim com .
– Ahn...
– Niall... – Liam tinha um olhar desconfiado.
– Da última vez que o vi estava na sala de física, dormindo.
– Vocês não saíram de lá juntos? Não o acordou, Niall?
– Eu nem lembrei!
– E por que não? – Liam estava ridiculamente calmo.
– Eu estava com uma garota!
Os amigos o fitaram, sem acreditar.
– A Cinderela...? – nem precisou terminar a frase, o loiro já havia entendido, e concordado. – Ó, Niall James, precisamos muito conversar.
Os olhos dela brilharam.
– Temos que achar o Louis.
*
Os flashes das câmeras dos celulares iluminavam toda a sala. Louis acordou assustado, num pulo. E notou ainda estar na sala de física. Também notou estar sem suas roupas, totalmente nu.
Havia várias pessoas ali, tirando fotografias de si. Ele fechou os olhos e tampou com uma mão sua parte íntima assim que se levantou da cadeira.
Ah, Westwood!
Seu cérebro logo ligou a situação toda àquele nome.
Filha da puta.
Saiu empurrando as pessoas, querendo sair dali. Assim que deixou a sala, ouvindo as risadas e os cliques, achou suas roupas penduradas na faixa de boas-vindas; lá estava sua calça, aparentemente toda perfurada, suas meias e camisa também no mesmo estado e sua cueca de ursinhos.
Seu sangue ferveu, aquecendo seu corpo inteiro e fazendo crescer uma vontade gigantesca de vingança.
A sombra de apareceu atrás da porta de vidro do laboratório de biologia. O olhar dela continuava frio, assim como seu sorriso. Cerrou os olhos para ela e deu o fora do corredor, antes que mais gente o visse nessas situações.
Não deixaria barato.
Passou pela porta principal e avistou seus amigos, que não tiveram outra reação a não ser arregalar os olhos.
– Cara... Onde você estava? O que aconteceu com você?
– É, Louis. Estávamos quase indo atrás de você. – Harry completou.
– Westwood aconteceu. Essa era a vingançazinha de merda dela.
– Como assim?
– Payne, o que você acha que ela quis dizer com "problemas com o uniforme"? – Tomlinson rolou os olhos.
– Então foi você?
– Eu só queria me divertir um pouco, já que acordei de ressaca e nada alegre. Depois do primeiro tempo, fui atrás do ginásio fumar. Mas meu cigarro havia acabado e como meu isqueiro não tinha utilidade, procurei por uma ocupação para ele. Coloquei fogo no uniforme dela.
– Você é ridículo. Eu não consigo acreditar, Louis.
– Eu não sei o que ela fez, cara. Eu só dormi demais. E agora estou sem roupa. – os amigos se encararam, confusos. – A filha da puta pôs alguma coisa no meu patê. Por isso o gosto estranho!
Louis ligava os pontos, totalmente furioso.
– Vamos embora.
– As chaves do carro estão na mochila.
– E cadê a mochila?
– Pergunta para a "". – Louis foi sarcástico. Liam cerrou os olhos na direção do amigo. – Está no meu armário.
– Ok... Precisamos de uma explicação. – Harry resmungou, segurando a risada entre os lábios. Louis estava totalmente pelado no meio do pátio.
– A criança aqui queimou o uniforme da , e ela, obviamente, se vingou.
– Deixando-o sem roupa no meio da escola. – Niall concluiu, gargalhando.
– Ela merece o meu respeito. – pôs uma mão sobre o peito. Louis e Liam a reprovaram com o olhar e os outros meninos riram. – O que é?
– Vou pegar a mochila dele. Me esperem no estacionamento.
Assim que Liam saiu pisando duro dali, os amigos caíram na gargalhada. Louis novamente girou os olhos e os mandou o dedo do meio.
*
sentia que a festa de boas vindas seria a melhor já feita em toda a história do B.E.C. Suas amiga, Louise Holland e a colega de quarto, Brittney Phillips caminhavam ao seu lado na calçada. O prédio da irmandade em que elas moravam, o digníssimo B.Holmes, lar de alunos exemplares e com cérebros potentes, não era tão longe dali. A irmandade dos atletas, o Johnatan Hilton, apareceu grande, com sua estrutura sofisticada e imponente. A bagunça e sujeira no jardim da grande casa denunciavam a festa que acontecera na noite anterior.
respirou profundamente e desviou seus olhos da construção. Prestava atenção nas palavras atiradas por Louise; ela sempre falava pelos cotovelos. O diretor Rogers havia dado apenas duas semanas de prazo para o colegiado organizar a festa. Aconteceria na quadra do ginásio, que além de ser grande, tinha capacidade de abrigar todos os alunos juntos.
E sobre tais circunstâncias, Louise pirava. Era quem dirigia o colegiado desde que Chadwick desistira e com isso, as responsabilidades daquele evento estavam sobre ela. Outra vez, se perdeu em pensamentos. Não vira na saída do colégio e muito menos tivera prazo de encontrar-se com ela no refeitório, depois do seu almoço. Estava ocupada demais ajudando .
– E então eu disse a ele que precisava de mais tempo. É claro que ele não mudou de ideia. Me garantiu que eu conseguiria organizar tudo no tempo estimulado, assim como nas outras festas.
– Relaxe, Lou. Você sempre consegue. – Britt a incentivou com um sorriso.
– Se eu realmente não estivesse tão ocupada com a volta das aulas de teatro, eu a ajudaria. – resmungou, com a voz mais baixa que o normal.
– Tudo bem, gente. Estou pensando se Chadwick poderia me ajudar.
e Brittney encararam a amiga loira, confusas.
– Chadwick é popular! Digo, não só na nossa escola, mas fora dela. As festas que ela organizava quando era do colegiado, recebiam os melhores elogios do corpo estudantil. Ela conhece de tudo.
– Parece loucura.
– Ela já saiu do colegiado para não ter mais com o que se preocupar. E não discordo dela. Final de ano, responsabilidades dobradas.
– Hm. – Louise deu de ombros e olhou para os sapatos. – Ainda acho uma boa ideia.
– Tudo o que eu tenho a dizer sobre isso é que se você escolhesse fazer um acordo com Lúcifer, seria mais fácil do que lidar com a Chadwick.
Louise e gargalharam.
– Mudando de assunto, preciso fazer uma pergunta. – as três garotas passaram pela porta principal do B.Holmes, lendo o grande e colorido painel de boas vindas. olhou para as duas antes de atirar: – O que vocês sabem sobre Liam Payne?
*
A festa de comemoração que acontecera no JH foi o assunto mais comentado até a próxima semana. Além do ocorrido com Tomlinson, que foi presenteado por uma lista de apelidos maldosos e fotos de seu bumbum de bebê estampado em pôsteres por toda a escola. Nos treinos dos Bradford Eagles, Westwood fingia que ele não existia. Até que o treinador Vouisteen os colocou no mesmo time, o que acabou numa briga; Louis ficara com um olho roxo. O que rendeu ao jornal da escola outra redação cômica.
As aulas já haviam começado há duas semanas e o assunto mais comentado pelos corredores do B.E.C agora era a festa de boas vindas, que seria à fantasia. Louise Holland comentou em uma das suas redações do jornal que a festa seria uma das melhores, já que agora a direção do colegiado havia mudado. O que revoltou uma Chadwick, que logo não deixou aquilo barato e fora tirar satisfação com a jornalista.
Mas felizmente controlou seus impulsos assassinos. Louise a convencera a ajudá-la na organização do evento. incrivelmente saiu ganhando nisso tudo, afinal. Porque além de poder mais um ano mostrar como é que se fazia uma festa, ela nem teria a responsabilidade do colegiado.
Para ela, era lucro.
Só teria que dar suas opiniões, fazer algumas ligações e dizer a Louise como é que se fazia. E tudo isso em um espaço mínimo de tempo, já que não aguentaria ouvir a voz irritante da jornalista por mais de três segundos.
Era segunda feira. Niall conversara com mais duas vezes apenas. Pelo simples fato de Frederick Williams não deixá-la em paz um segundo sequer.
Liam fizera Louis o prometer que deixaria Westwood na dela. O rapaz fingia estar se comportando, quando na verdade, maquinava em sua mente diabólica a vingança para cima de .
Harry e pararam de se encontrar. Não se viam desde a rapidinha no vestiário masculino. Ele estava ocupado demais alfinetando Chadwick nas aulas de geografia e dando uma de político nas reuniões do debate. E também, seus horários não batiam. Pelo menos ele se via feliz quando ela invadia seus banhos pela manhã. Mas nada além de poder apreciar a beleza do corpo da amiga.
por sua vez, se concentrava em gastar pelo menos dez minutos de seu tempo para estudar. Zayn a ajudava, às vezes. Mas os dois acabavam dormindo em cima dos livros depois de fumar dois cigarros de maconha.
Evans também tivera uma semana corrida. O professor Ewrl a pediu ajuda, propondo a ela que fosse monitora dos alunos que tivessem dificuldade na matéria, já que ela era a melhor da turma de física avançada. Além disso, ensaiava todos os dias as falas da princesa principal da peça, pois era o papel que cortejava. Às vezes, quando sobrava tempo, ajudava Louise em algumas redações no jornal. Seu tempo era estritamente calculado.
Chadwick, outra vez, estava no banheiro, retocando seus lábios com um batom vermelho-cereja. Seus olhos azuis pareciam mais destacados aquela manhã. Encarava sua própria figura no espelho e com um sorriso cheio de intenções, deixou o banheiro feminino, como uma cobra, pronta para dar o bote. O professor Edwards sempre a repreendia pelos atrasos, o que já havia se tornando um hábito. E ainda assim, ela passava por ele rebolando os quadris.
Lembrou-se de escolher melhor seu lugar, não tendo assim que ouvir as idiotices que saiam da boca de Harry Styles.
O professor, parecendo sair de um tipo de transe, tomou a fala explicando melhor sobre espaço geográfico. Chadwick não era muito fã da matéria, mas engolia por um bem maior. Seu tradicional chiclete de canela estourou-se em uma bolha, fazendo o som ecoar dentro da sala. Olhou para as unhas, anotando mentalmente que precisava pintá-las urgente.
A porta da sala abriu-se, prendendo a atenção de todos para o que se passava ali. Uma cabeleira cacheada apareceu no campo de visão de . O professor ergueu uma sobrancelha para Harry.
– Está atrasado, senhor Styles.
– Me desculpe, professor. Sabe como é, problemas intestinais. – ele deu uma piscadinha e a classe toda riu. rolou os olhos.
– Sente-se. – depois de rir, o professor disse. O rapaz rodou os olhos pela sala e interiormente comemorou ao ver uma cadeira vazia atrás da ilustre Chadwick. – Voltando de onde paramos; todos nós sabemos que o espaço geográfico é o palco das realizações humanas...
– Olá, Chadwick.
– Vá se ferrar.
– Vejo que acordou de bom humor. – o rapaz abusou da ironia.
– Vejo que acordou. Poderia estar morto. – retrucou, o olhando sorrindo maldosa. Logo depois se virou para frente, observando calorosamente a bunda do professor Edwards.
– Ó, não. Você teria um treco.
– Me erra.
– Adorei o batom... – ele afastou os cabelos da nuca dela, fazendo-a dar um pulo na cadeira. – no seu dente.
O dedo do meio que ela lançou o fez gargalhar alto, chamando a atenção dos colegas.
– As paisagens precisam ser mudadas de acordo com os avanços na nossa tecnologia e com o objetivo de melhorar o lugar onde vivemos. Para a próxima aula, deixarei um trabalho para vocês.
A classe se exaltou em murmúrios de reprovação.
– Quero uma pesquisa sobre os ambientes já mudados pelo ser humano em cada lugar do mundo. Como eram esses ambientes antes das modificações e o porquê das mudanças. Eu farei as duplas e enquanto isso, eu quero que façam o exercício do livro na página vinte.
puxou o livro para cima da mesa e abriu na página exigida. E sem mais demora, começou o exercício. Queria ser a primeira a acabar para assim, poder levá-lo até o professor e puxar assunto com ele. Em outras palavras, dar em cima dele.
O tempo passou, Harry, por incrível que pareça, não a incomodou ou sequer tentou colar suas respostas do exercício. Assim que acabou, com um sorriso no rosto, fez o caminho até a mesa do professor Edwards.
O mesmo, escondido atrás de seus olhos de grau, estava concentrado anotando os nomes dos alunos em duas colunas. sentou-se na beirada da mesa, assustando-o com sua chegada repentina.
– Acabei, professor. – o sorriso que ela lançou para ele não era nada inocente. Samuel Edwards engoliu em seco ao olhar os lábios coloridos de vermelho da aluna. Desceu com seu olhar pelo decote perigoso que a camisa social – provavelmente cortada – a proporcionava. As coxas descobertas pareciam-lhe tão macias e irresistíveis que o pobre homem se remexeu na cadeira.
– Ahn... Po-poderia ter esperado no seu lugar, senhorita Chadwick.
– Ah! – ela fingiu desapontamento. – Pensei que como fui a primeira a acabar o exercício, o senhor pudesse me dar um dez.
– Sendo assim eu também quero um dez. – ouviu a voz rouca de Harry atrás de si. – Acabei também, professor.
sentiu seus olhos rolarem involuntariamente. Respirou fundo e desencostou da mesa, pronta para matar aquela criatura repugnante cheia de cachos.
– Seu maldito...
, qual o problema? Algo lhe incomoda?
– Eu quero socar você. Arrancar suas bolas e pendurá-las no varal para tomar sol.
– Cruel. – ele zoou.
– Senhor Styles, me dê aqui seu livro. – o rapaz estendeu ao professor o fino livro que tinha em mãos. – Agora já tem o carimbo. Senhorita Chadwick...?
A moça repetiu o gesto de Harry, ainda cerrando os olhos para ele. Ele ria.
– Alguém mais? – Samuel não obtendo resposta da classe, se virou para os dois ali. – Sentem-se. Vamos lá. Já tenho aqui os nomes das duplas.
– Você me paga, Styles.
– Quanto é o programa? – Harry riu da própria piada. Ela o estapeou várias vezes.
– Eu te odeio.
– Me chupa, .
Ela bufou, segurando um grito de ódio na garganta. Samuel Edwards ainda ditava os nomes das duplas escritos no papel branco. Harry adorou quando ouviu que sua dupla seria ninguém mais, ninguém menos, do que Chadwick.

Capítulo 6 - “does it ever drive you crazy just how fast the night changes?”


