Última atualização: 21/01/2021

Capítulo 1

“Ok, quem teve a brilhante ideia de deixar a responsável pela nossa viagem? “ perguntou irritada. “, sua estúpida! Como é que você foi fazer isso com a gente?! Você não tem noção do que pode acontecer agora?”
“Ei” gritou indignada “Olha lá como fala comigo!”
“Eu tenho o direito de falar do jeito que eu quiser com você. Você já deu uma olhada onde a gente está?“ gesticulava, apontando para fora do aeroporto “Que droga, alguém pode me falar onde estamos?”
“Forks“ respondeu dando de ombros, enquanto lia um livro, como se tudo que estivesse acontecendo não fosse importante.
“Quer calar a boca, ane?! Que merda! A gente sabe que a errou, mas agora não adianta nada chorar pelo leite derramado. Além do mais, a sua gritaria está me dando dor de cabeça!“ exclamou, esfregando as têmporas.
“A culpa não é minha ok.“ murmurou, sentando em suas malas.
“Ah, não é? E de quem é a culpa então, gênio?“ perguntou.
“Ah... Tá! A gente entra no avião errado e ninguém vê nada! A gente vem parar numa cidadezinha bem no meio do fim do mundo, e ninguém percebe. E agora a culpa não é de ninguém?“ rebateu.
“Olha gente, brigar agora não vai resolver a situação, o que nós precisamos fazer é sair daqui e ir para o hotel que a escolheu e lá pensamos no que vamos fazer.“ falou.
“Err, gente“ as chamou. Cinco de suas amigas a olharam assustadas, não se assustou, ela estava mais interessada em encontrar algo perdido em sua bolsa.
“Ai meu deus, o que foi agora?“ perguntou, já entrando em pânico.
“É que, humm, a reserva do carro e do hotel então certas.“ respondeu.
“Mas isso é ótimo, , pelo menos uma coisa boa.“ falou ainda procurando algo não encontrado, prestando levemente atenção na conversa.
“Não é, quero dizer, seria bom.“ falou e logo ficou em silêncio.
, será que dá para você parar de enrolar e falar de uma vez?“ gritou, perdendo mais uma vez a paciência.
“Não grita comigo“ respondeu se levantando “Para de gritar comigo, você...”
“Parem de brigar você duas“ falou calmamente, tirando os olhos do livro que estava lendo “, explique pra gente de uma vez.“
“Certo, é assim, as reservas então corretas, isto é, na Flórida.”
“Tudo bem, EU VOU TE MATAR !“ gritou “O que nós vamos fazer agora? Estamos em Forks, sem carro e sem hotel!”
“ACHEI!“ gritou quando encontrou o dinheiro que estava procurando em sua bolsa e caminhando até uma máquina para pegar um refrigerante.
“Matá-la agora não vai nos ajudar, podemos fazer isso mais tarde, falou depois de afastar o olhar para . tentou falar alguma coisa, provavelmente tentando se defender, mas foi calada pelo olhar assassino que lhe lançou.
“O que precisamos agora é tentar achar um jeito de resolver isso.“ começou a falar tranquilamente “A culpa não é só da , . A culpa é de TODAS. Primeiro, por ter confiado na para comprar as passagens.“ ela olhou pra Luana, que simplesmente ergueu os ombros como se não se importasse. “Em segundo lugar, por não termos prestado atenção no aeroporto. A gente devia ter percebido que estávamos entrando num avião que ia pra FORKS, e não para a Flórida. E, sim, ... eu tenho CERTEZA que “Forks” não é diminutivo de “Flórida”. A está errada. Mas enfim... todas temos uma parcela de culpa por termos entrado nesse barco furado.“ acabou o discurso com um suspiro profundo, enquanto voltava a ler seu livro.
Depois do sermão, todas as meninas ficaram em silêncio por uns instantes, até que voltou a falar.
“E tudo que eu queria era passar as férias em um lugar ensolarado, numa praia, olhando para homens lindos, só de calção de banho. E agora olha o que consegui, uma porra de lugar que só chove “ falou olhando para o teto, como se estivesse conversando com Deus.” Depois olhando para acrescentou “Posso saber como é que você está tão tranquila?“ Ela perguntou para , que desviou mais uma vez a atenção do livro. “A gente praticamente perdeu as férias, e viemos parar nesse lugar que só chove. Você não liga?!
“Eu gosto de chuva“ disse simplesmente, como se fosse a coisa mais normal do mundo.
“Eu concordo“ disse, olhando para as amigas. “Eu gostei dessa parte da chuva...”
“Vocês duas“ falou apontando para e “São LOUCAS!”
“Ok, OK! Ficar discutindo o clima local TAMBÉM não vai ajudar“ falou enquanto pegava suas malas “Vamos procurar o carro para alugar e sair daqui.”
“Alguém quer refri? Vocês repararam que está chovendo?“ perguntou, quando voltou com seu refrigerante. “Eu imaginei a Flórida mais ensolarada.”
, não estamos na Flórida, você não escutou nada do que a gente falou aqui?“ perguntou irritada.
“Eu não“ respondeu dando de ombros “Vocês sempre brigam, como eu iria saber que o motivo era sério dessa vez?”
“Alguém informa a ela o que está acontecendo, não tenho paciência para isso. Eu vou procurar onde se aluga carro. , você vem comigo!“
“Alguém pode me informar quem foi que nomeou ane a líder do grupo?“ Luana sussurrou irritada, ainda não perdoando por ter gritado com ela.
, se você tem amor a sua vida, fica de boca calada“ cochichou com “Desculpe a sinceridade, mas você não é a pessoa mais popular no momento.”

“Eu não queria a Zafira. Por que tinha que ser esse carro?“ perguntou.
“Porque era o único disponível que cabem 7 pessoas confortavelmente“ respondeu tranquila.
“Quem vai ficar no banco de trás?” perguntou “Já vou avisando que não vou sentar lá.”
“Não sei, mas umas das pessoas que vai sentar lá é a Luana“ concluiu.
“EU? POR QUÊ?“ gritou.
“Porque eu ainda não controlei meu ódio por você, e para sua própria segurança estou te colocando o mais longe possível de mim“ respondeu sem olhá-la e indo sentar no banco da frente. “E vocês tratem de entrar logo nesse carro, já está escurecendo, ou melhor, ficando de noite, porque escura essa cidade já é.”
“Qual de vocês vai dirigir?“ perguntou, olhando para , , e , enquanto entrava no carro, mostrando que ela não estava incluída nessa tarefa.
“A , claro“ falou, também entrando no carro seguida por e .
se juntou a no banco de trás.
“E posso saber por que está tão claro assim que seria eu que iria dirigir?“ perguntou, mas já indo se sentar no banco do motorista.
“Porque você é a mais velha!“ respondeu dando de ombros, como se ela não tivesse vendo o óbvio.
“E o que o fato de eu ser mais velha, tem a ver com o fato de eu devo dirigir?”
“Porque os mais velhos sempre dirigem“ gritou do banco de trás.
“É, como se fosse nossa mãe!” completou sorridente.
“Vai se ferrar Luana.“ falou ligando o carro.
, não é por nada não... Mas por sua própria segurança eu acho melhor você ficar quietinha o resto dá viagem, ok?“ falou.
“Então, para onde vamos?“ perguntou.
“Alguém pegou o mapa de Forks na locadora?“ perguntou.
“Eu peguei“ gritou feliz.
“Me deixa ver esse mapa“ falou tirando o mapa da mão de . Alguns minutos depois de analisar bem o mapa, se pronunciou. “Hummm, vire à direita na próxima rua... À DIREITA, gritou quando entrou à esquerda “ERA PARA TER VIRADO À DIREITA!”
“Olha não grita comigo ok?“ falou, parando o carro para olhar para ela “Eu tenho dislexia lembra, você tem que me mostrar com a mão para onde quer que eu vire, EU NÃO SEI O QUE É ESQUERDA NEM DIREITA, PORRA!”
“Quem colocou a disléxica no volante?“ perguntou baixinho.
“Alguém faz o favor de tirar a do volante, como vocês estão confiando suas vidas na mão de uma pessoa que não sabe o que é direita e esquerda?”
“Cala a boca, “ todas gritaram.
“Certo, , continue reto por essa rua mesmo” falou mais calma.
“Primeiro você precisa perguntar se ela sabe o que é reto, falou do seu banquinho de trás.
, eu juro que se você não calar essa boca, eu mesma dou um jeito de manter ela calada... Pelo resto da vida“ respondeu, com um olhar assassino para .
“Wow, que medo!” falou irônica.
“Chega !” falou “Enquanto você, , PRESTA ATENÇÃO NA ESTRADA!” gritou.
“Ok.” respondeu magoada, ligando o carro e dirigindo em frente.
O carro estava surpreendentemente em silêncio agora. Todas estavam cansadas da viagem até ali, até mesmo para brigarem. quebrou o silêncio perguntando para se ela estava certa sobre o caminho, porque parecia que estavam se afastando da parte urbana e estava parecendo impossível encontrarem um hotel naquela região.
“Olha, , de acordo com o mapa, você precisa virar à esquerda... Pra lá” mostrou o que era esquerda com a mão “Daqui a aproximadamente 10 minutos.”
Trinta minutos se passaram e nenhuma rua, nem à esquerda nem à direita apareceu pelo caminho. “, você está vendo isso certo?” perguntou impaciente.
“Claro que estou. Você está insinuando que eu não sei ver um mapa?”
“Eu não estou insinuando nada, eu estou AFIRMANDO. Dá essa porra aqui” falou, retirando o mapa das mãos da para olhá-lo.
“Ah que ótimo, uma motorista que não sabe nem o que é andar em linha reta, e uma guia que não sabe ver mapa” falou.
se virou, deu um tapa na cabeça de e falou “Isso é tudo culpa SUA, então trate de cooperar ficando calada”
“Hummm, gente” chamou a atenção das meninas “Temos um problema aqui”
“Que problema?” perguntou sonolenta.
“O problema é que estamos no meio do nada e”
“Agradeça à por isso” cortou.
Todas as meninas olharam diretamente pra (menos , que agora se concentrava bastante na estrada para não cometer mais nenhum erro).
“, disse calma. Calma demais “Se você quer continuar viva até o final dessa viagem, eu sugiro que você permaneça calada. Bem calada. E isso é o último aviso”
se encolheu no banco, olhando assustada para a amiga, se dando conta do perigo que corria. Em seguida, continuou “E AGORA, SERÁ QUE PODEMOS NOS CONCENTRAR NO PROBLEMA?” gritou, já sem paciência nenhuma “Fala de uma vez o que é,
“O problema é que o carro está ficando sem gasolina.”
“QUEM esqueceu de colocar gasolina no carro?!” gritou.
“Não fui eu!” se defendeu enquanto todas olhavam pra ela. “Eu fui procurar o carro... mas quem escolheu foi a ! Foi ela que não viu que o carro estava sem gasolina.”
As amigas olharam para , que agora estava fazendo cara de criança que foi pega enfiando o dedo na cobertura do bolo.
“Esqueci, ué!” Ela cruzou os braços. “Ninguém aqui pode me julgar... É tudo culpa da .”
“EU? Posso saber o que foi que eu fiz?!”
“Se você não tivesse lido o mapa errado, a gente já teria achado um hotel a essa altura.”
“Eu falei pra virar à direita, não à...”
“Eu já disse que sou disléxica, tá legal?!” interrompeu de novo.
Todas as meninas começaram a falar ao mesmo tempo.
“VAMO ACABAR COM ESSA ZONA AQUI!” gritou. Todas se viraram para ela, a qual respirou fundo. “Tá... Desculpa. Podem continuar brigando se quiserem. Mas será que dá pra sair desse lugar antes?” Ela estremeceu e as amigas olharam ao redor.
“Olha ai no mapa, , vê se consegue encontrar algum posto aqui por perto” comentou.
a chamou “Olhe para o lugar onde nós estamos, você REALMENTE acredita que vai ter um posto aqui por perto? Nós nem sabemos onde estamos. Estamos completamente perdidas e sem gasolina no carro para tentar sair desse lugar”
“Certo, gente, não vamos entrar em pânico” falou tentando fazer todo mundo manter a calma.
“Fale por você, , porque eu já entrei em pânico” respondeu.
“Olha, lamento informar, mas eu concordo com a , eu também já estou em pânico” falou, olhando para a janela.
“Certo, tive uma ideia. , pare o carro” falou e todo mundo olhou para ela “Vamos todas sair e procurar algo a pé, e vamos economizar o pouco de gasolina que resta, se acharmos uma casa, ou um posto aqui perto, voltamos e pegamos o carro, ou mesmo se acharmos um carro, pedimos ajuda, mas é melhor não gastar o pouco que restou de nossa gasolina, andando sem rumo”
“Você pirou, ?” perguntou “Você quer que a gente saia desse carro e saia por ai sem rumo, numa cidade que a gente nem conhece?”
“Você tem ideia melhor, ?” perguntou “Porque eu concordo com a
“Ai Deus, porque eu não escutei minha mãe?” falou olhando para frente “Ela falou, ‘Filha fica em casa, não vá nessas férias malucas’, e eu escutei? Claro que não. E aqui estou eu, perdida no meio do nada, com amigas malucas, que estão pensando em se enfiar no meio do nada pra procurar ajuda. Me fala o que eu fiz de errado pra merecer isso?”
“Eu acho que a gente deveria fazer o que as meninas estão falando, falou baixo, com medo da reação de .
“Todo mundo está de acordo com isso?” perguntou “Todo mundo acha de devemos sair e procurar ajuda a pé?”
“Eu não concordo” falou “Eu não quero sair desse carro não”
“Ok, mais um voto para ficar no carro. seu voto?” perguntou.
“Eu acho que vocês estão certas, meninas, temos que ir procurar ajuda a pé, não que eu goste da ideia, , mas é o certo a se fazer”.
“Antes que alguém se dê o trabalho de perguntar pra mim, eu vou com vocês”. falou.
“Tudo bem, tudo bem. Se vai todo mundo, então eu e a também vamos” avisou.
“Eiiii, quem te deu o direito de responder por mim?” replicou, olhando indignada.
“Você quer ficar aqui sozinha?” perguntou “Tudo bem, pode ficar, assim você já cuida do carro”
“Err, pensado bem... Eu... Vou com vocês”

