Após a morte de seu irmão, ela decide que é hora de ir embora e recomeçar. Dois anos depois, ela decide retornar para enfrentar seus medos. Os amigos ainda são os mesmos, mas suas vidas continuaram. Voltar para casa não foi nada do que ela imaginou, deixar Juilliard para trás não pareceu mais a coisa certa a fazer. Ela jurou que se afastaria de qualquer coisa que a fizesse lembrar o que aconteceu com seu irmão, até conhecê-lo. Ele encontrava-se em sua última tentativa para superar o vício das drogas e a luta contra o inferno que havia criado para si mesmo.
O que fazer quando o amor te faz bem, mas também te consome a proporções destrutivas? Porque a euforia que os une é a mesma que os separa.


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Escrita por: Vanessa Vasconcellos
Betada por: Ste

Epígrafe ao Capítulo 7

Encarei o teto em busca de qualquer sensação, mas tudo que eu sentia naquele momento era o piso gelado do banheiro sob minha pele. Não era capaz de sentir absolutamente nada. Eu não sentia amor, ódio, remorso, dor, frustração, arrependimento ou desespero. Eu era só um vazio, como um lugar com muito espaço para preencher, mas nenhum conteúdo para se colocar ali dentro.
Eu me sentia morta por dentro e eu poderia dizer que estava provando do pior tipo morte, a da alma, quando se está vivo em presença, mas morto em pensamento. Se algum dia eu estive viva, seja por dentro ou por fora, não conseguia me lembrar.

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Capítulo 8 em diante.

Scott levou uma mão até meu rosto e o acariciou na tentativa de limpar a lágrima teimosa que se fazia presente ali. Seus olhos pareciam queimar ao me olhar e eu não pude conter o impulso que tomou meu corpo naquele momento, fazendo com que eu me projetasse em sua direção e colasse meus lábios aos dele. Eu sabia que as razões pelas quais eu estava fazendo aquilo não eram nada certas, mas, naquele momento, não me importei nem um pouco, tudo que eu precisava era sentir algo bom. Algo que não me rasgasse ao meio toda vez que eu sentisse. Beijá-lo era sem dúvida a sensação mais prazerosa que eu havia experimentado desde que voltei para casa. Na verdade, não era só sobre os momentos de intimidade. Estar com Zed era como estar em casa, e eu já não me sentia assim há muito tempo.

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