Todos

Um dos vários chalés no meio do Voux – talvez o mais barulhento de todos –, encontrava-se incrivelmente silencioso naquele final de tarde de sexta-feira. Niall e Louis acompanhariam na sua ideia maluca da vez; sairiam os três de casa, passariam na loja de conveniência do campus e depois buscariam Zayn e Liam no colégio. Louis só estava presente porque sempre preferia estar dentro de uma situação, qualquer que fosse. Liam estava indignado por ter que sair àquela hora da tarde para entregar um trabalho de sociologia estúpido e acabou arrastando Zayn para a escola consigo. E Harry havia sumido há mais de quarenta minutos, sem deixar rastros.
passara a tarde toda na biblioteca do colégio, com uma Louise Holland insuportável falando sem parar sobre os preparativos finais do baile que aconteceria no dia seguinte. Já havia dito àquela garota que cuidaria de tudo e não entendia por que diabos ela não saíra de seu pé ainda.
repassou as falas da primeira cena pela quinta vez, nunca achando que estava merecidamente bom. bocejava, entediada por ter que ser a cobaia de amiga. Não aguentava mais ouvir aquelas mesmas palavras, tanto que decorara o texto. Ainda por cima tinha aceitado participar da festa do pijama com a amiga, Louise e Britt. Odiava prometer coisas a Evans.
Harry também estava no colégio – devidamente escondido na salinha do zelador, dando um trato na vice-presidente do grupo de debate.
Depois de sair de casa, Louis dirigiu alguns metros, parou o carro e desceu junto com a amiga ruiva.
– Pensei que só ela fosse. – Niall resmungou, com preguiça de deixar o carro.
precisa de mim nesse momento. Deveria vir também, irlandês.
O loiro fez uma careta e logo saiu do carro.
– Ok... Qual é a missão?
– Comprar absorventes. – sorriu meiga para ele, que fez outra careta.
– Mas também vamos comprar álcool. Porque merecemos. – Louis gritou.
– Exato.
A ruiva adentrou a pequena loja de conveniência assim que o sininho na porta anunciou sua chegada. Niall e Louis conversavam atrás de si, entretidos no assunto.
– Temos que saber, Louis. – o loiro sussurrou para o mais velho.
– Claro que não. Deixa isso por conta dela.
– Claro que temos! E se ela não gostar daqueles que enfiam na vagina?
Louis o encarou, antes de estapeá-lo na cabeça. A senhora dos cabelos tingidos escorada ao lado do balcão encarou-os abismada. Niall coçou a nuca e corou, voltando ao encontro do amigo, que entrava na seção das bebidas.
correu os olhos pelas prateleiras e pôde observar um vulto. Cerrou os olhos e curiosa, seguiu até o próximo corredor.
– Eu já vi você, não adianta se esconder.
observou a pessoa encapuzada parar no meio do corredor e se virar lentamente.
– Sabia que isso não daria certo...
– Por que estava se escondendo?
– Eu, hm... – a pessoa misteriosa encarou nos olhos, antes de abaixar o olhar para os próprios pés. reconheceu ser um teste de gravidez o que tinha nas mãos da garota de capuz. – Estou me escondendo dele.
A garota apontou para Niall e franziu a testa.
– Deixe-me adivinhar... Você é White?
A garota balançou a cabeça e se abaixou quando Niall olhou para a direção que elas estavam. precisava agir.
– Eu já volto. – caminhou em direção à seção de bebidas, até os amigos. – Acabei de lembrar uma coisa... Deixei meu celular no carro. Preciso muito dele.
– Ué, vá e busque. – Niall ganhou outro tapa de Louis. – O que é?
– Isso tudo faz parte da missão, Nialler. – recebeu um olhar confuso do mais velho. Deu uma piscadinha para ele, que pareceu entender que ela os queria longe dali.
– Vamos buscar para ela. Leva as garrafinhas de Ice e a vodca, ?
Ela concordou, pegando as garrafas. Viu os amigos saindo da loja. Voltou ao encontro de .
– Ok... A criança não é do Niall. – a ruiva tirou suas próprias conclusões. Arregalou os olhos por não obter nada além de um olhar da garota loira. – Ou é?
– Não! Estou um pouco preocupada, sabe? E não queria que o Niall me visse... Nessa situação. – suspirou e sussurrou para si mesma. – Que os planetas queiram que não seja uma criança! – balançou a cabeça, concordando. – Eu e meu namorado só transamos uma vez sem proteção. Mas eu tomei o anticoncepcional. Não entendo o porquê de minha menstruação estar... Atrasada. Ela nunca atrasa.
– Não há nada que deva se preocupar. – tentou tranquilizá-la.
assentiu, ainda olhando para os pés.
– É humilhante passar por todas essas pessoas. Sinto que elas me julgam com o olhar.
sorriu para a loirinha, tomando o teste de suas mãos.
– Vamos trocar, ok? Ah, coloque mais isto aí.
Depois de pegar duas caixinhas do seu absorvente de costume, seguiu até o caixa e logo a seguiu com os produtos nas mãos. Deixou a caixinha do teste em cima da bancada e puxou a caixa de cigarros e o isqueiro do bolso, acendendo um logo em seguida.
– São vinte e dois e quarenta e cinco.
– Hm... – a encarou, sem saber o que fazer.
– Estamos juntas. Some junto, por favor.
– O que será dos jovens de hoje? – ouviu o cochicho da senhora ao seu lado.
– Bem, se não morrermos, ficaremos velhos. – sorriu maldosa para a senhora, que pareceu se ofender com o olhar insinuante da ruiva. Ela segurou o riso; que droga de resposta era aquela? – Lei da vida.
Deu uma piscadinha e tirou o dinheiro do bolso, pagando o atendente depois. a ajudou com as sacolas, assim que deixaram a pequena loja.
– Muito obrigada.
– Não há de quê, . – sorriu doce para a loirinha. – Quer ter uma noite louca hoje? Vamos buscar os meninos no colégio e depois vamos encher a cara em casa!
– Seria um prazer.
?
– Ó, pelos planetas! Me assustou, Niall!
O loiro tinha a testa franzida; totalmente confuso por estar conversando com .
– Garota do Williams!
– Oi, Tomlinson. – ela cumprimentou tímida.
– Advinha quem vai participar da nossa noite muito louca?
– Como vocês se conheceram? – Niall ignorou sua pergunta.
– Acabamos de nos conhecer, loiro gato. precisava de uma ajuda e eu estava lá e agora estamos todos aqui, com muito álcool e perspectiva de uma noite fora do comum. Podemos ir agora buscar os meninos?
– Vamos logo.
Louis gritou e então, os quatro entraram no carro, seguindo o caminho até o colégio.
*
– Céus, isso foi tão errado! – Gween McVee, a vice-presidente do grupo de debate estava ali, na salinha do zelador, totalmente nua e satisfeita depois do segundo orgasmo. Harry jogou os cabelos suados para trás, enquanto vestia suas roupas.
– Quando ninguém sabe, não é errado. – ele piscou, fazendo-a se derreter. – Foi bom te ver, Gween.
– Tchau! – ela acenou abobada.
O cacheado deixou a pequena sala do zelador e correu pelo corredor, pronto para sair pela porta principal, mas parou assim que ouviu Louise Holland o gritando.
– Será que você pode levar isso na biblioteca para mim? Tenho que ir embora. Estou atrasada para a festa do pijama.
Harry torceu o lábio e balançou a cabeça, concordando. Avistou Gween passar como um foguete pelo corredor até a porta, mas fingiu não ver nada. Pegou o papel das mãos da loira e voltou até as escadarias. Subiu correndo, como de costume e logo deu de cara com a sala repleta de livros. Seu sorriso cresceu ao ver a figura esbelta de sentada na segunda mesa, no meio da biblioteca.
– Mas que imagem deliciosa!
– Só posso estar em um pesadelo. – seus olhos azuis rolaram. – Que diabos você faz aqui, maldito?
– A Louise me pediu para entregar isso na biblioteca... Mas não vejo ninguém aqui. Então, tchau.
– Você é mesmo um asno! É para mim.
– Sabe o que eu estava pensando? Você tem sido muito má comigo, . Mereço uma recompensa.
Novamente ela rolou os olhos. Harry recebeu um tapa forte no braço e gargalhou logo depois.
– Você deveria se matar. Essa ideia já passou pela sua cabeça? E NÃO ME CHAME DE SCAR!
– ‘Me’ matar ainda não. Mas ‘te’ matar sim, . Quem sabe, hm, de prazer.
O olhar que a moça lançou em sua direção parecia querer machucá-lo.
– Quanta idiotice! – bufou, pegando a bolsa e se levantando da cadeira. – Saia do meu caminho, pela milésima vez.
Harry sorriu malicioso e ergueu os braços, fingindo uma inocência desnecessária. Antes de deixar a sala, Styles observou descaradamente sua bunda. A bibliotecária chegou até o balcão, o tirando do seu momento. Harry olhou para o lado, e um objeto brilhante lhe chamou a atenção, sobre a mesa onde estava há um minuto.
– Você não deveria estar aqui. A escola já está fechando.
Ele ergueu os braços mais uma vez, deixando a sala dos livros, não sem antes pegar o molho de chaves. Com as mãos no bolso da calça jeans clara caminhou pelo corredor.
– Ei, Styles! – o cacheado se virou, encontrando Zayn correndo na sua direção.
– Malik! O que faz aqui?
– Eu quem te pergunto. – o moreno rebateu.
– Bocetas à parte.
Zayn riu e também deu sua resposta:
– Liam me arrastou. Ele tinha que entregar um trabalho de sociologia.
– Hm... E cadê todo mundo?
– Devem estar em casa.
Harry balançou a cabeça, deixando o assunto morrer ali.
*
Liam assistiu a professora de sociologia Soraya Richards passar os olhos rapidamente por seu trabalho. Seu trabalho de uma única folha. Uma única folha com linhas e com as laterais de quem acabara de arrancá-la do caderno.
Logo os olhos dela se voltaram para encará-lo. Antes de falar, suspirou:
– Senhor Payne, eu sinto muito, mas não posso receber um trabalho assim. – a boca de Liam se abriu e suas sobrancelhas se juntaram. – Está mal feito e pelo que me parece, incompleto.
– Mas eu demorei horas pesquisando e me dei o trabalho de vir entregá-la pessoalmente.
– Esses são deveres dos alunos. Dou-lhe a oportunidade de refazê-lo e me entregar na próxima aula.
– Mas...
– Eu fui bastante clara sobre majestade na aula passada. Fazer um trabalho completo e caprichado é um exemplo de majestade. Tenho que ir. Boa noite.
Liam fechou o punho e bateu com força na mesa, totalmente irritado. Não acreditava que havia perdido seu tempo e disposição. A figura baixinha e rechonchuda da senhora Richards havia desaparecido de seu campo de visão. Bufou inconformado e saiu da sala. Logo, desceu para o segundo andar da escola para procurar por Zayn.
Na máquina de refrigerante, lutava para conseguir pegar uma latinha. A garota bufou e chutou a máquina, raivosa.
– Problemas?
Ela conhecia aquela voz; seu coração acelerou e seus olhos que costumavam ser cheios de frieza, brilharam.
– Eu tentei pegar, mas...
– Tem que usar o jeito. – Liam olhava para ela. Ele apertou o pequeno botão e a latinha rolou suave pelo caminho, até chegar à saída.
– Obrigada, Liam.
Ele balançou a cabeça e abriu um sorriso de lado.
– Eu, hm, vou ao... Vou ali. Tchau.
Payne deu de ombros e voltou a caminhar pelo corredor do segundo andar, mas parou quando uma voz quase angelical atravessou seus ouvidos.
– “O que é você? Como pode saber o meu nome? Eu nunca ao menos... ” Droga! Isso ficou uma droga.
O extenso anfiteatro se mostrou impecável para Liam no minuto em que ele abriu a grande porta, curioso. Nunca havia entrado ali antes. As cadeiras, todas cobertas por uma almofada grossa e vermelha, apresentavam-se confortáveis. Seus olhos rodaram os corredores com as cadeiras, até o palco e lá encontraram a dona da voz tão angelical.
Payne sorriu quando o olhar de fitou sua figura, um tanto quanto assustada. Suas mãos foram automaticamente até os bolsos frontais de sua calça. E assim, caminhou calmo e mudo até a frente do palco.
– Oi, .
– Oi, Liam. – ela quase gaguejou.
– O que estava ensaiando?
– Estou decorando as falas da princesa principal, para o teste. Mas acho que está ficando ruim.
Liam observava os gestos da morena, gravando cada movimento gracioso que ela fazia.
– Aposto que não. Mostre-me.
Novamente seus olhares se cruzaram, tornando aquele momento ainda mais intenso do que deveria.
– Eu, – coçou a garganta, tentando esconder o nervosismo. Achava Liam Payne maravilhoso e se perguntava por que um rapaz tão formoso gastaria seu tempo assistindo um ensaio estúpido de teatro. – tentei fazer a primeira parte sozinha, mas o anjo principal é quem mais tem falas... Então, provavelmente você vai ficar confuso.
– Você precisa de ajuda? – Liam se assustou com suas palavras. – Eu posso te ajudar... Se quiser.
– Você faria isso? – Evans franziu a testa. Suas bochechas ficaram vermelhas, ainda sendo intensamente observada por Payne.
O rapaz coçou a nuca e assentiu.
*
Assim que Louis desligou o carro e estacionou na porta do prédio da escola, os amigos desceram apressados. pegou a mão de , a encorajando, e saiu puxando a garota loira até o banheiro feminino. A ruiva não gostou do que encontrou quando chegou: Chadwick retocando o seu batom vermelho nos lábios. desejou profundamente que o batom se partisse ao meio e melecasse a blusa branca decotada da loira.
ergueu uma das sobrancelhas para , como se perguntasse o que ela estava olhando. tocou a mão da ruiva, trazendo-a para a realidade de novo. A loirinha estava claramente transtornada.
– Tudo bem, . Não precisa se preocupar, ok? É só um teste. Vários outros virão ao longo da vida, certo?
deu um sorriso amarelo. Balançou a cabeça e entrou numa das cabines do banheiro. , então, voltou a encarar furiosamente Chadwick. Ela estava apoiada com a perna dobrada no mármore que juntava uma porta a outra com um sorriso irônico brilhando nos lábios. A loira percebeu o olhar e encarou de volta, pelo reflexo do espelho.
Quando ela finalmente iria acabar com a pose assustadora daquela ruiva, uma voz rouca ecoou pelo banheiro. Harry intercalou olhares entre as duas e logo se pronunciou:
– Você deixou essas chaves na biblioteca, .
o encarou, enjoada. Tomou o molho de chaves da mão do rapaz e deixou o banheiro, mas não sem antes fuzilar com o olhar mais uma vez. A loira passou por Zayn, parado no batente da porta, e esbarrou furiosa em seu ombro.
– Odeio essa garota.
– Ela é fogo. – Styles colocou a cabeça pela porta, para poder observar os quadris elétricos de uma ultima vez.
– Ô, se é! – Zayn exclamou, copiando os movimentos do amigo.
– Malikboy, eu pensei que fosse diferente! – fingiu desapontamento, fazendo-o soltar uma gargalhada gostosa e entrar na sua brincadeira.
– É difícil pensar com um pau. Ainda mais com o meu. Ele é tão grande que quando eu chego aos lugares, ele chega primeiro.
A gargalhada de Harry contagiou o ambiente, levando Zayn para as risadas consigo. os encarou.
– O que faz na escola, Styles? O roludo aí, eu sei que foi arrastado pelo veado do Payne...
O de topete deu de ombros, como de costume. Suas mãos estavam nos bolsos da calça jeans.
– A senhora Wilson me pediu para dar aulas. Você sabe, ser monitor.
– Em filosofia? Eu uso drogas e você quem fica noiado. Conta outra, Styles.
– Ok, não adianta mentir para você. – a moça concordou com a cabeça, mesmo não sendo uma pergunta. – Eu vim pegar uma garota.
– Bem a sua cara.
saiu afobada da cabine.
– E agora, o que eu faço? Por que eles estão no banheiro das meninas?
– Porque eles são uns babacas. Tchau, vazem daqui. – fez um sinal, como se cortasse o pescoço. – Agora é esperar.
As duas trocaram um longo olhar. Alguns minutos se passaram e até então, tinha respeitado o momento de reflexão da loirinha e por isso, não ousou puxar um assunto.
respirou fundo antes de encarar o teste.
– Um pontinho.
– Garota de sorte. – soltou o ar, aliviada. – Não foi dessa vez, .
brincou e a garota a abraçou, assustando-a.
– Obrigada, .
– Disponha. – sorriu de lado.
– Posso fazer uma pergunta? – balançou a cabeça. – Será que o pau do Malik é grande mesmo?
*
Niall e Louis procuravam por Liam e Zayn há mais de três minutos – como Louis irritantemente contava a cada vasto minuto que se passava. Trombaram com uma Chadwick furiosa, que passou por eles feito um furacão. Logo depois, finalmente acharam Zayn. E ele estava com Harry.
Louis ia perguntar o que diabos ele também fazia na escola, mas o cacheado logo o interrompeu.
– Transar. Eu vim transar. – Zayn riu do nervosismo do amigo.
– Filho da puta. Onde você arranja tanta mulher assim, Harold?
– É o meu imã para mulheres, Lou. Meu imã gigantesco. – insinuou malicioso.
– Porra, a Ruby está me ligando. – Niall murmurou confuso, confirmando se era mesmo o nome da ex-namorada ali na tela do seu celular.
– Pensei que tinha dado um pé nela, Horan. – Louis franziu o cenho.
– Eu também. – o loiro afirmou. Os amigos riram. O toque animado do telefone cessou. – Caralho! A bateria acabou.
O loiro bateu o celular na mão, tentando ligá-lo de novo, falhando na missão.
– E então, cadê o Payne? – Harry falou.
– Ainda deve estar com a senhora Richards. Está demorando muito.
Zayn murmurou, entediado. Se lembraria de matar o amigo enforcado quando o visse. A porta do refeitório se abriu, exibindo a figura de Westwood. Os olhos dela giraram ao ver Louis Tomlinson ali. Com o Malik e o carinha da natação. Zayn a cumprimentou com um balançar de cabeça, o que surpreendeu a si mesmo. Harry e a garota tocaram as mãos, se cumprimentando.
– O que faz aqui também? – Harry a questionou.
– Estou à beira do suicídio.
– Seria um favor ao mundo. – Louis provocou.
– A conversa ainda não chegou ao mundo das menininhas, rosa e cheio de fluflu. – ela rebateu, controlando a vontade de chutá-lo até implorar misericórdia. Zayn e Niall seguraram as risadas, e Harry gargalhou, apoiando-se no ombro da amiga. Louis mandou o dedo para ele, com uma carranca. – A propósito, que cueca ridícula era aquela? Ainda tenho pesadelos.
– Filha da puta. Eu vou arrancar seus olhos. – entre dentes, soltou a ameaça.
– Você teria que ser homem para me deixar cega, Tomlinson.
– Opa! Já chega, beleza? Estamos procurando o Liam. Você o viu, ?
– Falei com ele perto da máquina de refrigerante.
Harry lhe lançou um olhar cúmplice, afinal, ele era seu melhor amigo e obviamente sabia de sua paixonite aguda por Liam Payne.
Zayn e Niall puxaram Louis pelos braços, para não deixá-lo falar mais merdas e ficar com o outro olho roxo.
– Ei vocês, esperem aí!
A voz alta de podia ser ouvida da outra extremidade do extenso corredor. caminhava junto a ela com um sorriso no rosto. Os outros se viraram, para observá-las. O olhar de Niall caiu sobre , deixando-a envergonhada, como toda vez que eles se encaravam. Em resposta, ela alargou o sorriso. Assim que as duas se juntaram ao grupo, partiram na missão de encontrar Liam.
Já no segundo andar, ao lado da máquina de refrigerante, avisou que a última vez que o vira fora ali.
, Niall e eu vamos procurar lá em cima. E vocês procuram aqui. Ok? – Harry mandou. Os outros concordaram, assentindo. Os três subiram as escadarias para o terceiro piso. Louis, Zayn, e caminharam pelo local.
– Vou procurar no refeitório.
– Vou com você, garota do Williams. – Louis a seguiu.
Zayn e se encararam.
– Podemos nos sentar em algum lugar e fumar.
– Não vamos procurar pelo Liam?
– Claro que não. – girou os olhos, colando sua mão na dele depois. Puxou Zayn em direção à sala de vídeo.
– Espera!
– O quê?
– Ouvi a voz do Liam.
Dessa vez, o moreno a puxou pela mão até a porta do anfiteatro. Abriu a porta devagar e pôde identificar o amigo no palco.
Evans? – perguntaram surpresos, ao mesmo tempo, notando a garota acompanhada por Liam.
– Que porra ele está fazendo?
A amiga deu de ombros, ainda com os olhos pregados nos dois em cima do palco, gesticulando.
– Vamos avisar aos outros que o achamos.
Malik balançou a cabeça, concordando.
estava tão dentro da personagem que mal notou a movimentação na porta do grande salão. Ainda não acreditava que Liam era incrivelmente bom atuando.
“A criatura à frente da princesa Hartel fugia de todos os conceitos. O grito de pavor que saiu dos lábios pequenos da princesa assustou os empregados do palácio. Seu violino esvaiu-se por seus dedos, tocando o chão sem delicadeza em seguida. O ser trajado por vestes impecavelmente esbranquiçadas e um casal de asas compridas e perfeitamente desenhadas, segurava o olhar fundo nos olhos da princesa. Hartel sem hesitar, arrastou seu corpo para trás, tomando distância da criatura. Seus pensamentos viajavam a mil, condenando-se louca por estar tendo visões sobrenaturais.
– Hartel. – a voz do ser ecoou alta e majestosa pelo grande quarto da princesa.
– O que é você? Como pode saber o meu nome? Eu nunca ao menos vi algo como você. Isso é tudo uma ilusão.
– Isso não é uma ilusão. Tudo o que peço é uma chance! Eu posso explicar.
– Eu vou contar até três e tudo vai voltar ao normal. – a jovem moça fechou com força os olhos, contando mentalmente com o coração acelerado.”