As meninas saíram do carro, havia parado de chover e estava uma noite clara.
Clara demais, na verdade.
Não era uma noite comum no céu de Forks.
Aquela definitivamente não era “qualquer noite”.
As meninas continuaram caminhando, conversando entre si.
estava mais quieta que de costume, outro sinal de que alguma coisa naquela noite não estava normal.
Já se passou algum tempo e as meninas repararam que estavam andando em círculos, parecia que já haviam passado pelo menos local diversas vezes, até que teve um sobressalto.
“Eu preciso fazer uma coisa”, foi se afastando de costas enquanto falava. Percebendo que a amiga se afastava, interrompeu.
“Pra onde você tá indo?”
“Ela precisa ‘fazer uma coisa’”, respondeu.
“Que coisa?” também quis saber.
“Eu quero... Eu quero...” gaguejou.
“Quer o quê, criatura?!” pressionou.
“Eu quero ver o que tem ali!” gritou, apontando um lugar no meio da floresta.
, fia...” chegou perto. “Ali tem mato, que por sinal, é o que mais tem por aqui. O que mais você quer ver?”.
simplesmente deu as costas para as amigas e começou a se afastar. É claro que as meninas estavam com medo de seguir aquela louca que nem sabia ler um mapa. Afinal, elas estavam perdidas, em um lugar completamente desconhecido.
Já que elas não estavam mesmo indo pra lugar algum, elas resolveram seguir a amiga, só pra não deixa-la sozinha.
“Vamos atrás dela antes que ela se perca!” começou a seguir a amiga antes que as outras tivessem tempo de discutir.
Todas ficaram surpresas, e ainda mais assustadas, quando começaram a avistar aquela sombra gigantesca aparecer no meio da mata.
A casa era enorme, de pintura branca que cobria todo o seu exterior. Era impressionante que houvesse uma casa como aquela no meio de uma floresta, numa cidadezinha esquecida pelos mapas.
A casa de três andares tinha janelas enormes. O grupo ficou parado ali, olhando sem acreditar para a mansão à sua frente. A alegria inicial e a surpresa foram se dissipando enquanto todas se davam conta de um fato ao mesmo tempo: a casa estava vazia.
De qualquer forma, não havia como pedir ajuda.
“Vamos invadir” disse simplesmente.
“Oi?” perguntou como se não tivesse entendido bem.
“Eu disse que vamos invadir”, repetiu lentamente.
“Você ficou louca?” perguntou.
“Tá bem claro pra todo mundo que a casa tá vazia. Pra que vamos ficar aqui do lado de fora com uma casa maravilhosa dessa só esperando por nós?”
“Peraê, gente.” falou de repente.
“Que foi agora, ?” perguntou. Ela também já estava começando a se sentir impaciente.
“Bom... Vocês nunca assistiram ‘A Bruxa de Blair’? Porque eu assisti. E eu digo que tô nova demais pra morrer. Eu não entro aí nem amarrada.”
, pelo–amor–de–Deus. Você tá brincando, né?” perguntou rindo.
“Tô não! Será que SÓ EU acho muito estranho isso tudo? Uma casa perdida no meio de uma floresta em... Como é mesmo o nome dessa cidade?”
“FORKS!” Todas responderam ao mesmo tempo.
, se toca. Ninguém vai morrer, tá? Essa casa provavelmente tá abandonada, sei lá! Talvez seja só uma casa de descanso pra gente rica... Vai ver que eles vêm aqui só nas férias.” continuou argumentando.
“ESTAMOS nas férias”, discutiu. “Não fico aqui!” Ela cruzou os braços.
“Você tá se ouvindo?” começou a falar “Se liga! Deixa de paranoia, .”
“Ah é? E como você sabe? E se alguém morreu aí dentro? Hein? Hein?” pressionou.
observava a discussão toda em silêncio.
“Ninguém morreu em lugar nenhum, sua burra. Saca só essa casa. Tá na cara que quem morou aqui tinha dinheiro, tá? Agora... uma pessoa com dinheiro moraria numa mansão em um buraco perdido no meio de FORKS? Eu acho que não. Eles provavelmente foram embora. Só isso.” cruzou os braços e esperou o apoio das amigas. Mas continuava olhando pra casa, sem dizer nada.
Finalmente, resolveu tomar uma decisão;
“Fala alguma coisa, !” Ela gritou.
olhou para as seis e começou a andar em direção à mansão.
“Ei! Onde é que você tá indo?” chamou.
“Eu vou entrar. Aqui fora é que eu não vou saber nada sobre essa casa. Se vocês quiserem esperar aqui fora, podem ficar. Mas eu entro.” Sem dizer outra palavra, deu as costas às suas amigas e começou a subir as escadas que levavam à porta da mansão.
“Ela decididamente tem que parar com essa mania de sair sem esperar a gente” comentou, enquanto seguia a amiga.
As outras ficaram se entreolhando antes de correr atrás das amigas, que a essa altura já estavam forçando a maçaneta da porta para entrar na casa.
Para surpresa de todas – menos – a porta não estava trancada.
“Eu tô dizendo... Isso aqui é um filme de terror esperando pra acontecer...” disse, tremendo um pouco.
“Cala a boca, “ Todas disseram ao mesmo tempo. A situação já estava bastante ruim, para a garota piorar deixando todas com medo
A porta se abriu sem fazer rugido, deixando a passagem livre para elas, entrou primeiro.
O que havia lá dentro era encantador... E perturbador.
A sala era enorme e arejada. Havia luz entrando na sala, e ela parecia brotar das paredes. se adiantou e passou para uma outra sala, onde ela pôde ver que toda a parede do lado sul da casa era revestida de vidro. Não era uma janela, era uma parede inteira. Isso a deixou fascinada. Até teve que admitir que ficar naquela casa, mesmo que fosse por apenas uma noite, era tentadora.
, sem perder tempo, se adiantou e correu até a escadaria gigante que levava até o segundo andar da casa – que possuía três andares. Ela começou a deslizar nos degraus, passando a mão no corrimão, se sentindo parte de um conto de fadas.
'Só falta o príncipe encantado', ela pensou. Ela parou sua ‘viagem’ ao segundo andar, quando chamou a atenção de todas as amigas.
“Meninas! Venham até aqui! Vocês precisam ver isso!” Ela chamou.
Seguindo a direção da voz da amiga, todas se juntaram e seguiram para o cômodo seguinte. Uma sala de estar.
“Olhem só pra isso”, exclamou, fascinada.
E elas ficaram sem palavras diante do piano branco que repousava silenciosamente sobre uma espécie de elevação na sala.
Cada uma delas se perguntava, silenciosamente, quem poderia ter tocado naquele piano. Todas desejavam, silenciosamente, que aquele piano não estivesse em silêncio naquele instante. Todas elas imaginavam, ainda em silêncio, que definitivamente havia alguma coisa naquela casa que a tornava especial. Elas só não sabiam exatamente o que era.
“Eu fico.” falou, do nada. “Eu fico aqui essa noite. Nem que eu tenha que ficar sozinha.” Ela estava decidida.
“Eu também fico”, disse , se aproximando da amiga.
“Eu também não vou pra porra de lugar nenhum.” concordou.
“Eu nem cheguei a pensar em sair” falou.
“Fico também” concordou com elas.
“Eu também” falou, olhando pra .
“Tá! Que saco... Eu fico. Mas se todo mundo estiver morto amanhã, não digam que eu não avisei.”
suspirou e deu um tapa na testa da amiga. “Se nós estivermos mortas amanhã, eu posso dizer que pelo menos UMA coisa boa aconteceu.”
“E o que é?” perguntou, curiosa.
“A FINALMENTE vai ficar de bico calado...”


Capítulo 2

rezou para que a energia ainda funcionasse enquanto ligava as luzes da casa. E elas funcionavam. Elas agradeceram a Deus pela sorte.
subiu para ver o que encontrava nos andares superiores, quando chegou ao topo da escada, seguiu por um grande corredor mal iluminado. Ela abriu a primeira porta que encontrou. Ela olhou para trás e viu e subindo também as escadas, sorriu para as amigas e entrou no cômodo.
O lugar era enorme e várias prateleiras tomavam o lugar das paredes altas. Em uma parede havia vários quadros pendurados. Era uma biblioteca, um escritório.
Suas amigas estavam paradas na porta.
“É lindo” falou, maravilhada com a quantidade de livros.
“Acho que é melhor a gente sair daqui, se a entrar aqui não sai nunca mais” falou. iria responder alguma coisa, mas suas amigas a tiraram de lá, sem ao menos deixar ela argumentar. Quando elas estavam em frente à porta seguinte escutaram chamando os nomes delas.
“Estamos aqui em cima” gritou.
, elas estão lá em cima”, gritou para que deveria estar em alguma outra parte da casa.
“Ótimo, você poderiam ter avisado, né? Nós estávamos procurando vocês” falou enquanto subia as escadas.
“Só estamos vendo o resto da casa” comentou, dando de ombros.
“Você poderiam ter esperado por nós” falou quando chegou ao segundo andar seguida de .
abriu a porta da Biblioteca, olhou para dentro e falou “Não deixem a chegar perto disso aqui, se ela entrar, ninguém conseguirá tirar ela daí”
apenas mostrou a língua para .
abriu a porta do quarto seguinte. Ele também era grande, um quarto elegante. O que chamou atenção das meninas é que havia apenas uma grande cama branca, uma escrivaninha e duas portas dentro desse quarto. caminhou até a primeira porta e a abriu. Havia um banheiro gigantesco, que a fez se sentir uma anã no quarto de um gigante. Uma pia elegante, um espelho que cobria toda a parede do lado esquerdo, e uma banheira feita de um material dourado que ela não reconhecia.
“Meninas, olhem esse banheiro” Enquanto as meninas entravam no banheiro para olhá-lo se dirigiu a outra porta.
A outra porta a levou até um cômodo grande e retangular. Não havia nada nele que pudesse diferenciá-lo de qualquer outro quarto... até que se encostou sem querer em uma das paredes. A parede parecia estar solta, e antes que pudesse fazer alguma coisa, ela começou a se mover sozinha.
A parede, na verdade, era uma espécie de porta automática, que quando se abria, deixava à mostra uma porção de armários pra sapatos e roupas.
“Ok”, pensou um pouco assustada. “Então... isso aqui é um closet. Tá. Meninas, será que vocês podem vir aqui um minuto?”
“O que foi agor-“ começou a falar, mas parou a frase diante de tantas roupas e sapatos masculino. “Ooooook! Precisamos dar o fora daqui agora mesmo, se essas roupas estão aqui, o dono delas deve estar por perto”
“Mas o que é –” também não pode completar a frase quando viu as roupas e sapatos.
“É, esse closet tem esse efeito nas pessoas, ele deixa todo mundo de boca aberta” falou sorrindo para a amiga. Pelo canto do olho viu que , e olhando estupefatas para as roupas.
“O que nós iremos fazer agora? Ir embora?” perguntou receosa.
“Não podemos fazer isso” começou a responder “Não podemos sair daqui, não é seguro ficar numa floresta à noite, e eu duvido muito que conseguiremos encontrar o carro com essa escuridão.
“Não conseguiram nem encontrar um hotel com toda a claridade do dia” falou olhando paras as roupas.
, por favor, isso não é hora para brincadeiras” falou, olhando feio para .
“E quem falou que eu estou brincando?” respondeu com um sorriso irônico.
“Chega, você duas” gritou “O que vamos fazer?”
“Olha, eu acho que devemos parar de bisbilhotar pela casa e ficar pela sala. Se alguém chegar, contamos que nos perdemos e que estávamos apenas procurando abrigo para passar a noite. Eu acho que essa deve ser uma daquelas casas que gente rica só usa para descansar, afinal ela é totalmente escondida, e acho que ninguém irá nos encontrar aqui hoje, mas se encontrar é melhor que a gente esteja na sala” falou, e se dirigiu para fora do quarto.
“Eu que não vou embora” começou a falar indo atrás da amiga. “Era roupa de homem que encontramos ali, vai que é um homem bonito. Deus sabe que preciso de um homem bonito para melhora um pouco essa viagem”
“Tô falando, essa ai só pensa em homem” comentou apontando para , enquanto todas saiam do quarto e se dirigiam para a sala.

“Com camas disponíveis lá em cima e temos que ficar aqui espremidas nesses sofás” falou, mais uma vez se lamentando. “Acho que devemos usar elas para dormir, porque como a mesmo falou, não acho que alguém vai voltar ainda hoje para essa casa, olhem a hora gente”
, já falamos que não. Ninguém vai usar um desses quartos para dormir, por fav-“ parou de falar quando escutou o barulho da porta da frente se abrindo “Vocês também escutaram isso?” ela perguntou sussurrando em seguida para as amigas.
“Parece que alguém está abrindo a porta” sussurrou também.
Todas ficaram momentaneamente em silêncio quando perceberam a presença de 7 pessoas paradas na porta de entrada da sala que elas estavam.
”Boa noite a todas!” Um homem loiro as cumprimentou com um sorriso. Sua voz era musical, perfeita. Nenhuma das meninas conseguiu formar uma frase para respondê-lo.

