Capítulo Único
– Se fecharmos esse contrato, temos seis meses pra finalizar esse álbum – Gerard explicou a null – É um tempo bom, em que você pode ficar na cidade, curtir seu filho e ainda assim trabalhar, sem precisar se matar pra isso.
– Me parece um bom negócio – null opinou, batucando na mesa, olhando de Gerard para Richard, o dono da gravadora e produtora – Estou um tanto ansioso pra voltar a gravar, confesso – ele riu.
– Vamos assinar, então – Richard estendeu os contratos aos dois para que lessem.
null mal tinha fixado seu olhar nos papéis em sua frente quando duas batidinhas na porta foram ouvidas, fazendo o cantor desviar a atenção do que seu amigo falava ao ver quem entrou.
Era null, a secretária de Richard, braço direito dele. E também uma mulher incrível, misteriosa e, claro, muito, muito gostosa, na opinião de null null.
Desde que entrou na produtora, null tinha interesse por ela. E sentia ser recíproco pelos olhares, gestos e provocações implícitas que aconteciam entre os dois. Quer dizer, ele não podia estar maluco. Ela também sentia algo, não? Ele torcia para que sim... Nunca tinha passado daquilo: interesse, flertes e provocações mútuas e silenciosas, que aconteciam toda vez que se cruzavam de alguma maneira. E, secretamente, ambos torciam para que, em algum momento, passasse daquilo.
Ela trabalhava diretamente com os artistas da produtora, então estava sempre em contato com todos, ele incluso. Conversaram algumas vezes, trocaram palavras em relação a agenda, produção musical e contratos, mas era apenas aquilo. E como ele queria que fosse diferente...
null fechou a porta atrás de si e lançou um olhar intenso a null enquanto andava em direção a Richard. Ela se inclinou para conversar com ele, e seus cabelos caíram para frente, o que a fez colocar algumas mechas para trás da orelha, olhando para null enquanto fazia aquilo. Richard falava alguma coisa em um tom de voz baixo a ela e, profissionalmente, null realmente prestava atenção, mas não conseguia não olhar para null – não quando sentia o olhar que ele lançava a ela queimar de tão intenso e desejoso.
null levou uma das mãos até seu queixo e coçou levemente a barba, estreitando levemente os olhos na direção dela. Como, Deus, como ela podia instigá-lo daquela maneira? Como ele podia desejar tanto alguém como desejava aquela mulher? Ele não sabia a resposta. Mas queria descobrir.
– Alguém mudou de ideia e cancelou presença, null? – Richard questionou a ela.
Só então ela desviou o olhar de null e voltou a atenção para seu chefe.
– Não – deu um sorrisinho pequeno de canto de lábio – Parece que teremos casa cheia, vai ser a melhor festa que já demos, Richard.
– Ótimo, ótimo – sorriu pomposo – Vou assinar esses papéis mais tarde, você pode pegar na minha sala – disse a ela, que assentiu – Estamos renovando contrato para mais um álbum do null.
null então voltou a ficar ereta e, sabendo que estava sendo observada, ela lambeu os lábios levemente e mordiscou o lábio inferior no mesmo momento em que voltou a retribuir o olhar do cantor, um sorriso quase imperceptível brincando em seus lábios.
– Isso é ótimo – balançou a cabeça na direção dele enquanto ajeitava os papéis em suas mãos – É bom saber que teremos null null ainda conosco – fez questão de dizer o nome dele.
null abriu um sorriso ladino, um tanto quanto orgulhoso de si mesmo, e não ousou desviar os olhos dela, principalmente ao ouvi-la falar seu nome daquela maneira.
– Como eu poderia sair, não é mesmo? – Respondeu, e Gerard, ao seu lado, pigarreou baixo, fazendo Richard erguer o olhar para os dois – Digo... É muito bom trabalhar com vocês – se corrigiu, abrindo um sorriso mais contido dessa vez, mas ainda a olhando.
null sorriu ao perceber a reação dele.
– Ótimo – repetiu, e então olhou para seu chefe para se certificar de que ele não precisava de mais nada. Quando ele a dispensou, null balançou a cabeça – Preciso ir, tenho alguns últimos detalhes para resolver – estalou os lábios, avisando a ninguém em específico – Se precisarem de mim, sabem onde me encontrar – a última frase foi dita especialmente para null, mesmo que ela não tivesse deixado claro.
O olhar que ela o lançava enquanto proferiu suas falas, foi suficiente para que ele entendesse, e null arqueou as sobrancelhas, um pequeno sorrisinho brotando em seus lábios ao realmente perceber a atitude dela.
Ela então se virou, e null não conteve um suspiro baixo ao vê-la de costas. E, mesmo sendo rápido, ele teve uma visão um tanto quanto privilegiada da bunda dela, que ficava incrível na saia justa que ela vestia. Sabendo que estava sendo observada, null fez questão de rebolar um pouco mais que o normal, lançando um olhar a null ao sair e fechar a porta.
null soltou o ar pela boca, engolindo seco.
– Por Deus, não sabe ser discreto? – Gerard perguntou rindo, e null piscou algumas vezes.
– Não sei do que você tá falando, cara – se fez de desentendido.
– Ah, não? – debochou divertido – Toda vez, desde que entramos aqui, você e ela soltam faíscas quando estão no mesmo ambiente, claro que eu percebi...
null deu uma risadinha maliciosa, levando a mão até a nuca e a apertando para tentar diminuir a tensão que estava sentindo.
– É uma conquista difícil, null – Richard disse, e null o olhou curioso – null trabalha comigo há anos, e nunca se envolveu com ninguém aqui, e olha que eu sou até tranquilo com isso – ajeitou seu corpo na cadeira – E arrisco dizer que ela é muito pra qualquer um de nós, até pra você... Quer dizer... Já olhou pra ela? Não conheço mulher tão confiante e certa de si como ela – Balançou a cabeça – E, bom, eu não tenho nenhum tipo de interesse, claro, sou muito bem casado – deixou claro, mostrando a aliança de casamento em sua mão.
Realmente... null exalava confiança e mistério, andava como se fosse a dona do mundo, sabendo muito bem que atraía olhares tanto de homens quanto de mulheres. E isso deixava null maluco, é claro.
null franziu o cenho levemente, pensativo. Ela era tudo aquilo, sim. Mas ele sabia e sentia que o interesse era mútuo, sabia que era recíproco. null claramente retribuía os olhares dele. Não? Quer dizer, até Gerard tinha percebido...
– Ela vai hoje à noite? – ouviu a própria voz perguntar e Richard deu uma risadinha.
– Realmente não sei – foi sincero – Eu não exigi a presença dela, então é uma incógnita... null é extremamente misteriosa e reservada quanto à sua vida pessoal, então não tenho essa resposta – deu de ombros.
– Interessado mesmo, não? – Gerard riu, apertando o ombro de null, que suspirou meio frustrado – Relaxa, você pode tentar descobrir – opinou – Temos um contrato pra assinar e depois, bom... Você pode tentar falar com ela.
null concordou, talvez ele realmente fosse atrás dela para tentar descobrir, afinal, ela mesma tinha dito nas entrelinhas que ele sabia onde encontrá-la. E ele entendeu o recado. Era por isso que, alguns minutos depois, o cantor saiu da sala de reuniões e seguiu caminho até onde sabia ser a sala de null, encontrando a mulher entrando na sala no mesmo momento. Acelerou um pouco o passo e segurou a porta para que não se fechasse.
– null – null proferiu o nome dela anunciando sua presença.
null olhou para ele ao mesmo tempo que se sentou em sua poltrona, se segurando para não abrir um sorriso convencido. Ela sabia que ele viria.
– Claro, pode entrar, null – arqueou a sobrancelha um pouco debochada – Feche a porta, por favor – ela pediu, e ele prontamente o fez – Em que posso ajudar? – perguntou com um sorrisinho ladino nos lábios, o encarando.
null arqueou uma sobrancelha e sorriu da mesma maneira enquanto se aproximava da mesa dela.
– Na verdade, null... – estalou os lábios ao dizer o nome dela – Eu tenho um convite a te fazer – assim que proferiu a frase, null se surpreendeu consigo mesmo.
E ele não foi o único. null arqueou as sobrancelhas, agora sim surpresa, e se levantou, dando a volta em sua mesa, parando em frente a ela, apoiando o corpo no móvel. Cruzou os braços, encarando null, que não tirava os olhos dela.
– Como? Um convite?
– Isso – ele confirmou, lambendo o lábio brevemente, dando um passo na direção dela – Você vai à festa hoje à noite?
null semicerrou os olhos levemente.
– E se eu for? – devolveu a pergunta, abrindo um pequeno sorriso um tanto quanto cínico, que fez null rir baixo e sorrir ladino, parando exatamente em frente a ela.
– Se você for, gostaria da sua companhia – deixou claro, apoiando uma das mãos na mesa, exatamente ao lado da dela.
null encarou os olhos de null, tendo certeza de que nunca tinham ficado tão próximos.
– E se eu não for? – ela novamente perguntou, lambendo os lábios, atraindo a atenção dele para sua boca.
– Bom, se você não for... Perderemos a oportunidade de nos divertir juntos – arqueou uma sobrancelha, sugestivo.
A mulher deixou um riso baixo escapar, e foi a vez dela de arquear a sobrancelha, tombando a cabeça para o lado sem tirar os olhos dos dele.
– Sabe – estalou os lábios – Confesso que é um convite tentador, mas... Realmente não sei... – sorriu de maneira doce, algo que com certeza não combinava com o momento.
null semicerrou os olhos para ela, sabendo que não estaria entendendo o jogo dela caso Richard não tivesse dito a ele o quanto ela era misteriosa.
null, então, em uma jogada um tanto arriscada, sorriu sujo e aproximou o rosto do dela, mais ainda do que antes. Sua mão livre, levou até o braço dela e passou a ponta dos dedos pela pele exposta, vendo o exato momento em que ela se arrepiou.
Por Deus, null pensou, sem ter coragem de tirar os olhos dos dele. null não tinha feito nada e ela já se encontrava descompassada.
O cantor ergueu um pouco o rosto, a olhando de maneira intensa, quase encostando o nariz no dela, ao mesmo tempo que sua outra mão, que antes estava apoiada na mesa, subiu até o rosto dela. Ele tocou a bochecha de null com o dorso da mão, abrindo um sorriso malicioso. E apesar do toque ser doce e carinhoso, a atmosfera cheia de tesão que envolvia os dois proporcionava exatamente o contrário.
– Sabe – ele repetiu a fala dela – Acredito que você queira isso tanto quanto eu.
null balançou a cabeça, arqueando as sobrancelhas.
– Prepotente, não? – riu baixo contra os lábios dele, abaixando o olhar novamente para a boca de null.
Sim, ela estava morrendo de vontade de beijá-lo ali mesmo. Mas, qual seria a graça? null não cederia, ela dificilmente o fazia. Costumava estar sempre no controle da situação, e mesmo que null a tirasse de sua zona de conforto, a fazendo sentir vontade de abrir exceções e deixá-lo ditar as regras, ainda assim ela não o faria.
Não naquele momento, pelo menos.
– Eu diria só que tenho uma boa percepção das coisas e as enxergo como elas realmente são – null respondeu, agora tocando o rosto dela com a ponta dos dedos, descendo a mão para o queixo dela, de maneira que seu polegar tocou os lábios de null.
– E o que a sua percepção te diz, null null? – cantarolou o nome dele, fazendo questão de mover os lábios lentamente enquanto falava, roçando-os no dedo dele.
– Que você sente tanto desejo por mim quanto eu sinto por você...
Antes mesmo que null falasse algo, null cessou a mínima distância existente entre os dois. Mas, diferente do que ela achou que aconteceria, ele deu um pequeno beijo no canto da boca dela e foi até o ouvido, a fazendo se arrepiar.
null sabia que não deveria estar se deixando afetar daquela maneira. Mas, por Deus, há quanto tempo os dois jogavam aquele jogo? Fazia muito tempo. E só naquele momento, estavam, finalmente, tendo qualquer tipo de contato. Como ela podia não se afetar?
– Hmm-hm – ela resmungou, apertando a madeira da mesa entre suas mãos – Novamente... Prepotente, não? – arqueou a sobrancelha.
null riu rouco contra o ouvido dela e então se afastou, ainda a encarando. Não tinha resposta diferente para aquilo.
– E então? O que me diz, null? – abriu um sorriso que não escondia suas intenções.
– Eu digo, null null, que não sei – sorriu cínica mais uma vez, se desencostando da mesa, o que a fez quase grudar o corpo no dele – Realmente não sei...
O cantor semicerrou os olhos para ela, balançando a cabeça em negação. Por Deus. A vontade de null era agarrá-la pela nuca e encerrar aquele jogo que ela insistia em tentar ficar no controle. Ele queria mostrar a null que, quem mandava era sempre ele. De certa maneira, null já sabia que com ela não seria fácil, afinal, estavam naquilo há algum tempo, e a fala de Richard mais cedo apenas confirmou as suspeitas dele. Mas, por Deus, ele não aguentava mais. Precisava tê-la, precisava estar no controle, precisava, finalmente, da confirmação de que a química entre os dois realmente gerava faíscas. Da maneira mais literal possível. Nem que fosse apenas por uma noite.
Ele levou a mão até a própria nuca e passou os dedos por entre seus cabelos enquanto dava um passo para trás, ainda sem tirar os olhos dos dela. E null fez o mesmo, ajeitando sua postura.
– Vou pensar – voltou a falar, se afastando também, dando as costas a ele de maneira lenta, rebolando mais que o necessário enquanto voltava a se sentar em sua poltrona, com um sorrisinho nos lábios – Deseja mais alguma coisa, null null?
Você, ele pensou em responder. Mas, ao invés disso, apenas balançou a cabeça em negação.
O convite estava feito. E, os objetivos dele, implícitos.
– Nos vemos depois, eu espero – null disse esperançoso, dando as costas a ela para sair da sala – Bom trabalho, null.
A mulher mordeu o lábio ao vê-lo se afastar e, como se estivesse em uma luta interna, ela suspirou.
– null? – chamou, fazendo o cantor se virar e olhá-la por cima do ombro – Se eu for à essa festa, vai ser porque eu quero – estalou os lábios, empinando um pouco o nariz – E não porque você me convidou.
null abriu um sorriso satisfeito.
– Eu não espero diferente, null – foi o que ele disse antes de finalmente sair da sala e fechar a porta, a deixando sozinha e com tesão.
Algo que sempre acontecia quando os dois se cruzavam.
⁂
O salão estava completamente lotado, realmente a casa estava cheia, como null dissera mais cedo. A música que tocava no ambiente variava de artista, mas não de gênero. Era uma seleção feita especialmente para o aniversário da produtora, apenas com composições dos artistas que compunham o catálogo da empresa. Havia empresários, produtores e muitos artistas, acompanhados ou não. O local era enfeitado por uma decoração, moderna e bonita, com uma iluminação um pouco escura.
Próximo a uma mesa posicionada mais à direita, null ria de alguma coisa que Gerard recém tinha falado, e estendeu sua mão para um garçom quando ele passou com copos de whisky, pegando um para si. Deu um gole pequeno na bebida, ao mesmo tempo que os acordes de Midnight começaram a tocar e o cantor abriu um sorriso orgulhoso.
– Sabia que te encontraria aqui – Alesso riu ao ver o amigo, o cumprimentando com um abraço breve – Fizemos um bom trabalho, não?
– Muito bom trabalho – null concordou depois de cumprimentar o parceiro – Não sabia que vinha.
– E eu lá perco uma festa? – Alesso brincou – E aí, Gerard – engatou uma conversa com o outro amigo de null.
null acabou se distraindo por alguns momentos, procurando um certo alguém entre as muitas pessoas que estavam no local. E isso não passou despercebido por Gerard.
Já tinha se passado uma hora do horário de início da festa. E nada de null chegar. Talvez ela realmente não fosse vir. E ele não podia estar mais frustrado com aquilo...
– null – Gerard chamou o cantor, mas, sem resposta – null! – disse mais alto, e só então null o ouviu.
– O que foi, cara? – questionou sem entender, nem percebendo que tinha ficado tanto tempo a procurando.
– Ih, cara... Acho que não vai ser hoje, hein? – brincou, apertando o ombro dele – Relaxa, curte a festa...
– Vou curtir – null respondeu, virando o copo de whisky que tinha em mãos.
– Do quê estamos falando? – Alesso quis saber, franzindo o cenho um pouco confuso com o rumo da conversa.
– null tá interessado na null – Gerard contou e null suspirou.
– Na null? Braço direito do Richard? – questionou surpreso e olhou para null para confirmar.
– Sim – foi Gerard quem respondeu – Ele esperava que ela viesse hoje, mas...
null olhou de um para o outro, os dois amigos conversando como se ele nem estivesse ali. Conteve um revirar de olhos. Estava frustrado, mais que o normal. Realmente achou que null viria. Acabou por ficar quieto, já que não queria comentar sobre aquilo, e se virou para soltar seu copo vazio de whisky na mesa.
E foi então que ele a viu.
null estava excepcionalmente bonita naquela noite. E não foi difícil vê-la entrar, apesar de o local estar lotado. O vestido vermelho que ela usava fazia muito bem o trabalho de não passar despercebido. Toda a atenção de null se prendeu nela. Nem que ele quisesse conseguiria desviar o olhar da mulher que vinha o deixando maluco.