terminou a cena e sorriu maravilhada.
– Ó meu Deus, Liam! Isso foi... Uau, sem palavras.
– Caraca. – ele murmurou para si mesmo, tão surpreso quanto ela, enrolando o texto que tinha em mãos. Encarou a sua frente, com as bochechas vermelhas, os olhos brilhando e um sorriso enorme no rosto.
– Você foi demais. – elogiou, agora observando os próprios sapatos. Com mais dois passos, alcançou Liam e beijou rápido sua bochecha. Corou furiosamente. – Obrigada por me ajudar.
– Tudo bem. – sorriu meigo, um pouco envergonhado. – Tenho certeza que esse papel já é seu, princesa Hartel.
Seus olhares se cruzaram e ficaram conectados por longos segundos, até Evans abaixar o olhar, totalmente sem jeito.
– LIAM, CARALHO! – a voz alta (e a cabeça grande) de Louis invadiu o grande anfiteatro. Louis Tomlinson era a pessoa mais escandalosa do planeta. Liam finalmente se realizou disso. Estavam com ele, , Zayn e a namoradinha de Frederick Williams. desceu apressada do palco, levando o texto e a bolsa. Payne copiou os movimentos da moça. Logo, estavam fora do anfiteatro.
– Porra, Payne. Está tudo mundo procurando você. – Malik esmurrou o braço do amigo.
– Lisonjeado. – ironizou.
– A culpa é minha. Eu praticamente o obriguei a ficar. – a voz de se pronunciou.
– Eu, hm, fiquei porque realmente quis ficar. – Liam contou, fazendo-a corar mais uma vez. Os amigos se encararam, com sorrisos maliciosos. Liam Payne cantando uma garota na frente deles? Digno de uma comemoração.
– Temos que ir. A escola já está quase fechando. – lembrou. olhou-a, lembrando-se da garota e cumprimentando-a logo depois.
– Vamos! – gritou e pulou nas costas de Louis. O garoto reclamou pelo susto e rápido entrou na brincadeira, correndo com ela corredor a fora.
– MALDIÇÃO!
Um grito estridente chegou aos ouvidos dos jovens ali presentes. Harry, e Niall desciam as escadas no exato momento.
– Liam! – Harry exclamou, um tanto quanto aliviado. também notou a figura de Liam ali e mordeu os lábios, deliciando-se com aquela imagem.
– Vocês ouviram o grito? – Niall tinha os olhos arregalados.
– MAS QUE PORRA! EU VOU MATAR O FILHO DA PUTA!
– É a Chadwick. – Harry franziu o cenho, reconhecendo a voz. revirou os olhos, bufando depois. “Aquela infeliz ainda não foi embora?”, pensou. Curiosos, chegaram ao primeiro piso, encontrando a garota com o celular para o alto, tentando achar sinal.
– Que susto, caralho! – ela gritou de novo, identificando as pessoas que acabavam de chegar ali.
– O que aconteceu, ? – se aproximou.
– Os portões estão trancados. Estamos presos.
Os dez se encararam assustados antes de gritar:
– O QUÊ?
*
– Tem que haver um jeito de sairmos daqui. – Niall andava de um lado para o outro, a beira de um colapso. Os outros, quase conformados com a situação resolveram que pensar em uma solução sentados, seria melhor do que gastar energias em pé. As ideias formadas pareciam brilhantes nas suas cabeças e quando contariam ao grupo, as palavras se perdiam, e se tocavam que a ideia, na realidade, era uma droga.
– Niall, cara, relaxa. – Louis lhe lançou um olhar tedioso.
– Não me diga o que fazer. – o loiro bufou.
– Sabe de uma coisa? Eu preciso fumar. – declarou e foi repreendida com olhares. Deu de ombros e puxou o maço e o isqueiro do bolso.
– Não fume perto de mim. – anunciou amarga.
– Cale a boca. – rolou os olhos.
– Você se acha, não é, ruiva?
– Não seria melhor a gente pensar num jeito de sair daqui? – Liam foi sensato ao interrompê-las. Louis mordia suas unhas, ansioso, esperando por uma briga entre as duas.
– Não vamos sair daqui hoje. – contou, depois de suspirar. – O diretor Rogers mora com a família na cidade.
– O que tem?
– Só ele tem a chave.
Todos exclamaram desesperados.
– Não há mesmo sinal no telefone? – indagou.
– Não. – respondeu, sem a olhar.
– Ninguém mais está com telefone? O do Niall não tem bateria. – Harry lembrou-se.
– Não. – falou depois de soltar a fumaça do cigarro. Zayn pegou o cigarro dos lábios dela e pôs nos seus, tragando profundamente em seguida.
– Mas o seu não estava no carro? – Niall levantou uma sobrancelha, confuso.
– Carro! – Louis exclamou esperto, levantando-se do chão do corredor com um dedo levantado.
– Vai tentar atravessar o portão, idiota? – cutucou.
– Não falei com você, sobrinha de satanás. – recebeu o dedo do meio em resposta. – Já que não vamos sair daqui hoje, vamos fazer desse dia inesquecível.
– Péssima ideia. – murmurou entediada.
– O que quer dizer, Lou? – Harry estava curioso.
– Quero dizer que devíamos levantar nossas bundas do chão e agitar essa escola.
– Péssima ideia. – Liam copiou as palavras de Chadwick.
– Concordo com o Liam. – fixou os olhos nele, toda apaixonadinha.
– Acho uma ótima ideia. – se levantou e parou ao lado de Niall e Louis. – Temos comida no refeitório e álcool no carro. Não precisamos de mais nada.
– Claro. – interferiu. – E por que deveríamos fazer isso?
– Prefere morrer de tédio? – provocou.
– Prefiro morrer. – A loira lançou um sorriso irônico.
– Ótimo!
– Ótimo!
– Não vejo outra saída. – Harry murmurou, massageando as têmporas.
– Pelo menos temos comida. – Niall deu de ombros, aceitando a situação.
– E então, onde está o álcool? – também entrou no meio.
Depois de pouco tempo, Louis voltou do estacionamento da escola com as garrafas – mas não sem antes, conferir mesmo se o portão estava trancado. Com um sorriso maldoso no rosto ele colocou as garrafas no chão.
– Noite louca! – gritou totalmente animada.
*
Há exatos vinte e três minutos depois, o álcool já havia feito efeito. Harry ria mais do que o normal enquanto conversava com a amiga . Niall e rolavam no chão, rindo de uma piada idiota de Louis. e conversavam animadas com Zayn e Liam. E , chegando ao auge do seu tédio, resolveu entrar na brincadeira. Virou a garrafa de Ice de uma vez só e gritou, já sentindo o álcool em si.
– Venham todos! O mestre vos tem uma irrecusável proposta. – Louis se levantou, assumindo uma postura engraçada.
– Strip tease? arriscou a resposta com uma careta maldosa.
– Quase! Strip Poker.
– Nem temos baralho, seu animal.
Os outros gargalharam.
– Droga. Não pensei nisso antes.
– Claro que não. – ergueu as sobrancelhas, desafiando a um Louis Tomlinson bêbado. – Quando é que você pensa?
– Tem uma ideia melhor, ser além da compreensão humana?
– Ser além da compreensão humana! – Niall gritou, gargalhando depois. Louis lhe lançou uma careta.
– Tenho sim, criatura desprovida de raciocínio. novamente ergueu as sobrancelhas. – Podemos jogar...
– EU NUNCA! – completou gritando. Louis concordou feliz e sentou-se novamente. Os outros nove se abriram numa rodinha, ao redor de Tomlinson. Niall se levantou, lembrando-se que poderiam ter copos na cantina do refeitório. o acompanhou. Os dois voltaram, escorados um no outro, gargalhando do formato dos copos.
– São os mais bêbados de todos. – Liam afirmou, também rindo.
– Vamos começar logo. – quase gritou já impaciente com a demora. Liam abriu a garrafa de vodca e encheu cada um dos copos.
– Eu sugeri, eu começo. – sorriu. – Eu nunca ingeri álcool.
Depois disso, ela gargalhou e assistiu a todos – exceto Westwood – virarem a vodca nos copos. O fez logo depois.
– Eu nunca brinquei de ‘eu nunca’. – Esse foi Louis. virou a bebida, que desceu amarga por sua garganta. Aquela era sua primeira vez com álcool.
– Eu nunca beijei uma garota. – viu todos os garotos revirarem os olhos e virarem as bebidas. e também viraram. Harry arregalou os olhos e seus pensamentos, de repente, viajaram em uma miragem. Ele imaginou , a garota protagonista de seus sonhos eróticos e Chadwick, seu sonho de consumo, ambas nuas em cima de uma cama, se beijando.
– Eu nunca beijei ninguém daqui. – pronunciou, tirando Harry do transe temporário.
Zayn, Harry, Niall, , e viraram.
Louis gargalhou vendo o embaraço de sua arqui-inimiga e de Malik.
– Eu nunca perdi no futebol para uma garota. – sorriu maldosa, querendo provocar Louis. Sabia que aquele era seu ponto fraco. Liam, Louis e Zayn beberam e sentiu-se uma rainha no momento.
– Eu nunca transei na escola. – Harry, e beberam. arregalou os olhos; como ela havia deixado aquilo passar despercebido?
– Eu nunca transei com professores. – Harry levantou os ombros, soltando as palavras. rolou os olhos e bebeu.
– Eu nunca fiz um teste de gravidez. – ergueu uma sobrancelha, provocando e . A loirinha engoliu em seco e olhou de volta para . A ruiva virou um copo, encorajando a sua nova amiga. Assim, a acompanhou.
– Eu nunca comi dois sanduíches de uma vez. – riu da própria fala. Niall e viraram os copos.
– Eu nunca...
E assim, o jogo continuou. Até todos estarem bêbados e inconscientes demais para fazer outra coisa a não ser gargalhar e falar um monte de merdas.
*
As cenas seguintes eram novas para Harry e um tanto quanto perturbadoras; sua amiga, Westwood, correndo de mãos dadas com Niall. odiava contato físico. odiava o time de natação. E ironicamente, Niall fazia parte de tal. Liam, que quase nunca se deixava levar pela diversão surpreendia a seus amigos com sua postura incoerente; não tinha ideia do paradeiro de sua camisa e acompanhava e Niall na corrida com nas costas. se esforçava para não cair, enquanto ao mesmo tempo, se contorcia de rir da cena. e trocavam ideias animadas sobre o baile de boas-vindas. viajava com o efeito do álcool, concentrada em contar quantos quadrados formavam o piso do chão. Zayn ria sozinho, totalmente chapado depois do segundo cigarro de maconha que fumara. Louis o acompanhava, mas ao contrário do amigo, ele pensava em outras brincadeiras interessantes para passar o tempo.
– Aí, cara. – cutucou as costelas magricelas de Malik.
– Fala. – arrastou a palavra e encarou o amigo com um sorriso débil nos lábios.
– Estou entediado.
– E eu estou chapado. Muito chapado. Caralho! – o moreno se engasgava nas gargalhadas. Louis coçou a nuca e virou o pescoço, pegando o cigarro dos dedos do amigo. Tragou fundo e soltou a fumaça, inalando o cheiro da erva. Harry, desistindo de parar , caminhou até os amigos e sentou ao lado deles no chão. Louis o estendeu o cigarro e logo o cacheado tomou para si, fumando em seguida.
– Ela está doidona. – Zayn comentou, encarando e Niall juntos.
– A culpa é do Louis de dar bebida para ela.
– Eu não dei nada. Se ela quis, o problema não é meu.
– Caralho! Olha aquela bunda! – Malik novamente riu e tossiu em seguida. Harry arregalou os olhos.
– Preciso de mais álcool. Estou começando a ficar duro pela minha melhor amiga.
– Meu estoque acabou, cara. – Louis torceu a boca. – E a propósito, ficar duro por melhores amigas não faz mal.
Seu olhar fitou Zayn, sugestivamente. O moreno o mandou o dedo.
– Se fode.
– Ah, qual é? é uma delícia. Minha boca enche de água pensando naquelas tetas.
Harry gargalhou do amigo e depois soltou um sorriso maldoso.
– Aqueles peitos são deliciosos, garanto. E a bocetinha então...
Louis gargalhou e bateu high five com o cacheado.
– Esse é meu garoto! Por que não contou antes, veadinho?
– Estava ocupado comendo ela de novo. – os dois trocaram sorrisos maldosos e riram. Harry tragou outra vez.
– Sabe que é meu herói, não sabe? – Louis o puxou pelos ombros, bagunçando os cachos do mais novo.
– Que veadagem. – Malik puxou o cigarro para si, que agora estava com Louis.
– Qual é, Malik? Não precisa ficar com ciúmes.
– Meu pau. – socou o braço de Louis. Fumou outra vez e fechou os olhos. Passou o baseado para Tomlinson.
– Vocês fumando um e não me chamam? Seus filhos da puta.
– Senta aí, Stonem. – Louis passou o cigarro para ela, que trocou um olhar sacana com Harry. Zayn abriu um dos olhos e logo voltou a fechá-lo.
– Qual a boa?
– Nada. – Louis ergueu as mãos.
– Seus peitos.
A ruiva ergueu uma das sobrancelhas para Zayn. Ele novamente abriu um dos olhos, observando-a.
– Que é?
– Não falei nada. – ela deu de ombros e olhou para Louis, confusa. O rapaz fez o mesmo movimento. – Styles, sua amiga tem uma bunda linda.
– É. Nós estamos vendo. – ele apontou para os próprios olhos e para o monte que se formava na sua calça. gargalhou junto a Tomlinson.
– O Malik que nos diga. – Louis massageou o ombro do moreno ao seu lado.
– Cara, será que você não cala a boca nunca? – Zayn se irritou. Levantou do chão, limpou a calça com as mãos e sumiu dali.
– O que deu nele? – Harry resmungou. também se levantou e foi atrás do amigo. Louis deu de ombros, não interessado naquele drama. O cacheado mordeu os lábios e entediado, correu seus olhos pelos amigos se divertindo mais a frente. agora não estava mais sentada sozinha, ela dançava desengonçada ao lado de , e . Liam e Niall somente observavam as garotas. Harry não pôde deixar de reparar no quão linda ela ficava quando sorria espontânea assim. Mas ele se lembrou no instante seguinte quem Chadwick era de verdade e ignorou seus pensamentos idiotas.
*
– Zayn! Você está aqui? – Já era a quarta sala de aula em que entrava para procurar pelo amigo. – Caralho.
A moça ruiva procurou em todas as salas, no refeitório, biblioteca e até na quadra do ginásio. Bufou impaciente e cansada e voltou ao primeiro andar do prédio. Ao passar pelo laboratório de biologia, jurou ter visto uma sombra. E o nome dessa sombra era Zayn. Ele caminhava pela sala, cantarolando uma música. Não conteve o sorriso ao ver o amigo ali.
– Alguém já disse que sua voz é linda?
– Ah, oi, .
– Por que você saiu de lá?
– Me ignore, eu estou drogado.
– Eu te conheço, Zayn Javadd. Me conta do que o Tomlinson estava falando.
– Não é meu assunto preferido.
– Fala logo.
Ela se sentou em cima da bancada do laboratório.
– Você sabe que o Louis odeia a . O que você não sabe é que eu e já fomos um casal.
arregalou os olhos, ficando sem palavras.
– Mas...
– Quero dizer, nós nunca fomos oficialmente um casal. A gente só ficava. E nossos encontros eram todos aqui no laboratório de biologia.
– Eu estou tentando entender.
– Louis sempre encontra um jeito de jogar na minha cara. Porque ele odeia a . E isso não fez o menor sentido.
riu.
– Como vocês...?
– Eu não me recordo. Me lembro que foi no primeiro ano e ela era minha dupla de laboratório. Eu sei que gostávamos de ouvir Jimi Hendrix juntos enquanto fazíamos os trabalhos. E que no ano seguinte, nós nem nos falávamos mais. Logo depois disso, ela começou a me tratar como todos os outros e ser desprezível.
– Eu estou incrédula.
– É. Não diga a ninguém.
concordou e encarou o amigo. No segundo seguinte, os dois caíram na gargalhada. Zayn estava completamente chapado.
– Obrigada por me contar. – puxou o amigo para perto de si e o abraçou, ainda sentada na bancada. Deu um beijinho no pescoço de Zayn e depois se perdeu no abraço aconchegante dele.
*
Depois de uma noite de bebedeira, tudo o que seu corpo anseia são um litro de água e uma cama quentinha. Talvez não exatamente uma cama, apenas um lugar confortável para trazer o descanso tão pedido por seu cérebro controlado pelo álcool. O dia havia amanhecido e os dez jovens presentes no corredor do primeiro andar do prédio da escola dormiam acomodados uns aos outros.
tinha certeza que a partir do momento que seus olhos se abrissem, o peso da ressaca cairia sobre sua cabeça. Ela também tinha certeza que já era de manhã, o seu relógio biológico nunca lhe enganava. Antes de criar coragem suficiente para abrir os olhos, constatou que o lugar onde dormia era confortável, como uma almofada. Uma almofada que se mexia e cheirava a perfume masculino barato e álcool.
Se levantou de uma vez e observou os corpos (jogados) deitados dos colegas esparramados pelo chão. E identificou que sua almofada particular era Harry maldito Styles. Pressionou as têmporas que doíam como nunca e tentou se acostumar com a luz que o começo do dia trazia.
Esticou os braços e procurou pela cartela de goma de mascar que guardava no sutiã. Abriu o chiclete e começou a mascar. O sabor canela ridiculamente a acalmou. Mesmo sentindo a dor de cabeça causada pela ressaca, conseguiu se levantar. O som de automóvel a alarmou. O diretor havia chegado. Seus olhos se arregalaram e a primeira reação que teve foi se esconder. Ouviu ao longe o assovio alegre do diretor Rogers e o som das chaves na porta principal. Mas elas não eram necessárias. Não estava trancada. Somente aquele maldito portão estava trancado. Depois que os sons da chegada do mais velho cessaram, se tocou de que a coisa estava feia.