Ele era, sem conseguir palavra melhor para descrevê-lo, lindo.
Na verdade, quando elas conseguiram tirar os olhos do loiro para olhar as outras pessoas que estavam com ele, era impossível dizer quem era mais bonito. O loiro que falou com elas era jovem, alto e um pouco musculoso. Ao seu lado havia um garoto grande, musculoso como um levantador de peso profissional, com cabelo escuro e encaracolado. Do outro lado, um garoto também loiro, mas era de um loiro mais escuro, mais magro, mas ainda musculoso. Ao lado dele estava um garoto mais jovem do que os outros, era mais magro, menos musculoso, com cabelo cor de bronze, meio bagunçado. Ao seu lado um garoto moreno, alto, com uma aparência bastante agradável e um olhar muito tranquilo. Todos eram incrivelmente lindos. Eles não se pareciam em nada, mas mesmo assim deveriam ser parentes, afinal todos tinham os olhos da mesma cor, como uísque derretido. Eles eram pálidos e pareciam cansados, com círculos embaixo dos olhos. E mesmo assim, eles eram mais lindos do que qualquer ator de cinema que elas já haviam visto. Atrás deles tinha mais dois homens. Um era alto, ombros muito largos. Sua pele era meio acobreada. Tudo nele era um contraste. Um corpo adulto demais pra um rosto tão infantil... infantil, mas bonito mesmo assim. E o outro alto, cabelos longos e loiro-escuros, presos com uma tira de couro. Ele tinha a postura confiante de um homem acostumado a ver - e enfrentar - de tudo. Seus olhos pareciam estar sempre em movimento enquanto ele observava cada mínimo detalhe ao seu redor. Um aventureiro no sentido completo da palavra.
pareceu acordar do transe de olhar para aqueles homens lindos e empurrou para frente sussurrando “Fala com eles” a olhou assustada, enquanto ainda a empurrava pelas costas.
“Porque eu? Fala você”
“Porque você é a mais velha aqui, lembra? Isso faz de você a responsável por nós”
“Vai se ferrar, sussurrou mais deu alguns passos para frente. Ela parou em frente aos recém-chegados e tentou se lembrar de como se falava. Era difícil formar uma frase parada em frente de homens tão bonitos “Ehhh...hum...o-o-o-olá”.
O loiro que havia falado com elas deu um passo à frente, estendendo sua mão.
“Olá! Meu nome é Carlisle” estendeu sua mão para o cumprimento receosa.
“Olá, Carlisle. Eu me chamo estremeceu levemente ao tocar na mão de Carlisle, era tão gelada que parecia gelo.
“Muito prazer . Agora, sem querer correr o risco de ser rude, a que devemos a honra da presença de vocês em nossa casa?” Ele perguntou sorrindo.
olhou assustada para suas amigas e depois voltou a olhar para Carlisle;
“Bom... É que... Hum... Nós estamos de férias.. E, a se virou apontando para . deu um aceno tímido para ele “Ela ficou responsável por programar nossa viagem...E nós deveríamos estar no Flórida sabe... Mas é que... Hum... Ela errou um pouco nosso destino... Mas ela acertou o destino das reservas do hotel e do nosso carro... Mas isso não foi bom, já que estamos aqui e não lá, e a , se virou e apontou para amiga e depois virou novamente para ele continuando “Ficou realmente brava com a ... Mas... Err... Dá para entender né? Afinal nós estamos num lugar que só chove e nós queríamos sol em nossas férias. Mas então, como não tínhamos reserva em hotel, resolvemos alugar um carro e... Assim... Saímos para procurar um hotel.” parou um pouco de falar para tomar fôlego. Era sempre assim, quando ela estava nervosa, falava atropelando as palavras e não conseguia parar de falar. “Bom” continuou “Nosso problema é que a ” Ela também se virou para apontar para “Ela... Não sabe ver mapa... E eu tenho dislexia sabe... E era eu que estava dirigindo... Então nós meio que... Hum... Nos perdemos... E também ficamos sem gasolina. Aí todo mundo votou e decidimos sair e procurar ajuda a pé... E encontramos essa casa... E nós ficamos com medo dela. Mas estávamos com muito mais medo de ficar do lado de fora, na floresta... Nós... Err... Imaginamos que... Essa era uma casa de campo... Que não teria ninguém... Nós não... Estamos aqui para roubar. Não roubamos nada... Eu juro” Ela parou de falar respirando fundo. Olhou para as sete pessoas paradas a sua frente que sorriam, como se ela tivesse acabado de contar algo muito engraçado.
se virou para , apontou para e falou “Deus, ela não podia tentar parecer normal, pelo menos uma vez na vida?”
“A ideia de ela nos representar não foi minha, foi da falou.
“Querem calar a boca?” sussurrou para suas amigas.
“Não achamos que vocês estariam roubando nossa casa, ” Carlisle falou calmo, sorrindo.
“N-não acharam? Por que não?” perguntou baixo, olhando para os próprios pés.
“Será que eu posso ir ali bater na ?” sussurrou para as amigas “Ela está tentando os fazer pensar que estávamos roubando a casa deles?”
olhou para os garotos e reparou que o garoto de cabelos avermelhados olhava para elas tentando segurar o riso, como se ele estivesse conseguindo ouvi-las, mesmo estando tão longe.
“Não , não achamos” Carlisle respondeu calmamente “Nós apenas não estamos acostumados a receber visitas, e a presença de vocês nos deixou surpresos.”
“Humm... certo” falou um pouco confusa, e depois um pouco mais confiante acrescentou “Será que vocês podem nos ajudar então? Com o problema do nosso carro e hotel, eu quero dizer. Nós nem sabemos ao certo onde estamos”
“Sim” Carlisle respondeu “Nós iremos ajudá-las, mas primeiro deixe-me apresentar minha família a vocês. Eu, como já falei, me chamo Carlisle Cullen. Eu sou o médico da cidade. Esses” ele apontou para os quatro garotos que estavam mais à frente, ao seu lado “são meus filhos, Emmett, Jasper, Edward e Peter. Meu irmão Garrett” ele apontou para o loiro que estava atrás deles “e meu sobrinho Seth”
“Muito prazer” falou a todos e se virou para apresentar suas amigas.
“Pode deixar que eu me apresento” falou empurrando todo mundo da frente e parando em frente ao garoto moreno e musculoso "Oi, lindo" ela esticou a mão "Meu nome é ... "
“Olá ” Ele falou sorrindo e apertando sua mão “Emmett Cullen”
“Ahhh, é pra falar o sobrenome também?” falou, olhando para as amigas. Todos riram com essa declaração.
O garoto de cabelos acobreado deu alguns passos à frente, parando em frente a , com a mão estendida “Edward Cullen” falou sorrindo.
estendeu sua mão, mas não conseguiu responder nada, ela estava completamente deslumbrada com o garoto parado em sua frente.
“É agora que você deve me falar o seu nome” ele a lembrou ainda com um sorriso no rosto.
“Hã?” falou, e depois como se tivesse despertado de um sonho acrescentou “Ah, claro... ... ehh..
“Muito prazer, ” disse, ainda sorrindo.
não conseguia falar mais nada, apenas balançou a cabeça concordando.
Como ninguém mais se moveu, apresentou as amigas que faltavam “Essas são , ane, e .”
“Olá, pessoal” sorriu para eles sem graça.
“Agora que todo mundo já se conhece,“ Carlisle começou a falar “vamos resolver o problema de vocês. Emmett?”
“Oi?” Emmett se assustou por terem chamado seu nome, ele já conversava animadamente com .
“Será que você pode ir buscar o carro das meninas? Acredito que seja o carro que vimos parado, quando estávamos vindo para casa”
“Sem problemas, acho que lembro onde o carro estava” Emmett respondeu.
“Só para lembrá-los” falou “Nosso carro tem pouca gasolina, não acho que consiga chegar até aqui”
“Isso não será problema, lindinha” Emmett respondeu piscando para ela, a qual apenas sorriu.
“Carlisle?” O loiro, que se chamava Garrett o chamou.
“Sim, Garrett”
“Onde as meninas irão ficar? Acredito já estar um pouco tarde para elas irem para um hotel”
“Eu não pensei em mandá-las para um hotel nesse horário, Garrett” Carlisle respondeu “Elas ficarão hoje aqui” e depois se virando para as meninas perguntou “algum problema para vocês sobre isso?”
“Nenhum problema, Carlisle” respondeu.
“Eu não acho que isso seja uma boa ideia” o Loiro alto, chamado Jasper falou bravo “Elas deveriam ir embora”.
“Jazz,” Carlisle o olhava com tranquilidade “o carro delas está sem gasolina e está um pouco tarde para conseguirmos um hotel para elas”
“Eu quero que elas fiquem” Emmett falou “Elas são divertidas, e essa casa tem homem demais, será legal ter mulheres, para variar”
“Eu concordo com o Emmett” Peter comentou animado.
“Acho que vai ser divertido ter elas aqui” Seth também sorriu.
“Garrett,” Carlisle olhou para seu irmão “tudo bem para você se elas ficarem aqui hoje?”
“Por mim, tudo bem” ele respondeu.
Ótimo! Que fiquem, então” Jasper respondeu irritado “Apenas mantenham ela” ele apontou para “longe de mim” e com isso saiu da sala subindo as escadas.
“O que foi que eu fiz de errado?” perguntou a eles, assustada com a repentina hostilidade de uma pessoa que ela nem conhecia. Seu olhar parou de repente em Edward, que estava olhando a cena com um sorriso, como se soubesse de algo que ninguém mais sabia.
“Não se preocupe” Ele falou a ela “Você não fez nada de errado”. não conseguia falar nada, apenas afastou o olhar.
“Eu acho que ele está com medo dela” ouviu sussurrando para “Também, depois de parecer uma maluca que acabou de fugir do hospício, é lógico que o menino quer ficar longe dela.”
!” exclamou chamando a atenção de depois de olhar para , a menina parecia que fazia um esforço enorme para não chorar.
“Como iremos fazer com os quartos?” Peter começou a falar, para tentar aliviar a tensão que se instalou na sala.
“Eu acho que três delas podem ficar no quarto do Emmett” Carlisle começou falando “Tudo bem para você Emmett?”
“Problema nenhum” O garoto respondeu animado.
“Ótimo” Carlisle continuou “Você pode ficar com o Edward. Peter, você pode ficar com o Seth e duas meninas podem ficar no seu quarto, tudo bem para vocês?”
“Tudo bem”.
“Ótimo” Carlisle finalizou “E as outras duas ficam no quarto de hóspedes. Meninas você estão com fome?” Ele perguntou a elas.
Todas responderam que sim, que não haviam comido nada desde que saíram do aeroporto. Carlisle pediu para Emmett pegar algo para elas comerem quando fosse buscar o carro delas e as encaminhou para seus devidos quartos.

Capítulo 3

,” chamou a amiga “tá tudo bem com você?”
As meninas estavam todas no quarto que pertencia ao Emmett, conversando sobre o surpreendente dia. estava calada sentada no chão do quarto, encostada na parede. A menina estava olhando para seus próprios pés.
“Você está muito calada” falou “Você não falou nada desde a-”
“Hora do jantar” rapidamente completou, para não deixar a amiga falar da desagradável cena da sala.
“Não é normal você ficar calada por tanto tempo” concordou, também preocupada com a amiga.
“Eu... estou bem!” respondeu, ainda sem encarar suas amigas.
“Ei! Não fique assim” comentou se levantando e indo sentar-se ao lado da amiga.
“Lembra o que o Edward falou que você não fez nada de errado? Então esquece isso. O problema dele deve ser com todas nós” concordou.
“Não é. E vocês sabem disso. Ele foi bem especifico de que eu tenho que ficar longe dele. Eu devo ter falado ou feito algo errado”.
“Eu apenas acho que você deve esquecer. Por que isso te abalou tanto?” perguntou.
“Eu... sinceramente... não sei.” respondeu, também se perguntando porque aquela reação de Jasper a deixou tão magoada. Em seguida acrescentou mais animada. “Mas vocês estão certas, vamos falar de outra coisa. Então eles são lindos, não são?”
“Eles são” falou com um olhar sonhador. “Eu achei o Dr. Cullen perfeito. Não ligo nem um pouco de ficar doente para ele poder cuidar de mim.”
“Ele parece ser muito novo para ter quatro filhos, vocês não acharam?” replicou curiosa.
“Eles são adotados, explicou.
“Como você sabe?” perguntou interessada.
“Emmett me falou isso enquanto conversávamos na hora do jantar. O Seth também é filho adotivo do Garrett”.
“Isso é estranho, vocês não acham?” perguntou para as amigas “Homens tão novos e sem esposas adotando filhos”
“Sim, é estranho sim” comentou “Mas, se pararmos para pensar, tudo aqui é muito estranho” as meninas ficaram se encarando por um momento, pensando na declaração que tinha feito. Sim, tudo ali era estranho.

, você vai acordar a casa inteira” falava rindo da amiga “Deixa de ser escandalosa”
, e estavam saindo da cozinha, elas haviam ido apenas tomar água, mas acabaram fazendo um lanche, e estavam fazendo uma verdadeira bagunça. Elas ainda riam muito quando escutaram vozes na sala.
“Nossa, eles também ainda não foram dormir?” sussurrou “Vamos lá conversar com eles, eles também devem estar sem sono” e se dirigiam para sala para falar com seus anfitriões.
“Será que devemos?” perguntou indicando a porta do cômodo em que eles estavam com a cabeça.
“Ahh, vamos lá” chamou empolgada “Vamos conversar um pouco, eu não estou com sono mesmo”
“E quando você está com sono, ?” perguntou sorrindo.
As meninas ficaram em silêncio, quando escutaram uma voz um pouco mais alterada falando.
“Eu já falei que não. Elas vão ter que ir pela manhã” alguém falou num tom ríspido.
“É o Jasper não é?” sussurrou para as amigas “Viu, , o problema não é apenas com você,” falou olhando para a amiga “ele quer todas nós fora daqui”.
“Mas, afinal, qual é o problema desse garoto?” perguntou indignada.
“Não sei” respondeu baixinho para as amigas, tentando segurar o riso. Ela sempre tinha vontade de rir quando estava nervosa.
“Jasper, seja razoável” Elas escutaram alguém falando, pela voz parecia ser Carlisle.
“Não, pai, talvez ele esteja certo” O coração de , parou uma batida. Foi Edward que falou isso? Ele não demostrou que não gostava da companhia delas. “Mas eu também acho que o Jazz não está sabendo lidar com isso direito. Não há problema nenhum em-“
“Edward, por favor, cale a boca” Jasper falou irritado, o cortando. “Eu já falei que não a quero aqui”
“Pronto,” sussurrou para as amigas, para não poder ser ouvida na sala “o problema voltou a ser só comigo”.
“Mas por que você tem tanta raiva da garota?” Agora parecia ser Emmett que estava perguntando.
“Ele não está com raiva dela” Edward voltou a falar “Ele tem medo dela”
“Medo de mim?” indagou “Eu nem pareci tão maluca assim para ele ter medo de mim” Ela olhou para duas amigas, esperando que elas pudessem lhe explicar o que estava acontecendo ali.
As meninas deram de ombros, indicando que também não estavam entendendo nada. passou as mãos pelos cabelos num gesto de irritada frustração, e falou “Querem saber? Agora eu vou lhe dar verdadeiros motivos para ter medo de mim” depois encaminhou-se, determinada, para a sala que em que eles estavam.
“Mas eu concordo com o Jasper, porque...Ah! Isso vai ser interessante” Edward falou para os homens na sala, antes de todos verem uma furiosa entrando, seguida por suas amigas que tentavam fazer com que ela parasse.
Ela caminhou determinada até parar na frente de Jasper, o qual deu um passo para trás, como se estivesse com medo de algo que ela poderia fazer.
Isso apenas aumentou sua fúria, que gritou “ESCUTE AQUI GAROTO, NÃO SEI QUE TIPO DE MALUCA VOCÊ IMAGINA QUE EU SOU PARA TER MEDO DE MIM. EU TENHO CERTEZA QUE NÃO PARECI TÃO MALUCA ASSIM QUANDO VOCÊ ME CONHECEU” respirando fundo para tomar folego, olhou para Emmett perguntando “Eu pareci maluca?”
“Perfeitamente normal para mim” Ele lhe respondeu fazendo um grande esforço para não rir.
“ÓTIMO” respondeu e então voltou sua atenção para Jasper com um olhar assassino, continuou “VOCÊ NÃO PRECISA PEDIR PARA NINGUÉM ME MANTER LOGE DE VOCÊ, COMO SE EU FIZESSE QUESTÃO DE FICAR PERTO DE VOCÊ! SAIBA QUE A VONTADE DE FICAR LONGE É MÚTUA” Jasper a olhou sem falar nada, ela estava ali, parada, esperando uma resposta.
Como ele apenas continuou a olhá-la, ela girou nos calcanhares e saiu da sala, os passos largos demonstrando toda sua raiva e inquietação.
Todos ficaram momentaneamente em silêncio após a cena que presenciaram. Emmett foi o primeiro a quebrar o silêncio.
“Eu falei que seria divertido ter elas por perto” falou rindo.
“Se ela me perguntasse agora, eu diria que ela parece bem maluca para mim” Seth falou, também rindo.
Peter olhou para e que estavam olhando para eles assustadas e falou “Ela parecia preste a bater no Jazz”
“Bom” começou a falar cautelosa “Se eu bem conheço a , ela chegou bem perto disso”.
“Garotas,” Calisle começou a falar calmamente com sua voz musical “peço desculpa pelo comportamento do meu filho”. Jasper apenas lançou um olhar irritado para Carlisle, transmitindo no olhar que desculpa era a última coisa que ele esperava pedir. “O que estávamos discutindo antes de vocês se juntarem a nós,” ele continuou falando tranquilamente, como se nada tivesse acontecido, como se a chegada das meninas tivesse sido um convite deles e não o tumulto que se seguiu “era que, como vocês estão numa cidade que não conhecem, sem conhecerem ninguém, sem reservas em um hotel, estamos oferecendo nossa hospitalidade e gostaríamos que vocês aceitassem o convite e ficassem em nossa casa até resolverem o problema com a viagem de vocês”
“Bom... err” começou a falar cautelosa “Não sei se isso é uma boa ideia” completou olhando para Jasper.
“Tenho certeza que isso não será um problema” Carlisle falou também olhando para o outro “Acho que o Jasper e a conseguiram resolver suas divergências esta noite”
“Você acha?” Garrett perguntou rindo “Porque para mim, não foi isso que ficou parecendo e estou louco para ver o segundo round”.
“Eu acredito que minha amiga irá se comportar melhor agora” falou, depois lançando um olhar feio para Jasper, informando que esperava o mesmo dele “Ela se mostrará mais normal, para facilitar o convívio de todos. Agradecemos o convite Carlisle, mas, antes de darmos a resposta, precisamos saber a opinião de todas as meninas”
“Claro, eu entendo perfeitamente”
“Obrigada mais uma vez” falou “Agora acho que devemos subir e... Ver como nossa amiga está. E também já está tarde, acho que vocês também estão querendo dormir” Falou agarrando o braço de , ela queria sair dali rápido.
Emmett soltou uma gargalhada e falou “Sim, estamos querendo dormir”
ficou olhando para ele sem entender. Ela havia falado algo engraçado? Deu de ombros e pensou que ele era um pouco estranho mesmo, não conseguia entender seu senso de humor. As meninas desejaram boa noite a todos e foram para seu quarto.