Com a cabeça erguida, um andar poderoso e um sorriso de tirar o fôlego de qualquer um – principalmente de null – null andou pelo local, parando para cumprimentar, brevemente, alguns colegas e artistas com quem trabalhava. Em meio a uma risada e outra, ela desviou o olhar, parando em um certo cantor que não tirava os olhos dela.
null passou a língua pelos lábios brevemente e arqueou uma sobrancelha de maneira discreta, abrindo um sorrisinho ladino para ele. Por Deus, de todos os artistas que já trabalhou, null era o único que despertava desejo nela. E ele estava incrivelmente lindo. E gostoso. O cantor vestia um terno preto com uma camisa branca por baixo, os dois primeiros botões abertos – esse detalhe deixando a roupa extremamente sexy. Seus cabelos estavam penteados e sua barba, por fazer. E null sabia, só de olhar para ele, que ele estava extremamente cheiroso. Mas talvez ela precisasse confirmar aquilo mais de perto...
Desviou o olhar por alguns segundos, dizendo algo para as pessoas com quem conversava antes de olhar novamente para null e sair andando em direção ao bar, em um convite explícito que sabia que ele entenderia.
Sem decepcionar, null deixou seus amigos para trás, não pensando duas vezes ao tomar aquela atitude. Viu null de costas, apoiada na mesa do bar, provavelmente pedindo por algum drink específico que os garçons não estavam servindo nas mesas. Como se sentisse que ele estava próximo, a mulher se virou, abrindo um sorriso bonito para o cantor, que quase o fez perder o rumo.
– Boa noite, null null – estalou os lábios ao dizer o nome dele, o pequeno sorriso ladino e confiante nunca saindo de seu rosto.
– Boa noite, null – null a cumprimentou, arqueando uma sobrancelha e sorrindo de lado, ficando próximo a ela – Pedindo algo especial?
– Um negroni – respondeu encolhendo os ombros, passando os olhos pelo corpo dele sem medo – Bonito terno...
– Bonito vestido – devolveu o elogio, estreitando os olhos com um sorrisinho malicioso.
null sorriu também e pegou seu drink quando o barman a entregou, se virando novamente para null.
– Então...
– Achei que não fosse vir – null falou ao mesmo tempo que ela.
A mulher deu uma risadinha.
– E eu não vinha – confessou, o fazendo arquear a sobrancelha em surpresa – Mas, acabei mudando de ideia... – estalou os lábios – Nada sobre você, claro...
null não acreditava nem um pouco naquilo.
– Vou realmente fingir que acredito nisso, pra massagear seu ego da maneira que você quer – provocou, se aproximando e parando exatamente em frente a ela antes de estender a mão em um convite para que fossem dançar.
null acabou por não responder à provocação dele. Deu um longo gole em seu drink e aceitou a mão de null, sentindo o cantor depositar a outra mão em suas costas de maneira firme, um gesto que a fez se perguntar se ele tinha aquela firmeza durante outras ações.
Os dois ficaram frente a frente e, sem demora, null começou a mover seu corpo no ritmo da música, não ousando desviar os olhos de null. E, bom, ela suspeitava muito que não conseguiria, mesmo se tentasse.
null, por sua vez, lambeu os lábios ao vê-la dançar, exalando confiança e naturalidade em seus movimentos, algo que o fez desejá-la mais ainda.
null jogou seus cabelos para o lado, lançando um olhar intenso a null antes de virar de costas para ele. E, imediatamente, atingiu o objetivo que queria. Os olhos de null desceram instantaneamente para a bunda dela, que se mexia conforme ela rebolava de maneira excepcionalmente lenta. Suas costas nuas devido a falta de tecido do vestido, que começava um pouco acima da bunda, nunca pareceram tão atrativas e ele se pegou sentindo urgência de beijar a pele dela.
Sabendo muito bem que estava sendo observada de maneira atenta, null virou o rosto e encarou null por cima do ombro. Seus olhos estavam semicerrados levemente e ela mordiscou o lábio inferior antes de piscar para ele e se virar finalmente, encostando o corpo no do cantor. null, sem demora e com um sorriso malicioso, tocou a cintura dela firmemente, acompanhando os movimentos do corpo de null enquanto ela dançava.
– Sabe... Sua bunda é um espetáculo – ele elogiou e null soltou uma gargalhada gostosa, tombando a cabeça levemente para trás.
– Eu realmente esperava qualquer outro elogio no momento, mas não esse – tocou o pescoço de null levemente, seus dedos gelados o fazendo se arrepiar – Mas devo dizer que gostei – abriu um sorriso malicioso – Muito.
null sorriu ladino, balançando a cabeça.
– Se precisar de mais elogios, null... – levou a mão que tocava a cintura dela até as costas nuas, sentindo-a se arrepiar. Aproximou o rosto do dela antes de falar no ouvido da mulher – Você é um espetáculo – estalou os lábios, fazendo questão de roçá-los pela região – E você me fascina, por completo...
A reação que null teve ao ouvir a última frase foi de grudar seu corpo no dele, mais ainda do que antes, totalmente extasiada.
Fascínio. Qualidade ou poder de fascinar, de exercer forte atração, sensação de deslumbramento, de encanto. Uma palavra que nunca ninguém tinha usado para se referir a ela antes, de maneira alguma. E ouvi-la sair da boca de null null mexeu com null de uma maneira que ela não imaginou ser possível.
E null não tinha ideia de como a escolha da palavra foi correta.
Porque ela se deu conta de que sentia a mesma coisa por ele.
null null era fascinante. E null não via a hora de poder experimentar e sentir como era estar com ele.
Ela sentiu os lábios dele roçarem por seu pescoço, sem realmente depositar algum beijo e aquilo estava deixando-a maluca. Os dedos de null deslizaram até a nuca dela, e ele tocou firmemente a região, sem puxar os cabelos longos da mulher. null semicerrou os olhos levemente, sem parar de mover seu corpo junto com ele, seus dedos indo até a nuca do cantor.
– Desde que eu te vi pela primeira vez, null, você... – fez uma pausa pensando nas palavras que diria, ainda sem afastar a boca da pele dela – Você me deixa maluco – embrenhou mais ainda os dedos nos cabelos dela – E eu sinceramente não vejo a hora de me perder no seu corpo e esquecer de todo o resto – afastou o rosto apenas para olhá-la de maneira intensa.
null abriu um sorrisinho extasiado ao ouvi-lo e passou a língua pelos lábios. Se desvencilhou do toque dele e virou de costas, grudando o corpo no dele. null respirou fundo ao sentir a bunda dela roçar contra seu quadril e passou o braço pela barriga dela, como se quisesse se certificar de que ela não se afastaria de maneira alguma. E null, entendendo o recado, levou uma das mãos até a nuca dele, se apoiando enquanto dançava, fazendo questão de rebolar mais ainda do que antes apenas porque sabia que estava em contato com uma região um tanto quanto... Interessante.
– É recíproco, null – null declarou, virando o rosto de lado para poder olhá-lo de canto de olho. Sentiu o cantor colocar seus cabelos para o lado, deixando o pescoço a mostra, roçando os lábios na região em seguida, o que fez com que mais um arrepio passasse pelo corpo dela. E, como resposta, null empinou a bunda para trás, sentindo a excitação dele já começando a ficar presente, ao mesmo tempo que arranhou a nuca de null – Você gosta disso? Que eu rebole... – lambeu os lábios com um sorriso sujo – No seu pau?
As pupilas de null se dilataram ao ouvir a fala dela. null estava brincando com o fogo. E sim, ele gostava, mas certamente não da maneira que ela achava, não naquele contexto. null achava que estava no controle da situação. As coisas com ele não funcionavam bem assim...
– Me provocando? Não sei se isso é algo inteligente a se fazer, null – disse rouco próximo ao ouvido dela, sua mão que a mantinha perto roçando pela barriga dela – Por mais deliciosa que seja a sua bunda roçando no meu pau, eu realmente não quero que pense que tem o controle aqui...
null riu maliciosa.
– Ah, null null... – arranhou mais ainda a nuca dele, ouvindo um gemido rouco do cantor em seu ouvido – Eu sempre estou no controle.
Bom, ela não poderia estar mais errada. Mas descobriria aquilo mais tarde, de uma maneira deliciosamente torturante.
null semicerrou os olhos, soltando um riso baixo, da mesma maneira que ela fez antes. Ele depositou um beijo longo e demorado na nuca de null e, como se quisesse fundir o corpo dos dois, a forçou ainda mais contra si.
– Vamos sair daqui, sim? – sugeriu – Me encontra no estacionamento, null. Um Audi preto estacionado próximo a porta de entrada.
null lambeu os lábios, se virando de frente para ele. Tocou a nuca dele novamente e aproximou os lábios dos de null, sem encostá-los. Estreitou os olhos.
– Por que eu deveria? – questionou, arqueando a sobrancelha – Não recebo ordens, null.
null deu uma risada maliciosa e balançou a cabeça em negação, apertando a cintura dela firmemente ao mesmo tempo que entrelaçava os dedos mais uma vez nos cabelos dela, agora puxando um pouco, contendo a força que queria realmente usar já que estavam em público.
– null... Vamos – estalou os lábios – Não precisa se esforçar pra parecer que não tá maluca pra que eu te foda, sabe? – arqueou a sobrancelha, e, bom, ele tinha razão – Porque eu sei que sua calcinha já deve estar molhada... – puxou os cabelos dela mais um pouco, fazendo-a deitar a cabeça levemente para o lado – E sei que você quer isso tanto quanto eu, então, vou mandar mais uma vez... – deixou claro em seu olhar que era bom ela não desobedecer e, para ser sincera, null não sabia mais se queria estar no controle – Me encontra no carro.
null soltou os cabelos dela e lançou um olhar intenso a mulher antes de virar as costas e andar em direção a mesa que antes estava com seus amigos. null engoliu seco, olhando ao redor meio em êxtase, se perguntando se alguém tinha visto ou ouvido aquilo.
Por Deus, ela estava fodida... Totalmente maluca de tesão por null null. Sua calcinha realmente estava molhada. E, exatamente como ele esperava, ela andou sem demora em direção a saída do salão, excitada demais para sequer pensar em contestar qualquer ordem vinda dele.
Não foi difícil encontrar o carro de null, sendo o único Audi estacionado na região que ele descreveu. Ela se encostou no capô, mordendo o lábio de maneira ansiosa, sem tirar os olhos da porta, logo vendo null vir em sua direção, o olhar fixo nela enquanto suas mãos tatuadas ajeitavam a gola da camisa que ele vestia.
Por Deus. Como ele conseguia ser ridiculamente sexy e gostoso daquela maneira?
Quando chegou próximo a ela, parou em frente a mulher, que o encarou um tanto ansiosa. E excitada, claro.
– Vamos? – questionou de maneira retórica, tocando as costas dela para guiá-la até a porta do passageiro.
null balançou a cabeça em confirmação, entrando no carro assim que ele indicou para que ela o fizesse. null deu a volta no carro e entrou, sem colocar o cinto de imediato. Ela franziu o cenho, olhando curiosa para ele, enquanto colocava o próprio cinto.
– Espera – pediu, levando a mão até o cinto dela, a impedindo de continuar o que estava fazendo. O olhar dos dois se encontrou, e ele a pegou pela nuca, inclinando o corpo na direção dela – Eu preciso fazer isso – declarou, e null entendeu, logo levando a mão até a nuca dele também, ao mesmo tempo que sentiu os lábios de null grudarem nos seus em um beijo extremamente quente.
Não demorou para que as línguas dos dois brincassem uma com a outra e não foi um beijo longo, mas certamente foi muito melhor do que imaginaram. A mão de null puxou os cabelos dela com menos força do que ela gostaria, mas, ainda assim, foi suficiente para deixá-la ainda mais desejosa. null respondeu arranhando a nuca dele com força, fazendo null arfar baixo em surpresa. Ele finalizou o beijo puxando o lábio dela para si, a encarando intensamente enquanto abria um sorriso sujo.
– Realmente fascinante – declarou ao se afastar, soltando a nuca dela, só então colocando seu cinto.
null sorriu de maneira contida, mas o elogio teve outra reação em sua intimidade. Ela colocou o cinto também, enquanto se perguntava como diabos um beijo poderia deixá-la daquela maneira, tão... Molhada.
Em silêncio, null deu partida no carro.
– Vamos para o Hard Rock Hotel, se importa? – questionou de maneira a informá-la onde estavam indo.
– Não – e era verdade.
null estava pouco ligando para onde eles iriam, só o que interessava à ela era estar com ele.
– Ótimo – null sorriu ladino, a olhando de canto de olho, enquanto colocava uma música para tocar e tirar o carro do silêncio.
A mulher se mexeu no banco, mordendo o próprio lábio, virando um pouco o corpo para ele. A tensão sexual e o tesão no ar eram quase palpáveis. E ela não sabia se conseguiria aguentar até chegarem no hotel para suprir um pouco das necessidades que estava sentindo...
– Sabe – estalou os lábios, esticando a mão para tocar o pescoço dele com a ponta dos dedos, roçando as unhas pelo local, ao mesmo tempo que inclinou o corpo para tocar, com a outra mão, a coxa dele, a apertando firmemente, fazendo null respirar fundo – Talvez eu possa adiantar algumas coisas... Afinal, te deixei duro enquanto rebolava contra você, não?
null apertou o volante. null estava, mais uma vez, brincando com o fogo, mas ele não a impediria. Não naquele momento...
Sem responder, ele apenas lançou um olhar a ela, dando margem para que ela interpretasse como bem entendesse. E assim, ela entrelaçou os dedos nos cabelos dele, arranhando agora a nuca de null, enquanto a mão subia perigosamente perto do membro duro dele, que estava muito bem evidente sob o tecido da calça social que vestia.
– Hm? E se... – null deslizou levemente a mão sob o volume, só então apertando com firmeza – Eu brincar um pouquinho enquanto você dirige? Você gostaria disso, não? – arqueou a sobrancelha.
Mais uma vez, null não respondeu. Ele estava dirigindo, porra. null realmente não sabia o efeito que as provocações dela teriam mais tarde...
– Não vai me responder, null? – abriu um sorriso malicioso, sua mão agora abrindo o fecho da calça dele e adentrando facilmente, o fazendo soltar um gemido baixo e contido ao sentir o toque dela em sua excitação, mesmo por cima da boxer que ele vestia – Hmm-mm... Me parece delicioso – lambeu os lábios antes de aproximar a boca do pescoço dele, fazendo com que o cantor deitasse um pouco a cabeça para o lado, de maneira meio automática.
E no exato momento em que null sentiu os lábios de null em seu pescoço, assim como a mão dela tocando diretamente seu membro, o dedão contornando a glande lentamente, ele virou a direção de maneira brusca e estacionou o carro na primeira vaga que viu, fazendo a mulher o olhar confusa e até assustada pela movimentação repentina.
null não se deu ao trabalho de soltar o cinto de segurança. Ele agarrou null pela nuca com força, de maneira que o rosto dela ficasse quase grudado no seu. A outra mão, levou até o seio dela, por cima do vestido, e ele não se conteve ao ver a marquinha do mamilo sob o tecido, beliscando-o com força, se extasiando com o gemido baixo que ela soltou ao fazer aquilo.
– null – arqueou a sobrancelha enquanto a encarava – Eu realmente achei que você tinha entendido que quem manda aqui sou eu... – cantou as palavras, agora envolvendo o seio dela por inteiro, o apertando, fazendo ela arfar surpresa, ao mesmo tempo que ele puxou mais ainda os cabelos dela – Isso significa que você não pode me provocar quando bem entender, somente se eu deixar – explicou com uma voz calma que com certeza não combinava com o momento – Fui claro? – perguntou, fazendo ela gemer baixo e piscar levemente ao olhar diretamente para ele.
Por Deus. null sentia sua calcinha mais molhada do que provavelmente nunca esteve. Era ridículo, logo ela, que sempre estava no controle de todas as situações, tão confiante e segura de si, reagir daquela maneira com a dominância de null – e pior ainda, desejar que ele continuasse. Cada vez mais.
– Você entendeu, null? – null questionou mais uma vez, e ela então balançou a cabeça em confirmação – Vamos, eu quero ouvir você dizer...
– Eu entendi, null – deixou claro, a voz saindo mais baixa do que ela planejou.
– Ótimo – ele estalou os lábios, roubando um beijo rápido dela, voltando a se sentar para dar partida no carro.
null, em silêncio e em êxtase, retomou a postura correta no banco, ainda sentindo o efeito dos toques dele em seu corpo.
– Tira a calcinha – null mandou e ela o olhou surpresa.
– Como? – questionou apenas para ter certeza.
– Tira a calcinha, null – pediu mais uma vez, sem olhar para ela – E dá pra mim – estendeu a mão, segurando a direção apenas com a outra.
null engoliu seco, mas, dessa vez, não ousou desobedecer. Se moveu no banco e rapidamente tirou a peça de lingerie vermelha e rendada, vendo os fios de sua lubrificação molhando o tecido, estendendo a mão para entregar a ele.
null abriu um sorriso satisfeito ao ver o estado da calcinha dela, guardando a peça em seu bolso, sobre o olhar atento de null.
– Abre as pernas e levanta o vestido – mandou mais uma vez, e ela não desobedeceu, fazendo o que ele pediu.
O cantor virou o olhar para ela, seus olhos brilhando de luxúria e desejo, além de satisfação, ao vê-la acatar suas ordens.
– Boa menina – sorriu malicioso, levando sua mão até a perna exposta de null, passando a ponta dos dedos, a fazendo respirar fundo em excitação.
null null realmente a deixaria maluca.
Ele roçou os dedos por mais alguns segundos antes de apertar a coxa dela com força, deixando sua mão marcada na pele de null.