Capítulo 7 - "she puts her mouth ‘round the cigarette"


e Zayn


Se acordar cedo já era uma droga, imagine acordar cedo em um sábado. Longe de seu travesseiro. Longe de sua cama. Zayn não poderia estar mais descontente. Murmurou mal humorado assim que se sentou no chão gelado do corredor da escola. Bocejou e esticou os braços, ouvindo o estralar dos ossos. Bateu na cabeça de Liam, o acordando. Ao lado dele, Niall dormia com sobre si. e dormiam próximas a Harry. E dormia com a cabeça no peito de Louis. Zayn estranhou a quantidade ter diminuído e se tocou de que não estava ali.
– Que droga, Malik!
Liam resmungou e logo depois, o barulho da porta sendo aberta assustou aos dois. O diretor Rogers estava tão surpreso quanto eles.
– O que está acontecendo aqui?
Silêncio.
Liam, assustado, bateu forte em Niall para acordá-lo. acordou num pulo, assim que Niall se levantou. e despertaram ao ouvir o gritinho de . Harry levou um chute de , assim que a garota percebeu a situação em que estavam. Louis e continuaram dormindo.
– Senhorita Evans, o que está acontecendo aqui?
se levantou, não notando a situação amassada em que sua saia estava.
– Foi um grande equívoco, diretor. Nós podemos explicar.
– A culpa não é só dela. É de todos nós. – Liam já estava em pé, atrás de . Sua voz foi firme e deu um pulinho de susto.
– Fomos presos. – ela continuou.
– Ficamos sem saída.
– E os telefones não tinham sinal.
– Por isso não conseguimos ligar para pedir ajuda.
– Como isso foi acontecer? – o homem refletia. Louis e que agora estavam acordados finalmente entenderam a situação. – Eu mesmo me certifiquei de que tudo estivesse no devido lugar. Me lembro de ver a senhorita Chadwick nesse corredor antes sair da escola com Luna. Ela não está aqui, não é?
esteve ali.
– Ela estava.
– É. Até a gravei virando duas garrafas de Ice de uma vez. – Louis contou, divertido. “Momento errado para ser divertido, Tommo.”, pensou ele.
– Essa hora foi bem engraçada. – reforçou.
– Mas agora ela não está aqui. – Harry tinha dito alguma coisa sobre o assunto.
– Espera aí, o que você disse? – Liam refletiu e encarou Louis.
– O quê?
– Disse que a gravou. Louis, você tinha o celular funcionando o tempo todo?
Todos o encararam, inclusive o diretor.
O rapaz soltou uma risadinha sem graça e respondeu:
– É.
As vozes dos jovens se misturaram, indignados pela atitude de Tomlinson. Ele se defendia, dizendo que na hora da diversão todos estavam ao lado dele.
– Quietos! Todos vocês!
– Foi tudo um mal entendido.
– Foi bem mal mesmo, senhor Payne. Vejo todos vocês na detenção na segunda. Inclusive você, senhorita Chadwick.
, que ouvia toda a discussão escondida atrás da porta do refeitório fez uma careta. Será que ela havia feito algum som que denunciasse sua presença? Bufou e empurrou a porta com os quadris e apareceu no corredor com as mãos para cima.
– Agora, todos de volta aos alojamentos. – esbravejou.
Não sobrara uma alma viva sequer no corredor para contar histórias. Ele sabia o quão difícil era dirigir uma boarding school com mais de 500 alunos, sabia que às vezes eles se meteriam em encrenca, mas também sabia que todos tentariam resolver seus próprios problemas. Pois esse era o seu maior objetivo desde que o governo inglês resignou-o como diretor em BEC; passar confiança aos alunos para conseguirem maturidade e responsabilidade. Mal sabia ele das garrafas de Ice empilhadas e dos tocos de cigarros na lixeira.
Bateu a mão no peito e murmurou:
– Crianças!
*
As tardes de sábado no colégio eram preenchidas por aulas de educação física. A professora Hann, a também técnica das líderes de torcida, havia feito esse horário incrível que encaixava suas duas longas e cansativas aulas em pleno sábado. E depois das aulas, Louis, Liam, Niall, , Harry e Zayn voltaram ao chalé e jogaram videogame até o final da tarde.
– Estou te dizendo, cara. Eu programei a matriz desse jogo. Por isso, ninguém ganha de mim.
– Você é uma vigarista. – Louis fez uma careta de raiva. Niall gargalhou e foi atingido na cara por uma almofada que Zayn mandou, por tê-lo assustado. Tommo se levantou do chão e se jogou em cima de Malik, que tentava dormir no sofá. Liam se sentou no lugar de Louis no tapete, ao lado de .
– Obrigada. – a ruiva sorriu maldosa e sugou o suco de maçã pelo canudinho. Harry amassou o lábio inferior entre os dedos e analisou por instantes. Ela estralou o pescoço e os dedos em seguida, assim que largou o copo grande cheio de suco. Pegou a manete e esperou Liam estar pronto.
– Estou pronto.
– Pronto para perder. – Mandou um beijo.
– Veremos, Stonem.
A pequena contagem de 3 a 1 apareceu na tela da televisão. O jogo havia começado. O bonequinho na bicicleta de Liam começou na frente. Ele riu maléfico.
– Payno, não me decepcione. Eu apostei minha vida em você.
– A vai ganhar. – Niall fez uma dancinha ridícula.
– E a competição fica acirrada! – Louis gritou. – Peitos Stonem se arrisca pulando o penhasco coberto de neve. E ela acerta um dos competidores com um stick, mas Liam Gordinho Payne continua na liderança.
Niall gargalhou.
conseguiu fazer um backflip quando pulou o telhado da casinha. Louis e Niall gritaram. A moça ganhou alguns pontos e conseguiu recuperar a velocidade, ficando na cola da bicicleta do boneco de Liam.
– Sai daqui, . Eu tenho bottle3.
– Te passei só com stick, seu bundão! – ela gritou.
Ao final do jogo, chegou à largada em primeiro lugar e Liam em terceiro. Ele continuou jogando bottle3 na bicicleta da amiga.
– Quem faz um backflip sem acabar com a cara no chão? – Liam estava incrédulo.
– Eu disse, Payno. Sou a rainha do Downhill.
Ela e Niall bateram high five.
– Trapaceira. Você faz um backflip maneiro e depois um spread eagle e não ensina para a galera. Vai jogar, Styles?
– Não posso mostrar as cartas que tenho na manga, Li.
– Ah, não. Estou de boa. Vou buscar mais suco de maçã. – o cacheado respondeu e balançou o copo vazio. Se levantou da poltrona vermelha e passou por cima do corpo esticado de Niall no tapete. O loiro gritou:
– Cara, eu vi as suas bolas. Quero vomitar.
gargalhou junto a Louis. O loiro olhou para os dois e depois para Liam.
– Não olha para mim. A culpa não é minha se ele gosta de “ficar a vontade”. – Payne levantou os braços. Niall fingia se arrepiar.
– Vocês são estranhos. – Zayn resmungou, ainda de olhos fechados. – Sai de cima de mim, Tomlinson.
Zayn o empurrou para o chão, o fazendo cair em cima de Niall. O loiro resmungou. Louis se pôs de pé e falou (gritou):
– Aí, galera. Quem topa ir comigo até a cidade para comprar umas pizzas?
– Eu vou com você. – Niall se apoiou em para levantar.
– Eu também vou, não posso deixar vocês dois saírem sozinhos. Vão acabar se matando. Não quer ir conosco, ?
– Vou começar a me arrumar.
– Tudo bem, então.
– Onde estão as doações? – Louis levantou a blusa, fazendo uma pequena bolsa. Depois de pegar o dinheiro, Liam, Louis e Niall saíram do chalé. A escuridão da noite começava a preencher o céu naquele final de tarde de sábado.
O baile de boas vindas começaria as nove dessa mesma noite. Zayn não estava muito animado com isso. Sabia que seria impossível evitar Briana Watson em uma festa dessas. No colégio, toda vez que ela cruzava o corredor, ele se escondia em qualquer que fosse a sala. No final dos treinos, era o primeiro a chegar ao chuveiro. Mas ainda assim aquela garota esquisita parecia estar no mesmo lugar que ele. Niall o perguntara a semana inteira o porquê de ele estar fugindo da ruiva, mas Zayn apenas o respondia com um tapinha amigável no ombro.
Ainda de olhos fechados, sentiu um peso sobre suas costas.
– Levanta, preguiça Malik.
– Se não tivesse cinco toneladas me impedindo, eu poderia me levantar. – brincou e ganhou um tapa na cabeça. Harry voltou da cozinha com um copo cheio de suco.
– Styles, espero que não tenha pelo de bolas no suco.
gargalhou e beijou a bochecha de Zayn, saindo de cima das suas costas no momento seguinte. Harry o mandou o dedo.
– Vou tomar banho.
E em segundos, ela sumira.
*
sabia que havia algo errado. Chadwick estava em sua porta, pedindo ajuda. Em todos esses anos de convivência, ela nunca havia pedido ajuda. franziu o cenho, ainda digerindo as palavras da loira.
– E então, Evans? Vai me deixar entrar ou vai criar raízes aí no chão?
– Claro. – a morena balançou a cabeça, saindo de seu transe. – Entre.
Também estranhava o fato dela estar na porta de seu quarto. Quando passava pelo corredor pela manhã, ao menos desejava ‘bom dia’ a ela e Britt. Mas o B.Holmes era grande demais para Chadwick se lembrar de cada rosto que vivia nos quartos dali.
Assim que a loira passou por si, fechou a porta, ainda confusa.
– Sente-se... – já estava sentada e corria seus olhos claros pelo quarto, medindo cada objeto dali. – Certo. O que precisa?
– Sei que você acha que eu te odeio e espero que saiba que isso é verdade. Eu odeio todo mundo. E não se pergunte “por que diabos eu a ajudaria se ela me odeia?” Simples! Eu sou Chadwick e, apesar de eu ser insubstituível, preciso que você me substitua no baile hoje mais tarde.
– Como assim “substituir”?
– Pensei que fosse mais esperta, Evans. – a loira rolou os olhos. Levantou da pequena poltrona que estava sentada e pegou o relógio de formato de morango em cima da cômoda. – Louise Holland é um pé no saco. Ela me ligou a semana toda. Não sei como ela conseguiu meu número. Mas esse não é o ponto daqui.
assentiu ainda totalmente perdida.
– Não aguento mais aquela garota insuportável no meu pé. Por isso e por outros motivos que não te interessam, preciso que você vá ao baile em meu lugar. Para ajudar Louise com os ajustes finais. Eu deveria estar muito fora de mim quando aceitei a proposta de ajuda-la. – falou consigo mesma. Virou para encarar e brincou com a tampa da caixinha de joias. – Você é a única com a capacidade de substituir minha presença.
– Então, você não pretende ir ao baile e quer que eu fique encarregada de fazer sei-lá-o-que você tem que fazer lá?
– Isso, parabéns. Entendeu certinho.
– E se caso eu aceitar, o que eu ganharia com isso?
– Ora essa! Você não é a principal candidata nas próximas eleições para chefe do Grêmio Estudantil? Isso seria lucro, Evans. Tem tudo a ver com oportunidades. Pense bem. Você, assumindo a coordenação do baile para ajudar a colega necessitada do colegiado – sorria maldosa. –, mostraria a todos que é uma ótima líder.
– Você é sempre tão persuasiva assim?
– Só quando eu preciso muito. – piscou. – E aí, o que me diz?
– Já posso tirar essa meleca da minha cara ou eu vou mesmo continuar andando feito um zumbi por esses corredores?
entrou no quarto da amiga, de pijamas e com uma massa cinza no rosto. Assim que notou a presença de Chadwick, fez uma careta.
– Não, . Você ainda não pode tirar. Só está no seu rosto há dois minutos.
– Sério? Parece que está em mim há décadas. O que ela está fazendo aqui?
– Oi, Maria Chuteira.
– Olá, vaca descolorida.
Westwood abriu um sorriso meigo e logo fechou a cara. Quando foi falar, a porta do quarto novamente foi aberta, interrompendo-a.
, você não sabe o que aconteceu! – estava toda cor de rosa e ofegante. Provavelmente cansada de correr. – Ahn, oi.
– Oi, . – acenou para a moça. notou que não estava sozinha, estava jogada na cama de Britt com uma carranca e Chadwick tinha a sobrancelha erguida para ela.
– Mas que porra é essa? Clube da Luluzinha? – novamente rolou os olhos.
olhou para buscando ajuda.
– O que aconteceu com você, ?
andou até o outro polo do quarto e voltou, começando a falar sem parar.
– Hoje de manhã, depois que conseguimos sair do colégio, eu cheguei ao Lannister e comecei a preparar minhas coisas para o baile. Mas, eu acabei dormindo a tarde toda, até perdi a Educação Física.
– Tudo bem, . E aonde quer chegar com essa história?
– Eu dormi a tarde toda! Não arrumei as minhas coisas. E o fecho do vestido da minha fantasia não quer fechar. , pelos planetas! Eu estou gorda!
, antes entretida com os objetos estranhos de Evans sobre a cômoda, se virou para encarar a loirinha. fitou , não notando alteração qualquer no corpo da menina. a mediu de cima a baixo com seus olhos, chegando à conclusão de que aquela garota estava ficando maluca. era tão fina como uma folha. Suas canelas ossudas e os ossos realçados de seus ombros denunciavam tal fato.
suspirou e se preocupou.
, sente-se e acalme-se, por favor.
A loirinha se sentou ao lado de na cama, trêmula.
– Me desculpe por chegar assim do nada. Sei que nem ao menos conversamos, mas minhas amigas sumiram o dia todo e não é a melhor pessoa para me ajudar com essas coisas de garotas. Então, eu pensei em você.
– E então, Evans? Vai me ajudar? – entrou no meio. Já começara a ficar de saco cheio.
– Pode contar comigo, Chadwick.
A loira limpou a mão e sorriu maldosa.
– Ótimo! Boa sorte!
Depois de dizer isso, saiu do quarto.
– Como você não a mandou embora aos chutes? Minha perna até dava espasmos louquinha para chutar aquela cara maquiada dela.
gargalhou.
– Você é muito amarga, Westwood.
– Eu faço o melhor que posso. – a moça fez um biquinho. sorriu por segundos e se lembrou de . A moça estava paralisada, encarando a parede a sua frente.
, você não está gorda. Você ao menos é gorda. Isso é coisa da sua cabeça. Vamos fazer o seguinte, volte ao Lannister, busque suas coisas e venha se arrumar comigo, Britt e , tudo bem? Afinal, eu te devo uma.
– Tudo bem. – a loira respirou fundo, pensou por segundos e sorriu. – Eu já volto.