Capítulo 4


“Eu não acredito que você fez isso” gargalhava “E eu perdi”
As meninas se encontravam novamente no quarto de Emmett, elas haviam acordado cedo e correram para o quarto das amigas e agora estavam relatando tudo que havia acontecido na noite anterior.
“Ela perguntou mesmo para o Emmett se ele achava que ela era louca?“ perguntou à .
“Perguntou sim” a outra confirmou rindo “Gente, vocês deveriam ter visto. A chegou perto de bater nele”
“Também não foi tanto assim” falou timidamente “Eu apenas perdi um pouco a cabeça. Mas agora chega de falar sobre isso. Temos que falar sobre o convite do Carlisle”
“Que convite? “ perguntou curiosa.
“Ah! É verdade. Então, meninas,” estava falando para as amigas “ontem, depois que a saiu, Carlisle nos fez um convite. Ele nos chamou para ficarmos aqui até resolvemos tudo sobre nossa viagem, já que não conhecemos ninguém na cidade e não temos reserva em hotel nenhum. Bom, ficamos de conversar com vocês para ver o que vocês acham disso e darmos a resposta hoje”
"Deixa eu pensar; Uma casa linda no meio do nada, eu aqui presa com um monte de homem maravilhoso, vivendo o melhor da vida... Será que eu quero ir embora?" falou e depois ela olhou pra e e as três começam a gargalhar histericamente.
“Realmente passou pela cabeça de vocês que alguma de nós fosse querer ir embora?” perguntou irônica.
“Na verdade, achamos que vocês iriam responder bem isso que responderam,” comentou rindo para as amigas “Mas, mesmo assim, precisávamos falar com vocês primeiro, que bom que todas estamos de acordo”
“Nem todas” falou “Eu não fico aqui”.
“Ah, não começa com isso”. pediu. “Por favor, eu quero ficar aqui, vai que eu fico doente”
“Vocês podem ficar se quiserem, mas eu não fico aqui”
então lembrou de ter escutado Edward falar que concordava com Jasper na noite anterior “Eu acho que a está certa. Não que eu não confie neles, eles foram realmente legais nos deixando ficar aqui ontem, quando não tínhamos para onde ir, mas aceitar mais do que isso é abusar”.
“Ah não, mais uma não. Vamos ficarrrr” falou se agarrando na cama, para demostrar que não queria sair dali.
“É sério, gente, eu não fico aqui” falou séria e determinada. As meninas sabiam que quando ela falava assim, nada faria ela mudar de ideia.
“Certo” falou “Vamos embora, então. Agora acho que devemos descer e conversarmos com eles. Vou me trocar” falou se levantando rapidamente e saindo do quarto.
“Já repararam que ela fica toda agitada só de pensar em falar com eles?” comentou sorrindo, mas também se levantando e olhando para suas roupas como se não soubesse o que iria vestir.
“Como se ela fosse a única, né, ?” comentou um pouco mais animada. “Vamos , vamos trocar de roupa também e descermos.”


Quinze minutos depois, as sete meninas desceram as escadas conversando muito e rindo alto. Se dirigiram a cozinha onde encontraram cinco homens já a espera delas.
“Bom dia, garotas” Emmett as cumprimentou animado “Dormiram bem?”
“Muito bem, obrigada” respondeu animada.
“Vamos, garotas, sentem-se para tomarem café” Seth sorriu, apontando para a mesa posta.
“Vocês não vão tomar café com a gente?” perguntou, quando Seth estava se levantando.
“Nós tomamos café mais cedo” Garrett informou as meninas.
“Mais cedo?” exclamou espantada “Que horas vocês acordaram para conseguir tomar café tão cedo? Cinco da manhã? Ou vocês nem dormiram?”
murmurou para a amiga “Quer calar essa boca?”
“O que foi?” olhou para assustada “Não se pode mais perguntar nada?”
Emmett soltou uma gargalhada enquanto as meninas coravam de vergonha da amiga.
“Humm... Carlisle?” chamou timidamente.
“Sim” Ele lhe respondeu, estava com um sorriso no rosto olhando para .
“Nós conversamos hoje mais cedo, sobre o... Convite de ficarmos aqui até resolvermos os problemas com nossa viagem. E, bom, agradecemos, mas achamos melhor irmos para um hotel”
“Só espero que o incidente de ontem não tenha influenciado a decisão de vocês” Carlisle falou olhando para “Isso realmente teria nos deixado triste”.
“Teria mesmo” Emmett concordou também olhando para e rindo muito “Acabou com toda a diversão sem vocês aqui”
“Certo” começou a falar timidamente “Chega de brincadeiras sobre meu comportamento de ontem. Eu gostaria de pedir des-” Parou de falar ao reparar que Jasper entrava na cozinha. Respirando fundo continuou “desculpa por meu comportamento. Eu perdi um pouco a cabeça. Isso não vai mais acontecer. Eu não sou assim”
tossiu para disfarçar o riso e afastou o olhar da amiga, fazendo força para parar de rir. Ela não era assim? É... pensou, não é mesmo. Geralmente ela é bem pior. Ela nem chegou a bater nele. E pensando bem, até gritou pouco.
Em seguida, olhou para a amiga e acrescentou “, para acabar de uma vez com isso, você deve pedir desculpas para o Jasper também. Afinal você perdeu a cabeça e você não é assim” falou irônica.
Como é que é? perguntou, olhando para a amiga com olhos apertados, como se ela estivesse louca “Você quer que eu peça desculpas a ele?” terminou apontando para Jasper sem olhá-lo.
“Sim, , é isso que eu quero” concordou, sorrindo inocentemente para a amiga.
respirou fundo, contou até 10 umas 8 vezes para não quebrar a cara de , e depois olhou para Jasper “Eu gostaria que você pudesse me desculpar pelo meu comportamento de ontem”
Pela primeira vez um lampejo de humor surgiu nos lábios bem esculpidos de Jasper e em seus olhos. A transformação foi admirável, suavizando os traços de um rosto que ultimamente parecia ter sido talhado para retratar a frieza e a determinação implacável. então olhou para a amiga e murmurou “depois eu mato você”.
“Mata nada”
murmurou de volta.
Peter olhou para e sorriu, achando divertido o que ela tinha acabado de fazer.
“Desculpas aceitas” ele falou “Eu também peço desculpas pela forma rude que me comportei até agora”
apenas concordou com a cabeça.
“Agora que todos resolveram suas diferenças” Garrett comentou, sorrindo “Vamos resolver sobre a hospedagem de vocês?! Vocês estão pensando em voar para Flórida ainda hoje, ou preferem que a gente leve vocês para um hotel?”
“Vocês vão embora?” Jasper perguntou com tom esperançoso.
olhou para ele esperando ficar com raiva, mas só conseguiu se sentir triste.
Jasper olhou para ela, eles se encararam por alguns segundos e depois ele afastou o olhar.
Ela se sentiu mais calma, relaxada. Wow, isso foi estranho.
“Nós...” olhou para suas amigas confusa “Eu não sei. Nós iremos para Flórida hoje?”
“Eu espero que não” Peter falou.
“Ah não.” comentou lamentando “Já que estamos aqui, vamos pelo menos conhecer a cidade”.
“O que aconteceu com ‘eu-não-suporto-chuva’?” perguntou num tom de brincadeira.
“Bom, já que estamos por aqui, vamos ficar mais um dia, não é? Que mal isso pode fazer?”
olhou em volta, seu olhar parou em Edward, ele não olhava para ela. Estava conversando com Emmett. ‘Que mal pode fazer ficar mais um dia?’ ela pensou olhando para ele. Muito mal, concluiu.
“Eu acho que podemos ficar mais um dia”. falou “Algum de vocês poderia nós levar a um hotel? Nós não saberíamos chegar lá sozinha. Não com uma dislexa no volante e uma leitora de mapas horrível.”
“Ei, qual é ? Se é pra ficar xingando, por que não dirige você?” falou irritada, esquecendo que tinha mais pessoas na cozinha além delas “Eu já falei que meu problema é apenas não saber o que é direita e esquerda, tirando essa fato eu dirijo muito bem, ok?”
“Você está falando que a culpa de a gente se perder é minha então? Estou entendendo corretamente?” perguntou brava.
, eu nem falei de você. Quem falou que você não sabe olhar um mapa foi a
“Mas ela não sabe mesmo” falou.
, fica na sua ok?” falou “Anda, estou esperando... a culpa é minha?”
“Hummm, meninas?” Garrett as chamou. “Nós levamos vocês até o hotel, isso não será problema”
“Se a culpa não é de vocês duas por termos nos perdido é de quem então, minha?” perguntou brava.
“O que minha dislexia teve de culpa nisso?” perguntou irritada.
“Eu mandei você VIRAR À DIREITA E VOCÊ VIROU À ESQUERDA” gritou para ela.
“Meninas, já entendemos que vocês precisam de ajuda para ir ao hotel, vocês não precisam brigar...” Carlisle tentou argumentar, mas foi cortado por que nem percebeu que ele havia falado.
“Bom, se você tivesse lido o mapa CORRETAMENTE, mesmo eu virando à ESQUERDA, nós teríamos encontrado o hotel”
“Ah, claro, vamos todas culpar a . Ninguém me ajudou a olhar a porra do mapa não é verdade?”
“Você queria que eu dirigisse e ainda olhasse o mapa?” questionou.
“Deus, se você fizesse isso, estaríamos mortas, você não sabe nem o que é reto, imagina ler e dirigir ao mesmo tempo” comentou entrando na briga.
“Ah, , cala essa boca, a culpa disso tudo foi sua; Em primeiro lugar, sua burrice nos colocou nessa confusão” gritou.
“Ok, JÁ CHEGA!” gritou, “Vocês querem calar essa boca? O Carlisle já se ofereceu para levar a gente para o hotel.” E depois, olhando para o doutor, acrescentou “Será que posso ir no carro com você?”
Carlisle gargalhou. Os rapazes olharam espantado para ele, era difícil ver Carlisle rindo assim.
“Você não vai com ele porra nenhuma” se levantou e pegou no braço dela “Vamos todas juntas no mesmo carro”.
“E lá se vai a diversão embora!” Emmett murmurou rindo.
“Concordo com você” Peter riu também, vendo as meninas saírem, enquanto arrastava para fora da cozinha, protestando que não queria ir no carro com elas.


“Isso é o hotel?” perguntou olhando fixamente para o lugar.
“A frase certa seria ‘isso é uma cidade’?” sussurrou para olhando em volta.
“Obrigada por nos mostrar o caminho” falou para Carlisle, ignorando o comentário de suas amigas. Ela queria se despedir dele rapidamente, quanto mais cedo ele fosse embora, menos vergonha elas passavam.
“Não foi trabalho nenhum, eu tinha que vir para o hospital. Olha, aqui estão nossos telefones” falou entregando um papel para “não hesite em nos ligar se precisarem de alguma coisa”.
“Posso ficar com isso?” falou arrancando o telefone da mão de .
“Mais uma vez obrigada. Por tudo” falou se despedindo e entrando no hotel. Ela reparou que a amiga não saiu do lugar. “, estamos esperando” gritou para ela.
“Por que? Você não pode entrar sem mim? Quer que eu te ensine como caminhar? É assim, óh: você coloca o um pé na frente do outro, primeiro o direito, depois o esquerdo e aí você vai se ver dentro do hotel”
voltou, pegou no braço de e a arrastou para dentro, dando um tchauzinho para Carlisle que olhava para elas fazendo força para não rir.
Agora que olhou para o lugar, ela tinha que concordar com ‘aquilo era um hotel?’ estava parecendo mais uma pensão. Mas elas não deveriam reclamar, foi o único lugar que conseguiram encontrar.
“Olá!” Uma mulher apareceu atrás dela fazendo dar um pulo. Ela teve que respirar fundo para não mandá-la para o inferno pelo susto que ela havia lhe dado.
“Olá! Ligamos há pouco, reservamos três quartos” falou sorrindo.
“Ah sim, já estava esperando vocês, venham, é por aqui” olhou para suas amigas dando de ombros e seguindo a mulher.
“Ela estava espiando a gente pela janela?” perguntou murmurando para .
“Acho que sim” ela murmurou de volta, rindo.
“Pronto, aqui estão as chaves. Quartos 207, 208 e 209” pegou e começou a distribuir;
e vocês ficam com o 207” falou entregando a chave para , e vocês ficam com o 209 e eu e a com o 208”.
“Ei, não tenho direito de escolher?” perguntou emburrada “Não quero ficar com a não, ela me chuta quando dorme”
“Bom, a fala quando dorme e a nem dorme nunca, então não reclama” falou indo pegar suas bagagens.

Capítulo 5

“Então, estamos com um problema” falou entrando no quarto de e .
Mais problemas?” perguntou “O que aconteceu agora?”
“O problema é que iríamos passar nossas férias num lugar com sol, e acabamos nessa cidade que só chove, não temos roupa de chuva” falou em seguida.
“Fala que gosta de chova agora, , fala” disse, também entrando no quarto.
“Eu ainda gosto da chuva” respondeu, enquanto arrumava suas roupas da mala.
“Olhem, gente” entrou gritando no quarto delas “olhem esse folheto que eu encontrei no nosso quarto, existe uma praia aqui perto.”
“Uma praia? Ahhhh vamos até lá” pediu sonhadora.
“E o que iremos fazer numa praia numa porra de cidade que só chove?” perguntou também entrando no quarto. “O que vamos fazer na praia com chuva, ?”
“Ah sei lá, gente, foi só uma ideia” respondeu dando de ombros. “Alguém tem algum plano melhor para o dia de hoje?”
“Não sei se vale a pena sairmos para comprar alguma roupa própria para chuva. Quanto tempo ficaremos por aqui?” perguntou a elas. Elas ficaram se olhando.
“Acho que não muito” respondeu duvidosa.
“Então sair para comprarmos roupa está fora de questão. Porque não ficamos aqui hoje discutindo o que vamos fazer dessas férias?” perguntou.
“É uma boa ideia” falou sentando em uma das camas.