– Vamos deixar algo claro, null – null voltou a falar, ainda tocando a perna dela – Eu posso... Me empolgar um pouco, então, se em algum momento você se sentir desconfortável, deve me avisar – olhou para ela – Estamos entendidos?
– Sim – a resposta saiu facilmente, e de alguma maneira, null tinha certeza de que não se sentiria desconfortável em momento algum.
– Perfeito – ele sorriu, subindo mais a mão até perto da virilha dela, tocando a região próxima a intimidade – Abre mais as pernas pra mim, meu bem – null pediu, e assim null o fez. Voltou o olhar para a frente, mas isso não o impediu de finalmente passar a ponta de seus dedos pela região que mais necessitava de atenção – Você tá encharcada, null – lançou um olhar extasiado a ela, melecando seus dedos – Porra...
null arfou baixinho, seu peitoral subindo e descendo devido a maneira profunda como respirava, completamente excitada e entregue à ele. E null mal tinha a tocado...
– Já estamos chegando – avisou, dirigindo com cuidado, já dobrando na rua do hotel, mas sem deixar de se dedicar a ela, seus dedos agora rodeando o clitóris de null, a ouvindo gemer em resposta – Tão deliciosamente pronta pra mim...
– Só pra você – ela ouviu a própria voz falar, e null a encarou ao ouvir a declaração, abrindo um sorriso bastante satisfeito, sentindo seu membro endurecer mais ainda.
– Você não sabe o efeito que saber disso tem em mim, null – null confessou, abaixando a guarda apenas por aquele momento.
null o olhou, lambendo os lábios, sorrindo um tanto rendida à null null. Ela entendia o que ele sentia, porque provavelmente se sentia da mesma maneira. Não era a hora, nem o momento, mas null se pegou tendo certeza de que aquela noite era só o início daquela... Relação que estavam construindo.
Sem aviso, e com o olhar fixo nela, null beliscou levemente o clitóris de null, fazendo ela gemer surpresa com o movimento, despertando nele uma excitação maior ainda. null deslizou seus dedos a entrada dela, circundando o local e fazendo uma leve pressão, sem penetrar. Tão rápido quanto começou a fazer aquilo, ele se afastou, a deixando desnorteada.
– Chegamos – avisou, enquanto levava os dedos que antes a tocavam até a própria boca, fazendo questão de mexê-los para ver a lubrificação dela antes de lambê-los, quase soltando um gemido de satisfação ao sentir o gosto dela – Mais uma vez, null... – a olhou, observando a mulher ajeitar seu vestido – Completamente fascinante.
null lambeu os lábios e abriu um sorriso ao vê-lo se deliciar com seu gosto, aquele simples gesto a excitando mais ainda. Ela tinha certeza de que o banco do carro de null estava melecado com sua excitação. E não se desculparia por aquilo. Também não era como se ele fosse se importar...
Ela terminou de ajeitar seu vestido ao mesmo tempo que ele estacionou o carro em frente ao hotel, já abrindo a sua porta para sair, enquanto o concierge se aproximava para levar o veículo para a garagem.
– Obrigado – null agradeceu ao entregar a chave para ele, e fez a volta para encontrar null, estendendo a mão quando ela desceu do carro, logo envolvendo a cintura dela firmemente.
Juntos e em um silêncio nada desagradável, os dois seguiram para dentro do hotel. Cumprimentaram os funcionários e andaram até o elevador, onde null usou seu cartão de acesso para que as portas se abrissem. E, assim que eles se viram fechados dentro da caixa de metal, null, pouco se importando com as câmeras, grudou seu corpo no de null e prensou-a contra a parede, a fazendo arfar em surpresa.
– As câmeras... – ela o lembrou, sua voz saindo baixa devido a excitação.
null balançou a cabeça em negação, apoiando a mão ao lado da cabeça dela, enquanto a outra segurava firmemente o pescoço de null, sem apertar, apenas para fazê-la olhar para ele.
– Hotel confiável?
– Sempre – garantiu, já que não era a primeira vez que ele ia passar a noite ali com alguma mulher.
E null entendeu. Era óbvio. null morava na cidade, não dormia em hotéis. Apenas nessas situações...
Decidida a deixar aquilo não a afetar, até porque não tinha motivo, ela levou a mão até a nuca dele, embrenhando os dedos nos cabelos do cantor. Em resposta, null deslizou a mão para a nuca dela e aproximou seus lábios do pescoço de null, depositando beijos que com certeza deixariam algumas marcas.
E nenhum dos dois se importava.
O barulho das portas se abrindo fez eles se afastarem brevemente. null novamente levou a mão as costas dela e seguiram até o quarto dele, não demorando a entrar no cômodo. E novamente null se viu sendo prensada contra a parede, mas, dessa vez, null estava atrás dela.
Ele ergueu um dos braços dela, deslizando os dedos até chegar na mão, prendendo o punho de null no alto. Com a outra mão, afastou os cabelos dela e a fez ficar com a cabeça virada para o lado. Roçou seus lábios pela lateral do rosto de null, os pelos de sua barba causando uma sensação gostosa enquanto deslizava até o ouvido dela.
– Enfim sós, não? – perguntou de maneira retórica, pressionando seu quadril contra a bunda deliciosa de null.
– Finalmente – ela respondeu, o fazendo rir de maneira nasalada, o que a fez se arrepiar por completo e empinar mais a bunda contra ele.
null arfou baixinho ao senti-la, seu membro duro encaixado perfeitamente na bunda espetacular de null. Ele desceu a mão pela lateral do corpo dela e, como ela estava de costas, adentrou a mão na lateral do vestido. Enquanto depositava beijos pelo pescoço e ombros da mulher, sua mão continuou a explorar o corpo dela até encontrar o seio, que se encaixou de maneira perfeita no toque ele.
– Ansiosa, null? – null questionou, malicioso, ao mesmo tempo que beliscava o mamilo, sem conter a força.
null gemeu um tanto alto em resposta, sem conseguir proferir nada mais que aquilo.
Deliciosamente doloroso.
Ela sentiu sua lubrificação praticamente escorrer por suas pernas, e moveu a bunda contra ele, mexendo um pouco o quadril.
– null... – null apertou o seio dela, a outra mão descendo até a fenda do vestido que ela usava, erguendo o tecido para tocar, finalmente, a bunda da mulher – O que eu falei sobre me provocar? – espalmou a mão no local, apertando.
– Desculpa, null – respondeu prontamente, mesmo estando realmente dividida entre provocá-lo para ser punida ou obedecer de maneira criteriosa para ser recompensada.
Dúvida cruel, não?
– Boa menina – elogiou mais uma vez e então afastou seu toque, dando um passo para trás – Vamos tirar esse vestido, sim? Vira de frente pra mim... – mandou, enquanto tirava seu paletó e dobrava as mangas de sua camisa, gesto que fez null fixar os olhos em nas mãos dele.
Eram apenas mãos. Por que diabos ela se sentia tão excitada ao vê-lo mexê-las daquela maneira?
Talvez porque imaginasse o quão ágeis elas eram fazendo outra coisa...
– null? Eu mandei você tirar o vestido – null voltou ao falar ao ver que a mulher ainda estava parada.
Ela piscou e olhou para ele, se situando. E então, levou as duas mãos até o fecho da alça do vestido em seu pescoço, o abrindo com facilidade. Foi necessário apenas aquele gesto para que a parte frontal da roupa deslizasse pelo corpo dela, expondo seus seios para null.
E o olhar dele a deixou completamente extasiada.
null era acostumada a receber olhares. Ela era uma mulher incrivelmente bonita, não só pela aparência, mas pela segurança e autoconfiança que tinha, aquilo era claro para todos que a conheciam.
Mas, naquele momento, ela tinha certeza de que nunca tinha visto tanto desejo em um olhar. Nunca ninguém a olhou daquela maneira. E saber que null null era o detentor desse olhar, massageou o ego dela de uma maneira incrivelmente gostosa.
Por isso, null lambeu os lábios e deu um passo na direção dele, ao mesmo tempo que ele fazia o mesmo. Bem em frente a ele, ela abriu o fecho traseiro de seu vestido e deixou que a peça deslizasse completamente até o chão, ficando completamente nua.
null quase soltou um gemido de satisfação.
Seus olhos mais uma vez demonstraram tanto desejo, luxúria, tesão e admiração ao observar o corpo dela, que ele não aguentou e rapidamente a pegou pela nuca, trazendo-a contra si.
Ele, completamente vestido, e ela, completamente nua. Os dois, completamente malucos de tesão um pelo outro.
null a fez deitar a cabeça para trás, e roçou os lábios pelo pescoço dela, a fazendo soltar gemidos baixinhos, enquanto sua outra mão deslizava por toda a extensão do corpo de null. E ela, por sua vez, levou as duas mãos até as costas dele e puxou a camisa que ele usava, a tirando de dentro da blusa, tocando a pele dele por baixo do tecido, arranhando o local até retirar a camisa pela frente também. null rapidamente entendeu o que ela queria e a olhou, grudando os lábios nos dela em um beijo, enquanto suas próprias mãos iam até o fecho de sua calça e null retirava a camisa que ele vestia.
Assim que se viu livre da peça de cima, ele mordiscou o lábio dela, puxando-o para si, esquecendo a tarefa de tirar sua calça. Envolveu a cintura dela com o braço mais uma vez e levou sua mão até o seio de null, o apertando com firmeza.
– Eles são perfeitos – declarou, descendo beijos pelo pescoço dela em direção a eles, fazendo o corpo dela se inclinar um pouco para trás enquanto se aproximava.
Beliscou o mamilo, o puxando com um pouco de força, fazendo null soltar um grunhido surpreso, que depois virou um gemido ao sentir um tapa que null desferiu contra seu seio.
Ela arfou, o encarando de cima, enquanto ele a olhava de baixo, com um sorriso sujo, se certificando de maneira silenciosa de que não tinha passado dos limites. Mal sabia ele que a tolerância de null era alta...
Voltou a beijar a pele dela, finalmente envolvendo o biquinho com os lábios, o chupando com vontade, dando leves mordiscadas. Sua outra mão desceu até a bunda dela, região que apertou com força, deixando seus dedos bem marcados, dando um tapa em seguida, nem de perto utilizando a força que realmente queria.
E null sentiu aquilo. Ela sabia que null estava se contendo.
– Você não precisa medir sua força comigo – ouviu a própria voz dizer, fazendo ele parar o que estava fazendo e olhar para ela surpreso.
– Essa é uma frase um tanto quanto arriscada pra dizer pra mim, null – null avisou, arqueando a sobrancelha, a agarrando pela nuca mais uma vez, descendo a outra mão em direção a intimidade dela – Porque se você soubesse as coisas que eu já me imaginei fazendo com você...
– Me mostra – novamente ela pediu.
Por Deus, null, cadê seu autocontrole?, perguntou a si mesma em pensamento, tendo a resposta imediatamente: seu autocontrole deixou de existir ao se tratar de null null.
null sorriu sujo, dando uma risadinha maliciosa, puxando os cabelos dela com força, enquanto seus dedos brincavam na intimidade molhada e excitada dela, passando pela entrada, fazendo as pernas dela falharem.
– Eu não tenho pressa, null – deixou claro – E eu sei que, assim como eu, você sente que essa não vai ser a única vez. Teremos mais oportunidades, e eu quero fazer direito – explicou, a encarando de maneira intensa – Então fica calma, meu bem... – semicerrou os olhos, enquanto arriscava penetrar um dedo nela, ouvindo um gemido que o incentivou a enfiar por completo junto de mais um – Eu faço questão de te mostrar exatamente a força que eu tenho vontade de usar com você, mas em outro momento... – continuou a falar, sem desviar os olhos do rosto dela, querendo acompanhar cada expressão – Agora eu quero que você foque nos meus dedos fodendo sua buceta, null...
Aquilo foi suficiente para que null quase derretesse. Aquelas palavras ditas de maneira tão suja, os olhos dele a encarando com tanto tesão e o desejo... Ela não se lembrava de ter tido uma foda tão excitante. Quer dizer, eles nem tinham transado ainda e ambos já sabiam que aquilo se repetiria. Um tanto quanto excitante, não?
Ao receber como resposta apenas gemidos, null intensificou um pouco os movimentos de seus dedos, a penetrando em um ritmo constante enquanto sentia a palma de sua mão roçar contra o clitóris dela de maneira deliciosa.
– Porra – null gemeu baixo, fechando os olhos, apenas para ter seus cabelos puxados em repreensão.
– Olhos abertos, null... Olhando pra mim – mandou, e ela precisou se esforçar para obedecer dessa vez – Vamos, eu quero que você goze nos meus dedos – null pediu, estalando os lábios, erguendo um pouco o rosto, a encarando com um pouco de superioridade e dominância.
null sabia que não seria nada difícil acatar o pedido dele, já que poucos segundos depois ela cravou as unhas no braço de null e sentiu suas pernas tremerem, enquanto seu corpo era envolvido em um orgasmo intenso e longo, e gemidos altos saíam de sua boca, sem controle algum. O tempo todo mantendo os olhos nele, como fora mandada.
– Isso, null... Assim – null abriu um sorriso extremamente sujo e satisfeito, não parando de movimentar seus dedos até sentir o corpo dela começar a se acalmar.
null permaneceu segurando o braço dele, respirando fundo para tentar fazer sua respiração voltar à um ritmo mais lento. Ela fixou seu olhar em null, e lambeu os lábios, entreabrindo-os em seguida.
– Intenso, não? – sorriu, retirando os dedos de dentro dela, enquanto a via suspirar em resposta. Dessa vez, ao invés de ele mesmo provar o gosto dela, ele a fez abrir a boca e chupar os dedos dele, só os tirando quando estavam limpos por completo – Boa menina... – piscou para ela, e então a soltou, por fim, deixando null até um pouco sem rumo – Na cama – mandou, e null novamente não ousou desobedecer, se sentando na cama – Deitada, null, com as pernas abertas.
A mulher acatou as ordens, se posicionando como ele pediu, enquanto observava atentamente null retirar o cinto que ainda mantinha sua calça no lugar. Ele soltou a peça sobre a beirada da cama, sem tirar os olhos dela, e abriu os botões, retirando a calça por completo, dobrando-a para colocar sobre uma cadeira mais afastada.
Em êxtase e aproveitando o breve momento de distração de null, enquanto o encarava com desejo, null fechou suas pernas, roçando-as uma na outra, tentando, de qualquer maneira, aliviar o que estava sentindo.
– Eu mandei você abrir as pernas, null – ele disse firmemente, a observando pelo reflexo do espelho.
Ops, null pensou, abrindo as pernas novamente, podendo sentir e ver os fios de sua lubrificação melecarem suas coxas.
Ela mal teve o primeiro orgasmo e já estava daquela maneira novamente?
null sorriu satisfeito ao ver a cena e então se aproximou, com o cinto na mão, e já sem a boxer, cena que deixou null completamente sem reação. Ele subiu na cama, e ergueu os dois braços dela, os prendendo com o cinto para mantê-los daquela maneira.
– Você vai ficar quieta e vai me obedecer – disse firme e rouco, enquanto passava a ponta dos dedos pelo abdômen dela, sorrindo ao vê-la reagir ao seu toque – Porque eu realmente não gosto que me desobedeçam, null, e eu percebi que quando você quer, consegue acatar ordens – arqueou uma sobrancelha, levando a mão até o rosto dela, o apertando levemente – Não é verdade?
null engoliu seco, balançando a cabeça em confirmação.
– Sim – respondeu, mesmo não havendo necessidade, porque sabia que ele queria ouvi-la dizer.
– Perfeito. Você já aprendeu que se me obedecer, vai gozar – sorriu malicioso, fazendo um leve carinho no rosto dela, a surpreendendo com o gesto que nada combinava com o que faria a seguir.
Em um movimento rápido, levou as duas mãos até a cintura dela e a virou, a fazendo ficar com a bunda empinada para cima. null arfou ao vê-la daquela maneira, principalmente porque a intimidade de null estava, literalmente, escorrendo. E aquilo não podia excitá-lo mais.
Ela lambeu os lábios, se ajeitando de maneira confortável, apoiando os antebraços na cama, ficando de quatro. Sentiu a mão de null alisar sua bunda, e previu o que viria seguir. null, sem qualquer aviso, desferiu um tapa forte, apenas para voltar a alisar em seguida, ouvindo-a gemer de maneira deliciosa.
– Eu já disse que sua bunda é espetacular? – perguntou de maneira retórica – Porque realmente é... – estalou os lábios, agora tocando-a com as duas mãos, apertando com firmeza antes de dar mais um tapa, agora no outro lado, e também com um pouco mais de força.
null mordeu os lábios, arqueando um pouco o tronco. Ela jogou os cabelos para o lado, e olhou para ele por cima do ombro, enquanto arfava baixinho.
– Porra, null... – null disse, extasiado com a visão que tinha – Se você pudesse ver sua buceta agora... – lambeu os lábios, balançando a cabeça em negação, tocando a intimidade dela de repente, melecando seus dedos enquanto sorria sujo – Talvez seu gosto seja um dos melhores que já provei – declarou, a fazendo sorrir pequeno e satisfeita ao ouvir aquilo.
null ficou de joelhos na cama, atrás de null. Colocou rapidamente uma camisinha e encaixou seu corpo perfeitamente contra o dela, seu membro roçando de maneira deliciosa na bunda da mulher. Uma das mãos, ele deslizou pelas costas dela até chegar no ombro, segurando o local com firmeza. E com a outra, desferiu mais um tapa na bunda dela, que fez null gemer de dor e prazer. Ele então se abaixou, e depositou alguns beijos quentes pela pele ardida, subindo os beijos pelas costas dela. Sua outra mão, tocou o abdômen da mulher e seguiu para os seios, até chegar no pescoço, usando como apoio para deixá-la em pé e com as costas completamente grudadas em seu peitoral.