E então, ela também saíra.
– Você não vai me obrigar a ficar aqui, no meio de vários pinceis de maquiagem e fantasias cintilantes, vai?
– Mas é claro que vou! – brincou e deu um tapinha de leve no braço da amiga. resmungou:
– Eu mereço!
*
Zayn se levantou do sofá depois de ter cochilado mais um pouco. Subiu para seu quarto, notando a pequena casa silenciosa demais. Ao longe, ouviu a voz de , mas ele não entendia o que ela dizia. Também ouviu a voz de Harry e então, se tocou que eles estavam tomando banho juntos. De novo. Fechou os olhos e torceu a boca, enciumado. Entrou em seu quarto e lá se trancou. O que estava acontecendo? Zayn sempre fora um cara compreensivo, que apoiava seus amigos e suas escolhas, sem julgar. Mas não entendia o porquê de estar tão envolvida assim com Harry. Harry era um cara legal, mas ele simplesmente não entendia. Rolou os olhos, cansado de suas reflexões e se deitou na cama, viajando em pensamentos. Só que seu colchão parecia ser feito de espinhos. Levantou-se tão rápido, como agiu. Suas pernas o guiaram até o banheiro. O guiaram até .
Abriu a porta com uma força que não deveria ser sua. A cortina que cobria o chuveiro se abriu e apareceu feito um anjo em sua frente. A moça ficou sem expressão, totalmente assustada com o que estava rolando ali. Seus cabelos molhados escorriam como cascatas por seus seios empinados. Zayn estava sem fôlego. Zayn estava fora de si.
continuou sem expressão, apenas mantendo o contato visual com o amigo. Ele se despia aos poucos, sem medir seus movimentos. não sabia o que estava acontecendo ali ou muito menos o que Zayn estava fazendo, ela só sabia que gostaria que ele fizesse logo.
O moreno arrastou seu corpo até o dela, colando sua pele na dela. fechou os olhos, se arrepiando. As mãos grandes de Zayn agarraram as pequenas de , levando-as até acima de sua cabeça, na parede. O contato visual permanecia mais intenso do que nunca. Suas respirações se misturavam e a proximidade fazia com que seus lábios tremessem. Quando finalmente eles iriam se tocar, a voz alta de Louis misturada com a de Niall acordaram Zayn de seu transe.
Ele abriu os olhos, encarando a madeira escura da porta do banheiro. A risada de Harry era presente lá dentro. Fechou os punhos e suspirou. Seus pensamentos estavam o deixando maluco.
– Malik, onde você se meteu?
– Estou aqui em cima. – ele disse, assim que chegou às escadas. A risada de Niall cortou o ambiente e as vozes dos três amigos se misturavam na cozinha. Zayn suspirou outra vez, sentindo-se um idiota por sentir ciúmes de . Era isso; Zayn Malik estava se mordendo de ciúmes.
*
Os acordes de Start Livin’ começaram e pulou animada. Adorava aquela musica. estava ao seu lado, tão linda que até parecia uma escultura. estava fantasiada de Merilyn Monroe. Seus cachos dourados que sempre viviam rebeldes sobre seus ombros, agora estavam presos em um penteado sobre sua cabeça. Já se fantasiou de Branca de Neve. Ela sabia que não era uma fantasia muito original, mas levou a sério o cosplay da princesa. Ficou realmente parecida.
– Está procurando pela Louise? – notou a preocupação nos olhos de Evans.
apenas assentiu, sem tirar os olhos da multidão de alunos. A banda tocava lindamente e ao lado do pequeno palco improvisado, alguns professores sentavam-se a mesa junto ao diretor Rogers. A decoração estava impecável e se realizou de que Louise tinha feito um bom trabalho, para uma iniciante.
– Eu quero dançar!
– Na verdade, , você já está dançando. – riu da moça loira ao seu lado. Reparou que caminhava na direção delas, arrumando o vestido preto e com uma careta no rosto. Ela havia saído há poucos minutos para cumprimentar o treinador.
– Eu. Odeio. Você. Evans.
– Claro que não odeia, amiga.
– Esse flu-flu está me pinicando.
– Isso não é flu-flu, . O nome disso é cetim.
– É a mesma coisa. – rolou os olhos. – Eu pareço assustadora? Porque o infeliz do Bennett acabou passar por mim e cantou “ô, lá em casa” como se eu estivesse em uma fantasia de coelhinha da Playboy. Não acredito que não estou assustadora, Evans. Eu sou uma bruxa!
, eu fiz o melhor que eu pude.
Westwood revirou os olhos.
estava entretida demais com a música para notar Frederick vestido de Frankenstein passar por si. Ao lado dele, Daniel Parker exibia sua beleza em uma fantasia de anjo. Ele definitivamente não se comportava como tal, mas com seus cachos loiros, ele ficara idêntico a um ser desses. Ele passou por elas e as cumprimentou. Westwood fingiu que ia vomitar.
– E lá vem o resto do time... – os outros rapazes passaram, irreconhecíveis demais sem seus calções azuis e as chuteiras.
– Eles só andam em bando. – concluiu, observando aos garotos.
– Bando de veados. – resmungou e gargalhou.
– Até alegrou a minha noite. – tinha um sorriso contente no rosto. Na confusão dos alunos que chegavam, encontrou um rosto conhecido.
! – gritou e correu até a garota ruiva fantasiada de diaba acompanhada pelos cinco amigos. O olhar de caiu sobre eles, especialmente sobre Liam, reparando que ele estava sexy demais naquela fantasia de Batman. Ele sorria e conversava animado com Zayn, que estava vestido como o Capitão Jack Sparrow.
também fitava Liam. Estava babando. Ao lado dele, Zayn Malik gesticulava. O carinha da natação vestido de presidiário estava sendo abraçado por . Harry estava vestindo uma farda de polícia, acompanhada por um distintivo dourado, algemas e um cassetete. Ele também apanhava da própria gravata e se divertiu vendo a dificuldade do amigo. Mas seu sorriso sumiu quando avistou Louis Tomlinson também em um traje de presidiário. E ele olhava na sua direção.
– Vamos até lá?
a encarou. Apenas balançou os ombros, tentando ser indiferente. Agarrou as laterais do vestido e tentou não mostrar que estava morrendo por estar de salto alto. andava elegante ao seu lado, parecendo uma princesa caminhando em sua coroação.
– Olá, meninas! – Styles gritou, animado. parou na sua frente, o ajudando a arrumar a gravata.
– Eu nunca vi um policial de gravata, Harry. Mas confesso que está bem criativo. – deu de ombros e o amigo sorriu.
– Oi, Harry. Você viu a Louise? – perguntou.
– Não, eu não... , você... Está me enforcando.
gargalhou. suspirou, parecendo perdida ali. Liam reparou o olhar de Zayn cair sobre ela.
– Eu vou buscar a bebida. Alguém vai querer?
Louis levantou os braços.
– Vou com você, . Eu não quero correr o risco de ter meus olhos derretidos por ver essa criatura feia na minha frente. E também, tenho que batizar o ponche.
– Muito engraçado, Tomlinson. Estou me engasgando de rir.
– Ih, já começaram... – Niall resmungou. o fuzilou com o olhar pelo comentário.
– Eu quero, gostosa.
revirou os olhos e deu as costas ao grupo, caminhando até a mesa do ponche com Louis ao seu lado. Liam ainda não tinha conseguido desviar o olhar de . A moça tão concentrada na sua missão de encontrar Louise, mal notou o olhar do rapaz sobre si. A voz de Niall falava ao fundo e se misturava com a risada de . Assim que terminou seu trabalho na gravata de Harry, ele sorriu e a agradeceu com um beijo na bochecha.
– Prontinho, Cheshire boy.
A moça parou ao lado do amigo, sem notar que também estava ao lado de Malik. Suas mãos se tocaram por segundos.
– Desculpe. – disseram juntos.
– Eu, hm, tenho que ir ali.
Westwood saiu dali o mais rápido que pode. avistou Briana entrar no ginásio de braços dados com Megan. Caminhou até elas. Zayn, ao notar quem estava ali, fez uma careta.
– Cara, tenho que dar o fora daqui.
– A. Maior. Gostosa. – Niall mediu a ruiva dos pés a cabeça. Malik o mandou o dedo e resmungou, antes de sair:
– Fica pra você.
olhou Liam nos olhos e corou ao notar que ele a olhava.
– O que deu nele?
– Zayn é assim mesmo.
Ela assentiu um pouco envergonhada.
– Eu quero beber.
Niall declarou e saiu até o encontro de e Louis.
– Aí, . A Louise está ali. – Harry contou e apontou. suspirou aliviada, agradeceu aos céus e foi até a amiga fantasiada de enfermeira zumbi. Liam encarou Harry e declarou:
– Esse baile está um saco.
– E essas músicas não ajudam. Agradeceria se eu pudesse puxar alguém para dançar.
– Pois, puxe. – Liam disse óbvio.
– Não acho carne nova.
– Patético.
Harry gargalhou. I saw her standing there, dos Beatles, começou a tocar. Liam assistiu ao amigo mover os quadris no ritmo da música e começou a rir.
– Precisamos beber, cara.
Puxou Harry pelos ombros e sumiram no meio da multidão.
*
e Louis conversavam ao lado do ponche, esperando pela oportunidade perfeita para o batismo.
– Você não concorda? Olha só para elas. – Ele apontou para as garotas que dançavam com seus pares no meio da quadra.
– Para mim são todas iguais.
– Isso é porque você é diferente demais, .
– Talvez.
– Talvez você só precise de um namorado. – Louis resmungou, enquanto observava a movimentação. fez uma careta e se defendeu:
– Talvez eu só precise de drogas.
Louis riu.
– Já que tocamos nesse assunto, quero saber de você. O que rola entre você e o Styles?
– Entre eu e o Styles? – Ela riu com escárnio. – Só nos divertimos juntos, às vezes.
– Nesse “divertimos juntos”, você quer dizer “transamos até as paredes tremerem, nos pegamos enquanto tomamos banhos juntos e exalamos tensão sexual”?
– Tommo, meu querido. Acho que é você quem precisa de uma namorada. Deveria começar a se preocupar mais com o seu pinto do que com os dos seus amigos.
– Outch. Essa doeu. E você sabe, talvez eu também só precise de drogas.
– Esse baile está um saco.
– Olha quem está ali. – Louis apontou para a mulher alta e magricela que lutava para colocar ponche em seu copo. Tomlinson olhou para e sorriu maldoso. – Luna, a secretária do diretor. Eu sei como distraí-la. Enquanto eu a distraio, você coloca essas duas garrafas de vodca no ponche. Combinado?
– Acho incrível como você sempre tem um plano para tudo. – concluiu e riu sozinha.
Louis ia caminhando a sua frente e em uma hora, ele estava próximo a Luna e na outra, ele a arrastava até a pista de dança. ergueu as sobrancelhas e logo agiu. Conferiu se não tinha ninguém observando seus movimentos suspeitos e foi rápida ao colocar duas garrafas inteirinhas de vodca na bebida vermelha em cima da mesa.
Assim que terminou a missão, encheu dois copos e deu o fora dali. Liam e Zayn conversavam com o treinador Vouisteen próximos aos vestiários. Ah, aqueles vestiários tinham historia. Mordeu o lábio inferior ao se lembrar de suas aventuras com Harry, mas logo mandou os pensamentos embora. Ao se aproximar de seus amigos, Zayn percebeu sua presença. Ele sempre sabia quando ela estava por perto.
Sorriu para o moreno e o entregou o outro copo que segurava.
– Trouxe para você, Z.
Ele também sorriu; aquele sorriso tímido que se abria até o canto de seus lábios. Zayn piscou por segundos e logo voltou a sua realidade.
– Você quer dançar? Mas você sabe que eu...
– Eu sei. You suck. – Stonem riu e o puxou pela mão. Liam desviou de sua conversa com o treinador para observar os amigos. Zayn acompanhou a amiga até a pista de dança e tentou dançar ao ritmo de Make out, do Rixton.
*
se encarava no espelho há mais de dois minutos. A voz de Wale do lado de fora de seu banheiro parecia distante. O costumeiro batom vermelho dava vida aos seus lábios grossos. O azul dos seus olhos destacava-se pela maquiagem preta que os contornava. Talvez tivesse exagerado no delineador, mas não se importava. Se sentia deslumbrante. Saiu de seu transe e abriu a porta, dando de cara com seu melhor amigo gay.
, querida, se aquele homem não te quiser, eu vou querer.
Ela gargalhou.
– Ora, Wale, mas é claro que ele vai querer. – Ela se gabou e fez um movimento com o ombro. – Você ainda vai ao baile?
– Sim. E posso te dar uma carona até os ralés. Estou motorizado. – Ele balançou as chaves de sua lambreta.
– Você é muito má, Wale.
– Eu sei. – Ele revirou os olhos. – Mas vai me dizer que não é só ralé que vive no Voux? Nós, querida, somos a realeza desse colégio.
– Tem razão. Vou só pegar o meu casaco.
Ele assentiu e se encarou no espelho, fazendo bicos e caretas. passou por ele e o puxou pela gola da camisa. Não esperaria mais nenhum segundo. Depois de pegar a carona até o Voux com Wale, ele voltou até o prédio da escola para o baile.
A garoa fina molhava os cabelos loiros de e isso a fez praguejar. Olhou para os chalés dali e se sentiu em um labirinto. Eram todos iguais. Mas logo agradeceu a Louise Holland mentalmente pela informação divina que a mesma deixara escapar em uma de suas falas infinitas: “Era obvio que o diretor Rogers o contrataria. Aqueles olhos azuis escuros e sua voz doce enlouquecem qualquer um. Uma das meninas que fazem parte da edição do jornal, contou que ele é o melhor vizinho de chalé. Ela me disse que mal o escuta e que ele ainda rega o jardim todos os dias. O chalé 35 é o chalé de um príncipe. Ah, você se lembra...”. Depois dessa parte, ela não ouviu mais nenhuma palavra idiota que saia da boca daquela garota.
Era sua chance. Não poderia desperdiçar mais tempo. sorriu de lado ao encontrar o número 35. Caminhou até a pequena casinha ouvindo o barulho de seus saltos na rua. Ajeitou o cabelo, consertou o vestido preto no corpo e deu três toques na porta. Em pouco tempo, lá estava ele. O vento frio que cortava o ar parecia não incomodá-lo, já que faltava uma camiseta em seu corpo. Ele estava surpreso. Então, quase sem palavras, gaguejou:
– Senhorita Chadwick... O que faz aqui?
– Olá, senhor Edwards.