“Eu estou com fome” foi o que escutou quando atendeu o telefone que estava tocando ao lado de sua cama.
“Eu também estou” ela escutou uma voz ao fundo gritar.
“É melhor vocês levantarem, a gente quer comer”
“Quem é?” Ela perguntou sonolenta, tentando se fazer mais desperta.
“Levantem de uma vez porra, já é quase meio dia. Vocês só sabem dormir? Isso que dá passar a noite acordada conversado”.
“Bom, pela delicadeza só pode ser a , fica calma aí. Vamos nos arrumar e já descemos”
“Não vamos esperar vocês se arrumarem não”
“Então por que me acordou?” perguntou já se preparando para voltar a dormir.
, não se atreva voltar a dormir. Estaremos esperando vocês. A falou que tem um restaurante aqui perto. Esperamos vocês ali em 15 minutos.”
“Ok, Ok. Já vamos levantar”
“Não se atrasem” ordenou deligando o telefone.
“Adoro quando a começa a mandar assim” falou também sonolenta de sua cama.
“Você ouviu?” perguntou.
“Claro, com ela berrando desse jeito, nem precva do telefone, eu ouvi através da parede mesmo” apontou para as paredes do quarto que separavam seu quarto do das amigas “Vamos levantar, porque do jeito que está o humor dela, se a gente se atrasar, a gente morre.”

e saíram do hotel e ficaram paradas em frente a ele.
“E agora?” perguntou “Direita ou esquerda?”
bufou “Você não pode perguntar ‘vamos para esse lado ou esse’? Por que você tem sempre que falar ‘direita’ ou ‘esquerda’?”
Foi a vez da bufar
“Para que lado vamos, , esse?” Ele mostrou a esquerda com a mão “ou esse?” Indicou a direita.
“Não sei” deu de ombros.
olhou para ela, e parou quando iria falar.
Ela piscou algumas vezes e falou “, olhe aquele carro”.
“Wow” falou “Ele deve ser o dono da cidade” comentou rindo.
Elas ficaram olhando o Volvo prateado passar, os vidros do carro eram tão escuros que era impossível ver quem estava dentro. O carro parou alguns metros à frente.
“Eu quero um desse quando crescer” falou divertida.
“Amiga, você não cresce mais do que isso não.”
“Idiota” falou emburrada, ela prendeu a respiração quando a porta do carro abriu e Edward, Emmett, Peter e Seth desceram dele. É claro que esse carro era deles.
“Eu acho que elas vão se arrepender por não ter esperado a gente” cochichou com , vendo que eles estavam caminhando até elas.
“Olá garotas” Emmett as cumprimentou quando parou em frente a elas.
“Olá” falaram juntas.
“Boa tarde, meninas” Seth e Peter falaram divertidos.
“Olá” falou Edward.
“Oi, boa tarde” elas cumprimentaram.
“Onde estão as outras meninas?” Peter perguntou olhando em volta, para ver se via mais alguém.
“Em algum lugar dessa cidade. Num restaurante aqui perto. E se eu e a não descobrimos rápido onde esse restaurante fica, estaremos mortas”
Edward sorriu “Isso não vai ser difícil. Elas estão no Boêmia”
“Como você sabe?” perguntou surpresa.
“Porque além de ser perto daqui, é o único restaurante da cidade” falou sorrindo marotamente.
“Vamos” Emmett também sorriu “estávamos indo para lá também”
“Estão indo almoçar também?” perguntou curiosa quando começavam a caminhar.
“Não, estamos indo falar com meu pai” Seth respondeu.
“Ele está almoçando lá?” foi a vez de perguntar curiosa.
“Não, ele é o dono” Ele respondeu simplesmente.
Ah claro. Claro que ele seria o dono, pensou.

“Sentiram saudades e vieram até aqui me ver” Garrett falou em tom divertido quando chegou na mesa que as meninas estavam.
“Ah, oi” falou animada “Não sabíamos que você trabalha aqui”.
Ele sorriu para elas.
“O que vocês quererem comer meninas?” perguntou.
“Ih, não faça essa pergunta não. O que eu quero comer, você não pode me servir no momento” falou.
“Nós estamos esperando a e a chegarem para decidir o que comer, mas já que você trabalha aqui, pode nos dar alguma sugestão?” falou para não deixar ele perguntar o que seria isso que ela queria comer. Ele sentou na mesa com elas.
“Você vai ter que me perdoar, mas não tenho a mínima ideia do que está há no cardápio de hoje”
“Você é um funcionário horrível, sabia?” sorriu para ele.
“Não sou funcionário, o restaurante é meu. E confio a tarefa de escolher o cardápio aos meus cozinheiros, eles são mais qualificados para isso do que eu.”
“Você é o dono desse restaurante?” perguntou espantada pela coincidência. Mas isso era mesmo uma coincidência, numa cidade tão pequena?
“Não foi isso que ele acabou de falar?” comentou, olhando para a amiga como se ela fosse surda. Olhou para porta e percebeu que suas amigas haviam chegado. Não foi a única que percebeu, aparentemente, porque logo escutou gritando; “Ohhh finalmente acharam o caminho para fora da cama, estamos com fome sabia”
Ficou sem graça quando viu que as amigas não estavam sozinhas. Será que não iriam parar de passar vergonha com essa família nunca?
“Quer parar com o escândalo, ?” a olhava feio.
“Oh, quem te ouve falando até pensa que você é uma pessoa muito discreta não é, ?”
“Não comecem, vocês duas” falou.
iria responder, mas pensou melhor quando viu que as amigas e os meninos estavam se aproximando da mesa.
“E ai, já pediram?” perguntou a elas.
“Claro que não, estávamos esperando vocês duas chegarem” e depois olhou para os meninos “Olá garotos.”
“Oi meninas”, eles as cumprimentaram.
“Almoçam com a gente?” perguntou.
“Infelizmente já almoçamos, mas podemos fazer companhia se vocês permitirem”. Emmett respondeu.
“Claro que permitimos” disse, dando espaço para ele sentar ao seu lado.
“Então, meninas, o que vocês fizeram ontem depois que saíram de nossa casa?” Garrett perguntou.
“Ficamos no hotel resolvendo sobre nossas férias” respondeu.
“Mesmo? E o que vocês decidiram?” Peter perguntou.
“É um pouco complicado; Não podemos voar para Flórida, porque estamos sem dinheiro para comprar as passagens para lá. Ontem decidimos passar um tempo aqui mesmo. A descobriu que aqui perto tem uma praia, estamos esperando que ao menos pare de chover para poder ir até lá, já que esperar um sol nessa cidade seria pedir um milagre” respondeu.
“Achamos que vamos ficar uns dois ou três dias por aqui” falou.
“Mas vocês não decidiram que não vão para Flórida? Porque só dois ou três dias?” Edward questionou.
“Bom...” começou a responder, incerta “como a falou, estamos sem dinheiro. A viagem já estava paga, isso é, o hotel que reservamos, já estava pago. Ontem conseguimos pedir o reembolso, mas descobrimos que isso irá levar dias, então só teremos dinheiro para ficar aqui por dois ou três dias pagando o hotel”.
“Vocês deveriam ter ficado lá em casa” Seth falou.
“Deveriam mesmo.” Peter concordou.
“Certo, não vamos falar mais sobre nossa situação financeira” começou falando, antes que eles acabassem as convencendo a voltar para casa deles. “Vamos pedir logo então, estou com fome” tentou sorrir.
“O que vocês querem comer?” Garrett perguntou.
“Aqui também tem pizza?” perguntou, com olhos brilhando.
“Pizza? Vocês querem comer pizza? Só um momento então”
Ele se levantou para falar com seus funcionários, voltando em seguida.
“Ficará pronta em 20 minutos.”
“Algum plano para hoje?” Emmett perguntou.
“Ainda não pensamos em nada.” respondeu esperançosa que eles as convidasse para alguma co.
“Eu gostaria de conhecer a cidade” comentou.
“Conhecer a cidade? , olhe para a janela, tá vendo o fim da rua ali, óh? Então pronto, você já conheceu a cidade”.
Seth riu do comentário; “Não, , a cidade não é só isso. eu posso te mostrar se você estiver afim” Seth rapidamente respondeu.
“Que garoto prestativo!” Emmett comentou divertido.
“Eu adoraria” respondeu com um sorriso, enquanto Seth dava um soco no braço do Emmett.
“Tem mais que isso? Eu gostaria de conhecer o resto da cidade também” comentou, nem reparando no olhar assassino que lhe lançou.
“Tudo bem” Seth comentou, ainda animado “Pai, você vem com a gente, não é?”
“Claro!” Garrett respondeu sorrindo para que devolveu o sorriso.
Garrett pareceu pensar em algo, deu um sorriso de lado e falou “Podemos deixar esse passeio para amanhã? Eu tenho algumas cos para resolver aqui no restaurante hoje. Vamos fazer assim, hoje as meninas jantam lá em casa. O que vocês acham garotas?”
achava uma péssima ideia, mas sabia que suas amigas queriam muito aceitar, por isso resolveu ficar calada.
“Ah, a gente iria adorar” falou empolgada.
“Estamos combinados assim então, um dos meninos vem buscar vocês, para não correrem o risco de se perder”
Elas nem se deram o trabalho de parecerem ofendidas, elas provavelmente se perderiam sem ajuda mesmo.


Capítulo 6

“Vocês ainda não estão prontas?” perguntou irritada. “Daqui a pouco eles chegam e vocês ainda vão estar assim. Vocês não vão sair de dentro de casa, não prec pensar tanto que roupa colocar” Falou para , e que ainda não estavam prontas.
“Ah fica calma, , tem tempo ainda, vamos conversar” falou se jogando na cama das meninas.
“Eiiii, cuidado sua monstra” gritou quando aterrissou em cima do seu braço.
“Falando em conversar, senhorita , que história foi aquela de tentar se enfiar no “Quer parar de lembrar que ele é pai do Seth?” falou brava “É pai adotivo ok? Como você está falando até parece que ele é velho”
“Qual o problema dele ser velho, ?” falou sorrindo “A é velha e vê se ela liga.”
“Vai se fuder, falou jogando um travesseiro na amiga.
“Sabe, comentou irônica “Você vai ser sogra da ”.
“E você vai ser sogra da ” Ela rebateu.
“Como assim sogra da ?” perguntou, fingindo que não entendia.
“Ah , até parece que você não está de olho no Dr. Gostosão e como nossa amiga está visivelmente arrastando um caminhão para o filho mais novo dele, você vai ser sogra da , como a vai ser da falou rindo.
começou a gargalhar sobre o olhar bravo de e .
“Querem parar com isso?” falou irritada. “Não vou ser sogra de ninguém ok?”
“Você quer que ela te chame de mamãe?” perguntou gargalhando.
“Você pretende continuar viva para ir no jantar?” perguntou com um olhar assassino.
“Nossa que falta de senso de humor, credo, .” falou fazendo muita força para parar de rir.



“EI, CALEM A BOCA, TEM ALGUÉM BATENDO NA PORTA” gritou, para as meninas que estavam falando alto e gritando enquanto se terminavam de se arrumar.
“ENTÃO ATENDE DE UMA VEZ.” gritou do banheiro das meninas.
“NÃO POSSO, PORRA” gritou de volta, “ESTOU OCUPADA” e depois acrescentou “ALGUÉM PODE FAZER O FAVOR DE IR ATENDER A PORTA?”
“Eu atendo” falou se dirigindo para a porta.
abriu um pouco a porta e colocou apenas a cabeça para fora e se deparou com um Seth sorrindo “Já estão prontas?”
“Hum...” olhou para dentro que estava um caos dentro do quarto, onde as meninas ainda estavam se arrumando. Voltou a olhar para Seth “Estamos quase prontas” mentiu “Já vamos descer, só um minuto”.
“Certo, eu e o Emmett iremos estaremos esperando por vocês” assentiu e voltou para o quarto.
“Meninas é melhor a gente se apressar” falou “Estamos atrasadas”.
“Nos já vamos descer, gritou do banheiro.



“Entrem garotas, estávamos esperando por vocês” Carlisle as recebeu na porta. Quando elas entraram, viram Jasper e Peter conversando em um sofá, mas Edward e Garrett não estavam em lugar nenhum à vista.
“Olá garotas” Peter e Jasper as cumprimentaram.
“Oi” elas os cumprimentaram entrando na sala.
“Entrem e sentem um pouco, vou na cozinha avr Edward e o Garrett que vocês já estão aqui, para podermos servir o jantar.” Carlisle falou.
“Eles estão cozinhando?” perguntou espantada.
“Não se preocupem, eles cozinham bem. Afinal, tantos homens morando sozinhos, algum deles tinha que saber cozinhar, não é?” Peter falou, elas apenas sorriram.
“Então, ocorreu tudo bem desde que vocês saíram daqui ontem?” Carlisle perguntou, enquanto voltava da cozinha.
“Sim” respondeu.
“E já sabem quando vocês irão partir?” Jasper perguntou.
“Puta que pariu, garoto, quer parar de nos mandar embora?!” falou indignada.
Primeiro, ele a olhou sério sem entender o porquê das palavras dela, depois sorriu; “Eu não estava tentando mandá-las embora, só procurei alguma co neutra para falar tentando participar da conversa, desculpe se passei a impressão errada.”
“Tudo bem” se apressou a responder sorrindo para ele, sabendo que a atitude de sua amiga se deu para defendê-la. “Nós iremos embora despois de amanhã”.
“Por que tão cedo” Carlisle questionou “Vocês não estão de férias?”
“Estamos sim” respondeu “mas como informamos aos rapazes hoje à tarde, estamos sem dinheiro para pagar o hotel, nós já havíamos deixado o hotel da Flórida pago, e agora estamos sem dinheiro.”
“Vocês podem ficar aqui, tenho certeza que o convite do meu pai ainda está em aberto” Jasper falou, deixando todos surpresos.
As meninas olharam para esperando alguma resposta da parte dela. Ela sabia que seria inevitável aceitar, se ela não aceitasse teriam que terminar as férias mais cedo. E Jasper não estava se mostrando tão hostil hoje...
“Eu a-acho... Por mim... Bom, que devemos aceitar” ela falou sem olhar para ninguém.
As meninas voltaram a respirar, elas estavam com medo que a amiga fosse recusar.
“Já que está tudo bem para a , aceitamos o convite” falou sorrindo.
“Finalmente uma atitude inteligente da parte dela” murmurou para .
“Olá garotas” Garrett as cumprimentou vinda da cozinha “é sempre um prazer revê-las”
“Oiiii” o cumprimentou com os olhos brilhando.
“Oi” as outras meninas também o cumprimentaram.
“Garrett, antes de você entrar, as meninas estavam nos dando a boa notícia de que aceitaram nosso convite e irão ficar uns dias em nossa casa” Carlisle informou a ele.
“Realmente é uma boa notícia” Garrett sorriu para elas “Agora, por que não conversamos sobre os detalhes da volta de vocês à mesa? O jantar já está servido”.