Com essa nova posição, null notou pela primeira vez que havia um grande espelho na parede atrás da cama, já que os dois estavam de frente para o objeto.
– Olha só... – null a encarou pelo reflexo, sorrindo ladino – Interessante a visão, não?
null roçou os dentes pela pele dela, dando uma leve mordidinha no ombro. Sua mão livre, que não segurava o pescoço de null, desceu para o seio dela, apertando com firmeza e beliscando o biquinho mais uma vez, a fazendo gemer.
– Você gosta disso, não? – questionou, mesmo sabendo que a resposta era sim, e então fez mais uma vez, dessa vez puxando com mais força, a fazendo arfar – Sim?
– Sim, eu gosto... Muito – finalmente ela respondeu em voz alta, rebolando a bunda contra o pau dele, fazendo null semicerrar os olhos para o reflexo dela.
O cantor afastou a mão dela e afastou o quadril apenas para tocar seu próprio membro, bombeando levemente enquanto o encaixava na entrada dela, sentindo a lubrificação dela o melecar, mas ainda sem penetrá-la.
null soltou um gemido em antecipação, abrindo um pouco as pernas para facilitar para ele. null afastou os cabelos dela e trilhou beijos pelas costas dela, ombros, até chegar no pescoço e no ouvido.
– Por favor, null... – null disse com a voz sôfrega, um tanto frustrada por não poder tocá-lo, e ansiosa para que ele a fodesse.
null a olhou divertido, se deliciando com as reações dela.
– Quase me esqueci que você ainda tá presa – debochou, soltando rapidamente as mão dela, jogando o cinto longe – Mas não entendi, null... Por favor o quê?! – sorriu cínico, falando bem próximo ao ouvido dela – O que você quer que eu faça, hm? – movimentou seu membro contra a entrada dela mais uma vez.
null respirou fundo.
– Eu quero que você me foda – ela disse de uma vez e com facilidade, algo que a surpreendeu já que não costumava pedir por coisas como aquela.
De maneira instantânea, null abriu um sorriso ao ouvir a resposta de null, e então a penetrou de uma vez, semicerrando os olhos brevemente enquanto soltava um gemido rouco e baixo.
Voltou a segurar o pescoço dela com firmeza, mas sem aperta, e sentiu null tocar sua nuca, puxando seus cabelos, fazendo-o se arrepiar.
– Quero seu olhar fixo no espelho, null, sem fechar os olhos – ele mandou, movimentando seu quadril, retirando seu membro por completo antes de enfiar de novo, dessa vez com um pouco mais de força, e então passou a se movimentar de maneira ritmada, quase revirando os olhos de prazer enquanto a fodia.
null nada respondeu, apenas fez o que ele pediu, não contendo os gemidos que saíam de sua boca. Não o faria nem se quisesse. Ela mantinha sua bunda bem empinada, sentindo as estocadas dele, o prazer aumentando a cada uma. A expressão de null enquanto metia era incrivelmente excitante. Ela tinha certeza de que nunca esqueceria do olhar que era lançado a ela, de como ele a tocava e das sensações que a fazia sentir.
– Porra, null, apertadinha – null voltou a falar, espalmando uma das mãos na bunda dela, apertando firmemente, sem parar de se movimentar, mas diminuindo os movimentos, indo tão lentamente que parecia uma tortura.
– Mais rápido – null pediu, se sentindo torturada pela velocidade.
O pedido dela o fez rir.
Em resposta, null passou o nariz pelo pescoço de null, depositando beijos no local, descendo a boca para o ombro dela, a encarando enquanto o fazia, deixando claro que o pedido dela não seria acatado naquele momento.
null gemeu em frustração e null em satisfação.
Sem parar de se movimentar e estocar, ele envolveu o copo dela com um braço, sua mão massageando o seio dela, enquanto a outra desceu em direção a intimidade de null.
– Será que você consegue gozar mais uma vez, null? – questionou, começando a masturbá-la.
Ela tinha certeza que sim, gozaria mais uma vez. E com facilidade.
Como não obteve resposta, null cerrou o maxilar e puxou os cabelos da nuca dela com força, a fazendo gemer.
– Achei que já tivesse entendido que eu gosto que me responda quando eu faço uma pergunta – olhou diretamente para os olhos dela dessa vez, já que a cabeça de Kari estava deitada para trás.
– S-sim – ela se pegou gaguejando – Eu consigo, null – respondeu finalmente, e recebeu um sorriso satisfeito vindo dele.
– Ótimo – soltou a nuca dela e fez um carinho leve, voltando a mão para o pescoço de null, agora fazendo movimentos circulares ao redor do clitóris dela – Porque eu quero sentir sua buceta apertar meu pau enquanto você goza.
null soltou um gemido baixo em resposta, e levou novamente a mão para trás arranhando a nuca de null, deitando um pouco a cabeça, mas mantendo os olhos fixos no espelho, como ele havia pedido.
Aquilo era muito mais excitante do que ela imaginou que seria.
– Não vai demorar, null... – avisou a ele com a voz baixa devido aos gemidos descompassados que saíam de sua boca sem controle algum.
O cantor sorriu satisfeito e intensificou os movimentos no clitóris dela, a masturbando mais rapidamente enquanto seguia estocando no mesmo ritmo, ele mesmo soltando vários gemidos sem conseguir conter o prazer que estava sentindo. Ele virou um pouco o rosto, de maneira que sua boca ficou próxima ao ouvido de null.
– Vamos, então, goza pra mim... Goza no meu pau, null...
Por Deus. Era ridículo como o corpo dela respondia a um simples pedido, como se null null realmente tivesse controle sobre aquilo.
null começou a sentir mais uma vez a sensação se aproximar, e arranhou a nuca dele com força, levando a outra mão até o braço dele que a mantinha junto a si, para se apoiar, pois sabia que seria intenso.
E foi.
Ela sentiu suas pernas amolecerem mais uma vez e a sensação em seu ventre veio mais intensa do que a primeira. Sua intimidade se contraiu de maneira deliciosa apertando o membro de null, e ela não conteve os gemidos altos que saíram de sua boca.
null, por sua vez, manteve os olhos bem fixos nela, não querendo perder nenhum detalhe, mas estava difícil até pare ele. A maneira com que sentiu seu membro ser pressionado por null o fez soltar gemidos longos e roucos, e ele não conteve um sorriso ao observá-la, bastante satisfeito por estar causando tamanho prazer em uma mulher como null.
Surpreendentemente, enquanto ela começava a se acalmar, null sentiu o próprio orgasmo se aproximar e precisou se segurar para não gozar naquele momento. Com a mão que mantinha o corpo dela junto ao seu, ele a segurou firmemente, pouco se importando com os arranhões que ela deixaria em sua pele. Só quando o corpo dela relaxou um pouco, ele tirou a mão da intimidade e a levou até a boca de null.
– Chupa – ele mandou, e prontamente ela o fez.
Envolveu os dedos dele como se fossem outra coisa. Chupou, lambeu, sugou, até estarem devidamente limpos. E null se deleitou com as expressões completamente entregues dela ao fazer aquilo.
Quando ela terminou, null a pegou pela cintura e saiu de dentro dela, rindo roucamente ao ouvir um gemido insatisfeito vindo dela.
– Calma, meu bem – sorriu malicioso, a colocando deitada na cama – Eu só quero mudar de posição, porque vou gozar dentro de você, olhando diretamente pros seus olhos...
null lambeu os lábios ao ouvir a fala dele, se ajeitando deitada na cama. Não precisou abrir as pernas, pois null já tinha feito aquilo. Deitado sobre ela, ele passou seu membro pelo clitóris sensível, ainda sem penetrar, apenas a encarando de maneira intensa.
Aliás, os dois se encararam.
E era um olhar que dizia muitas coisas. O desejo explícito e recíproco. A luxúria, o tesão...
O fascínio.
null realmente o deixava maluco. E ele não se lembrava de ter sentido tamanha conexão com uma mulher como sentia com null, já há algum tempo. Foi um tanto surpreendente se pegar pensando naquilo prestes a fodê-la.
Era só uma foda, não?!
null lambeu os lábios, levando sua mão até a nuca dele, passando os dedos levemente pelo local enquanto se sentia bastante exposta pelo olhar tão intenso que null a lançava.
E foi o toque dela que trouxe ele de volta.
Sem aviso prévio, ele a penetrou, forte e fundo, de uma só vez, a fazendo gritar de prazer.
Uma de suas mãos desceu para a perna dela, a apertando, enquanto movia o quadril contra o dela. null levantou essa perna e apoiou o tornozelo dela em seu ombro, sem tirar os olhos do rosto de null. A outra mão foi até o pescoço dela mais uma vez, sem apertar, apenas se mantendo ali, não a deixando virar o rosto em momento algum.
E null realmente não queria perder nenhum detalhe, então manteve os olhos bem fixos nele.
– Você é espetacular, null – null elogiou, grunhindo ao aumentar a velocidade de seus movimentos, virando o rosto apenas para depositar beijos pela perna dela que ele segurava.
null sorriu ao ouvir a declaração dele, e então contraiu voluntariamente sua intimidade, fazendo null a olhar surpreso, já que não estava esperando.
Ela sorriu maliciosa, sabendo o efeito que aquilo estava causando nele.
– Porra... – ele gemeu, balançando a cabeça, levando sua outra mão até o seio dela, apertando com certa força, o que serviu de incentivo para que null contraísse novamente, mais uma vez e de novo. null beliscou o mamilo dela, fazendo-a gemer – Se você continuar...
– Hm? – ela questionou, fazendo mais uma vez, ouvindo-o gemer alto – Você vai gozar, null? Dentro da minha buceta?
null grunhiu, a olhando surpreso mais uma vez, não só pelas falas dela, mas também pelo fato de null arriscar tomar o controle da situação pela primeira vez na noite. E ele se surpreendeu mais ainda por não ter se importado, tão envolto por ela naquele momento que realmente não ligou, pelo contrário... Se excitou mais ainda.
Não demorou nada para que ele gozasse, se derramando dentro dela. Ele até fez menção de fechar os olhos...
– Olhos em mim, null – null disse, esticando a mão para arranhar o abdômen dele.
E assim ele o fez. A encarou durante toda a duração da onda de prazer que percorreu seu corpo, o fazendo gemer sem se conter em momento algum, completamente extasiado. Demorou um pouco até que ele se acalmasse e logo que aconteceu, ele depositou alguns beijos na perna de null, levando mais alguns segundos para sair de dentro dela.
Sem pensar duas vezes, ele deitou o corpo sobre o dela e segurou o rosto da mulher, a encarando de maneira intensa antes de grudar seus lábios nos dela em um beijo, que foi retribuído com a mesma vontade. null arranhou a nuca dele, mas fez um carinho leve em seguida, assim como ele, que passou o dorso da mão pelo rosto dela, quebrando o beijo com alguns selinhos.
null não falou nada, nem ela. null até pensou em quebrar o silêncio, mas ele parecia tão envolto nos próprios pensamentos, que resolveu esperar.
E valeu a pena.
– Eu não sei como é possível – ele começou, roçando os lábios nos dela enquanto falava – Mas meu fascínio por você aumentou, null.
A mulher abriu um sorriso, e passou as unhas de leve pelos cabelos dele.
– Eu sei bem... – proferiu o nome dele de maneira lenta – Porque você também me fascina, null null.
Um brilho diferente passou pelos olhos dele, e ele viu o mesmo nos dela. Sem entender bem o que era aquilo, ele apenas deu um sorriso contido e a beijou uma última vez antes de se afastar e sair de cima dela.
null se virou na cama, ficando de lado, apoiando o cotovelo no colchão, segurando a cabeça com a mão, mordendo o lábio ao ver a bunda dele.
E que bunda.
– Sabe... Sua bunda é um espetáculo – estalou os lábios.
null não conteve uma gargalhada ao ouvir a fala dela, bagunçando os próprios cabelos enquanto andava em direção ao banheiro.
– Usar minhas palavras contra mim não é muito sábio – brincou já na porta do banheiro – Eu vou tomar um banho, fica à vontade – avisou, mesmo sabendo que não era necessário.
null sorriu em confirmação e se levantou rapidamente apenas para pegar uma garrafinha de água, que tomou com certa rapidez. Depois, voltou a se deitar em um lado da cama, ajeitando o travesseiro.
Não demorou absolutamente nada para que ela pegasse no sono pensando nas diversas sensações que null null a fez sentir ao longo daquela noite.
Alguns minutos depois, quando o cantor saiu do banheiro e a encontrou dormindo pelada, envolvida pelos lençóis, ele sorriu pequeno. Vestiu sua boxer e se deitou de lado atrás dela, mantendo distância e também o silêncio.
Sem perceber, levou sua mão até os cabelos dela, e os afastou de seus ombros, colocando-os para cima. Roçou a ponta dos dedos pela pele nua dela, sentindo seus olhos pesarem.
Em poucos minutos, estava dormindo também.
E na manhã seguinte, null acordou sentindo os raios de sol iluminarem seu rosto de maneira irritante e incomodativa. Ele tateou o criado mudo e logo encontrou seu celular, franzindo o cenho ao ver como ainda era cedo. Olhou para o lado, encontrando a cama vazia.
null já tinha ido embora?
Franziu o cenho, se sentando, esfregando os olhos e bagunçando os cabelos, não encontrando nenhum pertence dela no quarto.
Com exceção de uma coisa, que o fez abrir um sorriso, mesmo não sabendo exatamente o porquê.
Em cima de sua calça, junto de seu cinto e camisa, estava a calcinha vermelha de null.
Sweat drippin' down your back
You've been here on top of me, feel crazy 'bout you
How could we forget
Everything else upon exists for hours?
Hours, hours, hours, hours
– Me parece um bom negócio – null opinou, batucando na mesa, olhando de Gerard para Richard, o dono da gravadora e produtora – Estou um tanto ansioso pra voltar a gravar, confesso – ele riu.
– Vamos assinar, então – Richard estendeu os contratos aos dois para que lessem.
null mal tinha fixado seu olhar nos papéis em sua frente quando duas batidinhas na porta foram ouvidas, fazendo o cantor desviar a atenção do que seu amigo falava ao ver quem entrou.
Era null, a secretária de Richard, braço direito dele. E também uma mulher incrível, misteriosa e, claro, muito, muito gostosa, na opinião de null null.
Desde que entrou na produtora, null tinha interesse por ela. E sentia ser recíproco pelos olhares, gestos e provocações implícitas que aconteciam entre os dois. Quer dizer, ele não podia estar maluco. Ela também sentia algo, não? Ele torcia para que sim... Nunca tinha passado daquilo: interesse, flertes e provocações mútuas e silenciosas, que aconteciam toda vez que se cruzavam de alguma maneira. E, secretamente, ambos torciam para que, em algum momento, passasse daquilo.
Ela trabalhava diretamente com os artistas da produtora, então estava sempre em contato com todos, ele incluso. Conversaram algumas vezes, trocaram palavras em relação a agenda, produção musical e contratos, mas era apenas aquilo. E como ele queria que fosse diferente...
null fechou a porta atrás de si e lançou um olhar intenso a null enquanto andava em direção a Richard. Ela se inclinou para conversar com ele, e seus cabelos caíram para frente, o que a fez colocar algumas mechas para trás da orelha, olhando para null enquanto fazia aquilo. Richard falava alguma coisa em um tom de voz baixo a ela e, profissionalmente, null realmente prestava atenção, mas não conseguia não olhar para null – não quando sentia o olhar que ele lançava a ela queimar de tão intenso e desejoso.
null levou uma das mãos até seu queixo e coçou levemente a barba, estreitando levemente os olhos na direção dela. Como, Deus, como ela podia instigá-lo daquela maneira? Como ele podia desejar tanto alguém como desejava aquela mulher? Ele não sabia a resposta. Mas queria descobrir.
– Alguém mudou de ideia e cancelou presença, null? – Richard questionou a ela.
Só então ela desviou o olhar de null e voltou a atenção para seu chefe.
– Não – deu um sorrisinho pequeno de canto de lábio – Parece que teremos casa cheia, vai ser a melhor festa que já demos, Richard.
– Ótimo, ótimo – sorriu pomposo – Vou assinar esses papéis mais tarde, você pode pegar na minha sala – disse a ela, que assentiu – Estamos renovando contrato para mais um álbum do null.
null então voltou a ficar ereta e, sabendo que estava sendo observada, ela lambeu os lábios levemente e mordiscou o lábio inferior no mesmo momento em que voltou a retribuir o olhar do cantor, um sorriso quase imperceptível brincando em seus lábios.
– Isso é ótimo – balançou a cabeça na direção dele enquanto ajeitava os papéis em suas mãos – É bom saber que teremos null null ainda conosco – fez questão de dizer o nome dele.
null abriu um sorriso ladino, um tanto quanto orgulhoso de si mesmo, e não ousou desviar os olhos dela, principalmente ao ouvi-la falar seu nome daquela maneira.
– Como eu poderia sair, não é mesmo? – Respondeu, e Gerard, ao seu lado, pigarreou baixo, fazendo Richard erguer o olhar para os dois – Digo... É muito bom trabalhar com vocês – se corrigiu, abrindo um sorriso mais contido dessa vez, mas ainda a olhando.
null sorriu ao perceber a reação dele.