Capítulo 8: “I hear the beat of my heart get louder whenever I’m near you”


e Liam

Liam observou a dança desengonçada de Zayn e na pista de dança. “But you look amazing standing alone...” assim disse o começo da música de uma banda estúpida qualquer. E incrivelmente fez todo sentido para o rapaz assim que seus olhos avistaram a figura de do outro lado da quadra. A moça estava sentada sozinha com seu copo de bebida e o olhar perdido na multidão. O vestido amarelo da fantasia estava visivelmente amassado, mas devia estar tonta demais para sequer reparar.
Liam sorriu e atravessou a dançante multidão para aproximar-se dela.
– Por que a vossa majestade está sentada sozinha? Onde está ?
Um sorriso cresceu nos lábios da moça ao encarar Liam.
está com Harry. Eu só queria ficar sozinha, porque...
– Estava com medo de derramar ponche na camisa de alguém?
Liam brincou e gargalhou, escondendo o rosto com as mãos.
– Nossa! Nem me lembre disso. Foi vergonhoso.
– Sim, foi. Mas tudo bem, eu estou acostumado a passar vergonha. Olhe os amigos que eu tenho...
Novamente ela gargalhou. Liam riu junto e sentiu a mão gelada dela sobre a sua. Ele a encarou; como alguém podia ser tão linda? Ele não entendia como nunca havia parado para notá-la melhor.
– Você quer dançar?
– Eu adoraria.
*
– Não vai me deixar entrar, professor?
Samuel pareceu sair de seu transe e logo cedeu a passagem. Os olhos curiosos de mediam cada canto do pequeno chalé. Deixou o sobretudo escorregar pelos ombros e o retirou por completo. Samuel prendeu a respiração ao ver a pele dourada da aluna aparecer. Os ombros desnudos e bela parte das costas estavam à mostra graças à fenda do vestido preto. Antes que seu olhar se atrevesse mais do que deveria, resolveu se pronunciar:
– O que a senhorita faz aqui? Não deveria estar no baile? Você sabia que é proibida a entrada de alunos nos chalés dos professores?
– Samuel... – o encarou e se aproximou com um sorriso safado. – São tantas perguntas. Eu ficaria feliz em responder cada uma delas, mas antes, eu te trouxe isso.
A garota deixou o sobretudo sobre uma das poltronas dali e abriu a bolsa, tirando uma garrafa de vinho tinto.
– Foi... Hm, mesmo legal de sua parte me trazer uma – Samuel gesticulava freneticamente, nervoso pela presença da loira. – garrafa de vinho. Mas sério, é mesmo proibido entrar alunos. Acho que você deve voltar para seu chalé. Persius dobra a vigia em noites de baile, se ele te pegar aqui...
– Professor, o senhor anda muito tenso. – rodeou o corpo do homem e parou atrás dele. Elevou suas mãos até os ombros e os massageou. – Sente-se e relaxe.
Samuel fechou os olhos e se sentou no sofá sentido um alívio nos músculos pelos movimentos das mãos leves da aluna.
– E a propósito, eu vou ficar para passar a noite.
*
– Não! Com certeza aquele ali é o mais escroto. Quem se fantasia de árvore?
– Você é mais amargo que eu, Harry Styles.
– É a convivência. Às vezes, ouço sua voz nas minhas palavras.
– Isso é porque você me ama, Cheshire boy.
– Mas é claro que amo! O que seria de mim sem você para fazer meus exercícios de matemática e dar uma surra no Louis de vez em quando?
– Idiota!
Eles riram. Duas garotas passaram diante do olhar deles e então, os dois se encararam. As duas estavam fantasiadas de potes de sal e pimenta.
– Essas duas ganharam o troféu escrotice!
– Vou parabeniza-las.
– Nãaaao! Sério? Eu duvido.
– Ei, garotas.
Harry gritou e correu atrás das duas. gargalhava, sentindo lágrimas nos olhos. Assim que o riso cessou, sentiu uma presença atrás de si. Duas mãos firmes seguraram seus braços, prendendo-os. A barba rala roçou no lado direito de sua bochecha e pescoço e então, uma voz sussurrou no seu ouvido.
– Eu ainda não tive a minha vingança, Westwood.
Um sorriso maléfico cresceu em seus lábios. Para se livrar de um Louis Tomlinson bêbado, rolou propositalmente sua bunda na pélvis dele. Isso pareceu enlouquecê-lo por segundos e então, seu plano funcionou. O aperto forte do rapaz em seus braços afrouxou.
Rapidamente virou seu corpo e se pôs de frente a ele. Apertou fortemente as bolas do mesmo e sorriu, antes de ver sua angústia e dizer:
– Não há nada que você faça que me atinja, Tomlinson.
*
– Então, pessoal. Vocês estão se divertindo? A diretoria juntamente com o colegiado, através desse baile, gostaria de dar as boas vindas aos calouros, aos intercambistas e as novas integrantes das animadoras de torcida. E para celebrar, faremos um pouco diferente esse ano. Graças à maravilhosa Louise, teremos o Karaoke Time.
A multidão dos alunos aplaudiu e foi à loucura. O diretor sorriu e voltou a falar:
– Quem estiver à disposição é só pedir a música e cantar. Se divirtam, crianças!
Assim que a musica dançante que tocava acabou, Misty Blue começou a tocar. Os casais se juntaram no meio da pista e dançaram agarradinhos.
sentiu a bochecha queimar de vergonha quando as mãos de Liam puxaram sua cintura e colou seu corpo no dele. O cheiro do perfume amadeirado dele deixou-a tonta por alguns segundos. Além de lindo, educado e atleta, ainda era cheiroso. Perguntou-se como nunca tinha reparado Liam Payne em todos esses anos de colégio. E se sentiu idiota demais por ter acreditado em quando ela dizia que nenhum garoto do colégio prestava.
Liam dançou a música com cuidado, não era muito bom em danças calmas. Na verdade, não era muito bom em nenhum tipo de dança. Do outro lado da pista, Zayn e pareciam desconcentrados demais enquanto todos os outros casais se esforçavam para aproveitar ao máximo o contato físico. Devia ser porque o contato físico não era um problema – ou um objetivo – para eles. Era tudo muito natural.
“Oh, honey, just the mention of your name turns a flicker to a flame.”, Zayn cantou junto com a musica. sorriu e apertou seu abraço no corpo do amigo.
– Por que você não vai lá e canta uma música? Sua voz é incrível.
– Só se você for cantar comigo...
– Não faça essa carinha, capitão Zayn Sparrow.
– Eu sei que você não vai resistir aos meus olhos marcados pela maquiagem preta. – Malik sussurrou.
segurou o riso e sussurrou de volta:
– Ok. Mas eu escolho a musica.
Zayn sorriu contente antes de puxa-lo pela mão até o palco, onde o DJ estava. Anotaram o nome na lista do karaokê e esperaram a musica acabar.
– Muito bem! Tenho aqui comigo os corajosos e primeiríssimos participantes do Karaoke Time: e Zayn, cantando Like I’m gonna lose you.
Malik encarou a amiga; ela estava jogando com ele? Era isso?
As primeiras notas do violão saíram e logo depois cantou junto com a letra que aparecia na tela atrás do palco.
I found myself dreaming In silver and gold Like a scene from a movie That every broken heart knows We were walking on moonlight And you pulled me close Split second and you disappeared and then I was all alone
I woke up in tears With you by my side A breath of relief And I realized No, we're not promised tomorrow.