“Então, vocês estão pensando em sair do hotel que horas amanhã?” Peter perguntou. Eles estavam todos de volta a sala depois de terminarem o jantar. “Eu posso ir ajudar vocês com as bagagens”
“Como é prestativo esse menino” Emmett falou, gargalhando.
“Vai se danar, Emmett” Peter respondeu sorrindo forçado para o irmão.
“Teremos que sair até o meio dia, para não precr pagar outra diária” comentou.
“Posso ir pegar vocês às 11h, para não correrem o risco de vocês não acharem o caminho”.
“Onze parece ótimo” falou.
“E para a tarde, vocês já pensaram no que querem fazer?” Edward questionou.
“Bom...” começou cautelosa “A e a irão sair com o Seth e Garrett”.
“Ah, é verdade, eu havia me esquecido disso” Edward comentou, mas algo na voz dele fez pensar que ele lembrava perfeitamente do programa, isso era estranho. “Mas e o resto de vocês?”
“Eu preciso ir ao hospital” começou falando desanimada “fazem três dias que não vou ao hospital, e eu não estou a fim de ficar com as pernas enfaixadas e começar a parecer uma múmia nessa viagem”
“E eu vou acompanhar a completou rapidamente.
“Vai?” lhe perguntou surpresa, olhando para espantada.
“Claro que vou, eu não deixaria você ir sozinha”. A cara que fez, foi que não acreditava muito nas palavras de , mas não disse nada.
“Eu posso levá-las” Peter se ofereceu.
“Ah, isso seria ótimo, eu já imaginei ter que depender da . Só Deus sabe onde iríamos parar com ela no volante” falou animada.
“Ah, obrigada” replicou irritada.
Carlisle gargalhou “, você é inacreditável” ele falou.
“Sou?” ela não sabia se aquilo era um elogio.
“Sim, você é”. Ele sorriu para ela. “E sim, isso é um elogio. Eu seria incapaz de falar algo rude para você”.
O sorriso dela foi ainda maior.
“E você, ?” Emmett perguntou “O que você gostaria de fazer?”
“Qualquer co, desde que você esteja incluído no programa” respondeu piscando marotamente para ele.
“Ei, procurem um quarto” Seth falou, dessa vez foi Emmett que lhe deu um soco no braço.
“Pensaremos em alguma co” Emmett respondeu para , também piscando marotamente para ela.
“Hum...” começou insegura "De quem é aquele piano na sala?"
Edward olhou para meio confuso "É meu. Você toca?"
“Não.” se apressou a responder, por algum motivo que ela não conseguia entender, sabia que o piano era dele “Mas saber tocar piano sempre foi meu sonho de infância, mas eu fui crescendo e nunca consegui chegar a aprender.” Sorrindo para ele, concluiu “Ele é lindo” igual a você, acrescentou em pensamento. Edward sorriu abertamente para ela “Obrigado!” Ele pensou por um segundo, parecendo tomar uma decisão e depois acrescentou “Eu posso te ensinar se você quiser”.
ficou paralda. Ele realmente estava oferecendo uma aula de piano para ela? “Eu iria adorar, mas você não prec... É, não se sinta obrigado a isso, você é... Voc-”
” ele a cortou, e sentiu um prazer enorme a ouvi-lo pronunciar seu nome “Seria um prazer”.
“Ok. Eu iria adorar.” E depois para esconder o quanto ficou abalada com o convite, olhou para perguntando “Qual vai ser seu programa, ?”
a olhou sem graça “Eu estava imaginando ir a biblioteca olhar aqueles livros” e depois olhou para Carlisle “Posso usar a biblioteca de vocês?”
“Fique à vontade, , você pode ficar lá pelo tempo que quiser e ler o livro que tiver vontade”
“Ahhh” exclamou “Não fale isso, nunca mais vamos conseguir tirá-la de lá agora”
olhou feio para e depois agradeceu a Carlisle.
” Jasper a chamou, fazendo com que todos olhassem para ele espantados “Se você quiser fazer alguma co fora de casa, eu poderia-”
“Não, obrigada.” o cortou rispidamente “Eu vou ficar perfeitamente bem na biblioteca”.
“Claro” ele concordou com a cabeça “O que for melhor para você” e saiu da sala subindo as escadas. sentia-se envergonhada da sua própria rispidez, mas estar na presença de Jasper obrigava-a a colocar-se imediatamente na defensiva.
“Mas sabe ser grossa essa menina” falou para “Educação mandou lembrança, não acha?”
, quando a gente pede desculpas para uma pessoa e essa mesma pessoa pede desculpa para nós, agimos para melhorar a situação e não deixar o clima pior do que estava antes”
“Desculpa, eu-" começou, mas a cortou.
“Não é para ela que você deve desculpas” assentiu e depois olhando para as mãos falou timidamente
“Ele... Hum... Ele foi...”
“Foi para o quarto dele” Edward respondeu à pergunta, mesmo antes da menina fazê-la. Ninguém achou estranho, porque a pergunta era um pouco óbvia.
“Onde fica o quarto dele?” Ela questionou, ainda sem coragem de olhar para todos.
“Subindo as escadas é a segunda porta à esquerda” Peter respondeu.
olhou para pedindo ajuda.
“Esquerda, , essa aqui” falou levantando sua mão.
Enquanto estava saindo da cozinha pode ouvir suas amigas explicando “Ela é dislexa lembram?”

subiu as escadas tremendo, ela sabia que não era de medo. Ela não tinha medo dele, ou tinha? Claro que não. Ela se repreendeu, só não sabia explicar o que sentia. Mas definitivamente não era medo. Ok, ela tinha um pouquinho de medo, mas, para ser bem sincera, ela tinha um pouco de medo de todos daquela casa. Não que ela acreditasse que eles pudessem lhe fazer mal ou a alguma de suas amigas, era só... Estranho de explicar. Ela alcançou o segundo andar e reparou que a porta do quarto dele estava aberta, se encaminhou até lá e o viu sentando um sofá. Ele estava com a cabeça para trás apoiada no encosto do sofá, com os olhos fechados. Ela parou na porta e por um instante se permitiu examinar mais demoradamente aquele rosto emoldurado. Ele era verdadeiramente lindo. Olhou para as linhas firmes das faces e do nariz reto, os lábios dele pareciam firmes. Deixou seu olhar vagar lentamente pelo corpo longo e musculoso estendido no sofá. A cam polo vermelha que ele usava colava-se nos ombros largos e no peito, as mangas curtas expondo a força de seus braços. Mesmo dormindo, ele parecia exalar uma virilidade poderosa e selvagem, mas isso não a repelia. Ela voltou a olhar para seu rosto e parou seu olhar em sua boca. Ela reparou que de repente seus lábios moveram-se num meio sorriso. “Espero que esteja gostando do que vê.” desviou rapidamente o olhar, embaraçada, olhando para a janela do quarto dele. “Eu... eu... achei a vista do seu quarto linda mesmo. As árvores...” “Você não estava olhando para a vista do meu quarto, nem para as árvores” Ele a cortou.
Ela voltou a olhá-lo. Ele agora estava com os olhos abertos e a encarava com as sobrancelhas levantadas. Por alguns segundos ela ficou sem fala, perdida na força de seu olhar. Depois deu um passo para trás e se preparou para deixar o quarto.
“Você vai me falar porquê veio até aqui?” Ele perguntou sério, antes de que ela pudesse deixar o quarto.
“Eu...” começou a falar, mas virou as costas para sair do quarto.
” ele a chamou, sua voz lenta e musical estava cansada. Como se ele fizesse uma força enorme para poder falar.
parou, mas permaneceu de costas. Era mais fácil ficar calma não olhando para ele. Ela se assustou quando ele voltou a falar, porque ele estava de pé, perto dela “Você gostaria de dar uma volta comigo amanhã?”
Ela se virou e percebeu que ele estava parado a poucos metros dela “Eu... Antes... Q-queria pedir d-desculpas pela forma que agi agora a pouco na sala” ela falou trêmula e gaguejando.
“Vai parecer mais sincero se você falar olhando para mim e não para o meu sofá” ele falou em tom divertido.
Ela olhou para seus olhos e falou “Desculpa”
“Vai aceitar sair comigo?” ele sorriu.
“Você perdeu o medo de mim?” Ela perguntou arqueando uma sobrancelha.
“Não.”
ficou sem saber o que fazer e o que responder. Respirando fundo, ela falou.
“Eu não pareço maluca agora para você ainda ter medo de mim, pareço?”
“Não, não parece. Mas esse nunca foi o motivo de eu ter medo de você. Vai sair comigo?” Ele voltou a perguntar.
“Que programa você tem em mente?”
“Tem um rio que passa perto aqui de casa, pensei que você poderia gostar de ir conhecê-lo”
“Tudo bem” ela respondeu “Eu vou.” E depois saiu rapidamente do quarto, porque toda aquela conversa a estava deixando muito nervosa.


Capítulo 7

“Terminem de arrumar essas malas de uma vez, daqui a pouco o Peter vai estar aqui” falou irritada com suas amigas que estavam fazendo zoeira no quarto e ainda não tinham terminado de arrumar suas cos.
“Aiiii, o Peter” As amigas zombaram dela.
“Querem parar com isso? Só não quero deixar ele esperando” Ela falou totalmente corada. estava corada? Isso deixou suas amigas espantadas e ainda mais divertidas.
“Claro, , nós sabemos” falou irônica.
“Ah, vão à merda vocês” disse saindo do quarto.
Ela saiu rapidamente do quarto, desceu as escadas pensando profundamente, se suas amigas estavam certas; ela nunca foi de se preocupar se deixaria alguém esperando. Isso a deixou incomodada. Ela não gostava de mudar seus costumes, principalmente por um homem, mesmo esse homem sendo incrivelmente lindo.
Mas algo estava errado, e ela não tinha certeza se gostava muito disso.
“Olá” uma voz a chamou.
Ela deu um salto, estava tão concentrada em seus pensamentos que achou que seu coração iria parar com o susto que levou.
“PUTA QUE PARIU, vai assustar sua avó” gritou se virando. “Ah! Olá” Adicionou totalmente sem graça quando percebeu Peter parado, sorrindo para ela.
“Me perdoe, eu não tinha a intenção de assustá-la” falou com um sorriso sincero no rosto. ficou olhando fixamente para ele, completamente sem fala. Ele conseguia estar ainda mais lindo hoje.
“Vai me perdoar?” Ele tornou a perguntar quando não respondeu.
“Hã? O quê?”
“Eu perguntei se você me perdoa por ter assustado você” ele voltou a perguntar, divertido com a situação.
“Eu... Desculpo” Deus, como ele fazia aquilo? pensou, espantada com a força do olhar dele, ela nem conseguia lembrar qual era seu nome “Vou chamar as meninas” Falou subindo as escadas correndo. Peter a acompanhou com o olhar, sorrindo.

“Já chega, . A gente não vai mais te esperar NEM UM SEGUNDO”, levantou puxando pelo braço. Elas já estavam na casa dos garotos, se arrumando para seus programas da tarde. levantou dando saltinhos de alegria.
“Vamos para o hospital, vamos para o hospital” ela cantava saltitante.
“Me deixa sozinha que eu parto vocês no meio”, ameaçou, saindo do banheiro às pressas.
“Então se mexe logo!”
“Já me mexi... Agora vamos logo que eu quero... Passear com o Seth”, disse maliciosamente, e as amigas preferiram fingir que não sabiam do que ela estava falando.
se preparou para abrir a porta do quarto quando um delicioso som começou a fluir pela casa. Uma melodia muito leve soava no piano, estremeceu um pouco – ela sabia quem estava tocando.
agarrou o braço da amiga, que agarrou o braço de pra não cair. saiu do quarto saltitando com e logo atrás dela, as duas já estavam discutindo.
“Quando a gente sair, fique BEM longe. Eu não quero você na minha cola enquanto eu estiver... passeando com o Seth”, passou a mão no vestido que usava.
“Ah, tá. Até parece que com o GARRETT do meu lado, eu vou querer ficar na SUA cola, sua horrorosa”.
As duas continuaram se cutucando até chegar à sala.
Todos os rapazes estavam de pé, como se soubessem que elas estavam chegando.
Edward continuava tocando, mas seus olhos estavam grudados no grupo de meninas à sua frente. Por um segundo ele pareceu estar procurando alguma co, e então ele viu e deu um sorriso brilhante que iluminou seu rosto.
sentiu que seus joelhos estavam entrando em greve. Sentindo a tensão, segurou seu braço com mais firmeza, fazendo força para não rir.
Assim que as meninas entraram, atravessou a sala e passou o braço pelo de Emmett.
“Então, pra onde vamos?” Ela perguntou, sorrindo para o garoto.
“Pra onde você quer ir?” Ele sorriu de volta, mas mais malicioso.
“Eu acho que a lua tá bom...” Ela foi falando enquanto carregava ele para a porta. As meninas puderam ouvir a gargalhada de Emmett enquanto os dois saíam de casa.
O telefone de Peter tocou nesse momento e ele virou de costas para atender.
, e perceberam que estava olhando (in) discretamente para a bunda dele, e quase não conseguiram segurar o riso.
Quando as três estavam prestes a perder o controle, Peter virou-se para e com um sorriso calmo nos lábios.
“Precm de mais alguma co antes de sair?”
balançou a cabeça dizendo que não.
“Claro que não, a única co que precmos é ir de uma vez” respondeu saindo na frente.
“Até parece que é ela que vai consultar” Peter comentou divertido, pegando a mão de , que ficou sem respirar por um momento. Ninguém comentou nada sobre esse gesto.
“Acho que podemos ir agora, meninas”, Garrett sorriu colocando as mãos nos bolsos.
“Podemos”, foi quem respondeu.
Garrett foi para perto de , que deu um sorriso enorme pra ele. Logo atrás deles estavam e Seth. e ouviram quando cochichou para .
“Quando a gente chegar na cidade, vê se some!”
Dessa vez as duas não conseguiram se conter e caíram na gargalhada. A porta de fechou e agora só restavam , , Edward e Jasper.

agarrou no braço de Garrett como se ele fosse um salva vidas. Ela sentia que seu corpo inteiro estava formigando, era uma sensação estranha, mas ela não conseguia parar de sorrir feito uma boba.
“Eu dirijo”, Seth foi falando enquanto abria a porta da frente pra . viu quando a amiga passou e deu língua... Ela simplesmente revirou os olhos. Que importava o resto? Ele iria passear pela cidade... Com Garrett... No banco traseiro de... Que carro era aquele?
Ela viu um nome na parte traseira do carro. Audi. Ela já tinha ouvido esse nome antes. Mas o que isso importava? Um dos caras mais lindos que ela já tinha visto estava bem ali à sua frente... Ela andaria até de fusca com ele. E bem feliz.
“Me conta, ”, Seth começou.
”, Ela interrompeu. “As meninas só me chamam de quando vão me dar bronca.” Ela cruzou os braços e Seth sorriu. “Mas o que você quer saber?”
“Eu ia perguntar quantos anos você tem. Isso seria muito indiscreto?”
“Claro que seria”, Garrett respondeu. “Isso não é co que se pergunte a uma mulher. Foi essa a educação que eu te dei?”
Seth olhou Garrett pelo retrovisor do carro “Desculpa, pai”, ele disse, tentando segurar a rda.
“Esse negócio de que mulher não gosta de dizer a idade é uma besteira. Olha a , por exemplo. Ela é a mais velha do grupo e está totalmente bem com a idade dela”, fez uma cara de ‘tô nem aí’.
“Então você vai me dizer quantos anos você tem?” Garrett quis saber.
“Claro que não! Eu não sou a ”, ela fez uma careta pra ele.
“Nossa, pai... foi essa a educação que EU te dei?” Seth fez uma cara de decepção fingida, mas havia um sorriso em seus lábios.
A essa altura, Seth já estava estacionando numa rua meio circular. “Essa é a praça principal de Forks”, ele disse. “Ali fica o banco”, ele apontou. “Ali é a prefeitura e ali é a delegacia de polícia”, ele apontou de novo. “E basicamente, isso é Forks”.
e olharam uma pra outra enquanto saíam do carro. Estava chovendo desde que elas saíram de casa, então elas tentaram se proteger da melhor forma possível.
“Isso tudo eu já conheço, até aqui nada de novo!” exclamou.
deu um tapa na cabeça dela. “Deixa de ser mal educada!”
“Não se preocupem, meninas”, Garrett deu um sorriso encantador enquanto passava o braço pela cintura de “Nós vamos levar vocês a um lugar especial.”
“Vamos todos juntos?” perguntou, começando a ficar nervosa. Ela queria ficar sozinha com Seth, afinal, não se pode fazer certas cos com um rapaz quando o pai dele está lá pra testemunhar tudo.
“Não... vamos nos separar”, Seth imitou Garrett e passou o braço pela sua cintura.
“Você não vai precr do carro, vai?” Ele quis saber.
“Não”, Garrett respondeu. “Vocês podem ir... Mais tarde nos encontramos aqui mesmo, tudo bem?”
“Até mais tarde, então”, Seth já estava abrindo a porta do carro para .