– Ótimo – repetiu, e então olhou para seu chefe para se certificar de que ele não precisava de mais nada. Quando ele a dispensou, null balançou a cabeça – Preciso ir, tenho alguns últimos detalhes para resolver – estalou os lábios, avisando a ninguém em específico – Se precisarem de mim, sabem onde me encontrar – a última frase foi dita especialmente para null, mesmo que ela não tivesse deixado claro.
O olhar que ela o lançava enquanto proferiu suas falas, foi suficiente para que ele entendesse, e null arqueou as sobrancelhas, um pequeno sorrisinho brotando em seus lábios ao realmente perceber a atitude dela.
Ela então se virou, e null não conteve um suspiro baixo ao vê-la de costas. E, mesmo sendo rápido, ele teve uma visão um tanto quanto privilegiada da bunda dela, que ficava incrível na saia justa que ela vestia. Sabendo que estava sendo observada, null fez questão de rebolar um pouco mais que o normal, lançando um olhar a null ao sair e fechar a porta.
null soltou o ar pela boca, engolindo seco.
– Por Deus, não sabe ser discreto? – Gerard perguntou rindo, e null piscou algumas vezes.
– Não sei do que você tá falando, cara – se fez de desentendido.
– Ah, não? – debochou divertido – Toda vez, desde que entramos aqui, você e ela soltam faíscas quando estão no mesmo ambiente, claro que eu percebi...
null deu uma risadinha maliciosa, levando a mão até a nuca e a apertando para tentar diminuir a tensão que estava sentindo.
– É uma conquista difícil, null – Richard disse, e null o olhou curioso – null trabalha comigo há anos, e nunca se envolveu com ninguém aqui, e olha que eu sou até tranquilo com isso – ajeitou seu corpo na cadeira – E arrisco dizer que ela é muito pra qualquer um de nós, até pra você... Quer dizer... Já olhou pra ela? Não conheço mulher tão confiante e certa de si como ela – Balançou a cabeça – E, bom, eu não tenho nenhum tipo de interesse, claro, sou muito bem casado – deixou claro, mostrando a aliança de casamento em sua mão.
Realmente... null exalava confiança e mistério, andava como se fosse a dona do mundo, sabendo muito bem que atraía olhares tanto de homens quanto de mulheres. E isso deixava null maluco, é claro.
null franziu o cenho levemente, pensativo. Ela era tudo aquilo, sim. Mas ele sabia e sentia que o interesse era mútuo, sabia que era recíproco. null claramente retribuía os olhares dele. Não? Quer dizer, até Gerard tinha percebido...
– Ela vai hoje à noite? – ouviu a própria voz perguntar e Richard deu uma risadinha.
– Realmente não sei – foi sincero – Eu não exigi a presença dela, então é uma incógnita... null é extremamente misteriosa e reservada quanto à sua vida pessoal, então não tenho essa resposta – deu de ombros.
– Interessado mesmo, não? – Gerard riu, apertando o ombro de null, que suspirou meio frustrado – Relaxa, você pode tentar descobrir – opinou – Temos um contrato pra assinar e depois, bom... Você pode tentar falar com ela.
null concordou, talvez ele realmente fosse atrás dela para tentar descobrir, afinal, ela mesma tinha dito nas entrelinhas que ele sabia onde encontrá-la. E ele entendeu o recado. Era por isso que, alguns minutos depois, o cantor saiu da sala de reuniões e seguiu caminho até onde sabia ser a sala de null, encontrando a mulher entrando na sala no mesmo momento. Acelerou um pouco o passo e segurou a porta para que não se fechasse.
– null – null proferiu o nome dela anunciando sua presença.
null olhou para ele ao mesmo tempo que se sentou em sua poltrona, se segurando para não abrir um sorriso convencido. Ela sabia que ele viria.
– Claro, pode entrar, null – arqueou a sobrancelha um pouco debochada – Feche a porta, por favor – ela pediu, e ele prontamente o fez – Em que posso ajudar? – perguntou com um sorrisinho ladino nos lábios, o encarando.
null arqueou uma sobrancelha e sorriu da mesma maneira enquanto se aproximava da mesa dela.
– Na verdade, null... – estalou os lábios ao dizer o nome dela – Eu tenho um convite a te fazer – assim que proferiu a frase, null se surpreendeu consigo mesmo.
E ele não foi o único. null arqueou as sobrancelhas, agora sim surpresa, e se levantou, dando a volta em sua mesa, parando em frente a ela, apoiando o corpo no móvel. Cruzou os braços, encarando null, que não tirava os olhos dela.
– Como? Um convite?
– Isso – ele confirmou, lambendo o lábio brevemente, dando um passo na direção dela – Você vai à festa hoje à noite?
null semicerrou os olhos levemente.
– E se eu for? – devolveu a pergunta, abrindo um pequeno sorriso um tanto quanto cínico, que fez null rir baixo e sorrir ladino, parando exatamente em frente a ela.
– Se você for, gostaria da sua companhia – deixou claro, apoiando uma das mãos na mesa, exatamente ao lado da dela.
null encarou os olhos de null, tendo certeza de que nunca tinham ficado tão próximos.
– E se eu não for? – ela novamente perguntou, lambendo os lábios, atraindo a atenção dele para sua boca.
– Bom, se você não for... Perderemos a oportunidade de nos divertir juntos – arqueou uma sobrancelha, sugestivo.
A mulher deixou um riso baixo escapar, e foi a vez dela de arquear a sobrancelha, tombando a cabeça para o lado sem tirar os olhos dos dele.
– Sabe – estalou os lábios – Confesso que é um convite tentador, mas... Realmente não sei... – sorriu de maneira doce, algo que com certeza não combinava com o momento.
null semicerrou os olhos para ela, sabendo que não estaria entendendo o jogo dela caso Richard não tivesse dito a ele o quanto ela era misteriosa.
null, então, em uma jogada um tanto arriscada, sorriu sujo e aproximou o rosto do dela, mais ainda do que antes. Sua mão livre, levou até o braço dela e passou a ponta dos dedos pela pele exposta, vendo o exato momento em que ela se arrepiou.
Por Deus, null pensou, sem ter coragem de tirar os olhos dos dele. null não tinha feito nada e ela já se encontrava descompassada.
O cantor ergueu um pouco o rosto, a olhando de maneira intensa, quase encostando o nariz no dela, ao mesmo tempo que sua outra mão, que antes estava apoiada na mesa, subiu até o rosto dela. Ele tocou a bochecha de null com o dorso da mão, abrindo um sorriso malicioso. E apesar do toque ser doce e carinhoso, a atmosfera cheia de tesão que envolvia os dois proporcionava exatamente o contrário.
– Sabe – ele repetiu a fala dela – Acredito que você queira isso tanto quanto eu.
null balançou a cabeça, arqueando as sobrancelhas.
– Prepotente, não? – riu baixo contra os lábios dele, abaixando o olhar novamente para a boca de null.
Sim, ela estava morrendo de vontade de beijá-lo ali mesmo. Mas, qual seria a graça? null não cederia, ela dificilmente o fazia. Costumava estar sempre no controle da situação, e mesmo que null a tirasse de sua zona de conforto, a fazendo sentir vontade de abrir exceções e deixá-lo ditar as regras, ainda assim ela não o faria.
Não naquele momento, pelo menos.
– Eu diria só que tenho uma boa percepção das coisas e as enxergo como elas realmente são – null respondeu, agora tocando o rosto dela com a ponta dos dedos, descendo a mão para o queixo dela, de maneira que seu polegar tocou os lábios de null.
– E o que a sua percepção te diz, null null? – cantarolou o nome dele, fazendo questão de mover os lábios lentamente enquanto falava, roçando-os no dedo dele.
– Que você sente tanto desejo por mim quanto eu sinto por você...
Antes mesmo que null falasse algo, null cessou a mínima distância existente entre os dois. Mas, diferente do que ela achou que aconteceria, ele deu um pequeno beijo no canto da boca dela e foi até o ouvido, a fazendo se arrepiar.
null sabia que não deveria estar se deixando afetar daquela maneira. Mas, por Deus, há quanto tempo os dois jogavam aquele jogo? Fazia muito tempo. E só naquele momento, estavam, finalmente, tendo qualquer tipo de contato. Como ela podia não se afetar?
– Hmm-hm – ela resmungou, apertando a madeira da mesa entre suas mãos – Novamente... Prepotente, não? – arqueou a sobrancelha.
null riu rouco contra o ouvido dela e então se afastou, ainda a encarando. Não tinha resposta diferente para aquilo.
– E então? O que me diz, null? – abriu um sorriso que não escondia suas intenções.
– Eu digo, null null, que não sei – sorriu cínica mais uma vez, se desencostando da mesa, o que a fez quase grudar o corpo no dele – Realmente não sei...
O cantor semicerrou os olhos para ela, balançando a cabeça em negação. Por Deus. A vontade de null era agarrá-la pela nuca e encerrar aquele jogo que ela insistia em tentar ficar no controle. Ele queria mostrar a null que, quem mandava era sempre ele. De certa maneira, null já sabia que com ela não seria fácil, afinal, estavam naquilo há algum tempo, e a fala de Richard mais cedo apenas confirmou as suspeitas dele. Mas, por Deus, ele não aguentava mais. Precisava tê-la, precisava estar no controle, precisava, finalmente, da confirmação de que a química entre os dois realmente gerava faíscas. Da maneira mais literal possível. Nem que fosse apenas por uma noite.
Ele levou a mão até a própria nuca e passou os dedos por entre seus cabelos enquanto dava um passo para trás, ainda sem tirar os olhos dos dela. E null fez o mesmo, ajeitando sua postura.
– Vou pensar – voltou a falar, se afastando também, dando as costas a ele de maneira lenta, rebolando mais que o necessário enquanto voltava a se sentar em sua poltrona, com um sorrisinho nos lábios – Deseja mais alguma coisa, null null?
Você, ele pensou em responder. Mas, ao invés disso, apenas balançou a cabeça em negação.
O convite estava feito. E, os objetivos dele, implícitos.
– Nos vemos depois, eu espero – null disse esperançoso, dando as costas a ela para sair da sala – Bom trabalho, null.
A mulher mordeu o lábio ao vê-lo se afastar e, como se estivesse em uma luta interna, ela suspirou.
– null? – chamou, fazendo o cantor se virar e olhá-la por cima do ombro – Se eu for à essa festa, vai ser porque eu quero – estalou os lábios, empinando um pouco o nariz – E não porque você me convidou.
null abriu um sorriso satisfeito.
– Eu não espero diferente, null – foi o que ele disse antes de finalmente sair da sala e fechar a porta, a deixando sozinha e com tesão.
Algo que sempre acontecia quando os dois se cruzavam.
O salão estava completamente lotado, realmente a casa estava cheia, como null dissera mais cedo. A música que tocava no ambiente variava de artista, mas não de gênero. Era uma seleção feita especialmente para o aniversário da produtora, apenas com composições dos artistas que compunham o catálogo da empresa. Havia empresários, produtores e muitos artistas, acompanhados ou não. O local era enfeitado por uma decoração, moderna e bonita, com uma iluminação um pouco escura.
Próximo a uma mesa posicionada mais à direita, null ria de alguma coisa que Gerard recém tinha falado, e estendeu sua mão para um garçom quando ele passou com copos de whisky, pegando um para si. Deu um gole pequeno na bebida, ao mesmo tempo que os acordes de Midnight começaram a tocar e o cantor abriu um sorriso orgulhoso.
– Sabia que te encontraria aqui – Alesso riu ao ver o amigo, o cumprimentando com um abraço breve – Fizemos um bom trabalho, não?
– Muito bom trabalho – null concordou depois de cumprimentar o parceiro – Não sabia que vinha.
– E eu lá perco uma festa? – Alesso brincou – E aí, Gerard – engatou uma conversa com o outro amigo de null.
null acabou se distraindo por alguns momentos, procurando um certo alguém entre as muitas pessoas que estavam no local. E isso não passou despercebido por Gerard.
Já tinha se passado uma hora do horário de início da festa. E nada de null chegar. Talvez ela realmente não fosse vir. E ele não podia estar mais frustrado com aquilo...
– null – Gerard chamou o cantor, mas, sem resposta – null! – disse mais alto, e só então null o ouviu.
– O que foi, cara? – questionou sem entender, nem percebendo que tinha ficado tanto tempo a procurando.
– Ih, cara... Acho que não vai ser hoje, hein? – brincou, apertando o ombro dele – Relaxa, curte a festa...
– Vou curtir – null respondeu, virando o copo de whisky que tinha em mãos.
– Do quê estamos falando? – Alesso quis saber, franzindo o cenho um pouco confuso com o rumo da conversa.
– null tá interessado na null – Gerard contou e null suspirou.
– Na null? Braço direito do Richard? – questionou surpreso e olhou para null para confirmar.
– Sim – foi Gerard quem respondeu – Ele esperava que ela viesse hoje, mas...
null olhou de um para o outro, os dois amigos conversando como se ele nem estivesse ali. Conteve um revirar de olhos. Estava frustrado, mais que o normal. Realmente achou que null viria. Acabou por ficar quieto, já que não queria comentar sobre aquilo, e se virou para soltar seu copo vazio de whisky na mesa.
E foi então que ele a viu.
null estava excepcionalmente bonita naquela noite. E não foi difícil vê-la entrar, apesar de o local estar lotado. O vestido vermelho que ela usava fazia muito bem o trabalho de não passar despercebido. Toda a atenção de null se prendeu nela. Nem que ele quisesse conseguiria desviar o olhar da mulher que vinha o deixando maluco.
Com a cabeça erguida, um andar poderoso e um sorriso de tirar o fôlego de qualquer um – principalmente de null – null andou pelo local, parando para cumprimentar, brevemente, alguns colegas e artistas com quem trabalhava. Em meio a uma risada e outra, ela desviou o olhar, parando em um certo cantor que não tirava os olhos dela.
null passou a língua pelos lábios brevemente e arqueou uma sobrancelha de maneira discreta, abrindo um sorrisinho ladino para ele. Por Deus, de todos os artistas que já trabalhou, null era o único que despertava desejo nela. E ele estava incrivelmente lindo. E gostoso. O cantor vestia um terno preto com uma camisa branca por baixo, os dois primeiros botões abertos – esse detalhe deixando a roupa extremamente sexy. Seus cabelos estavam penteados e sua barba, por fazer. E null sabia, só de olhar para ele, que ele estava extremamente cheiroso. Mas talvez ela precisasse confirmar aquilo mais de perto...
Desviou o olhar por alguns segundos, dizendo algo para as pessoas com quem conversava antes de olhar novamente para null e sair andando em direção ao bar, em um convite explícito que sabia que ele entenderia.
Sem decepcionar, null deixou seus amigos para trás, não pensando duas vezes ao tomar aquela atitude. Viu null de costas, apoiada na mesa do bar, provavelmente pedindo por algum drink específico que os garçons não estavam servindo nas mesas. Como se sentisse que ele estava próximo, a mulher se virou, abrindo um sorriso bonito para o cantor, que quase o fez perder o rumo.
– Boa noite, null null – estalou os lábios ao dizer o nome dele, o pequeno sorriso ladino e confiante nunca saindo de seu rosto.
– Boa noite, null – null a cumprimentou, arqueando uma sobrancelha e sorrindo de lado, ficando próximo a ela – Pedindo algo especial?
– Um negroni – respondeu encolhendo os ombros, passando os olhos pelo corpo dele sem medo – Bonito terno...
– Bonito vestido – devolveu o elogio, estreitando os olhos com um sorrisinho malicioso.
null sorriu também e pegou seu drink quando o barman a entregou, se virando novamente para null.
– Então...
– Achei que não fosse vir – null falou ao mesmo tempo que ela.
A mulher deu uma risadinha.
– E eu não vinha – confessou, o fazendo arquear a sobrancelha em surpresa – Mas, acabei mudando de ideia... – estalou os lábios – Nada sobre você, claro...
null não acreditava nem um pouco naquilo.
– Vou realmente fingir que acredito nisso, pra massagear seu ego da maneira que você quer – provocou, se aproximando e parando exatamente em frente a ela antes de estender a mão em um convite para que fossem dançar.
null acabou por não responder à provocação dele. Deu um longo gole em seu drink e aceitou a mão de null, sentindo o cantor depositar a outra mão em suas costas de maneira firme, um gesto que a fez se perguntar se ele tinha aquela firmeza durante outras ações.
Os dois ficaram frente a frente e, sem demora, null começou a mover seu corpo no ritmo da música, não ousando desviar os olhos de null. E, bom, ela suspeitava muito que não conseguiria, mesmo se tentasse.
null, por sua vez, lambeu os lábios ao vê-la dançar, exalando confiança e naturalidade em seus movimentos, algo que o fez desejá-la mais ainda.
null jogou seus cabelos para o lado, lançando um olhar intenso a null antes de virar de costas para ele. E, imediatamente, atingiu o objetivo que queria. Os olhos de null desceram instantaneamente para a bunda dela, que se mexia conforme ela rebolava de maneira excepcionalmente lenta. Suas costas nuas devido a falta de tecido do vestido, que começava um pouco acima da bunda, nunca pareceram tão atrativas e ele se pegou sentindo urgência de beijar a pele dela.
Sabendo muito bem que estava sendo observada de maneira atenta, null virou o rosto e encarou null por cima do ombro. Seus olhos estavam semicerrados levemente e ela mordiscou o lábio inferior antes de piscar para ele e se virar finalmente, encostando o corpo no do cantor. null, sem demora e com um sorriso malicioso, tocou a cintura dela firmemente, acompanhando os movimentos do corpo de null enquanto ela dançava.