Antes do refrão, olhou para Zayn que parecia confuso. Sorriu para ele e voltou a cantar, sem quebrar o contato visual.
So I'm gonna love you Like I'm gonna lose you I'm gonna hold you Like I'm saying goodbye Wherever we're standing I won't take you for granted 'cause we'll never know when When we'll run out of time, so I'm gonna love you Like I'm gonna lose you I'm gonna love you like I'm gonna lose you.
Malik se concentrou na musica e fechou os olhos, grudando as mãos ao microfone. Sabia que se encarasse sentiria vulnerável e um idiota por levar o sentido da musica ao pé da letra.
In the blink of an eye Just a whisper of smoke You could lose everything The truth is you never know So I'll kiss you longer, baby Any chance that I get I'll make the most of the minutes and love with no regrets So let's take our time To say what we want Use what we got Before it's all gone No, we're not promised tomorrow.
Dessa vez, os dois cantaram juntos ao refrão. A harmonia das duas vozes juntas foi incrível. Continuaram naquela energia até o final da musica. não poderia estar mais contente, seu peito ardia de felicidade. Já Zayn, parecia transtornado. Logo após os aplausos, Zayn desceu do palco correndo e sumiu no meio da multidão. O sorriso da moça aos poucos sumiu dos seus lábios. Abaixou a cabeça e também deu o fora dali.
Liam que assistia a apresentação dos amigos, observou o clima tenso que Malik havia criado.
– O que há entre eles? Sei que não é da minha conta, mas eu percebo como eles são. Estão sempre juntos, abraçados ou de mãos dadas e também vejo como eles se olham.
– Como assim?
– Ah, Liam! Vai dizer que nunca reparou? Em poucos dias de convivência com Zayn e , eu já me toquei.
– É só amizade, é sério. Eles se conhecem desde crianças. São vizinhos, na cidade.
– Eles se gostam.
– Isso não é possível. – o encarou sorrindo. Payne franziu as sobrancelhas. – Ou é?
balançou a cabeça concordando. Ao mesmo tempo, sentiu algo gelado e líquido atravessar o vestido de sua fantasia e entrar em contato com sua pele.
Um gritinho escapou de seus lábios. Liam notou o que rolava ali e arregalou os olhos. A garota culpada se desculpou e desapareceu na multidão. estava incrédula.
– Ai, meu Deus! Isso só acontece comigo. Sempre!
– Vem, é minha vez de te ajudar.
Liam puxou pela mão e a guiou até a parte dos vestiários atrás do ginásio. Alguns casais se beijavam enquanto se escondiam ali. tentou limpar a mancha vermelha com a mão, mas parecia piorar tudo.
– Está muito sujo? E se for ficar manchado? Ah, que droga.
Escondeu o rosto nas mãos e Liam olhou para os lados, um pouco perdido.
– Não acho que passar água seria muito útil nesse momento, mas podemos tentar.
Ela assentiu e entrou no vestiário atrás de Payne. Respirou fundo e tentou abrir o fecho do vestido.
– Ahn, Liam? Será que...?
– Ah, claro! – Liam de prontidão a ajudou com o zíper.
sentiu o corpo de Liam aproximar do seu e o toque firme dele trabalhar em suas costas. A cada milímetro de pele que aparecia, Liam segurava seus pensamentos mais e mais. Assim que terminou, o vestido caiu pelos braços dela.
A lingerie roxa era tudo que Liam tentava não ver. prendeu a respiração ao virar e encarar o rapaz. Ele parecia estar com conflitos internos, mas logo se tocou da situação em que estava e se virou, dando as costas para Evans e seus peitos escondidos pelo sutiã roxo.
, assim que limpou a mancha, pediu ajuda novamente. Depois de completamente coberta virou-se novamente para ele, sentindo as bochechas queimarem. Liam aproximou seus corpos e fechou os olhos, esperando os lábios do rapaz sobre os seus. Mas eles nunca chegaram.
– Oi, oi! Eu tenho uma canção para cantar, é para uma garota. Mesmo que eu profundamente acredite que é um garoto. E eu gostaria de fazer uma homenagem. Mas não uma homenagem do tipo comum, daquelas quando estamos sozinhos com nossa imaginação ou com uma foto das tetas dela. Enfim, essa é minha canção.
– Ai, caralho. Porra. Merda.
– O que foi, Liam?
– É o Louis.
– O que tem?
– Ele vai fazer merda. Você tem que me ajudar a pará-lo.
Os dois saíram correndo de volta até a quadra. Louis estava tontíssimo em cima do palco, sorrindo maléfico.
– E com vocês, o segundo participante da noite, Louis Tomlinson, cantando, hm... – o DJ olhou para Louis e o mesmo sussurrou que era aquele nome mesmo. – cantando “Satanwood”.
– Solta o som, DJ!
Liam bateu a mão na testa. Logo, Tommo começou sua apresentação ridícula.
Ela! Que odeia ser chamada de Cinderela. Ela! A mesma que coloca todos os caras na fivela. Ela! Que sempre fez tudo o que queria. Até se pegar com o Malik no laboratório de biologia.
É ela! Tão doente que vai querer tirar suas roupas. E pregá-las em uma faixa de boas-vindas. Claro que eu fiz tudo o que eu pude. Mas é impossível fugir da Satanwood.

Quando a voz de Louis calou, os risos contagiaram o ginásio e ao mesmo tempo todos procuravam pela garota com os olhares críticos. E lá estava ela, toda impotente, subindo até o palco para receber sua coroa de humilhação pública.
correu para impedi-la, mas se atrasou. agora estava de frente para Louis. Os dois se encararam por alguns segundos, até fazer alguma coisa; sua perna se levantou e atingiu com tudo o meio das pernas do rapaz.
Louis caiu de joelhos e gritou de dor. E novamente, a escola toda ria deles. encarou a multidão que zombava de si e saiu correndo para longe dali.
– O que foi que aconteceu aqui? – Harry chegou e parou ao lado de Liam, com a fantasia ao contrário, o cabelo bagunçado e marcas de batom pelo rosto.
– Louis e . – Liam rolou os olhos. voltou com uma careta no rosto.
– Eu vou atrás dela. – Ela disse.
– Pode deixar. Eu vou.
Harry saiu atrás da amiga. O DJ voltou a falar e colocou para tocar uma música qualquer, que fez rapidamente os alunos esquecerem a cena anterior.
Niall e , do outro lado da quadra se encararam incrédulos.
– Qual o problema de todos nessa escola? Todo mundo se odeia?
– Basicamente isso.
– Pelos planetas! Onde eu fui estacionar o meu carrinho, hein?
Niall gargalhou. olhou para ele.
– Você sabe guardar um segredo, Niall?
Horan franziu o cenho, não entendendo onde a garota queria chegar. Ela ergueu as sobrancelhas, esperando pela resposta.
– Sim, eu acho.
– Ok. Então, vem comigo.
– Para onde exatamente estamos indo?
– Pelos planetas, Niall. É um segredo.
*
Zayn observou a fumaça esvair-se pelo ar. Tragou profundamente outra vez e fechou os olhos, concentrando na música que vinha de dentro da quadra. Soltou a fumaça e encarou os sapatos. Os passos que ouviu o tiraram dos pensamentos. Com toda a certeza não era , ela o conhecia bem o suficiente parar saber que tudo que ele queria agora era ficar sozinho.
– Tudo bem se eu me sentar aqui, Malik?
O rapaz levantou a cabeça e ficou confuso ao encontrar Westwood o encarando. Ele assentiu e novamente tragou o cigarro. A moça se sentou e suspirou antes de se livrar de seus saltos altos.
Ainda um pouco sem jeito, Zayn a olhou. Ofereceu o cigarro.
– Eu não fumo.
– Eu sei. Mas ninguém tem que aguentar o Tomlinson só com o autocontrole. A nicotina ajuda.
riu. Os dois caíram no silêncio.
– Por que nós nunca mais conversamos?
“Porque você simplesmente me comparou aos outros caras e começou a destilar seu veneno através do ódio mútuo.”, pensou.
– Eu não sei.
– Eu tenho sido uma vaca, admito. – jogou o cabelo para as costas. – Sinto falta das nossas conversas.
– Está bêbada?
– Nem um pouco.
– Bem, eu nunca encontrei outra garota com a mesma sexplaylist que a minha. Então, eu também sinto falta das nossas conversas. – riu novamente. Os dois se encararam por segundos, até Zayn novamente olhar para os sapatos. Fumou outra vez. – Quer dar o fora daqui?
Westwood assentiu e se levantou, pegando os sapatos. Depois de se levantar, Zayn jogou o toco de cigarro no chão e pisou em cima. Suas mãos foram para os bolsos da calça. Pegou a peruca ridícula e caminhou ao lado de até saída do ginásio e do prédio do colégio.
– Ei, Malik. !
Os dois se viraram para descobrir de onde veio a voz. A cabeleira cacheada de Harry dançava no vento enquanto ele corria.
– E aí, Styles?
– Onde estão indo? Você está bem, ? Louis merecia mais do que um simples chute nas bolas. Mas foi incrível. Você é realmente boa de bola. Rá, rá. – Harry jogou os cabelos para trás, riu da piadinha e deu um tapinha no braço de Zayn. – Entenderam?
escondeu o rosto com a mão.
– Estou bem, Cheshire boy. Nós estávamos...
– É, estávamos de saída.
– Malik vai me acompanhar até a irmandade.
– Está tentando roubar minha melhor amiga, Malik?
“Você também roubou a minha. Se lembra?”
Zayn apenas suspirou e caminhou até o portão.
– Diga ao Tomlinson que assim que ele aparecer na minha vista, ele estará morto. Amanhã nos falamos.
beijou a bochecha do amigo e andou até a saída, onde Malik estava. Harry assistia a cena, totalmente surpreso. “Será que ela está bêbada?”, se perguntava. Não, não bebia. Devia estar hipnotizada, isso! Deu de ombros e voltou para a quadra.
*
massageou mais forte os ombros do professor e terminou seus movimentos ali. Ele parecia distante, relaxado. não deixaria sua chance escapar. Suas atrevidas mãos desceram pelo peitoral do homem e com sua boca, distribuiu beijos e pequenas mordidas na nuca.
Samuel não conseguiu segurar o murmúrio de aprovação ao se arrepiar. Virou seu corpo e ficou de frente à aluna. Com a falta de mais desculpas esfarrapadas, se entregou ao momento e não pensou nas consequências. Pegou os cabelos de pela nuca e aproximou seus rostos, colando seus lábios desesperadamente. levou suas mãos até os cabelos do professor e pulou em seu colo, sentindo sua ereção crescente.
Enquanto suas línguas brigavam, as indecisas mãos de Samuel exploravam a cintura e bunda de . A mesma movimentou o quadril, friccionando sua intimidade no monte duro embaixo de si. O professor não segurou um gemido. Aumentou sua fricção e logo depois, mordeu o lóbulo de sua orelha. Já o homem beijou com majestade a boca da aluna antes de se levantar e carregá-la até o quarto.
A loira sorria sapeca o provocando com suas mordidas e arranhões nos ombros e nuca.
Ao chegar ao quarto, Samuel deitou na cama e desceu as alças finas do vestido pelos braços dela, deixando a mostra seus seios. não podia estar mais satisfeita. Ela podia enxergar todo o desejo através do olhar do professor.

– Você me deixa muito louco, senhorita Chadwick.

– E você me deixa muito excitada, senhor Edwards.

Logo, ele atacou os lábios inchados dela. O beijo era cheio de vontade. Sem espera, Samuel desceu com os lábios para o pescoço, colo e por fim, os seios dela. Chupando cada um deles sem delongas. só sabia gemer e amassar os cabelos escuros do professor com os dedos. Puxou o rosto dele para perto do seu e iniciou outro beijo. Arrastou o corpo para o lado e jogou-o deitado na cama, subindo em cima de sua pélvis no momento seguinte. Rebolou em cima de seu pênis, incomodada com a bermuda estúpida que separava suas intimidades.

Retirou o vestido e a calcinha e os jogou longe. Seu olhar fitou o rosto do professor, ainda podendo ver a luxuria nos olhos dele. Novamente o beijou. Mas dessa vez não só na boca, desceu pelo pescoço, mordendo e chupando sua pele tão quente. Lambeu o abdômen e acariciou seu membro, sem deixar o contato visual se quebrar. Os lábios entreabertos e a respiração pesada de Samuel contavam o seu desespero. Ele parecia transtornado. E soube que todas as suas provocações haviam funcionado.

Passou a língua pelo lábio, molhando-o. Sem mais enrolação, desceu a roupa que ainda estava presente no corpo delicioso do homem. O pênis pulou para fora e o segurou antes de lambê-lo da base até a cabeça. Samuel gemeu e jogou a cabeça para trás.

– Professor, eu preciso de você. Eu quero muito que você me foda.

subiu seu corpo até a alcançar o rosto do homem. Samuel a puxou pela nuca e beijou sua boca sem delicadeza. Ainda segurando-a pela nuca, virou seus corpos e colocou-a de costas para si. soltou um suspiro ao sentir o pau duro do professor em sua bunda. Os beijos que ele distribuía no seu pescoço eram deliciosos. Samuel desceu com as mãos pelo corpo da aluna, amassando seus seios antes de chegar na intimidade dela. Acariciou o clitóris e ao sentir a umidade, seu pau ficou ainda mais duro.

– Hm, está encharcada.

deu um gritinho. Seus olhos reviraram de prazer ao sentir três dedos dele a invadirem. Deixou que seu corpo caísse para frente e agarrou o lençol da cama. Samuel observou sua bunda empinada e apertou-a com vontade. Não aguentaria mais esperar. contorceu as costas quando o membro dele entrou em sua cavidade. Soltou um gemido e agarrou o lençol com mais força. O professor começou as estocadas, nunca deixando de gemer. Ele parecia louco. empinou mais a bunda, fazendo com que o pênis entrasse até o fundo.

O ritmo das estocadas aumentou, assim como os gemidos. subiu o corpo e rebolou devagar a bunda enquanto segurava os seios. Virou-se de frente e novamente jogou o professor na cama. Subiu em cima dele, encaixando o pênis em sua vagina. Apoiou as duas mãos no peitoral dele e começou a cavalgar no seu membro. Seus olhares nunca desviavam. Samuel a segurou com força, amassando suas nádegas. diminuiu o ritmo dos seus movimentos e rebolou devagar, só para vê-lo sofrendo. Sorriu maldosa e mordeu o lábio dele, antes de morder também o queixo.

O professor segurou o rosto de e encarou os profundos olhos azuis dela. Logo, voltou a estocar na mesma posição. Chadwick rolou os olhos e abriu a boca para gemer. Os braços dele então abraçaram seus ombros, amassando seus corpos num abraço. Novamente voltou a escorregar sua vagina pelo pênis, retomando o controle. Cavalgou com mais intensidade e gritou, sentindo que logo gozaria. Samuel trocou a posição e a deitou, enfiando no meio de suas pernas logo depois. Estocou rápido até que se derreteram num orgasmo juntos.