se viu parada na frente de um restaurante de Garrett.
Isso não era exatamente o que ela esperava de um encontro com Garrett.
Ela queria ficar sozinha com ele, e um restaurante não era exatamente o lugar pra isso.
“Venha comigo”, Garrett puxou-a pela mão antes que ela pudesse dizer alguma co. se surpreendeu ao perceber que o restaurante estava completamente vazio, a não ser por ela mesma e Garrett.
“Cadê todo mundo?” perguntou, percebendo a falta de garçons e etc.
“Nós somos todo mundo”, ele sorriu pra ela. Por um segundo ela teve a impressão que ia derreter nos braços dele. “Bom... é que este costumava ser meu lugar preferido quando...” Ele parou no meio frase.
“Quando o quê?”
“Quando eu era criança.” Ele concluiu. “Então, eu comprei”, ele atestou simplesmente.
“Então é assim? Você gosta de uma co e compra?”
“Geralmente, sim. Comprar é divertido”, ele riu com vontade.
“É? O que o dinheiro compra de diversão?” Ela perguntou maliciosamente.
“Vejamos...” Ele pôs o dedo nos lábios, como se estivesse pensando. “Você está à venda?”
“Ainda não”, ela sorriu. “Mas isso não significa que...” Ela parou de falar quando percebeu que ele estava se inclinando pra ela. Os dois estavam a centímetros de distância. Ele ia beijá-la?
geralmente não se sentia assim. Ela era uma pessoa firme, e em se tratando de homens, ela gostava de se sentir no controle; mas com Garrett... Ele parecia ser coberto por uma aura de poder. Ele era um homem acostumado a ficar no comando das situações.
Ele não a beijou. Ele parou tão perto que sentiu sua respiração tocar seu rosto. “O que você quer comer?” Ele perguntou num tom sedutor.
teve vontade de dar uma resposta indisciplinada. “O que você vai comer?” Ela perguntou.
A expressão no rosto dele mudou, e ela teve certeza que uma resposta indisciplinada também havia passado por sua mente.
“Só tem um problema”, Garrett fingiu estar preocupado.
“O quê?”
“Você vai ter que comer o que eu cozinhar”, ele explicou. “Eu dei folga a todo mundo por hoje.”
sentiu uma pontada de felicidade, Ele também queria ficar sozinho com ela. Porque ela estava daquele jeito? Ela estava parecendo uma boba... apaixonada.
Apaixonada?
Garrett atrapalhou seus pensamentos agarrando sua mão e levando-a para a cozinha.
“Eu acho que não vou ter problema nenhum em comer nada que venha de você”, ela disse enquanto via o corpo musculoso se movimentando agilmente na cozinha, pegando alguns ingredientes para começar a cozinhar.
“O que você vai comer?” Ela quis saber.
“Eu não vou comer nada... Por enquanto”, ele completou. “Prefiro ver você comendo.”
“Nossa... Você não come NADA?”
“Como sim, e até demais. Acho que exagerei um pouco na última refeição, e agora não tenho fome.” O sorriso que ele deu a fez esquecer o que eles estavam falando. “Mas não se preocupe comigo”, ele continuou. “Algo me diz que eu não vou sair desse restaurante de estômago vazio.”
Ela não entendeu o que ele quis dizer.

Ela tinha começado a ajudá-lo a cozinhar, mas, ao invés de fazer comida, eles fizeram bagunça. Garrett não pareceu se preocupar com o que os dois estavam fazendo na cozinha. percebeu que ele estava se divertindo tanto quanto ela.
“Você vai me dizer quantos anos você tem?” Ela quis saber.
“Não seria justo, afinal, você não quis me dizer a sua idade”, ele zombou. “Além do mais... EU sim sou velho.” Ele sorriu maliciosamente para ela. “Você vai fugir de mim agora?” Ele foi se aproximando dela, como um caçador que se aproxima da presa.
“Nem se você fosse um vampiro”, ela zombou.
O sorriso nos lábios dele ficou maior ainda, mas seus olhos se obscureceram rapidamente. sentiu um frio na barriga.
Ele agarrou-a pela cintura e a ergueu até que ela estivesse sentada na mesa onde os dois estavam cortando temperos a pouco.
“Eu não deixaria você fugir...” Enquanto dizia isso, ele foi se aproximando do pescoço de . Ela prendeu a respiração.
“Espere!”
“Por quê?”
não soube ao certo o que dizer.
“Eu não sei... Eu..”
Os lábios dele se curvaram em um sorriso.
“Mande que eu pare quando achar que deve” sugeriu ele, e começou a beijar seu pescoço. Lentamente foi subindo os beijos, deixando um rastro quente por onde seus lábios gelados passavam. Ele parou os lábios a centímetros dos dela “Devo parar?”
“Nem pense nisso” colocou sua mão atrás da nuca dele o puxando e o beijou.
sentiu a cabeça zonza com aquele beijo, como se, de repente, os dois estivessem em outro lugar, longe das pessoas e do mundo. Seu coração acelerado parecia estar batendo alto a ponto de ser ouvido, e seu corpo se tornara trêmulo, vulnerável ao apelo sensual da proximidade máscula daquele homem.
Garrett saboreou seus lábios com voracidade, então afastou-a um pouco. ficou olhando para ele, ofegante, ainda com os braços circundando seu pescoço.
“Agora é minha vez” disse ele segurando a nuca dela e a puxou para mais um beijo.
Então se viu mais uma vez entregue àquele turbilhão de sensações deliciosas e provocantes. Aquilo era bom demais.
Ela não se importava de quem era a vez, contando que eles continuassem se beijando.

Capítulo 8

“Isso aqui é incrível!” disse ao respirar fundo. Ela estava numa espécie de colina, sentada sob uma árvore com Seth ao seu lado.
Do lugar onde eles estavam, era possível enxergar a cidade inteira lá embaixo. A vista era maravilhosa. desejou que fosse noite, assim ela poderia ver a cidade iluminada... Com Seth ao seu lado. Ela quase suspirou, mas aí seu deu conta de que estava sendo emo demais.
O que ela queria era um beijo... Mas parecia que, se dependesse de Seth, não ia rolar tão cedo.
Ela começou a perder a paciência.
“E então, ”, Seth virou-se pra ela com um sorriso no rosto. “Se divertindo nas suas férias?”
“Tentando”, ela respondeu rispidamente, ainda frustrada pela falta de beijo. Ele percebeu.
“Está tudo bem com você? Você parece nervosa...”
“Eu estou bem”, ela mentiu, respirando fundo para recobrar o controle – e a boa vontade de esperar. “Afinal...” Ela começou a perguntar para desviar o assunto. “Deve ser bem interessante viver numa família só de homens.”
Ele bufou “Ah... é. É realmente uma maravilha, sabe?” Ele respondeu sarcástico. “Quer dizer, existem montes de cos para conversar com outros homens. Tipo... Que tipo de vestido achamos mais bonito.” Ele riu.
Ela não pôde deixar de rir “Não foi isso que eu quis dizer. O que eu tô falando é que... Vocês todos parecem ser bastante próximos.”
“Sim, somos mesmo. Eu fui o último a entrar na família, e fui recebido de braços abertos. Todos eles foram muito bons para mim. Gostamos um do outro como se fôssemos uma verdadeira família”, seus olhos começaram a brilhar enquanto ele falava da família.
“Como Garrett te adotou?” perguntou, curiosa.
“Isso aconteceu há uns dez anos atrás...” Ele respondeu meio vago. “Meus pais verdadeiros morreram quando eu tinha uns três anos. Eu fiquei morando com o meu irmão mais velho por uns anos, mas aí ele casou. Eu e a esposa dele nunca nos demos bem. Eu acabei fugindo de casa...”
percebeu que ele tentava fugir dos detalhes, e teve a impressão que ele não estava sendo completamente sincero. Mas talvez isso fosse apenas uma impressão.
“Eu acabei sendo encontrado por uma assistente social e ela me levou ao juizado de menores. O pai de Carlisle e Garrett era advogado, e foi assim que nós nos conhecemos. Carlisle já era casado, e já havia adotado Edward e Emmett. Garrett tinha acabado de perder a esposa, e Carlisle o incentivou a me adotar. E foi assim que eu me tornei um Cullen também. Enquanto o processo legal da minha adoção ficava pronto, Jasper e Peter também foram adotados. E desde então somos uma família.”
“E o que aconteceu com a mulher de Carlisle?”
“Ela morreu quando nós ainda éramos crianças... Num acidente de carro. Ela foi visitar a família na Flórida e... Acabou não voltando.” Ele explicou.
“Nossa, a Flórida me persegue...” disse baixinho, para que Seth não escutasse.
“O quê?” Ele perguntou.
“Humm... Nada. Mas... isso tudo deve ter sido difícil pra todos.” Ela mudou de assunto.
“Sim, foi. Carlisle tentou salvar a vida dela como pôde, já que é médico, mas nada pôde ser feito. Os garotos também ficaram devastados. Eles já gostavam dela como uma mãe. Mas todos acabaram superando, pelo bem uns dos outros.”
“Isso... é muito legal.”
“Agora é sua vez... Me conte como você e seu adorável grupo de amigas se conheceu.” Ele pediu.
“Adorável? Estamos falando das minhas amigas?” Ela caiu na gargalhada. “Adorável? Você viu a , né? Você não conhece a também...” Ela caiu na gargalhada de novo. Seth juntou-se a ela. “Bom... nós nos conhecemos há algum tempo. Nós todas moramos em cidades diferentes no Brasil. Nós nos conhecemos pela internet e acabamos nos apegando umas às outras, entende? Resolvemos que queríamos nos conhecer pessoalmente, e fizemos isso. A amizade acabou crescendo. É uma relação de amor e ódio. A , por exemplo. Eu a odeio, mas ela me ama mesmo assim...” ela riu. “Já estávamos sem nos ver há algum tempo, então resolvemos planejar uma viagem juntas, já que todas estaríamos de férias... Íamos para a Flórida, na verdade, mas a ANTA da conseguiu nos trazer pra cá de alguma forma. E o resto da história você já conhece.”
“Quer saber?” Seth riu. “De certa forma, vocês também são uma família.”
“É, somos”, fechou os olhos e suspirou. “Mas eu e você não somos.” Ela disse de uma vez.
“E o que isso quer dizer?” Seth olhou para ela com uma sobrancelha erguida.
“Significa que você pode me beijar, seu tapado.”
Ele deu uma gargalhada estrondosa, enquanto ela continuava perfeitamente séria ao seu lado.
“Você quer que eu te beije?” Ele perguntou, finalmente parando de rir.
“Eu estou pensando seriamente em desistir disso”, retrucou, impaciente.
“Ah, ...” Ele pôs a mão no coração, fingindo estar frustrado. “Não desista de mim assim tão fácil...” Ela viu um sorriso aparecer nos lábios dele.
Ela suspirou de novo “Quer saber? Minha mãe está certa...”
“Está?” Seth perguntou, curioso. “Por quê?”
“Porque ela sempre me diz: , não se pode deixar cos importantes nas mãos de um homem.”
Antes que ele tivesse tempo de dizer alguma co, ela agarrou Seth pelos cabelos e tascou um beijo dele.
O contato dos lábios dele fez perder o controle. Seus lábios eram fortes e ao mesmo tempo gentis. Ele a beijava com vontade, mas sem pressa.
Ela sentiu a cabeça girar e encostou a mão no troco da árvore para não perder o equilíbrio, mas Seth foi mais rápido. Antes que ela pudesse se defender, ele agarrou o braço dela, puxando-a pra ele, e fazendo-a cair em seu colo. Antes que ela se desse conta, já estava deitada nos braços dele. Seth interrompeu o beijo.
Ele não disse nada, mas olhou-a dentro dos olhos.
“Você... pode continuar... fazendo isso se quiser. Eu – eu juro que não me importo”, ela gaguejou, estremecendo nos braços dele.
“Eu vou fazer...” Ele garantiu. “Mas agora não.”
“E por que ‘agora não’?” Ela fez birra. Ela queria que ele a beijasse de novo, pra ver se ela sentiria o tempo parar novamente... Mas é claro que ela não diria isso a ele.
“Porque temos todo o tempo do mundo, e eu quero aproveitar. Pra quê pressa?”
“Temos todo o tempo do mundo uma ova!”
Seth sorriu da pressa da garota.
“Tudo bem...” Ele se rendeu, não era como se ele não estivesse com vontade de beijá-la também. O calor da pele dela contra a dele fazia seu coração acelerar de forma estranha. “Mas antes me responda uma co”, ele pediu.
“O quê?”
... foi bom pra você?” Ele deu um sorriso para ela, e ela sentiu que teria desabado no chão se estivesse de pé.
“Não...” Ela respondeu com uma voz fraca, olhando-o nos olhos.
“É...” Seth respondeu no mesmo tom, ainda sorrindo. “Eu também não gostei tanto assim...” Ele foi baixando a cabeça lentamente, aproveitando cada segundo.
Quando seus lábios tocaram os de suavemente, ela sentiu seus ossos virando gel.

Capítulo 9

“Para onde estamos indo?” perguntou a Emmett.
“Port Angeles. É a cidade vizinha”.
“E por que ir tão longe?” perguntou “Eu sou uma pessoa fácil de agradar, poderíamos ficar aqui pela cidade mesmo”.
“Eu fiz planos para você. E nos planos estão inclusos cinema e jantar” ele olhou para ela sorrindo e lhe deu uma piscadinha marota.
“Eu adoro ir ao cinema” ela falou também sorrindo.
“Fico feliz por acertar no programa. E agora, me fale um pouco sobre você”.
“Sobre mim? O que você quer saber?”
“Em primeiro lugar você pode começar me falando seu sobrenome” Olhou para ela, para mostrar que lembrava muito bem da conversa de anteontem. Nossa isso foi anteontem? Parece que já passou tanto tempo.
“Hummm... ” ela demorou um pouco para responder. Nem morta ela iria contar do , para ele.
“Esse é o seu nome mesmo?” Ele perguntou desconfiado com a demora.
“É sim” ela falou rindo “Juro”
“Certo” ele ainda parecia desconfiado “Você tem irmãos?”
Ela fez uma careta “Tenho, mas não quero falar deles”.
“Por que não?” ele perguntou gargalhando, parecia que ele não conseguia acertar nenhuma pergunta para fazer a ela.
“Porque eles fazem de tudo para deixar minha vida horrível, mas é para isso que serve os irmãos, então está tudo certo, só não quero falar sobre eles”.
“Bom, isso não é verdade. Eu e meus irmãos nos damos bem”.
“Bom, mais sorte para você, não é verdade” Ela falou ríspida.
Ele a olhou preocupado “, olha-”
“Ah não, tá parecendo minha mãe, me chame de , por favor!” Ela falou novamente animada, querendo mudar o rumo daquela conversa.
“Você é uma caixinha de surpresas . E eu gosto disso”.
“Bom saber” ela piscou marotamente para ele. “Agora me fale um pouco sobre você”
“O que você quer saber? Eu já lhe contei que sou adotado, já lhe contei a história da minha família, que meu pai é o médico da cidade, meu tio é o dono do restaurante e que eu e meus irmãos e meu primo adoramos acampar”.
“Não sei” ela respondeu “meu conte algo que eu não saiba”.
“Minha família estava ansiosa com esse passeio, para conhecer vocês melhor”
“Só eles?” Ela perguntou maliciosa.
Ele olhou para ela erguendo uma sobrancelha. “Qual sua opinião a respeito?”
“Eu estava ansiosa para passar um tempo com você também” ela lhe falou sério, pela primeira vez abandonando o ar de brincadeira que estava no carro. “Minhas amigas compartilham a mesma opinião”
“Elas também estão ansiosas para passar um tempo comigo?” ele perguntou brincalhão.
“Não seu bobo” bateu levemente em seu braço “com sua família. Bom, exceto a . Ela não parecia muito empolgada com seu passeio ao riozinho”
Emmett gargalhou mais uma vez.
“Mas me fale, qual é o problema do seu irmão afinal. Quero dizer, para nós é normal as pessoas sentirem medo da , mas o Jasper não parece ser o tipo de pessoa que se deixe intimidar por uma garota maluca”
Emmett sorriu olhando para a janela e comentou de passagem “É um pouco complicado no caso dele.” E depois acrescentou mais animado “Mas não vamos perder tempo do nosso passeio falando do encontro do meu irmão, vamos?”
“Não, não vamos” sorriu “Bom, pela forma que você está dirigindo, correndo igual a um louco, presumo que já estamos chegando”
“Sim, estamos chegando”.