– Sabe... Sua bunda é um espetáculo – ele elogiou e null soltou uma gargalhada gostosa, tombando a cabeça levemente para trás.
– Eu realmente esperava qualquer outro elogio no momento, mas não esse – tocou o pescoço de null levemente, seus dedos gelados o fazendo se arrepiar – Mas devo dizer que gostei – abriu um sorriso malicioso – Muito.
null sorriu ladino, balançando a cabeça.
– Se precisar de mais elogios, null... – levou a mão que tocava a cintura dela até as costas nuas, sentindo-a se arrepiar. Aproximou o rosto do dela antes de falar no ouvido da mulher – Você é um espetáculo – estalou os lábios, fazendo questão de roçá-los pela região – E você me fascina, por completo...
A reação que null teve ao ouvir a última frase foi de grudar seu corpo no dele, mais ainda do que antes, totalmente extasiada.
Fascínio. Qualidade ou poder de fascinar, de exercer forte atração, sensação de deslumbramento, de encanto. Uma palavra que nunca ninguém tinha usado para se referir a ela antes, de maneira alguma. E ouvi-la sair da boca de null null mexeu com null de uma maneira que ela não imaginou ser possível.
E null não tinha ideia de como a escolha da palavra foi correta.
Porque ela se deu conta de que sentia a mesma coisa por ele.
null null era fascinante. E null não via a hora de poder experimentar e sentir como era estar com ele.
Ela sentiu os lábios dele roçarem por seu pescoço, sem realmente depositar algum beijo e aquilo estava deixando-a maluca. Os dedos de null deslizaram até a nuca dela, e ele tocou firmemente a região, sem puxar os cabelos longos da mulher. null semicerrou os olhos levemente, sem parar de mover seu corpo junto com ele, seus dedos indo até a nuca do cantor.
– Desde que eu te vi pela primeira vez, null, você... – fez uma pausa pensando nas palavras que diria, ainda sem afastar a boca da pele dela – Você me deixa maluco – embrenhou mais ainda os dedos nos cabelos dela – E eu sinceramente não vejo a hora de me perder no seu corpo e esquecer de todo o resto – afastou o rosto apenas para olhá-la de maneira intensa.
null abriu um sorrisinho extasiado ao ouvi-lo e passou a língua pelos lábios. Se desvencilhou do toque dele e virou de costas, grudando o corpo no dele. null respirou fundo ao sentir a bunda dela roçar contra seu quadril e passou o braço pela barriga dela, como se quisesse se certificar de que ela não se afastaria de maneira alguma. E null, entendendo o recado, levou uma das mãos até a nuca dele, se apoiando enquanto dançava, fazendo questão de rebolar mais ainda do que antes apenas porque sabia que estava em contato com uma região um tanto quanto... Interessante.
– É recíproco, null – null declarou, virando o rosto de lado para poder olhá-lo de canto de olho. Sentiu o cantor colocar seus cabelos para o lado, deixando o pescoço a mostra, roçando os lábios na região em seguida, o que fez com que mais um arrepio passasse pelo corpo dela. E, como resposta, null empinou a bunda para trás, sentindo a excitação dele já começando a ficar presente, ao mesmo tempo que arranhou a nuca de null – Você gosta disso? Que eu rebole... – lambeu os lábios com um sorriso sujo – No seu pau?
As pupilas de null se dilataram ao ouvir a fala dela. null estava brincando com o fogo. E sim, ele gostava, mas certamente não da maneira que ela achava, não naquele contexto. null achava que estava no controle da situação. As coisas com ele não funcionavam bem assim...
– Me provocando? Não sei se isso é algo inteligente a se fazer, null – disse rouco próximo ao ouvido dela, sua mão que a mantinha perto roçando pela barriga dela – Por mais deliciosa que seja a sua bunda roçando no meu pau, eu realmente não quero que pense que tem o controle aqui...
null riu maliciosa.
– Ah, null null... – arranhou mais ainda a nuca dele, ouvindo um gemido rouco do cantor em seu ouvido – Eu sempre estou no controle.
Bom, ela não poderia estar mais errada. Mas descobriria aquilo mais tarde, de uma maneira deliciosamente torturante.
null semicerrou os olhos, soltando um riso baixo, da mesma maneira que ela fez antes. Ele depositou um beijo longo e demorado na nuca de null e, como se quisesse fundir o corpo dos dois, a forçou ainda mais contra si.
– Vamos sair daqui, sim? – sugeriu – Me encontra no estacionamento, null. Um Audi preto estacionado próximo a porta de entrada.
null lambeu os lábios, se virando de frente para ele. Tocou a nuca dele novamente e aproximou os lábios dos de null, sem encostá-los. Estreitou os olhos.
– Por que eu deveria? – questionou, arqueando a sobrancelha – Não recebo ordens, null.
null deu uma risada maliciosa e balançou a cabeça em negação, apertando a cintura dela firmemente ao mesmo tempo que entrelaçava os dedos mais uma vez nos cabelos dela, agora puxando um pouco, contendo a força que queria realmente usar já que estavam em público.
– null... Vamos – estalou os lábios – Não precisa se esforçar pra parecer que não tá maluca pra que eu te foda, sabe? – arqueou a sobrancelha, e, bom, ele tinha razão – Porque eu sei que sua calcinha já deve estar molhada... – puxou os cabelos dela mais um pouco, fazendo-a deitar a cabeça levemente para o lado – E sei que você quer isso tanto quanto eu, então, vou mandar mais uma vez... – deixou claro em seu olhar que era bom ela não desobedecer e, para ser sincera, null não sabia mais se queria estar no controle – Me encontra no carro.
null soltou os cabelos dela e lançou um olhar intenso a mulher antes de virar as costas e andar em direção a mesa que antes estava com seus amigos. null engoliu seco, olhando ao redor meio em êxtase, se perguntando se alguém tinha visto ou ouvido aquilo.
Por Deus, ela estava fodida... Totalmente maluca de tesão por null null. Sua calcinha realmente estava molhada. E, exatamente como ele esperava, ela andou sem demora em direção a saída do salão, excitada demais para sequer pensar em contestar qualquer ordem vinda dele.
Não foi difícil encontrar o carro de null, sendo o único Audi estacionado na região que ele descreveu. Ela se encostou no capô, mordendo o lábio de maneira ansiosa, sem tirar os olhos da porta, logo vendo null vir em sua direção, o olhar fixo nela enquanto suas mãos tatuadas ajeitavam a gola da camisa que ele vestia.
Por Deus. Como ele conseguia ser ridiculamente sexy e gostoso daquela maneira?
Quando chegou próximo a ela, parou em frente a mulher, que o encarou um tanto ansiosa. E excitada, claro.
– Vamos? – questionou de maneira retórica, tocando as costas dela para guiá-la até a porta do passageiro.
null balançou a cabeça em confirmação, entrando no carro assim que ele indicou para que ela o fizesse. null deu a volta no carro e entrou, sem colocar o cinto de imediato. Ela franziu o cenho, olhando curiosa para ele, enquanto colocava o próprio cinto.
– Espera – pediu, levando a mão até o cinto dela, a impedindo de continuar o que estava fazendo. O olhar dos dois se encontrou, e ele a pegou pela nuca, inclinando o corpo na direção dela – Eu preciso fazer isso – declarou, e null entendeu, logo levando a mão até a nuca dele também, ao mesmo tempo que sentiu os lábios de null grudarem nos seus em um beijo extremamente quente.
Não demorou para que as línguas dos dois brincassem uma com a outra e não foi um beijo longo, mas certamente foi muito melhor do que imaginaram. A mão de null puxou os cabelos dela com menos força do que ela gostaria, mas, ainda assim, foi suficiente para deixá-la ainda mais desejosa. null respondeu arranhando a nuca dele com força, fazendo null arfar baixo em surpresa. Ele finalizou o beijo puxando o lábio dela para si, a encarando intensamente enquanto abria um sorriso sujo.
– Realmente fascinante – declarou ao se afastar, soltando a nuca dela, só então colocando seu cinto.
null sorriu de maneira contida, mas o elogio teve outra reação em sua intimidade. Ela colocou o cinto também, enquanto se perguntava como diabos um beijo poderia deixá-la daquela maneira, tão... Molhada.
Em silêncio, null deu partida no carro.
– Vamos para o Hard Rock Hotel, se importa? – questionou de maneira a informá-la onde estavam indo.
– Não – e era verdade.
null estava pouco ligando para onde eles iriam, só o que interessava à ela era estar com ele.
– Ótimo – null sorriu ladino, a olhando de canto de olho, enquanto colocava uma música para tocar e tirar o carro do silêncio.
A mulher se mexeu no banco, mordendo o próprio lábio, virando um pouco o corpo para ele. A tensão sexual e o tesão no ar eram quase palpáveis. E ela não sabia se conseguiria aguentar até chegarem no hotel para suprir um pouco das necessidades que estava sentindo...
– Sabe – estalou os lábios, esticando a mão para tocar o pescoço dele com a ponta dos dedos, roçando as unhas pelo local, ao mesmo tempo que inclinou o corpo para tocar, com a outra mão, a coxa dele, a apertando firmemente, fazendo null respirar fundo – Talvez eu possa adiantar algumas coisas... Afinal, te deixei duro enquanto rebolava contra você, não?
null apertou o volante. null estava, mais uma vez, brincando com o fogo, mas ele não a impediria. Não naquele momento...
Sem responder, ele apenas lançou um olhar a ela, dando margem para que ela interpretasse como bem entendesse. E assim, ela entrelaçou os dedos nos cabelos dele, arranhando agora a nuca de null, enquanto a mão subia perigosamente perto do membro duro dele, que estava muito bem evidente sob o tecido da calça social que vestia.
– Hm? E se... – null deslizou levemente a mão sob o volume, só então apertando com firmeza – Eu brincar um pouquinho enquanto você dirige? Você gostaria disso, não? – arqueou a sobrancelha.
Mais uma vez, null não respondeu. Ele estava dirigindo, porra. null realmente não sabia o efeito que as provocações dela teriam mais tarde...
– Não vai me responder, null? – abriu um sorriso malicioso, sua mão agora abrindo o fecho da calça dele e adentrando facilmente, o fazendo soltar um gemido baixo e contido ao sentir o toque dela em sua excitação, mesmo por cima da boxer que ele vestia – Hmm-mm... Me parece delicioso – lambeu os lábios antes de aproximar a boca do pescoço dele, fazendo com que o cantor deitasse um pouco a cabeça para o lado, de maneira meio automática.
E no exato momento em que null sentiu os lábios de null em seu pescoço, assim como a mão dela tocando diretamente seu membro, o dedão contornando a glande lentamente, ele virou a direção de maneira brusca e estacionou o carro na primeira vaga que viu, fazendo a mulher o olhar confusa e até assustada pela movimentação repentina.
null não se deu ao trabalho de soltar o cinto de segurança. Ele agarrou null pela nuca com força, de maneira que o rosto dela ficasse quase grudado no seu. A outra mão, levou até o seio dela, por cima do vestido, e ele não se conteve ao ver a marquinha do mamilo sob o tecido, beliscando-o com força, se extasiando com o gemido baixo que ela soltou ao fazer aquilo.
– null – arqueou a sobrancelha enquanto a encarava – Eu realmente achei que você tinha entendido que quem manda aqui sou eu... – cantou as palavras, agora envolvendo o seio dela por inteiro, o apertando, fazendo ela arfar surpresa, ao mesmo tempo que ele puxou mais ainda os cabelos dela – Isso significa que você não pode me provocar quando bem entender, somente se eu deixar – explicou com uma voz calma que com certeza não combinava com o momento – Fui claro? – perguntou, fazendo ela gemer baixo e piscar levemente ao olhar diretamente para ele.
Por Deus. null sentia sua calcinha mais molhada do que provavelmente nunca esteve. Era ridículo, logo ela, que sempre estava no controle de todas as situações, tão confiante e segura de si, reagir daquela maneira com a dominância de null – e pior ainda, desejar que ele continuasse. Cada vez mais.
– Você entendeu, null? – null questionou mais uma vez, e ela então balançou a cabeça em confirmação – Vamos, eu quero ouvir você dizer...
– Eu entendi, null – deixou claro, a voz saindo mais baixa do que ela planejou.
– Ótimo – ele estalou os lábios, roubando um beijo rápido dela, voltando a se sentar para dar partida no carro.
null, em silêncio e em êxtase, retomou a postura correta no banco, ainda sentindo o efeito dos toques dele em seu corpo.
– Tira a calcinha – null mandou e ela o olhou surpresa.
– Como? – questionou apenas para ter certeza.
– Tira a calcinha, null – pediu mais uma vez, sem olhar para ela – E dá pra mim – estendeu a mão, segurando a direção apenas com a outra.
null engoliu seco, mas, dessa vez, não ousou desobedecer. Se moveu no banco e rapidamente tirou a peça de lingerie vermelha e rendada, vendo os fios de sua lubrificação molhando o tecido, estendendo a mão para entregar a ele.
null abriu um sorriso satisfeito ao ver o estado da calcinha dela, guardando a peça em seu bolso, sobre o olhar atento de null.
– Abre as pernas e levanta o vestido – mandou mais uma vez, e ela não desobedeceu, fazendo o que ele pediu.
O cantor virou o olhar para ela, seus olhos brilhando de luxúria e desejo, além de satisfação, ao vê-la acatar suas ordens.
– Boa menina – sorriu malicioso, levando sua mão até a perna exposta de null, passando a ponta dos dedos, a fazendo respirar fundo em excitação.
null null realmente a deixaria maluca.
Ele roçou os dedos por mais alguns segundos antes de apertar a coxa dela com força, deixando sua mão marcada na pele de null.
– Vamos deixar algo claro, null – null voltou a falar, ainda tocando a perna dela – Eu posso... Me empolgar um pouco, então, se em algum momento você se sentir desconfortável, deve me avisar – olhou para ela – Estamos entendidos?
– Sim – a resposta saiu facilmente, e de alguma maneira, null tinha certeza de que não se sentiria desconfortável em momento algum.
– Perfeito – ele sorriu, subindo mais a mão até perto da virilha dela, tocando a região próxima a intimidade – Abre mais as pernas pra mim, meu bem – null pediu, e assim null o fez. Voltou o olhar para a frente, mas isso não o impediu de finalmente passar a ponta de seus dedos pela região que mais necessitava de atenção – Você tá encharcada, null – lançou um olhar extasiado a ela, melecando seus dedos – Porra...
null arfou baixinho, seu peitoral subindo e descendo devido a maneira profunda como respirava, completamente excitada e entregue à ele. E null mal tinha a tocado...
– Já estamos chegando – avisou, dirigindo com cuidado, já dobrando na rua do hotel, mas sem deixar de se dedicar a ela, seus dedos agora rodeando o clitóris de null, a ouvindo gemer em resposta – Tão deliciosamente pronta pra mim...
– Só pra você – ela ouviu a própria voz falar, e null a encarou ao ouvir a declaração, abrindo um sorriso bastante satisfeito, sentindo seu membro endurecer mais ainda.
– Você não sabe o efeito que saber disso tem em mim, null – null confessou, abaixando a guarda apenas por aquele momento.
null o olhou, lambendo os lábios, sorrindo um tanto rendida à null null. Ela entendia o que ele sentia, porque provavelmente se sentia da mesma maneira. Não era a hora, nem o momento, mas null se pegou tendo certeza de que aquela noite era só o início daquela... Relação que estavam construindo.
Sem aviso, e com o olhar fixo nela, null beliscou levemente o clitóris de null, fazendo ela gemer surpresa com o movimento, despertando nele uma excitação maior ainda. null deslizou seus dedos a entrada dela, circundando o local e fazendo uma leve pressão, sem penetrar. Tão rápido quanto começou a fazer aquilo, ele se afastou, a deixando desnorteada.
– Chegamos – avisou, enquanto levava os dedos que antes a tocavam até a própria boca, fazendo questão de mexê-los para ver a lubrificação dela antes de lambê-los, quase soltando um gemido de satisfação ao sentir o gosto dela – Mais uma vez, null... – a olhou, observando a mulher ajeitar seu vestido – Completamente fascinante.
null lambeu os lábios e abriu um sorriso ao vê-lo se deliciar com seu gosto, aquele simples gesto a excitando mais ainda. Ela tinha certeza de que o banco do carro de null estava melecado com sua excitação. E não se desculparia por aquilo. Também não era como se ele fosse se importar...
Ela terminou de ajeitar seu vestido ao mesmo tempo que ele estacionou o carro em frente ao hotel, já abrindo a sua porta para sair, enquanto o concierge se aproximava para levar o veículo para a garagem.
– Obrigado – null agradeceu ao entregar a chave para ele, e fez a volta para encontrar null, estendendo a mão quando ela desceu do carro, logo envolvendo a cintura dela firmemente.
Juntos e em um silêncio nada desagradável, os dois seguiram para dentro do hotel. Cumprimentaram os funcionários e andaram até o elevador, onde null usou seu cartão de acesso para que as portas se abrissem. E, assim que eles se viram fechados dentro da caixa de metal, null, pouco se importando com as câmeras, grudou seu corpo no de null e prensou-a contra a parede, a fazendo arfar em surpresa.
– As câmeras... – ela o lembrou, sua voz saindo baixa devido a excitação.
null balançou a cabeça em negação, apoiando a mão ao lado da cabeça dela, enquanto a outra segurava firmemente o pescoço de null, sem apertar, apenas para fazê-la olhar para ele.
– Hotel confiável?
– Sempre – garantiu, já que não era a primeira vez que ele ia passar a noite ali com alguma mulher.