*
– Pode me dizer agora onde estamos indo?
– Niall, você é muito apressado. Já estamos chegando.
O rapaz estranhava. Já tinha sacado o quanto era imprevisível e por isso estava tão preocupado. O que ela aprontaria agora?
De longe eles ouviram a musica que tocava. havia o levado até os fundos da quadra. Passaram por debaixo da cerca que marcava o fim do terreno. Na verdade, o fim que não era o fim. Agora Niall tentava acompanhar a loirinha na caminhada entre aquele matagal todo.
– Eu não sabia que tinha caminho depois do ginásio.
– O perímetro é enorme. O campus é grande demais para acabar numa gradezinha, certo?
Horan ergueu uma sobrancelha.
– Feche os olhos.
Dessa vez, Niall fez o que a moça pedia sem questionar.
– Vem.
o pegou pelas mãos e o guiou até caminharem alguns passos, finalmente chegando ao local pretendido.
– Pode abrir os olhos.
Assim o fez. Um tipo de memorial feito de azulejos brancos foi a primeira coisa que Niall viu. Observou melhor o lugar e notou que o tal memorial ficava numa vala e algumas escadinhas estendiam levando até a estátua partida no meio. Um nome borrado e escondido pelo barro e pela poeira quase passou despercebido pelo olhar do rapaz.
Novamente ele tinha perguntas.
– Que lugar é esse?
– Eu andei dando uma pesquisada na história do colégio antes de me mudar para cá. Essa vala era coberta de agua. Agua que também jorrava por traz da estátua, como uma fonte.
– Se queria me impressionar, White, você conseguiu.
A loira soltou uma risadinha.
– Foi destruído em 86 pelos alunos do Y.T.C.
Horan desceu os quatro degraus e caminhou por entre a vala, ao redor da estátua destruída. Imaginou cheia de agua e enfeitada com peixes.
– Você devia ver à luz do dia!
– Mas como você descobriu? Quero dizer, eu estudo aqui desde o primeiro ano e nunca ninguém sequer tocou no assunto.
sorriu e se sentou em um dos degraus da escadinha.
– Antes de eu me mudar para a Inglaterra para morar com meus avós, eu vivia com minha mãe, em Corning, na Califórnia. Eu não tinha muitos amigos lá, sabe? Conversava apenas com uma ou duas garotas da equipe das Cheerleaders. E então eu pesquisei sobre a nova escola que estudaria. Procurei por lugares onde eu poderia me esconder de todo mundo. Se eu não tinha amigos na minha cidade natal, eu teria do outro lado do mundo?
sorriu, sabendo que se não estivesse bêbada, jamais contaria a história da sua vida. Niall deu a volta na vala e se sentou ao lado dela nos degraus.
– Foi aí que achei esse lugar, pelas fotos do site da escola. Assim que cheguei, antes de conhecer a Meg, eu passava todos os dias aqui nos intervalos. É tipo... O meu lugar especial.
– Eu nem sei o que dizer. – Niall olhou para , não notando nenhuma expressão em seu rosto. – Não entendo por que você pensava que não teria amigos aqui.
ajeitou a mecha solta do cabelo para trás da orelha.
– Ninguém queria ser amiga da menininha doente com a mãe morrendo de câncer.
O silêncio cortou no meio dos dois. Nesse momento, Niall sentiu raiva. Raiva da vida. Que fez questão de machucar a pessoa mais incrível daquele mundo.
– Sinto muito pela sua mãe.
– Tudo bem. Quando ela morreu, meus avós pegaram a guarda e consequentemente moro com eles agora.
– E o seu pai?
– Ah, eu não conheci o meu pai. Mas é um assunto meio estranho para se falar numa noite dessas. – Ela sorriu. Olhou para Niall. – Eu só... Senti que deveria te contar.
– Obrigado por me contar.
– Eu confio em você, Nialler.
– Espero que saiba que você tem um amigo.
Eles se encararam sorrindo.
– Agora me fale de você!
– Ah, eu não tenho muita coisa para contar. – Deu de ombros e fez uma careta adorável. – Nasci e cresci em Mullingar, na Irlanda. Tenho um irmão mais velho chamado Gregory e um peixe de estimação.
gargalhou.
– Qual o nome dele?
– Batata.
– Pelos planetas! O nome do peixe é Batata?
Novamente ela gargalhou.
– Inicialmente eram dois peixes, mas o gato atrevido do vizinho comeu o outro. O nome desse era Katchup.
Se encararam e explodiram em risadas.
– Sou um grande fã de carboidratos e molhos.
A moça assentiu, ainda rindo.
– E como veio parar em Bradford?
– A minha mãe achava que eu era burro. Minhas notas na escola da minha cidade eram vergonhosas, foi quando eu descobri que era muito bom na natação. Mas minha mãe me proibiu de nadar até minhas notas melhorarem. Eu me esforcei por um tempo e atingi a média, logo depois entrei no time. Alguém falou sobre o time de natação e sobre os campeonatos e recursos que o B.E.C fornecia. E então, eu vim parar aqui. Conheci o Liam e o Louis e hoje moramos todos juntos naquele ninho.
– Não era para vocês morarem no Johnatan Hilton? Sabe, vocês são atletas.
– Sim. Mas você não deve conhecer o Louis direito ainda. Ele foi expulso da irmandade antes mesmo de entrar. Já o Liam, tem uma rixa com um dos caras de lá, então...
– E quanto ao Harry, o Zayn e a ?
– Harry morava em um chalé sozinho. Ele procurava por gente para dividir, então, nós fomos todos para lá. Nos tornamos amigos de cara. Zayn só foi por causa da . Ele poderia morar no JH, mas ele recusou.
– Uh! – exclamou. – Vocês são muito unidos, não é?
– Praticamente irmãos. – O loiro sorriu. – E você? Como conheceu as garotas?
– Quando entrei aqui esse ano, a primeira pessoa que conversou comigo foi o Fred... Frederick. – Corrigiu. – Ele quem mostrou onde eu poderia falar com a treinadora Hann. Foi no mesmo dia em que conheci Megan, ela era minha colega de quarto no Lannister.
– Você parece gostar bastante dele... – Niall ficou sem graça.
– Quando ele quer, não é um tremendo idiota. Mas nós não... Estamos juntos mais.
– É um alívio. – Niall confessou e a garota sorriu. – Porque eu iria me sentir culpado por...
– É, eu também iria. Mas estar com você, me faz lembrar uma sensação boa.
deixou um beijo na bochecha rosada de Niall.
– Obrigado por ter me mostrado o seu lugar especial. Agora ele é especial para mim também.
*
– É aqui que eu fico. – se pronunciou, cortando o silêncio desconfortável que reinava entre ela e Malik. Em todo o trajeto da quadra do ginásio até o B.Holmes, só os passos nervosos eram ouvidos. Zayn fungou e encarou a garota fantasiada de bruxa a sua frente. Tentou inutilmente lê-la.
– Vou indo também. – Sua voz saiu mais baixa e calma do que o comum.

Ela assentiu, totalmente sem graça. Zayn copiou o movimento da moça e bateu as mãos na calça.
– Então... Tchau.
Virou-se e caminhou poucos passos, parando ao ouvir a voz de .
– Aí, Malik. Você, hm, não quer entrar?
O moreno balançou os ombros e acompanhou Westwood na entrada do B.Holmes. A moça empurrou a grande porta e antes de fechá-la, conferiu se Persius, o vigia, não estava por ali para vê-la quebrando uma das regras e levando um garoto para seu quarto na ala feminina.
A primeira coisa que os olhos castanhos de Zayn avistaram foi a enorme faixa de boas-vindas pendurada. O salão da irmandade era gigantesco, enfeitado por quadros, troféus e estatuetas. No centro, a maior das esculturas era a magnífica figura de Breece James Holmes. Duas escadarias se abriam pela direita e pela esquerda. Zayn parecia encantado.
– Nunca entrou aqui?
Apenas negou com a cabeça.
– A escada da esquerda nos leva a ala feminina e ali são os banheiros.
– É enorme.
– Você acaba se acostumando.
Depois disso, o assunto morreu. Malik apenas a acompanhava nos passos, estranhando aquela situação. Depois de passarem por uma enorme quantidade de portas, chegaram até o quarto que dividia com Louise. Westwood estava perdida, não tendo a menor noção do que rolava ali. Desde quando ela convidava alguém para o seu quarto? Desde quando ela convidava alguém para a sua vida?
Ignorou suas reflexões e entrou no quarto, trancando a porta depois. Zayn, sempre calado e quieto, observava o quarto dividido em dois distintos estilos. Duas camas, duas cômodas, duas prateleiras e uma janela. No momento, Malik observava os quadros estranhos de Louise e seus pertences sobre a cômoda. A prateleira repleta de revistas, jornais e afins.
– Louise é bem dedicada.
deu de ombros e sentou na cama, jogando os sapatos que carregava nas mãos para o lado. Agora, Zayn observava a parte de . A prateleira enfeitada por diversos troféus e uma caixa de madeira, que protegia algumas medalhas. Em cima da cômoda, dois simples porta-retratos; um carregando uma foto dela com Bryan Robson ao lado. No outro, dois homens sorriam felizes com um bebê no colo.
– Quem são esses?
– São meus pais; Wade, o loiro e Darren, o carequinha.
Zayn balançou a cabeça, achando a situação totalmente interessante – apesar de estranha.
– Eu não, hm... Conhecia esse seu lado.
– Ninguém conhece, na verdade. Apenas a Louise e a . A Louise, porque infelizmente ela é introme... jornalista e acabou achando um jeito de arrancar informações sobre minha vida pessoal.
Zayn deu uma risada gostosa.
– Eu imagino.
Eles se encararam sorrindo. Zayn percebeu os olhos da moça descerem para os seus lábios. Perdeu-se nos lábios pintados pelo batom escuro dela também.
– Vou te mostrar uma coisa.

se levantou da cama e caminhou até sua cômoda, abrindo a primeira gavetinha e tirando o celular de lá. Abriu o aplicativo de músicas e procurou nas playlists, sua sexplaylist. Era a última da lista; fazia tempos que não ouvia. Ou sequer lembrava que estava ali. Apertou o aleatório, regulou o volume e logo Crazy, do Aerosmith começou a tocar.
Zayn soltou uma risadinha, não tirando os olhos da moça. Já ela, fechou os olhos e sentiu a batida da música. Também não tinha ideia do que estava fazendo, só sabia que estava muito fora de si. E que estava gostando.
O rapaz observou a garota dançando com os olhos fechados e sorriu, sabendo que aquela ali era a Westwood que passava os intervalos consigo no laboratório ouvindo canções de gente morta. Puxou o maço de cigarros do bolso da calça, juntamente com o isqueiro. Depois, acendeu um deles. Tragava e assistia a fumaça se misturar com a imagem de na vibe da musica. Com o cigarro preso no meio dos lábios, retirou as botas e o colete da fantasia, assim deixando à mostra a camisa social branca. Soltou a fumaça e se sentou na beira da cama, ainda com os olhos em . Ela mexia a cabeça no ritmo da música, rodando o vestido tão calmamente que nem parecia o furação de todos os dias.
Assim que a musica acabou, Ride começou a tocar. Zayn observou outra vez e não mediu suas ações. Apagou o cigarro no piso e se levantou. A moça abriu os olhos e viu Malik se aproximar de si. Ergueu uma das sobrancelhas e encarou os lábios molhados do moreno. Eles estavam muito longe dos seus. Zayn também deu um passo à frente, mas fora rápido ao puxar pela nuca e colar suas bocas. Uma sensação de nostalgia atingiu aos dois, os lembrando dos momentos de pegação que já tiveram. A garota abriu os lábios, deixando Malik e sua língua atrevida explorarem sua boca. E ele fazia aquilo muito bem. Sentia seios sendo esmagado pelo peito dele e suas pélvis roçando uma contra a outra. Puxou os cabelos pretos dele assim que abraçou seu pescoço com os braços. Respirou fundo, não parando o beijo. Zayn desceu uma das mãos para sua cintura, deixando um apertão ali. sentiu o impacto de suas costas contra a parede e acabou derrubando um porta-retrato assim que buscou por equilíbrio na cômoda ao lado. O moreno separou seus lábios e encarou-a nos olhos antes de descer seus lábios molhados pelo pescoço e colo dela. arfou e se arrepiou pelo contato dos lábios de Malik contra sua pele. Desceu sua mão pelos ombros e braços do rapaz, e logo as voltou até os botões da camisa branca dele.
Desabotoou-os com apreço e rapidez e ergueu o corpo ao sentir o aperto que ele deixou em sua bunda. Tirou a camisa dele, jogou a para cima e deixou que um sorriso maldoso escapasse de seus lábios ao ver o abdômen de Zayn. Desceu sua mão por ali, sentindo a pele quente dele.
O moreno buscou pelos lábios dela novamente e assim que o fez, puxou-a pelas pernas, ajeitando-a contra sua cintura. Outra vez, sentiu suas costas contra a parede. Agarrou as pernas com força ao redor de Zayn e segurou o rosto dele, passeando sua mão por ali. Suas línguas brigavam deliciosamente. Zayn mordeu seu lábio ao finalizar o beijo.

Carregou-a até a cama e esticou seu corpo sobre o dela, logo voltando a unir suas bocas apressadas. Escorregou sua mão até a perna dela, sentindo os músculos ali presentes e firmes. Na medida em que sua mão subia, o vestido dela também vinha junto. Chegou até sua cintura, enlouquecendo ao sentir a barra fina de sua calcinha. Novamente abraçou o moreno pela cintura com as pernas. Sentiu a ereção crescente dele contra sua intimidade e gemeu entre os lábios dele. Zayn sorriu e desceu sua boca pelo pescoço de , mordendo sua pele branca e chupando. empurrou Zayn pelos ombros e recebeu um olhar confuso dele.

– O que foi?

– Vamos fazer isso direito.

Puxou o vestido pelo corpo e atirou-o para o chão. Retirou também o sutiã, liberando seus seios. Zayn sentiu seu pau latejar ao ver aquelas belezinhas que Westwood insistia em guardar. Quase fez uma reza agradecendo pela mudança de ideia dela.
aproveitou que suas cinturas estavam unidas e jogou o corpo para frente, sentando-se no colo do moreno. Zayn gemeu ao senti-la sobre si. Queria arrancar sua calça e enterrar seu corpo no dela logo.
A moça voltou a beija-lo, dessa vez com um pouco mais selvagem e com pressa. Sentiu as mãos de Zayn em sua bunda, subindo por sua barriga, logo abraçando seus seios, amassando-os com seus dedos gigantes. Arfou entre o beijo e rebolou sua intimidade contra o monte duro embaixo de si.

Zayn gemeu alto e deitou seu corpo sobre o dela depois. sorria. Mais uma vez o empurrou pelos ombros, fazendo-o ficar ereto. Levou suas mãos até a calça dele, abrindo o cinto e desabotoando aquela peça estúpida de roupa. Zayn também sorriu, enquanto escorregava a calça pelas pernas.

– Vem aqui, Malik.

Puxou-o nuca, beijando sua boca depois. O rapaz apertou os seios dela e brincou com os mamilos durinhos dela, não aguentando mais a pressão em sua cueca. Arrastou sua mão até a calcinha, acariciando sua intimidade, sentindo a umidade por cima do fino pano. Movimentava dois dedos contra o clitóris e separou suas bocas para conferir a expressão de prazer e sofrimento no rosto da garota. Ela mordeu os lábios e olhou fundo nos olhos dele.

Malik ergueu seu corpo novamente e puxou a calcinha dela, tirando-a com pressa. Foi delicado ao separar as pernas dela e acariciar o interior de uma delas. soltou o ar pesadamente, não aguentando mais os toques gostosos dele. Jogou a cabeça para trás ao sentir os lábios deles descerem da sua perna até sua virilha. Automaticamente levou os dedos até os cabelos dele, puxando-os em aprovação. Logo, eles estavam em sua intimidade. Tão molhados e macios que não segurou um gemido alto. A língua ágil dele movia-se deliciosa contra seu ponto mais sensível. Apertou os dedos dos pés e revirou os olhos. Uma das mãos dele apertava seu seio direito e a outra acompanhava Zayn no seu trabalho com a língua. soltou um gritinho ao sentir dois dedos grandes de Malik dentro de si. Apertou os olhos quando eles se movimentaram rapidamente.

– Você gosta assim, ?

– Uhum. – Murmurou antes de encara-lo nos olhos. Podia ver claramente o rosto maravilhoso e sentir a respiração ofegante dele contra sua vagina.

Então, ele continuou. Saindo e entrando com seus dedos na cavidade quente dela. Lambeu toda a extensão de sua pele, deixando-a mais molhada ainda. Dessa vez, ele soltou o ar pesadamente. não deixou que o olhar que eles trocavam se desviasse em momento algum. Puxou Zayn para si e abraçou sua cintura novamente. Levou a mão até a barra da cueca escura dele e abaixou-a, tendo a ajuda dele para retirar aquela última peça de roupa.

– Você gosta assim, Z? – Ela retrucou abraçando o pau grosso dele contra seus dedos, movimentando-os para cima e para baixo. Zayn mordeu o lábio, segurando um gemido e encontrou a boca dela de novo.

– Vou te mostrar o jeito que eu gosto.

– Eu quero ver.

Puxou as duas mãos dela e segurou os braços acima do travesseiro, segurando-os com uma mão. Com a outra, segurou o próprio membro e provocou-a passando-o por seu clitóris para lá de inchado. Sorriu maldoso ao ver a expressão prazerosa dela e sem mais demorar, enterrou seu pênis nela. Dessa vez, ambos gemeram sem medo.
abraçou os ombros de Zayn, trazendo o peito quente dele contra o seu. O jeito em que seus seios raspavam nele era maravilhoso.

Malik movimentou o quadril rápido, não aguentando o fato de ela ser tão apertada. Rolou os olhos e estocou mais rápido, ouvindo as respirações ofegantes e o barulho de seus quadris se chocando. Buscou pelos lábios dela e beijou-os rapidamente. fincou suas unhas nos ombros dele, desesperada. Seus olhos rolaram quando Zayn entrou e saiu devagar. Novamente ele aumentou o ritmo e então, em meio aos beijos e toques precisos, se derreteram num orgasmo.
Continua...



Nota da autora: Sem nota.

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