se surpreendeu ao descobrir que Emmett havia escolhido assistir um filme totalmente desinteressante com mais de duas horas de duração, mas preferiu não dizer nada, afinal, eles se conheciam pouco e ela não sabia que tipo de filmes ele preferia. Se ela começasse o primeiro encontro criticando os gostos dele, isso já seria um sinal claro que tudo ia começar com o pé esquerdo.
Isso era o que ela menos queria. Na fila do cinema ela teve uma chance melhor de observar os rapazes de Port Angeles... Ela decidiu que Emmett fazia qualquer um deles passar vergonha. Até as mulheres acompanhadas estavam olhando para ele pelo canto dos olhos
sentiu vontade de rir de tudo, mas decidiu concentrar seus esforços em conseguir aquele bonitão só para ele, definitivamente, e o mais rápido possível!
O filme já estava quase na metade, e não conseguia prestar atenção no que se passava na tela, mas a parte boa é que ela sabia que Emmett também não conseguia. Ele ficava olhando-a o tempo inteiro. Em determinado momento, ele simplesmente agarrou a mão dela e começou a alisar sua palma sensualmente.
sentiu o mundo rodar lentamente. Finalmente ela entendeu porque Emmett havia escolhido aquele filme: ele era chato, então nenhum dos dois faria questão de assistir. E era longo, então os dois teriam bastante tempo a sós. E isso era exatamente o que eles precisavam.
sentiu uma corrente elétrica passando pela mão que Emmett segurava.
Será que ele também se sentia assim? Ela queria ter coragem para perguntar, mas nesse momento ela não conseguia nem olhar para ele. Ela concentrou todo o nervosismo no filme que passava na tela, se esforçando ao máximo para entender a história. É claro que o esforço não durou muito.
Ela sentiu seu coração disparar de repente, agora havia um pouco de suor em sua testa. Ela estava se sentindo ridícula. Qual era o sentido de se sentir nervosa assim por causa de um homem? Mesmo que fosse um homem lindo como Emmett?
A cada segundo ficava mais difícil controlar suas emoções; ela fechou os olhos e começou a rezar em silêncio... e foi aí que Emmett apertou um pouco sua mão.
Ela abriu os olhos de repente e olhou diretamente para o rosto dele.
Ela não soube exatamente como aconteceu, mas de repente um saltou pra cima do outro, grudando os lábios num beijo enlouquecido, como se não houvesse amanhã pros dois.
não soube exatamente quando isso aconteceu, mas quando ela abriu os olhos, ela já estava sentada no colo de Emmett, respirando com dificuldade depois do beijo alucinado. Todos no cinema agora olhavam diretamente para os dois... E não conseguiu sentir vergonha. Ela estava exatamente onde queria estar.
E daqui a pouco estaria fazendo exatamente o que queria fazer também. Ela olhou pra Emmett e constatou que ele estava com um sorriso descarado no rosto. Ele olhava diretamente pra ela, sem se importar com as pessoas ao seu redor.
“Oops...” murmurou, lutando para não cair na gargalhada.
“Oops pra mim também”, Emmett sorriu, finalmente olhando ao redor pra ver que todos os encaravam. “Quer brincar?” Ele perguntou, fazendo uma corrente elétrica ainda mais poderosa percorrer o corpo de .
“Ahh, quero sim...” Ela passou os braços pelo pescoço dele, se juntando a ele ainda mais.
Sem esperar mais, Emmett beijou o pescoço dela ao mesmo tempo que ia subindo uma das mãos em sua coxa.
sentiu vontade de rir de novo – mas ela não sabia se era de vergonha, ou de felicidade... ou por outro motivo qualquer.
Os dois começaram a se beijar novamente, e agora as pessoas ao seu redor começavam a limpar as gargantas, deixando claro que os dois estavam indo longe demais. não se importou, mas Emmett parou de beijá-la com uma cara confusa.
“O que aconteceu?”, ela perguntou amedrontada. Será que ela havia feito alguma coisa errada?
“O que aconteceu... Bom... acontece que eu não sou exatamente um monge. E se a gente não parar por aqui...”
“Se a gente não parar por aqui... vamos ter que ir embora.” Ela completou.
“Exatamente.” Ele respirou fundo, tentando se controlar.
“Então vamos sair daqui”, ela falou baixinho no ouvido dele.
Emmett pareceu mais confuso ainda. “Você já quer ir pra casa?”
“E quem disse que eu estava te chamando pra ir pra casa?” Ela sorriu maliciosamente. Emmett deu um sorriso enorme, e começou a pensar que realmente estava certo quando disse que iria gostar de .

Capítulo 10

“Então, , me fale qual o problema com a sua perna?” Peter perguntou, quando eles estavam a caminho do hospital.
“Eu não sei o que eu tenho, já fiz vários exames e ainda não conseguimos descobrir o que tem de errado com elas.”
“E você está indo fazer o que agora no hospital?”
“Eu tenho que ir sempre trocar meus curativos e me manter medicada, é por isso que estou indo hoje”
“Então vamos pedir para o meu pai olhar sua perna, ele pode ajudar”.
“Ah, realmente não precisa” começou falando.
Dih se inclinou entre os dois bancos.
“Eu concordo com a , não precisa ela ficar mostrando as pernas para o seu pai não”
“Cala a boca Dih” falou rindo. “Obrigada pela preocupação Peter” ela sorriu para ele.
“Bom, eu vou falar com meu pai mesmo assim, tenho certeza que seu quadro clínico vai interessá-lo. Ele adora pesquisar doenças que ninguém explica”
“Oh, super obrigado por isso, é realmente estonteante quando alguém diz que você irá servir de experimento” comentou divertida.
“Sabe, , é muito fácil conversar com você” Peter sorriu para ela “é como se eu estivesse com um dos meus irmãos”.
A choque que sentiu com essas palavras vez seu coração falhar uma batida. Ela passou horas na frente do espelho, ficou horas olhando para suas roupas, pensando no que vestir, apenas porque ele se ofereceu para levá-la ao hospital. Ela chegou a fantasiar que ele poderia estar interessado nela, mas ele só estava sendo educado. De que adiantou toda essa arrumação se ele olhava para ela como um de seus irmãos.
Qual era o problema com ela afinal? olhou para a janela vendo a chuva cair.
“Já estamos chegando?” Dih perguntou.
“Já estamos chegando sim” Ele respondeu e depois iniciaram uma conversa animada, deixando entregue em seus pensamentos.
Ela decidiu que quando chegasse no hospital iria agradecer a carona, mas iria despachá-lo em seguida. Ela não precisava dele, não precisava da ajuda dele e muito menos precisava dele olhando para ela como se ela fosse um de seus irmãos. Para que ele queria mais irmãos? Porra ele já não tem um monte, não?
“Você está se sentindo bem ?” Peter perguntou preocupado.
o olhou.
“Eu estou ótima”. Falou irônica.
“Você tem certeza? Você está um pouco pálida”
olhou fixamente para ele. Bom ele estava muito pálido e ela não estava falando que ele estava doente. Ela riu do seu pensamento e Peter a olhou interrogativo, como se ela não estivesse bem.
“Eu estou bem” ela voltou a repetir segura, olhando para fora.
“Tudo bem então, chegamos” Ele falou, estacionando o carro numa das vagas do hospital.

“Dih, preciso de sua ajuda” sussurrou para a amiga, agarrando o seu braço.
“Ta ficando louca? Solta” Dih deu tapas na mão de “Porra, machucou. O que você quer?”
“Que você não saia do meu lado, não pare de conversar comigo. Eu não quero ficar sozinha com o Peter em momento algum”
“Você quer ignorar o rapaz?”
“Basicamente isso” falou dando de ombros.
“Bom, se você conseguir que o pai dele te atenda, eu vou te ajudar, caso contrário, nada feito”.
“É isso que dá depender das amigas”. comentou seguindo por um corredor.
“Olá, garotas” Carlisle falou, indo de encontro a elas. “Peter acabou de me encontrar e falar do seu problema,
“Ele não deveria, você não precisa se preocupar, eu não quero tomar seu tempo”
“Ahhh, mas ela aceita sim” Dih se apressou a responder, agarrando o braço da amiga “Para onde vamos agora? Onde fica a sua sala?”
“Por aqui, meninas” Carlisle falou sorrindo.
Ele as guiou por um corredor e as fez entrar numa sala. “Sentem-se”. Ele indicou uma cadeira. Depois disso Carlisle assumiu um tom profissional, lhe fazendo várias perguntas sobra exames que já fez, sobre resultados e a fez entrar em várias salas refazendo vários exames e fazendo alguns exames que ela nunca havia feito.
Duas horas depois o humor de estava horrível. Ela poderia matar alguém naquele momento. Dih lhe ajudou, ficando sempre ao seu lado. Peter estava sempre por perto, mas para era como se ele não estivesse ali. Ela estava conseguindo ignorar completamente a presença dele.
Ela agora estava numa sala, esperando o resultado de um exame, Dih havia saído para buscar alguma coisa para elas comerem, elas já estavam famintas. Estava de costas para porta, olhando para a janela, quando escutou a porta se abrindo.
“Como estou me saindo com o Peter, Dih?” perguntou sem se virar, acreditando ser a amiga que voltava com suas comidas.
“Você está se saindo muito bem” respondeu a voz profunda de Peter. “Já estou completamente convencido de que me tornei invisível. Posso saber o motivo disso tudo?”
se virou, e não conseguiu olhar para ele. Ela estava completamente sem graça e sem saber o que iria responder.
Foi salva quando a porta novamente se abriu com Dih e Carlisle entrando.
Ela nunca ficou tão feliz em ver uma de suas amigas.
“Pronto, , você já está liberada. Não irei mais mandá-la fazer nenhum exame”.
sorriu para ele. Iria falar, mas Peter foi mais rápido.
“Ótimo” ele falou, e depois caminhou até e pegou sua mão “Pai, você pode levar a Adriele para casa? e eu precisamos conversar” e saiu da sala com , nem esperando resposta.

“Quer me soltar? Sou perfeitamente capaz de andar sozinha, não preciso de sua ajuda” falou, tentando libertar sua mão da de Peter “além do mais eu nem quero ir com você”
“Isso ficou muito claro para mim” Ele falou, sem olhá-la “Só estou tentando descobrir o porquê.” Parou de andar e olhou nos olhos dela “Você precisa me falar se eu fiz algo que magoou você” a voz dele tinha um tom nervoso, preocupado.
“Você não fez nada errado.” falou baixo, mal conseguindo falar. “O problema é comigo” Ela finalmente conseguiu libertar sua mão da dele e caminhou para o carro.
Peter passou a mão pelo cabelo nervoso. Diabos, o que eu fiz de errado dessa vez? Ele pensou. Caminhou até o carro onde já estava parada ao lado da porta do passageiro esperando por ele.
Entraram sem falar nada, ela reparou que eles não estavam indo para a casa dele. Reparou também que ele estava com raiva.
Ele estava com raiva dela? Talvez ela merecesse, afinal foi idiota da parte dela ignorar o rapaz. Ele foi apenas gentil. Se mostrou simpático o tempo todo. Ele não tinha culpa de não estar interessado nela. A culpa era toda dela de fantasiar mais uma vez.
Eles pararam na entrada de o que parecia ser um parque. Ele queria que ela fosse caminhar na chuva? Ele só podia estar maluco.
“Vem”, ele falou quando abriu a porta do passageiro para ela. “vamos conversar”.
respirou fundo e saiu do carro. Eles caminharam um pouco em silencio.
Estava tão perdida em seus pensamentos que acabou tropeçando em uma pedra e torcendo o pé. “Puta que pariu!” Ela gritou, se jogando no chão. “Acabei de sair do hospital e já vou voltar para lá.”
“Me deixe ver o seu tornozelo”. Peter se ajoelhou diante de e tirou seu sapato. Enquanto sentia o contato dos dedos dele em seu tornozelo, experimentou uma excitante cócega em suas pernas. Peter, nem pareceu perceber sua perturbação, continuou girando cuidadosamente o pé dela entre as mãos, examinando o tornozelo.
“Bem, parece que não houve nada sério com seu tornozelo. Dói muito?” Ele perguntou. pode reparar que naquele momento não sentia dor nenhuma.
“Muito pouco. Só meu orgulho está ferido” Ela falou sorrindo.
“Neste caso, amanhã seu tornozelo e seu orgulho estarão perfeitos”. Falou, depois se inclinou, pegando o sapato de . “Não existe um conto de fadas sobre um príncipe que procurava pela dona de um sapato?”
sorriu “Existia sim, da Cinderela”.
“E o que acontecerá comigo se o sapato servir em você?” Ele perguntou olhando nos olhos dela.
“Você irá se transformar em uma rã”.
Falou e os dois gargalharam.
Olhando-o nos olhos e por um instante pode ver um brilho especial nos olhos dele.
“Pode me falar agora o que eu fiz de errado?” Ele perguntou sério.
“Eu já falei que você não fez nada de errado. A culpa é toda minha. Eu que sou uma idiota”. Falou parando de olhar nos olhos dele e virando para o lado.
Ele delicadamente segurou seu rosto a fazendo olhar novamente para ele “Não, você não é!”
“Para de me olhar assim” ela pediu num fio de voz.
“Assim como?”
“Como se eu fosse especial. Bonita”
“Bom, tá aí uma coisa que você é. Na verdade duas coisas.” Ele apontou.
“Não, eu não sou. Não sou bonita, não o bastante, para prender a atenção de alguém por mais de 20 minutos... Resumindo, no máximo, sou quase igual a todo mundo”.
” Ele falou e se assustou com a intensidade do olhar e da voz dele. “Você não tem nada de comum para mim”
“Sim, eu sou sim, você falou que... bom, você me comparou com seus irmãos. Desculpe, uma garota, não gosta de ser comparada a homens”.
Ele riu “Esse foi o meu crime? Foi isso que eu fiz de errado? Deixa eu te explicar uma coisa então; Eu só consigo me sentir à vontade com minha família. Eu só consigo conversar com meus irmãos. Foi relacionada a isso que me referi no carro, que conversar com você era fácil, como conversar com eles. Mas graças a Deus as comparações acabam por aqui”.
“Graças a Deus, por quê?”
“Porque eu não tenho a mínima vontade de beijar meus irmãos,
Quando conseguiu pensar no verdadeiro significado daquelas palavras, ela já não conseguia pensar em mais nada, porque sentiu aqueles lábios nos seus e de repente se viu arrastada como num redemoinho, diretamente ao centro da escuridão, possuindo várias sensações que ela não conseguia explicar. Ele enroscou a mão em seus cabelos, junto a sua nuca. No começo o beijo era um traçando suave no contorno de seus lábios, depois ele se fez dono de sua boca, num beijo apaixonado.
Peter sorriu sem partir o beijo, em seguida passou a beijar sua bochecha, deslizando seus lábios até seus ouvidos e falou “Ficou claro para você agora?”
sorriu, não acreditando em sua felicidade. Ela voltou sua boca de encontro a dele “Não ficou muito claro não, talvez você precise esclarecer um pouco mais” e voltou a beijá-lo.



Continua...



Nota da autora: Sem nota.



Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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