E null entendeu. Era óbvio. null morava na cidade, não dormia em hotéis. Apenas nessas situações...
Decidida a deixar aquilo não a afetar, até porque não tinha motivo, ela levou a mão até a nuca dele, embrenhando os dedos nos cabelos do cantor. Em resposta, null deslizou a mão para a nuca dela e aproximou seus lábios do pescoço de null, depositando beijos que com certeza deixariam algumas marcas.
E nenhum dos dois se importava.
O barulho das portas se abrindo fez eles se afastarem brevemente. null novamente levou a mão as costas dela e seguiram até o quarto dele, não demorando a entrar no cômodo. E novamente null se viu sendo prensada contra a parede, mas, dessa vez, null estava atrás dela.
Ele ergueu um dos braços dela, deslizando os dedos até chegar na mão, prendendo o punho de null no alto. Com a outra mão, afastou os cabelos dela e a fez ficar com a cabeça virada para o lado. Roçou seus lábios pela lateral do rosto de null, os pelos de sua barba causando uma sensação gostosa enquanto deslizava até o ouvido dela.
– Enfim sós, não? – perguntou de maneira retórica, pressionando seu quadril contra a bunda deliciosa de null.
– Finalmente – ela respondeu, o fazendo rir de maneira nasalada, o que a fez se arrepiar por completo e empinar mais a bunda contra ele.
null arfou baixinho ao senti-la, seu membro duro encaixado perfeitamente na bunda espetacular de null. Ele desceu a mão pela lateral do corpo dela e, como ela estava de costas, adentrou a mão na lateral do vestido. Enquanto depositava beijos pelo pescoço e ombros da mulher, sua mão continuou a explorar o corpo dela até encontrar o seio, que se encaixou de maneira perfeita no toque ele.
– Ansiosa, null? – null questionou, malicioso, ao mesmo tempo que beliscava o mamilo, sem conter a força.
null gemeu um tanto alto em resposta, sem conseguir proferir nada mais que aquilo.
Deliciosamente doloroso.
Ela sentiu sua lubrificação praticamente escorrer por suas pernas, e moveu a bunda contra ele, mexendo um pouco o quadril.
– null... – null apertou o seio dela, a outra mão descendo até a fenda do vestido que ela usava, erguendo o tecido para tocar, finalmente, a bunda da mulher – O que eu falei sobre me provocar? – espalmou a mão no local, apertando.
– Desculpa, null – respondeu prontamente, mesmo estando realmente dividida entre provocá-lo para ser punida ou obedecer de maneira criteriosa para ser recompensada.
Dúvida cruel, não?
– Boa menina – elogiou mais uma vez e então afastou seu toque, dando um passo para trás – Vamos tirar esse vestido, sim? Vira de frente pra mim... – mandou, enquanto tirava seu paletó e dobrava as mangas de sua camisa, gesto que fez null fixar os olhos em nas mãos dele.
Eram apenas mãos. Por que diabos ela se sentia tão excitada ao vê-lo mexê-las daquela maneira?
Talvez porque imaginasse o quão ágeis elas eram fazendo outra coisa...
– null? Eu mandei você tirar o vestido – null voltou ao falar ao ver que a mulher ainda estava parada.
Ela piscou e olhou para ele, se situando. E então, levou as duas mãos até o fecho da alça do vestido em seu pescoço, o abrindo com facilidade. Foi necessário apenas aquele gesto para que a parte frontal da roupa deslizasse pelo corpo dela, expondo seus seios para null.
E o olhar dele a deixou completamente extasiada.
null era acostumada a receber olhares. Ela era uma mulher incrivelmente bonita, não só pela aparência, mas pela segurança e autoconfiança que tinha, aquilo era claro para todos que a conheciam.
Mas, naquele momento, ela tinha certeza de que nunca tinha visto tanto desejo em um olhar. Nunca ninguém a olhou daquela maneira. E saber que null null era o detentor desse olhar, massageou o ego dela de uma maneira incrivelmente gostosa.
Por isso, null lambeu os lábios e deu um passo na direção dele, ao mesmo tempo que ele fazia o mesmo. Bem em frente a ele, ela abriu o fecho traseiro de seu vestido e deixou que a peça deslizasse completamente até o chão, ficando completamente nua.
null quase soltou um gemido de satisfação.
Seus olhos mais uma vez demonstraram tanto desejo, luxúria, tesão e admiração ao observar o corpo dela, que ele não aguentou e rapidamente a pegou pela nuca, trazendo-a contra si.
Ele, completamente vestido, e ela, completamente nua. Os dois, completamente malucos de tesão um pelo outro.
null a fez deitar a cabeça para trás, e roçou os lábios pelo pescoço dela, a fazendo soltar gemidos baixinhos, enquanto sua outra mão deslizava por toda a extensão do corpo de null. E ela, por sua vez, levou as duas mãos até as costas dele e puxou a camisa que ele usava, a tirando de dentro da blusa, tocando a pele dele por baixo do tecido, arranhando o local até retirar a camisa pela frente também. null rapidamente entendeu o que ela queria e a olhou, grudando os lábios nos dela em um beijo, enquanto suas próprias mãos iam até o fecho de sua calça e null retirava a camisa que ele vestia.
Assim que se viu livre da peça de cima, ele mordiscou o lábio dela, puxando-o para si, esquecendo a tarefa de tirar sua calça. Envolveu a cintura dela com o braço mais uma vez e levou sua mão até o seio de null, o apertando com firmeza.
– Eles são perfeitos – declarou, descendo beijos pelo pescoço dela em direção a eles, fazendo o corpo dela se inclinar um pouco para trás enquanto se aproximava.
Beliscou o mamilo, o puxando com um pouco de força, fazendo null soltar um grunhido surpreso, que depois virou um gemido ao sentir um tapa que null desferiu contra seu seio.
Ela arfou, o encarando de cima, enquanto ele a olhava de baixo, com um sorriso sujo, se certificando de maneira silenciosa de que não tinha passado dos limites. Mal sabia ele que a tolerância de null era alta...
Voltou a beijar a pele dela, finalmente envolvendo o biquinho com os lábios, o chupando com vontade, dando leves mordiscadas. Sua outra mão desceu até a bunda dela, região que apertou com força, deixando seus dedos bem marcados, dando um tapa em seguida, nem de perto utilizando a força que realmente queria.
E null sentiu aquilo. Ela sabia que null estava se contendo.
– Você não precisa medir sua força comigo – ouviu a própria voz dizer, fazendo ele parar o que estava fazendo e olhar para ela surpreso.
– Essa é uma frase um tanto quanto arriscada pra dizer pra mim, null – null avisou, arqueando a sobrancelha, a agarrando pela nuca mais uma vez, descendo a outra mão em direção a intimidade dela – Porque se você soubesse as coisas que eu já me imaginei fazendo com você...
– Me mostra – novamente ela pediu.
Por Deus, null, cadê seu autocontrole?, perguntou a si mesma em pensamento, tendo a resposta imediatamente: seu autocontrole deixou de existir ao se tratar de null null.
null sorriu sujo, dando uma risadinha maliciosa, puxando os cabelos dela com força, enquanto seus dedos brincavam na intimidade molhada e excitada dela, passando pela entrada, fazendo as pernas dela falharem.
– Eu não tenho pressa, null – deixou claro – E eu sei que, assim como eu, você sente que essa não vai ser a única vez. Teremos mais oportunidades, e eu quero fazer direito – explicou, a encarando de maneira intensa – Então fica calma, meu bem... – semicerrou os olhos, enquanto arriscava penetrar um dedo nela, ouvindo um gemido que o incentivou a enfiar por completo junto de mais um – Eu faço questão de te mostrar exatamente a força que eu tenho vontade de usar com você, mas em outro momento... – continuou a falar, sem desviar os olhos do rosto dela, querendo acompanhar cada expressão – Agora eu quero que você foque nos meus dedos fodendo sua buceta, null...
Aquilo foi suficiente para que null quase derretesse. Aquelas palavras ditas de maneira tão suja, os olhos dele a encarando com tanto tesão e o desejo... Ela não se lembrava de ter tido uma foda tão excitante. Quer dizer, eles nem tinham transado ainda e ambos já sabiam que aquilo se repetiria. Um tanto quanto excitante, não?
Ao receber como resposta apenas gemidos, null intensificou um pouco os movimentos de seus dedos, a penetrando em um ritmo constante enquanto sentia a palma de sua mão roçar contra o clitóris dela de maneira deliciosa.
– Porra – null gemeu baixo, fechando os olhos, apenas para ter seus cabelos puxados em repreensão.
– Olhos abertos, null... Olhando pra mim – mandou, e ela precisou se esforçar para obedecer dessa vez – Vamos, eu quero que você goze nos meus dedos – null pediu, estalando os lábios, erguendo um pouco o rosto, a encarando com um pouco de superioridade e dominância.
null sabia que não seria nada difícil acatar o pedido dele, já que poucos segundos depois ela cravou as unhas no braço de null e sentiu suas pernas tremerem, enquanto seu corpo era envolvido em um orgasmo intenso e longo, e gemidos altos saíam de sua boca, sem controle algum. O tempo todo mantendo os olhos nele, como fora mandada.
– Isso, null... Assim – null abriu um sorriso extremamente sujo e satisfeito, não parando de movimentar seus dedos até sentir o corpo dela começar a se acalmar.
null permaneceu segurando o braço dele, respirando fundo para tentar fazer sua respiração voltar à um ritmo mais lento. Ela fixou seu olhar em null, e lambeu os lábios, entreabrindo-os em seguida.
– Intenso, não? – sorriu, retirando os dedos de dentro dela, enquanto a via suspirar em resposta. Dessa vez, ao invés de ele mesmo provar o gosto dela, ele a fez abrir a boca e chupar os dedos dele, só os tirando quando estavam limpos por completo – Boa menina... – piscou para ela, e então a soltou, por fim, deixando null até um pouco sem rumo – Na cama – mandou, e null novamente não ousou desobedecer, se sentando na cama – Deitada, null, com as pernas abertas.
A mulher acatou as ordens, se posicionando como ele pediu, enquanto observava atentamente null retirar o cinto que ainda mantinha sua calça no lugar. Ele soltou a peça sobre a beirada da cama, sem tirar os olhos dela, e abriu os botões, retirando a calça por completo, dobrando-a para colocar sobre uma cadeira mais afastada.
Em êxtase e aproveitando o breve momento de distração de null, enquanto o encarava com desejo, null fechou suas pernas, roçando-as uma na outra, tentando, de qualquer maneira, aliviar o que estava sentindo.
– Eu mandei você abrir as pernas, null – ele disse firmemente, a observando pelo reflexo do espelho.
Ops, null pensou, abrindo as pernas novamente, podendo sentir e ver os fios de sua lubrificação melecarem suas coxas.
Ela mal teve o primeiro orgasmo e já estava daquela maneira novamente?
null sorriu satisfeito ao ver a cena e então se aproximou, com o cinto na mão, e já sem a boxer, cena que deixou null completamente sem reação. Ele subiu na cama, e ergueu os dois braços dela, os prendendo com o cinto para mantê-los daquela maneira.
– Você vai ficar quieta e vai me obedecer – disse firme e rouco, enquanto passava a ponta dos dedos pelo abdômen dela, sorrindo ao vê-la reagir ao seu toque – Porque eu realmente não gosto que me desobedeçam, null, e eu percebi que quando você quer, consegue acatar ordens – arqueou uma sobrancelha, levando a mão até o rosto dela, o apertando levemente – Não é verdade?
null engoliu seco, balançando a cabeça em confirmação.
– Sim – respondeu, mesmo não havendo necessidade, porque sabia que ele queria ouvi-la dizer.
– Perfeito. Você já aprendeu que se me obedecer, vai gozar – sorriu malicioso, fazendo um leve carinho no rosto dela, a surpreendendo com o gesto que nada combinava com o que faria a seguir.
Em um movimento rápido, levou as duas mãos até a cintura dela e a virou, a fazendo ficar com a bunda empinada para cima. null arfou ao vê-la daquela maneira, principalmente porque a intimidade de null estava, literalmente, escorrendo. E aquilo não podia excitá-lo mais.
Ela lambeu os lábios, se ajeitando de maneira confortável, apoiando os antebraços na cama, ficando de quatro. Sentiu a mão de null alisar sua bunda, e previu o que viria seguir. null, sem qualquer aviso, desferiu um tapa forte, apenas para voltar a alisar em seguida, ouvindo-a gemer de maneira deliciosa.
– Eu já disse que sua bunda é espetacular? – perguntou de maneira retórica – Porque realmente é... – estalou os lábios, agora tocando-a com as duas mãos, apertando com firmeza antes de dar mais um tapa, agora no outro lado, e também com um pouco mais de força.
null mordeu os lábios, arqueando um pouco o tronco. Ela jogou os cabelos para o lado, e olhou para ele por cima do ombro, enquanto arfava baixinho.
– Porra, null... – null disse, extasiado com a visão que tinha – Se você pudesse ver sua buceta agora... – lambeu os lábios, balançando a cabeça em negação, tocando a intimidade dela de repente, melecando seus dedos enquanto sorria sujo – Talvez seu gosto seja um dos melhores que já provei – declarou, a fazendo sorrir pequeno e satisfeita ao ouvir aquilo.
null ficou de joelhos na cama, atrás de null. Colocou rapidamente uma camisinha e encaixou seu corpo perfeitamente contra o dela, seu membro roçando de maneira deliciosa na bunda da mulher. Uma das mãos, ele deslizou pelas costas dela até chegar no ombro, segurando o local com firmeza. E com a outra, desferiu mais um tapa na bunda dela, que fez null gemer de dor e prazer. Ele então se abaixou, e depositou alguns beijos quentes pela pele ardida, subindo os beijos pelas costas dela. Sua outra mão, tocou o abdômen da mulher e seguiu para os seios, até chegar no pescoço, usando como apoio para deixá-la em pé e com as costas completamente grudadas em seu peitoral.
Com essa nova posição, null notou pela primeira vez que havia um grande espelho na parede atrás da cama, já que os dois estavam de frente para o objeto.
– Olha só... – null a encarou pelo reflexo, sorrindo ladino – Interessante a visão, não?
null roçou os dentes pela pele dela, dando uma leve mordidinha no ombro. Sua mão livre, que não segurava o pescoço de null, desceu para o seio dela, apertando com firmeza e beliscando o biquinho mais uma vez, a fazendo gemer.
– Você gosta disso, não? – questionou, mesmo sabendo que a resposta era sim, e então fez mais uma vez, dessa vez puxando com mais força, a fazendo arfar – Sim?
– Sim, eu gosto... Muito – finalmente ela respondeu em voz alta, rebolando a bunda contra o pau dele, fazendo null semicerrar os olhos para o reflexo dela.
O cantor afastou a mão dela e afastou o quadril apenas para tocar seu próprio membro, bombeando levemente enquanto o encaixava na entrada dela, sentindo a lubrificação dela o melecar, mas ainda sem penetrá-la.
null soltou um gemido em antecipação, abrindo um pouco as pernas para facilitar para ele. null afastou os cabelos dela e trilhou beijos pelas costas dela, ombros, até chegar no pescoço e no ouvido.
– Por favor, null... – null disse com a voz sôfrega, um tanto frustrada por não poder tocá-lo, e ansiosa para que ele a fodesse.
null a olhou divertido, se deliciando com as reações dela.
– Quase me esqueci que você ainda tá presa – debochou, soltando rapidamente as mão dela, jogando o cinto longe – Mas não entendi, null... Por favor o quê?! – sorriu cínico, falando bem próximo ao ouvido dela – O que você quer que eu faça, hm? – movimentou seu membro contra a entrada dela mais uma vez.
null respirou fundo.
– Eu quero que você me foda – ela disse de uma vez e com facilidade, algo que a surpreendeu já que não costumava pedir por coisas como aquela.
De maneira instantânea, null abriu um sorriso ao ouvir a resposta de null, e então a penetrou de uma vez, semicerrando os olhos brevemente enquanto soltava um gemido rouco e baixo.
Voltou a segurar o pescoço dela com firmeza, mas sem aperta, e sentiu null tocar sua nuca, puxando seus cabelos, fazendo-o se arrepiar.
– Quero seu olhar fixo no espelho, null, sem fechar os olhos – ele mandou, movimentando seu quadril, retirando seu membro por completo antes de enfiar de novo, dessa vez com um pouco mais de força, e então passou a se movimentar de maneira ritmada, quase revirando os olhos de prazer enquanto a fodia.
null nada respondeu, apenas fez o que ele pediu, não contendo os gemidos que saíam de sua boca. Não o faria nem se quisesse. Ela mantinha sua bunda bem empinada, sentindo as estocadas dele, o prazer aumentando a cada uma. A expressão de null enquanto metia era incrivelmente excitante. Ela tinha certeza de que nunca esqueceria do olhar que era lançado a ela, de como ele a tocava e das sensações que a fazia sentir.
– Porra, null, apertadinha – null voltou a falar, espalmando uma das mãos na bunda dela, apertando firmemente, sem parar de se movimentar, mas diminuindo os movimentos, indo tão lentamente que parecia uma tortura.
– Mais rápido – null pediu, se sentindo torturada pela velocidade.
O pedido dela o fez rir.
Em resposta, null passou o nariz pelo pescoço de null, depositando beijos no local, descendo a boca para o ombro dela, a encarando enquanto o fazia, deixando claro que o pedido dela não seria acatado naquele momento.
null gemeu em frustração e null em satisfação.
Sem parar de se movimentar e estocar, ele envolveu o copo dela com um braço, sua mão massageando o seio dela, enquanto a outra desceu em direção a intimidade de null.
– Será que você consegue gozar mais uma vez, null? – questionou, começando a masturbá-la.
Ela tinha certeza que sim, gozaria mais uma vez. E com facilidade.
Como não obteve resposta, null cerrou o maxilar e puxou os cabelos da nuca dela com força, a fazendo gemer.
– Achei que já tivesse entendido que eu gosto que me responda quando eu faço uma pergunta – olhou diretamente para os olhos dela dessa vez, já que a cabeça de Kari estava deitada para trás.
– S-sim – ela se pegou gaguejando – Eu consigo, null – respondeu finalmente, e recebeu um sorriso satisfeito vindo dele.
– Ótimo – soltou a nuca dela e fez um carinho leve, voltando a mão para o pescoço de null, agora fazendo movimentos circulares ao redor do clitóris dela – Porque eu quero sentir sua buceta apertar meu pau enquanto você goza.
null soltou um gemido baixo em resposta, e levou novamente a mão para trás arranhando a nuca de null, deitando um pouco a cabeça, mas mantendo os olhos fixos no espelho, como ele havia pedido.
Aquilo era muito mais excitante do que ela imaginou que seria.
– Não vai demorar, null... – avisou a ele com a voz baixa devido aos gemidos descompassados que saíam de sua boca sem controle algum.
O cantor sorriu satisfeito e intensificou os movimentos no clitóris dela, a masturbando mais rapidamente enquanto seguia estocando no mesmo ritmo, ele mesmo soltando vários gemidos sem conseguir conter o prazer que estava sentindo. Ele virou um pouco o rosto, de maneira que sua boca ficou próxima ao ouvido de null.
– Vamos, então, goza pra mim... Goza no meu pau, null...
Por Deus. Era ridículo como o corpo dela respondia a um simples pedido, como se null null realmente tivesse controle sobre aquilo.
null começou a sentir mais uma vez a sensação se aproximar, e arranhou a nuca dele com força, levando a outra mão até o braço dele que a mantinha junto a si, para se apoiar, pois sabia que seria intenso.
E foi.
Ela sentiu suas pernas amolecerem mais uma vez e a sensação em seu ventre veio mais intensa do que a primeira. Sua intimidade se contraiu de maneira deliciosa apertando o membro de null, e ela não conteve os gemidos altos que saíram de sua boca.
null, por sua vez, manteve os olhos bem fixos nela, não querendo perder nenhum detalhe, mas estava difícil até pare ele. A maneira com que sentiu seu membro ser pressionado por null o fez soltar gemidos longos e roucos, e ele não conteve um sorriso ao observá-la, bastante satisfeito por estar causando tamanho prazer em uma mulher como null.
Surpreendentemente, enquanto ela começava a se acalmar, null sentiu o próprio orgasmo se aproximar e precisou se segurar para não gozar naquele momento. Com a mão que mantinha o corpo dela junto ao seu, ele a segurou firmemente, pouco se importando com os arranhões que ela deixaria em sua pele. Só quando o corpo dela relaxou um pouco, ele tirou a mão da intimidade e a levou até a boca de null.
– Chupa – ele mandou, e prontamente ela o fez.
Envolveu os dedos dele como se fossem outra coisa. Chupou, lambeu, sugou, até estarem devidamente limpos. E null se deleitou com as expressões completamente entregues dela ao fazer aquilo.
Quando ela terminou, null a pegou pela cintura e saiu de dentro dela, rindo roucamente ao ouvir um gemido insatisfeito vindo dela.
– Calma, meu bem – sorriu malicioso, a colocando deitada na cama – Eu só quero mudar de posição, porque vou gozar dentro de você, olhando diretamente pros seus olhos...
null lambeu os lábios ao ouvir a fala dele, se ajeitando deitada na cama. Não precisou abrir as pernas, pois null já tinha feito aquilo. Deitado sobre ela, ele passou seu membro pelo clitóris sensível, ainda sem penetrar, apenas a encarando de maneira intensa.
Aliás, os dois se encararam.
E era um olhar que dizia muitas coisas. O desejo explícito e recíproco. A luxúria, o tesão...
O fascínio.
null realmente o deixava maluco. E ele não se lembrava de ter sentido tamanha conexão com uma mulher como sentia com null, já há algum tempo. Foi um tanto surpreendente se pegar pensando naquilo prestes a fodê-la.
Era só uma foda, não?!
null lambeu os lábios, levando sua mão até a nuca dele, passando os dedos levemente pelo local enquanto se sentia bastante exposta pelo olhar tão intenso que null a lançava.
E foi o toque dela que trouxe ele de volta.
Sem aviso prévio, ele a penetrou, forte e fundo, de uma só vez, a fazendo gritar de prazer.
Uma de suas mãos desceu para a perna dela, a apertando, enquanto movia o quadril contra o dela. null levantou essa perna e apoiou o tornozelo dela em seu ombro, sem tirar os olhos do rosto de null. A outra mão foi até o pescoço dela mais uma vez, sem apertar, apenas se mantendo ali, não a deixando virar o rosto em momento algum.
E null realmente não queria perder nenhum detalhe, então manteve os olhos bem fixos nele.
– Você é espetacular, null – null elogiou, grunhindo ao aumentar a velocidade de seus movimentos, virando o rosto apenas para depositar beijos pela perna dela que ele segurava.
null sorriu ao ouvir a declaração dele, e então contraiu voluntariamente sua intimidade, fazendo null a olhar surpreso, já que não estava esperando.
Ela sorriu maliciosa, sabendo o efeito que aquilo estava causando nele.
– Porra... – ele gemeu, balançando a cabeça, levando sua outra mão até o seio dela, apertando com certa força, o que serviu de incentivo para que null contraísse novamente, mais uma vez e de novo. null beliscou o mamilo dela, fazendo-a gemer – Se você continuar...
– Hm? – ela questionou, fazendo mais uma vez, ouvindo-o gemer alto – Você vai gozar, null? Dentro da minha buceta?
null grunhiu, a olhando surpreso mais uma vez, não só pelas falas dela, mas também pelo fato de null arriscar tomar o controle da situação pela primeira vez na noite. E ele se surpreendeu mais ainda por não ter se importado, tão envolto por ela naquele momento que realmente não ligou, pelo contrário... Se excitou mais ainda.
Não demorou nada para que ele gozasse, se derramando dentro dela. Ele até fez menção de fechar os olhos...
– Olhos em mim, null – null disse, esticando a mão para arranhar o abdômen dele.
E assim ele o fez. A encarou durante toda a duração da onda de prazer que percorreu seu corpo, o fazendo gemer sem se conter em momento algum, completamente extasiado. Demorou um pouco até que ele se acalmasse e logo que aconteceu, ele depositou alguns beijos na perna de null, levando mais alguns segundos para sair de dentro dela.
Sem pensar duas vezes, ele deitou o corpo sobre o dela e segurou o rosto da mulher, a encarando de maneira intensa antes de grudar seus lábios nos dela em um beijo, que foi retribuído com a mesma vontade. null arranhou a nuca dele, mas fez um carinho leve em seguida, assim como ele, que passou o dorso da mão pelo rosto dela, quebrando o beijo com alguns selinhos.
null não falou nada, nem ela. null até pensou em quebrar o silêncio, mas ele parecia tão envolto nos próprios pensamentos, que resolveu esperar.
E valeu a pena.
– Eu não sei como é possível – ele começou, roçando os lábios nos dela enquanto falava – Mas meu fascínio por você aumentou, null.
A mulher abriu um sorriso, e passou as unhas de leve pelos cabelos dele.
– Eu sei bem... – proferiu o nome dele de maneira lenta – Porque você também me fascina, null null.
Um brilho diferente passou pelos olhos dele, e ele viu o mesmo nos dela. Sem entender bem o que era aquilo, ele apenas deu um sorriso contido e a beijou uma última vez antes de se afastar e sair de cima dela.
null se virou na cama, ficando de lado, apoiando o cotovelo no colchão, segurando a cabeça com a mão, mordendo o lábio ao ver a bunda dele.
E que bunda.
– Sabe... Sua bunda é um espetáculo – estalou os lábios.
null não conteve uma gargalhada ao ouvir a fala dela, bagunçando os próprios cabelos enquanto andava em direção ao banheiro.
– Usar minhas palavras contra mim não é muito sábio – brincou já na porta do banheiro – Eu vou tomar um banho, fica à vontade – avisou, mesmo sabendo que não era necessário.
null sorriu em confirmação e se levantou rapidamente apenas para pegar uma garrafinha de água, que tomou com certa rapidez. Depois, voltou a se deitar em um lado da cama, ajeitando o travesseiro.
Não demorou absolutamente nada para que ela pegasse no sono pensando nas diversas sensações que null null a fez sentir ao longo daquela noite.
Alguns minutos depois, quando o cantor saiu do banheiro e a encontrou dormindo pelada, envolvida pelos lençóis, ele sorriu pequeno. Vestiu sua boxer e se deitou de lado atrás dela, mantendo distância e também o silêncio.
Sem perceber, levou sua mão até os cabelos dela, e os afastou de seus ombros, colocando-os para cima. Roçou a ponta dos dedos pela pele nua dela, sentindo seus olhos pesarem.
Em poucos minutos, estava dormindo também.
E na manhã seguinte, null acordou sentindo os raios de sol iluminarem seu rosto de maneira irritante e incomodativa. Ele tateou o criado mudo e logo encontrou seu celular, franzindo o cenho ao ver como ainda era cedo. Olhou para o lado, encontrando a cama vazia.
null já tinha ido embora?
Franziu o cenho, se sentando, esfregando os olhos e bagunçando os cabelos, não encontrando nenhum pertence dela no quarto.
Com exceção de uma coisa, que o fez abrir um sorriso, mesmo não sabendo exatamente o porquê.
Em cima de sua calça, junto de seu cinto e camisa, estava a calcinha vermelha de null.
You've been here on top of me, feel crazy 'bout you
How could we forget
Everything else upon exists for hours?
Hours, hours, hours, hours
Fim
Nota da autora: Ai, nossa. Nossa, nossa, nossa… Nem sei o que dizer. A intensidade dessa fic e o tempo recorde que eu levei pra escrever ela... Caramba. Eu mesma tô sem palavras. Eu espero muito que vocês tenham conseguido sentir tudo o que eu passei. Os dois tem uma ligação muito especial e intensa. São fascinados um pelo outro. Talvez isso acabe virando outra coisa. Talvez não. Tem bastante planejado pra esse casal, e eu realmente dependo de tempo e também do feedback de vocês (vai que eu tô maluca e vocês não gostam, né? Hahah) pra decidir se vou levar eles em frente e contar mais sobre os dois.
Essa é a primeira fic que eu escrevo com palavras de baixo calão (pau, buceta, etc) e pra ser sincera, gostei muito do resultado. Não sei se perceberam, mas usei elas apenas nas falas dos personagens; na narrativa mantive a escrita mais formal. Espero que vocês também gostem.
Pra terminar, queria agradecer as minhas amigas loucas, surtadas e mais malucas que eu, que não só me incentivaram a escrever, como acompanharam de perto o processo de criação e opinaram diretamente. Obrigada Mari e Nay. Amo vocês.
E, obrigada Milena e Angel, por me incentivarem mais que eu mesma. E Lígia, pelo apoio e por se oferecer pra betar essa história, já que tá sendo enviada de última hora. Obrigada, meninas!
É isso! Obrigada por lerem, de coração, e por me deixarem compartilhar um pouco do que sinto por esse homem fascinante que é Liam Payne.
Outras fanfics:
Finalizadas:
Above It All [Atores - Finalizadas - Chris Evans]
A Place to Call Home [Restritas - Originais]
Em andamento:
Against All Odds [Atores – Em Andamento]
All We Can Become [Restritas - Atores - Em Andamento]
Dear Roommate [Restritas - Originais - Em Andamento]
Outer Space [Restritas - Originais - Em Andamento]
Shorfics:
Sixth Sense [Originais – Finalizada]
9/11 [Originais – Shortfic]
Ficstapes:
01. On The Loose [Ficstape Niall Horan - Flicker - Restrita]
02. Halo [Ficstape Beyonce - I Am… Sasha Fierce]
02. Payphone [Ficstape Maroon 5 - Overexposed]
02. Revenge [Ficstape Pink - Beautiful Trauma]
02. Tell Me You Love Me [Ficstape Demi Lovato - Tell Me You Love Me]
05. Stereo Soldier [Ficstape Little Mix - DNA - Restrita - Trilogia: Parte III de III]
06. Feel It [Ficstape Magic Mike XXL]
07. Don’t Throw It Away [Ficstape Jonas Brothers - Hapiness Begins]
07. Hot as Ice [Ficstape Britney Spears - The Essential - Restrita - Trilogia: Parte I de III]
07. Miss Americana And The Heartbreak Prince [Ficstape Taylor Swift - Lover]
08. Love Her [Ficstape Jonas Brothers - Hapiness Begins]
08. Stay [Ficstape Miley Cyrus - Can’t Be Tamed]
10. Almost Is Never Enough [Ficstape Ariana Grande - Yours Truly]
12. Beautiful Goodbye [Ficstape Maroon 5 - Overexposed]
12. Better Left Unsaid [Ficstape Ariana Grande - Yours Truly]
12. Keep Holding On [Ficstape Avril Lavigne - The Best Damn Thing]
12. Only The Strong Survive [Ficstape McFLY - Radio:ACTIVE]
15. Outrageous [Ficstape Britney Spears - The Essential - Restrita - Trilogia: Parte II de III]
Especiais:
After All These Years [Especial 10 anos FFOBS - Equipe]
Belong To You [Especial Spin-Offs - Spin-off de A Place to Call Home]
Endlessly [Especial Dia dos Namorados - Equipe]
I Wish [Especial A Whole Lot Of History - 10 anos de One Direction]
Little White Lies [Especial A Whole Lot Of History - 10 anos de One Direction]
Rude Hours [Especial A Whole Lot Of History - 10 anos de One Direction]
Karime eu to que não sei se eu choro, se eu dou risada, ou eu mato Liam James Payne simplesmente por existir NFOSDNSOBGDBF. Estou apenas fora de mim com essa sua história, sério! Socorro, apenas isso! Você arrasou e depois dessa, eu preciso ler outras fanfics restritas suas porque mulher... Sério, eu estou em êxtase e já panfletando essa história! Fazia tempo que eu não lia uma história sua e sabia que você não iria decepcionar! Parabéééns!
Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.
Essa é a primeira fic que eu escrevo com palavras de baixo calão (pau, buceta, etc) e pra ser sincera, gostei muito do resultado. Não sei se perceberam, mas usei elas apenas nas falas dos personagens; na narrativa mantive a escrita mais formal. Espero que vocês também gostem.
Pra terminar, queria agradecer as minhas amigas loucas, surtadas e mais malucas que eu, que não só me incentivaram a escrever, como acompanharam de perto o processo de criação e opinaram diretamente. Obrigada Mari e Nay. Amo vocês.
E, obrigada Milena e Angel, por me incentivarem mais que eu mesma. E Lígia, pelo apoio e por se oferecer pra betar essa história, já que tá sendo enviada de última hora. Obrigada, meninas!
É isso! Obrigada por lerem, de coração, e por me deixarem compartilhar um pouco do que sinto por esse homem fascinante que é Liam Payne.




Outras fanfics:
Finalizadas:
Above It All [Atores - Finalizadas - Chris Evans]
A Place to Call Home [Restritas - Originais]
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Sixth Sense [Originais – Finalizada]
9/11 [Originais – Shortfic]
Ficstapes:
01. On The Loose [Ficstape Niall Horan - Flicker - Restrita]
02. Halo [Ficstape Beyonce - I Am… Sasha Fierce]
02. Payphone [Ficstape Maroon 5 - Overexposed]
02. Revenge [Ficstape Pink - Beautiful Trauma]
02. Tell Me You Love Me [Ficstape Demi Lovato - Tell Me You Love Me]
05. Stereo Soldier [Ficstape Little Mix - DNA - Restrita - Trilogia: Parte III de III]
06. Feel It [Ficstape Magic Mike XXL]
07. Don’t Throw It Away [Ficstape Jonas Brothers - Hapiness Begins]
07. Hot as Ice [Ficstape Britney Spears - The Essential - Restrita - Trilogia: Parte I de III]
07. Miss Americana And The Heartbreak Prince [Ficstape Taylor Swift - Lover]
08. Love Her [Ficstape Jonas Brothers - Hapiness Begins]
08. Stay [Ficstape Miley Cyrus - Can’t Be Tamed]
10. Almost Is Never Enough [Ficstape Ariana Grande - Yours Truly]
12. Beautiful Goodbye [Ficstape Maroon 5 - Overexposed]
12. Better Left Unsaid [Ficstape Ariana Grande - Yours Truly]
12. Keep Holding On [Ficstape Avril Lavigne - The Best Damn Thing]
12. Only The Strong Survive [Ficstape McFLY - Radio:ACTIVE]
15. Outrageous [Ficstape Britney Spears - The Essential - Restrita - Trilogia: Parte II de III]
Especiais:
After All These Years [Especial 10 anos FFOBS - Equipe]
Belong To You [Especial Spin-Offs - Spin-off de A Place to Call Home]
Endlessly [Especial Dia dos Namorados - Equipe]
I Wish [Especial A Whole Lot Of History - 10 anos de One Direction]
Little White Lies [Especial A Whole Lot Of History - 10 anos de One Direction]
Rude Hours [Especial A Whole Lot Of History - 10 anos de One Direction]
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